Paulo 2018

Paulo R. Labegalini
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Vicentino de Itajubá-MG e Professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG)
Autor dos livros:
- Histórias Cristãs- Editora Raboni

- O Mendigo e o Padeiro - Editora Paco
- A Arte de Aprender Bem - Editora Paco
- Minha Vida de Milagres - Editora Santuário
- Administração do Tempo - Editora Ideias e Letras
- Mensagens que Agradam o Coração - Editora Vozes
- Histórias Infantis Educativas - Editora Cleofas
Apresentações musicais:
https://www.youtube.com/results?search_query=soraia+labegalini

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Mensagem da Semana - Nº 382 13 Setembro 2018

 

Você sabia disso?

 

Num dia do século XIII, Santo Antônio estava pregando em Rímini, cidade da Itália, quando foi desafiado publicamente por um herege chamado Bonvillo, que gritou:

 

Ó frade sabichão! Chega de dizer bobagens, de inventar mentiras, de enganar o povo. Eu nunca acreditarei que Deus possa estar num pedaço de pão. Isso é invenção sua!

 

De nada valeram os argumentos teológicos que frei Antônio lhe apresentou sobre a Santa Ceia, pois o homem insistia:

 

Eu acreditarei na sua Eucaristia, mas exijo uma prova. Vou deixar minha mula três dias sem comer o seu alimento preferido, o cheiroso feno do campo, e vós podeis trazer diante dela o que dizeis ser o alimento dos cristãos, na qual, está presente o Senhor Jesus. Pois bem, se a minha mula se ajoelhar reverente diante da hóstia, aí sim, eu acreditarei.

 

Um silêncio profundo se fez na imensa praça de Rímini. O povo católico, silencioso, esperava algum desfecho para aquele estranho e provocante desafio. E, Bonvillo, continuou em alta voz:

 

E digo mais, ó frade Antônio! Se a mula se ajoelhar diante daquilo que vós chamais de Santíssimo Sacramento, eu também me ajoelharei.

 

A expectativa era grande. De repente...

 

Aceito, ó Bonvillo! Aceito o seu desafio, se é para o bem de sua alma, se é para o bem do povo de Deus aqui reunido, se é para a honra e glória do Senhor.

 

Dali a três dias, na hora marcada, a praça já estava tomada por uma imensa multidão – alguns foram por devoção e, outros, por simples curiosidade. Cantando um hino eucarístico, frei Antônio saiu liturgicamente vestido da catedral, trazendo consigo um lindo ostensório com a Hóstia sagrada.

 

Não demorou muito e lá chegou o fanático herege – berrando e puxando a sua pobre mula. Parando perto do altar, espalhou o feno cheiroso que trouxe num saco às costas. Santo Antônio, recolhido, permanecia de joelhos em oração. Quando Bonvillo soltou a mula, já todo sorridente prevendo o desfecho da caminhada do animal faminto, seus olhos não acreditaram no que viram: a mula não se movia do lado do religioso.

 

Em vão, o herege começou a empurrá-la para a erva fresca. Brandia nos ares o seu chicote, mas tudo era inútil. Frei Antônio, então, levantou-se, pegou o Santíssimo e começou a abençoar a multidão que, piedosa, se ajoelhou. Naquele mesmo instante, como se estivesse acompanhando o povo cheio de fé, também a mula dobrou suas patas dianteiras, deixando Bonvillo solitário em pé. Comovido e cheio de lágrimas, ele dobrou os joelhos e cantou com a multidão: “Bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento!”

 

E o dono da mula fez-se cristão! Cristão católico. Você sabia disso?

 

Outra manifestação Divina, muito comentada como ‘Milagre Eucarístico’, aconteceu há doze séculos na igreja de Lanciano, também na Itália. Durante o momento da consagração na Santa Missa, a hóstia e o vinho se transformaram em Carne e Sangue humanos! O relicário que conserva o Corpo e o Sangue coagulado de Jesus encontra-se à visitação pública até os dias de hoje.

 

Que fatos maravilhosos! Como estes, existem muitos outros que nos fazem crescer na fé; inclusive corpos de centenas de santos que, após séculos de falecimento, ainda se conservam não corrompidos pelo tempo – como presenciei pessoalmente este ano em Paris: São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré e Santa Luísa de Marillac. E sabemos, quando vivos, todos recebiam Jesus na Eucaristia frequentemente.

 

Perante o mistério, a gente se cala e perante o milagre a gente se ajoelha, reza e agradece. Agora que você já sabe mais estas lindas histórias verídicas sobre Jesus Cristo vivo na Santa Eucaristia, não deixe de recebê-lo toda semana na comunhão. Humildemente, dobre os seus joelhos e aproveite para pedir a Ele que restaure a sua vida e o seu coração.

 

Com fé, se você conseguir essa graça, logo se colocará a Seu serviço e em veneração a sua Mãe Santíssima. Assim seja.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 381 7 Setembro 2018

 

O cão e o coelho

 

Eram dois vizinhos. O primeiro comprou um coelho para os filhos e, assim que o viram, as crianças do outro vizinho também pediram um bicho ao pai. O homem, então, comprou um pastor alemão, e começou a rolar o seguinte papo entre os vizinhos:

 

Ele vai comer o meu coelho!

 

De jeito nenhum, imagina! O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e pegar amizade. Eu entendo de bicho, não há problema.

 

De fato, cresceram juntos e brincavam sempre. Tudo gerava felicidade para os filhos dos vizinhos até que o dono do coelho foi passar um final de semana com a família na praia, deixando o seu animal sozinho.

 

No domingo, antes de voltarem de viagem, a família que tinha o cachorro estava reunida na sala assistindo TV, quando entra o pastor alemão com o coelho arrebentado entre os dentes, todo sujo de terra e, é claro, morto. Foi um desespero geral. Dizia o homem:

 

- O vizinho estava certo. E agora, como vamos explicar esta violência?

 

A primeira providência foi bater duro no cachorro e, cada vez que pensavam como reagiriam os filhos dos vizinhos ao verem o coelho morto, davam mais umas pauladas no cachorro. E, enquanto o pastor latia e lambia os ferimentos no quintal, a família toda se apressou em dar um banho no coelho, secá-lo e colocá-lo bem limpinho na sua casinha. Ficou lindo, até parecia estar dormindo.

 

Algumas horas depois, ouviram os amigos chegando da praia e logo começaram os gritos das crianças. Em menos de cinco minutos, o dono do coelho veio bater à porta – branco, assustado, parecia que tinha visto um defunto. E, começou outro papo entre os vizinhos:

 

O que foi, que cara é essa?

 

O coelho... o coelho...

 

O coelho, o que?

 

Morreu!

 

Como morreu? Ainda hoje parecia tão bem quando esteve aqui no quintal de casa brincando.

 

Morreu na sexta-feira, antes de viajarmos.

 

Na sexta?

 

Foi. Morreu atropelado na sexta. As crianças o enterraram no quintal e, agora, ele voltou pra casinha!

 

Bem, a história termina aqui. O que aconteceu depois, não importa, mas, ficou clara a injustiça que cometeram com o fiel amigo do coelho – o pobre cachorro. Imagine o pastor alemão que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância. Após muito farejar, descobre o corpo enterrado e, provavelmente com o coração partido, desenterra o coitadinho do coelho, vai mostrá-lo para os donos e...

 

Sempre que lembrarmos desta história, iremos pensar no cachorro como um grande injustiçado ou até mesmo um herói. Por outro lado, aqueles que o surraram, mesmo sem saberem de todos os fatos, tentaram usar da mentira para esconder um possível ato de covardia do animal.

 

É comum sermos os donos da verdade para tentarmos encobrir as nossas falhas, não? Julgamos antecipadamente os fatos e tiramos conclusões precipitadas que venham a nos favorecer de alguma maneira, concorda? Por isso é que o mundo caminha para rumos tão pecaminosos! Falta justiça, amor e compreensão nos corações humanos. Em decorrência disso, vêm ambição, falta de perdão e vida materialista – fundamentados no consumismo e crenças absurdas!

 

Antes de julgarmos e batermos em alguns ‘cachorros’ para tirarmos proveito da situação, temos que refletir no exemplo de humildade que o grande injustiçado da humanidade – Jesus Cristo – nos deixou: o lugar onde Ele nasceu foi emprestado, o barco que navegou foi emprestado, o burrico que montou foi emprestado, os pães e peixes que multiplicou foram emprestados, o local onde instituiu a Eucaristia foi emprestada e o túmulo em que O sepultaram também foi emprestado. Só a cruz foi exclusivamente d’Ele!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 380 31 Agosto 2018

 

Mensagens que agradam o coração

 

Hoje vou resumir vários contos que estão há algum tempo esperando a vez.

 

O primeiro diz que um grande artista havia pintado um lindo quadro e, no dia do leilão beneficente, compareceu muita gente importante no local. Quando viram a obra – Jesus batendo suavemente à porta de uma casa –, ficaram maravilhados e as ofertas não paravam de subir, até que a pessoa que o arrematou notou que a porta foi pintada sem fechadura. Questionado, o pintor lhe explicou: ‘Esta é a porta do coração humano, que só se abre do lado de dentro. Jesus estará sempre batendo, mas, cabe a cada um de nós deixá-Lo entrar.’

 

O segundo conto relata que o inglês George Tomas estava andando na rua e viu um menino carregando uma gaiola com três passarinhos. Perguntou ao garoto o que iria fazer com eles e soube que seriam objetos de diversão até morrerem por maltrato. O inglês, indignado, disse que queria comprá-los e ouviu do menino: ‘Por que o senhor os quer, se são pardais e não servem pra nada?’ George lhe respondeu: ‘Quero apenas soltá-los!’ E os comprou por dez dólares. Da mesma forma, quando Jesus andava na Galiléia, soube que Satanás estava se divertindo com as pessoas aqui na terra. Perguntou-lhe por que fazia aquilo e ficou sabendo que era muito fácil para o maligno ensinar pessoas fracas na fé: a fazer bombas, a usar revólveres para matar, a divorciar, a usar drogas – até conseguir matá-las! Quando Jesus perguntou quanto ele queria por todos aqueles que o seguiam, foi questionado imediatamente: ‘Por que você iria querer pessoas traiçoeiras, mentirosas e avarentas? Irão lhe desprezar e até lhe cuspirão no rosto, mas, se insiste, quero todas as suas lágrimas e todo o seu sangue.’ E Deus pagou esse preço pelas nossas liberdade e salvação!

 

Na terceira história, o diabo fez um desafio a Jesus: ‘Não pode me vencer no computador, pois digito muito mais rápido que você!’ Mesmo sem querer competir, aceitou a aposta para ver até onde a maldade do demônio iria chegar. Na hora marcada, lá estava Satanás com uma máquina incrível! Jesus, na sua humildade, trazia consigo um simples XT, 4,77 MHz e 2 mega de memória. Aquele que digitasse o maior texto em 30 minutos seria o vencedor.

 

O diabo começa a competição de maneira feroz: 900 toques por minuto! Do outro lado, Jesus digita calmamente com dois dedos e, confiando na vitória do bem sobre o mal, segue ‘catando milho’ no teclado. Após vinte e nove minutos, quando Satanás já estava na casa dos 20 MB de texto contra 5 KB de Jesus, cai a luz! Os juízes resolveram considerar os tamanhos finais dos arquivos, assim que a energia voltasse. E Jesus venceu porque havia memorizado o seu texto. O diabo perdeu porque ele nunca salva!

 

Como se fosse uma quarta história, vou citar algumas cartinhas que crianças inglesas escreveram para Deus: “Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que vi o pôr-do-sol que você fez terça-feira. Foi demais!”; “Querido Deus, você queria mesmo que a girava fosse assim ou foi um acidente?”; “Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que você não mantém nós que você tem agora?”; “Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu rezei por um cachorrinho!”; “Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e meu pai falou coisas feias sobre você! Não vou dizer quem sou para evitar que você possa machucá-lo.” Continuando: “Querido Deus, por favor me mande um poney. Eu nunca lhe pedi nada antes, você pode checar.”; “Querido Deus, eu aposto que é muito difícil você amar todas as pessoas do mundo, não? Na nossa família só tem quatro e eu nunca consigo!”; “Querido Deus, se você olhar para mim na missa domingo, vou lhe mostrar o meu sapato novo.”; “Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor do que você. Quero que saiba que não estou dizendo isso porque você já é Deus.”

 

Faça um bom proveito destes contos, mude seus hábitos para ser um cristão sempre melhor e não mande a sua ‘cartinha’ dizendo apenas: “Querido Deus, eu tenho um grande problema!” Escreva assim: “Querido Deus, eu disse ao meu problema que eu tenho um grande Deus!”

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 379 21 Agosto 2018

 

As duas vizinhas

 

Duas vizinhas viviam em pé de guerra e não podiam se encontrar que era briga certa. Um dia, dona Jacira resolveu provocar ainda mais a ‘inimiga’ e mandou-lhe esterco de vaca como presente – para ver a reação da outra.

 

Assim que dona Clotilde abriu o embrulho, sentiu que a situação estava se tornando insuportável e passou a rezar pedindo paz entre elas. À noite, sonhou que foi visitar o inferno e viu todas as pessoas passando muita fome. Lá, os garfos eram enormes, os braços dos pecadores não se dobravam nos cotovelos e, como era regra comer pegando na ponta do garfo, ninguém conseguia levar a comida à boca.

 

No dia seguinte, dona Clotilde sonhou que foi visitar o céu e, lá, também os cotovelos não eram articulados, os garfos eram grandes, a regra para se alimentar era a mesma, mas todos estavam felizes e bem gordinhos. Quando perguntou a um anjo como era possível aquilo estar acontecendo, ouviu a resposta: ‘No inferno, eles não se perdoam e continuam passando fome. Aqui, ninguém guarda ressentimentos e um alimenta o outro – levando a comida do garfo até a boca do mais próximo.’

 

Algum tempo depois, dona Jacira recebeu uma linda cesta de flores e um bilhete de sua vizinha: “Querida, cultivei-as com o esterco que você me presenteou, aliás, um excelente adubo que serviu para reatarmos a amizade. Comprei uns garfos especiais e gostaria que você almoçasse comigo amanhã. Com carinho, Clotilde.”

 

Foi assim que elas aprenderam que cada um dá ao próximo aquilo que tem em abundância dentro de si. Resolveram, então, cultivar a paz para viverem em paz e, como a felicidade completa só existe nos corações de pessoas de fé, cada vez mais a oração passou a fazer parte de suas vidas.

 

Eu acredito que muito mais do que uma bela história, este relato serve para nos ajudar a refletir na importância do perdão nos dias de hoje. Primeiro, porque se não perdoamos não somos por Deus perdoados e não seremos salvos. Segundo, porque as consequências da falta de perdão são todas ruins à nossa saúde. Terceiro, porque quem não perdoa não é digno de professar a fé cristã e deixa de alcançar muitas graças para a família.

 

Eu já fui uma pessoa que rangia os dentes quando me lembrava de alguns desafetos, mas, com sinceridade, hoje isso não acontece mais. Há anos que rezo, pedindo a Jesus que faça o meu coração manso e humilde semelhante ao d’Ele e, com a ajuda de Nossa Senhora da Agonia, a cada dia vou melhorando um pouquinho mais.

 

Citei a ajuda de minha Mãezinha porque Ela me acompanha sempre e foi por seu intermédio que descobri a minha missão na Igreja Católica. Convivendo com pessoas que a amam com fervor, aprendi o verdadeiro espírito cristão que nos aproxima de Deus e, analisando a vida da Virgem Maria, concluí que não há limites para servir e obedecer o seu Filho Santo.

 

Contudo, sabemos que as graças não chegam de graça. Só as continuam recebendo em abundância aqueles que se perdoam e vivem em comunidade. É um exercício para a santidade que se completa na missão que abraçamos na Igreja Católica. Se Jesus Cristo perdoou até aqueles que o traíram, quem somos nós para guardarmos rancores uns dos outros?

 

Voltando à história das duas vizinhas, podemos tirar mais uma lição a respeito do perdão: ‘Quem quer amar como Jesus amou e quer ser protegido por Maria Santíssima, deve evangelizar e perdoar sempre. Só assim poderá chegar ao céu.’

 

Então, perdoe e evangelize você também, porque, com certeza, não se arrependerá.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 378 17 Agosto 2018

 

Berços católicos

 

Ao receber uma das revistas católicas que assino, me surpreendi ao constatar que meu pai – já falecido – fazia aniversário no dia em que anteriormente era celebrada a festa de Nossa Senhora Rainha – 31 de maio –, festa que hoje é comemorada na data de seu falecimento: 22 de agosto. Embora nem todos pensem assim, eu creio que essas datas contribuíram bastante na caminhada de meu pai rumo ao céu.

 

Ele era devoto de Nossa Senhora, assistia missa aos domingos e, temente a Deus, nunca blasfemou diante das dificuldades que enfrentou. Foi um marido exemplar, um ótimo pai e sempre cumpriu as suas obrigações sociais e fiscais com honestidade. Seus filhos – eu e minha irmã –, receberam os nomes abençoados de Paulo e Maria. Sua esposa, até hoje persevera na religião católica com uma fé invejável e inabalável. Nunca foi rico, mas sempre teve o suficiente para conduzir a sua família nos caminhos do bem, da verdade e do amor.

 

Quem acredita apenas em coincidências, não irá se convencer que meu pai nasceu e morreu em datas especiais e que, também por isso, teve uma proteção maior de Deus desde a sua concepção; contudo, nós que testemunhamos dia-a-dia a providência Divina na vida das pessoas, sabemos que toda fé tem uma história e, algumas, removem montanhas!

 

Como essa fé veio de meus avós-paternos – que também eram católicos fervorosos –, com certeza, cada Ave-Maria rezada em família contribuiu para santificar a vida de meu pai desde o dia em que nasceu até a sua boa morte.

 

Pensando, agora, na família de minha mãe, recordo que meus avós viviam num lar aconchegante e iluminado pelo Espírito Santo. Nas férias, os filhos e netos chegavam de mala e cuia para ficarem meses comendo e bebendo à vontade, e, eles, sempre trabalhando e acolhendo a todos com muito amor.

 

Minha avó-materna, que viveu 94 anos, rezava vários terços e assistia missa diariamente pela televisão! Era uma criatura adorável que merecia a graça de Deus, vendo todos os seus filhos indo à igreja, rezando e dignificando o berço católico em que nasceram.

 

Ouvindo esta história, se alguém ainda relutasse em concordar que o exemplo dos pais é fundamental na fé dos filhos, eu diria que desde pequeno gosto de ir à igreja por influência de meus pais. Quando garoto, eu saía das missas dizendo que iria ser padre! Sei que isso não aconteceu porque Deus tinha outros planos pra mim.

 

Mas, aos quarenta anos de idade – antes tarde do que nunca! – eu aceitei o chamado de Nossa Senhora da Agonia e passei a me dedicar na construção de seu Santuário, propagar a sua devoção, rezar em comunidade, ajudar os pobres, tocar, cantar, compor, gravar músicas católicas etc. Tive várias provações na vida até ver frutificar a semente cristã que meus pais plantaram em mim.

 

E, como minha esposa também cresceu na fé católica, nossos filhos amam a nossa Igreja, são devotos da Virgem Maria e rezam para a glória do Reino de Deus no meio de nós. Isso serve para mostrar que a família que persevera unida nos caminhos de Jesus e de Maria Santíssima, estende as graças recebidas por várias gerações.

 

Eu não tenho dúvida que meu pai e meus avós continuam intercedendo por nós no céu; inclusive, eu alcancei uma graça maravilhosa no dia do aniversário de meu pai! Quem ler o capítulo 20 de São Mateus, compreenderá melhor tudo o que estou afirmando: “Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.”

 

Portanto, quem não conduzir os filhos às suas obrigações cristãs na igreja católica, não poderá reclamar futuramente da vida materialista que eles abraçaram; sobretudo, é injusto não dar a eles a oportunidade de conhecerem Aquele que os criou. No mundo de hoje, com tantos pecados e perigos, ou estamos com Deus ou estamos sem Deus – não há meio termo. E para estarmos com Ele e sua Mãe querida, temos que procurá-Los na oração diária do Terço, na santa missa, nas obras de caridade e na construção da igreja de pedras – que servirá para fortalecer o Corpo Místico de Jesus Cristo, do qual fazemos parte.

 

O berço católico que Jesus nasceu está ao alcance de todos nós. Como Ele, podemos ser cuidados por José e Maria, podemos confiar na doutrina da única Igreja que Ele deixou nas mãos de Pedro e podemos evangelizar como seus discípulos bem o fizeram. Tempo e dons para isso Ele nos deu de sobra. Basta apenas querermos.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 377 11 Agosto 2018

 

Tudo depende das mãos

 

Uma raquete de tênis em minhas mãos não tem uso algum, mas nas mãos do Guga, encantam o mundo. Uma vara em minhas mãos não serve nem para reger uma orquestra desafinada, mas nas mãos de Moisés, o ajudou a abrir o Mar Vermelho. Dois peixes e cinco pães em minhas mãos mal dariam para preparar um jantar em família, mas, há dois mil anos nas mãos de Jesus, alimentaram milhares de pessoas!

 

É fácil concluir que tudo depende das mãos: mãos que sabem jogar tênis podem fazer fortuna; mãos que obedecem a Deus podem receber muitas graças; e as mãos do Salvador ao serem pregadas na cruz, provaram que o verdadeiro amor ao próximo nos conduz à vida eterna!

 

É uma pena que alguns colocam os seus problemas nas mãos de pessoas que jogam com a sorte e outros preferem usar amuletos que ‘dão sorte’; eu, entrego as minhas preocupações nas mãos de Nossa Senhora – que afasta de mim a tentação de acreditar na sorte.

 

E no nosso cotidiano? Vemos diariamente algumas mãos enaltecendo a vida cristã e outras insistindo em cavar a própria sepultura! Enquanto há mãos abençoadas que recebem Jesus na Eucaristia, há também aquelas que nunca pegam no Terço.

 

Existem mãos caridosas, mas, infelizmente, existem outras que só servem para levar a comida à própria boca – aumentando a fome no mundo. Disse Jesus: “Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.” (Mc 9, 43-44)

 

Há uma história de uma linda flor que nasceu no meio das pedras. Passou uma jovem e a arrancou porque achava que seria melhor cuidada em sua casa, mas, após uma semana, a flor morreu. Algum tempo depois, no mesmo lugar, a jovem encontrou outra flor igual àquela que havia apanhado. Pensando em não cometer o mesmo erro, deixou-a lá, mas veio a tempestade e a matou.

 

Pela terceira vez a jovem encontrou outra flor no meio das pedras. Decidiu, então, voltar todos os dias para trazer terra, regar, adubar, podar, até formar um lindo canteiro! Dessa forma, através de suas mãos – que sempre cultivavam aquele jardim –, podia apanhar flores e ainda mantinha bonitas as que ali ficavam.

 

Eis um exemplo de mãos que por duas vezes erraram, mas, em tempo, foram capazes de produzir uma linda obra e belas colheitas! É feliz aquele que aprende com os próprios erros e se redime – praticando o bem dentro e fora de sua casa! Todos têm essa chance e são chamados por Deus para libertarem as mãos dos pecados, mas poucos aproveitam.

 

Até os animais irracionais lutam desesperadamente pela vida quando ameaçados de morte e, às vezes, conseguem sobreviver graças ao esforço de suas patas, mas, o homem, chega a usar as próprias mãos para se afastar de Deus; e o pior: não se arrependendo e não se convertendo, jamais verá a Deus!

 

Conta-se que um fazendeiro caiu da sela quando passeava montado num de seus melhores cavalos. Furioso, empurrou o animal num buraco bem fundo, chamou o capataz e ordenou que o soterrasse. Logo vieram mais alguns empregados e começaram a jogar terra no local; no entanto, assim que a terra caía sobre o cavalo, ele se sacudia e ia pisando sobre ela.

 

Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar e estava subindo à medida que a terra caía, até conseguir sair. Preocupados com o castigo que receberiam do patrão, levaram o cavalo para longe e disseram que o haviam sacrificado – como lhes fora ordenado. Apesar da mentira, aprenderam que as mãos que condenam são as mesmas que salvam!

 

Eu também aprendi que estas minhas mãos – que agora escrevem este artigo – podem ser muito mais úteis rezando por alguém que precisa sair do fundo do poço, do que apontando os erros que eventualmente essa pessoa cometeu. É importante denunciar as injustiças, mas sempre pedindo a Deus que nos dê força e dignidade cristã para aceitarmos as provações.

 

Agradeço ao Pai pelas minhas mãos perfeitas quando há tantas mutiladas. Agradeço pelas minhas mãos abençoadas que trabalham quando há tantas que mendigam. Agradeço pelas minhas mãos fervorosas que rezam quando há tantas que fraquejam na fé. Agradeço pelas minhas mãos sadias que tocam um instrumento na missa quando há tantas que pegam em armas.

 

Agradeço também a Nossa Senhora – a quem consagrei a minha vida – por conduzir as minhas mãos pelos caminhos do bem, da verdade e do amor. Que Ela ajude a colocar o futuro desta nação mariana nas mãos das pessoas certas. Assim seja!

 

NOTA: Leia o livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”, escrito pelo padre espanhol Santiago Martín e publicado pela Editora Mercuryo (em parceria com a Paulus). Vale a pena ocupar suas mãos com esse texto maravilhoso!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 376 5 Agosto 2018

Rico entra no céu?

Numa das edições da revista ‘Catolicismo’, o Cônego José Luiz Villac respondeu a um leitor que perguntou se um rico pode passar pelo buraco da agulha e ir para o céu. Eis a resposta:

“Havia em Jerusalém uma porta tão estreita e tão baixa, que os camelos não podiam passar por ela sem que lhes fosse retirada toda a carga e, ainda assim, lhes era preciso abaixar-se e passar quase de rastos. Chamavam-na ‘Porta da Agulha’, daí vem o provérbio de que se serve Jesus: ‘Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. Digo-vos mais: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino dos Céus.’ (Mt 19, 23-24).

É certo, pois, que os ricos que empreguem bem suas riquezas, conformando-se aos Mandamentos e à vontade de Deus, podem perfeitamente salvar-se. É o caso de lembrar que Nosso Senhor frequentava a casa de Lázaro, que era rico, e o considerava como amigo. E uma das figuras exponenciais em santidade do Antigo Testamento, o Patriarca Abraão, era não só rico, mas riquíssimo.

Tal é porém o apego dos homens aos bens desta terra – não só dos ricos, mas muitas vezes dos que pouco possuem – que desapegarmo-nos deles é um verdadeiro prodígio da graça, que só Deus pode operar.”

Na resposta do cônego, acho que ficou claro que as riquezas não são um mal em si, mas possuem o perigo de prender os corações dos ricos demasiadamente a elas. Quando isso ocorre – e, infelizmente, normalmente ocorre! – os afortunados deixam de salvar as próprias almas porque se fazem de surdos ao serem chamados para a construção do Reino de Deus. Portanto, todo aquele que não se despoja das afeições desregradas neste mundo e não busca um espírito de pobreza – o desapego de bens materiais –, dificilmente ganhará o céu.

Agora, você talvez reflita assim: ‘Eu conheço uma pessoa que só pensa em luxo e dinheiro. Essa, quando morrer, coitada!’ Mas, antes de julgar alguém, lembre-se que faz parte da sua missão cristã alertar as ‘ovelhas desgarradas’ do mal que lhes espera se continuarem fora dos caminhos do bem, da verdade e do amor. E não pense que isso é impossível, porque muitos ‘poderosos’ se converteram e perseveraram na fé até ganharem o céu.

De nada adianta ficarmos olhando as pessoas ostentarem o falso poder que julgam ter sobre os pobres e, ainda, sentirmos pena do castigo que lhes espera após a morte; é preciso acreditarmos que podemos influir nas mudanças que Deus quer operar em suas vidas. Quando os discípulos perguntaram: “Quem, pois, pode salvar-se? Então, Jesus, olhando para eles, disse: ‘Para os homens isto é impossível, porém não para Deus, porque a Deus todas as coisas são possíveis.’ (Mc 10, 26-27).”

Sabemos que a fé e a caridade nos encaminham para a salvação, mantendo acesa a chama da esperança em nossos corações – que nos leva a buscar as graças necessárias para perseverarmos no amor de Deus. Como ninguém já nasce com fé, é preciso continuarmos crescendo espiritualmente através da oração e da caridade para honrarmos o sacramento que recebemos no batismo – fomos abençoados como: filhos de Deus, filhos da Virgem Maria e irmãos em Cristo.

“Sem a fé é impossível agradar a Deus”, disse São Paulo (Heb 11, 6). Consciente disso, hoje recordo que meus avós paternos passaram a ser pessoas de muito mais fé cristã alguns anos após terem perdido toda a fortuna que possuíam! Eu acredito que ganharam o céu devido a essa providência de Deus em suas vidas, embora na época tenham sofrido bastante. Contudo, tendo crescido na fé, valorizaram mais os bens espirituais e passaram pelo fundo da agulha. Por isso é que peço ajuda ao Pai e à Mãe Santíssima para eu sempre saber repartir o pão e nunca me arrepender de ter tido alguns bens materiais nesta vida.

Contam que uma pobre senhora entrou num rico armazém e pediu que lhe pesassem cinquenta centavos de feijão para levar de almoço aos filhos. Vendo que a mulher não tinha mais dinheiro, o comerciante ainda brincou na frente de todos: ‘Tem certeza que é só isso o que deseja?’ Apesar da humilhação, ela educadamente respondeu: ‘Sim, senhor, vou comprar o que Deus permitir que eu leve.’

Ao pesar o feijão, o proprietário percebeu que o saco ficou quase cheio, mas, conferindo o marcador da balança, entregou-lhe o pacote. Somente algum tempo depois que a senhora saiu é que o comerciante constatou que a sua balança havia quebrado, ficando furioso por perder parte do seu precioso feijão. Certamente, se lhe tivesse dado de coração um pouco mais além do peso, não lhe faria falta e o ajudaria a entrar no céu.

Não há loucura maior do que trocar a salvação da alma pelas coisas deste mundo. Pena que muitos ricos não enxerguem isso!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 375 31 Julho 2018

Aproveite seu pedaço de vida

Continua circulando nos computadores do mundo inteiro um texto emocionado do famoso escritor Gabriel Garcia Marquez, quando vivia lúcido seus últimos dias de vida, vítima de um câncer linfático. Eis alguns trechos de sua despedida deste mundo:

“Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Se eu tivesse um pedaço de vida, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse, regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e não deixaria passar um dia sem dizer às pessoas: te amo, te amo!

Aos homens, lhes provaria que estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos, ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas, com o esquecimento.

Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo.”

São palavras que todos acham tristes, mas, até que ponto, depende do ponto de vista. Sabemos que o pecado é o maior inimigo à nossa salvação, portanto, aqueles que partem para a vida eterna em estado de graça, acabam tendo uma grande recompensa após a morte. Por exemplo, quem reza o Terço diariamente, acaba sendo abençoado por Nossa Senhora e não ficará no purgatório pagando os seus pecados veniais – promessa feita pela Virgem Maria ao beato Alain de la Roche.

Portanto, quem tem fé sabe que, cumprindo os mandamentos de Deus, nosso Divino Pai nos concederá um lugar definitivo no céu. O próprio Jesus Cristo disse textualmente: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.”

Quem não souber por onde começar a ganhar o céu, pode seguir o conselho de Madre Tereza de Calcutá: “O fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o trabalho.”

Refletindo nessas palavras, proponho que cada um comece uma vida nova transformando o seu próprio coração: pedindo diariamente a Jesus que lhe dê um coração manso e humilde semelhante ao d’Ele. Ao conseguir essa graça, é importante introduzir mais oração no seu cotidiano e começar a ajudar aquele necessitado que se encontra mais próximo. Lembre-se, você também, que é agradável a Deus oferecer os seus dons - que Ele gratuitamente lhe deu - a quem mais precisa de ajuda.

E para completar as citações feitas neste texto, lembro as palavras do nosso querido Antonio Frederico Ozanam – fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo: “É no presente onde se situam as nossas obrigações e no passado - onde repousam as nossas recordações - que reside o futuro, onde se dirigem as nossas esperanças.” Significa dizer que quem planta a Palavra de Deus, colhe muitas graças em sua vida.

Vamos oferecer o tempo de vida que nos resta à construção de um mundo melhor, onde a oração, o amor e a caridade prevaleçam entre os cristãos. E para continuar nos caminhos de Jesus e de Maria, lembre-se desta história:

“Um velho homem vendia balões de gás numa quermesse e, por um descuido, deixou escapar o balão azul, que subiu até desaparecer no céu. Um menino negro, olhando para os outros balões, perguntou ao vendedor: ‘Se o senhor soltasse o balão preto, ele também subiria tão alto assim?’ E o velho respondeu: ‘Talvez até mais, meu filho, pois não é a aparência, mas o que está dentro dele que o faz subir.’”
Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 374 25 Julho 2018

A motivação do cristão

O motivo espontâneo que nos leva a uma determinada ação, chamamos de motivação. É um recurso pessoal insubstituível no desempenho eficaz de tarefas importantes e não pode ser cedido por terceiros, mas, determinadas influências - nos momentos certos - servem para aumentar ou destruir a motivação.

Isso significa dizer que a motivação brota de dentro de cada um e ninguém pode se manter motivado se não desejar; por exemplo: quem não reza, não cresce na fé e deixa de conseguir muitas graças em sua vida. Se insistir em não rezar, continuará distante de Deus; no entanto, se passar a frequentar um grupo de oração com o espírito despojado de rancor, começará a sentir o poder do Espírito Santo e se motivará a prosseguir rezando.

Em todo o mundo, são milhares de pessoas que se convertem e se renovam na fé católica todos os meses porque começaram a conhecer as maravilhas dos valores espirituais. Quanto mais rezam, mais se aproximam de Deus, mais O conhecem e mais testemunhos podem dar para influir na motivação de outras pessoas a se salvarem também.

Com a graça de Jesus e de Maria Santíssima, nós que perseveramos - rezando e trabalhando para o Reino de Deus - sabemos que nos fortalecemos na fé uns com os outros. Nem sempre podemos evitar alguns problemas ou crises em nossas vidas, mas a vitória espiritual do céu sobre o inferno sempre prevalece. A cada batalha vencida, mais motivados ficamos para enfrentar as tentações e os pecados.

Acredito que você concorda comigo quanto à importância de sempre estarmos motivados para fazermos o bem ao próximo, não? Concorda também que essa motivação nos torna mais alegres e saudáveis dia a dia? Por isso é que Jesus - na Sua sabedoria divina - pediu que evangelizássemos os nossos irmãos. Ele sabia que a paz e o amor reinariam entre aqueles que aceitassem a verdade do Evangelho.

Portanto, pense como você pode influir positivamente nas decisões das pessoas e comece a assumir a responsabilidade de mostrar a todos o quanto poderão ser felizes se viverem unidos nos ensinamentos da fé cristã. Se duvidar de seu poder de argumentação, lembre-se que quando falamos em nome de Deus e de sua Mãe, o Espírito Santo age sobre nós e nunca quebramos a cara.

Se quiser praticar a sua influência nas decisões dos amigos sem a ajuda de Deus – se isso for possível! –, faça um teste dizendo a eles que vai faltar leite a partir de amanhã. Acredito que, mesmo aqueles que não iriam tomar leite nesta semana, irão correndo comprar alguns litros de reserva. Num outro teste, ofereça um copo de leite a algum amigo que gosta demais do produto, mas fale também que você o comprou de uma senhora que cuida de gatos doentes. Provavelmente essa pessoa dirá que ficou desmotivada para tomá-lo, não acha?

Pois é, se isso tudo é possível sem nenhuma oração antes da tarefa, imagine o que acontecerá com a invocação do Espírito do Senhor para abençoar a missão que você escolher dentro da Igreja! Assim como eu estou lhe dando este empurrãozinho, muitos estão à sua espera para receberem uma palavra amiga que os motive a viverem melhor.

Por falar em viver melhor, você tem levado uma vida mais voltada à santidade? Você sabia que pode oferecer uma indulgência plenária para uma alma do purgatório? Retornando ao assunto principal deste artigo, você concorda que se pensarmos em viver eternamente junto à Sagrada Família no céu, estaremos sempre motivados a buscar indulgências aqui na terra?

Lembre-se que a indulgência plenária – que apaga os nossos pecados temporais e nos livra do purgatório – pode ser obtida cumprindo quatro condições: confissão, comunhão, rezando pelas intenções do Papa e, no mesmo dia, complementando com uma dessas possibilidades: adorando o Santíssimo por meia hora, fazendo uma Via-sacra, rezando o terço em família, lendo e meditando a Palavra de Deus também por meia hora, realizando uma obra de caridade, peregrinando num Santuário e lá rezando pelo menos o Creio e o Pai-nosso, e mais algumas outras opções que não me recordo no momento, mas, que, certamente, o padre da sua igreja saberá informar.

Vamos correr atrás do perdão? Imagine que Deus escreveu os seus pecados na areia do paraíso e os apagará com um sopro de misericórdia assim que você se arrepender. Agora pare de imaginar e comece a receber mais graças em sua vida, porque é muito fácil agradar a Deus; basta querer!

A motivação do cristão sempre está na oração e no trabalho junto ao irmão.

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 373 8 Julho 2018

Sobre o amor

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos da face da terra: a Alegria, a Vaidade, a Tristeza, o Amor, entre outros. Um dia, percebendo que a ilha estava sendo invadida pelo mar, todos pegaram os seus barcos e começaram a fugir, porém, o Amor teve a embarcação roubada e saiu pedindo ajuda.

A Riqueza logo gritou avisando que não poderia levá-lo porque havia muito ouro em seu barco. A Vaidade recusou ajudá-lo por ele estar todo molhado e causar estrago no carpete do seu lindíssimo barco. Da mesma forma, negando levá-lo, passaram a Tristeza e a Alegria. A primeira, preferiu ir sozinha chorando e, a Alegria, sorria e cantava tanto que nem prestou atenção no pedido de socorro.

Enfim, quando já estava quase se afogando, o Amor foi pego por um velhinho e deixado a salvo numa outra ilha distante. Recuperado do susto, o Amor agradeceu ao velho Tempo pelo resgate e foi saber com a dona Sabedoria porque somente aquele senhor idoso o ajudou. E a Sabedoria lhe respondeu: ‘Somente o Tempo é capaz de mostrar aos outros sentimentos a importância de resgatar o Amor.’ E ele, o Amor, passou então a entender a incompreensão dos ‘amigos’.

Poderiam fazer parte da história vários outros personagens que sempre destroem o amor, como: o ódio, a inveja, o egoísmo, a mentira e a covardia; mas, aliados ao amor, também poderiam estar: a solidariedade, o perdão, a verdade, a bondade e a justiça. Se esses aliados predominassem no mundo de hoje, não haveria necessidade de esperarmos o tempo provar a importância do amor entre os homens.

E o mais espantoso é que nenhum de nós confessa que mente, ou que tem inveja, ou que é egoísta, covarde etc. Por que será que agimos assim? Dois mil anos após Jesus Cristo ter pregado com tanta sabedoria a necessidade do amor fraterno na humanidade e, ainda, ter morrido demonstrando o seu Amor por nós, é preciso mais tempo para entendermos que não nos salvaremos sem isso?

Na Romênia, um homem sempre dizia ao filho: ‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado.’ E, naquela época, houve um grande terremoto no lugar onde viviam, separando pai e filho. Um estava na estrada – voltando do trabalho para casa – e, o outro, ficou debaixo dos escombros da escola onde estudava.

Logo que o pai desesperado chegou na escola destruída, foi avisado que não havia mais sobreviventes, contudo, tomado de grande tristeza e de muita fé, passou a procurar o filho gritando: ‘Sempre estarei ao seu lado, meu filho!’ Muitos olhavam desolados para aquele senhor escavando com as próprias mãos e pedindo ao filho que o esperasse, pois iria achá-lo.

Quando algumas pessoas se aproximavam dizendo a ele que fosse para casa, ele retrucava: ‘Você vai me ajudar?’ E elas se afastavam, porque não viam chance de haver sobreviventes. Mas, o homem pensava na promessa que havia feito ao filho e continuava a incansável procura.

Alguns policiais e bombeiros também tentavam tirá-lo do local dizendo que corriam riscos de explosões e mais desabamentos, mas, ele sempre repetia: ‘Vocês vão me ajudar?’ E, assim, trabalhou quase sem descanso por trinta horas, até que ouviu o filho responder: ‘Pai, estou aqui. Eu sabia que você viria!’

Em seguida, os bombeiros resgataram quinze dos trinta e quatro alunos daquela classe – graças à confiança daquele pai em cumprir a promessa que fizera ao filho. E, antes das crianças saírem dos escombros por um pequeno buraco aberto pelos bombeiros, o filho que tanto confiava no pai disse aos amigos: ‘Podem ir primeiro. Haja o que houver, o meu pai estará me esperando!’

E você, leitor(a), em nome de Jesus – que é Deus, com o Pai e o Espírito Santo –, promete amar e ajudar o irmão necessitado e sofredor? Se você já aprendeu que o pobre merece a mesma oportunidade de sobrevivência que damos aos nossos filhos, comece a procurá-lo com mais amor sobre os escombros, porque o barco do tempo continua passando!

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 372 6 Julho 2018

 

Uma graça que jamais esquecerei

 

Em agosto de 1998, durante a Novena de Nossa Senhora da Agonia, eu sentia fortes dores na garganta e mal conseguia cantar; mas, por amor à Maria Santíssima e com a ajuda de remédios, continuei participando do nosso grupo musical até o final da festa – domingo, dia 25 de agosto.

 

Logo na segunda-feira, procurei um laringologista e soube que estava com um nódulo na corda vocal esquerda – um diagnóstico preocupante segundo o próprio médico especialista, que me orientou a marcar um exame mais preciso para concluir qual seria o tipo de tratamento recomendado.

 

O exame foi agendado para a quinta-feira da mesma semana, dia 29, e eu já me preparava para uma destas duas possibilidades: ficar cerca de quatro meses em repouso de voz – sem cantar e sem dar aulas – ou me submeter a uma cirurgia. Estas alternativas de tratamento foram feitas pelo próprio médico que consultei e que faria o exame de videolaringoscopia na quinta-feira.

 

Muitas pessoas na Comunidade Nossa Senhora da Agonia começaram a rezar, pedindo que a nossa querida Mãe me abençoasse com uma cura milagrosa; inclusive, na quarta-feira à noite durante o Terço dos Homens, pedimos que Ela recebesse a nossa oração como oferecimento pela graça que eu necessitava. E eu rezei aquele Terço com muita fé, mas ainda com muita dor de garganta.

 

No dia seguinte, assim que acordei, voltei a rezar, pensando no exame que faria logo às oito horas da manhã e resolvi passar na Capela de Nossa Senhora da Agonia para fazer mais uma prece. Lá se encontravam algumas senhoras da comunidade que recitavam o rosário das sete e eu as interrompi pedindo que rezassem por mim.

 

Foi quando uma coisa maravilhosa aconteceu: a coordenadora da comunidade, chamando-me à frente - diante do Santíssimo e da linda imagem de Nossa Senhora da Agonia -, tomou a palavra e começou a interceder por mim. Ela pediu que ‘pelas sofridas Lágrimas de Maria e pelo precioso Sangue de Jesus eu fosse curado’. Disse ainda, carinhosamente, que eu era o Roberto Carlos da comunidade e que se Nossa Senhora havia me enviado como cantor católico, não iria deixar que eu interrompesse essa missão.

 

Eu chorei bastante de emoção e, na certeza que estava sendo protegido pelo Santo Manto de Nossa Senhora da Agonia, fui cantando até a clínica. Lá, o médico introduziu uma micro câmera na minha boca enquanto eu rezava em silêncio. Depois de alguns minutos ele parou, me chamou à sua mesa e pediu que repetíssemos o procedimento de investigação porque, surpreendentemente, ele não havia conseguido encontrar o nódulo.

 

Foi quando eu tive certeza que realmente estava curado e afirmei isto a ele: “O senhor pode procurar à vontade que não vai achar nada!” E foi o que ele fez: repetiu o exame e me disse que aquilo só podia ser um milagre, já que há três dias atrás ele próprio havia constatado o problema.

 

Quando, ao sair do consultório, eu o ouvi dizer que nem sinal de nódulo havia na corda vocal esquerda, disse a ele que a cura de Jesus Cristo não deixa nenhuma marca mesmo. E voltei para casa trazendo nas mãos uma fita de vídeo – do exame realizado – e um laudo, comprovando a cura milagrosa.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Salve Nossa Senhora da Agonia!

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 371 29 Junho 2018

 

Só o amor constrói?

 

Apesar de ser uma frase muito usada, acho necessário refletirmos um pouco mais no real sentido da mensagem: ‘Só o amor constrói’. Para isso, como sempre gosto de fazer, contarei algumas histórias!

 

“Era uma vez um menino rebelde que resolveu escrever o seguinte bilhete à sua mãe: ‘Cortei a grama, quero receber R$ 3,00; arrumei o meu quarto, quero R$ 2,00; cuidei do meu irmãozinho, quero mais R$ 2,00; varri o quintal, cobro R$ 3,00; o total da sua dívida é de R$ 10,00.’

 

A mãe olhou para ele e, vendo-o cheio de expectativa em receber o dinheiro, escreveu no verso do mesmo bilhete: ‘Por lhe dar a vida, não quero receber nada; por tantas noites sem dormir, rezando por você, não quero receber nada; por comidas, roupas e brinquedos, não quero receber nada; pelas suas travessuras e prantos que me fez passar, também não quero receber nada; o custo total do meu amor por você é nada.’

 

O menino leu a resposta e voltou a escrever: ‘A sua dívida já está totalmente paga por você ser a minha mãe!’ E, a partir daquele dia, muita coisa mudou entre eles.”

 

Assim é o amor de Nossa Senhora por nós: totalmente grátis e com a vantagem das bênçãos que vêm do céu. Mas, se quisermos continuar merecendo as graças desse imenso amor, temos que nos esforçar para não mais magoar nossa querida Mãe Santíssima com pecados. Sempre que não reconhecemos o quanto somos abençoados pela Virgem Maria e continuamos querendo cobrar-lhe um preço injusto – que só os valores do mundo podem pagar –, estamos marcando passo e deixando de caminhar para junto de Deus.

 

E, para concluir que tipo de amor é forte ou fraco na construção do Reino de Deus, vou contar mais uma história – que deverá ficar gravada na sua memória:

 

“O vento discutia com o sol sobre qual dos dois tinha mais força e poder. Resolveram, então, participar de uma prova: o primeiro que conseguisse tirar a capa de um homem que caminhava na rua, seria o vencedor. Imediatamente, o vento disse que todos o respeitavam e começou a soprar com toda a força, chegando até a causar uma forte chuva. E quanto maior era o vendaval, mais o homem se abrigava – segurando a capa com as duas mãos.

 

Chegando a vez do sol provar a sua força, calmamente começou a lançar os seus raios quentes sobre a cabeça do pobre homem até que, fazendo-o suar, obrigou-o a tirar a capa e a sentar-se à sombra de uma árvore.”

 

Você deve conhecer muitas pessoas que agem como o vento: falando de respeito e visando a força. Mal sabem elas que a força é uma forma de defesa e que, na natureza, temos um belo exemplo: muito mais dias de sol do que de vento! (Leia: 2Cor 12, 7-10).

 

Pois é, pena que, quase sempre, aprendemos tão pouco de tudo de belo que a vida nos ensina! Estas duas histórias que contei servem agora para nos ajudar a refletir melhor sobre algumas coisas importantes para agradar a Deus:

 

Você reza diariamente e agradece a Jesus e a Maria pelo Amor que eles demonstram por você? Você tem lutado para fugir dos pecados e ganhar a salvação eterna? Você tem demonstrado o seu amor pelos irmãos necessitados, como Jesus Cristo nos ensinou?

 

Sempre que respondemos ‘sim’ a estas perguntas, estamos espiritualmente entendendo o real sentido do verdadeiro Amor – aquele que vem de Deus: sincero como o amor de mãe, manso como os raios de sol, gratuito como as graças que recebemos de Nossa Senhora e abençoado como um casal ao ver nascer o filho.

 

Portanto, antes de dizer que ‘só o amor constrói’, julgue se esse amor é suficientemente sincero, manso, gratuito e abençoado. Praticando esse Amor, você estará ajudando na construção do Reino de Deus e não enganará ninguém – principalmente você, na caminhada para o céu.

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 370 – 21 Junho2018

 

Sábias palavras

 

Será que você é capaz de descobrir quem pronunciou as sábias palavras destacadas no texto abaixo?

 

“Uma vez tive a mais extraordinária experiência em Bombay. Havia um enorme congresso sobre a fome. Eu fui convidada a participar da reunião e me perdi no caminho. De repente, eu consegui achar o lugar e notei que ali, justamente na porta do lugar onde centenas de pessoas estavam falando sobre a comida e a fome, havia um homem que estava morrendo.

 

Em vez de ir à reunião, eu levei aquele homem para casa. E ele morreu lá. Morreu de fome. As pessoas no congresso estavam falando como em 15 anos nós teríamos tanta comida, tanto disso e tanto daquilo, e aquele homem morreu. Vocês podem ver a diferença?

 

Eu nunca olho para as massas como a minha responsabilidade. Eu olho para o indivíduo. Eu só posso amar uma pessoa de cada vez. Eu só posso alimentar uma pessoa de cada vez. Só uma, uma, uma. Você se aproxima de Cristo quando se aproxima das outras pessoas. Como disse Jesus: ‘Tudo o que você fizer para o menor de meus irmãos, você estará fazendo a mim.’

 

Portanto, você começa e eu começo. Eu ajudo uma pessoa e, talvez, se eu não tivesse ajudado àquela pessoa eu não teria ajudado 42000. Todo o trabalho é apenas uma gota no oceano, mas, se você não coloca essa gota, o oceano terá uma gota a menos.

 

Faça algo por você: faça algo em sua família, algo em sua Igreja. Apenas comece: uma, uma, uma coisa de cada vez. No final da vida, não seremos julgados por quanto dinheiro nós conseguimos fazer, seremos julgados pelo ‘eu estava com fome e você me alimentou, eu estava nu e você me cobriu, eu estava sem casa e você me abrigou.’

 

Não apenas com fome de pão, mas, com fome de amor. Não apenas com necessidade de roupas, mas com necessidade de dignidade e respeito. Não apenas sem teto devido à falta de uma casa de tijolos, mas sem teto devido à rejeição.”

 

E então, conseguiu imaginar quem nos passou esta bela orientação de salvação? Se eu lhe disser que foi uma madre e que ela já está junto de Deus, fica fácil, não?

 

Pois é, Madre Teresa de Calcutá nos deixou algumas lições de vida que deveriam ser seguidas por muitos cristãos. Viveu um trabalho incansável realizado junto aos excluídos, sempre no sentido de promovê-los na dignidade humana de sobrevivência e na fé. E, como ela mesma disse, se cada um fizesse um pouquinho disso, o sofrimento no mundo seria bem menor e, com certeza, Jesus Cristo levaria muito mais almas para o céu.

 

Mas, enquanto muita gente não se importa em ajudar o próximo e prefere continuar gastando só em luxo, a pobreza se alastra e a violência cresce. Parece redundante insistir, porém, é importante que todos se lembrem que o próprio Jesus se reveste de pobre e nos convida a socorrê-lo; daí, prestando ou não esse socorro, vem a sábia conclusão de Madre Teresa: é assim que seremos julgados!

 

Quando eu penso que após a morte ainda existe uma vida eterna, imagino as duas possibilidades acontecendo com as pessoas que deixam este mundo: algumas almas se salvam e ganham o céu, enquanto outras padecem para sempre no inferno! Pare você também pra pensar e procure imaginar o que significa ‘para sempre’.

 

Permita-me ajudar nesta conclusão e dizer que o infinito não se explica. Após a nossa morte física, nunca mais sairemos do lugar para onde iremos! Portanto, é bom lembrarmos que, nesta vida, Deus age com amor e misericórdia a nosso favor, porém, no juízo final, Deus é Justiça. (Leia: Mateus 7, 6-14)

 

Eu sei que este tipo de reflexão causa uma certa angústia nas pessoas que não encontraram Jesus Cristo em suas vidas e ainda não experimentaram o Amor de Maria, mas serve para mostrar-lhes como chegar à felicidade eterna: por exemplo, seguindo os rastros deixados por uma humilde e frágil freira de Calcutá.
Paulo R. Labegalini

 

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Mensagem da Semana - Nº 36910 Junho 2018

 

A quarta pereira

 

Há quem defenda uma filosofia de comunicação baseada nas três peneiras: a da Verdade, a da Bondade e a peneira da Necessidade. Vamos a um exemplo:

 

“Um funcionário chegou no chefe e disse-lhe:

 

- O senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Rocha! Disseram que ele...

 

Antes de terminar, o chefe o interrompeu:

 

- Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

 

- Que peneiras, chefe?

 

- A primeira é a da Verdade. Você tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?

 

- Como posso saber? Só sei o que me contaram! – respondeu o funcionário.

 

- Então, a sua história já vazou a primeira peneira. Vamos para a segunda, que é a da Bondade. Gostaria que os outros também dissessem isso a seu respeito?

 

- Claro que não, Deus me livre! – falou o funcionário assustado.

 

- Então, o que iria me contar passou também pela segunda peneira. Finalmente, vamos ver a terceira peneira: a da Necessidade. Você acha mesmo necessário passar esse comentário adiante?

 

- Bem, talvez não. Pensando melhor, estou até envergonhado daquilo que iria dizer-lhe sobre o Rocha.

 

- Pois é, da próxima vez que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras antes de obedecer ao seu impulso de passá-lo adiante, certo? – concluiu o chefe.”

 

Concordo plenamente com os critérios da verdade, da bondade e da necessidade para avaliar um fato antes de contá-lo a terceiros, mas eu ainda o submeteria ao crivo de mais uma peneira. Qual seria a sua quarta peneira, leitor(a)?

 

Na minha opinião, a última peneira seria a da Salvação. E, para melhor esclarecer mais este critério de julgamento, vou dar outro exemplo:

 

“Um cidadão flagrou um amigo furtando o seu livro de estimação e, na mesma hora, prometeu ao companheiro que iria castigá-lo. Refletindo sobre as três peneiras, concluiu:

 

- Sei que o fato retrata a verdade, não condenaria ninguém que me repreendesse por um eventual roubo e acho necessário contar aos outros para que lhe sirva de lição.

 

Mas, quando pensou na própria salvação, teve certeza que Jesus não aprovaria a sua vingança. Uma verdadeira conduta de cristão seria perdoá-lo e dar-lhe outra chance de se redimir do erro cometido. Portanto, como a história não vazou a peneira da Salvação, resolveu procurar o amigo e dizer-lhe que estava perdoado e que não iria mais castigá-lo.”

 

Muitos pensam que não é fácil praticar o perdão, fugir do pecado e viver em oração, mas isso tudo é preciso para entrarmos no Reino do Céu. Aqueles que pedem e renovam a proteção de Nossa Senhora a cada dia, ficam muito mais próximos de Deus e conseguem vencer as tribulações deste mundo.

 

Todos nós queremos ir para o céu, certo? Portanto, reflita sobre a importância das amizades que conquistou na vida e pense também como você pode vir a se salvar. Analise os fatos na verdade, julgue-os com bondade, pondere na real necessidade de comentá-los com os outros e lute pela sua salvação.

 

Agindo assim, mesmo que às vezes alguém não compreenda a sua atitude, com certeza, nunca se arrependerá.

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 36831 Maio 2018

 

Vale a pena ter fé

 

Cada vez mais sinto que os caminhos percorridos por Jesus Cristo e abençoados por Nossa Senhora nos conduzem à vida em abundância na Terra e à salvação no Céu. Esta certeza é possível porque, pela providência de Deus, me relaciono com muitas pessoas fortalecidas na fé que, apesar de sofrerem provações, alcançam muitas graças também.

 

Apenas citando dois fatos dos inúmeros que eu soube, vou testemunhar que vale a pena ter fé.

 

Há anos, a ex-coordenadora da Comunidade Nossa Senhora da Agonia esteve em Viana do Castelo, Portugal, visitando o único Santuário já construído à Senhora da Agonia no mundo. Chegando na cidade, ao aproximar-se do local santo, viu a porta de entrada fechada e começou a pedir a Nossa Senhora que a ajudasse entrar, já que vinha de tão longe e explodia de desejo em poder rezar naquele lugar.

 

Sozinha, parou diante da imensa porta do Santuário e, girando a maçaneta, conseguiu entrar. Vendo que não havia mais ninguém lá dentro, fechou a porta e ficou cerca de uma hora e meia rezando, até que ouviu um barulho de chave abrindo a mesma porta que havia passado.

 

Foi grande o espanto da senhora que destrancou a porta do Santuário quando viu que já havia alguém lá dentro. A portuguesa disse-lhe que encontrou a porta fechada à chave e ambas se emocionaram com aquele ‘milagre de Nossa Senhora da Agonia’.

 

Que graça maravilhosa, não? Como eu já vivi coisas parecidas na minha vida, imagino a emoção que uma pessoa sente quando é abraçada por nossa querida Mãe. Vale a pena ter fé!

 

Um outro testemunho foi dado aos nossos jovens por uma pessoa querida da Comunidade Sol de Deus. Ela contou-lhes que todos os dias quando entravam na capela para a oração do Rosário da manhã, viam fezes de morcego em cima do altar. Assim, virou rotina primeiro limparem o local para depois rezarem. Os esforços para capturarem o morcego eram sempre em vão.

 

Um dia, antes do quarto mistério glorioso – Assunção de Nossa Senhora ao Céu –, pediram à Mãe Rainha que providenciasse um final para aquele problema que os afligia e, antes de terminarem a dezena de Ave-marias, o morcego caiu morto perto do altar.

 

Os nossos jovens ficaram maravilhados e louvaram Jesus e Maria por mais essa graça alcançada por pessoas de fé – que sabem o que é importante para a construção do Reino de Deus no meio de nós.

 

Por falar em coisas importantes, conta uma lenda que uma senhora passava com uma criança no colo pela porta de uma caverna quando ouviu uma voz vinda lá de dentro: “Entre e pegue as riquezas que quiser, mas não se esqueça do mais importante!”

 

Curiosa, ela entrou e viu que lá havia um grande tesouro. Começou a colocar tudo no seu avental quando voltou a ouvir a voz dizendo: “Daqui a cinco minutos a porta se fechará para sempre e você nunca mais poderá entrar ou sair, mas não se esqueça do mais importante!”

 

Apressada, a senhora corria para fora e para dentro carregando as riquezas quando a porta se fechou e ela, do lado de fora, percebeu que esquecera o filho lá dentro. E, para sempre, ficou sem aquilo que lhe era mais importante!

 

E também lembro que, um dia, um sacerdote me disse que estava maravilhado com as bênçãos que aconteceram em sua vida – principalmente no mês de maio. Portanto, seja também merecedor(a) de mais bênçãos em família: fortaleça a sua fé na oração e na caridade, mas não se esqueça que você alcançará mais graças quando buscar primeiro os bens espirituais e não apenas os materiais: isso é muito mais importante para Deus!

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 367Maio 2018

 

 

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 36620 Maio 2018

 

Pensando bem...

 

Eu gostaria de dar um grande presente à minha Santa Mãe, Nossa Senhora de Fátima, neste 13 de maio – dia das mães! Seria melhor se todos os seus filhos se unissem e não a fizessem mais sofrer, não? Deixe-me pensar como resolver isso...

 

Por que passamos mais tempo vendo televisão do que servindo a Deus? Por que gastamos facilmente cinquenta reais em roupas e quase nunca em caridade? Por que dizemos que não sabemos meditar o Rosário quando aprendemos dezenas de coisas novas todos os dias? Por que lemos jornais e revistas e deixamos a Bíblia fechada? Por que queremos ficar em cadeiras da frente no teatro e sentamos no fundo da Igreja?

 

Não é engraçado estarmos diariamente ocupados para assistir a Santa Missa, mas, disponíveis para o papo com os amigos? Não é engraçado acreditarmos em superstições, mas duvidarmos da Providência Divina? Não é engraçado gostarmos de piadas, mas evitarmos falar da Palavra de Deus? Não é engraçado querermos ir para o céu desde que não tenhamos que deixar de pecar?

 

Pensando bem, nada disso é engraçado, mas é muito triste! Seria engraçado se nos divertíssemos sabendo que estamos cumprindo a nossa missão de cristão! Aí sim, teria muito mais sentido o nosso sorriso e, com certeza, estaríamos agradando também aqueles que mais nos amam neste mundo: Jesus e Maria, que sempre confiam em nós!

 

Pensando bem, é tão fácil repartir a diversão barata com o serviço para o Reino de Deus! Se eu resolver rezar um Terço, gasto (ou ganho!) vinte minutos; se vou à Missa, dou um grande passo na minha conversão em apenas sessenta minutos; se medito com fé um capítulo do Evangelho, meu coração se renova num instante; se me confesso com um padre, sou aliviado de uma porção de pecados; se pratico uma ação de caridade com oração, ganho indulgências e me aproximo mais do céu! Meu Deus, como é fácil agradar a minha Mãe!

 

Pensando bem, é realmente muito fácil receber muitas graças em minha vida porque só depende de mim! Quem dirige a maior parte do meu tempo sou eu! Portanto, se me proponho a não desapontar Aquele que me criou e não fazer chorar a minha Mãe Santíssima, ninguém poderá interferir. Aliás, muitos virão e caminharão ao meu lado, com a graça de Deus!

 

Pensando bem, só tenho a ganhar sendo um bom cristão! Posso deixar bons exemplos aos meus filhos e colocá-los no caminho da vida eterna! Vou estar abençoando várias gerações futuras da minha família mostrando que quem reza nunca fica longe dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

 

Pensando bem, quem não abraça uma missão cristã neste mundo anda em círculo e acaba não saindo do lugar. E se não sai do lugar, acaba não alcançando a felicidade completa e pode perder a última oportunidade de receber a Misericórdia Divina em sua vida. E se não for perdoado, vai passar eternamente sofrendo!

 

Pensando bem, a eternidade não tem fim. É melhor nós pensarmos bem mesmo!

 

Então, eu resolvi sobre parte do meu presente: fui à missa do final de semana na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração e rezei o Terço com minha esposa na Gruta de Fátima que tenho no meu apartamento. Valeu muito essas leves penas!

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 365 – 11 Maio 2018

 

São Vicente de Paulo

 

No século XVII, época que tão admiráveis frutos produziu para a cristandade, acentuou-se a decadência da Idade Média. Na França, as guerras de religião tornavam o país continuamente devastado, o campo sem cultivo, as fortunas arruinadas, um sem-número de famintos e miseráveis refugiavam-se em Paris – aumentando de modo assustador a população da capital.

 

Os mendigos formavam exércitos que se apresentavam em grupos compactos, arma ao braço e blasfêmia nos lábios diante das igrejas, exigindo impiedosamente a esmola. Foi quando a Providência de Deus suscitou um homem de estatura verdadeiramente profética: São Vicente de Paulo.

 

Secundado por almas exponenciais e de grande misericórdia, como Santa Luísa de Marillac, Pe. Vicente deu início às obras de assistência aos necessitados e começou a modificar o triste panorama local. Fundou confrarias de caridade, onde recrutava jovens virtuosas para rápidas lições de curativos e exercícios espirituais, sob a direção de Santa Luísa, levando-as posteriormente para o trabalho caritativo nas diversas paróquias.

 

Semanalmente, o santo fundador reunia as Filhas de Caridade em familiares reuniões e lhes fazia perguntas sobre as virtudes cristãs, os votos e as Santas Regras. Assim, comentava as respostas: confirmando, esclarecendo ou corrigindo algum ponto.

 

Através das anotações de Santa Luísa de Marillac, a palavra viva, simples, convincente, penetrante e prática do sacerdote deram origem às regras de sabedoria e bom senso da Sociedade São Vicente de Paulo e de outras tantas obras de caridade em todo o mundo.

 

Em Itajubá-MG, há 16 Conferências Vicentinas – mais de 150 membros entre Consócias (mulheres) e Confrades (homens). Graças ao espírito cristão de São Vicente, muitas famílias itajubenses recebem ajuda material e espiritual desses seus fiéis seguidores.

 

A caridade com amor é a senha para a vida eterna. Podemos nos santificar e conduzir almas ao céu por meio de amor ao próximo ou, com pesar, tentar justificar nosso comodismo e ganância a Deus, Nosso Senhor. A escolha é de cada um.

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 3644 Maio 2018

 

Chega de pecar?

 

Eu sei que fugir das tentações não é nada fácil; mas, existem muitos meios que nos ajudam a evitá-las. Antes de comentar o assunto, deixe-me contar uma pequena história:

 

“Num imenso castelo havia um velho trancado no porão – amargando uma pena perpétua. Todos os dias, quando o guarda da noite passava pelo corredor, o pobre velho lhe implorava clemência, dizendo que era inocente e que já não aguentava mais aquela triste e impiedosa solidão.

 

Comovido com a dor do prisioneiro, o guarda resolveu secretamente soltá-lo. Assim que foi aberta a porta do cárcere, o velho se transformou imediatamente em Satanás e partiu para infernizar a vida de famílias da região.

 

Inconformado com a maldade praticada, o guarda passou a caçá-lo por toda parte durante o resto de sua vida, até conseguir aprisioná-lo novamente no porão do castelo. E, já velho para continuar no trabalho, o redimido guarda resolveu então se aposentar, mas, primeiro recomendou ao seu sucessor que jamais soltasse o perigoso prisioneiro.

 

Contudo, o novo guarda foi sendo tentado pelas lamentações do encarcerado até que acabou libertando-o também. Quando percebeu que fora enganado, passou vários anos perseguindo o destruidor das famílias cristãs.”

 

E de guarda em guarda, mentira em mentira, esta história até hoje não tem um final feliz.

 

Agora, pense por um instante: você já não fez o papel de um desses guardas da história? Concordo que eu também já me ‘vesti de guarda’ e libertei Satanás várias vezes durante a minha vida, mas, precisamos continuar insistindo em ajudá-lo em suas maldades?

 

De minha parte, procuro mantê-lo bem preso num lugar onde quase nunca preciso chegar perto. E sabe qual é o meu segredo para ficar longe desse terrível inimigo? É simples: trabalho sempre contra os objetivos dele para deixá-lo bem furioso; assim, evito vê-lo com pele de cordeiro – como o via quando fazia o papel de guarda do castelo. Imagine o estrago que ele faria na minha Comunidade se apenas eu lhe desse a liberdade que deseja!

 

E você, quer ser meu parceiro nessa caminhada à vida eterna? Se disser sim, peça a Deus que seja um SIM como aquele de nossa querida Mãe, Maria Santíssima. É claro que não sou o melhor exemplo para ninguém seguir, mas temos sempre o nosso Mestre nos orientando na Sagrada Escritura: “Se alguém quiser me servir, siga-me.” (João 12, 26); “Ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” (Mateus 26, 24). Não deixe de ler estes capítulos na Bíblia.

 

E lembre-se que para não libertar novamente Satanás, você sempre deve colocar em prática as palavras daquela canção: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado. Aleluia! Aleluia!”

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 36327 Abril 2018

 

As boas obras

 

O nome dele era Fleming – um humilde fazendeiro escocês. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar o sustento da família, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano próximo. Largou suas ferramentas e imediatamente correu para lá. Encontrou um menino enlameado até a cintura e tentando se livrar da morte. Com coragem, o fazendeiro o salvou.

 

No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chegou à humilde casa do escocês trazendo um nobre - elegantemente vestido - que se apresentou como o pai do garoto salvo por Fleming.

 

Eu quero recompensá-lo, você salvou a vida do meu filho – disse o nobre.

 

Não posso aceitar recompensa pelo que fiz – respondeu o fazendeiro, recusando prontamente a oferta.

 

Vendo o filho do escocês na porta do casebre, propôs o nobre:

 

Deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se este rapaz for como o pai, crescerá e será um homem do qual você terá muito orgulho.

 

Tempos depois, o filho do fazendeiro se formou no St. Mary’s Hospital Medical School, de Londres, e ficou conhecido no mundo como o notável senhor Alexander Fleming – o descobridor da penicilina.

 

Mais algum tempo se passou e o filho do nobre ficou muito doente, com pneumonia. Sabe o que o salvou? Penicilina. O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill. O nome de seu filho? Senhor Winston Churchill!

 

Você está surpreso(a)? Acredito que sim, mas principalmente pelo fato de que hoje os personagens são muito conhecidos na história da humanidade, certo? Quantas ‘coincidências’ como essa não acontecem anonimamente no dia a dia?

 

Na verdade, quem pratica boas obras sem esperar receber bens materiais em troca, sempre é muito bem recompensado. E, sabemos, a recompensa maior vem do céu! O nosso Pai e Criador nos conhece muito bem e sabe se estamos cumprindo ou fugindo da missão que temos pela frente. Afinal, de que adianta passar por este mundo sem ter feito nada em favor dos irmãos necessitados?

 

As boas obras de Deus podem ser materiais ou espirituais. Se cada um de nós se esforçar e se envolver em ambas, melhor. E é sempre bom lembrar que praticar boas obras aqui na Terra nos garante uma vida eterna no Céu. E não custa quase nada!

 

Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 36219 Abril 2018

 

Uma história interessante

 

Assisti um filme na TV que contou a história de um homem descrente em Deus. Certo dia, quando estava blasfemando porque não sarava logo de uma gripe, foi surpreendido com a visita de Satanás – que veio com uma proposta: se lhe entregasse a alma, não teria mais doenças e nunca iria morrer!

 

Maravilhado com a possibilidade de não envelhecer e ficar para sempre aqui na terra, o ateu aceitou prontamente a oferta. A partir daquele dia, usou e abusou dos “privilégios” de ser um imortal: se expunha a acidentes para receber o seguro, trocava de esposas quando elas envelheciam etc.

 

Passados alguns anos, cometeu um crime ao envolver-se numa briga e, mesmo preso, desafiava as autoridades a executá-lo na cadeira elétrica – pois sabia que não morreria. Mas, como tudo o que não vem de Deus não traz felicidade, foi condenado à prisão perpétua! Dali em diante, solitário numa cela, passava os dias chorando e pedindo a sua alma de volta para que pudesse deixar este mundo.

 

Caso trágico, não? Imagine agora você, leitor(a), quanta gente perde a própria alma cada vez que aceita definitivamente propostas que ofendem a Deus!

 

Nada melhor do que aproveitar para refletir melhor sobre a vida que levamos. Se negarmos mais esse chamado do Pai, será que teremos novas chances de conversão? Existe missão mais nobre do que salvar a própria alma?

 

Para chegarmos ao Céu, com certeza, temos que nos acostumar a praticar mais o perdão, a oração, a caridade e a justiça social. Adianta dizer ‘Pai nosso’ se o pão é só meu? Adianta pedir perdão a Deus pelos pecados se guardo ressentimentos de algum irmão? Estou agradando ao Senhor se não participo de nenhum movimento na Igreja em favor dos menos favorecidos? Com certeza, alguma Conferência Vicentina se reúne pertinho de você toda semana!

 

Procurando melhorar nisso tudo, peço a Nossa Senhora que me ajude a crescer em espiritualidade e fé cristã. Como Ela nunca me desamparou e me sinto comprometido com as obras de Deus a cada dia, sugiro que você faça o mesmo.

 

Unidos, não nos arrependeremos de um dia testemunhar uma história muito mais interessante do que a que contei no início do artigo. E o título será: “Com Jesus e Maria, vencemos!”
Paulo R. Labegalini
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Mensagem da Semana - Nº 36114 Abril 2018

 

Histórias de Deus

 

Alguns relatos nos fazem lembrar do amor de Deus por nós. Mesmo não sendo reais, é gostoso ouvir e aprender contos que trazem mensagens bonitas aos nossos corações. Vamos a eles.

 

“O primeiro que me recordo relata o naufrágio de um cidadão muito rico. Após sobreviver de um acidente no seu iate, ficou sozinho numa ilha por vários meses. Devagar, foi juntando alguns materiais na mata para construir um abrigo e ter como se proteger à noite.

 

Com muito esforço, conseguiu levantar a sua morada e passou a rezar, pedindo que Deus tivesse piedade e o tirasse daquele lugar. Eis que durante uma madrugada, enquanto dormia, o seu barraco pegou fogo e veio a perder tudo o que havia juntado.

 

Ele então ficou furioso e passou a blasfemar, descarregando no Criador a sua revolta. Ao amanhecer, um pesqueiro chegou na ilha e o tirou de lá. Durante a viagem de volta, o náufrago soube que os pescadores somente o acharam porque viram, ao longe, um sinal produzido pelo incêndio do seu barraco.

 

A partir daquele dia, além de agradecer a Deus pela sua vida, aprendeu que alguns sofrimentos só serão compreendidos com o tempo e à luz da fé.”

 

Gostou dessa primeira história? Já aconteceu algo assim com você? Se ainda não lhe veio a explicação, aguarde e um dia saberá.

 

“A segunda que conheço conta que um rei sempre ouvia do seu ministro: “Tudo o que Deus faz é bom!” Um dia, após perder um dos dedos das mãos na serra elétrica, o rei chorava de dor e o ministro lhe repetiu: “Tudo o que Deus faz é bom!” Irritado, o rei mandou prender o súdito para nunca mais ter que ouvir aquilo novamente.

 

Após algum tempo, o rei foi caçar e acabou sendo capturado por canibais. Como era costume na tribo, resolveram oferecê-lo em sacrifício, mas, ao perceberem que ele não tinha um dedo, acharam-no indigno da oferenda e resolveram soltá-lo.

 

Voltando ao palácio, o rei correu soltar o seu ministro e repetiu a ele: “Tudo o que Deus faz é bom! Se eu não tivesse perdido o dedo, estaria morto!” E o fiel ministro lhe respondeu: “Deus é realmente muito melhor do que vossa majestade imagina! Se eu não estivesse preso e tivesse ido caçar com o senhor, eu agora é que estaria morto, pois, com a graça de Deus, tenho o meu corpo perfeito, sem faltar nenhum dedo!”

 

Outro belo exemplo da Providência de Deus, não? Fatos parecidos já aconteceram muitas vezes comigo e com pessoas que conheço. Um dia eu os contarei pra você.

 

Por enquanto, reflita nisso tudo que acabou de ler e amoleça o seu coração para voltar à casa do Pai neste ano que estamos vivendo. Deus espera que saibamos perdoar sem restrições para que, através da reconciliação com os irmãos, recebamos muito mais graças em nossas vidas.

 

Tudo que Deus pede é bom!

 

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Mensagem da Semana - Nº 3606 Abril 2018

 

Nosso comprometimento com as coisas de Deus

 

Eu conheço uma história que é mais ou menos assim:

 

“Uma senhora muito elegante levou o marido enfermo a uma clínica e pediu que o médico o examinasse. Assim que terminou a consulta, em conversa particular, a esposa perguntou ao médico se o caso do seu companheiro era grave. Ouviu, então, a resposta:

 

- Pode ficar tranquila que ele sente apenas uma carência afetiva no casamento. Eu sei que a senhora é uma empresária de sucesso, viaja muito e quase não tem tempo para dedicar à família, mas, se quiser que ele sare, precisa começar a cozinhar pra ele, levá-lo pra passear, dormir sempre em casa e, assim, em uma semana ele estará bom.

 

Na saída do consultório, o marido quis saber dela o que o médico havia dito. E a esposa lhe respondeu:

 

- Ele disse que você vai morrer daqui a uma semana!”

 

Pois bem, quando não há comprometimento com o objetivo a ser alcançado, o resultado pode vir a ser o pior possível. Isso também acontece com a missão que recebemos de Deus: ou a abraçamos com amor e buscamos superar as dificuldades com dignidade ou fracassamos.

 

Eu sei que é tentar fazer ‘chover no molhado’ falar de oração e mostrar o ‘caminho das pedras’ para conseguir superar os problemas do dia a dia com tranquilidade, mas, como a minha missão neste espaço do jornal é evangelizar, vou insistir naquilo que já escrevi algumas vezes.

 

Geralmente dizemos que temos um problema quando existem vários caminhos para chegarmos à solução de alguma preocupação e não sabemos qual a melhor opção. Se isso acontece, será que refletimos o quanto a oração pode encurtar esses caminhos?

 

É comum estarmos atribulados com dezenas de compromissos de trabalho, pessoais e sociais, mas quase sem tempo às coisas de Deus. Na correria em que vivemos, a oração perde espaço e, em muitos casos, cai no esquecimento. Quando isso ocorre, realmente fica mais difícil a solução de qualquer tipo de problema.

 

Portanto, sem oração, ficamos desprotegidos para vencer o mal e – o que é pior! – desprezamos pedir para a Providência Divina guiar os nossos passos neste mundo cercado de pecados. De alguma forma temos que dar valor e sentido ao nosso comprometimento com a missão que o nosso Pai nos deu, não? E tudo começa com a oração!

 

As dezenas de imagens de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos que tenho em casa me fazem lembrar de rezar várias vezes ao dia e não somente quando ‘sobra tempo pra Deus’. Cada vez mais, quero aumentar a minha ‘coleção’ e me aprofundar na oração.

 

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Mensagem da Semana - Nº 35929 Março 2018

Aleluia! sou templo do espírito santo!

Graças ao nosso batismo, nos tornamos templos do Espírito de Deus! Dá para imaginar o que isso significa em nossas vidas? Certamente, para a maioria das pessoas que fossem consultadas, usando de sinceridade responderiam: “não”. Pelo menos é assim que muitos se comportam: convivendo diariamente com o pecado.

Eu sei que todos nós somos pecadores e também não me julgo santo – quem me dera! –, mas, se cada filho de Deus quisesse realmente que o Espírito Santo nele habitasse, não se esforçaria um pouco mais para isso?

É comum ouvir palavrões a todo instante em recintos públicos ou até mesmo nas redes abertas de televisão. Embora isso não seja um pecado mortal, também não é importante para a nossa sobrevivência. Quem usa um ou outro palavrão na sua comunicação, deveria refletir melhor sobre o mau exemplo que dá à sociedade e, até mesmo, àqueles que não gostariam de ouvir aquilo naquele momento – inclusive o Espírito Santo!

Se apenas este parágrafo anterior fosse colocado em debate, com certeza, causaria muita polêmica porque muitos diriam que falam palavrões apenas nos desabafos e sem nenhuma intenção maldosa. Na minha opinião, mesmo assim, poderiam evitá-los e, com o tempo, substitui-los por outros termos mais adequados.

Eu fui aos poucos me educando nesse sentido e não me arrependo. Aliás, porque me arrependeria de me comunicar segundo Jesus Cristo espera que eu o faça? Hoje, não consigo me comportar indignamente sabendo que estou magoando a minha Mãe Santíssima que tanto me ajuda! Se, um dia, espero estar junto de Jesus e de Maria no Céu, sei que preciso começar a me preparar para isso aqui na Terra o quanto antes – e já perdi muito tempo!

Como não entrei nesse caminho sozinho (sempre dou graças a Deus por permitir que eu me relacione com pessoas de bem das comunidades católicas), sugiro que cada um que ler este artigo se espelhe em ‘alguém mais puro’ – para, assim, melhorar a sua vida. O ideal seria se esse alguém fosse um religioso ou uma religiosa, mas, mesmo sendo leigo(a), pode e deve servir como espelho de vida cristã.

Saiba também que quando algum pecado tentar você insistentemente, é preciso que se confesse, comungue e reze um pouco mais para se livrar do mal que procura entrar na sua vida. Aliás, se no mesmo dia em que você se confessar e comungar, também oferecer pelo menos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria ao Papa e rezar um Terço (ou participar de uma Via-sacra, ou refletir na Palavra de Deus por trinta minutos etc.), ganhará indulgência plenária (remissão da pena temporal devida). Se tiver dúvidas nesse sentido, peça uma orientação ao seu pároco.

Portanto, ser templo do Espírito Santo é uma missão muito séria e devemos nos comprometer com a purificação do nosso corpo e da nossa alma para que Ele possa habitar em nós vinte e quatro horas por dia! Como? Fugindo dos pecados e praticando obras de caridade que fortaleçam o Reino de Deus entre nós.

Para quem nunca tentou, é muito fácil: basta ter amor no coração e querer morar no paraíso... santamente, alegremente e eternamente!

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Mensagem da Semana - Nº 35823 Março 2018

UMA LINDA HISTÓRIA

Graças a Deus, alguns amigos continuam me presenteando com belas histórias pela internet. Eis mais uma que vale a pena refletir na sua mensagem:

“Uma mulher saiu na porta de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao seu quintal. Mesmo sem conhecê-los, convidou-os para entrar e comer alguma coisa.

- Não podemos entrar porque o homem da casa não está. - disseram. À noite, quando o marido chegou, a mulher saiu na porta novamente e insistiu que entrassem.

- Não podemos entrar juntos. – responderam. E um deles explicou:

- Eu sou o Amor, ele é o Fartura e este outro se chama Sucesso. Vá e discuta com o seu marido qual de nós querem em sua casa. Entrando, ouviu do marido:

- Nesse caso, vamos convidar o Fartura. Deixe-o vir para nos contar o que tem de bom para nós.

- Meu querido, por que não convidamos o Sucesso? – disse a esposa. Um dos filhos que estava com eles, discordou:

- Não seria melhor convidar o Amor? Eu gostei mais dele do que dos outros. A mulher saiu e perguntou a dois deles:

- Vocês não ficarão chateados de somente o Amor ser o nosso convidado? O Fartura respondeu-lhe:

- Se a senhora me convidasse ou convidasse o Sucesso, dois de nós esperariam aqui fora, mas, como a senhora convidou o Amor, nós também entraremos com ele.

Assim, a família compreendeu que onde há amor, há também fartura e sucesso!”
Portanto, não exclua o amor de sua vida: dê-lhe asas! A melhor forma de receber amor é oferecendo-o aos irmãos, sem nenhuma forma de preconceito. Por outro lado, a forma mais rápida de ficar sem amor é apegando-se demasiadamente às coisas do mundo. Cuidado, não corra esse risco!

Jesus e Maria nos amam e querem continuar morando em nossos corações.

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Mensagem da Semana - Nº 357 – 16 Março 2018

 

VITAMINAS ESPIRITUAIS

 

Como você tem cuidado das suas vitaminas espirituais? Sem ‘ingeri-las regularmente’, você fica desprotegido, enfraquece, cai em tentação e sua alma padece. Portanto, não custa nada seguir Jesus Cristo para estar sempre bem vitaminado de bênçãos. E as melhores vitaminas que conheço são: missa, confissão, comunhão, oração, caridade e evangelização. Trabalhar numa obra de Deus, como ser Vicentino, por exemplo, também é uma santa vitamina!

 

Para que você possa refletir um pouco mais como anda a sua conduta cristã, leia com atenção o resto deste artigo. Gostei muito de tê-lo recebido de presente pela internet.

 

“Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor, será inútil dizer: PAI NOSSO.

 

Se os meus valores são representados pelos bens da terra, será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.

 

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo, será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.

 

Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades, será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.

 

Se no fundo, o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem, será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.

 

Se não leio o Evangelho e nem sei qual é a minha missão neste mundo, será inútil dizer: ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

 

Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome, será inútil dizer: O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.

 

Se não importo em ferir, cometer injustiças, oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho, será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.

 

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho do Cristo, será inútil dizer: E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.

 

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz, será inútil dizer: MAS, LIVRAI-NOS DO MAL.

 

Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar, será inútil dizer: AMÉM.”

 

Que Jesus nos inspire para a construção do seu Reino, fazendo-nos homens e mulheres de muita fé para um mundo melhor. Amém!

 

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Mensagem da Semana - Nº 35612 Março 2018

 

RESGATANDO O AMOR PRÓPRIO

 

Na semana passada, relatei os mandamentos do Papa João XXIII. Agora, como acréscimo, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há mais de trinta e cinco anos.

 

“Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

 

Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas, sim de que eu me entregue a Ele plenamente, agora mesmo.

 

Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar, visto estarem elas acabadas. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

 

Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

 

Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais quero podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

 

Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas, no que sou como pessoa.

 

Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito, em certa medida. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

 

Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

 

Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.”

 

Assim, aqueles que praticarem esses ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem julgamentos de culpa?

 

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão de Deus que nos criou – e depois dentro de cada um de nós.

 

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior. Pudera, todas as ciências se fundamentam no mesmo mestre: Jesus Cristo!

 

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Mensagem da Semana - Nº 3555 Março 2018

 

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RESGATANDO O AMOR PRÓPRIO

 

Na semana passada, relatei os mandamentos do Papa João XXIII. Agora, como acréscimo, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há mais de trinta e cinco anos.

 

Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

 

Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas, sim de que eu me entregue a ele plenamente, agora mesmo.

 

Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar, visto estarem elas acabadas. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

 

Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

 

Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais quero podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

 

Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas, no que sou como pessoa.

 

Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito, em certa medida. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

 

Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

 

Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

 

Assim, aqueles que praticarem esses ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem julgamentos de culpa?

 

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão de Deus que nos criou – e depois dentro de cada um de nós.

 

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior. Pudera, todas as ciências se fundamentam no mesmo mestre: Jesus Cristo!

 

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Mensagem da Semana - Nº 354 – 23 fevereiro 2018

 

Todo ateu é triste?

 

Há anos, uma edição do jornal ‘O Lutador’ de Belo Horizonte publicou uma matéria assinada por Carlos Scheid, que respondeu à declaração do teólogo Leonardo Boff: “Prefiro ser um ateu alegre a ser um religioso do tipo do Pe. Marcelo”.

 

Inconformado com a alternativa apontada pelo teólogo, escreveu Scheid:

 

“Ateu alegre não existe. Todo ateu é triste. Quando um ateu honesto e autêntico se vê diante de uma pessoa que crê, não consegue evitar o comentário: ‘Eu gostaria de crer como você!’ Na prática, os ateus são pessoas muito úteis. Prestam à humanidade o precioso serviço de dar o exemplo – triste exemplo! – da extrema infelicidade que é viver (e morrer!) sem Deus. Ao contemplar o ateu e seu beco sem saída, o homem de fé pode dar graças a Deus pelo dom da fé.

 

Sim, todo ateu é triste. Sua vida não tem sentido. Ignora sua fonte. Ignora seu destino. Se o ateu escreve, destila amargura. O verme do ceticismo e da descrença rói suas noites insones. Se pensa na morte, nela vê um terrível absurdo. No polo oposto, o homem de fé sabe que a vida se projeta além da morte e pode celebrar antecipadamente o retorno ao coração do Pai.”

 

Eu sei que você, leitor(a), gostaria de continuar lendo essa belíssima reflexão do citado autor da matéria, mas acredito que já foi o bastante para consolidarmos uma opinião a respeito do Pe. Marcelo, afinal, o que ele tem feito de errado?

 

Deus lhe deu uma linda missão evangelizadora e ele a cumpre com Jesus e Maria no coração – como poucos o fazem nesse mundo de tantos pecados e de tantas injustiças com os nossos irmãos necessitados. Talvez a incompreensão de muitos exista porque o Pe. Marcelo se tornou famoso e vende milhares de CDs cantando, mas, se esquecem que ele se dedica integralmente às obras da Igreja – inclusive, doando os direitos autorais para a sua congregação!

 

Sabemos que na falta de assunto, vale tudo: até criticar o abençoado Pe. Marcelo. Seria muito mais louvável ‘imitá-lo’, procurando levar a Palavra de Deus ao povo via emissoras de rádio e televisão – ocupando um espaço que a Igreja Católica poucas vezes conseguiu.

 

Também o Papa nos convoca a darmos testemunhos de fé cristã e sermos missionários; então, como discordar dos meios usados pelo Pe. Marcelo? Portanto, felizes aqueles que, de coração aberto, seguem os seus passos, pulam e cantam: “Os animaizinhos subiam de dois em dois...”

 

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Mensagem da Semana - Nº 35318 fevereiro 2018

 

receita de vida

 

Um dia, recebi esta mensagem de um amigo:

 

“O dia mais belo de sua vida: hoje. A coisa mais fácil: equivocar-se. O obstáculo maior: medo. O maior erro: abandonar-se. As raízes de todos os males: o egoísmo. A distração mais bela: o trabalho. A pior derrota: o desalento. Os melhores professores: as crianças. A primeira necessidade: comunicar-se. O que mais faz feliz: ser útil aos demais. O mistério maior: a morte. O pior defeito: o mau humor. A pessoa mais perigosa: a mentirosa. O sentimento pior: o rancor. O presente mais belo: o perdão. O mais imprescindível: o lar. A receita mais rápida: o caminho correto. A sensação mais grata: a paz interior. O resultado mais eficaz: o sorriso. O melhor remédio: o otimismo. A maior satisfação: o dever cumprido. A força mais potente do mundo: a fé. As pessoas mais necessárias: os pais. A coisa mais bela: o amor!”

 

Que texto bonito, hein! Mais que bonito, são palavras muito profundas que deveriam ser guardadas no fundo do coração. Realmente, é uma verdadeira receita de vida!

 

Se misturássemos algumas palavras-chave do texto para exemplificar a linha de conduta de um verdadeiro cristão, talvez ficasse bem assim:

 

“Hoje, José venceu o medo de equivocar-se, superou o egoísmo e partiu para um trabalho de caridade. Procurou os velhos em desalento, buscou as crianças abandonadas, e foi comunicar-se com eles – saber das suas necessidades. Sentiu como é importante ser útil aos marginalizados, antes que a morte sofrida os leve para junto de Deus. Viu de perto que o mau humor, a mentira e o rancor, em muitos casos, destruíram sonhos e lares. Constatou ainda que aquele que vive no caminho correto da justiça e do perdão, acaba achando a paz no interior do coração.

 

Apesar do sorriso amarelo no rosto por ver tanta injustiça social, José voltou à feliz casa de seus pais com a sensação do dever cumprido e otimista em conseguir mais ajuda para os seus novos amigos. Uma definitiva missão passou a fazer parte da vida de José: testemunhar mais a sua fé e levar amor aos seus irmãos.”

 

O que nos impede de seguir o exemplo de José? Equivocar-se? Medo? Egoísmo? Pouca fé? Falta de amor?

 

Apenas para completar o texto do início desta matéria, eu acrescentaria: ‘A mais pura: Maria. A salvação: Jesus!’

 

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Mensagem da Semana - Nº 35212 fevereiro 2018

 

Que mundo é este?

 

Segundo dados da UNESCO há poucos anos, eis as proporções existentes na sociedade humana em nosso planeta: 30% são brancos; apenas 30% são cristãos; 70% são analfabetos; 50% sofrem de má nutrição; 80% habitam em moradias de construção precária; 1% tem educação universitária; e, o pior, 50% de toda a riqueza do planeta se encontra nas mãos de 6% da população!

 

Com certeza, este não é o mundo que Jesus Cristo pediu que construíssemos. Se, no meio dos cristãos, pelo menos houvesse mais justiça social, poderíamos afirmar que os ensinamentos do Santo Evangelho prevalecem entre nós, mas, infelizmente, nem isso acontece!

 

Mesmo assim, sabemos, o céu mantém as suas portas abertas para quem nele quiser morar. E todos nós somos chamados a participar do banquete do Senhor, principalmente neste Brasil de fé católica, ou será que algum nosso conhecido nunca ouviu falar de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora? É claro que já!

 

A nossa Igreja sempre está acompanhando e reconhecendo fatos milagrosos que acontecem através da intercessão de nossa Rainha e, ainda assim, muita gente prefere ignorar os caminhos da purificação. Cada vez mais vai se alastrando o consumismo e o sexo liberado. Até quando?

 

Com certeza, o pecado será excluído da Terra quando Jesus Cristo voltar, ou melhor, os pecadores serão excluídos do Reino de Deus! Enquanto isso não acontece, que tal trabalharmos para estar entre os felizes escolhidos do Pai?

 

Um conselho que dou para aqueles que querem iniciar a sua caminhada na fé católica, é o seguinte: leia e medite diariamente, de coração aberto, um trecho do Evangelho; reze o Terço (se não puder participar de algum Movimento Mariano, compre um livro ou uma fita para aprender a rezá-lo); confesse sempre; participe de missas semanais e receba Jesus na Eucaristia; ame e ajude o seu irmão.

 

Quem acompanha as mensagens de Mediugorie sabe que estes são os pedidos de Nossa Senhora – Rainha da Paz. Portanto, é muito mais do que um simples conselho - é a receita para a salvação!

 

Mas, como conselho bom também ajuda, aconselho você a refletir sobre esta matéria que tirei de um Boletim da Sociedade São Vicente de Paulo:

 

“Eu pedi a Deus que tirasse o meu orgulho e Deus disse que não cabia a Ele tirá-lo, mas a mim deixá-lo. Eu pedi a Deus que me desse paciência e Deus disse que a paciência nasce das atribulações e que ela não é concedida, mas merecida. Eu pedi a Deus que me concedesse a felicidade e Deus disse que me daria as suas bênçãos e que a felicidade eu teria que encontrar por mim mesmo. Eu pedi a Deus que me poupasse do sofrimento e Ele disse que a dor me afasta das ilusões da vida e me leva para mais perto d’Ele.

 

Eu pedi a Deus que moldasse a minha vida espiritual e Ele disse que eu deveria crescer por mim mesmo, mas para produzir frutos, Ele seria o meu jardineiro. Eu perguntei a Deus se Ele me amava e Ele me disse que me ama tanto que me deu seu Filho que morreu por mim, para que, pela minha fé, eu possa estar com Ele no céu.

 

Então eu pedi a Deus que me ajudasse a amar os outros como Ele me ama e Deus disse: Ah, finalmente você compreendeu!”

 

Paulo R. Labegalini
Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.

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Mensagem da Semana - Nº 3511 Fevereiro 2018

 

O purgatório existe?

 

Uma edição da Revista Catolicismo, através do Cônego José Luiz Villac, respondeu a um leitor que perguntou se o Purgatório existe e se as Escrituras falam a seu respeito. Eis a resposta:

 

“O Purgatório não só existe, mas é mesmo uma das maravilhas da Providência e bondade divinas. Sua existência é verdade de Fé, confirmada pelo Concílio Tridentino (Sess. XXV, D. B. 983), bem como pelas Sagradas Escrituras e toda a Tradição da Igreja.

 

Ademais, à luz da simples razão, entendemos que, sendo Deus perfeitíssimo e Santo dos Santos, nós não poderemos chegar à sua divina presença se estivermos marcados pela mancha do pecado. Então, não existindo o Purgatório – onde as almas são purgadas dessas manchas até estarem resplendentes de santidade para comparecerem diante do Criador – só lhes restaria o Inferno. Mas Deus quer salvá-las e por isso instituiu o Purgatório.

 

Em sua Providência sapientíssima e misericordiosa, Deus criou esse estado, prévio à felicidade eterna, para onde vão temporariamente as pessoas que morrem sem terem expiado suficientemente, aqui na Terra, a pena devida pelos pecados mortais cometidos e perdoados, e também pelos pecados veniais perdoados ou não, mas cuja pena não foi integralmente paga.

 

O texto da Escritura mais preclaro a respeito do Purgatório é o Livro II de Macabeus (XII, 43), o qual narra como Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício pelos que haviam morrido na batalha, por expiação de seus pecados.

 

Estes livros da Bíblia são rejeitados pelos protestantes, pois contradizem suas falsas doutrinas, supostamente baseadas na própria Escritura! Afinal, já Lutero e Calvino, respectivamente, esforçavam-se por fazer crer que o Purgatório era ‘um mero fantasma do diabo’ e ‘uma invenção funesta de Satanás’!”

 

Sabemos que, no Brasil, prevalece a consciência católica sobre a existência do Purgatório, portanto, devemos nos irmanar no combate do pecado e sempre nos purificar por meio do sacramento da confissão. Através de confissões e de ações cristãs, alcançamos vários estágios de estado de graça a cada dia. Quando nos confessamos diante de um sacerdote, mais força temos para combater a imoralidade: dos programas execráveis de alguns canais da TV brasileira; das injustiças sociais; das drogas; enfim, das tentações de Satanás.

 

Eu creio na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Por isso, sempre me confesso, comungo e rezo o terço – para me afastar do mal. Acho que é o mínimo que um católico deve praticar sem vacilar.

 

Devemos nos lembrar que o Papa também se confessa! E não podemos nos esquecer que em 1917 Nossa Senhora de Fátima disse a Francisco que ele teria que rezar muitos terços antes de entrar no Céu – ele só tinha nove anos de idade! E o mais importante: Jesus está presente na Eucaristia e, através desse Alimento, nos dá força para buscarmos as nossas necessidades espirituais que nos levarão junto d’Ele no Céu.

 

Sim, o Purgatório existe! Chegar a conhecê-lo no futuro e ficar pouco ou muito tempo lá, depende hoje de cada um de nós.

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
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Mensagem da Semana - Nº 35026 Janeiro 2018

 

As quatro cruzes do calvário

 

É de triste lembrança pra muita gente a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas as lições de vida que Ele nos deixou merecem continuar sendo analisadas a cada dia. Imagine as cruzes que estavam de pé no Calvário...

 

A primeira, a cruz de Cristo, ao centro, até hoje representa a nossa salvação. Mesmo aqueles que são injustiçados pela cobiça que há no mundo, conseguem entrar na vida eterna se carregarem as suas cruzes com dignidade cristã.

 

Na segunda cruz, à direita de Jesus, estava o ‘bom ladrão’ Dimas, suplicando a misericórdia de Deus em remissão dos seus pecados. Que ‘sorte’ teve São Dimas em poder se confessar com o Filho de Deus antes de sua morte! A sua cruz representa o perdão.

 

A terceira cruz suportou até o fim o peso do pecado. O ladrão, que lá estava, não usou da virtude do arrependimento para se salvar e morreu na cruz da condenação.

 

E a quarta cruz, quem estava nela? Quem mereceu estar na cruz da pureza? Essa cruz foi ‘ocupada’ por Maria Santíssima, a Virgem Mãe que suportou com firmeza o cruel e injusto sofrimento do seu Filho Santo. Ela presenciou, de pé, a maior maldade humana da história sobre uma só Criatura.

 

Deus a escolheu para estar naquela cruz porque sabia que nela podia confiar. E foi também confiando em Deus que Maria se tornou, com o seu exemplo, modelo de fé, modelo de amor e modelo de fidelidade cristã.

 

Hoje, graças a Deus, Maria é a nossa Mãe e a Mãe da Igreja. Com ela aprendemos que não existe sofrimento capaz de nos desviar das estradas de Jesus. À nossa frente, ela pisa na cabeça da serpente infernal e nos conduz, como filhos queridos, à cruz da salvação.

 

Peça a Nossa Senhora para livrar você da cruz da condenação e sempre curar as agonias de seu coração; e, a cada dia, sempre que a sua cruz de pecador se tornar mais leve, lembre-se de agradecer: ‘Obrigado, Mãe querida!’

 

Paulo R. Labegalini

 

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
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Mensagem da Semana - Nº 34923 Janeiro 2018

Os nossos sacerdotes

Até hoje, nos relacionamentos que tive com os sacerdotes, nunca houve nenhum tipo de atrito, graças a Deus. Além disso, sempre ocorreu muita descontração em cada encontro, alternando o útil e o agradável nos diálogos.

Nas reuniões de comunidade, por exemplo, mesmo com a presença de vigários diferentes, temos boas recordações de brincadeiras sadias, que eles usaram para motivar e unir ainda mais o grupo em busca de um objetivo comum.

Ah, se Jesus Cristo e Maria Santíssima estivessem sempre em nossos corações como estão presentes nos seus filhos prediletos – os sacerdotes! Aí sim, acredito que não teríamos muitas coisas para nos preocupar! E como conseguir isso?

Com certeza, imitando a conduta dos sacerdotes: rezando um pouco mais, conseguindo tempo para ajudar nas obras de Deus, fugindo do pecado, pregando o Evangelho, combatendo as injustiças, incentivando a caridade entre irmãos, recebendo diariamente a Eucaristia etc.

Parece difícil, mas, se torna fácil quando abrimos o nosso coração ao Amor de Maria e à Paz de Jesus. O trabalho em comunidade nos aproxima de Deus, a tal ponto, que a nossa caminhada passa a ser cada vez mais cristã, por obra do Espírito Santo.

Quem está nesse caminho, consegue entender melhor o bom humor dos padres, mesmo sabendo que enfrentam uma série de problemas quase insuperáveis para qualquer leigo como nós. Todos deveriam ter essa experiência de convivência com os sacerdotes para reconhecerem que eles têm muito carinho para conosco e precisam da nossa compreensão quando nos orientam ou, principalmente, nos repreendem nas falhas que cometemos.

Também nos programas de televisão, quando presentes, os padres ficam à vontade, aceitando brincadeiras e testemunhando a fé viva que brota de seus corações. Cada vez mais, se tornam grandes exemplos para as novas vocações!

E você, leitor, concorda comigo? Se tiver dúvidas e quiser confirmar as minhas palavras, convide um sacerdote para almoçar com você e, em breve, terá uma opinião própria a respeito. Tenho certeza de que o saldo, a seu favor, será muito positivo nesse relacionamento e, com o tempo, aprenderá bastante sobre a sua santificação aqui na terra... a caminho do céu.

ORAÇÃO VOCACIONAL: “Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: vem e segue-me. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.”

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
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Mensagem da Semana - Nº 34831 Dezembro 2017

ENTRE SEM BATER

Deixe entrar sem bater, meu amigo, os que morrem de frio, mais por falta de amor do que da roupa. Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo dos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu de seu abraço a estrela de Belém.

Deixe entrar sem bater os que têm fome mais de carinho do que de pão, e reparta com eles sua vida, que vale muito mais do que seu dinheiro. Deixe entrar sem bater os que chegam a pé, empoeirados e cansados, porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou sequer o bilhete da terceira classe no trem da felicidade.

Deixe entrar sem bater os enjeitados no princípio: filhos de mães solteiras, filhos do prazer criminoso e egoísta. Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos frutos – seus filhos -, e agora, são deixados a murchar no fundo dos asilos.

Deixe entrar sem bater os esquecidos por não poderem mais fazer carinhos, porque ficaram tão grossas suas mãos - com calos e feridas do trabalho - que agora suas carícias parecem que machucam a face que os rejeita. Deixe entrar sem bater, como se a casa fosse deles, os que não tiveram tempo de ser crianças, porque a vida lhes impôs uma enxada nas mãos, quando deveria por nelas algum tipo de brinquedo.

Deixe entrar sem bater os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios, porque a lágrima chegava sempre primeiro, entrando-lhes pelo canto da boca e estragando com sal o doce da alegria.

Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, porque no coração de um cristão sempre cabe mais um, e até milhares, e depois que tiver a sala do seu peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas: verá que a face torturada de tantos desgraçados se transforma; de repente, no rosto luminoso e sorridente de Jesus, falando assim só para você: “Meu caro amigo, agora é a sua vez; entre você também sem bater, a casa é sua. O céu é todo seu!” (Texto de autor desconhecido)

E a todos os leitores dos meus artigos: além de rezar por vocês diariamente, desejo que o Menino Jesus ilumine suas vidas em 2018. Salve o Ano Novo!

Paulo R. Labegalini

Vicentino, Ovisista e Cursilhista de Itajubá-MG. Engenheiro e professor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre-MG). Autor do livro ‘Histórias Infantis Educativas’ - Editora Cléofas.
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