Confrade Aluizio José da Mata. Nascido em Cordisburgo-MG, em 19/06/1938. Vicentino há mais de 45 anos. Participou da SSVP de Sete Lagoas (MG) e Prudente de Morais, estando atualmente militando na Conferência Nossa Senhora de Fátima, em São Gotardo-MG. Foi editor do jornal VOZ DO VICENTINO, durante 10 anos, do qual ainda é colunista. Participou como palestrante em Encontros de Noivos e em Encontros de Reflexão Cristã. Criou e modera dois Grupos: MIDIA VICENTINA (para o qual envia uma mensagem semanal voltada para as coisas da SSVP) e TEXTO PARA MEDITACAO (para o qual envia diariamente pequenos textos de vários autores). Casado, tem um casal de filhos e dois netos.
aluiziodamatassvp@gmail.com

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26-12-07

COMO SE FOSSE UMA CAPELA

12-12-07

A TAREFA DE CADA UM

25-11-07

QUEM É RICO, QUEM É POBRE?

07-11-07

PRESIDENTE, É PRECISO MUDAR

29-10-07

PRATO DE COMIDA

09-10-07

O CUPIM

11-09-07

FETO: FRÁGIL COMO UMA BORBOLETA

17-08-07

CINCO PAES E DOIS PEIXES, QUANDO OS TEREMOS

28-06-07

CHUVA DE GRAÇAS

COMO SE FOSSE UMA CAPELA- 26 de Dezembro de 2007

Uma destas manhãs, eu voltava para casa depois de uma caminhada e passei em frente de um salão onde se reúnem diversas Conferências.
Lá dentro existem inúmeras imagens dos santos padroeiros de cada uma, além das imagens de São Vicente e de Ozanam.
Eu ainda estava a uns 20 passos da porta de entrada, quando vi um vicentino vindo em sentido contrário. Ele passou primeiro que eu na frente de porta que estava aberta, olhou lá para dentro e fez o Sinal da Cruz.
Estranhei o gesto, pois foi a primeira vez que vi alguém fazê-lo ao passar em frente de um salão de reuniões, mas logo me veio um pensamento:
"Ele considera a salão de reuniões tão sagrado, como se fosse uma capela".
E é verdade. Todas as vezes que passamos em frente de uma capela, mesmo que ela não esteja aberta, mesmo que agente saiba que dentro dela o Santíssimo Sacramento não está, fazemos o Sinal da Cruz, para mostrar o nosso respeito pelo lugar onde se celebram as liturgias católicas.
Também nos locais de reuniões vicentinas deve ser assim.
É ali que nos reunimos para tratarmos dos problemas e das necessidades das pessoas carentes, das pessoas sofredoras. É ali que decidimos o que fazer e qual a ação mais urgente para ajudar as famílias necessitadas. É ali que tentamos praticar o que Jesus mandou: "Amar o menor dos irmãos".
Quando ali nos reunimos, só podemos pensar em praticar o bem. Não é um lugar para se praticar a injustiça contra outro vicentino, não é o lugar para alimentar discórdias. É ali que Jesus está presente, no pedido de sindicância, no resultado dela, na distribuição dos vales, no relato das visitas feitas. É ali que fazemos a Deus o primeiro relato de nossas ações.
O vicentino talvez seja aquele a quem mais Jesus se referiu quando disse, respondendo ao questionamento -- quando foi que Te servimos, quando foi que Te visitamos, quando foi que Te saciamos a sede e matamos a Sua fome? --: "Todas as vezes que fizeste isto a um dos
meus irmãos mais pequeninos foi a mim que fizeste", e "amai o vosso próximo que a ti mesmo".

A partir de agora, caso você ainda não considerasse sagrado os salões vicentinos, passe a fazê-lo.
E, finalmente, é bom lembrarmos o que disse também Jesus: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles".
Portanto, em todo lugar onde Jesus está, está o lugar santificado. É o caso dos nossos salões e reunião.
LSNSJC

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A TAREFA DE CADA UM – 12 de Dezembro de 2007
Texto: Cfd. Aluízio da Mata

Em todos os trabalhos existem tarefas específicas para cada pessoa.
Até em um time de futebol é assim: o goleiro tem a tarefa de defender; o atacante a de marcar gol. O juiz de mediar à partida, e a platéia de torcer pelo seu clube.
Na Sociedade São Vicente de Paulo não é diferente. Cada um tem a sua tarefa a executar.
Em qualquer trabalho quando alguém não faz a sua tarefa sobrecarrega o companheiro.
Por isso temos de entender que a nossa tarefa é nossa e de mais ninguém.
É importante discernir quais as prioridades das nossas tarefas.
Todos vicentino tem de visitar a família que ficou sob sua responsabilidade naquela semana, e a Conferência co-irmã para a qual ficou escalado, sem falar da visita ao Santíssimo Sacramento. Ele não pode transferir tal tarefa para outro confrade ou outra consócia.
O que também não pode é o presidente da Conferência ou do Conselho Particular deixar sua tarefa para outro fazer. Assim, é ele que deve presidir as reuniões, preparar a pauta para o dia, inclusive escolhendo a leitura espiritual, com antecedência, para que ela seja proveitosa para todos.
Existem presidentes que caíram em uma rotina de dar dó. Nota-se perfeitamente que não preparam a reunião. Às vezes, nem o roteiro da reunião ele tem nas mãos e por isso ela fica toda truncada, tratando dos assuntos nas horas indevidas.
Conheci um presidente que dizia assim para os presentes: - "vamos deixar para ler a ata na hora da palavra livre, porque outros confrades ainda vão chegar". Nada mais errado. O confrade tem de chegar é antes de a reunião começar. E é o presidente que tem a obrigação de bem dirigir a reunião.

Nossa Sociedade é simples, mas deve ser levada a sério. Um presidente ou qualquer vicentino que falte às reuniões sem motivo justo é relaxado. Qualquer um que deixa sua tarefa para outro é omisso.
Já imaginaram se Ozanam tivesse deixado sua tarefa para outro fazer? E
se o outro não a fizesse? Será que teríamos a SSVP?


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QUEM É RICO? QUEM É POBRE? – 25 de Novembro de 2007
Texto: Cfd. Aluízio da Mata

Muitos de nós nos julgamos pobres. Muitos de nós nos julgamos ricos.
Mas, na verdade, quem é pobre? Quem é rico?
Pobre é aquele que não tem Deus dentro de si. Rico é aquele que tem Deus dentro de si.
Muitas vezes um pobre é rico e muitas vezes um rico é pobre. Outras vezes o pobre é pobre e o rico é rico.
Nós, vicentinos, que lidamos com pessoas carentes, temos oportunidade de conviver com pobres que são ricos e pobres que são pobres.
Para alguns assistidos a indigência em que estão não tem nada a ver com sua crença, com a misericórdia de Deus. Eles entendem que pobreza e riqueza não fazem diferença para Deus. A Ele importa o coração.
A viúva pobre do Evangelho, que deu uma pequena moeda na coleta do templo, mas que era tudo que tinha, foi motivo para Jesus exemplificar para os apóstolos naquela hora, e para nós hoje, que o valor do donativo não está no valor da moeda. O valor não tem tanta
importância. Um pequeno donativo pode ser dado com maior sacrifício por quem tem pouco para dar, do que um grande valor dado por quem não vai sentir falta dele.
Há ainda um aspecto interessante: às vezes um rico pode dar o que não lhe faz falta e mesmo assim dar com muito ou pouco amor. E pode haver o caso do pobre que dá pouco, porque pouco tem, mas o faz com pesar.
Cabe a nós refletir sobre isso. E não falo apenas no aspecto financeiro.
Doar ou não doar tempo, alegria, solidariedade também pode nos fazer ricos ou pobres diante de Deus.
Vale à pena meditar.

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PRESIDENTE, É PRECISO MUDAR... – 07 de Novembro de 2007
Texto: Cfd. Aluízio da Mata

É sabido que "tal presidente, tal Conferência (e Conselhos também)".
Nossa Sociedade está carente de espiritualidade e de boa formação vicentina. Muitos Confrades e Consócias não dão à espiritualidade a atenção que ela merece. Somos fracos na prática da religião. Quase nada sabemos da Doutrina Católica e não nos empenhamos por conhecê-la.
Achamos que o que sabemos é o suficiente. Ledo engano. Se fôssemos fazer uma escala de O a 100 no conhecimento da Doutrina, variaríamos entre zero e 30. Uns poucos passariam desta marca.
Da participação efetiva nos sacramentos, a escala não iria variar muito. Da Confissão então...
Vamos parar por aqui, em termos de religião. Vamos falar agora de vida vicentina.
Acho que nosso desempenho não é nada melhor do que o mencionado acima.
Não conhecemos a Regra, e no que conhecemos, gostamos de interpretá-la ao nosso gosto. Quando nos interessa, ela é sábia. Quando não... "ela não quer dizer isso assim ao pé da letra (ou como está escrito)"... Na verdade queremos uma Regra que atenda aos nossos interesses.
Quanto ao cumprimento do que ela estabelece, acho que a escala acima continua com os mesmos números.
Assim não dá.
Vejamos nossos compromissos Vicentinos: Como estão nossas visitas ao assistido? Elas são bem feitas? O assistido nos vê como um amigo ou como um cobrador? Como está nossa participação na instrução religiosa dele? (Como é que poderemos dar o que não temos? Aí entra o nosso desconhecimento da Doutrina). Como está nosso trabalho de catequese? O que temos feito para promovê-los, para tirá-los da situação de indigência? Arranjamos serviço para alguém da família assistida? Ou nós mesmos empregamos alguns deles? Somos só provedores materiais?
Assim não dá.
O que escrevi acima tem tudo a ver com o título deste artigo.
O presidente não deixa de ser um confrade ou consócia com as mesmas obrigações de todos. Tem vicentino que, enquanto está na presidência, acha que não precisa visitar ou catequizar. Ele apenas distribui tarefas e, às vezes, nem as cobra. Tem medo de melindrar sendo franco. Ser franco não é ser sem humildade.
Em se tratando da reunião semanal, como se porta o presidente? Prepara-a ou apenas segue o roteiro que ele, toda semana, tira da gaveta da mesa? Sua leitura espiritual é escolhida com antecedência, abordando um assunto de interesse geral ou a escolhe na hora, ou ainda não a tendo preparado, pergunta para os presentes:
"quem tem uma leitura espiritual aí?"
O presidente orienta seu secretário e seu tesoureiro em suas tarefas? Tem muita ata que nem parece registro de uma reunião. E os mapas? Nem é bom comentar... O livro da tesouraria é bem feito? Sem rasuras e com todas as despesas comprovadas por documentos? O presidente fiscaliza a entrega das décimas e os depósitos ou deixa que o tesoureiro fique com
o saldo em seu poder? Sua reunião é interessante ou rotineira e cansativa? Está ele preparando alguém para substituí-lo, ou o próximo presidente vai ser também do mesmo jeito?
Vou parar por aqui. Se fosse analisar a reunião por inteiro, ficaria longo demais o artigo. Mais do que já está.
O certo é que o presidente precisa se compenetrar da sua responsabilidade e deve mudar e melhorar, ou então...
Que tal uma mudança efetiva de comportamento dentro da SSVP?
LSNSJC

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PRATO DE COMIDA – 29 de Outubro de 2007
Texto: Cfd. Aluizio da Mata

Pode parecer exagero o que vou escrever, mas pensando bem não será tanto assim.
Temos visto nos noticiários da televisão que a fome está presente em centenas de lugares e em milhões e milhões de pessoas. Causa-nos tristeza ver as imagens de crianças, que de tão fracas não conseguem nem fechar os olhos. A tristeza que a gente vê nos olhares das mães que têm seus filhos nos braços sem terem o que comer e até sem terem leite em seu próprio peito para alimentá-las, fica gravada na mente de cada um de nós.
Costumamos pensar: "mas isto está acontecendo na África, tão longe de nós... O que poderíamos fazer para minorar tal situação"?
Sei que é difícil dar uma resposta a esta pergunta, mas mesmo assim vale à pena procurar a resposta.
Por isto, sempre que estou diante de um prato de comida para almoçar ou jantar, aquelas imagens vêem à minha mente. E me sinto quase mal.
Embora eu procure trabalhar na SSVP para diminuir a fome de algumas poucas pessoas, sinto que alguma coisa a mais deveria ser feita. Mesmo aqui no Brasil muita gente passa fome. E o argumento de algumas pessoas dizendo que o pobre é malandro e gosta de ganhar tudo na mão, não procede na grande maioria dos casos. Para quem tem emprego e casa para morar é fácil falar assim, mas saibam eles que as crianças não podem entrar neste raciocínio, muito menos os idosos abandonados por suas famílias, ou ainda aquelas pessoas que estão doentes e não têm como se tratar. i
O assunto é complexo, mas o melhor é cada i um de nós fazer o que puder para ajudar quem:
parece precisar. Se um ou outro realmente não precisar, ele dará conta de sua atitude a Deus. Assim como nós também daremos conta de nossa caridade ou da nossa omissão praticadas.
É bom lembrarmos sempre de uma frase de um poeta vicentino: "Senhor, que eu não coma sozinho o pão que possa por mim ser partido em dois pedaços".

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O CUPIM – 09 de Outubro de 2007
Texto: Cid Aluizio da Mata

Se há um bicho terrível, esse bicho é o cupim. Tudo começa com um único exemplar. Logo se junta a ele um outro, ou uma outra e daí para frente é fogo! Faz um estrago considerável.
Durante todo o ano você percebe sua presença, pelo pequeno dejetos que ele deixa, mas você não o vê. Quando chega o verão antes da primeira chuva cair, ele dá as caras. E o vemos dando voltas em torno das lâmpadas elétricas acesas. Aí vem o acasalamento, e seu número só aumenta.
Olha, se você não o combate, perde todos os seus móveis. E também as portas e janelas, se forem de madeira.
O cupim é um bicho tão danado, que uma das suas espécies ataca até concreto. Muitos edifícios são danificados e chegam a desmoronar em função desse inseto.
A dedetização ajuda no combate, mas o extermínio do cupim só acontecerá se você combatê-lo no início, e diariamente.
O pecado também é assim.
Primeiro aparece um, pequenininho. Depois aparece outro, e mais outro, e quando você assusta, tem seu coração (ou sua consciência) todo tomado de pequenos e grandes pecados. E, assim como com os cupins, também sentimos a presença do pecado pelos dejetos que ele
deixa na sua passagem. São as ofensas que fazemos a Deus presente na figura do nosso irmão.
Se não combatermos o pecado no começo da sua ação, e no dia-a-dia, podemos ter a certeza que ele acabará por jogar nossa estrutura pelo chão. Aí, não tem mais jeito.
Não se consegue manter em pé um edifício todo corroído. É preciso jogá-lo ao chão e construir outro. Da mesma forma, se estivermos sendo corroídos pelo pecado, temos de combatê-lo com todas as armas disponíveis. Se deixarmos que ele se instale e prolifere, só a
misericórdia de Deus poderá nos salvar.

"Dedetizemos" o nosso coração (ou a nossa consciência) utilizando os sacramentos. Só assim conseguiremos eliminar o terrível monstro do pecado.
Vale à pena meditar e não mais pecar!

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FETO: FRÁGIL COMO UMA BORBOLETA – 11 de Setembro de 2007

Texto: Cfr. Aluizio da Mata

Acho que a criatura mais frágil criada por Deus é a borboleta.
Ela corre perigo em todas as etapas da vida. Quando ainda está no ovo, fica debaixo de uma folha e lá pode ser destruída por um passarinho, pode cair junto com a folha que se solta da árvore, pode morrer pela ação dos agrotóxicos.
Se conseguir passar dessa fase, transforma-se em uma larva e tem que se virar sozinha. Já tem que procurar seu próprio sustento. Depois, já adulta, corre o risco de ser devorada por pássaros, morta pela pisada do ser humano, de ser levada pela enxurrada. Se ainda conseguir se livrar de tudo isso, se fecha em um casulo que pode servir até de enfeite para quem o vê. Admitindo que consiga se livrar dessa possibilidade, vira uma bela borboleta. Novamente os perigos a rondam. São os pássaros que querem devorá-la, são os cientistas ou outras pessoas que a querem em suas coleções.
Todos os perigos que falamos decorrem de atos e ações de terceiros, mas aí vem o que não tem de como se livrar: o final do ciclo de vida pelo passar do tempo.
É de se perguntar: foi em vão a luta pela vida dessa borboleta? Claro que não.
Mas porque estou falando tudo isto? Que comparação quero fazer?
Nos tempos atuais, onde por todo mundo grassa a determinação de se legalizar o aborto, apoiada, pasmem, por órgãos da ONU, por líderes dos pseudos direitos da mulher, por partidos políticos cujos programas são feitos para ganhar votos de pessoas sem consciência, por parlamentares sem religião, sem ética e sem moral, corre o risco de vida um inocente: o feto.
Assim como uma borboleta, o feto não tem como se defender da ação de quem o concebeu sem pensar, do médico abortista que faz qualquer coisa por dinheiro, da mulher e do homem que não querem assumir o resultado dos seus atos.
Pode a justiça dos homens até não condenar quem assim age sob o pretexto de a lei o permitir, mas não poderá se safar da justiça divina.
A mulher e o homem sabem perfeitamente que ao manterem uma relação sexual estão se arriscando a gerar uma nova vida. E se o fazem conscientemente, conscientemente também querem dela se livrar.
Não sou a favor do aborto provocado, mas penso que se as mães de todos os abortistas os tivessem abortado, hoje não estariam aí querendo legalizar um crime. Não seria nada de errado se elas o tivessem feito, já que abortar para eles não é pecado, é apenas a mulher exercer um direito sobre seu próprio corpo.
É estranho que os católicos, e mesmos os de outras confissões religiosas, revistas, jornais, internet estejam tão calados.
Agora o Congresso aprovou fazer um plebiscito sobre a união de homossexuais e sobre a legalização do aborto no Brasil. Se a voz dos bons não se fizer ouvir, com certeza ouviremos a voz dos maus. E todos nós já temos uma noção do que pensam e fazem nossas autoridades
públicas, da maior à menor. Só pensam nelas e em seus lucros. O resto que se dane.
E você de que lado está? Vai ficar calado ou vai gritar? Vai deixar que inocentes sejam mortos sob a égide de uma lei que será aprovada se não lutarmos contra ela?
Lembre-se de que seus pais não quiseram abortá-lo, o que poderiam ter feito. Se o tivessem feito, talvez fosse um voto a menos a favor de um crime.

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CINCO PÃES E DOIS PEIXES, QUANDO OS TEMOS EM NOSSAS MÃOS? - 17 de Agosto de 2007

Não há como fazer uma comparação entre os milagres de Jesus!
Tome qualquer um deles e esse será sempre espetacular.
No entanto, existem diferenças entre eles.
Para ressuscitar Lázaro, o filho da viúva de Naim, a menina Tábata, para curar a filha de Jairo, não se precisou de nada mais que a presença de Jesus. Mesmo assim, cada milagre teve sua motivação.

As curas de Bartimeu, da sogra de Pedro, do servo do centurião, também.
Expulsar demônios, curar leprosos e aleijados, andar sobre as águas são milagres que nos mostram o poder de Jesus sobre todas as coisas.
Mas há milagres nos quais Jesus precisou de ajuda. A pesca milagrosa não teria ocorrido sem a participação dos pescadores.
Quero falar, entretanto, de outro milagre: O da multiplicação dos pães e dos peixes.
Jesus, se quisesse, teria feito aparecer do nada o alimento para a multidão, mas ele queria que tudo parecesse normal.
Aparecer alimento do nada seria incompreensível. Multiplicar um pouco do alimento ali existente seria fantástico, mas compreensível, tal o poder que todos sabiam que Jesus tinha.
Mas quero enfatizar é a participação do menino que tinha os cinco pães e dois peixes.
Ao que parece apenas ele tinha se prevenido para se alimentar.
A lógica seria que ele se recusasse a entregar os pães e os peixes para André, pois nunca poderia imaginar que fosse ocorrer o que ocorreu.
Não tivesse sido ele previdente e, principalmente, desprendido do egoísmo de querer guardar para si aquela provisão, talvez o milagre não fosse realizado e aí, sim, Jesus teria despedido a multidão para que cada um fosse se alimentar em sua própria casa.
Interessante que os evangelistas não se preocuparam em registrar o nome da criança.
Talvez tenha sido de propósito para que entendêssemos que, mesmo anonimamente, podemos ser o elemento de que Deus precisa para realizar alguns dos seus milagres, hoje.
Os cinco pães e os dois peixes de hoje podem ser diversas coisas. Uma visita, uma palavra, um conselho, uma doação...
O vicentino ainda não se deu conta de que é um menino com cinco pães e dois peixes.
Deus quer que haja milagres a toda hora e em todo lugar. Mas Ele quer contar com a participação do ser humano.
Quando uma conferência arrecada e fica preocupada em entesourar, está negando a atitude de doação. Quando deixamos e socorrer alguma família por acharmos que as crianças dela não precisam, só porque nela tem algum adulto malandro, estamos deixando de ceder a Deus os pães e os peixes.
E é bom lembrar que Jesus na hora desse milagre estava evangelizando uma multidão.
A nós, vicentinos, Deus pede que evangelizemos apenas algumas famílias.
Como estamos cumprindo este desejo de Deus?
Vale à pena meditar. E evangelizar.

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CHUVA DE GRAÇAS – 28 de Junho de 2007

Texto: Cfd. Aluizio da Mata

Onde eu trabalho e moro existe uma grande quantidade de árvores.
Existe também um espaço muito grande de área gramada. Com os meses de seca, nota-se nas árvores e na grama o efeito da estiagem. As árvores ficam quase que feias; a grama, então, demonstra o quanto faz falta a água da chuva.
Em determinados locais, por conveniência, rega-se a grama, e ela fica sempre bonita.
Depois de uma estiagem deu uma primeira chuva e dois dias depois a grama, que parecia morta, começou a brotar. Pequenas folhas verdes surgiram. Mais umas poucas chuvas e mais alguns dias e a grama ficou verdinha. O gramado parecia outro.
Ao olhar estas cenas, eu pensava: Somos como esse gramado. Se não nos cai uma chuva de Graças, ficamos feios, como que mortos. Basta Deus destinar algumas gotas para nós e ficamos cheios de vida.

Acontece que Deus derrama essas bênçãos diariamente. Nós é que costumamos colocar uma lona em cima da nossa cabeça, impedindo que a Graça possa fazer os seus efeitos.

Você se lembra que quando criança a gente gostava de, ao estar chovendo, sair para fora do abrigo e deixar que a água caísse em nosso corpo? Era muito gostoso, não era?
Quando foi a última vez que saímos da proteção, mas que na verdade proteção não é?
Pois é. Precisamos voltar a ser crianças e sair no tempo, deixando que a chuva de Graças molhe o nosso interior.