Como iniciar um livro? Como dar vida aos personagens? Como prender o leitor até a última linha? Como descrever locais e objetos? Como escrever diálogos? Estas e muitas outras questões são respondidas no livro "Técnicas para escrever Ficção", de Júlio Rocha. O livro é repleto de técnicas e exemplos que ajudarão o leitor a se tornar um novo talento literário. São abordados os segredos de autores consagrados que vendem milhões de livros e têm suas histórias traduzidas para vários idiomas. Através de uma linguagem fácil e direta, Julio Rocha mostra que qualquer pessoa pode se tornar um escritor de qualidade, bastando para isso ter as ferramentas adequadas à sua disposição. Acesse o site www.jrocha.com.br e conheça o conteúdo completo da obra. Passe e-mail para writer@jrocha.com.br
Caranguejos
Frustrados não gostam de ver as pessoas perseguindo
sonhos...
Outro dia passava em um programa na televisão, sobre a pesca dos caranguejos.
A ênfase era dada a uma espécime que é muito difícil
de ser capturada, ágil e inteligente o suficiente, para escapar de todo
tipo de armadilhas para caranguejos. Não obstante, milhares deles são
capturados diariamente, devido a um traço particularmente humano que
possuem.
A armadilha é uma jaula de metal com uma abertura na parte superior.
A isca (um pedaço de carne) é colocada na jaula e esta é
mergulhada na água. Chega um caranguejo, entra na jaula e começa
a beliscar a isca. Um segundo caranguejo se une a ele, um terceiro, um quarto...
uma festa. Finalmente não há mais isca. Os caranguejos poderiam
subir pelas
laterais da jaula e sair pela abertura, mas não o fazem, permanecem lá
dentro. Outros
caranguejos chegam e se unem a eles, muito depois que a isca, o suposto banquete,
desapareceu.
Se um dos caranguejos se dá conta de que não há motivos
para permanecer na jaula e tenta sair, os outros se unem e o impedem de deixar
a jaula. Se persiste, os demais arrancam-lhe suas tenazes para que não
possa subir. Todavia, se continuar persistindo, morrerá.
A principal diferença entre as pessoas e estes caranguejos é que
eles vivem na água e nós na terra. Qualquer pessoa que tenha um
sonho que o permita sair da jaula, o lugar comum, a zona de conforto, a estagnação,
deverá tomar muito cuidado com os colegas de "jaula", os caranguejos
humanos, os frustrados... Estes não utilizam a força física,
ao menos em geral. Não necessitam fazê-lo.
Têm outros métodos mais efetivos à mão e em suas
bocas: insinuações, dúvidas, ridículo, sarcasmo,
cinismo, ironia, boicote, humilhação, mentira e outra dezena que
foge ao meu
vocabulário.
Sugestão: Mantenha suas metas distantes dos frustrados. Faça a
sua parte e na hora certa Deus, que é JUSTO SEMPRE, te abençoará!
Não entre na jaula. Sonhe e realize! Sucesso!
Milagre na Festa em Guajuvira de Baixo
Sim, aconteceu um milagre em Araucária-PR, na Festa
do Senhor Bom Jesus. Isso aconteceu no dia 04/08/2002 em Guajuvira de Baixo,
a uns 40 km de Curitiba.
A comunidade primeiramente rezou, o coral cantou. E entre muitas mensagens,
houve a do jovem Adilson Ribas que emocionou toda comunidade, levando o povo
a prantos: ele falou de um tesouro, um lindo automóvel, que um pai tinha
em casa; e certo dia, o filho dele o riscou... e esse pai bateu tanto no filho
que o pequeno acabou perdendo a mão direita. Alguns dias depois, esse
filho de apenas 5 anos, calmamente falou a seu pai: "Papai, quando esta
mão crescer de novo, eu prometo, nunca mais vou riscar o seu carro..."
Enquanto o povo rezava, uma grande equipe preparava o almoço. Todos eram
voluntários. O tema da missa era a festa da multiplicação
dos pães: "Todos comeram e ficaram saciados". Os colonos homenagearam
o Senhor Bom Jesus com uma procissão carreata, onde o mais importante
era Jesus.
A surpresa foi o almoço: era gratuito para todos. Repito, gratuito para
todos. Gratuito para todos. Isto se chama Evangelho vivo. Partilha, "todos
comeram e ficaram saciados". Justiça é isso, não havia
necessitados entre os primeiros cristãos. A animação continuou
e as crianças ficaram ainda mais alegres com a distribuição
de balas.
Isso é incrível, pois toda vez que se fala de festa de igreja
só se fala de dinheiro... tudo pago... venda antecipada... e sai mais
caro que ir ao restaurante... ainda colocam guardião na porta do salão
para que a molecadinha da favela não fique invadindo pra pedir comida...
Objetivo - Proporcionar o diálogo entre as pessoas e sua importância
na comunidade. E que o dízimo é um Dom gratuito de Deus e sua
contribuição é participação de todos em todos.
Mais de 600 pessoas participaram desse ágape: almoço (festa íntima
com Jesus repartido).
Parabéns ao Sr. João Nalepa e sua equipe! O reino de Deus pode
estar aqui! Aleluia. Todos ficaram saciados!
Quem organizou: uns doaram carne (boi, porco, galinhas); outros, farinha, sal,
açúcar, azeite... Cada um colaborou como pode; mesmo quem nada
pode oferecer, pois lhe faltava, sentou-se à mesa. Isso é um Milagre
em Araucária. O povo sentou à mesa e serviu-se e ainda sobrou
comida. A festa era um encontro social e religioso de todos os dizimistas.
Pedrinho - grebogii@hotmail.com
PAGANINI
Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas
má-gicas que saiam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém
queria per-der a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava
preparado para recebê-lo.
A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura
de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu
violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível.
Breves e semibreves, fusas e semifusas, col-cheias e semicolcheias parecem ter
asas e voar com o toque daqueles dedos encan-tados.
DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das
cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou.
O público parou.
Mas Paganini não parou. Olhando para suapartitura, ele continua a tirar
sons delicio-sos de um violino com problemas.
O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.
Mal o público se acalmou quando, DE REPENTE, um outro som perturbador
derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino
de Paganini se rompe.
O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo, Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou
tirando sons do impossível.
O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público
não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir.
Todas as pessoas, pasmadas, gritaram OOHHH!
Que ecoou pela abobadilha daquele auditório.
Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra.
O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do
público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única
corda que sobrara daquele violino destruído.
Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima.
A orquestra se motiva.
O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para
o delírio.
Paganini atinge a glória.Seu nome corre através do tempo.
Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo
do profissional que continua diante do impossível.
MORAL DA HISTÓRIA:
Não importa o tipo de problema que Você está tendo.
Pode ser problema pessoal, conjugal, familiar, qualquer coisa que esteja afetando
a sua auto-estima ou seu desempenho profissional.
Tenha certeza de uma coisa:
Nem tudo está perdido.
Ainda existe uma corda e é tocando nela que Você exercerá
seu talento.
Tocando nela é que Você irá vibrar.
Aprenda a aceitar que a vida sempre lhe deixará uma última corda.
Quando sentir desânimo, nunca desista.
Ainda existirá a corda da persistência, inteligente, do "tentar
mais uma vez ", do dar um passo a mais com um enfoque novo.
Desperte o Paganini que existe dentro de Você e avance para vencer.
Vitória é a arte de Você continuar, onde os outros resolvem
parar.
Quando tudo parece ruir, dê uma chance a Você e vá em frente.
Toque na corda da motivação e tire sons de resultados positivos.
Mas antes pergunte: quem motiva o motivador?
Isto é: quem motiva seu cérebro, que motiva sua mão, que
toca seu violino?
Não se frustre, não se desespere... lembre-se: ainda existe a
última corda: a do apren-der de novo para deslumbrar e gerar soluções.
Nunca a vida lhe quebrará todas as cordas.
Se os resultados estão mal, é a sua oportunidade de tocar a última
corda, a da imagi-nação que reinventa o futuro com inovação
contínua.
É sempre a corda esquecida que lhe dará o maior resultado.
Mas, se por acaso, Você se sentir no "fundo do poço",
esta é a sua chance de tocar
na melhor corda do universo: DEUS.
"RATOEIRA"
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo
um pa-cote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir
que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo
a todos:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! "
A galinha, disse:
"- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para
o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e lhe disse:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!"
"- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que
eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será
lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
"- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não
!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a
ratoeira do fazen-deiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira
pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,ela não
viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou
a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que
uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente
principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para ali-mentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazen-deiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está
diante de um problema e acredi-tar que o problema não lhe diz respeito,
lembre-se que, quando há uma ratoeira na ca-sa, toda a fazenda corre
risco.
O problema de um é problema de todos.
A TIGELA DE MADEIRA
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho
de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada
e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas
e a visão falha do avô o atra-palhavam na hora de comer. Ervilhas
rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite
era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai",
disse o filho.
- "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo
com a boca aberta
e comida pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as
refeições à mesa, com satisfa-ção. Desde
que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida nu-ma tigela
de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho,
às ve-zes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas
palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando
ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes
do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando
pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?"
O menino respondeu docemente:
- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem,
quando eu crescer."
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras
tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então
lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém
tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o
à mesa da famí-lia. Dali para frente e até o final de seus
dias ele comeu todas as refeições com a famí-lia. E por
alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando
um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o
que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida
continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três
coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore
de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus
pais, você sen-tirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa
que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também
dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar
a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos
outros, no trabalho e procurar fazer o me-lhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente
acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço
afetuo-so, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Aprendi que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos.
Fiz exatamente isso. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu
dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse...
Esquecerão o que você fez...
Mas nunca esquecerão como você as tratou.
Água na festa do vinho
Havia um pequeno vilarejo que se dedicava à produção
de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso
da colheita. A tradição exigia que nessa festa cada morador do
vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um
grande barril que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: "Por que eu deverei
levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio
de tanto vinho o meu vinho não fará falta." Assim pensou
e assim fez.
Conforme o costume, em determinado momento, todos
se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho,
cuja fama se estendia muito além das fron-teiras do país. Contudo,
ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multi-dão.
Do barril saiu... água!
"A ausência da minha parte não fará
falta", foi o pensamento de cada um dos produto-res. Muitas vezes somos
conduzidos a pensar "Tantas pessoas existem neste mundo! Se eu não
fizer a minha parte, isto não terá importância." ...
e vamos todos beber água em todas as festas?!
Problemas no céu
Jesus fazia a sua costumeira ronda pelo céu. Percebeu
que algumas pessoas não e-ram suficientemente puras para estar aí.
Elas mesmas se envergonhavam diante dos bem-aventurados, gente de imaculada
beleza!
- "O que está acontecendo?", pensou Jesus. "Será
que Pedro não está vigiando bem a porta do céu? Por que
ele está deixando essa gente entrar? Será que a idade avança-da
debilitou a sua coragem? Isso não pode continuar."
Pediu, então, a um anjo mensageiro que fosse chamar Pedro. O anjo chegou
aonde Pedro estava. Tomava conta da entrada do céu. Parecia muito feliz
e tranqüilo.
- "Pedro", disse o anjo, "vim substituir você um pouquinho,
Jesus precisa falar com vo-cê."
Pedro foi depressa ao encontro de Jesus. Chegando à sua presença
fez uma profunda reverência. Jesus foi logo dizendo:
- "Há muita gente que não deveria estar aqui nesta santa
e celestial morada. Por que você os deixou entrar?"
Pedro respondeu assustado:
- "Não é possível! Como é que isso pôde
acontecer? Estou tão surpreso quanto o Se-nhor! Fico no meu lugar, dia
e noite, vigiando a entrada do céu. Permaneço atento para que
só entrem as pessoas que estão purificadas."
- "Calma, Pedro. Talvez alguém esteja trapaceando. Olhe! Você
conhece aquelas pes-soas?"
- "Não, Senhor. Francamente, nunca as vi e com certeza não
passaram por mim. Eu lhe prometo que vou encontrar o responsável por
isso. Se eu não conseguir, o Senhor pode me tirar o cargo de porteiro
do céu."
Pedro voltou rapidamente para o seu posto. Conferiu a fechadura. Verificou se
não ha-via alguma entrada clandestina. Nada. Tudo estava na mais perfeita
ordem. Sorriu tranqüilo e continuou vigiando a grande porta.
Poucos dias depois, para a sua surpresa, constatou a presença de novos
intrusos. Por onde entraram? Como? Quando? Foi logo procurar Jesus. Ambos resolveram
então permanecer perto da entrada para descobrir o que estava acontecendo.
Ficaram bem atentos. O que viram?
Uma cena fantástica! Fora do céu, nas proximidades da porta de
entrada, uma multidão chorava. Eram as pessoas que Pedro não deixara
entrar. Profundamente comovida, lá estava Maria, ajudando-os. A Mãe
de Jesus encostara uma escada no muro e fazia as pessoas subirem por ela e entrarem
no céu.
Pedro suspirou aliviado. Tendo provado a sua inocência, disse para Jesus:
- "Talvez seja bom o Senhor ter uma conversa com Ela..."
Mas, Jesus, vendo o carinho, a doçura e a ternura com que Nossa Senhora
tratava a-queles infelizes, concluiu:
- "Não adianta, Pedro. Você a conhece bem. Ela sempre vai
conseguir um jeitinho de continuar ajudando!"
- "Mãe... é Mãe!"
Na vida profissional, fala-se muito na necessidade de mudança,
na quebra de paradigmas, em reconstrução e em reengenharia. E
isso pode ser bom, mas também pode ser uma armadilha. Foi o que aconteceu
com a pulga.
Duas pulgas estavam conversando e uma disse para a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só
sabemos saltar. Daí, nossa chance de sobrevivência quando somos
percebidas é zero. É por isso que existem muito mais moscas do
que pulgas no mundo: moscas voam.
E elas tomaram a decisão de aprender a voar. Contrataram uma mosca como
consultora, entraram num programa intensivo e saíram voando. Passado
algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Sabe, voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo
do cachorro. Portanto, o nosso tempo de reação é menor
do que a velocidade da coçada dele. Temos que aprender a fazer como as
abelhas, que sugam e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou
a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. Porque,
como primeira pulga explicou:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é muito pequena, por isso temos que
ficar sugando por muito tempo. Escapar, a gente até escapa, mas não
estamos nos alimentando adequadamente. Temos que aprender com os pernilongos,
como é que eles conseguem se alimentar com mais rapidez.
Um pernilongo lhes prestou uma consultoria sobre como incrementar o tamanho
do abdômen. E as duas pulgas ficaram felizes. Por poucos minutos. Como
tinham ficado muito maiores, sua aproximação era facilmente percebida
pelo cachorro. E elas começaram a ser espantadas antes mesmo de conseguir
pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha dos velhos tempos:
- Ué, o que aconteceu com vocês? Vocês estão enormes!
Fizeram plástica?
- Pois é, nós agora somos pulgas adaptadas aos grandes desafios
do século XXI. Voamos ao invés de saltar, picamos rapidamente
e podemos armazenar muito mais alimento.
- E por que é que vocês estão com essa cara de subnutridas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com
um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sacudida.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as duas
pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não
pensou em uma consultoria?
- E quem disse que eu não tenho uma? Contratei uma lesma como consultora!
- Hã? O que lesmas têm a ver com pulgas?
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês. Mas ao invés de dizer
para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse bem a situação
e sugerisse a melhor solução. E ela ficou ali três dias,
quietinha, só observando o cachorro, tomando notas e pensando. E então
a lesma me deu o diagnóstico da consultoria:
- "Você não precisa fazer nada radical para ser mais eficiente.
Muitas vezes, uma 'grande mudança' é apenas uma simples questão
de reposicionamento".
- E isso quer dizer o quê?
- O que a lesma me sugeriu fazer: "Sente no cocuruto do cachorro. É
o único lugar que ele não consegue alcançar com a pata".
* Só, explicando: cocuruto é o alto da cabeça.
Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem
muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade,
o autor era uma pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento
procurou-se um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro
assassino.
O homem foi levado a julgamento e seria condenado à forca. Ele sabia
que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de
sair vivo desta história.
O juiz, que também estava comprado para levar o pobre homem à
morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que
provasse sua inocência.
Disse o juiz:
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos
de Deus. Vou escrever em um papel a palavra INOCENTE em outro, a palavra CULPADO.
Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será
o seu veredicto. Deus decidirá seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em
ambos escreveu CULPADO, de maneira que, naquele instante, não existia
nenhuma chance do acusado se livrar da forca.
Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher
um deles.
O homem pensou alguns segundos, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos
papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do
homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual o seu veredicto?
- É muito fácil, respondeu o homem, basta olhar o papel que sobrou
e vocês saberão que acabei engolindo o contrário dele.
Imediatamente o homem foi libertado.
Mensagem:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe
de acreditar e de lutar até o último momento.
SEJA CRIATIVO! QUANDO TUDO PARECER PERDIDO, OUSE!
Macacos
Três macacos sentados num coqueiro discutindo sobre
coisas de que ouviram dizer...
Disse um deles para os outros dois:
- Há um rumor de que pode ser verdade que os seres humanos descendem
da nossa nobre raça. Bem, essa idéia é uma desgraça!
Nenhum macaco jamais desprotegeu sua fêmea ou deixou seus bebês
famintos ou arruinou a vida deles. E nunca ouviu-se dizer que alguma mãe
macaca tivesse doado seus filhos. Há também uma coisa que nunca
foi vista: macacos cercando um coqueiro e deixando os cocos apodrecerem, proibindo
outros macacos de alimentar-se, já que se a árvore fosse cercada
a fome faria outros macacos nos roubarem. Sim, os humanos descendem de uma espécie
rude. Mas, manos, com certeza eles não descendem de nós...
LIÇÕES DO PENTA
1- Não tente enganar - Rivaldo teve que pagar uma nota preta (para nós,
não para ele) por ter fingido levar uma bolada no rosto.
2- Não machuque o adversário - Ronaldinho Gaúcho foi expulso
por agredir voluntariamente o adversário inglês.
3- Acorda cedo, Brasil - Acordamos às 3 da manhã para torcer e
sofrer pelo Brasil - e sem reclamar.
4- Quebrar recordes - vencer a primeira copa do milênio, ser a única
equipe PENTA campeã de futebol do mundo, ter o único jogador a
participar de três finais de Copa do mundo, Cafu. Ser a única seleção
a chegar a três finais de Copa do mundo seguidas, vencer todas as sete
partidas de 2002, ter o maior número de gols, com o melhor ataque.
5- Aprender com a Coréia - a ser acolhedora, organizada, equilibrada,
torcer com alegria e respeito.
6- Respeitar o Filipão - por não ter levado o Baixinho para a
Copa (alguém se lembra do Romário?), por se acostumar a ser chamado
de burro e teimoso, por ser humilde: sempre respeitou as equipes adversárias,
por ter insistido em colocar em campo Rivaldo (o melhor jogador da copa) e Ronaldo
(o artilheiro, o fenômeno), por ter formado uma equipe com grandes profissionais
que se respeitam e se gostam, por não ter permitido "estrelismos",
por ter levado uma equipe totalmente desacreditada à vitória.
7- Respeitar o Rivaldo - que beleza a "deixada" de bola que ele deu
para Ronaldo fazer o segundo gol contra a Alemanha.
8- "Ronaldar" - O Fenômeno deu a volta por cima com uma tremenda
força de vontade ao superar suas dificuldades pessoais e profissionais.
9- Assistir a Copa do improvável - seleções sem tradição
mandando para casa as melhores do mundo (que dó da Argentina!).
10- Derrubar o "Muro de Berlin" - Kahn disse que para ser chamado
de bom, o ataque brasileiro deveria passar por ele. DOIS SÃO SUFICIENTES,
goleirinho?
B RASIL: PAÍS CINCO ESTRELAS
O COELHO E O CACHORRO
Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho
para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem
comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:
- Mas ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer
juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e ficaram
amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças,
felizes.
Eis que o dono do coelho foi passar o final-de-semana na praia com a família
e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono
do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão
na cozinha. Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado,
sujo de terra e, claro, morto. Quase mataram o cachorro.
- O vizinho estava certo. E agora!?
- E agora eu quero ver!
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal,
para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.
Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
E agora? Todos se olhavam. O cachorro chorando lá fora, lambendo as pancadas.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- Cala a boca!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.
- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca
com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até
perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um
coelho cardíaco.
Umas três horas depois, eles ouvem a vizinhança chegar. Notam os
gritos das crianças. Descobriram! Não deram cinco minutos e o
dono do coelho veio bater à porta... Branco, assustado. Parecia que tinha
visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
Todos:
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do
quintal!
- - - - -
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem
ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história
toda, o protagonista da historia, é o cachorro. Imagine o pobre do cachorro
que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância,
o coelho.
Depois de muito farejar, descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e
vai mostrar para os seus donos.
Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancadas
de tudo quanto é lado. O cachorro é o herói. O bandido
é o dono do cachorro. O ser humano. E o homem continua achando que um
banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal
desconfiado que tem dentro dele. Julga os outros pela aparência, mesmo
que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier.
Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitados de nós, animais
racionais,
QUE MUITAS VEZES NÃO PASSAMOS DE COMPLETOS IRRACIONAIS...
- - - - - -
CRIADOR E ... CRIATURA
Um grupo de cientistas estava decidindo qual deles iria
encontrar com Deus e dizer que eles não precisavam mais Dele.
Finalmente um dos cientistas apresentou-se como voluntário e foi dizer
a Deus que Ele não era mais necessário...
Assim, ao encontrar Deus, o cientista diz a Ele:
- Deus, sabe como é, um punhado de nós tem estado pensando neste
assunto e eu vim dizer que você não é mais necessário.
Quero dizer, nós temos elaborado grandes teorias e idéias, nós
clonamos uma ovelha e logo iremos clonar humanos. Como você pode ver,
nós realmente não precisamos mais de você.
Deus balança a cabeça, compreensivamente e diz:
- Bom, sem ressentimentos. Mas, antes, vamos fazer um concurso. O que você
acha?
O cientista diz:
- Para mim, tudo bem.
Que tipo de concurso?
- Um concurso de fazer homem - Deus responde.
- Legal! Sem problemas! - Exclama o cientista.
O cientista rapidamente se adianta pegando um punhado de barro e diz:
- Vamos lá, estou pronto!!!
E Deus diz:
- Não assim. Você tem que criar seu próprio barro.
O homem muitas vezes se acha auto-suficiente... mas se esquece que para criar
algo, ele precisa daquilo que já foi criado pelo Criador dos criadores.
Deus ... que é Único
Leão Surdo
Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro
para ajudá-lo a
conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas.
Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que,
ao
ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Desse modo, o caçador teria facilitada a sua ação.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana convidando
dois outros amigos caçadores para a África.
Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre.
De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente,
o tigre,
que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar.
Foi fuzilado à queima roupa.
Horas depois, um sobressalto.
A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore.
Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se de agressivo em manso, e
dançou. Os caçadores não hesitaram: o mataram com vários
tiros.
E foi assim flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores
matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente, um leão faminto.
A flauta soou mas o leão não dançou.
Ao contrário, atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o.
Logo depois, devorou o segundo.
O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas
sem resultado algum.
O leão não dançava.
E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado.
Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam.
Um deles observou com sabedoria:
- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdinho...
Moral da História:
Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo; um dia
podem não
dar . Tenha sempre plano de contingência; prepare alternativas para as
situações imprevistas; preveja tudo que pode dar errado e prepare-se.
Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades
para agir.
"CUIDADO COM O LEÃO SURDO"
Santa Ceia
Diz uma lenda referente a pintura da Santa Ceia, ou "Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos":
Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade: precisava pintar o bem - na imagem de Jesus e o mal - na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo durante o jantar.
Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
Passaram-se três anos. A 'Última Ceia' estava quase pronta - mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas. O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.
Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.
Imediatamente pediu aos seus assistentes para que o levassem até a igreja.
Da Vinci, copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito da
bebedeira - abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse, numa
mistura de espanto e tristeza:
- Eu já vi este quadro antes!
- Quando? - perguntou um surpreso Da Vinci.
- Há três anos atrás, antes de eu perder
tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida
cheia de sonhos, e o artista me convidou para posar como modelo para a face
de Jesus.
"O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas da época
em que cruzam o caminho de cada ser humano."
UMA SÓLIDA AMIZADE
No século IV AC., em Siracusa, na Sicília,
havia dois amigos inseparáveis. Nada havia que um não fizesse
pelo outro. Certo dia o rei de Siracusa, Dionísio, aborreceu-se ao tomar
conhecimento de certos discursos que Pítias vinha fazendo.
O jovem pensador andava dizendo ao público que nenhum homem devia ter
poder
ilimitado sobre outro. E que os tiranos absolutos eram reis injustos.
Presos ambos os amigos, Pítias reafirmou perante a autoridade real as
suas idéias. O que dizia ao povo era a verdade e portanto a sustentaria,
custasse o que custasse.
Acusado de traição, Pítias foi condenado à morte.
Como seu último desejo, pediu ao rei que o deixasse dizer adeus à
sua mulher e filhos e por os assuntos domésticos em ordem. Dionísio
riu do desejo do condenado.
"Vejo que além de injusto e tirano, você também me
considera um tolo. Se sair de Siracusa, tenho certeza que nunca mais voltará",
disse o rei.
Foi nesse momento que Damon adiantou-se e ofereceu-se como garantia. Ficaria
em Siracusa como prisioneiro, até o retorno do amigo.
"Pode ter certeza de que Pítias voltará. Nossa amizade é
bem conhecida. Eu ficarei aqui."
Ainda um tanto desconfiado, Dionísio examinou os dois amigos. Alertando
Damon que, se Pítias não voltasse, ele morreria em seu lugar,
aceitou a oferta.
Pítias partiu e Damon foi atirado na prisão. Muitos dias se passaram.
Pítias não voltava e o rei foi verificar como estava o ânimo
do prisioneiro. Estaria arrependido de ter feito o acordo?
"Seu tempo está chegando ao fim", sentenciou o rei de Siracusa.
"será inútil implorar misericórdia. Você foi
um tolo em confiar em seu amigo. Achou mesmo que ele voltaria para morrer?"
Com firmeza, Damon respondeu: "é um mero atraso. Talvez os ventos
não lhe tenham permitido navegar. Talvez tenha tido um imprevisto na
estrada. Guardo a certeza que, se for humanamente possível, ele chegará
a tempo."
Dionísio admirou-se da confiança do prisioneiro. Chegou o dia
fatal. Damon foi retirado da prisão e levado à presença
do carrasco. Lá estava o rei, sarcástico, gozando sua vitória.
"Parece que seu amigo não apareceu. Que acha dele agora?" Perguntou.
"É meu amigo. Confio nele", foi a resposta de Damon.
Nem terminara de falar e as portas se abriram, deixando entrar Pítias
cambaleante.
Estava pálido, ferido e a exaustão lhe tirava o fôlego.
Atirou-se nos braços do amigo.
"Graças aos céus, você está vivo" - falou
soluçando. "parece que tudo conspirava contra nós. Meu navio
naufragou numa tempestade. Depois, bandidos me atacaram na estrada."
Recusei-me, contudo, a perder a esperança e aqui estou. Estou pronto
para cumprir a minha sentença de morte."
Dionísio ouviu com espanto as palavras. Era-lhe impossível resistir
ao poder de tal lealdade.
Emocionado, declarou: "a sentença está revogada. Jamais acreditei
que pudessem existir tamanha fé e lealdade na amizade. Vocês mostraram
como eu estava errado. É justo que ganhem a liberdade. Em troca, porém,
peço um grande auxílio."
"Que auxílio?" Perguntaram os amigos.
"Ensinem-me a ter parte em tão sólida amizade."
O FURO NO BARCO
Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.
Trouxe com ele tinta e pinceis, e começou a pintar o barco de um vermelho
brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco.
Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo.
Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi. No dia seguinte, o
proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.
O pintor ficou surpreso:
- O senhor já me pagou pela pintura do barco - disse ele.
- Mas isto não e pelo trabalho de pintura. E por ter consertado o vazamento
do barco.
- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente,
está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante
!
- Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que
aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar
o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para
uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e
notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me
que o barco tinha um furo.
Imagine meu alivio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então,
examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora,
o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente
para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...
Não importa para quem, quando, de que maneira. Sempre que for possível,
sempre que depender de você, e principalmente, dentro de suas possibilidades,
vá além... este poderá ser o seu diferencial !
O Barbeiro
Um homem, como de costume foi ao barbeiro cortar o cabelo
e fazer a barba. Como eram conhecidos, o barbeiro e o cliente, enquanto o serviço
era executado, conversavam sobre diversos assuntos até que o barbeiro
comentou:
- Deus não existe!
O cliente surpreso, perguntou:
- Como é que é? Deus não existe?
E o barbeiro argumentou:
- Isso mesmo que você ouviu. Deus não existe! Vejo todos os dias
na televisão crianças passando fome, vivendo na miséria,
políticos roubando impunemente, inocentes morrendo de maneira bárbara
e tantas outras coisas revoltantes. Você acha que se Deus existisse Ele
permitiria tanta injustiça? Deus não existe!
O cliente ouviu tudo muito atento.
O corte ficou pronto e a barba estava feita, o cliente levantou-se, pagou a
conta e saiu refletindo sobre tudo o que houvera escutado do barbeiro até
que se deparou com um mendigo na esquina, sentado no chão com os cabelos
embaraçados, batendo nos ombros e com a barba enorme ainda por fazer.
Vendo isso voltou na mesma hora a barbearia e chegando afirmou:
- Barbeiros não existem!
O barbeiro ouvindo isso, não entendeu, mas o cliente reafirmou:
- Barbeiros não existem!
- Como não existem? Eu estou aqui, sou barbeiro. Você deve estar
ficando doido, como você diz pra mim que eu não existo. Sou um
barbeiro.
Então o cliente explicou:
- Chegando a esquina vi um homem com os cabelos grandes e embaraçados
e com
a barba por fazer. Se barbeiro existisse ele não estaria assim.
- Ah!, eu existo, sim! O problema é que ele nunca veio até aqui
cortar o cabelo e fazer a barba.
- Pois é - disse então o cliente - Deus também existe,
o problema é que as pessoas não vão até Ele. Deus
está sempre de portas abertas todos os dias aguardando que a gente resolva
arrumar nossas vidas.
A PARÁBOLA DA CAIXINHA
Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse
a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo
em um pedaço de papel, o qual foi colocado numa caixa. Ao entregá-la
ao granjeiro, disse:
- Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia,
durante um ano.
Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo, levando a caixa consigo,
encontrou um empregado dormindo, quando este deveria estar trabalhando. Acordou-o
e chamou sua atenção. Ao meio-dia, quando foi ao estábulo,
encontrou o gado sujo e os cavalos ainda sem sua alimentação.
E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro
estava desperdiçando os alimentos. A partir daí, todos os dias,
ao percorrer sua granja de um lado para outro com seu amuleto, encontrava coisas
que deveriam ser corrigidas. Ao final do ano voltou a encontrar o sábio
e lhe disse:
- Deixe esta caixa comigo por mais um ano. Minha granja melhorou o rendimento
desde que estou com o amuleto.
O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:
- Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida.
No papel havia escrito a seguinte frase: "Se queres que as coisas melhorem,
deves acompanhá-las de perto constantemente".
Professor ateu
Esta é uma história verdadeira que aconteceu
há alguns anos atrás, na Universidade da Carolina do Sul, nos
Estados Unidos.
Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto. Sempre sua meta principal
era tomar um semestre inteiro para provar que Deus não existe.
Os estudantes sempre tinham medo de argüi-lo por causa da sua lógica
impecável.
Por 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo,
embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam.
No final de todo semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à
sua classe de 300 alunos:
- Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de
pé!
Em 20 anos ninguém ousou levantar-se. Sabiam o que o professor faria
em seguida. Diria:
- Porque qualquer um que acredita em Deus é um tolo! Se Deus existe impediria
que este giz caísse ao chão e se quebrasse. Esta simples questão
provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso!
E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços.
E todos os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a demonstração.
A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir.
Certamente, havia alguns cristãos mas, todos tiveram muito medo de ficar
de pé.
Bem... há alguns anos atrás chegou a vez de um jovem cristão
que tinha ouvido sobre a fama daquele professor.
O jovem estava com medo, mas, por 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs,
pedindo que tivesse coragem de se levantar, não importando o que o professor
dissesse ou o que a classe pensasse.
Nada do que dissessem abalaria sua fé... ao menos era seu desejo.
Finalmente o dia chegou. O professor disse:
- Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de
pé!
O professor e os 300 alunos o viram, atônitos, o rapaz levantar-se no
fundo da sala.
O professor gritou:
- Você é um TOLO!!! Se Deus existe impedirá que este giz
caia ao chão e se quebre!
E começou a erguer o braço, quando o giz escorregou entre seus
dedos, deslizou pela camisa, por uma das pernas da calça, correu sobre
o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou, sem se quebrar.
O queixo do professor caiu enquanto seu olhar, assustado, seguia o giz.
Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça... encarou o jovem e...
saiu apressadamente da sala.
O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, por meia hora,
compartilhou sua fé em Jesus. Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente,
sobre o amor de Deus por todos e sobre Seu poder através de Jesus.
Macaco velho não mete a mão em cumbuca
Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método
para capturar
macacos.
Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos
das
árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema: pegam uma cumbuca
de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.
Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos,
afastam-se e esperam.
Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê
a banana.
Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é
muito
estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora
livremente, caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e tranqüilamente capturam os macacos
que teimosamente se recusam a largar as bananas.
O final é meio trágico, pois os macacos são capturados
para servirem de
alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos,
não
é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para
a
panela. Fácil demais...
O problema deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à
banana. Ela já está ali, na sua mão...
Parece ser uma insanidade largá-la.
Essa história é engraçada porque muitas vezes fazemos exatamente
como os
macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito
com o emprego,
mas insiste em ficar mesmo sabendo que está cultivando um enfarto?
Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que
faz, e ainda assim
faz apenas pelo dinheiro?
Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem
sofrendo, traindo e sendo traídos?
Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, adiando um novo caminho
que poderia trazer de volta a alegria de viver?
Somos ou não somos como os macacos?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de
estar
na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.
O ANEL VALIOSO
Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior,
um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não
tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada,
que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso
melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver
meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez
e depois talvez possa lhe ajudar.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado
e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo
mínimo deu ao garoto, dizendo:
- Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque
tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo
anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda
de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer
o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o
jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda
de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele.
Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de
ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram
a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia
as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro
e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido
pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel,
assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber
ajuda e conselhos.
Já na escola, diante de seu mestre, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me
pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não
acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... - o professor disse, sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá
até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do
anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas
não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte
aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou
o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais
que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca
de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois
de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única.
E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer
um podia descobrir seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.
Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos
os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!
O cego
Dizem que havia um cego sentado na calçada, com um boné a seus
pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
- "Por favor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário da área de criação que passava em
frente a ele parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença,
pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outra mensagem. Voltou a colocar
o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia
esmola. Agora, o boné dele estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu
as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescrevera seu cartaz, sobretudo
querendo saber o que havia colocado.
O publicitário respondeu:
- "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com
outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera, e não posso vê-la".
Mudemos a estratégia quando não nos acontece o que queremos.
Cavalo e porco
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava um
determinado espécime. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este
determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento
durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor
será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento
e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta daí, senão você será
sacrificado!
Mas o cavalo não se animou. No segundo dia, deram o medicamento e foram
embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer!
Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três...
O cavalo começou a se levantar, mas vencido pelo cansaço, capotou
de novo. No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose
pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou
do cavalo e disse:
- Cara é agora ou nunca levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar!
Não desista! Não desista! Ótimo, vamos, um, dois, três,
legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais!
É isso aí!!! Você venceu, Campeão!!!!!
Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre. O cavalo melhorou. Isso merece uma festa!!!!! Vamos matar o porco!!!
O Frio que veio de Dentro
Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche
de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.
Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor
da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse ? eles o sabiam, todos morreriam
de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha
na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco
e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo
mesmo:
- Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro.
E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber
os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno
do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto
rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas dovalor
da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
- Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?
O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento.
Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade
moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático:
- É bem provável que eu precise desta lenha para me defender.
Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem.
E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os
caminhos, os perigos e os segredos da neve.
Ele pensou:
- Esta nevasca pode durar vários dias. vou guardar minha lenha.
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para
as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?)
para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos,
os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.
- Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém
nem mesmo o menor dos meus gravetos.
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última
brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram
seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando
para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
- O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.
A Mamãe Camelo e seu bebê!
Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à
toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:
Bebê: - Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?
Mãe: - Claro! O que está incomodando o meu filhote?
Bebê: - Porquê os camelos têm corcova?
Mãe: - Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos
das corcovas para reservar gordura e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver
longos períodos sem água nem alimento.
Bebê: - Certo, e porquê nossas pernas são longas e nossas
patas arredondadas?
Mãe: - Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar
no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar melhor pelo deserto
melhor do que qualquer um! - disse a mãe, toda orgulhosa.
Bebê: - Certo! Então, porquê nossos cílios são
tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
Mãe: - Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como
uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos
seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - disse a mãe
com orgulho nos olhos.
Bebê: - Tá. Então a corcova é para armazenar gordura
enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto
e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então
que diabos estamos fazendo aqui no Zoológico???
Moral da história
Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, são úteis
se você estiver no lugar certo!
ONDE VOCÊ ESTÁ AGORA?
Os três Leões
Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o
macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião
com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais,
mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a
qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem,
dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma
floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será
o escolhido. Mas como descobrir ? Essa era a grande questão: lutar entre
si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado.
De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução
para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming,
etc. eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3
felinos e contou o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora
para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil ? Como assim ?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão
escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será
consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta.
O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha
para assistir a
grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma
vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia,
idosa na idade e
grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!! Todos os animais fizeram um silêncio de
grande expectativa.
- A senhora sabe, mas como? todos gritaram para a Águia.
- É simples, - confessou a sábia águia, - eu estava voando
entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu
escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse: - Montanha, você me venceu,
por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final,
e eu ainda estou crescendo.
- A diferença, - completou a águia, - é que o terceiro
leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim
é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado
para ser rei dos outros.
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão
que foi coroado rei entre os reis.
MORAL DA HISTÓRIA: Não importa o tamanho de seus problemas ou
dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das
vezes, já atingiram o clímax,
já estão no nível máximo - mas você não.
Você ainda está crescendo. Você é maior que todos
os seus problemas juntos. Você ainda não chegou ao limite de seu
potencial
e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado.
E, lembrem daquele ditado:
"NÃO DIGA A DEUS QUE VOCÊ TEM UM GRANDE PROBLEMA, MAS
DIGA AO PROBLEMA QUE VOCÊ TEM UM GRANDE DEUS."
A formiga e o gafanhoto
VERSÃO CLÁSSICA:
Era uma vez uma formiga que trabalhava duro no sol escaldante do verão,
construindo sua casa e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
O gafanhoto pensou: Que idiota! E passava o tempo dando gargalhadas, cantando
e dançando como nunca e assim consumiu o verão. Ao chegar o inverno,
a formiga estava aquecida e bem alimentada. O gafanhoto não tinha abrigo
nem comida e morreu de frio.
MORAL DA HISTÓRIA: TRABALHE DURO! SEJA PREVIDENTE E RESPONSÁVEL!
VERSÃO BRASILEIRA:
Era uma vez uma formiga que trabalhava duro no sol escaldante do verão,
construindo sua casa e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
O gafanhoto pensou: Que idiota! E passou o tempo dando gargalhadas, cantando
e dançando como nunca e assim consumiu o verão.
Ao chegar o inverno, o gafanhoto, tremendo de fio, convocou a imprensa para
uma entrevista e exigiu explicações. Por que é permitido
à formiga um inverno com uma toca aquecida e boa alimentação
enquanto outros estão expostos ao frio e morrendo de fome. Zero Hora,
Correio do Povo, Jornal do Brasil, Estadão, Rede Globo, TV Guaíba,
TV Gaúcha, SBT, BAND e outros comparecem e tiram fotos do gafanhoto trêmulo
de frio e com sinais de subnutrição. Imagens dramáticas
na televisão mostram um gafanhoto em condições deploráveis
e logo adiante a formiga em sua toca confortável com uma mesa farta e
variada. O programa Aqui e Agora apresentou um quadro de 15 minutos, mostrando
um gafanhoto cambaleante.
O Brasil fica perplexo e chocado com o contraste. A BBC de Londres manda uma
equipe ao Brasil para fazer uma reportagem especial a ser distribuída
em Rede na Europa. A CBS nos Estados Unidos interrompe uma entrevista coletiva
do Rumsfeld sobre a guerra para mostrar uma entrevista com imagens que o gafanhoto
concedeu ao correspondente no Brasil. A CNN, que também apresentou a
matéria, obteve um significativo aumento de audiência e decidiu
mandar um correspondente ao Brasil para montar um vídeo sobre a miséria
dos gafanhotos brasileiros. A empresa preconiza um ano fiscal bastante generoso
com a exploração desses dois eventos: a guerra e a tragédia
dos gafanhotos.
"Como pode isto acontecer num país com uma das maiores produções
agrícolas do mundo e em cujas metrópoles circulam automóveis
de luxo! Como permitem os ricos que o pobre gafanhoto sofra tanto? "
O Ratinho introduz o gafanhoto em seu programa e todos choram enquanto cantam:
Não é mole ser sem-toca. O João Pedro Stédile, um
dos dirigentes do MST (Movimento dos Sem Toca) promove uma demonstração
que paralisa o trânsito de São Paulo por quatro horas. O José
Rainha Jr., outro dirigente, promove uma marcha dos Sem-Toca à Brasília,
partindo de vários pontos conflagrados do país. São recebidos
pelo presidente da república que comparece vestido de verde em homenagem
ao gafanhoto, símbolo dos Sem-Toca.
O Banco Mundial elogiou o programa Folhas Mil recém lançado pelo
governo para socorrer os gafanhotos do MSF (Movimento dos Sem Folha.) Lula conclamou
os G7 a criar um fundo especial para um programa Folhas Mil mundial. Afinal,
todo gafanhoto tem o direito a três folhas verdes pordia.
Simultaneamente, milhares de invasões de tocas são promovidas
em todo território nacional. O presidente pede uma trégua, mas
não é atendido.
Em entrevista no programa do Jô Soares, Miguel Rosseto brada que as formigas
enriqueceram às custas dos pobres gafanhotos e que estes são vítimas
das políticas discriminatórias do FMI e do imperialismo americano
e conclama o Congresso a aprovar legislação aumentando imediatamente
a alíquota de impostos para as formigas. Outra medida, apoiada pelo Senador
Paulo Paim, estabelece um imposto de 20% sobre as grandes fortunas das formigas,
retroativo ao início do verão, destinado a promover a cidadania
dos gafanhotos. Recebe apoio imediato de José Dirceu, com a ressalva
de que os recursos devam ser divididos igualitariamente entre os programas prioritários
do governo. Cogita-se de uma emenda constitucional que obrigue as comunidades
a promover a integração social dos gafanhotos.
A CNBB propõe a criação do Banco das Tocas. Cria-se o BCG
- Banco Cooperativo dos Gafanhotos, sendo as formigas obrigadas a entregar ao
BCG uma cota anual de folhas verdes para distribuição aos gafanhotos
despossuídos. A formiga é multada por não ter entregue
sua cota de folhas verdes e, não tendo como pagar as taxas retroativas,
pede falência. A Câmara Federal instala uma comissão de inquérito
para investigar a falência fraudulenta de inúmeras formigas abastadas,
suspeitando de que tenham desviados recursos pela FF5 (Folhas Frescas no.5 do
Banco Central.) com a utilização de folheiras (formigas operadoras
do mercado paralelo de folhas) e formigas laranjas estabelecidas em Foz do Iguaçu.
Suspeita-se também do envolvimento da UDC (União Democrática
das Carregadeiras) no esquema fraudulento.
O gafanhoto decide invadir a toca da formiga e lá acampa. A formiga pede
ajuda da polícia, que informou não dispor de efetivos para atender
a ocorrências desta natureza e também por orientação
do Secretário de Segurança que deseja evitar confrontos com os
sem-tocas. Entra na justiça para obter a reintegração de
posse mas o juiz nega, invocando o direito alternativo e sentencia que a formiga
não provou a produtividade da toca.
O Ministério da Reforma Agrária desapropria a toca da formiga
por não cumprir sua função social e a entrega ao friorento
e desnutrido gafanhoto. A formiga tenta na justiça cobrar a indenização
pela desapropriação. Em outra ação, tenta provar
a produtividade de sua toca. O processo continua correndo.
A empresa de advogados Lia Pires (sucessores) oferece-se para representar o
gafanhoto em processo de difamação e perdas e danos contra a formiga
que é condenada em várias instâncias da justiça,
perdendo seu último e derradeiro recurso perante o Superior Tribunal
Federal, integrado por magistrados nomeados por indicação de Luiz
Inácio Lula da Silva, de uma lista de gafanhotos que, quando juizes,
praticavam a justiça alternativa. A agilidade da justiça neste
rumoroso caso foi alvo de rasgados elogios.
O Ministério da Justiça descobriu que o gafanhoto foi preso no
passado por promover alguma desordem nas ruas e conseguiu sua inclusão
no grupo de perseguidos políticos com direito a indenização
federal e pensão vitalícia.
A lenda termina com o gafanhoto consumindo os últimos restos de comida
da antiga toca da formiga, que está caindo aos pedaços e ruindo
por falta de manutenção. O gafanhoto acaba morrendo em um incidente
relacionado com drogas e uma gangue de aranhas toma conta da toca e passa a
aterrorizar a vizinhança antes tranqüila e pacífica.
A formiga consegue uma passagem aérea aos Estados
Unidos, onde entrou com visto de turista e passou a viver de bicos, fazendo
faxinas nas tocas das mais ricas. Mesmo vivendo ilegalmente no país,
terminou por constituir uma empresa de faxina, empregando outras formigas brasileiras
que seguiram seus passos. Com o passar do tempo, a formiga e suas auxiliares
economizaram o suficiente para obter sua própria toca, conseguiram seu
green-card e mais tarde se tornaram cidadãs americanas. A comunidade
brasileira de formigas se reúne periodicamente em uma folheada (churrasco
de folhas), sempre muito divertida. Sonham sempre em economizar muitas verdinhas
(folhas) e um dia voltar ao Brasil.
Contudo, nunca o fazem...
Dona de casa
Uma mulher chamada Ana foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
- "Claro que tenho um trabalho", exclamou Ana. "Sou mãe."
- "Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar
Dona de casa" - disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que
me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu
era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de
um título sonante.
- "Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me
da boca para fora:
- "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e
em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para
o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta,
no questionário oficial.
- "Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que
faz exatamente?" .
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me
responder:
- "Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso),
em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro
e fora e casa). Sou responsável por uma equipe (minha família),
e já recebi dois projetos (1 menina e 1 menino).
Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?!),
o grau de exigência é de 14 horas por dia (para não dizer
24...).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, levantou-se e, pessoalmente, abriu-me a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida
pela minha equipe -Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas: "Doutora- Sénior em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas",
as bisavós: "Doutora- Executiva- Sénior" e as tias:
"Doutora- Assistente".
Eu acho!
Aos Nascidos entre 1940 e 1970
Isto é para nós, nascidos entre 1940 e 1970.
Remanescentes da idade de ouro.
Se você não nasceu nestas épocas - Se nasceu antes ou depois
- não importa: Leia e sinta a diferença!
Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air
bag.
Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em vidros
de remédios, portas ou armários e andávamos de bicicleta
sem capacete, sem contar que pedíamos carona.
Bebíamos água direto da mangueira e nos riachos, não da
garrafa ou em copos
descartáveis.
Nós gastamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para
descer ladeira abaixo e só então descobríamos que tínhamos
esquecido dos freios. (Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos
a resolver o problema).
Saíamos de casa pela manhã e brincávamos o dia inteiro,
só voltando quando escurecia lá fora.
Ninguém podia nos localizar. Não havia telefone celular.
Nós quebramos ossos e dentes e não havia nenhuma tragédia
nisso. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós mesmos.
Nós tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar
isto. A amizade continuava a mesma...
Nós comemos doces e bebemos refrigerantes, mas não éramos
obesos. Estávamos
sempre ao ar livre, correndo e brincando.
Compartilhamos garrafas de refrigerante, merenda no colégio, ninguém
morreu por causa disso.
Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais
a cabo, filmes em vídeo, surround sound, celular, computadores ou Internet.
Nós tivemos amigos. Nós saíamos e os encontrávamos.
Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos
à porta. Imagine tal coisa! Sem pedir permissão aos pais...
Por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável!
Como fizemos isso?
Nós corremos, brincamos e inventamos jogos com varas e bolas improvisadas,
apanhamos do chão e comemos frutas caídas e, embora nos tenham
dito que aconteceria, nunca passamos mal, ou tivemos dor-de-barriga para sempre,
ou
uma contaminação fatal!
Nos jogos da escola, nem todo mundo fazia parte do time. Os que não fizeram,
tiveram que aprender a lidar com a frustração... Alguns estudantes
não eram tão inteligentes quanto os outros.
Eles repetiam o ano... Que horror ! Não inventavam testes extras nem
aprovação automática.
Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos
com as conseqüências.
Não havia ninguém que pudesse resolver por nós. A idéia
de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível!
Nossos pais protegiam mais as leis do que a nós! Imagine!
Nossa geração produziu alguns dos melhores enfrentadores de risco,
negociadores de soluções, criadores e inventores!
Os últimos 50 anos foram uma explosão descomunal de inovações
e novas idéias.
Foi o esplendor da criatividade humana... Foi a verdadeira Renascença
da humanidade! Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos
a lidar com tudo isso... a VIVER, enfim!
Se você é um de nós, parabéns! Repasse isto para
outros que tiveram a sorte de crescer como crianças...
Os dois lobos
Um velho Avô disse a seu neto, que veio a ele com
raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
- Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande
ódio daqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo
que fizeram. Todavia, o ódio coroe você, mas não fere seu
inimigo. E o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei
muitas vezes contra estes sentimentos.
E ele continuou:
- É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom
e não magoa.
Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não
se teve intenção de ofender. Ele só lutara quando for certo
fazer isto, e da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah!, este e cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o
lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer
motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito
grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá
mudar coisa alguma! Algumas vezes é difícil de conviver com estes
dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
- Qual deles vence, Vovô?
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
- Aquele que eu alimento mais freqüentemente.
Cerca ou ponte
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas
apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença
em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que
começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca
de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço
para mim..
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do
riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo.
Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela
pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro
chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída
ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro
ficou enfurecido e falou: - Você foi atrevido construindo essa ponte depois
de tudo que lhe contei. Mas as surpresas não pararam ai.
Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços
abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão
mais novo então falou: - Você realmente foi muito amigo construindo
esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. De repente, num só impulso,
o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se,
chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu: - Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos
de construir
cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares,
amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...O que você
está esperando? Que tal começar agora !!
Muitas vezes desistimos de quem amamos por causa de magoas e mal entendidos.
Vamos deixar isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém
tem que dar o primeiro passo.
Quanto mais amigos tiver, melhor vai se sentir, sabe por quê? É
bom demais Amar e ser amado é melhor ainda.
Pense Nisso e Construa Pontes ao seu redor.
Deus se agradará de você!
Carta de uma filha
Cara Mamãe,
É com grande pesar que lhe informo que eu estou fugindo com meu novo
namorado, Ruan. Estou apaixonada por ele. Ele é muito gato, com todos
aqueles piercings, tatuagens e aquela super moto Halley Davidson que tem.
Mas não é só por isso: eu também estou grávida
de gêmeos e Ruan disse que nós vamos ser muito felizes no seu trailler.
E que ele quer ter mais filhos comigo, e isso foi tudo que eu sempre quis para
mim. Aprendi com ele que maconha é ótimo, é uma coisa natural
que não faz mal pra ninguém, e ele garante que no nosso pequeno
lar não vai faltar marijuana. Ruan acha que eu, nossos filhos e os seus
colegas da gangue vamos viver em perfeita harmonia. Não se preocupe mamãe,
eu já sou mocinha, tenho 15 anos e sei muito bem me cuidar. Um dia eu
volto para que a senhora conheça os meus filhinhos.
Um grande abraço e até algum dia. De sua filha,
Patricia
PS: Mãe, não se assuste. É tudo mentira e estou na casa
da Jussara, nossa vizinha. Só queria mostrar pra senhora que existem
coisas piores que as notas vermelhas do meu boletim, que está na primeira
gaveta.
O sobrevivente
A luta pela vida durante 72 dias nas montanhas dos Andes
deu ao empresário uruguaio Fernando Parrado lições sobre
trabalho em equipe, liderança e clareza de objetivos, indispensáveis
no competitivo mundo dos negócios.
À primeira vista, Fernando Parrado parece um homem comum. Alto, forte,
cabelo liso castanho, vestido com calça cáqui e jaqueta de camurça,
seus gestos revelam tranqüilidade e paciência. Casado desde 1979,
tem duas filhas, de 17 e 19 anos. Bem-sucedido empresário uruguaio, além
de presidir a empresa familiar, Seler Parrado, uma das maiores lojas de ferragens
do país, é dono de duas produtoras de televisão e sócio
de uma empresa de TV a cabo. Mas de homem comum ele não tem nada. É,
na verdade, uma pessoa excepcional.
Nando, como é chamado, foi um dos 16 sobreviventes
de uma das mais famosas tragédias aéreas da história mundial:
a queda de um avião da Força Aérea Uruguaia na Cordilheira
dos Andes, entre a Argentina e o Chile, em outubro de 1972. A bordo estava o
time de rugby do colégio uruguaio Old Christians, que ia jogar em Santiago.
Nando era um dos jogadores e tinha convidado a mãe e a irmã mais
nova para acompanhá-lo na viagem.
Depois de passar uma noite em Mendoza, na Argentina, porque as condições
climáticas não tinham permitido que atravessassem os Andes no
momento previsto, o avião decolou para terminar a viagem no dia seguinte.
Mas o piloto não calculou bem sua posição e o avião
caiu no meio das montanhas. A parte de trás foi parar num lugar, as asas
em outro e a fuselagem caiu, inteira, num vale de neve e pedra de onde só
se viam os picos das montanhas cobertos de neve.
Os sobreviventes lutaram durante 72 dias contra temperaturas desumanas - à
noite fazia 40 graus centígrados negativos -, contra a fome, a sede,
a falta de espaço - a fuselagem do avião era o único refúgio
que tinham - e o desespero no topo de uma das montanhas mais altas e inóspitas
do mundo. Todas as probabilidades jogavam contra eles, mas 16 das 45 pessoas
a bordo conseguiram se salvar.
E isso foi possível, em grande parte, graças a Fernando Parrado, que, junto com um companheiro de time, Roberto Canessa, que hoje é um cardiologista renomado, arriscou a vida em escaladas que até os alpinistas profissionais consideram uma proeza. Sem equipamento adequado, sem forças no corpo, sem comida - exceto a carne humana que levavam em uma maleta improvisada e era a única fonte de alimento durante a sobrevivência na montanha - e com pouquíssima proteção contra o frio, os dois rapazes, então com 21 anos, atravessaram os Andes durante dez dias, até conseguir estabelecer contato com outros seres humanos. E assim salvaram outras 14 pessoas, que ficaram esperando em cima, num lugar hoje conhecido como Vale das Lágrimas.
O vale continua como era há 30 anos. A única
diferença é uma pequena cruz de ferro sobre um altar de pedra
improvisado, sob o qual estão enterradas algumas das pessoas que não
sobreviveram ao acidente. Entre elas, a mãe e a irmã de Parrado,
que ele teve de enterrar com as próprias mãos em uma árida
geleira. Sua mãe, Eugenia, morreu na hora do acidente. A irmã,
Susana, resistiu ao impacto, mas faleceu poucos dias depois em conseqüência
dos ferimentos que sofreu. Morreu nos braços do irmão. "O
mais difícil para mim foi enterrar a minha mãe e a minha irmã
no gelo com as minhas próprias mãos", conta ele.
Dessa terrível experiência ficaram lições que o empresário
aplica na sua vida e que têm grande utilidade no mundo dos negócios
de hoje. Para superar a tragédia, os 16 sobreviventes tiveram de aprender
a trabalhar em equipe, a escutar sempre atentos as boas idéias, a inovar,
a tomar decisões sob extrema pressão. Estiveram dois longos meses
cercados pela morte, mas a derrotaram. E isso valida sua maneira de trabalhar,
de tomar decisões e de exercer a liderança na montanha.
"A maior lição para mim está ligada, sobretudo, à
tomada de decisões", diz Parrado, bebendo um refrigerante em uma
mesa de um hotel em São Francisco e falando de sua dura experiência.
No mesmo dia em que falou com Ponto-com, Parrado, que faz palestras mundo afora
sobre como tomar decisões em momentos difíceis, contou sua história
para um auditório de 15.000 pessoas em um centro de convenções
da cidade.
"Parece ridículo o que eu vou dizer, mas em geral não levo mais de 30 segundos para tomar uma decisão, por mais difícil que ela seja. Porque nos Andes decidi em 30 segundos a maneira como ia morrer. Quando estava nas montanhas mais altas e vi o que havia adiante, estava morto." O empresário lembrava sua travessia em busca de resgate, especificamente o momento em que, ao escalar o topo mais alto das montanhas que se viam de onde ficara a fuselagem do avião, ele se deu conta de que não estava onde pensava estar - no oeste, perto do Chile. O que ele e o companheiro de escalada viam era mais neve, mais pedra, mais nada. "Ali decidi que ia morrer andando, não olhando nos olhos do meu amigo. Qualquer outra decisão comparada à decisão sobre como você vai morrer é uma brincadeira. Então, sempre que tenho alguma coisa para decidir, me lembro desse momento."
Tomar decisões de maneira rápida é uma grande virtude. Uma virtude de que os empresários de hoje, mergulhados num mundo tão competitivo, precisam cada vez mais. Quem não decide morre. "Se eu tomar uma decisão errada, tenho tempo de voltar atrás para corrigi-la", diz Parrado. "Porque há tempo de voltar atrás." Sem saber que isso estava acontecendo, no meio do nada nas montanhas ele aprendeu uma lição importantíssima para a vida nos negócios: o maior de todos os riscos é decidir não correr riscos. Não existe nada mais perigoso do que o status quo.
Para ilustrar essa primeira lição, ele dá um exemplo: "A questão de como nos alimentamos [com carne humana] é um exemplo de decisão perfeita. É uma conseqüência lógica do tempo, da forma como a sua cabeça começa a pensar. Só havia três opções: 1) esperar e morrermos todos juntos dentro da fuselagem, olhando uns para os outros; 2) cometer suicídio coletivo: darmos todos as mãos e pularmos no abismo; 3) comer carne humana." Apesar do caráter dramático da decisão, todos escolheram a terceira opção.
Mas o aprendizado nessa longa luta para sobreviver não foi apenas sobre tomar decisões. Ele aprendeu também que, embora as decisões democráticas funcionem, há um momento em que alguém tem de decidir sozinho, porque nem sempre é fácil as pessoas chegarem a um acordo. E esse alguém se transforma em líder da organização, naquele caso, de um grupo de jovens que lutavam a cada dia pelas suas vidas.
"Nem sempre quem está encarregado de liderar é líder. Geralmente uma pessoa é líder sem saber disso, pelos seus atos", afirma Parrado. "Com o tempo, os líderes foram ganhando esse espaço pela sua maneira de agir. Ninguém disse: você vai ser líder e vai mandar em nós. Houve três ou quatro líderes fundamentais que, pela sua atuação, foram liderando o grupo. Era impossível pensar muito, porque estávamos congelando. Como íamos pensar em desenvolver uma liderança?"
Ou seja, a segunda lição é: os líderes não nascem líderes, se tornam líderes. Por seus atos. Ter consciência disso é importante para os executivos de hoje. Muitos deles acreditam que merecem ocupar determinado lugar na linha de comando pelo fato de ser fulano de tal, ou de ter boas relações com determinada pessoa. Estão errados. A experiência, a execução e os resultados é que fazem um líder. E quem não tiver essa capacidade não vai ser um líder eficaz. Nas palavras de Parrado: "Os líderes são pessoas normais que têm atos excelentes ou extraordinários em circunstâncias difíceis." Para ele, um líder deve ter personalidade, deve ter carisma sem saber disso para que as pessoas acreditem nele, e deve fazer as coisas bem-feitas. Porque ninguém segue um líder se ele não fizer as coisas bem-feitas. Em outras palavras, os líderes são os que obtêm resultados, os que conseguem fazer aquilo a que se propõem.
Mas não há líderes sem equipe. Ao contrário. Os verdadeiros líderes são aqueles que podem trabalhar em equipe e deixam os outros trabalhar, permitem que cada um dos membros traga suas experiências para fazer a equipe funcionar como um todo. "Fomos todos muito solidários, pouco egoístas, o que é muito importante. Nunca fomos tão bons [trabalhando em equipe] como nos Andes", afirma.
Terceira grande lição: trabalho em equipe. Só fazendo as coisas juntos, de modo coordenado, é que se consegue resultados. Existem muito poucas pessoas capazes de obter resultados excepcionais, mas há muitas equipes capazes disso. O fato de Parrado estar vivo é uma prova definitiva disso. Ninguém teria sobrevivido àquele acidente se estivesse sozinho. Por melhor que fosse.
Uma equipe, no entanto, não funciona só porque é uma equipe. Precisa ter objetivos. Não adianta nada reunir o melhor grupo, o mais coordenado, o que execute melhor as ações, se as pessoas não sabem para onde vão. E, para isso, o objetivo, além de único, deve ser comum. Todos os membros devem estar totalmente convencidos desse objetivo, de que vão atingi-lo, de que vão conseguir. "A nossa intenção era sobreviver todo o instinto, toda a força, a inteligência, o trabalho em equipe, foi tudo direcionado para um único objetivo: sair dali por nós mesmos, já que escutamos pelo rádio que ninguém ia nos resgatar. No meu caso, sabia que tinha de preservar as minhas energias até o verão (o avião caiu em meados de outubro, quando ainda fazia frio na região), porque não podíamos tentar sair dali antes por causa do frio; você afunda na neve até a cintura. Eu dizia: se fico triste e choro, vou perder sal pelas lágrimas. Ou seja, não posso me dar ao luxo de perder essa energia. Me fechei para o sofrimento e me transformei em uma máquina de sobrevivência, com um único objetivo: sair dali vivo. Todos os outros fizeram o mesmo". A obsessão pelos objetivos e pelo resultado - e a visualização desse objetivo - mantiveram Parrado e seus amigos vivos. E essa obsessão e essa visualização são o que mantém as empresas de hoje vivas.
Quarta lição: as empresas que têm um objetivo claro e que agem pensando sempre que vão chegar lá são as que conseguem o que desejam. A vida é semelhante. E as ações diárias têm de estar direcionadas para esse objetivo, justificando-o.
"Tínhamos um objetivo definido em tempo, lugar, espaço, o que íamos fazer, tudo. O resto era uma rotina de sobrevivência diária, que, em lugar de esconder o objetivo final, o que fazia era justificá-lo", diz Parrado sobre seus objetivos de curto e longo prazos na montanha. Conselho útil para executivos, que às vezes não conseguem equilibrar a rotina diária com a busca da conquista da meta final.
Outra das lições que ele aprendeu no alto da montanha foi que é preciso ser muito criativo para encontrar soluções. Durante sua estada na montanha os sobreviventes tiveram de colocar todo o seu raciocínio à prova para conseguir sair de lá vivos. Os pensamentos criativos foram muitos. A parede de malas, maletas e assentos que o capitão do time construiu logo que o avião caiu para que o vento não entrasse na fuselagem, por exemplo, salvou a vida deles. Sem isso, teriam congelado na primeira noite.
Canessa, o companheiro de travessia, inventou uma espécie de rede para os mais feridos, fabricada com os cintos de segurança e tubos de metal. Embora as pessoas que dormiam na rede tenham morrido em função do seu estado, sobreviveram mais tempo por estarem com mais conforto.
Igualmente interessante foi o que inventaram para derreter a neve e tomar água, o que, segundo Parrado, era mais problemático do que comer (o corpo humano se desidrata cinco vezes mais rapidamente a 11.500 pés, a altura onde estava a fuselagem, do que no nível do mar). Eles fizeram "pranchas" com pedaços de alumínio da fuselagem. A pouca luz do sol derretia um pouco de gelo para que pudessem beber.
E para que sobrevivessem ao frio na travessia da Cordilheira,
Parrado e Canessa fabricaram um saco para dormir com um isolante térmico
encontrado no avião. Sem ele, teriam morrido congelados em algum pico
dos muitos que escalaram.
De boca aberta
Quando Parrado acabou seu discurso, a platéia, que tinha escutado seu
relato boquiaberta e em silêncio, o aplaudiu de pé, durante cinco
minutos, por sua coragem e determinação.
Os aplausos também foram para sua lição mais importante:
"Hoje sei muito bem que coisas são importantes e quais não
são. Gosto dos negócios, quero ser bem-sucedido, mas desde que
todo o resto esteja em seu lugar. Não podemos negar que o mais importante
é a família. Naquele grupo nos Andes, 100% queriam voltar para
suas famílias, não para seus empregos, seus estudos, seu dinheiro.
Queimamos todo o dinheiro que havia no avião (7.000 dólares em
notas) para obter um pouco de calor. Ou seja, dinheiro é importante desde
que o resto esteja no seu devido lugar. Prefiro uma família de sucesso
a um negócio de sucesso." Assim é Nando. E essas são
suas lições.
A Abelha
Parte I
Contam que certa vez duas abelhas caíram num copo
de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até
a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas
asas molhadas, não conseguiu sair.
Acreditando que não havia saída, a abelha desanimou parou de nadar
e de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte,
era tenaz e, por isto, continuou a se debater, a se debater e a se debater por
tanto tempo que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação,
foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a abelha
tenaz conseguiu com muito esforço subir e dali levantar vôo para
algum lugar seguro.
Durante anos, ouvimos esta primeira parte da história como um elogio
à persistência, que, sem dúvida, é um hábito
que nos leva ao sucesso, no entanto... há uma segunda parte:
Parte II
Tempos depois, a abelha tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo.
Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou
a se debater, na confiança de que, no devido tempo, se salvaria.
Outra abelha, passando por ali e vendo a aflição da companheira
de espécie, pousou na beira do copo e gritou: "Há um canudo
ali, nade até lá e suba pelo canudo".
A abelha tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência
anterior de sucesso e continuou a se debater e a se debater até que,
exausta, afundou no copo cheio de água.
Quantos de nós, baseados em experiências anteriores
deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando
para alcançar os resultados esperados até que afundamos na nossa
própria falta de visão?
Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está
de fora da situação nos aponta como solução mais
eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de "renovar" nossa experiência
e ficamos paralisados, presos aos velhos hábitos, com medo de errar.
"Renovar" é permitir-se olhar a situação atual
como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos.
"Renovar" é buscar ver através de novos ângulos,
de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem.
Desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como
uma nova porta que pode nos levar à energia que precisamos, à
motivação de continuar buscando o que queremos, à auto-estima
que nos sustenta.
Dizem que este artigo é dedicado a todos que têm medo de errar
e fracassar, portanto, a todos nós. Não acho que seja dedicado
a todos que têm medo de errar, mas a todos que querem vencer...
Urso e Tina
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em
busca de alimento. A época era de escassez. Porém, seu faro aguçado
sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, dirigiu-se
para uma grande fogueira, ainda ardendo em brasas e dela tirou uma enorme tina
de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com
toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando a comida.
Enquanto abraçava a tina, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina que o estava queimando.
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a tina encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação; interpretou
as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Então, começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia,
mais apertava a tina quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente
lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso, praticamente
sentado, recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando
a tina de comida.
Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na tina e, seu imenso corpo,
mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história do mestre Jomano, percebi que,
em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos
ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor; nos queimam por fora e por dentro, e mesmo
assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação
de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados
por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer,
em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe
dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a tina, solte a tina...
Quando soltá-la, perceberá que você pode libertar-se e que,
com certeza, tudo vai dar certo....
O Insulto Devolvido
Autor desconhecido
Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se
dedicava a ensinar filosofia aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda
de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde um guerreiro, conhecido pela sua total falta de escrúpulos,
apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação:
esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de
uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava
com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação
do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou
o desafio.
Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar
o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em
seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro
retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações,
os alunos perguntaram:
- Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Porque não usou
sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de mostrar-se
covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você
não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre. Quando
não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo
Tu a quem escolherias?
Uma mulher regava o jardim da sua casa e viu três idosos com os seus anos
de experiência em frente ao seu jardim.
Ela não os conhecia e disse-lhes:
- Penso que não vos conheço, mas devem ter fome. Por favor entrem
em minha casa para que comam algo.
Eles perguntaram:
O homem da casa está?
-Não, respondeu ela, não está.
-Então não podemos entrar, disseram eles. Ao entardecer, quando
o marido chegou,
ela contou-lhe o sucedido.
-Então diz-lhes que já cheguei e convida-os a entrar. A mulher
saíu e convidou os homens a entrar em sua casa.
-Não podemos entrar numa casa os três juntos, explicaram os velhos.
-Por quê?, quis saber ela.
Um dos homens apontou para outro dos seus amigos e explicou:
O seu nome é Riqueza. Depois apontou para o outro. O seu nome é
Êxito e eu chamo-me Amor.
Agora vai para dentro e decide com o teu marido qual de nós três
desejam convidar para a vossa casa.
A mulher entrou em casa e contou ao seu marido o que eles lhe disseram. O homem
ficou muito feliz: Que bom! Já que é assim então convidemos
a Riqueza, que entre e encha a nossa casa.
A sua esposa não estava de acordo: Querido, porque não convidamos
o Êxito?
A filha do casal estava a escutar da outra esquina da casa e veio a correr.
Não seria melhor convidar o Amor? O nosso lar ficaria então cheio
de amor.
Escutemos o conselho da nossa filha, disse o esposo à sua mulher. Vai
lá fora e convida o Amor para que seja nosso hóspede.
A esposa saíu e perguntou-lhes: Qual de vocês é o Amor?
Por favor entre e seja nosso convidado.
O Amor sentou-se na sua cadeira e começou a avançar para a casa.
Os outros 2 também se levantaram e seguiram-no.
Surpreendida, a mulher perguntou à Riqueza e ao Êxito:
Eu só convidei o Amor, porque vêm vocês também?
Os homens responderam juntos:
-Se tivesses convidado a Riqueza ou o Êxito os outros 2 permaneceriam
cá fora, mas já que convidaste o Amor, aonde ele vá, nós
vamos com ele.
Onde houver amor, há também riqueza e êxito.
O MEU DESEJO PARA TI É. . .
Onde haja dor, desejo-te Paz e Felicidade.
Onde haja falta de fé em ti mesmo, desejo-te uma confiança renovada
na tua capacidade para superá-la.
Onde haja medo, desejo-te amor e valor.
Que seu ser esteja repleto de AMOR !!!!!!
Aos olhos do chefe...
Um açougueiro estava tomando conta de sua loja e
ficou realmente surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro
mas, logo em seguida o cachorro voltou.
Novamente ele tentou espantar o cachorro quando viu que o cachorro trazia um
bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu: Pode me mandar 12 salsichas e uma
perna de carneiro, por favor. O cachorro trazia dinheiro na boca também.
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro tinha uma nota de 50 Reais. Então
ele pegou o dinheiro, e pôs as salsichas e a perna de carneiro na boca
do cachorro. O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo
hora de fechar o açougue, ele decidiu fechar e seguir o cachorro. E foi
o que ele fez.
O cachorro começou a descer a rua quando chegou ao cruzamento. O cachorro
depositou a bolsa no chão pulou e apertou o botão para fechar
o sinal. Então esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal fechasse
e ele pudesse atravessar. Ele atravessou a rua e caminhou até uma parada
de ônibus, com o açougueiro seguindo ele. No ponto de ônibus
o cão olhou para a tabela de horário e então sentou no
banco para esperar o ônibus. Quando o ônibus chegou o cachorro foi
até a frente para conferir o número e voltou para o seu lugar.
Outro ônibus chegou e ele tornou a olhar, viu que aquele era o ônibus
certo e entrou. O açougueiro boquiaberto seguiu o cão. De repente
o cão se levantou e ficou em pé nas duas patas traseiras e apertou
o botão para saltar, tudo isso com as compras ainda na boca.
Bem, o açougueiro e o cão foram caminhando pela rua quando o cão
parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então ele
voltou um pouco e correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém
respondeu na casa.
Então o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo e foi até
a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias
vezes. Caminhou de volta para a porta quando um cara enorme a abriu a porta
e começou a espancar o cachorro.
O açougueiro correu até o homem e o impediu dizendo: "Por
Deus do céu homem, o que você está fazendo? O seu cachorro
é um gênio. O homem respondeu: "Um gênio? Esta já
é a segunda vez esta semana que este cachorro estúpido esquece
a chave!!! Moral da estória:
Você pode continuar excedendo as expectativas mas aos olhos do chefe isto
estará sempre abaixo do esperado.....
Problemas no Céu
Deus fazia a sua costumeira ronda pelo céu. Percebeu
que algumas pessoas não eram suficientemente puras para estar ali. Elas
mesmas se envergonhavam diante dos bem aventurados, gente de imaculada beleza!
"O que está acontecendo?", pensou Deus. "Será que
Pedro não está vigiando bem a porta do céu? Por que ele
está deixando essa gente entrar? Será que a idade avançada
debilitou a sua coragem? Isso não pode continuar."
Pediu, então, a um anjo mensageiro que fosse chamar Pedro. O anjo chegou
aonde Pedro estava. Tomava conta da entrada do céu. Parecia muito feliz
e tranqüilo.
"Pedro", disse o anjo, "vim substituir você um pouquinho,
Deus precisa falar com você."
Pedro foi depressa ao encontro do Senhor. Chegando à sua presença
fez uma profunda reverência. O Senhor foi logo dizendo:
"Há muita gente que não deveria estar aqui nesta santa e
celestial morada. Por que você as deixou entrar?"
Pedro respondeu assustado:
"Não é possível! Como isso pôde acontecer? Estou
tão surpreso quanto o Senhor! Fico no meu lugar, dia e noite, vigiando
a entrada do céu. Permaneço atento para que só entrem as
pessoas que estão purificadas."
"Calma Pedro. Talvez alguém esteja trapaceando. Olhe! Você
conhece aquelas pessoas?"
"Não Senhor. Francamente, nunca as vi e com certeza não passaram
por mim. Eu lhe prometo que vou encontrar o responsável por isso. Se
eu não conseguir, o Senhor pode me tirar o cargo de porteiro do céu."
Pedro voltou rapidamente para o seu posto. Conferiu a fechadura. Verificou se
não havia alguma entrada clandestina. Nada. Tudo estava na mais perfeita
ordem. Sorriu tranqüilo e continuou vigiando a grande porta.
Poucos dias depois para a sua surpresa, constatou a presença de novos
intrusos. Por onde entraram? Como? Quando? Foi logo procurar Deus.
Ambos resolveram então permanecer perto da entrada para descobrir o que
estava acontecendo.
Ficaram bem atentos. O que viram? Uma cena fantástica! Fora do céu,
nas proximidades
da porta de entrada, uma multidão chorava. Eram as pessoas que Pedro
não deixara entrar.
Profundamente comovida, lá estava "Maria" ajudando-os. A Mãe
de Deus encostara uma escada no muro e fazia as pessoas subir por ela e entrar
no céu.
Pedro suspirou aliviado. Tendo provado a sua inocência, disse para Deus:
"Talvez seja bom o Senhor ter uma conversa com ela..."
Mas Deus, vendo o carinho, a doçura e a ternura com que Nossa Senhora
tratava aqueles infelizes, concluiu:
"Não adianta, Pedro. Você a conhece bem. Ela sempre vai conseguir
um jeitinho de continuar ajudando!"
Afinal, MÃE ... É MÃE!
Cuidado com os Gerúndios
Se você coloca tudo o que você faz no gerúndio, saiba que a qualquer momento você corre o risco de ser substituído pelo profissional dos pretéritos
Por Paulo Angelim
Se você quiser comprovar a heterogeneidade das espécies profissionais, basta dar uma olhada na fauna corporativa. A gente encontra bicho de toda natureza. E todos com características bem especiais. Ultimamente, um deles tem me chamado bastante atenção. É o Gerúndio. O Gerúndio é um profissional que prima por colocar tudo que faz em um estado de constante movimento; o que a princípio parece ser muito bom, se não fosse o fato de que este estado é perpétuo. Ele nunca "é" ou "foi" algo, mas sempre "está" em algo. Essa espécie vem se desenvolvendo rapidamente nas três últimas décadas. Principalmente por causa do fenômeno global chamado de "mudanças contínuas". A espécie interpreta que, como tudo está em constante mudança, nada pode ser concluído, tudo tem que estar se "movimentando". Um diálogo com um Gerúndio é tão peculiar, que em poucas palavras você percebe que está diante de um integrante da espécie. Veja o exemplo abaixo, transcrito de uma escuta telefônica clandestina. É impressionante!
- Menevaldo? É o Geraldão. Como é que está aquele
relatório sobre o qual nós conversamos na semana passada?
- Chefinho, fique tranqüilo, estou "terminando". Só estou "fazendo" uns ajustes finais. É rapidinho, e aí, pronto!
- Mas não era para ter ficado pronto anteontem?
- Era chefe, mas é que eu estava "esperando" que as coisas ficassem mais calmas por aqui, para conseguir dar atenção a ele.
- E o cadastro dos novos clientes, está pronto?
- Estou "finalizando", chefe. Estou só "pegando" umas últimas informações, e aí, pronto!
- Mas quando ele fica pronto?
- Estou "pensando", chefe, que até o final da semana ele está "ficando" pronto.
- "Ficando pronto", ou "vai ficar pronto", Menevaldo?
- É "ficando" mesmo, chefinho. É porque eu não sei a que horas eu vou estar "chegando" amanhã. Estou "fazendo" um trabalho na faculdade, e amanhã a gente vai estar "apresentando" na primeira aula?
- Menevaldo, e você faz faculdade?
- É chefe, eu sou "bacharelando"!!!
- Ta bom! E o controle do estoque do mês passado, Menevaldo, já mandou para a Logística?
- Ah, nem se preocupe, ainda hoje estou "mandando". Estou só "corrigindo" dados dos últimos dois dias, e aí, pronto!
- Eu imagino que o processamento do último recebimento esteja na mesma condição, certo?
- Como é que o senhor sabe? É verdade, chefe, estou "digitando" as notas e amanhã eu estou "terminando".
- Menevaldo, não seria "amanhã estará terminado"?
- Ah, chefe, quem dera eu pudesse dar essa garantia. Do jeito que as coisas estão "indo", posso acabar "ficando" dois dias "fazendo" esse processamento.
- Menevaldo, eu estive PENSANDO... e acho que estou CONCLUINDO... que nos dois últimos anos você está só me ENROLANDO!!!
O Menevaldo acabou sendo substituído por outro profissional, da espécie
dos Pretéritos. Esses se caracterizam por usarem termos do tipo "fiz",
"mandei", "enviei", "concluí" e outros
similares. Outro dia, inclusive, eu encontrei o Menevaldo "enviando"
currículos para algumas empresas. Estava "procurando" uma vaga.
E você, pertence à espécie dos Gerúndios ou dos Pretéritos? Minha sugestão: não fique "pensando" sobre isso. Simplesmente PENSE e CONCLUA!
Morreu o que atrapalhava
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar
encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito: "Faleceu
ontem a pessoa que impedia seu crescimento na Empresa. Você está
convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas,
depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu
crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão
grande que foi preciso chamar
os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação
aumentava:
* Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
* Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão,
olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio,
como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Pois bem, no visor do caixão havia um espelho... e cada um via a si mesmo
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: Você mesmo!
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução
de sua vida; Você é a única pessoa que pode prejudicar a
sua vida e; Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando
seus pais mudam, sua vida muda quando você muda!
Você é o único responsável por ela.
( ROBERTO SHINYASHIKI )
Aplique este pensamento em todos os seguimentos da tua vida, pois ele funciona,
e te ajudará a crescer e amadurecer.
O Rei e o pajem
Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que
como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz...
Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo
e cantarolando alegres canções...
O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre
serena e alegre...
Um dia o Rei mandou chamá-lo:
- Pajem - disse o Rei - qual é o seu segredo?
- Qual segredo, Alteza?
- Qual o segredo da tua alegria?
- Não existe nenhum segredo, Majestade...
- Não minta, pajem... bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças
por ofensas menores do que a sua mentira!
- Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.
- E por que estás sempre alegre e feliz?
- Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra
servir à Vossa Alteza, tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na
casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo
algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos.... como não estar
feliz?
- Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo,
mandarei decapitá-lo - disse o Rei - Ninguém pode ser feliz por
essas razões que você me deu!
- Mas Majestade, não há nenhum segredo... Nada me satisfaria mais
do que sanar a Vossa curiosidade, mas realmente não há nada que
eu esteja escondendo.
- Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.
O pajem sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos.
O Rei estava como louco. Não podia entender como o pajem poderia ser
feliz
vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira
mão e se alimentando dos restos dos cortesãos.
Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e
lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.
- Sábio, por que ele é feliz?
- Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo...
- Fora do Círculo?
- Sim.
- E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?
- Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz...
- Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?
- Exato.
- E como ele saiu desse tal Círculo?
- Ele nunca entrou.
- Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?
- É o Círculo dos 99...
- Realmente não entendo nada do que você me diz.
- A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos
fatos.
- Como?
- Fazendo com que ele entre no Círculo.
- Isso! Então o obrigarei a entrar!
- Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar...
- Então teremos que enganá-lo
- Não será necessário... se lhe dermos a oportunidade,
ele entrará por si mesmo
- Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará
sua infelicidade?
- Sim, mas mesmo assim entrará... Não poderá evitar!
- Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade
e que mesmo assim entrará?
- Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender
a estrutura do Círculo?
- Sim.
- Então nesta noite passarei e buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa
de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem
uma a menos.
- O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?
- Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade...
- Então vá. Nos vemos à noite.
Assim foi... Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até
os pátios do Palácio. Se esconderam próximo à casa
do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal.
Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa
de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras:
"Este tesouro é teu. É o premio por ser um bom homem. Aproveite
e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa".
Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu
para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam
por entre as árvores para verem o que aconteceria.
O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel,
agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés
à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou
em sua casa. O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para
presenciar a cena.
O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando
somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam
crer no que estavam vendo...
Era uma montanha de moedas de ouro! Ele, que nunca havia tocado em uma dessas,
de repente tinha um mote delas...
Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela.
Juntava e esparramava, fazendo pilhas... E assim, brincando, começou
a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5.... e enquanto isso
somava 10, 20, 30, 40, 50... até que formou a última pilha...
"99 moedas!?"
Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão
e finalmente a bolsa. "Não pode ser" - pensou.
Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta
era mais baixa.
- Me roubaram! Me roubaram - gritou
Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava
estar faltando....
Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia
lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas.
"99 moedas... é muito dinheiro" - pensou - "Mas falta
uma... Noventa e nove não é um número completo. 100 é,
mas 99 não..."
O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já
não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa
enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido... sua boca era uma enorme fenda,
por onde apareciam os dentes que rangiam...
O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para
todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cenda, escondeu
a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular.
Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número
100?
O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho...
Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não
precisaria mais trabalhar... com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar.
Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário
e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário
para comprar a última moeda.
" Mas 12 anos é tempo demais... Se eu pedisse à minha esposa
que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite,
em 7 anos conseguiríamos" - concluiu depois de refazer os cálculos
- "Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer..."
O Rei e o sábio voltaram ao Palácio. Finalmente o pajem havia
entrado para o Círculo dos 99!!!
Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido
naquela noite.
Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas
portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos últimos
tempos...
- O que lhe acontece, pajem? - perguntou o Rei de bom grado
- Nada, não acontece nada...
- Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo...
- Faço ou não o meu trabalho? O que Vossa Alteza esperava? Que
além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?
Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não
era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo
todo...
Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia:
Sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar
do que temos... Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até
estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a idéia
volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida...
Mas, o que aconteceria se a Iluminação chegasse às nossas
vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são
os nossos 100% ?
Que nada nos faz falta? Que ninguém tomou aquilo que é nosso?
Que não se é mais feliz por ter 100 e não 99 moedas? Que
tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre
cansados, mau humorados, desanimados, infelizes?
Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue
igual... eternamente iguais e insatisfeitos...
Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de nosso tesouro tal
como é!!!
Se este é o seu problema, a solução para sua vida está
em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se
por aquilo que não tem ou que poderia ter...
Pense nisso...
Transcrição: Vagner Araújo
ENTERRO DO "NÃO CONSIGO"
Esta história foi contada por Chick Moorman, e aconteceu numa escola primária do estado de Michigan, Estados Unidos. Ele era supervisor e incentivador dos treinamentos que ali eram realizados e um dia viveu uma experiência muito instrutiva, conforme ele mesmo narrou:
"Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos
os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno
com idéias e pensamentos.
Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de
"Não consigos":
"Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base."
"Não consigo fazer divisões longas com mais de três
números."
"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."
Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam
fazer.
"Não consigo fazer dez flexões."
"Não consigo comer um biscoito só."
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e decidi verificar
com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava
ocupada escrevendo uma lista de "não consigos".
Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam trabalhando
com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para o meu lugar
e continuei minhas observações.
Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página.
Alguns começaram outra. Depois de algum tempo os alunos foram instruídos
a dobrar as folhas ao meio e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia,
que estava sobre a mesa da professora.
Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, Donna acrescentou
as suas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta
do corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos.
Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá.
Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até
o canto mais distante do playground. Ali começaram a cavar. Iam enterrar
seus "Não consigo"! Quando a escavação terminou,
a caixa de "Não consigos" foi depositada no fundo e rapidamente
coberta com terra.
Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em
torno da
sepultura recém cavada.
Donna então proferiu louvores.
"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do 'não
consigo'.
Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós,
de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada
instituição pública - escolas, prefeituras, assembléias
legislativas e até mesmo na casa branca.
Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém
seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs
'eu consigo', 'eu vou' e 'eu vou imediatamente'.
Que 'não consigo' possa descansar em paz e que todos os presentes possam
retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém."
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam
a lição.
A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O "não
consigo" estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia
professora encaminhou os alunos de volta à classe e
promoveu uma festa. Como parte da celebração, Donna recortou uma
grande lápide de papelão e escreveu as palavras "não
consigo" no topo, "descanse em paz" no centro, e a data embaixo.
A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o
resto do ano.
Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "não
consigo", Donna simplesmente apontava o cartaz descanse em paz. O aluno
então se lembrava que "não consigo" estava morto e reformulava
a frase.
Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele
dia aprendi uma lição duradoura com ela.
Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "não consigo",
vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também
me lembro de que "Não consigo" está morto.
Sorte é Pra Quem Quer
Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo
sentava-se na
calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito,
sou muito
importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um
sucesso, sou saudável e bem humorado "
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até
davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e
notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o
observava há
algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
" Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar
numa campanha da empresa? "
" Vamos lá. Só tenho a ganhar! ", respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a
certo tempo ele
tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira
sair
da mendicância para tão alta posição.
Contou ele : - Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas
com uma placa ao lado, que dizia:
" Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde
morar! Sou um
homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero
emprego que
me renda alguns trocados ! Mal consigo sobreviver! "
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele
atentei para um trecho que dizia:
" Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por
pior que esteja a
sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de
sua
aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você , diga
a si mesmo
e aos outros que você é próspero. "
Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os
dizeres da placa para:
" Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito,
sou muito
importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um
sucesso, sou saudável e bem humorado."
E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa
certa
para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas
que
entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que
dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se
manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai
mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais
são ínfimos,
a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo
as
reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou: - O senhor está querendo
dizer que
algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor: " Claro que não, minha ingênua
amiga!
Primeiro eu tive que acreditar nelas! "
Silvia Schmidt (No livro " Sorte é Prá Quem Quer)
Porteiro do prostíbulo
Não havia no povoado pior ofício do que "porteiro
do prostíbulo". Mas outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato
é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma
outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias,
criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças
e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro
disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar
um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que
entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor - balbuciou - mas eu não ser ler nem
escrever!!
- Ah! Quanto eu o sinto! Mas se é assim, já não poderá
seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira,
não se fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe
uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto
muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o
mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava
alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta
poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas
completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias
em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E
assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho para perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já
que fiquei sem emprego ..
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta
e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para
mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de
ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta
mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho
no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias ... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava
na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito
de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viajem, mais
um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho
de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate,
uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.
E nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de
tempo para viajar para fazer compras".
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer
as ferramentas. Na viajem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo
mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum
tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado
e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas. Agora, como vendedor
de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses
depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão
na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam
dele. Já não viajava, os fabricantes
enviavam-lhe seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos
povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar
dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que
este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não,
as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram
os pregos e os parafusos. Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu
trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu
doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças
aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola,
o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda
a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas
desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer,
assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império
industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: O que teria
sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever
.. ainda seria o porteiro do prostíbulo!!!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão
cheias de oportunidades.
FAÇA DE UM OBSTÁCULO APENAS UM DEGRAU PARA ALCAÇAR O SUCESSO,
NUNCA DESANIME.... pense nisso!!! TENHA UMA VIDA ABENÇOADA! "NO
CORAÇÃO DAS PESSOAS HÁ MUITOS PLANOS, MAS O QUE FICA É
O QUE DEUS DETERMINA"
Noviço
Um noviço estava na cozinha, lavando as folhas de
alface para o almoço, quando um velho monge - conhecido por sua rigidez
excessiva, que obedecia mais ao desejo de autoridade que à verdadeira
busca espiritual - aproximou-se.
- Você pode me dizer o que o superior do convento disse hoje no sermão?
- Não consigo me lembrar. Sei apenas que gostei muito.
O monge ficou estupefato.
- Justamente você, que tanto deseja servir a Deus, é incapaz de
prestar atenção nas palavras e conselhos daqueles que conhecem
melhor o caminho? Por isso que as gerações de hoje estão
tão corrompidas; já não respeitam o que os mais velhos
têm para ensinar.
- Olha bem o que estou fazendo - respondeu o noviço. - Estou lavando
as folhas de alface, mas a água que as deixa limpas não fica presa
nelas; termina sendo eliminada pelo cano da pia. Da mesma maneira, as palavras
que purificam são
capazes de lavar a minha alma, mas nem sempre permanecem na memória.
"Não vou ficar lembrando de tudo que me dizem, só para provar
que sou culto e superior aos demais. Tudo aquilo que me deixa mais leve, como
a música e as palavras de Deus, termina sendo guardado em um recanto
secreto do meu coração. E ali permanecem para sempre, vindo à
superfície somente quando eu preciso de ajuda,
de alegria, ou de consolo."
(Paulo Coelho)
Amor em família
Dois irmãozinhos brincavam em frente de casa, jogavam bolinhas de gude.
Quando Júlio o menino mais novo disse ao irmão Ricardo:
- Meu querido irmão, eu te amo muito e nunca quero me separar de você!
Ricardo sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:
- O que deu em você moleque? Que conversa besta é essa de amar?
Quer calar a boca e continuar jogando?
E os dois continuaram jogando a tarde inteira até anoitecer.
A noite o senhor Jacó, pai dos garotos chegou do trabalho, estava
exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido fechar um negócio
importante.
Ao entrar Jacó olhou para Júlio que sorriu para o pai e disse:
- Olá papai, eu te amo muito e não quero nunca me separar do senhor!
Jacó no auge de seu mal humor e stress disse:
- Júlio, estou exausto e nervoso, então por favor não me
venha com
besteiras! Com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou magoado
e foi chorar no
cantinho do quarto.
Dona Joana, mãe dos garotos sentindo a falta do filho foi procura-lo
pela casa, até que o encontrou no cantinho do quarto com os olhinhos
cheios de lágrimas.
Dona Joana espantada começou a enxugar as lágrimas do filho e
perguntou:
- O que foi Júlio, porque choras?
Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e lhe
disse:
- Mamãe, eu te amo muito e não quero nunca me separar da senhora!
Dona Joana sorriu para o filho e lhe disse:
- Meu amado filho, ficaremos sempre juntos!
Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi se deitar.
No quarto do casal, ambos se preparando para se deitar, Dona Joana pergunta
para seu marido Jacó:
- Jacó, o Júlio está muito estranho hoje, não acha?
Jacó muito estressado com o trabalho disse a esposa:
- Esse moleque só está querendo chamar a atenção...
Deita e dorme mulher!
Então todos se recolheram e todos dormiam sossegados.
Às 2 horas da manhã, Júlio se levanta vai ao quarto de
seu irmão Ricardo e fica observando o irmão dormir...
Ricardo incomodado com a claridade acorda e grita com Júlio:
- Seu louco, apaga essa luz e me deixa dormir!
Júlio em silencio obedeceu o irmão, apagou a luz e se dirigiu
ao quarto dos pais...
Chegando ao quarto de seus pais acendeu a luz e ficou observando seu pai e sua
mãe dormirem.
O senhor Jacó acordou e perguntou ao filho:
- O que aconteceu Júlio?
Júlio em silencio só balançou a cabeça em sinal
negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido.
Então o senhor Jacó irritado perguntou a Júlio:
- Então o que foi moleque?
Júlio continuou em silencio.
Jacó já muito irritado berrou com Júlio:
- Então vai dormir seu doente!
Júlio então apagou a luz do quarto se dirigiu ao seu quarto e
se deitou.
Na manhã seguinte todos se levantaram cedo, o senhor Jacó iria
trabalhar, a dona Joana levaria as crianças para a escola e Ricardo e
Júlio iria a escola... Mas Júlio não se levantou.
Então o senhor Jacó que já estava muito irritado com Júlio,
entra bufando no quarto do garoto e grita:
- Levanta seu moleque vagabundo!
Júlio nem se mexeu.
Então Jacó avança sobre o garoto e puxa com força
o cobertor do menino com o braço direito levantado pronto para lhe dar
um tapa quando percebe que Júlio estava com os olhos fechados e que estava
pálido.
Jacó assustado colocou a mão sobre o rosto de Júlio e pode
notar que seu filho estava gelado.
Desesperado Jacó gritou chamando a esposa e o filho Ricardo para ver
o que havia acontecido com Júlio...
Infelizmente o pior. Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente.
Dona Joana desesperada abraçou o filho morto e não conseguia nem
respirar de tanto chorar. Ricardo Desconsolado segurou firme a mão do
irmão e só tinha forças para chorar também.
Jacó em desespero soluçando e com os olhos cheios de lágrimas,
percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos de Júlio.
Jacó então pegou o pequeno pedaço de papel e havia algo
escrito com a letra de Júlio.
" Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho, disse
a mim que apesar de amar minha família e dela me amar, teríamos
que nos separar.
Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário.
Não sei o que vai acontecer mas estou com muito medo.
Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:
Ricardo, não se envergonhe de amar seu irmão.
Mamãe, a senhora é a melhor mãe do mundo.
Papai, o senhor de tanto trabalhar se esqueceu de viver.
Eu amo todos vocês!
A Ratoeira
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro
e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver
ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! "
A galinha, disse:
"- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para
o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e lhe disse:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!"
"- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que
eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será
lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca.
Ela lhe disse:
"- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não
!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a
ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira
pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não
viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que
uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente
principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está
diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito,
lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
"O problema de um é problema de todos."
Sábias Palavras
Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo
sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito,
sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente,
sou um sucesso, sou saudável e bem humorado".
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até
davam-lhe dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia
a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o
observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
"Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa
campanha da empresa?"
"Vamos lá. Só tenho a ganhar!", respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a
certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair
da mendicância para tão alta posição.
Contou ele:
-Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas
com uma placa ao lado, que dizia:
"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde
morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um
mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei
para um trecho que dizia:
"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando.
Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você
não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que
seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."
Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os
dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito,
sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente,
sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa
certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje.
Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará
tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará
se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai
mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais
são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores
ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa
vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples
placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor: "Claro que não, minha ingênua
amiga!
Primeiro eu tive que acreditar nelas!"
Cinco Macacos, Quinhentos Mil Engenheiros
Você deve conhecer a história dos cinco macacos. Eles faziam parte
de uma experiência, trancados em uma grande jaula, com uma escada dobrável
no centro e um cacho de bananas pendurado, bem ao alcance daquele que subisse
a escada.
Pois bem. Cada vez que um dos macacos começava a subir a escada, em busca
da banana, os cientistas ligavam uma mangueira e lançavam um forte jato
de água gelada sobre os outros quatro macacos.
Depois de um certo tempo, cada vez que um macaco tentava subir a escada, era
atacado e fortemente espancado pelos outros quatro.Até que ninguém
mais pensava em subir a escada, por mais apetitosas que fossem as bananas.
Então os cientistas substituíram um dos macacos. O macaco novato,
ao ver as bananas, e a escada, e sem saber o que se passara anteriormente, foi
direto em direção à comida.Tomou uma grande surra.Deve
ter achado aquilo tudo muito estranho.Fez outras tentativas e foi surrado outras
vezes. Até que desistiu.
Os cientistas substituíram outro macaco.A história toda se repetiu.O
segundo macaco substituto tentou pegar a banana e foi atacado pelos demais,
inclusive pelo macaco anterior, que, por sinal,participou do ataque com grande
entusiasmo (afinal de contas, deve ter pensado, agora eu faço parte do
time dos vencedores!).
E assim os cientistas trocaram o terceiro macaco, depois o quarto e por fim
o quinto macaco original.E tudo se repetia.O macaco recém-chegado tentava
pegar as bananas, era espancado pelos outros quatro, fazia outras tentativas,
apanhava mais, até que desistia.
Nesse ponto da experiência os cientistas tinham um grupo de macacos que
nunca tinham sido atacados com jatos de água gelada. Entretanto continuavam
batendo naqueles que tentavam pegar as bananas.
Se os macacos soubessem falar e se alguém perguntasse "por que vocês
atacam e batem em quem tenta se aproximar das bananas" a resposta certamente
seria "Não sei. As coisas, por aqui, sempre funcionaram dessa maneira..."
- - -
Qualquer semelhança com instituições de Engenharia (CREAs,
Sindicatos, Entidades de Classe...) talvez não seja mera coincidência.
Nossas instituições são extremamente burocráticas
e conservadoras e muitas coisas são feitas sem uma razão que as
justifiquem.São assim porque sempre foram assim.As novidades são
vistas com grandes reservas. Mudanças no sistema ocorrem com uma lentidão
insuportável.Profissionais com idéias novas são desestimulados
a "inventar", para não tirar "os antigos" de suas
referências arcaicas.
Por isso é que você percorre milhares de quilômetros, do
Rio Grande do Sul até Roraima, e encontra pelo caminho CREAs, Entidades
de Classe e Sindicatos fazendo exatamente as mesmas coisas, cometendo os mesmos
erros e reclamando dos mesmos problemas dos quais já reclamavam há
quinze ou vinte anos. A expressão que eu mais escuto de profissionais
dirigentes de entidades de Engenharia é a famosa "é complicado
fazer isso".Em outras palavras, o que se está querendo dizer é
"Vamos fazer do jeito que sempre foi feito.O caminho é menos perigoso.Ganha-se
pouco (ou nada) mas não teremos que enfrentar o desconhecido".
E assim segue a história.Cada vez que algum novato tenta fazer diferente
(por mais óbvio que pareça), outros quatro se apressam em deixar
claro que as coisas, por aqui, sempre funcionaram assim e que não precisam
ser mudadas.
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LOBOS INTERNOS
Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com
raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
- "Deixe-me contar-lhe uma estória, - disse o Avô ao seu netinho.
- "Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que
'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia,
o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É
o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes
contra estes sentimentos"
E ele continuou:
- "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é
bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não
se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só
lutará quanto for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas, o outro
lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam
num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele
não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar
coisa alguma!
Algumas vezes é dificil de conviver com estes dois lobos dentro de mim,
pois
ambos tentam dominar meu espírito."
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
- "Qual deles vence, Vovô? "
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
- "Aquele que eu alimento mais freqüentemente."
BAMBU CHINÊS
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê
nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto
broto a partir do bulbo.
Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível
a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende
vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então,
no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura
de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu
chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o
que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê
nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar
trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com
ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..."
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de
nossos projetos e de nossos sonhos... Em nosso trabalho especialmente, que é
um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento,
de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu
chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades
que surgirão.
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência
e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos.
"É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo
tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão".
Casal Jovem
Um casal de jovens, recém-casados, era muito pobre
e viviam de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte
proposta para a esposa:
"Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar emprego
e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma
vida mais digna e confortável. Não seiquanto tempo vou ficar longe,
só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver
fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você."
Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou
um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em
sua fazenda.
O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer
um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o
seguinte:
"-Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo
ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO
QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança
atéo dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá
o dinheiro e eu sigo o meu caminho".
Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias
e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
- "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha
casa".
O patrão então lhe respondeu:
- "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só queantes
quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você
vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro
e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos,
se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para
o seu quarto, pense e depois me dê a resposta".
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
-"QUERO OS TRÊS CONSELHOS".
O patrão novamente frisou:
- "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro".
E o empregado respondeu:
- "Quero os conselhos".
O patrão então lhe falou:
1. "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos
podem custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL pois a curiosidade para o
mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você
pode se arrepender e ser tarde demais."
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz,que já não
eratão jovem assim:
- "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, dois para você comer
durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar
a sua casa".
O homem, então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe
de casa e da esposa que ele tanto amava.
Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou
e lhe perguntou:
- "Pra onde você vai?"
Ele respondeu:
- "Vou para um lugar muito distante que fica amais de vinte dias de caminhada
por essa estrada".
O andarilho disse-lhe então:
-"Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho
queé dez, e você chega em poucos dias". lembrou-sedo primeiro
conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.
Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão
à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagoua diária e após
tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugadaacordou assustado com um grito
estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta
para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se
do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem perguntou
se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.
O hospedeiro: e você não ficou curioso?
Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu: VOCÊÉ
O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura,
grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar à sua casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada...já ao entardecer, viu entre
as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viuentre os arbustos
a silhueta de sua esposa. Estavaanoitecendo, mas ele pode ver que ela não
estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um
homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração
se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois
e a matá-los sem piedade.
Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.
Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia
seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça
fria, ele disse:
- "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para
o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes,
quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o
reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele
tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas
nos olhos lhe diz:
-''Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espantada lhe responde:
-"Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vinte anos.
Ele então lhe perguntou:
-"E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?
E ela lhe disse:
"AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri
que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade. Então
o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história,
enquanto a esposa preparava o café.
Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.
APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE
EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu
dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar
mais rápido, o que nem sempre é verdade...
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem
respeito e que nada de bom nos acrescentará...
Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos
depois...
Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três
conselhos.
Não se esqueça também de CONFIAR !
Mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança
!
Santa Ceia
Diz uma lenda referente a pintura da Santa Ceia, ou "Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos":
* Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se
com uma grande dificuldade: precisava pintar o bem - na imagem de Jesus e o
mal - na figura de Judas, o amigo que
resolvera traí-lo durante o jantar.
Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.
"Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos cantores a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.
"Passaram-se três anos. A 'Última Ceia' estava quase pronta - mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas. O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.
"Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.
Imediatamente pediu aos seus assistentes para que o levassem até a igreja.
"Da Vinci, copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.
"Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito
da bebedeira - abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse,
numa mistura de espanto e tristeza:
* Eu já vi este quadro antes!
* Quando? - perguntou um surpreso Da Vinci.
* Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha.
Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos,
e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.
(autor desconhecido)
Conflito de Gerações...
Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1) "Nossa juventude adora oluxo, émal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeitopelosmais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."
2) "Não tenho maisnenhuma esperançano futuro do nosso país se a juventude de hojetomar o poder amanhã,porque essa juventude é insuportável,desenfreada, simplesmentehorrível."
3) "Nossomundo atingiu seu pontocrítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estarmuito longe."
4) "Essa juventude está estragadaaté o fundo do coração. Osjovens são malfeitores e preguiçosos.Eles jamais serão como ajuventude de antigamente. A juventude dehoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após terlido as quatro citações, ficoumuito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam àsfrases.
Então, revelou aorigemdelas:
A primeira é de Sócrates (470-399a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estavaescrita em um vaso de argila descoberto nasruínas da
Babilônia etem mais de 4000 anos de existência.
O conflitode gerações é normal e ageração
que está sendo substituída
sempretenta diminuir as capacidades da que está ascendendo.Porém,
toda
Juventude tem poder detransformação, e deve usá-lo paracriar
sociedades mais justas.
Histórias (Ir. Adiles)
01. O SAPO E O VAGA-LUME
O sapo cuspiu no vaga-lume e saiu. Mais tarde encontrou-o e disse: Por que você
cuspiu em mim?
Porque você estava brilhando muito.
Moral: - os cristãos verdadeiros incomodam com seu brilho.
02. BÊBADO A CAVALO
Um bêbado ia andando a cavalo, quando o vizinho lhe perguntou: - Aonde
vai, compadre desse jeito?
Eu não sei, mas o cavalo sabe.
Moral: Muitos estão a cavalo da vida. A vida sabe aonde vão as pessoas.
03. ALEXANDRE MAGNO
Certo homem no tempo de Alexandre foi preso. O general lhe pergunta: Qual seu
nome? - Alexandre.
O general honrando seu nome lhe diz: Ou mudas de nome, ou de profissão.
04. A BORBOLETA
Certo dia duas crianças saíram a passear. A irmã viu uma
linda borboleta, o irmão tomou-a, esmagou-a pisando-a. A irmã
olhou-a chorando e diz: Maninho, faça-a viver de novo, faça-a
viver.
Moral: Só Cristo nos faz novos, nos faz viver...
05. AS 2 RÃS
Certas vezes 2 rãs caem num pote de nata. Uma se debate, luta para sair.
A outra lhe diz: eu não vou gastar minhas forças, sei que vou,
morrer mesmo, daqui não posso sair. O bom é esperar a morte deitada.
E lá ficou estirada até morrer.
A outra disse: Eu vou lutar até morrer. Não quero ser covarde.
Lutou, se remexeu até a nata virar manteiga e extenuada pulou salva do
pote.
Moral: - Com perseverança tudo se alcança.
06. OS 2 SAPOS
Havia um poço e nele nasceu um embrião de sapo levado pelas águas.
O embrião foi crescendo, crescendo até tornar-se um sapo e lá
permaneceu por muitos anos solitário.
Numa enxurrada é arrastado um outro sapo para o poço. Lá
os dois confabulavam. Disse o que se criou no poço: veja quanta água
nós temos, veja que lindo!
Meu amigo, disse aquele que caiu na enxurrada: lá fora existe muito mais
água, os oceanos, os mares são imensos não se vê
o fim... Há muito céu para apreciar... Disse o sapo que se criou
no poço.
Você é um mentiroso, o que você diz é um absurdo.
Pare com isso.
Moral: Há muitas pessoas que não aceitam a experiência e sabedoria de outras pessoas.
07. O BARRILETE DE VINHO
Certa vez, em uma cidade, havia um homem que colecionava vinhos finíssimos.
Um dia chega ao lugar em visita pastoral o Sr. Bispo. O Pároco lhe mostra
todos os locais turísticos e inclusive a linda adega do afamado colecionador.
Pensou o dono, o que lhe oferecerei? Talvez abrirei o meu precioso barrilete.
Logo veio a tentação e disse: Não, o guardarei para uma
próxima oportunidade.
Pouco depois, em visita à cidade veio o Governador do Estado e o dono
pensou: É hoje que vou abrir o meu barrilete. Tanta gente famosa, minha
fama se espalhará. Logo veio a tentação e pensou... Não,
brindarei a visita com outro sabor de vinhos.
Passados alguns anos, casa-se o único filho. Pensou... É desta
vez que abrirei meu barrilete de vinho. Tudo pronto. Num ímpeto de alegria
vai à adega tomou o barrilete, coloca-o no centro da sala e... Veio a
tentação e disse. Não, não será desta vez
também que saborearei o precioso líquido.
Como tudo na vida tem um fim,... Fulminado por um colapso morre o famoso colecionador.
No seu guardamento, não houve dúvidas, seus mais próximos
amigos abrem o barrilete e degustam o preciosíssimo líquido, festejando,
e alegrando-se com os vinhos do falecido.
Moral: Quem tudo quer, tudo perde...
08. A ESTÁTUA DE SAL
Certa vez encontra-se uma estátua de sal, em frente ao mar. Admirava-se
de tamanha grandeza e perguntava: Quem és tu ó mar? Tão
grande tão vasto?
O mar respondeu: Coloca teu braço direito e verás... A estátua
colocou seu braço direito e diluiu-se na água.
A estátua continua a perguntar. Quem és tu ó mar, tão
grande, tão belo? Responde o mar: Coloca o teu braço esquerdo
e verás. E assim foi indo, e o mar respondendo coloca tua perna esquerda,
direita, coloca teu corpo todo e verás...
Assim a estátua se transformou em grãozinhos de sal, embalados
pela água do oceano.
Moral: Quanto mais me lanço em Deus, mais cresce a amplidão de
minhas perfeições.
09. SÓCRATES NO CEMITÉRIO
Certa vez foi encontrada o grande filósofo grego remexendo os túmulos
do cemitério.
O que está fazendo? Pergunta alguém. Ele responde: Quero ver se
há diferença entre a cinza do rico e do pobre.
10. O FILÓSOFO E O SÁBIO ORIENTAL
Certo filósofo foi consultar um dia, um grande sábio para poder
apanhá-lo em sua sabedoria.
Quando o filósofo entrou, o sábio oriental lhe serviu uma xícara
de chá. O líquido ia transbordando da xícara para o pires
e quase ao chão. O filósofo o olha com desdém e lhe diz:
Não percebes que o chá já está entornando?
Sim, fiz de propósito. Você está tão cheio de si
que mesmo se eu falasse e lhe desse os melhores conselhos, você não
os aceitaria. Pois está muito cheio de orgulho e egoísmo. Esvazia
seu coração que eu poderei falar-lhe alguma coisa.
11. O MENINO E O SÁBIO
Certo menino quis apanhar um sábio que estava ensinando na praça.
Convidou a patota e disse: Quero ver se este homem é mesmo sábio.
Eu irei pegar um pássaro na mão e lhe perguntarei: Sábio
vê se este pássaro que está em minhas mãos, está
vivo ou está morto. Se ele disser que está vivo, eu aperto o pescoço
e mostro o pássaro vivo. Combinado. Eufóricos, lá se foi
a patota...
Chegaram à praça, e após alguns instantes, chegou sua vez.
Ó sábio, disse o líder. Adivinhe se o pássaro que
está em minhas mãos está vivo ou morto?
Suspense. Diz a lenda que o Sábio o olha dos pés a cabeça
e lhe diz: -Menino o pássaro que está em suas mãos, está
assim como queres. Quer-se que esteja morto, morto estará. Quer-se que
esteja vivo, vivo permanecerá. O pássaro está em suas mãos.
Moral: A vida está em nossas mãos...
12. MIGUEL ÂNGELO, JESUS E JUDAS.
Certa vez, o grande pintor Miguel Ângelo, quis pintar a Santa Ceia e começou
a pesquisar uma face de rapaz para retratar o rosto de Jesus. Encontrou um com
todas as características requeridas.
Passaram-se muitos anos e a obra foi abandonada. Retomando a pintura da Ceia,
buscava uma fisionomia para retratar a face de Judas.
Em suas idas e vindas aos bares, certa vez encontrou um homem com as feições
que desejava. Pediu que o acompanhasse e lhe pagaria muito bem. Quando chegou
no atelier de pintura o homem empalideceu. Ele mesmo havia sido escolhido para
retratar a face de Cristo e agora ele mesmo, num grande contraste retrata a
face de Judas...
13. O SÁBIO E O BARQUEIRO
Certo sábio quis visitar uma ilha histórica na Itália.
Na travessia, discorre com o barqueiro... Entre outros assuntos, indaga: Você
conhece bem história?
Não, diz o barqueiro, nunca fui à aula.
Que pena que você não conhece a vida dos grandes heróis,
dos descobridores deste planeta... Claro que você deve conhecer ciências,
você então não está perdendo muito.
Eu conheço um pouco de matemática, diz o barqueiro. No troco não
me aperto.
Diz o sábio: Você deve conhecer bem geografia, as tempestades do
mar! - Ah! Isso sim entendendo muito.
Diz o sábio: É uma pena, você está perdendo metade
de sua vida aqui neste ofício.
Remando tranqüilos, e após uma hora, eis que o barqueiro lhe diz:
Creio que não tardará uma tempestade. As águas estão
revoltas; e pergunta ao sábio: - O senhor sabe nadar?
Não, responde o sábio. Só sei a teoria da natação,
ainda não tive tempo de aprender.
Creio, disse o barqueiro, que se eu perco metade de minha vida aqui, o senhor
a perderá toda.
O que é isso?
É difícil nadar assim, e se não dermos conta com o barco
este irá pelos ares.
Passado mais um pouco, eis que os dois foram lançados nas águas
do mar. A custo o barqueiro se salvou, mas o sábio, apesar de toda sua
sabedoria, foi levado pelas ondas.
Moral: No mar revolto em que vivemos, o mais importante é estar com Deus.
14. CONFIANÇA
Certa casa estava em chamas. Um dos filhos menores em vez de sair correu para
o 2o. Andar. Desesperado vai à janela e começa a gritar. Pai,
pai, pai. A fumaça do 1o. andar não permitia a visibilidade do
menino, mas o pai o enxergava bem e disse: Meu filho jogue-se que eu te seguro.
Mas o filho gritava. Pai eu não te vejo. O pai respondeu: meu filho,
eu te vejo é quanto basta. Confiante o filho joga-se nos braços
do pai, e foi salvo.
Moral: Deus está sempre pronto a nos ajudar, mesmo que às vezes nos distanciamos e não O vemos.
15. O REI MIDAS
Conta à lenda grega, que o Rei Midas pediu aos deuses a graça
de poder converter tudo em ouro o que apanhasse em suas mãos, os deuses
o agraciaram.
Tocou uma cadeira e a cadeira se transformou em ouro, tocou os talheres e estes
se transformaram em ouro. De alegria abraçou seu filho e este se transformou
numa estátua de ouro.
Tocou no prato e eis que se transforma em ouro. Diz a lenda que o Rei morreu
de fome.
Moral: Tudo passa, as riquezas são ilusórias e às vezes nos apegamos tanto que perdemos o Reino dos Céus.
16. O ESPELHO
Certa mãe enviou à sua filha no internato, um presente.
Quando a filha abriu o pacote, viu ser um espelho com os seguintes dizeres:
Assim és minha filha. Uma seta indicava o reverso, e neste havia uma
foto de Cristo e em baixo escrito: Assim deverás tornar-te.
17. O VIDRO E O MOÇO
Certo moço que em sua mocidade vivia alegre, cheio de paz, tranqüilidade,
honesto, quando mais velho, casado, se encontrava com muitos problemas, insatisfeito,
triste. Lembrando-se dos tempos de sua juventude saudoso lamentava sua situação.
Certo dia foi consultar um sábio. Este o introduziu numa linda sala,
com vidros transparentes e o aproximou a uma das janelas e lhe diz: O que está
vendo? O moço respondeu: estou vendo homens, crianças, carros,
árvores, casas, etc.
Muito bem, lhe diz o sábio. Convidou-o para que se aproximasse de um
grande espelho a um dos cantos da sala e lhe diz. O que vez agora? Agora me
vejo a mim mesmo. Pois bem, disse-lhe o sábio, quando eras mais jovem
não possuías ambições, egoísmo, ganância.
Você via tudo claro, como no vidro transparente. Agora que és industrial,
desprezas algumas pessoas, só tens ambições, só
te preocupas com a riqueza, status, etc. És infeliz. É como o
espelho que tem por baixo do vidro, umas pinceladas de prata. Meu filho, a riqueza
tem destruído muitas pessoas.
.
18. LENDA JAPONESA
Certo menino recebeu de seu pai três palhas com a obrigação
de trazer para casa três fardos de seda finíssima.
O menino achou tamanha ordem do pai absurda, mas quis mostrar sua bravura e
brio para cumpri-la.
Após fazer sua mochila, despediu-se dos pais e irmãos e partiu,
com as três palhas. Após muito andar, encontrou uma senhora a beira
do caminho trançando réstias de cebola. Conhecendo a senhora a
importância das palhas para amarrar disse: Menino, você não
quer me das estas três palhas para amarrar estas réstias? Respondeu
o menino: Só se a senhora me der três cebolas. Muito bem, disse
ela, pode apanhá-las.
Contente o menino foi seguindo seu caminho, até encontrar uma empregada
que apressada ia até ao mercado buscar cebolas. Quando viu o menino com
as 3 cebolas, não teve dúvida e disse: Menino, você não
quer me ceder estas cebolas? Só se me der alguma coisa em troca, disse
ele. Como a empregada morasse junto a uma pequena fábrica de azeite e
havia muitas latas ela lhe deu 3 latas de azeite.
E lá se foi o menino satisfeito com a troca que fizera. Palmilhava contente
as estradas com um sol escaldante, quando encontra uma outra senhora que ia
ao mercado buscar azeite, e vendo o menino, agradeceu por não ter que
andar muito e disse: Menino, por favor, venda-me este azeite e assim não
precisarei ir até o mercado.
O menino que não dava de graça sua mercadoria, logo retrucou:
O que a senhora irá me dar em troca?
A senhora lhe diz: Venha à minha casa, almoce e lhe darei algo que desejar,
e que estiver ao meu alcance. Entrando na casa da senhora, logo notou na parede
um espadim, velho, mas de um valor inestimável e disse: Eu lhe darei
o azeite, mas só se a senhora me der este espadim que está na
parede. Muito bem, disse a senhora. Pode apanhá-lo, era de meu falecido
marido e para mim não há serventia.
Após o almoço, o menino mais do que alegre saia com o seu lindo
espadim. Entra na cidade de Quioto no Japão e justamente neste dia, encontrava-se
em visita oficial, o Rei Japonês a esta cidade.
O menino tomado de admiração e júbilo se posta a uma das
ruas em que a carruagem iria passar e observa o desfile.
Jamais iria pensar que chamaria atenção de sua majestade. Eis
que soam os clarins e o rei se aproxima, e vendo a espada reluzir nas mãos
do garoto, o Rei manda parar a carruagem e dirigindo-se ao menino lhe diz: Você
não quer me vender este espadim? Faço coleção de
espadas e para mim este espadim é importante.
Encabulado o menino responde: Só se o senhor me der 3 fardos de seda
finíssima. Pois isto é o que não falta em minhas indústrias,
diz o rei. Mandou seu camareiro que fosse junto com o menino escolher os fardos;
este escolhe os que mais lhe agradavam e partiu radiante de contentamento. Chega
após muitos anos em casa, entregando ao velho pai os fardos e cumprimentando
a todos com muita euforia.
Moral: Muitas coisas impossíveis tornam-se possíveis com um pouco
de esforço de nossa parte. Com perseverança tudo se alcança.
19. A PROFESSORA E AS CRIANÇAS
Certa professora com suas crianças foi visitar um velhinho que morava
perto da escola.
As crianças atentas ouviram o que ele lhes falava. Admiravam-se de sua
sabedoria e bondade. A professora a uma altura lhe pergunta: Vovô, de
onde vem tanta sabedoria?
Ele lhe responde: Todos os dias eu estudo três livros. O primeiro é
o grande livro da natureza, onde vejo viva e dinâmica todas as realizações
de Deus. O segundo é o livro da Bíblia, onde eu leio a mensagem
de Deus revelada a todos para a salvação. O terceiro é
o livro de minha consciência, que me adverte de todas as coisas boas e
más que eu faço.
20. O EQUILIBRISTA DE NIÁGARA
Certo equilibrista atravessou num cabo de aço as cataratas de Niágara.
Todos os presentes apreciavam nervosos a travessia. Quando o equilibrista chegou,
deram um suspiro de alívio e bateram muitas palmas. O equilibrista pergunta:
- Vocês acreditam que posso levar alguém às costas?
Sim, responderam todos.
Então, venha você, diz ele. A pessoa apontada não quis ir.
Moral: Muitas vezes fazemos assim com Deus. Temos confiança, mas desconfiamos
da bondade e amor que nos dispensa.
21. O ALPINISTA
Um certo rapaz, escalando uma montanha, lá se ia alegre, feliz, cada
vez mais alto, sentindo as sensações da escalagem, quando já
ia adiantado, perdeu o equilíbrio e precipitou-se no abismo. Eis que
de repente, fica preso ao tronco de uma árvore, onde se pôs a salvo.
Rezou: Senhor, criador do céu e da terra, obrigado por me salvar neste
momento tão difícil... a história para por aqui...
22. O PÁSSARO E A FLORESTA
Certa vez uma floresta pegou fogo. Um passarinho apanhava água no riacho
e com seu bico jogava-a sobre o fogo.
Uma raposa que apreciava o trabalho do pássaro começou a caçoar
e disse: - Por que você faz isso? É impossível conter o
fogo. Disse o pássaro: - Se cada um fizesse sua parte, teríamos
salvado a floresta.
23. O FEIXE DE VARAS
Um pai em seu leito de morte, antes de perder totalmente os sentidos quis deixar
uma lição de sabedoria a seus 7 filhos.
Pediu 7 varas de vime, deu uma a cada filho para que a partisse. Assim o fizeram
e as varas foram partidas. Tomou outras 7, juntou-as e as deu ao 1o. com a ordem
de as partir. O filho mais velho se esforçou de todas as maneiras, mas
não conseguiu rompê-las.
Assim o pai quis que todos o fizessem e experimentassem parti-las, mas não
conseguiram. Volta-se o pai aos filhos e diz: - se vocês permanecerem
unidos, ninguém conseguirá desuni-los. Se vocês não
permanecerem unidos, facilmente serão vencidos.
Moral: A união faz a força.
24. O HOMEM E A CRUZ
Certo homem fez uma aposta. Ofereceu a todos os concorrentes uma soma avultada
em dinheiro e outros prêmios. A aposta consistia em levar uma cruz até
a um lugar marcado.
Dentre muitos que se ofereceram, um tomou a dianteira e levava com muita facilidade
e leveza a sua cruz. Havia se distanciado muito dos companheiros e eis que já
cansado, para e corta um pedaço de sua cruz.
Chegando perto ao local, a multidão em festa aplaudia o vencedor. Eis
a decepção.
Um abismo se apresenta entre a multidão que aplaude o atleta vencedor.
Uma ordem é dada pelo organizador. Coloque sua cruz sobre o abismo. Foi
feita sob medida... "eu cortei..." Decepção...
Moral: As cruzes de nossa vida são feitas sob medida.
25. AS DUAS FACES
Dois homens estavam capinando o roçado. Os dois juravam que entre eles
jamais surgiriam rixas. Deus ouviu esta afirmação e quis submetê-los
a uma prova. Mandou em sua direção uma cabra preta de um lado
e branca do outro, e fez com que a mesma passasse entre os dois homens.
Em seguida Deus tomou a forma de homem e apresentou-se aos dois senhores dizendo:
Minha cabra desapareceu, por acaso vocês a viram?
Um dos dois disse: - Vi uma cabra branca.
O outro acrescentou: - Era preta, você está mentindo.
Eu não minto, gritou o primeiro. E os dois saíram aos tapas.
Então o Senhor lhes disse: - Justamente vocês, que há poucos
instantes afirmavam solenemente que nunca brigariam, estão se comportando
deste jeito por uma semelhança bagatela?
É sempre a mesma historia: os homens fazem mil e um propósitos,
crêem serem fortes e virtuosos, mas quanto provados, esquecem as promessas.
26. O CAIXÃO E OS CRISTÃOS
Certo pároco, em uma certa cidade, via seus fiéis cristãos
se afastarem cada vez mais da Igreja. Aos domingos a freqüência era
pouca. Colocou nos jornais o seguinte anúncio: "Venham ver nossa
Igreja agonizando". no domingo a Igreja ficou repleta.
O pároco fez um belo caixão, colocou-o no centro da Igreja e mandou
que os fiéis fizessem uma fila para despedir-se da Igreja. O pároco
havia posto no fundo do caixão um grande espelho. Cada um via a si mesmo.
O pároco fez um belo sermão e terminou dizendo: - Você são
a Igreja agonizante.
27. O AMERICANO AMBICIOSO
Certo americano fascinado pelo ouro embrenhou-se pelos sertões da Califórnia,
séculos atrás, em busca do precioso metal (ouro). Teve azar e
sucumbiu. Passado algum tempo, turistas vasculhando aquela floresta, encontraram
um esqueleto na areia, ao lado o diário e na última página
do diário estava escrito: "Finalmente encontrei o que procurava.
Vou morrer rico".E na última tentativa de ganância, entre
os ossos da mão, em vez de pedras preciosas como pensou, segurava uma
pedra de mica. Morreu na ilusão.
Muitas vezes, iludidos pelo brilho do ouro deste mundo, acabamos morrendo miseráveis
espiritualmente.
28. THOMAS MORUS
Henrique VIII, Rei da Inglaterra, após divorciar-se de Catarina de Aragão
para desposar Ana Bolena, pediu ao Papa Clemente VII o divórcio. Este
não atendendo, passou Henrique a perseguir os Católicos e entre
eles estava Thomas Morus. Caminhando para o lugar do martírio, veio-lhe
ao encontro sua esposa Luiza, a qual pediu-lhe que renunciasse a fé católica
para evitar a morte: - Luiza, quantos anos poderei viver ainda?
Uns 20, respondeu ela.
20 anos Luiza, que loucura faria eu se por causa de vinte anos aqui, viesse
a perder a eternidade.
E prosseguiu seu caminho com alegria.
29. A CRIANÇA E O PALHAÇO
Certa criança era tão apegada ao pai que não o largava
um instante, principalmente quando saia para a cidade.
Aos domingos o pai ia a missa, as outras crianças brincavam e ela segurava
apertada a mão do pai. Por mais que o pai insistisse, ela não
saia. Eis que certo dia aparece por lá um palhaço acompanhado
de muitas crianças que engrossavam o grupo (acompanhando-o). Eis que
nossa criança tímida, instintivamente desgarra-se do pai e segue
sem jeito o grupo de crianças. O pai de longe a acompanhava, escondido
por entre as árvores. Mais adiante o palhaço apressa o passo e
sumiu entre os becos.
As crianças foram dispersando-se em algazarra e a pobre criança,
quando se deu conta, estava a sós. Gritava chamando o pai desesperada.
Eis que por trás das árvores surge o amoroso pai e lhe diz: -
Meu filho, eu não me afastei de ti, sempre te acompanhei.
Não há necessidade de dizer que este amoroso Pai é Deus
e que este filho somos nós. Mas muitas vezes vamos atrás dos palhaços
que o mundo apresenta e nos distanciamos de Deus, mas uma coisa é certa:
Ele nos persegue com seu infinito amor e nos toma novamente pela mão.
Basta querer.
30. A RECOMPENSA
Havia numa cidade um homem muito rico. Ele desejava dar uma parte de sua fortuna
a alguma pessoa honesta. Mas como descobrir esta pessoa? Pensou, pensou... e
resolveu colocar uma grande pedra no meio do caminho estreito. Escondeu-se atrás
de uma árvore e ficou observando.
Passou um camponês e começou a reclamar: - Essa molecada não
tem mesmo o que fazer, desviou a pedra e foi-se embora.
Logo depois, passa por lá um velho puxando uma varinha. Vendo a pedra
resmungou: - Vejam só que falta de juízo, a pedra para atrapalhar
o meu caminho.
Era tarde e o homem rico já pensava em ir embora, quando passou um rapaz
e disse: - Que perigo esta pedra no meio do caminho, vou remove-la. Fã!
Mas o que é isso aí no chão? Um pacote com um bilhete!
O que será? Dinheiro?
No bilhete estava escrito: "Este pacote de dinheiro é de quem remover
a pedra do caminho".
Deus é o Homem rico, as pedras são as dificuldades da vida. Temos
que ter coragem e vontade de removê-las.
31. AS CRUZES
Havia um homem que passava o tempo todo a se lastimar. Dizia que Cristo lhe
reservara uma cruz pesada demais. Para todos falava de sua infelicidade. Um
dia ele foi se queixar ao próprio Cristo. Jesus ouviu-o e chamou-o a
uma grande sala: aí havia uma infinidade de cruzes de madeira, de metal,
maiores e menores, mais pesadas e mais leves, novas e velhas. E Jesus foi lhe
explicando que aquelas cruzes correspondiam às carregadas por cada pessoa
humana.
Então Jesus propôs ao homem sofredor que ele procurasse dentro
da sala uma cruz mais leve e que podia levá-la em troca da sua. O homem
foi experimentando as cruzes, todas elas grossas e pesadas, finalmente achou
uma mais leve e disse a Jesus que queria ficar com aquela. E Jesus lhe diz:
- "Tudo bem, pode levá-la, pois é exatamente esta a cruz
que você sempre carregou".
32. A CHAVE
Um senhor estava procurando embaixo de uma lâmpada a chave.
Um rapaz foi ajudá-lo a procurar. Após muitas buscas o rapaz pergunta:
- Mas afinal, onde você a perdeu?
Lá dentro da casa.
Então por que você a está procurando aqui?
Porque aqui é claro.
Muitas vezes saímos de nosso local, de nossa consciência para buscarmos
coisas fora de nós, fora de nossa realidade.
33. O RICO E A BOLSA
Certa vez um rico ganancioso perdeu uma bolsa com 400 moedas de ouro. Anunciou
em todos os jornais que seria bem gratificado quem a encontrasse.
Dias depois aparece na delegacia um pobre com as 400 moedas. O rico contou as
moedas. Quatrocentas. Mas como era avarento, procurou um jeito para não
dar a gratificação, dizendo ao pobre: - faltam 100 moedas, seu
malandro, não mereces gratificação nenhuma.
O pobre honesto foi expor ao juiz. O juiz chamou o rico e pergunta: - Quantas
moedas haviam?
Quinhentas moedas, - responde o rico. O juiz disse ao rico: - Então esta
bolsa não é a tua. Devolve-a este homem e vai-te embora. Quando
aparecer o verdadeiro dono ele a entregará.
34. A CADEIRA VAZIA
Certo Padre notou uma cadeira vazia perto da cama do doente e perguntou o que
fazia ali a cadeira. O doente respondeu: - Eu coloquei ali para Jesus sentar-se
e eu poder conversar com Ele.
Por anos eu achava extremamente difícil orar, até que um amigo
explicou-me que orar era simplesmente falar com Jesus. Ele me disse que eu colocasse
uma cadeira vazia por perto e imaginasse Jesus sentado na cadeira, falasse com
Ele e escutasse o que Ele tinha para dizer. Desde então nunca mais tive
dificuldades em orar.
Alguns dias mais tarde, segundo a história, a filha do doente veio à
casa Paroquial para informar o Padre que seu pai falecera. Ela disse. - Eu o
deixei sozinho por umas horas. Ele parecia estar em paz. Quando voltei ao quarto,
encontrei-o morto. Notei, porém, uma coisa estranha, a cabeça
dele descansava não sobre a cama, mas sobre a cadeira vazia.
35. O MUÇULMANO E O FILHO
Certo muçulmano estava com seu filho em certa mesquita orando. Lá
pelas tantas, percebeu que muitos estavam dormindo. - Pai, pai, estão
dormindo. O pai diz. - Eu prefiro que você durma, a falar dos outros.
36. TRÊS AMIGOS
Dizem que no mundo temos 3 amigos. O dinheiro, os parentes e as boas ações.
O dinheiro nos leva até ao hospital, os parentes até o cemitério
e as boas ações até o céu.
37. O JOVEM KANDACA (Lenda)
Certo homem morreu e foi para o inferno, não havia feito nada de bom.
Após muitos anos, um anjo foi até ele e pergunta-lhe: Você
não lembra de ter feito algum bem, por menor que seja a alguém?
Não, respondeu.
Você não lembra de ter feito alguma coisa de bom, para as plantas
ou a algum animal?
Bom, só me lembro que uma vez, quase pisei numa aranha, mas resolvi não
matá-la.
Disse o anjo: - Então ela lhe salvará.
Imediatamente apareceu um cordão de aranha muito forte à sua frente
que ligava o céu ao inferno e o anjo disse: - Suba por ele, mas não
seja egoísta.
A uma grande altura o jovem Kandaca olha para baixo e vê seus colegas
subirem também por ele. Começou a gritar... desçam daí,
desçam daí seus miseráveis...
Caíram novamente todos para o inferno.
A caridade une, liberta, salva.
O egoísmo escraviza, isola, mata.
38. A AUTO FOFOQUEIRA
Certa senhora, daquelas que colocam defeito em tudo e todos, visitou certa vez
uma exposição, no tempo do aparecimento dos espelhos.
Na entrada, guardas cuidando os quadros de todos os tamanhos e formas. A senhora
olha para um que estava ao fundo e começa a critica-lo. O guarda lhe
chama a atenção! Senhora, aquele é um espelho está
retratando sua própria pessoa.
39. A CASA DO CÉU
Dois vizinhos morreram, com a diferença de um ser muito rico e o outro
pobre. No céu foram recebidos por S. Pedro que os colocou numa placa
de ouro rolante e deslizaram pelas ruas da cidade de Deus.
Passaram inúmeras ruas com casas de fazer babar de lindas. Eram de brilhantes,
safira, ouro, esmeralda, etc... Ficaram boquiabertos de tanta beleza. A um dado
momento S. Pedro disse ao pobre: Esta aí é sua casa. O pobre não
quis acreditar de tão linda que ela era. Ficou abobado de tanta beleza.
Foi apressado à sua casa.
O rico pensou... se o pobre tem esta casa tão linda imagine a minha...
e lá se ia S. Pedro. Chegaram às casas de 3ª categoria e
o rico pensou... aqui é que não fico. Minha casa lá na
terra é mil vezes melhor do que essas. Não conseguiu pensar mais
nada quando S. Pedro lhe diz amigo esta aí é sua casa. Ah! S.
Pedro nesta eu não vou. Então teu lugar é no inferno, pois
tudo o que você mandava para os construtores do céu era lixo, eles
fizeram sua morada com o material que você lhes enviou...
40. O BEM E O MAL
O bem e o mal foram um dia tomar banho. O mal saindo primeiro tomou as vestes
do bem e sumiu.
Quando o bem saiu, não encontrou mais suas vestes. Teve que colocar as
do mal.
É por isso que o mal até hoje anda disfarçado em bem. Cuidado!
41. O MACAQUINHO
Certo macaquinho vivia com sua mãe, pois o Pai havia falecido. Certo
dia a mãe lhe diz: meu filho eu tenho que sair, para comprar comida Você
não deve sair de casa. Quando a mãe saiu o pequeno macaquinho
saiu de casa sem rumo. Encontrou uma girafa e perguntou. Aonde você vai?
Eu vou até o rio tomar água. Leve-me junto, eu não tenho
aonde ir.
Mais adiante a girafa o deixou. Andou, andou e encontrou uma Ema...
Olá Ema aonde você vai? - Eu, vou passear, procurar comida. Leve-me
junto não tenho aonde ir... Venha. Lá se foi... Mais adiante o
macaquinho encontrou muitos patos atravessando o rio. Aproximou-se e disse a
um. Leve-me junto eu não tenho aonde ir? - Pois não. Pode subir
em minhas costas. Lá se foi feliz o macaquinho. Atravessaram o rio e
que maravilha! Que lago maravilhoso, que frutas saborosas, nunca vi tantas/
flores! E lá estasiado brincou, comeu se divertiu nosso macaquinho.
À tardinha, ele se aproxima do lago, viu inúmeros jacarés
e perguntou a um deles... aonde vocês vão? Leve-me junto não
tenho aonde ir. Ah, você não tem aonde ir? Venha... Abriu a boca
e lá se foi nosso macaquinho...
42. NÃO HÁ RAZÃO PARA FICAR TRISTE
Não há motivo para você ficar triste. De 2 uma: ou você
está com saúde ou doente.
Se você está com saúde não há motivo para
ficar triste.
Se você está doente de 2 uma. Você pode melhorar ou piorar.
Se você melhorar não há motivo para ficar triste. Se piorar
de 2 uma, ou você irá para o céu ou para o inferno.
Se você irá para o céu não há motivo para
ficar triste.
Se você for para o inferno encontrará tantos amigos para cumprimentar
que não terá motivo para tristezas.
43. FÉRIAS DE SÃO PEDRO
Certa vez, S. Pedro pediu para passar suas férias na terra.
Deus lhe concedeu 3 dias. Chegando a terra, foi recebido com muita festa, muita
alegria. Todos o cumprimentava e pediam para que fosse em suas casas. Passados
os 3 dias, S. Pedro esqueceu de ir para o céu. Cada noite uma festa melhor
do que a outra.
Quando chegou ao céu, apresentou-se a Deus, pediu desculpas e disse que
na terra estava tudo bem até de mais. - E Deus lhe perguntou:
Escute, os homens falam muito de mim? - Não Senhor, eu não ouvi
ninguém falar o seu nome. Muito bem.
Passaram-se alguns anos e Deus chama a S. Pedro e lhe diz:
Você não quer tirar umas férias na terra? - Sim Senhor eu
gostaria disse S. Pedro. - Pois bem pode ir, e ficar um mês.
Cá veio S. Pedro, logo que chegou notou a diferença de recepção.
Poucos amigos, inverno rigoroso, chuvas, pobreza. Era todo mundo dizendo:
Meu Deus que será de nós? Meu Deus ajudai-nos etc...
S. Pedro não gostou disso. Após uns 4 dias, voltou para o céu.
Chegando lá se apresentou a Deus, e este se admirou de tanta pressa.
Mas como S. Pedro! Não estava bom por lá? - Não Senhor.
Não é igual.
E o povo lembra de mim? - Sim e muito. É só meu Deus pra cá,
meu Deus pra lá. Todos chamando teu nome.
É assim mesmo diz disse Deus. Na fartura poucos lembram de mim.
44. O COPO DE SANGUE
Certa mãe, disse a seu filho, um tanto esquecido. Meu filho vá
ao açougue e compre um pouco de sangue para eu fazer um prato especial.
Lá se foi o menino repetindo. Tomara que haja sangue no açougue...
Encontrou pela rua dois rapazes brigando, e ele repetindo alto, tomara que haja
sangue, tomara que haja sangue... Um senhor que ouviu a conversa do menino lhe
adverte. Menino, em vez de você dizer tomara que haja sangue diga; tomara
que se apartem. Ah! tomara que se apartem, tomara que se...
Passou em frente a uma igreja repetindo tomara que se apartem, e neste momento
desce um casal de noivos das escadarias e ele repetindo. Tomara que se apartem...
O padrinho ouviu e disse: menino, em vez de você falar tomara que se apartem,
diga: Tomara que saia mais um. Ah! Tomara que saia mais um, tomara que saia...
Passando em frente a uma casa, ia saindo um caixão de defunto e ele dizendo...
Tomara que saia mais um, tomara... Um senhor lhe diz, olá menino em vez
de você dizer tomara que saia mais um, diga tomara que não saia
nenhum. Tomara que não saia nenhum...
E o menino dizia tomara que não saia nenhum, tomara que...
Passando em cima de uma ponte, viu dois meninos se afogando e um senhor que
tratava de tirá-los, e o menino esquecido dizendo, tomara que não
saia nenhum...
O senhor olhou para ele e disse: em vez de você dizer tomar que não
saia nenhum fale: tomara que saia os dois.
Ah! tomara que saia os dois, tomara que... Mais adiante aconteceu um desastre.
A roda do caminhão passou sobre a cabeça de um homem e saiu um
olho
E a criança esquecida dizendo, tomara que saia os dois, tomara que...
Como era um dia muito quente, começou a sair sangue do nariz do menino
e ele, se lembrou, ah! preciso ir ao açougue comprar sangue...
Se vocês encontrarem um menino com o copo na mão é aquele
que está voltando do açougue.
Deus ainda fala com as pessoas
Um grupo de amigos conversava na frente do escritório onde trabalhavam.
Falavam sobre vários assuntos quando um jovem comentou sobre se ainda
podíamos ouvir Deus. O jovem questionou se "Deus ainda fala com
as pessoas?". Cada um já tinha passado por alguma experiência
com Deus, cada um já tinha sentido a presença Dele, mas cada qual
de uma maneira diferente.
Foi uma conversa super agradável. Era aproximadamente 22 horas quando
o jovem começou a dirigir-se para casa. Já no carro, percorrendo
o percurso de volta para sua casa, ele começou a pedir: "Deus! Se
ainda fala com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedece-lo".
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito
estranho: "Pare e compre um galão de leite". Ele balançou
a cabeça e falou alto:
"Deus é o Senhor?" Ele não obteve resposta e continuou
dirigindo-se para casa. Porém, novamente, surgiu o pensamento:
"Compre um galão de leite". O jovem pensou na estória
de "Samuel" e em como ele não reconheceu a voz de Deus, e como
o mesmo "Samuel" correu para "Eli". "Muito bem, Deus!
No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite". Isso não parece
ser um teste de obediência muito difícil. Ele ainda poderia também
usar o leite, pensou o jovem enquanto parava para comprar o leite. Assim que
o jovem comprou o leite, ele retomou seu caminho de volta para casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
"Vire naquela rua". Isso é loucura pensou e, passou direto
pelo retorno. Novamente ele sentiu que deveria ter entrado na sétima
rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua. Meio
brincalhão, ele falou alto:
"Muito bem, Deus. Eu farei". Ele passou por algumas quadras quando
de repente sentiu que devia parar. Brecou e olhou em volta. Era um lugar misto
de comércio e residência. Não era a melhor área da
cidade, mas também não era a pior das vizinhanças. Os estabelecimentos
estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já
estivessem dormindo, exceto uma casa modesta situada em uma das esquinas do
outro lado da rua. Novamente, ele sentiu algo.
"Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela
casa do outro lado da rua". O jovem olhou a casa. Ele começou a
abrir a porta do carro, mas voltou a sentar-se. "Senhor, isso é
loucura! Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?" Mais uma
vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite. Finalmente, ele abriu a porta.
"Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas
pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo,
se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui". Ele
atravessou a rua e bateu na porta.
Parou para ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto: "Quem esta aí? O que você quer?".
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse "fugir". Em pé,
estava um homem vestido de jeans e camiseta. Ele tinha um olhar estranho e não
parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
"O que quer?". O jovem entregou-lhe o galão de leite. "Comprei
isto para vocês". O homem pegou o leite e correu para dentro falando
alto. Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para
a cozinha. O homem seguia-a segurando nos braços uma criança que
chorava. Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a
falar, meio soluçando:
"Nós oramos. Tínhamos muitas contas para pagar este mês
e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para
o nosso bebê. Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de
conseguir leite". Sua esposa gritou da cozinha:
"Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco... Você é um
anjo?"
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocando-o
na mão do homem. Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas
corriam pela sua
face. Ele experimentou que Deus ainda responde os pedidos.
Agora, um simples teste para você: Se você acredita em instintos
verdadeiros, espalhe esta mensagem para todos os seus amigos.
O Cesto e a Água
Dizem que isto aconteceu em um mosteiro chinês muito
tempo atrás.
Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não
conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados
a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou
olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:
- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto
de água e traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do
mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da
escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou
a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo
e quando chegou até o mestre já não restava nada. O mestre
perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo. Quando o discípulo
voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse
a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente
exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre
lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição
constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.O
mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens
da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é
que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpas diante de Deus.
O homem e o espelho
Diz a lenda que alguém muito desanimado um dia entrou
na Igreja e falou com Deus: "Senhor, aqui estou só. Por que nas
igrejas não há espelhos? Nunca me senti satisfeito com a minha
aparência".
Então, subitamente uma folha de papel caiu aos seus pés, vinha
do alto do templo. Atônito, ele a apanhou e viu a seguinte mensagem:
A feiúra é invenção dos homens e não minha.
Não importa se os braços são longos ou curtos. Sua função
é o desempenho do trabalho honesto.
Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras. Sua
função é dar e receber bem.
Não importa a aparência dos pés. Sua função
é tomar o rumo do amor e da humildade.
Não importa se a cabeça tem ou não cabelo, mas sim os pensamentos
que passam por ela.
Não importa a cor dos olhos. O que importa é que eles vejam o
valor da vida.
Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativo. O que importa
são as palavras que saem dela.
Atônito, o homem foi saindo da igreja, e na porta de vidro viu o seu reflexo.
Ali estava escrito:
"Veja com bons olhos seu reflexo neste vidro e lembre-se que em tudo que
existe escrito sobre Mim não há uma única linha dizendo
que sou bonito".
CARTA ENDEREÇADA AOS JOVENS DO BRASIL
Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro- me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dani, minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais.
Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente
família de classe média alta de Florianópolis.
Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou
sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de
melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei
e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui
até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa
da Xuxa.
Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São
Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção
por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa",
Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos
meus pés.
Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinemas, curtia com
minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer a pessoas saradas,
física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou
a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em
Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em "Blu",
achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude," famoso barzinho da
Rua XV. À noite fomos
à "PROEB" e no "Pavilhão Galegão" tinha
um "show maneiro" da Banda Cavalinho
Branco. Aquela movimentação de gente era "trimaneira".
Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da mamãe
o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro
dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP, que sensação
legal, curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive
minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná
para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas
a 5 gente bebeu a noite inteira e os "Otário" não percebiam.
Lá pelas 4 h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase
em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções
de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas",
mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles
com tensão "pré-mestru". No sábado conhecemos
uma galera de S. Paulo, que alugaram "apê " no mesmo prédio.
Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao m eu futuro assassino.
Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá
pelas 5:30 h da manhã fomos ao "apê" dos garotos para
curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado
"Cigarro de Maconha", que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta",
mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação
esquisita, de baixo
astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma o "Claudio", fazia carreirinhocheirava
um pó branco que descobri ser cocaína. ' Ofereceram-me, mas não
tive coragem aquele dia. Retornamos à "Floripa" mas percebi
que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novasexperiências
não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "CRUES".
Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver
com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química;
a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei
cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos
que misturando cocaína com sangue ela ficava mais forte o efeito, e aos
poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada
um cedia para diluir o pó.
No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque
a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a
"branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir
somente a R$ 15,00, a boa que eu precisava no mínimo 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos".
Às vezes a gente conseguia o extasy", dançávamos nos
"Points" a noite inteira e depois farra. O meu comportamento tinha
mudado em casa, meus pais perceberam , mas no início eu disfarçava
e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha
vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas.
Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com
uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário
para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando.
Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.
Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.
Quando eu saía da Clinica agüentava alguns dias, mas logo estava
me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri
que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando,
ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens
pagavam mais para transar sem camisinha.
Aos poucos os meus valores que só agora reconheço foram acabando,
família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me
parecia ridículo.
Papai e mamãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram
o bem mais precioso que é a vida e eu o joguei pelo ralo. Estou internada,
com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não
podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas no fundo
do coração peço aos jovens não entrem nessa viagem
maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo
que é tarde demais.
Obs. Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.
Aldeia Vietnamita
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo
de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes
ficaram gravemente feridas.
Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado.
Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo,
um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria, devido aos traumatismos
e à perda de sangue.
Era urgente fazer uma transfusão, mas como
Reuniram as crianças e, entre gesticulações, arranhadas
no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um
voluntário para doar o sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se
timidamente.
Era um menino chamado Heng.
Ele foi preparado às pressas, ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe
uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com
a mão que estava livre.
O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou. Mas não
demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico
ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto.
Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.
O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo
com Heng.
Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas
coisas. E o rostinho do menino foi se aliviando. Minutos depois ele estava novamente
tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram
e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu a doar seu
sangue
E o menino respondeu, simplesmente:
- ELA É MINHA AMIGA...
Entrevista com Deus
Sonhei que tinha marcado uma entrevista com DEUS.
Entre. Falou DEUS:
Então, você gostaria de ME entrevistar?
Se VOCÊ tiver um tempinho, disse eu.
DEUS sorriu e falou: Meu tempo é eterno, suficiente para fazer todas
as coisas; que perguntas você tem em mente? O que mais O surpreende na
humanidade? Perguntei.
DEUS respondeu: Que se aborreçam de ser crianças
e queiram logo crescer e aí,desejam ser crianças outra vez.
Que desperdicem a saúde para fazer dinheiro e aí percam dinheiro
pra restaurar a saúde.
Que pensem ansiosamente sobre o futuro, esqueçam o presente e dessa forma
não vivam nem o presente, nem o futuro.
Que vivam como se nunca fossem morrer e que morram como se nunca tivessem vivido.
Em seguida, a mão de DEUS segurou a minha e por um instante ficamos silenciosos, então eu perguntei: PAI, quais são as lições de vida que VOCÊ quer que seus filhos aprendam?
Com um sorriso DEUS respondeu: Que aprendam que não
podem fazer com que ninguém os ame. O que podem fazer é que se
deixem amar.
Que aprendam que o mais valioso não é o que se tem na vida, mas
quem se tem na vida.
Que aprendam que não é bom se compararem uns com os outros. Todos
serão julgados individualmente sobre seus próprios méritos,
não como um grupo na base da
comparação!
Que aprendam que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que
precisa menos.
Que aprendam que só é preciso alguns segundos para abrir profundas
feridas nas pessoas amadas e que é necessário muitos anos para
curá-las.
Que aprendam a perdoar, praticando o perdão.
Que aprendam que há pessoas que os amam muito, mas que simplesmente não
sabem como expressar ou demonstrar seus sentimentos.
Que aprendam que dinheiro pode comprar tudo, exceto felicidade.
Que aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-las
totalmente diferente.
Que aprendam que um amigo verdadeiro é alguém que sabe tudo sobre
você e gosta de você mesmo assim.
Que aprendam que não é suficiente que eles sejam perdoados, mas
que se perdoem a si mesmos.
Por um tempo, permaneci sentado, desfrutando aquele momento.
Agradeci a ELE pelo SEU tempo e por todas as coisas que ELE tem feito por mim
e pela minha família.
ELE respondeu: Não tem de quê. Estou sempre aqui, 24 horas por
dia. Tudo o que você tem a fazer é chamar por MIM e EU virei. Você
pode esquecer o que EU disse.
Você pode esquecer o que EU fiz, mas jamais você esquecerá
como EU te fiz sentir com essas palavras.
Então, por favor, arranje um tempo para passar isto que escrevi para
aqueles de quem você gosta.
"Eu arranjei."
SÓ MAIS UM PASSO
Guillormée pilotava sobre a cordilheira quando seu pequeno monomotor
sofreu uma pane, caindo sobre a montanha de neves eternas. Embora não
tivesse se ferido gravemente, suas pernas apresentaram profundos cortes e sérios
ferimentos.
Com muito esforço, sentindo fortes dores, ele abandonou a cabine do avião destroçado. Ao constatar a extensão dos ferimentos, compreendeu que não teria como sair dali sozinho. Perscrutou o horizonte em todas as direções e só viu solidão gelada.
Conhecedor da região, após rápida análise, entendeu que seu fim estava próximo, principalmente em razão dos sérios ferimentos que sofrera nas pernas. Por um instante sentiu-se tomado de pânico e pela dor de saber que chegava ao fim de seus dias.
Pensou na família que não tornaria a ver, nos amigos, nas tantas coisas que ainda pretendia realizar e na impotência de não ter a quem pedir socorro.
Depois, já mais conformado, pôs-se a pensar sobre as medidas a tomar. Não havia nada a fazer no sentido de sobrevivência, portanto o mais sensato seria deitar-se na neve e esperar que o torpor causado pelo frio tomasse conta de seu corpo, permitindo-lhe ser envolvido, sem dor, pelo manto da morte.
Deitado sobre a neve, Guillormée dirigiu o pensamento a seus filhos, que ele não veria crescer e à esposa, de quem tanto gostava. Aquele homem de espírito forte, batalhador, lutava consigo mesmo para resignar-se à situação.
"Meu consolo - pensava ele - é saber que eles não ficarão desamparados; meu seguro de vida tem cobertura suficiente para proporcionar-lhes subsistência por muito tempo. Menos mal! Felizmente tive o bom senso de estar preparado para uma situação destas; tão logo seja liberado meu atestado de óbito, a companhia de seguros...".
Neste instante, Guillormée teve um sobressalto; sua apólice rezava que o seguro só seria pago mediante a apresentação do atestado de óbito. Ora, naquele lugar inacessível, seu corpo jamais seria encontrado; ele seria dado por desaparecido. Não haveria, pois, atestado de óbito.
Passar-se-iam anos de privações para sua família, antes que ele fosse oficialmente considerado morto. Apavorado com essa idéia, ele pensou: "A primeira tempestade de neve que cair soterrará meu corpo; nunca irão me achar. Preciso caminhar até um lugar onde meu corpo possa ser encontrado".
As dores que sentia eram cruciantes, mas sua determinação era maior. Ele sabia que, ao pé da cordilheira, havia um povoado cujos moradores costumavam aventurar-se até certa altura da montanha, para caçar.
A distância era longa - vários quilômetros -, mas ele precisava realizar a última proeza de sua vida: chegar até onde seu corpo pudesse ser encontrado por um caçador. Reunindo todas as forças que ainda lhe restavam, obrigou-se a ficar em pé. Foi preciso um esforço hercúleo para não cair.
Consciente da distância que teria de percorrer e sabedor de que não podia permanecer naquele local, apesar de seu estado lastimável, Guillormée estabeleceu a meta de dar um passo. Jogou um passo a frente e disse: "Só um passo!". Com extrema dificuldade empurrava a outra perna e repetiu: "Só mais um passo!", e de novo: "Só mais um passo!".
Concentrando toda a sua energia apenas no próximo passo e estabelecendo um forte condicionamento positivo - através do comando "só mais um passo"- ele caminhou quilômetros pela neve. Não se permitia pensar na distância queainda faltava percorrer, ou em sua dificuldade para se locomover; concentrava-se apenas no espaço a ser vencido pelo passo seguinte.
Assim caminhou o dia todo. A tarde já ia avançada quando seus olhos, turvos pela dor e pelo cansaço, vislumbraram alguns vultos à sua frente; firmou o olhar e percebeu que se tratava de pessoas que olhavam estupefatas, para ele. "Agora eu já posso morrer", pensou, e deixou-se escorregar para o nada.
Dias depois, já no hospital, abriu os olhos e a primeira imagem que viu
foi a da esposa, a seu lado. Guillormée teve alguns dedos de um dos pés
amputados, que foram congelados pela neve. Passou algum tempo hospitalizado,
até readquirir forças, mas continuou vivo ainda por muito tempo.
Ao narrar esse episódio acontecido com seu amigo, Saint-Exupéry relata a determinação desse homem valente e ressalta o fato de que foi a fixação da meta a curtíssimo prazo ("só mais um passo") que lhe proporcionou força e ânimo bastante para vencer a dura prova pela qual passava.
Tivesse ele pensado na enorme distância a ser percorrida,
na situação física precária em que se encontrava,
e muito provavelmente não teria encontrado forças para alcançar
o objetivo a que se determinou no alto da montanha.
Esse exemplo deixa bem clara a importância da estipulação
de metas bem definidas; a curto prazo (só mais um passo); a médio
prazo (chegar ao pé da montanha); a longo prazo (ter seu corpo localizado),
para a realização de qualquer objetivo proposto.
Em vez de permitir que suas forças se exaurissem, ao pensar no imenso esforço a ser dispendido - olhando o objetivo como um todo - estilação de metas a curto, médio e longo prazos, permitiu-lhe total concentração de energia no ponto mais próximo, que era dar o primeiro passo. Assim, cada etapa vencida foi mais um ponto de concentração de energia, em lugar da dispersão da mesma.
Ao estabelecer, portanto, um objetivo, divida o alvo a ser
atingido. Uma vez esquematizado o plano de ação e acionado o esquema
de andamento de seu programa, bastarão os pequenos passos para que o
ritmo seja mantido.
Se uma emergência obrigá-lo a fazer mudanças nos planos,
os ajustes também poderão ser feitos com pequenos passos complementares.
Mas para tanto é necessário saber para onde você quer ir.
Sucesso na jornada!
A primeira condição para se realizar alguma coisa, é não
querer fazer tudo ao mesmo tempo.!
Autor Desconhecido
ESOPO E A LÍNGUA
Esopo era um escravo de rara inteligência que servia
à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.
Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os
males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre
o assunto, ao que respondeu seguramente:
- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está
à venda no mercado.
- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como
podes afirmar tal coisa?
- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá
e trarei a maior virtude da Terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos
voltou carregando um pequeno embrulho.
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua,
e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.
- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos
consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.
- Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados,
os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam
conhecidas de todos.
- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado,
que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização
de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício
de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava
com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua.
Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
- Por que vos admirais de minha escolha?
- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime
virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.
- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através
dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas
e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.
- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas,
os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao
desequilíbrio social.
- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os
senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo
o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe
a liberdade. Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde,
um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias
até hoje se espalham por todo mundo.
Tartatugas
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique.
As tartarugas, naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para
o
passeio. Finalmente, a família de tartarugas saiu de casa para procurar
um lugar
apropriado.
Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal!
Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta
de
piquenique e terminaram os arranjos.
Então descobriram que tinham esquecido o sal.
Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram.
Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida
para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida do grupo.
A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou.
Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comeria
até que ela
retornasse.
A família consentiu e a pequena tartaruga saiu.
Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado.
Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência,
a tartaruga mais velha não agüentava mais conter sua fome.
Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche.
Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
- Viu?!? Eu sabia que vocês não iam me esperar!
Agora que eu não vou mesmo buscar o sal...
A historia do burro...
O burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir,
mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou
fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer. Finalmente,
o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o burro já
estava muito velho e que o poço já estava mesmo seco, precisaria
ser tapado de alguma forma.
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos paraajudá-lo a enterrar vivo o burro.
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra, principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!
Recorde as 5 regras para ser feliz:
1. Liberte o seu coração do ódio.
2. Liberte a sua mente das preocupações.
3. Simplifique a sua vida.
4. Dê mais e espere menos.
5. Ame mais e... aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução,
não o problema.
O PESADELO DE ABRAHAM LINCOLN
(Publicado no jornal O Popular, no dia 31/01/03, por Helio Rocha)
Naquele verão de 1864, Abraham Lincoln, presidente
dos Estados Unidos, devia sentir-se emocionalmente vitorioso porque o curso
da cruenta Guerra Civil americana começava a indicar o triunfo da União,
com o desgaste evidentemente irrecuparável dos confederados.Era, além
disso, candidato com franco favoritismo à reeleição.
Aos 55 anos, sem problemas de sáude que o preocupassem, como não
conseguia sentir-se suficientemente confortado, realizado e feliz, se os jogos
eleitorais e bélicos corriam a seu favor?
Mas o peso da responsabilidade que a história o sobrecarregava já
não permitia que ele remasse a vida e as funções políticas
com a jovialidade do senador que emocionara anos antes o seu país nos
empogantes debates com o senador Stephen Douglas, o rival que ele vencera em
1860. A presidência, a luta contra os escravocratas e a guerra fraticida
o haviam envelhecido muito mais do que podia supor desde a posse, três
anos e meio antes desse verão.
Aborrecia-o o calor úmido daqueles dias. Não sentia mais prazer
nas cavalgadas de fim de tarde, ao lado de seu ajudante-de-ordens, e nem sequer
na visão que podia apreciar nesse passeio das verdes encostas da Virgínia
e do Potomac a seguir o seu curso cumprindo o destino dos rios, às vezes
parecido com o dos homens.
Este incontornável incômodo espiritual, como bem ele percebia,
resultava do desconforto da guerra e da morte ferindo os sentimentos de um amante
da liberdade e da paz. No novembro anterior, o cordial espírito de Lincoln
se abrira num dos mais belos discursos pronunciados por um político em
todos os tempos. Na sua oração em memória dos 45 mil mortos
da Batalha de Gettysburg, reafirmara a crença de uma nação
concebida na liberdade e no propósito de que todos os homenskforam criados
iguais e iguais devem ser tratados e a convicção de que o governo
do povo, para o povo e pelo povo não perecerá.
As tropas da União comandadas pelo general Shermann haviam vencido a
resisitência sulista em Atlanta, mas ao alto preço de uma cidade
destroçada e depois incendiada. O caminho para a vitória cobrava
o doloroso tributo de sangue e morte. Entristecia também Lincoln a notícia
de uma insensatez do homem branco no Colorado: o massacre de índios Cheyenne
e Arapaho.
Fatigado, Lincoln foi deitar-se numa dessas noites do verão de 1864 e
teve longo e estranho sonho. Na verdade, um pesadelo.
Um resumo do sonho. Na sua cavalgada vespertina, Lincoln vê um homem vestido
à texana, no alto de uma colina, exercitando singular poder. Ele atraía
aves, às dezenas, centenas, milhares, aterrorizadoras e imensas aves,
de dimensões nunca vistas, em parte águia, em parte falcão.
Essas águias-falcão podiam vomitar fogo a uma simples ordem do
texano. Ele as instruiu e elas voaram para cumprir arrasadora missão
destrutiva.
Lincoln descortina um outro lado do sonho; o exército de aves segue as
intruções do texano e despeja fogo sobre cidades da Mesopotâmia,
incendeia renques de tamareiras, à cuja sombra descansavam mulheres e
crianças. Há um cheiro repugnante de enxofre e escorre sangue
entre o Tigre e o Eufrates. Não se sabe como, o texano pode enxergar
o mundo do alto de sua colina. Comemora, com gestos ensandecidos, a destruição
e a morte.
O pesadelo de Lincoln não termina antes de lhe provocar outro susto:
o texano desaparece da colina e, num instante, aparece sentado na cadeira em
que o presidente se senta em seu gabinete.
Lincoln acorda perturbado pelo pesadelo, mas tem uma sensação
de alívio quando olha para o bucolismo do relvado da Casa Branca, onde
prosaicamente um empregado colhia o leite de duas vacas malhadas que a mulher
do presidente, Mary Todd, criava para abastecer o desjejum da família.
Ela era obcecada por fazer economia doméstica.
Na mesa do desjejum, percebendo um ar de insônia e cansaço no presidente,
Mary pergunta:
-o que foi, Abe, não dormiu bem?
-tive um terrível pesadelo. Sonhei com um louco que podia enxergar o
mundo inteiro, criava aves gigantescas que vomitavam fogo e que vinha tomar
o meu lugar.
O PIQUENIQUE DAS TARTARUGAS
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas,
sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio.
Finalmente a família de tartarugas saiu de casapara procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano daviagem encontraram um lugar ideal!
Por aproximadamente seismeses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaramos arranjos.
Então descobriram que tinham esquecido o sal.Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após umalonga discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar emcasa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequenatartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir mas com umacondição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A famíliaconsentiu e a pequena tartaruga saiu.
Três anos se passaram e apequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos...Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha nãoagüentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou adesembalar um sanduíche.
Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore egritou, - Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu nãovou mesmo buscar o sal.
Descontando os exageros da estória, na nossavida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Nósdesperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura denossas expectativas.
Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamosde fazer nossas próprias coisas.
Assembléia na Carpintaria
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.
Foi uma reunião das ferramentas para acertarem as diferenças.
O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram
que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do
mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu
também que fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas
para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão
da lixa. Dizia que ela era muito áspera com o tratamento aos demais,
entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que fosse expulso o metro, que
sempre media
os outros segundo sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento, entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o trabalho.
Utilizou o metro, a lixa, o martelo e o parafuso. Finalmente, a rústica
madeira se transformou num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou
a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro
trabalhou com nosso pontos valiosos. Assim, não pensemos em nosso pontos
fracos e concentremo-nos em nosso pontos fortes.
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava
força,
a lixa era especial para limar as asperezas, o metro era preciso e exato.
Sentiram-se, então, como uma equipe capaz de produzir móveis de
qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos, basta observar e comprovar. Quando uma
pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa.
Ao contrário, quando se busca com sinceridade o ponto forte dos outros,
florescem as melhores conquistas.
É fácil encontrar defeitos. Qualquer um pode fazê-lo. Mas
encontrar
qualidade, isto é para os sábios.
O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA
Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava
e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem
se aborrecia com as pessoas.
Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testa-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação
e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável
por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar,
como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente,
levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.
Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para
outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se
aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra
vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou,
ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a
sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído
a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam
discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência
e lhe disse: o que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provoca-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns
segundos...
Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita
serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar
com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com
que aquele homem perdesse a compostura.
.......................................................................
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir
com irritação e impensadamente.
Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem
estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e
improdutivas.
Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções
que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido,
mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não
levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital
ou para o cemitério.
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de
deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem
no restaurante.
A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se
a si mesma.
A volta ao mundo depois de morta
Sempre pensei no que acontece enquanto espalhamos um pouco
de nós mesmos pela Terra. Já cortei cabelos em Tokyo, unhas na
Noruega, vi meu sangue correr de uma ferida ao subir uma montanha na França.
Em meu primeiro livro, "Os Arquivos do Inferno" (que jamais foi reeditado),
especulava um pouco sobre o tema, como se fosse necessário semear um
pouco do próprio corpo em diversas partes do mundo, de modo que, numa
futura vida, algo nos parecesse familiar. Recentemente li no jornal francês
"Le Figaro" um artigo assinado por Guy Barret, sobre um caso real
acontecido em junho de 2001, quando alguém que levou às últimas
consequências esta idéia.
Trata-se da americana Vera Anderson, que passou toda a sua vida na cidade de
Medford, Oregon. Já avançada em idade, foi vítima de um
acidente cardiovascular, agravado por um enfizema do pulmão, o que a
obrigou passar anos inteiros dentro do quarto, sempre conectada a um balão
de oxigênio. O fato em si já é um suplício, mas no
caso de Vera a situação era ainda mais grave, porque tinha sonhado
percorrer o mundo, e guardara suas economias para faze-lo quando já estivesse
aposentada.
Vera conseguiu ser transferida para o Colorado, de modo que pudesse passar o
resto de seus dias na companhia do seu filho, Ross. Ali, antes que fizesse sua
última viagem - aquela da qual jamais voltamos - tomou uma decisão.
Já que nunca conseguira sequer conhecer seu país, iria então
viajar depois de morta.
Ross foi até o tabelião local e registrou o testamento da mãe:
quando morresse, gostaria de ser incinerada. Até aí, nada demais.
Mas o testamento continua: suas cinzas deviam ser colocadas em 241 pequenas
sacolas, que seriam enviadas ao chefes dos serviços de correios nos 50
estados americanos, e a cada um dos 191 paises do mundo - de modo que pelo menos
uma parte do seu corpo terminasse visitando os lugares que sempre sonhou.
Assim que Vera partiu, Ross cumpriu seu último desejo com a dignidade
que se espera de um filho. A cada remessa, incluía uma pequena carta,
onde pedia que dessem uma sepultura digna para sua mãe.
Todas as pessoas que receberam as cinzas de Vera Anderson, trataram o pedido
de Ross com respeito. Nos quatro cantos da Terra, criou-se uma silenciosa cadeia
de solidariedade, onde simpatizantes desconhecidos organizaram cerimônias
ritos os mais diversos, sempre levando em conta o lugar que a falecida senhora
gostaria de conhecer.
Desta maneira, as cinzas de Vera foram aspergidas no lago Titicaca, na Bolivia,
seguindo antigas tradiçoes dos índios Aymara; no rio diante do
palácio real de Estocolmo, na margem do Choo Praya na Tailândia,
em um templo xintoísta no Japão, nas geleiras da Antartida, no
deserto do Saara. As irmãs de caridade de um orfanato na América
do Sul (a matéria não cita em que país) rezaram por uma
semana, antes de espalhar as cinzas no jardim - e depois decidiram que Vera
Anderson deveria ser considerada uma espécie de anjo da guarda do lugar.
Ross Anderson recebeu fotos dos cinco continentes, de todas as raças,
de todas as culturas, mostrando homens e mulheres honrando o último desejo
de sua mãe. Quando vemos um mundo tão dividido como hoje, onde
acreditamos que ninguém se preocupa com o outro, esta última viagem
de Vera Anderson nos enche de esperança ao saber que ainda existe respeito,
amor, e generosidade na alma de nosso próximo, por mais distante que
ele esteja. autor@paulocoelho.com.br
Helena de Tróia
O rapto de Helena, que a mitologia grega descrevia como a mais bela das mulheres,
desencadeou a lendária guerra de Tróia.
Personagem da Ilíada e da Odisséia, Helena era filha de Zeus e
da mortal Leda, esta esposa de Tíndaro, rei de Esparta. Ainda menina,
Helena foi raptada por Teseu, depois libertada e levada de volta para Esparta
por seus irmãos Castor e Pólux (os Dioscuri). Para evitar uma
disputa entre os muitos pretendentes, Tíndaro fez com que todos jurassem
respeitar a escolha da filha. Ela se casou com Menelau, rei de Esparta, irmão
mais novo de Agamenon, que se casara com uma irmã de Helena, Clitemnestra.
Helena, contudo, abandonou o marido para fugir com Páris, filho de Príamo,
rei de Tróia. Os chefes gregos, solidários com Menelau, organizaram
uma expedição punitiva contra Tróia que originou uma guerra
de sete anos de duração. Após a morte de Páris em
combate, Helena casou-se com seu cunhado Deífobo, a quem atraiçoou
quando da queda de Tróia, entregando-o a Menelau, que retomou-a por esposa.
Juntos voltaram a Esparta, onde viveram até a morte. Foram enterrados
em Terapne, na Lacônia.
Segundo outra versão da lenda, Helena sobreviveu ao marido e foi expulsa
da cidade pelos enteados. Fugiu para Rodes, onde foi enforcada pela rainha Polixo,
que perdera o marido na guerra de Tróia. Após a morte de Menelau,
diz ainda outra versão, Helena casou-se com Aquiles e viveu nas ilhas
Afortunadas.
Helena de Tróia foi adorada como deusa da beleza em Terapne e diversos
outros pontos do mundo grego. Sua lenda foi tomada como tema de grandes poetas
da literatura ocidental, de Homero e Virgílio a Goethe e Giraudoux.
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A mulher mais linda da Grécia, filha de Zeus e Leda, esposa de Tândaro,
Rei de Esparta. Foi raptada na infância pelo herói Teseu, que esperou
pelo tempo certo para desposá-la, mas foi salva por seus irmãos,
Cástor e Pólux. Por ter sido cortejada por muitos heróis
importantes, Tândaro deixou que Helena escolhesse aquele que seria seu
marido. A beleza fatal de Helena era a causa primeira da Guerra de Tróia.
O relato do conflito de dez anos começou quando as deusas Hera, Atena
e Afrodite pediram que Páris, príncipe troiano, escolhesse a mais
bela entre elas. Depois de cada uma das deusas ter tentado influenciar sua decisão,
Paris premiou Afrodite com a maçã dourada, a qual havia prometido
a ele a mulher mais linda do mundo. Logo em seguida, Páris viajou para
a Grécia, onde foi muito bem recebido por Helena e seu marido, Menelau,
rei de Esparta. Infelizmente, Helena cedeu ao poder de Afrodite como qualquer
rainha mortal. Seguiu Páris à noite, levando consigo muitos tesouros
da casa real. Seu rapto foi a causa da Guerra de Tróia. Após a
morte de Páris, casou-se com seu irmão mais novo, Deófobo,
mas entregou-o a seu marido Menelau, com quem se reconciliou quando este entrou
em Tróia. Depois da queda de Tróia, Menelau e Helena voltaram
para Esparta, restauraram seu reino e viveram em paz pelo resto de seus dias.
Tiveram uma filha, Hermáone.
O que falaram sobre a mulher
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia):
"Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se
dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a
um Deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se
casar de seu marido; se este morrer, de seus filhos e se não os tiver,
de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria."
Constituição Nacional Suméria (civilização
mesopotâmica, século XX A.C.):
"A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio."
Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilônia,
decretada pelo rei Hamurabi, que a concebeu sob inspiração divina,
século XVII A. C.):
"Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações
do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão
pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante
o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair
novo matrimônio."
Zaratustra (filósofo persa, século VII A.C.):
"A mulher deve adorar o homem como a um Deus. Toda manhã, por nove
vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços
cruzados, perguntar-lhe: 'Senhor, que desejais que eu faça?'"
Péricles (político democrata ateniense, século V a.C.,
um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega):
"As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos."
Confúcio (filósofo chinês, século V a.C.):
"A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível
no mundo."
Demóstenes (político ateniense, século IV a.C.):
"A mulher deve pedir ao seu marido, antes dele morrer, que lhe designe
um tutor, ou até, se for da conveniência dele, um segundo marido."
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre,
o Grande, século IV A.C.):
"A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens.
A mulher é, portanto, um homem inferior."
São Paulo (apóstolo, ano 67 d.C.):
"Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é
permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem
em casa os seus maridos."
Tertuliano (teólogo cartaginês, século III:
"Mulher, tu és a porta do inferno, foste tu a primeiro violar a
lei divina, a corromper aquele que o diabo não ousava atacar de frente;
tu foste, na verdade, a causa da morte de Jesus Cristo."
Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, escrito por Maomé
no século VII, sob inspiração divina):
"Os homens são superiores às mulheres porque Deus lhes outorgou
a primazia sobre elas. Portanto dai aos varões o dobro do que dai às
mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem
castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até
bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher."
Yaroslao, o Sábio (grão-duque de Kiev, autor da primeira constituição
russa, século X):
"A vida de uma mulher vale a metade da de um homem, no caso de, ao morrer,
caber ao Estado e seus parentes reclamarem indenização."
São Tomás de Aquino (italiano, um dos maiores teólogos
da humanidade, século XIII):
"Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados
por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto
ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem,
em quem a razão predomina. O pai tem que ser mais amado do que a mãe
e merece maior respeito porque a sua participação na concepção
é ativa, e a da mãe, simplesmente passiva e material."
Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV):
"Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que
destroem toda a tranqüilidade, a mulher é o próprio diabo."
Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França,
século XIV):
"Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe
o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e
quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada
de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de
linguajar ousado."
Jakob Sprenger (dominicano alemão do período da Inquisição,
especialista em bruxarias, século XV):
"Na criação da primeira mulher houve uma falha, pois foi
feita de uma costela curva. curvada na direção contrária
à do homem. Portanto, é um animal imperfeito. É mais fraca
de mente e de corpo e por natureza mais impressionável. Tem memória
fraca, não é disciplinada, perdendo a todo momento o sentido do
dever. Por seus distúrbios passionais e afetivos é vingativa e
propensa a abjurar a fé. Não é de se estranhar que este
sexo tenha dado tantas bruxas."
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século
XVI):
"O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia."
Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI):
"As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não
podem e não têm capacidade para efetuar negócios."
Jean-Jacques Rousseau (escritos francês, precursor do Romantismo, um dos
mentores da Revolução Francesa, século XVIII):
"Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão
solteiras."
Constituição Nacional inglesa (século XVIII):
"Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos
de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços,
perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento
fica automaticamente anulado.
Napoleão Bonaparte (imperador francês, século XIX):
"As mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos."
Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século
XIX):
"A mulher pode ser educada mas sua mente não é adequada às
ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes."
Pollyanna (conhecido personagem da literatura psicológica mundial, ocasionalmente
incorporado por companheiros(as) sensíveis, século XX, isto é,
na semana passada):
"A mulher deve ser doce e suave no trato com seu companheiro, jamais pretendendo
tomar seu (dele) lugar dentro da ordem natural das coisas da vida."
SABER CULTIVAR...
Aquele grande fazendeiro ganhara novamente o prêmio
"milho-crescido", pela excelente qualidade do produto de suas plantações...
Todo ano ele entrava com "seu milho" na feira e ganhava uma fita azul.
Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante
sobre como ele cultivava seu milho.
Descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho com os vizinhos.
Intrigado, o repórter lhe perguntou:
- Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho
com seus vizinhos, uma vez que eles estão competindo com você todo
ano?
- Por quê? - disse o fazendeiro - então você não sabe?
- É que o pólen do milho maduro é levado através
do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização
continuada degradará a qualidade do meu milho. Assim, se eu desejo cultivar
milho de boa qualidade, tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom.
Aquele fazendeiro estava atento às conectividades e interdependências
da vida.
O milho dele não seria de boa qualidade, a menos que o milho do vizinho
também fosse.
Isso também acontece em outras situações da vida.
Aquele que escolhe estar em paz deve fazer com que seus vizinhos igualmente
estejam em paz.
Aquele que quer viver bem deve ajudar os outros para que também vivam
bem.
Aquele que quer ser feliz tem que ajudar os outros a achar a felicidade, pois
o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
Quando descobrirmos a arte de cultivar, saberemos que quanto mais as coisas
boas se espalharem mais elas nos beneficiarão.
Se o nosso colega de trabalho estiver se sentindo bem, nós sentiremos
as suas vibrações de paz, e a recíproca é verdadeira.
Se nosso amigo estiver satisfeito e feliz, sua felicidade acabará nos
alcançando e compartilharemos da sua satisfação.
Se a sociedade em que vivemos gozar de perfeita harmonia, com certeza seremos
contagiados por essa harmonia que a todos envolve.
Assim, se ainda não temos o hábito do cultivo compartilhado, façamos
essa experiência e veremos que os resultados serão sempre favoráveis.
Se você gosta de semear flores, divida as boas sementes com os seus vizinhos,
pois assim seu jardim ficará sempre exuberante.
Se você deseja colher frutos apetitosos, distribua sementes de boa qualidade
com o maior número de pessoas possível, assim terá sempre
a garantia de uma ótima safra.
Alem, disso, caso a sua colheita venha a sofrer algum tipo de prejuízo,
você terá a garantia de que algum dos seus vizinhos o socorrerá
na crise.
O BOSQUE
Eu era vizinho de um médico, cujo "hobby"
era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes eu
observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e
mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção,
entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei
a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito
para crescer.
Certo dia, resolvi aproximar-me e perguntar-lhe se não tinha receio de
que as árvores não crescessem, pois que ele nunca as regava. Foi
quando, com ar orgulhoso, descreveu-me sua teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície
e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer,
mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água
e dos vários nutrientes encontrados nas camadas inferiores do solo. Assim,
segundo ele, com raízes mais profundas, as árvores seriam mais
resistentes às intempéries. Disse-me ainda que freqüentemente
dava uma palmadinha nas suas árvores com um jornal enrolado, e que o
fazia para que elas se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa foi a única conversa que tive com aquele vizinho. Logo depois fui
morar em outro país e nunca mais o encontrei.
Anos depois, ao retornar do exterior, fui dar uma olhada na minha antiga residência.
Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho
havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento
muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como
se não estivessem resistindo ao rigor do inverno, mas, ao aproximar-me
do quintal do médico, notei como estavam sólidas as árvores
do vizinho: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente à
ventania toda.
Que curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham
passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las
beneficiado de um modo que o conforto e o tratamento mais fácil jamais
conseguiriam.
Todas as noites, antes de eu ir me deitar, dou uma olhada em meus filhos. Debruço-me
sobre suas camas e oro por eles, na maioria das vezes pedindo que suas vidas
sejam fáceis. Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar
minhas orações...
Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que
ventos fortes e gelados atinjam a nós e aos nossos filhos. Sei que eles
encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações
têm sido ingênuas demais. Pois sempre haverá uma tempestade
ocorrendo em algum lugar. Ao contrário do que tenho feito, passarei a
orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal
forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que
se encontram nos locais mais remotos.
Oramos por facilidades, mas o que precisamos é pedir para desenvolver
raízes fortes e profundas, de tal modo que, quando as dores chegarem,
resistamos bravamente ao invés de sermos subjugados.
AFINAL, QUEM MANDA NA FLORESTA?
(Uma Historia Infantil, mais nem tanto...)
(Millôr Fernandes)
Assim que o leão encontrou o macaco lhe perguntou:
- Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?
O macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor
e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore
da floresta:
- Claro que é você, leão, claro que é você!
Satisfeito, o leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio:
- Currupaco, papagaio. Quem é, segundo o seu conceito, o Senhor da Floresta,
não é o leão?
E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas
o de repetir, lá repetiu o papagaio:
- Currupaco...não é o leão? Não é o leão?
Currupaco, não é o leão?
Cheio de si, o leão prosseguiu em busca de novas e novas afirmações
de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou
- Coruja, não sou eu o maioral da mata?
- Sim, és tu, disse a coruja - Mas disse de sábia, não
de crente.
E lá se foi o leão, mais firme no passo, mais alto na cabeça.
Encontrou o tigre.
- Tigre - disse em voz de estentor -, eu sou o rei da floresta. Certo? O tigre
rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu a firmeza do olhar do
leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito:
- Sim.
E rugiu ainda mais mal-humorado e já arrependido quando o leão
se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o leão encontrou
o elefante e perguntou:
- Elefante, quem manda na floresta, quem é o Rei, Imperador, Presidente
da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?
O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o
contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro.
O leão, caído no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se
lambendo as patas, e murmurou:
- Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso
ficar zangado.
Moral da Historia !: Cada um tira dos acontecimentos a conclusão que
bem entende.
O CAMINHO MAIS CURTO
Zé era uma dessas pessoas que vivia fugindo das dificuldades.
Sempre procurou caminho mais curto e cômodo. Era mestre ematalhos.
Nem sempre suas soluções eram as melhores. Mas sempreestavam de
acordo com os seus próprios interesses.
Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário
do Zé.
Tudo o que pudesse provocar algum tipo dedesconforto era imediatamente colocado
em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor,desinteresse, humildade,
perdão... Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou
São Pedro em frente auma grande porta com uma imensa cruzde mais ou menos
cinco metros. Zé saudou o Santo com a intimidade de umvelho conhecido,
do jeito que fazia com os amigos nos bares da vida,quando queria pedir algum
favor.
Depois, então, Zé lhe perguntou:
"Qual o caminho mais curto para o céu?"
São Pedro respondeu:
"Seja Bem-vindo, Zé! A porta é por aqui mesmo... Entre!"
O Zé entrou e viu uma longa escada, bastanteestreita e pedregosa.
E perguntou imediatamente, como fazia nos velhostempos:
"Não tem um caminho mais curto?"
São Pedro respondeu com ternura e autoridade:
"Não, Zé. O caminho é esse mesmo. Todos os que entram
no céu passam por aqui. E tem mais. Você deverá levar esta
Cruz até lá.
São apenas cinco quilômetros de caminhada."
O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões:
"Vou dar um jeitinho." Agradeceu e saiu com sua Cruz em direção
ao Paraíso.
Caminhou um quilômetro sem dificuldades.Foi então que viu um serrote
esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não
resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz. Continuou o seu
caminho mas levou junto o serrote. Mais um quilômetro . mais um metro
cortado.Mais um quilômetro... cortou outro metro.
Quando faltava apenas cem metros para chegarno Céu só havia mais
um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade,
como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado.
Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício.
A distância até a outra margem é de cinco metros. O Zé
podia ver apenas um fogo intensono fundo do precipício. Faltou coragem...
ele nãoseria capaz de saltar tão longe.
Desanimado, sentou. Lembrou então a oração do Anjo da Guarda
que aprendera com sua avó.
Começou a rezar ... e logo seu Anjo da Guarda apareceu eperguntou:
"Ei Zé... o que você está esperando? A festa lá
no Céu está uma maravilha!Você não está escutando
a música e as danças?
Porque você está aqui sentado?"
O Zé respondeu: "Cheguei até aqui, mas tenho medo de pular
este precipício."
O Anjo, então, exclamou:
"Ora, Zé use a ponte!"
"Que ponte?" perguntou o Zé.
E o Anjo respondeu:
"Aquela que São Pedro lhe deu lá na entrada!Onde está
a sua ponte, Zé?"
E, Zé compreendendo o seu grande erro
respondeu tristemente ao Anjo:
Eu cortei!"
Os caminhos mais curtos sempre nos levam a algum lugar , mas nem sempre nos
ajudam a alcançar os nossos objetivos.
Penas no Caminho
Uma mulher começou a espalhar rumores (fazer fofocas)
sobre um vizinho. Em poucos dias, todo o vilarejo já estava sabendo sobre
a história e a pessoa em questão ficou profundamente machucada
e ofendida.
Mais tarde, a mulher responsável pelos rumores descobriu que o que ela
havia dito era completamente falso. Ela ficou arrependida e foi a um sábio
perguntar o que ela poderia fazer para reparar o mal que havia feito.
O sábio respondeu: Vá ao mercado, compre uma galinha e mate-a.
No caminho de casa, retire todas as penas dela e jogue-as, uma por uma, ao longo
da estrada.
Embora surpresa pelo conselho, a mulher fez o que havia sido pedido. No dia
seguinte, procurou o sábio novamente.
E aí! O que faço agora?
O sábio pediu que fizesse da seguinte maneira: Agora, volte lá
e recolha todas as penas que você jogou ontem, e traga-as de volta para
mim.
Seguindo as recomendações a mulher tomou o mesmo caminho,mas ficou
muito decepcionada. Observou que o vento havia levado todas as penas embora.Conseguiu
recuperar apenas três penas e assim mesmo depois de horas de busca.
Você vê, disse o sábio, é fácil jogá-las
pelo caminho, mas impossível recuperá-las de volta.
É assim também com rumores e fofocas. Não leva muito tempo
para espalhá-los, mas uma vez feito, você nunca irá desfazer
completamente o estrago que causou. Pense nisso antes de falar algo sobre alguém...
A MORADA NO CÉU
Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu.
O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi mostrando-lhe
as casas e moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins. O homem
perguntou: "Quem mora ai?" O anjo respondeu: "É o Raimundo,
aquele seu motorista que morreu no ano passado." O homem ficou pensando:
Puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom! Logo a seguir
surgiu outra casa ainda mais bonita. "E aqui, quem mora?" Perguntou
o homem. O anjo respondeu: "Aqui e a casa da Rosalina, aquela que foi sua
cozinheira." O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas
residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio.
Estava ansioso por vê-la. Nisso o anjo parou diante de um barraco construído
com tábuas e disse: "Esta e a sua casa!" O homem ficou indignado.
"Como é possivel! Vocês sabem construir coisa muito melhor."
"Sabemos - respondeu o anjo - mas nós construímos apenas
a casa. O material são vocês mesmos que selecionam e nos enviam
lá de baixo. Você só enviou isso!"
Moral da história:
Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos
a eternidade. Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada
dia.
Regrinha minera pra arresolvê pendenga...
Um rico advogado paulista, famoso na capital, gostava de
caçar nas férias.
Estava fazendo tiro ao vôo, em patos selvagens, numa região de
lagoas, em Minas Gerais. Um dos patos que ele alvejou caiu dentro de uma propriedade
protegida com uma cerca de arame farpado. Sem ver vivalma por perto, pulou a
cerca e, quando penetrava na propriedade, apareceu um velho dirigindo um tratorzinho,
em sua direção.
- Moço, isso aqui é particular. Cê pode ir vortando.
- Mas é que eu atirei naquele pato, ele caiu aqui; só vim pegá-lo.
- Pode vortá. Caiu aqui, é meu.
- Olha, meu senhor, sou um influente advogado. Posso meter-lhe uns processos
e lhe tomar sua propriedade. O senhor não me conhece, não sabe
do que sou capaz.
O velho assume um ar entre preocupado e amedrontado e argumenta:
- Peraí, sô. Purquê que a gente não resorve a questão
usando a Regrinha Minera pra Resolvê Pendenga?
- Como é isso?
- É assim: eu dou três chutes nocê. Depois você dá
três chutes nimim. Quem aguentá mais caladim, quem gritá
menos, ganha a pendenga.
O jovem advogado avalia aquele velhote franzino e, por curiosidade e pelo vício
de ganhar disputas, resolve topar.
- Eu que sou mais velho, chuto primero.
O advogado concorda. O velho salta do trator e só aí o advogado
vê as botas dele. Mas raciocina: "Mesmo com essas botas, é
um coroa franzino; eu agüento e depois acabo com ele no primeiro pontapé".
O primeiro chute do velho é bem no saco do advogado, que se curva e se
ajoelha gemendo. O segundo pega bem no nariz e o jovem se estatela no pasto,
tentando segurar os urros. O terceiro pegou nos rins e o advogado, mesmo que
quisesse não conseguiria gritar, sequer consegue respirar, tamanha a
dor. Acha até que está morrendo. Mas dentro de alguns minutos
se refaz, põe-se de pé e ameaça:
- Agora pode ir rezando, vovô, que eu sou carateca e vou desmontá-lo.
- Num carece não. Eu desisto da pendenga. Reconheço que perdi.
Pode pegar seu pato e sair.
Você faria o mesmo que Deus???
É uma típica tarde de Sexta-feira e você
está dirigindo em direção à sua casa.Sintoniza o
rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância.
Numa cidadezinha morreram 3 pessoas de uma gripe até então, totalmente
desconhecida.
Você não presta muita atenção ao tal acontecimento.
Na Segunda-feira quando acorda, escuta que já não são 3,
mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia.
Um grupo do Controle de doenças dos EUA, foi investigar o caso.
Na Terça-feira, já é notícia mais importante, ocupando
a primeira página de todos os jornais, porque já não é
só na Índia, mas também no Paquistão, Irã
e Afeganistão. Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão
chamando a doença de "La Influenza Misteriosa" e todos se perguntam:
Que faremos para controlá-la?
Então uma notícia surpreende a todos. Europa fecha suas fronteiras.
França não recebe mais vôos da Índia nem de outros
países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Pelo
fechamento das fronteiras, você está ligado a todos os meios de
comunicação, para manter-se informado da situação
e de repente ouve que uma mulher declarou que em um dos hospitais da França,
um homem está morrendo pela tal "Influenza Misteriosa".
Começa o pânico na Europa. As informações dizem que
quando o indivíduo contrai o vírus, é questão de
uma semana e nem se percebe. Em seguida tem 4 dias de sintomas horríveis
e morre.
A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde.
No dia seguinte o Presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para
Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país,
até que encontrem a cura.
No dia seguinte as pessoas começam a se reunir nas Igrejas em oração
pela descoberta da cura, quando de repente, entra alguém na Igreja aos
gritos:
- Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova
York!!
Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro. Os cientistas
continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.
De repente vem a notícia esperada:
- Conseguiram decifrar o código DNA do vírus. É possível
fabricar o antídoto! É preciso para isso, conseguir sangue de
alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.
Corre por todo o mundo a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais
fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do
antídoto.
Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente
com alguns vizinhos, perguntando-se o que acontecera.
Será este o final do mundo?
De repente o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno. O menor
dos teus filhos, do teu lado, se agarra a tua jaqueta e te diz:
- Pai? Esse é meu nome!
E antes que você possa ter qualquer reação, estão
levando seu filho e você grita:
- Esperem! E eles respondem:
- Tudo está bem! O sangue dele está limpo, é sangue puro.
Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto. Depois de
5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo.
E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma
semana. O médico mais velho se aproxima e diz:
- Obrigado Senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo
e puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado.
A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão chorando
e rindo de felicidade. Nisso o médico se aproxima de você e de
sua esposa e diz:
- Podemos falar um momento? Não sabíamos que o doador seria uma
criança e precisamos que o senhor assine uma autorização
para usarmos o sangue do seu filho.
Quando está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue
que vão usar e pergunta:
- Qual a quantidade de sangue que vão usar?
O sorriso do médico desaparece e ele responde:
- Não pensávamos que fosse uma criança, não estávamos
preparados, precisamos de todo o sangue de seu filho.
Você pode acreditar no que ouve e trata de contestar:
- Mas... Mas...
O médico insiste:
- O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro!!!
Por favor assine!!! Nós precisamos de todo o sangue.
Você então pergunta:
- Mas não podem fazer uma transfusão?
E vem a resposta:
- Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine por favor, assine!!!
Em silêncio e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você
assina. Te perguntam:
- Quer ver o seu filho?
Você caminha na direção da sala de emergência onde
se encontra teu filho sentado na cama dizendo:
- Papai! Mamãe! O que está acontecendo?
Você segurava mão dele e diz:
- Filho, tua mãe e eu te amamos muito e jamais permitiríamos que
te acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?
O médico regressa e diz:
- Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está
morrendo, pode sair? Pode dar as costas ao teu filho e deixar-lhe aqui?
Enquanto teu filho diz:
- Papai? Mamãe? Porque vocês estão me abandonando?
E na semana seguinte quando fazem a cerimônia para honrar o teu filho,
algumas pessoas ficam em casa dormindo, outras não vem, porque preferem
fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV e outras vem com um sorriso
falso, como se
realmente não estão se importando. Você tem vontade de parar
e gritar:
- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM COM ISSO?
Talvez isso seja o que Deus quer dizer:
- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABEM O QUANTO OS AMO!!!
É curioso o simples que é para as pessoas debocharem de Deus e
dizer que não entendem como o mundo caminha de mau para pior. É
curioso como acreditamos em tudo aquilo que lemos nos jornais, mas questionamos
as palavras de Deus. É curioso como todos querem ir para o céu,
mas nada fazem para merecê-lo. É curioso como as pessoas dizem:
"Eu creio em Deus"!, mas com suas ações, mostram totalmente
o contrário. É curioso como conseguem enviar centenas de piadas
através de um correio eletrônico, mas quando recebem uma mensagem
a respeito de Deus, pensam duas vezes antes de compartilhá-la com outros.
É curioso como a luxúria, crua, vulgar e obscena passa livremente
através do espaço, mas a discussão pública de Deus,
é suprimida nas escolas e locais de trabalho. É CURIOSO, NÃO
É?
Mais curioso ainda é ver como alguém pode estar tão aceso
por Deus no Domingo e ser cristão invisível pelo resto da semana.
É curioso que quando terminarem de ler esta mensagem, muitos não
enviarão à outros da lista de amigos, porque não estão
certos daquilo que eles crêem e do que eles vão pensar.
Não se detenha em enviá-la. É curioso como nos preocupamos
com o que as pessoas pensam sobre nós, mas não nos preocupamos
com aquilo que Deus possa pensar!
Os três leões
Numa determinada floresta havia três leões. Um dia o macaco, representante
eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada
da
floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais,
mas há uma
dúvida no ar: existem três leões fortes. Ora, a qual deles
nós devemos
prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os três leões souberam da reunião e
comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma
floresta não pode
ter três reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido.
Mas como
descobrir ?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não
queriam, pois eram muito
amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram
para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles
tiveram
uma idéia excelente.
O macaco se encontrou com os três felinos e contou
o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora
para o problema.
A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil ? Como assim ?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês
três deverão escalar a
Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado
o rei dos
reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela
imensa floresta. O
desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a
Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual
deles seria o rei,
uma vez que os três foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia
sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de
grande expectativa.
Todos gritaram para a Águia:
- A senhora sabe, mas como sabe?
- É simples... eu estava voando entre eles, bem de
perto e, quando eles
voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para
a montanha.
O primeiro leão disse:
- Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse:
- Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse que foi vencido,
mas, com uma diferença. Ele
olhou para sua dificuldade e disse:
- Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já
atingiu
seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
E calmamente a águia completou:
- A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de
vencedor diante da
derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de
si mesmo,
está preparado para ser rei dos outros!
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro
leão que
foi coroado rei entre os reis.
O que quer dizer esta fabula é que não importa
o tamanho de seus problemas
ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria
das
vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível
máximo - mas você não....
Você ainda está crescendo. Você é maior que todos
os seus problemas juntos
e ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance.
A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado....
e, vale lembrar
aquela sábia frase:
"Não diga a Deus que você tem um grande problema, mas diga
ao problema que
você tem um grande Deus"
Pra nunca mais chorar...
Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia
aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco. Ricardinho
não agüentou cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo
em busca de um trabalho,olha com os olhos marejados para o filho e pede mais
um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome,
pai! Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor
pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na Padaria a suafrente.
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome.Não
tenho nenhum tostão, pois saí cedo para buscar um emprego nada
encontrei. Eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão
para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão
de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que
o Senhor precisar. Amaro, o dono da Padaria estranha aquele homem de semblante
calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame
o filho. Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente
pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos
de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo.
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua. Para Agenor,
uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se
da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada.
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como
se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família
em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais
de 2 anos de desemprego , humilhações e necessidades. Amaro se
aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- O Maria! Sua comida deve estar muito ruim! Olha o meu amigo está até
chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato...?Imediatamente,
Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa,e que agradecia
a Deus por ter esse prazer.Amaro pede então que ele sossegue seu coração,
que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho.
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar,
já que sua fome já estava nas costas. Após o almoço,
Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da Padaria, onde havia um
pequeno escritório.
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego
e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava
vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há
2 meses não recebia nada.
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na Padaria,
e penalizado,
faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias.
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem
e marca para o
dia seguinte seu início no trabalho.
Ao chegar em casa com toda aquela "fartura",Agenor é um novo
homem - sentia esperanças,sentia que sua vida iria tomar novo impulso.
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta,era toda uma esperança
de dias melhores. No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava
na porta da Padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho.Amaro chega logo
em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando.
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro
dele chamava-o para ajudar aquela pessoa.
E, ele não se enganou - durante um ano,Agenor foi o mais dedicado trabalhador
daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas
para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da
Padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar. Agenor nunca
esqueceu seu primeiro dia de aula:
a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da
primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula. Vamos encontrar o Dr.
Agenor Baptista de Medeiros,advogado, abrindo seu escritório para seu
cliente, e depois outro, e depois mais outro. Ao meio dia ele desce para um
café na Padaria do amigo Amaro,que fica impressionado em ver o "antigo
funcionário" tão elegante em seu primeiro terno.
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista,já com uma clientela
que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados
que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece
aos desvalidos da sorte,que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes
de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço.
Mais de 200 refeições são servidas iariamente naquele lugar
que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.
Tudo mudou, tudo passou,mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava
a todos que conheciam um pouco da história de cada um, contam que aos
82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente
com um sorriso de dever cumprido.
Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho",
que seu pai fundou com tanto carinho:
"Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças
e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu
Deus, eisso não tem preço. Que Deus habite em seu coração
e alimente sua alma... E, que te sobre o pão da misericórdia para
estender a quem precisar."
(historia verídica)
O poder da língua
Por volta do ano 2000 antes de Cristo, um mercador grego,
rico, queria dar um banquete com comidas especiais. Chamou seu escravo e ordenou-lhe
que
fosse ao mercado comprar a melhor iguaria.
O escravo voltou com um belo prato, coberto com um fino pano. O mercador removeu
o pano e assustado disse:
- Língua? Este é o prato mais delicioso?
O escravo, sem levantar a cabeça, respondeu:
- A língua é o prato mais delicioso, sim senhor. É com
a língua que você pede água, diz "mamãe",
faz amizades, conhece pessoas, distribui seus bens,
perdoa. Com a língua, você conquista, reúne as pessoas,
se comunica, diz "meu Deus", reza, canta, conta histórias,
guarda a memória do passado, faz
negócios, diz "eu te amo".
O mercador, não muito convencido, quis testar a sabedoria do seu escravo
e o enviou novamente ao mercado, ordenando-lhe que trouxesse o pior dos
alimentos.
Voltou o escravo com um lindo prato, coberto por fino tecido, que o mercador
retirou, ansioso, para conhecer o alimento mais repugnante.
- Língua, outra vez!, diz o mercador, espantado.
- Sim, língua, diz o escravo, agora mais altivo. É a língua
que condena, separa, provoca intrigas e ciúmes. É com ela que
você blasfema e manda para
o inferno.
A língua expulsa, isola, engana o irmão, responde para a mãe,
xinga o pai...
A língua declara guerra! É com ela que você pronuncia a
sentença de morte.
Não há nada pior que a língua, não há nada
melhor que a língua.
Depende do uso que se faz dela.
A EXISTÊNCIA DE DEUS !
Havia um senhor, que era dono de uma bem sucedida farmácia
numa cidade do interior. Era um homem bastante inteligente, mas não acreditava
na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do seu mundo
material.
Um certo dia, estava ele fechando a farmácia quando chegou uma criança
aosprantos
dizendo que sua mãe estava passando mal e que se ela não tomasse
o remédio logo iria morrer.
Muito nervoso e após insistência da criança, resolveu reabrir
a farmácia para pegar o remédio. Sua insensibilidade perante aquele
momento era tal que acabou pegando o remédio mesmo no escuro, entregou-o
à criança, que agradeceu e saiu dali às pressas.
Minutos depois, percebeu que havia entregado o remédio errado para a
criança e, se aquela mãe o tomasse, seria morte instantânea.
Desesperado, tentou alcançar a criança, mas não teve êxito.
Gritou em desespero... e o tempo passava e nada acontecia. Sem saber o que fazer
e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e dizer
que se realmente existia um Deus que não o deixasse passar por assassino.
O tempo passava e ele, de joelhos ficava pensando que a mulher poderia já
estar morta e,certamente, ele teria de pagar por isso.
Refletiu sobre suas intemperança, sobre seu mau humor principalmente
sobre sua insensatez. De repente, sentiu uma mão tocar-lhe o ombro esquerdo
e ao virar deparou-se com a criança em prantos.
Naquele momento ficou desconsolado. Mas tinha uma certeza: Deus, de fato, não
existia. Já podia imaginar o que estava para lhe acontecer.
O choro e o olhar triste daquela criança lhe atravessava a alma. No entanto,
como um lampejo de sabedoria, perguntou ao menino o que lhe havia acontecido.
Então aquela criança começou a dizer:
- "Senhor, por favor não brigue comigo, mas é que caí
e quebrei o vidro do remédio,
dá pro senhor me dar outro?"
Deus existe e te conhece pelo teu nome.Ele sempre tem o melhor para você,
por mais que as circunstâncias mostrem o contrário. Creia neste
amor que é maior do que qualquer um dos seus problemas, mesmo que estes
sejam grandes e de difícil resolução. Creia na vida melhor
que Ele tem preparada para você!
Creia neste amor! Não considere esta mensagem como religiosa: é
algomuito maior do que religião.
É uma mensagem sobre o amor de Deus que te faz estar próximo dele.
A religião nunca fez das pessoas filhos e filhas de Deus. Quem te faz
próximo ao seu Pai é este amor. Creia em todos os instantes deste
dia como se fossem milagres realizados só para você, pois você
é, com toda certeza, um dos milagres de Deus aqui na terra.
Se você não tem medo deste desafio, encaminhe esta mensagem para
aqueles que você considera...
Água na festa do vinho
Havia um pequeno vilarejo que se dedicava à produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: "Por que eu deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu vinho não fará falta." Assim pensou e assim fez.
Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu... água!
"A ausência da minha parte não fará falta", foi o pensamento de cada um dos produtores. Muitas vezes somos conduzidos a pensar "Tantas pessoas existem neste mundo! Se eu não fizer a minha parte, isto não terá importância." ... e vamos todos beber água em todas as festas?!
Cinco lições importantes
Primeira lição importante:
No meu segundo mês na escola de enfermagem, o nosso professor deu-nos
um questionário.
Eu era bom aluno e respondi rápido a todas as perguntas, até chegar
à última que era:
"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"
Sinceramente, aquilo pareceu-me uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher
várias vezes. Era alta,
cabelo escuro, andava pelos seus 50 anos, mas como é que eu ia saber
o primeiro nome dela?
Entreguei o meu teste, deixando essa questão em branco e, um pouco antes
da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia
contar para a nota.
"É claro!, respondeu o professor. Na sua carreira, você encontrará
muitas pessoas. Todas têm o seu grau de importância. Elas merecem
a sua atenção, mesmo que seja com um simples sorriso ou
um simples 'alô' ".
Nunca mais me esqueci desta lição e também acabei por aprender
que o primeiro nome dela era Mariana.
Segunda lição importante:
Numa noite de chuva, estava uma senhora negra, na berma da estrada, no estado
do Alabama (E.U.A.),enfrentando um tremendo temporal. O carro tinha avariado
e ela precisava, desesperadamente de boleia. Completamente molhada, começou
a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos
e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la.
O rapaz colocou-a num lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou
um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa, mas conseguiu
anotar o endereço dele e agradecer-lhe.
Passados sete dias, bateram à porta da casa do rapaz. Para surpresa dele,
estavam a entregar-lhe uma enorme TV a cores, com a consola, acompanhada de
um bilhete que dizia: "Muito obrigada por me ter ajudado na estrada, naquela
noite. A chuva não só tinha encharcado as minhas roupas como também
o meu espírito. Naquele momento, você apareceu. Devido a si, eu
consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus
o abençoe por me ter ajudado.
Sinceramente, Mrs. Nat King Cole".
Terceira lição importante:
Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino
de 10 anos entrou numa pastelaria e sentou-se a uma mesa.
Uma empregada colocou um copo de água à sua frente.
"Quanto custa um sundae?" - perguntou ele.
"50 centavos" - respondeu a empregada.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.
"Bem, quanto custa o sorvete simples?" perguntou.
Nesse momento, estavam já mais pessoas à espera de mesa e a moça
perdia a paciência.
"35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
"Eu vou querer, então, o sorvete simples".
A empregada trouxe o sorvete simples, colocou a conta na mesa e saiu.
O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a servente voltou, começou a chorar à medida que ia limpando
a mesa, pois ali, do lado do prato, estavam 15 centavos em moedas - ou seja,
veja bem, o menino não pediu o sundae,
porque ele queria que sobrasse a gorjeta para a empregada.
Quarta lição importante:
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.
Então, escondeu-se e ficou a observar para ver se alguém se incomodava
a tirar a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente
deram a volta à pedra.
Alguns até barafustaram contra o rei, dizendo que ele não mantinha
as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com um grande molho de verduras. Ao aproximar-se
da imensa rocha, pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita força e suor, conseguiu
finalmente mover a pedra para a borda da estrada. Então, voltou a pegar
na sua carga, mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A
bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei dizendo que
aquele ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu:
"Todo o obstáculo é uma oportunidade de melhorarmos a nossa
condição".
Quinta lição importante :
Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário
num hospital, vim a conhecer uma pequenita chamada Liz que sofria de uma doença
terrível e rara. A única esperança de recuperação
para ela uma
transfusão de sangue do irmão mais velho, de apenas 5 anos de
idade que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e
parecia ter, então, desenvolvido os anticorpos necessários para
combatê-la.
O médico explicou toda a situação ao menino e perguntou,
então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.
Eu vi ele hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respiração,
ele disse:
- "Tá certo, eu topo já que é para salvá-la...".
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado
na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também,
ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele empalideceu.
Olhou então para o médico e perguntou com a voz trémula:
- "Eu vou começar a morrer logo, logo?"
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras
do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o seu sangue para salvar
a irmã!
Problemas no céu
Jesus fazia a sua costumeira ronda pelo céu. Percebeu
que algumas pessoas não eram suficientemente puras para estar aí.
Elas mesmas se envergonhavam diante dos bem-aventurados, gente de imaculada
beleza!
- "O que está acontecendo?", pensou Jesus. "Será
que Pedro não está vigiando bem a porta do céu? Por que
ele está deixando essa gente entrar? Será que a idade avançada
debilitou a sua coragem? Isso não pode continuar."
Pediu, então, a um anjo mensageiro que fosse chamar Pedro. O anjo chegou
aonde Pedro estava. Tomava conta da entrada do céu. Parecia muito feliz
e tranqüilo.
- "Pedro", disse o anjo, "vim substituir você um pouquinho,
Jesus precisa falar com você."
Pedro foi depressa ao encontro de Jesus. Chegando à sua presença
fez uma profunda reverência. Jesus foi logo dizendo:
- "Há muita gente que não deveria estar aqui nesta santa
e celestial morada. Por que você os deixou entrar?"
Pedro respondeu assustado:
- "Não é possível! Como é que isso pôde
acontecer? Estou tão surpreso quanto o Senhor! Fico no meu lugar, dia
e noite, vigiando a entrada do céu. Permaneço atento para que
só entrem as pessoas que estão purificadas."
- "Calma, Pedro. Talvez alguém esteja trapaceando. Olhe! Você
conhece aquelas pessoas?"
- "Não, Senhor. Francamente, nunca as vi e com certeza não
passaram por mim. Eu lhe prometo que vou encontrar o responsável por
isso. Se eu não conseguir, o Senhor pode me tirar o cargo de porteiro
do céu."
Pedro voltou rapidamente para o seu posto. Conferiu a fechadura. Verificou se
não havia alguma entrada clandestina. Nada. Tudo estava na mais perfeita
ordem. Sorriu tranqüilo e continuou vigiando a grande porta.
Poucos dias depois, para a sua surpresa, constatou a presença de novos
intrusos. Por onde entraram? Como? Quando? Foi logo procurar Jesus. Ambos resolveram
então permanecer perto da entrada para descobrir o que estava acontecendo.
Ficaram bem atentos. O que viram?
Uma cena fantástica! Fora do céu, nas proximidades da porta de
entrada, uma multidão chorava. Eram as pessoas que Pedro não deixara
entrar. Profundamente comovida, lá estava Maria, ajudando-os. A Mãe
de Jesus encostara uma escada no muro e fazia as pessoas subirem por ela e entrarem
no céu.
Pedro suspirou aliviado. Tendo provado a sua inocência, disse para Jesus:
- "Talvez seja bom o Senhor ter uma conversa com Ela..."
Mas, Jesus, vendo o carinho, a doçura e a ternura com que Nossa Senhora
tratava aqueles infelizes, concluiu:
- "Não adianta, Pedro. Você a conhece bem. Ela sempre vai
conseguir um jeitinho de continuar ajudando!"
- "Mãe... é Mãe!"
Consultoria
Na vida profissional, fala-se muito na necessidade de mudança,
na quebra de paradigmas, em reconstrução e em reengenharia. E
isso pode ser bom, mas também pode ser uma armadilha. Foi o que aconteceu
com a pulga.
Duas pulgas estavam conversando e uma disse para a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só
sabemos saltar. Daí, nossa chance de sobrevivência quando somos
percebidas é zero. É por isso que existem muito mais moscas do
que pulgas no mundo: moscas voam.
E elas tomaram a decisão de aprender a voar. Contrataram uma mosca como
consultora, entraram num programa intensivo e saíram voando. Passado
algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Sabe, voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo
do cachorro. Portanto, o nosso tempo de reação é menor
do que a velocidade da coçada dele. Temos que aprender a fazer como as
abelhas, que sugam e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou
a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. Porque,
como primeira pulga explicou:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é muito pequena, por isso temos que
ficar sugando por muito tempo. Escapar, a gente até escapa, mas não
estamos nos alimentando adequadamente. Temos que aprender com os pernilongos,
como é que eles conseguem se alimentar com mais rapidez.
Um pernilongo lhes prestou uma consultoria sobre como incrementar o tamanho
do abdômen. E as duas pulgas ficaram felizes. Por poucos minutos. Como
tinham ficado muito maiores, sua aproximação era facilmente percebida
pelo cachorro. E elas começaram a ser espantadas antes mesmo de conseguir
pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha dos velhos tempos:
- Ué, o que aconteceu com vocês? Vocês estão enormes!
Fizeram plástica?
- Pois é, nós agora somos pulgas adaptadas aos grandes desafios
do século XXI. Voamos ao invés de saltar, picamos rapidamente
e podemos armazenar muito mais alimento.
- E por que é que vocês estão com essa cara de subnutridas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com
um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sacudida.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as duas
pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não
pensou em uma consultoria?
- E quem disse que eu não tenho uma? Contratei uma lesma como consultora!
- Hã? O que lesmas têm a ver com pulgas?
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês. Mas ao invés de dizer
para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse bem a situação
e sugerisse a melhor solução. E ela ficou ali três dias,
quietinha, só observando o cachorro, tomando notas e pensando. E então
a lesma me deu o diagnóstico da consultoria:
- "Você não precisa fazer nada radical para ser mais eficiente.
Muitas vezes, uma 'grande mudança' é apenas uma simples questão
de reposicionamento".
- E isso quer dizer o quê?
- O que a lesma me sugeriu fazer: "Sente no cocuruto do cachorro. É
o único lugar que ele não consegue alcançar com a pata".
* Só, explicando: cocuruto é o alto da cabeça.
Colaboração:
Patricia Luciani Sarli -Profesora de Administração de Marketing
OUSE
Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem
muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade,
o autor era uma pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento
procurou-se um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro
assassino.
O homem foi levado a julgamento e seria condenado à forca. Ele sabia
que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de
sair vivo desta história.
O juiz, que também estava comprado para levar o pobre homem à
morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que
provasse sua inocência.
Disse o juiz:
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos
de Deus. Vou escrever em um papel a palavra INOCENTE em outro, a palavra CULPADO.
Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será
o seu veredicto. Deus decidirá seu destino, determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em
ambos escreveu CULPADO, de maneira que, naquele instante, não existia
nenhuma chance do acusado se livrar da forca.
Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher
um deles.
O homem pensou alguns segundos, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos
papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do
homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual o seu veredicto?
- É muito fácil, respondeu o homem, basta olhar o papel que sobrou
e vocês saberão que acabei engolindo o contrário dele.
Imediatamente o homem foi libertado.
Mensagem:
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe
de acreditar e de lutar até o último momento.
SEJA CRIATIVO! QUANDO TUDO PARECER PERDIDO, OUSE!
CARTA DO TENENTE-CORONEL ROBERT BOWAN AO PRESIDENTE GEORGE W. BUSH
BOB BOWAN FOI COMBATENTE AMERICANO NA GUERRA DO VIETNAMFAZENDO 101 MISSOES DE COMBATE COMO PILOTO.
Nem uma arma sequer do nosso vasto arsenal, nem um centavo
sequer dos US$
270.000.000.000,00 (isso mesmo, duzentos e setenta bilhões de dólares)
gastos por ano no chamado "sistema de defesa" pode evitar umabomba
terrorista. Isto é um fato militar.
Como tenente-coronel reformado e freqüente conferencista em assuntos de
segurança nacional, sempre tenho citado o salmo 33: "Um rei não
é
salvo pelo seu poderoso exército, assim como um guerreiro não
é salvopor
sua enorme força."
A reação óbvia é: "Então o que podemos
fazer? Não existe nada que
possamos fazer para garantir a segurança do nosso povo?"
Existe. Mas para entender isso, precisamos saber a verdade sobre a ameaça.
Sr. Presidente, o senhor não contou ao povo americano a verdade
sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo quando explicou porque
bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão.
O senhor disse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a
democracia, a liberdade e os direitos humanos no mundo.
Que absurdo, Sr. Presidente!
Somos alvo dos terroristas porque, na maior parte do mundo, nosso governo
defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana.
Somos alvo dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque
nosso governo fez coisas odiosas.Em quantos países agentes do nosso
governo depuseram líderes popularmentee eleitos, substituindo-os por
militares ditadores, marionetes desejosas de vender seu próprio povo
a
corporações americanas multinacionais?
Fizemos isso no Irãquando os Marines e a CIA depuseram Mossadegh porque
ele tinha a intenção de nacionalizar a indústria de petróleo.
Nós o
substituímos pelo Xá Reza Pahlevi e armamos, treinamos e pagamos
a sua
odiada guarda nacional Savak, que escravizou e brutalizou o povo
iraniano para proteger o interesse financeiro de nossas companhias de
petróleo.
Depois disso, será difícil imaginar que existam pessoas no Irã
que nos
odeiem?
Fizemos isso no Chile. Fizemos isso no Vietnã. Mais recentemente,
tentamosfazê-lo no Iraque.
E, é claro, quantas vezes fizemos isso na Nicarágua e outras repúblicas
na
América Latina?
Uma vez atrás da outra, temos destituído líderespopulares
que desejavam
que as riquezas da sua terra fossem repartidas pelopovo que as gerou.
Nós os substituímos por tiranos assassinos que venderiam o seu
próprio
povo para que, mediante o pagamento de vultosas propinas para engordar
suas contas particulares, a riqueza de sua própria terra pudesse ser
tomada por
similares à Domino Sugar, à United Fruit Company, à Folgers
e por aí vai .
De país em país, nosso governo obstruiu a democracia, sufocou
a
liberdade episoteou os direitos humanos. É por isso que somos odiados
ao
redor do mundo.
E é por isso que somos alvo dos terroristas.
O povo do Canadá desfruta da democracia, da liberdade e dos direitos
humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia.
O senhor já ouviu falar de embaixadas canadenses, norueguesas ou suecas
sendo bombardeadas?Nós não somos odiados porque praticamos a democracia,
a liberdade e os direitos humanos. Nós somos odiados porque nosso governo
nega essas coisasaos povos dos países de terceiro mundo, cujos recursos
são
cobiçados por nossas corporações multinacionais.
Esse ódio que semeamos virou-se contra nós para assombrar-nos
na forma de
terrorismo e, no futuro, terrorismo nuclear.
Uma vez dita a verdade sobre o porquê da ameaça existir e tersido
entendida, a solução torna-se óbvia. Nós precisamos
mudar nossas práticas.
Livrarmo-nos de nossas armas nucleares (unilateralmente, se necessário)
irá melhorar nossa segurança. Alterar drasticamente nossa política
externa
irá assegurá-la.
Em vez de enviar nossos filhos e filhas ao redor do mundo para matar
árabes de modo que possamos ter o petróleo que existe sob suas
areias,
deveríamos mandá-los para reconstruir sua infra-estrutura, fornecer
água
limpa e alimentarcrianças famintas.
Em vez de continuar a matar milhares de crianças iraquianas todos os
dias com nossas sanções econômicas, deveríamos ajudar
os iraquianos a
reconstruir suas usinas elétricas, suas estações de tratamento
de água,
seus hospitais e todas as outras coisas que destruímos e impedimo-los
de
reconstruir com sanções econômicas.
Em vez de treinar terroristas e esquadrões da morte, deveríamos
fechar a
Escola das Américas. Em vez de sustentar a revolta, a desestabilização,
o
assassínio e o terror em redor do mundo, deveríamos abolir a CIA
e dar o
dinheiro gasto por ela a agências de assistência.
Resumindo, deveríamos ser bons em vez de maus. Quem iria tentar nos
deter?Quem iria nos odiar? Quem iria querer nos bombardear? Essa é a
verdade, Sr. Presidente. É isso que o povo americano precisa ouvir."
RobertBowan é atualmente Bispo da Igreja Católica na Flórida.
Caranguejos
Frustrados não gostam de ver as pessoas perseguindo
sonhos...
Outro dia passava emum programa na televisão, sobre a pesca dos caranguejos.
A ênfase era dada a uma espécime que é muito difícil
de ser capturada, ágil einteligente o suficiente, para escapar de todo
tipo de armadilhas para caranguejos. Não obstante, milhares deles são
capturados diariamente, devido a um traço particularmente humano que
possuem.
A armadilha é uma jaula de metal com uma abertura na parte superior.
A isca (um pedaço de carne) é colocadana jaula e esta é
mergulhada na água. Chega um caranguejo, entra na jaulae começa
a beliscar a isca. Um segundo caranguejo se une a ele, um terceiro, um quarto...
uma festa.Finalmente não há mais isca. Os caranguejos poderiam
subir pelas
laterais da jaula e sair pela abertura, mas não o fazem, permanecem lá
dentro. Outros
caranguejos chegam e se unem a eles, muito depois que a isca, o suposto banquete,
desapareceu.
Se um dos caranguejos se dá conta de que não há motivos
para permanecer na jaula e tenta sair, os outros se unem e o impedem de deixar
a jaula. Se persiste, os demais arrancam-lhe suas tenazes para que não
possa subir. Todavia, se continuar persistindo, morrerá.
A principal diferença entre as pessoas e estes caranguejos é que
eles vivem na água e nós na terra. Qualquer pessoa que tenha um
sonho que o permita sair da jaula, o lugar comum, a zona de conforto, a estagnação,
deverá tomar muito cuidado com os colegas de "jaula", os caranguejos
humanos, os frustrados... Estes não utilizam a força física,
ao menos em geral. Não necessitam fazê-lo.
Têm outros métodos mais efetivos à mão e em suas
bocas: insinuações, dúvidas, ridículo, sarcasmo,
cinismo, ironia, boicote, humilhação, mentira e outra dezena que
foge ao meu
vocabulário.
Sugestão: Mantenha suas metas distantes dos frustrados. Faça a
sua parte e na hora certa Deus, que é JUSTO SEMPRE, te abençoará!
Não entre na jaula. Sonhe e realize! Sucesso!
PAGANINI
Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era
sobrenatural. As notas mágicas quesaiam de seu violino tinham um som
diferente, por isso ninguém queriaperder a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite, o palco de um auditório repletode admiradores estava
preparado para recebê-lo.
A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura
de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu
violino no ombro e o que seassiste a seguir éindescritível. Breves
e semibreves, fusas e semifusas, colcheiase semicolcheias parecem ter asas e
voar com o toque daqueles dedosencantados.
DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneioda platéia. Uma das
cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou.
O público parou.
Mas Paganini não parou.Olhando para suapartitura, ele continua a tirarsons
deliciosos de um violino com problemas.
O maestro e a orquestra, empolgados, voltam atocar.
Mal o público se acalmou quando, DE REPENTE, um outro som perturbador
derruba a atenção dos assistentes.Uma outra corda do violino de
Paganini se rompe.
O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo, Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu asdificuldades e avançoutirando
sons do impossível.
O maestro e a orquestra, impressionados voltam atocar. Mas o público
não poderia imaginar o que iriaacontecer a seguir.
Todas as pessoas, pasmadas, gritaram OOHHH!
Queecoou pela abobadilhadaquele auditório.
Uma terceira corda do violino de Paganini sequebra.
O maestro pára.A orquestra pára.A respiração do
público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical, ele tiratodos os sons da única
corda que sobrara daquele violino destruído.
Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado seanima.
A orquestra se motiva.
O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para
o delírio.
Paganini atinge a glória.Seu nome corre através do tempo.
Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolodo
profissional que continua diante do impossível.
MORAL DA HISTÓRIA:
Não importa o tipo de problema que Você estátendo.
Pode serproblema pessoal, conjugal, familiar, qualquer coisa que esteja afetando
a sua auto-estima ou seu desempenho profissional.
Tenha certeza de uma coisa:
Nem tudo está perdido.
Ainda existe uma corda eé tocando nela que Vocêexercerá
seu talento.
Tocando nela é que Você irá vibrar.
Aprenda a aceitar que a vida sempre lhe deixará uma última corda.
Quando sentir desânimo, nunca desista.
Ainda existirá a corda da persistência, inteligente, do "tentar
mais umavez ", do dar um passo a mais com um enfoque novo.
Desperte o Paganini que existe dentro de Você eavance para vencer.
Vitória é a arte de Você continuar, onde os outrosresolvem
parar.
Quando tudo parece ruir, dê uma chance a Você e vá em frente.
Toque na corda da motivação e tire sons de resultados positivos.
Mas antes pergunte: quem motiva o motivador?
Isto é: quem motiva seucérebro, que motiva suamão, que
toca seu violino?
Não se frustre, não se desespere... lembre-se: aindaexiste a última
corda: a do aprender de novo para deslumbrar e gerarsoluções.
Nunca a vida lhe quebrará todas as cordas.
Se osresultados estão mal, é a sua oportunidade de tocar a última
corda, a daimaginação que reinventa o futuro com inovação
contínua.
É sempre a corda esquecida que lhe dará o maior resultado.
Mas, se por acaso, Você se sentirno "fundodo poço", esta
é a suachance de tocar
na melhor corda do universo: DEUS.
O HOMEM, O CÃO E O BURRO
E Deus criou o burro e lhe disse:
- Serás burro. Trabalharás incansavelmente de Sol a Sol, carregarás
alforja nas costas, comerás pasto, não terás inteligência
e viverás 30 anos.
O burro respondeu:
- Farei tudo isso, porém viver 30 anos é demais; dê-me somente
dez anos.
E assim fez Deus...
Depois, Deus criou o cachorro e lhe disse:
- Serás um cachorro, cuidarás da casa dos homens, serás
o seu melhor amigo, comerás a comida que te derem e viverás 20
anos.
O cachorro respondeu:
- Farei tudo isso, porém viver 20 anos é demais; dê-me somente
dez anos.
E assim fez Deus...
Em seguida, Deus criou o macaco e lhe disse:
- Serás um macaco, saltarás de uma copa para outra nas arvores
fazendo palhaçadas simpáticas. Serás divertido e viverás
20 anos.
O macaco respondeu:
- Farei tudo isso, porém, viver 20 anos é demais; dê-me
somente dez anos.
E assim fez Deus...
Finalmente, Deus criou o homem e lhe disse:
- Serás um homem, o único ser racional da Terra, usarás
tua inteligência para subjugar os demais animais da natureza, dominarás
o mundo e viverás 30 anos.
O homem respondeu:
- Serei o mais inteligente dos animais e dominarei o mundo, porém, viver
30 anos é pouco. Senhor, dá-me os 20 anos que recusou o burro,
os dez do cachorro e os dez do macaco.
E assim fez Deus.
E O RESULTADO DE TUDO ISTO SEGUE EM ANALISE RÁPIDA...
Por isso o homem vive 30 anos como homem, se casa e passa a viver 20 anos como
burro: trabalhando de Sol a Sol e carregando tudo sobre os seus ombros. Depois
se aposenta e passa a viver dez anos como cachorro, cuidando da casa e comendo
o que lhe dão e, então, fica velho e vive por ma is dez anos como
um macaco: saltando da casa de um filho a casa de outro e fazendo palhaçadas
para divertir os seus netos.
Esta é a realidade da vida...
Pai e Filho
Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto
aguardandoseu vôo.
Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar
eencontrar seu assento antes dos adultos.
Quando Ogilvieentrou no avião, viuque o menino estava sentado ao lado
de sua poltrona. O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com
ele e, em seguida,começou a passar tempo colorindo um livro.
Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo
enquanto as preparações para a decolagem estavasendo feitas. Durante
o vôo, o avião entrou numa tempestade, muito forte, o que fez queele
balançasse como uma pena ao vento.
A turbulência e assacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros,
mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.
Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor ficou preocupada com
aquilo tudo, eperguntou ao menino:
- Você não está com medo?
- Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos
rapidamente de seu livro de colorir.
Meu pai é o piloto.
Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando
por umaforte tempestade. Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir
em terra firme.
Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nossustentar,
a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro.
No meio da tempestade, podemos nos lembrar de que nosso "PAI É O
PILOTO"
Apesar das circunstâncias, nossa vida está nas mãosdo Deus
que criou océu e a terra.
Ele está no controle, por isso não há o que temer. Se um
medoinconsolável tomar
hoje conta do seu ser, diga: "MEU PAI É O PILOTO, NÃO TEMEREI
MAL ALGUM!"
Escola de Anjos
Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos.
Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de
verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estágio.
Durante um certo período, eles saíam em duplas para fazer o bem
e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre um relatório das
boas ações praticadas.
Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários,
depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustrados
por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer.
Parece que naquele dia, o mal estava de folga.
Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam
por uma trilha.
Neste momento, um deles, dando um grito de alegria, disse para o outro:
Tive uma idéia.
Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o
que eles fariam? O outro respondeu: Você ficou maluco?
O anjo mestre não vai gostar nada disto!
Mas o primeiro retrucou:
Que nada, acho que ele até vai gostar! vamos fazer isto e depois contaremos
para ele.
E assim o fizeram.
Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram
a observá-los.
Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.
Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando
de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando
a mão na testa suada disse:
Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha
plantação!
Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí
que tiro o meu sustento.
Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para
ser colhida em questão de segundos.
Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado e acelerou o passo.
Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que
havia fugido do chiqueiro.
Mais uma vez, esfregando a testa ele disse: você fugiu
de novo meu porquinho!
Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para
você.
Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e
colhedor, todo azulejado, com água corrente e o porquinho já instalado
no seu compartimento.
Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: estou muito cansado!
Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse: de novo, e o pior é que eu não aprendo.
Também, não tem me sobrado tempo.
Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco
mais de conforto para minha mulher.
Naquele exato momento aconteceu o milagre.
Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante
dos seus olhos.
Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de
que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona
que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente.
Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho.
Minutos depois ele ouviu alguém pedir Socorro: compadre!
Me ajude! Eu estou perdido!
Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou
correndo.
Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem,
mas parecia um sonho.
Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos.
Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava
tudo bem.
Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte estória:
Compadre nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, acontece
que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando e direção
à minha lavoura.
Este fato me deixou revoltado e eu gritei:
Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês
morram de fome!
Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem
diante dos meus olhos!
Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo.
Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido
do chiqueiro.
Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez: Você fugiu de novo?
Por que não morre logo e pára de me dar trabalho?
Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente.
Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me
caiu na cabeça a tranca da porta.
Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente:
Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e
acaba com isto?...
Para surpresa minha compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo,
e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer!
Mas...compadre, o que aconteceu com a sua casa?...
De onde veio esta mansão?
Depois de tudo observarem, os dois anjos foram, muito assustados, contar para
o anjo mestre o que havia se passado.
Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo
mestre teria.
Mas tiveram uma grande surpresa.
O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os
dois pela idéia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a
partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da
vida.
Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder
estariam acontecendo.
Será que os 15 minutos próximos serão
os seus?
Muito cuidado com tudo o que você diz, como age e aquilo que pensa!
Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim.
Autor Desconhecido
Milagre na Festa em Guajuvira de Baixo
Sim, aconteceu um milagre em Araucária-PR, na Festa
do Senhor Bom Jesus. Isso aconteceu no dia 04/08/2002 em Guajuvira de Baixo,
a uns 40 km de Curitiba.
A comunidade primeiramente rezou, o coral cantou. E entre muitas mensagens,
houveado jovem Adilson Ribas que emocionou toda comunidade, levando o povo a
prantos: ele falou de um tesouro, um lindo automóvel, que um pai tinha
em casa; e certo dia, o filho dele o riscou... e esse pai bateu tanto no filho
que o pequeno acabou perdendo a mão direita. Alguns dias depois, esse
filho de apenas 5 anos, calmamente falou a seu pai: "Papai, quando esta
mão crescer de novo, eu prometo, nunca mais vou riscar o seu carro..."
Enquanto o povo rezava, uma grande equipe preparava o almoço. Todos eram
voluntários. O tema da missa era a festa da multiplicação
dos pães: "Todos comeram e ficaram saciados". Os colonos homenagearam
o Senhor Bom Jesus com uma procissão carreata, onde o mais importante
era Jesus.
A surpresa foi o almoço: era gratuito para todos. Repito, gratuito para
todos. Gratuito para todos. Isto se chama Evangelho vivo. Partilha, "todos
comeram e ficaram saciados". Justiça é isso, não havia
necessitados entre os primeiros cristãos. A animação continuou
e as crianças ficaram ainda mais alegres com a distribuição
de balas.
Isso é incrível, pois toda vez que se fala de festa de igreja
só se fala de dinheiro... tudo pago... venda antecipada... e sai mais
caro que ir ao restaurante... ainda colocam guardião na porta do salão
para que a molecadinha da favela não fique invadindo pra pedir comida...
Objetivo - Proporcionar o diálogo entre as pessoas e sua importância
na comunidade. E que o dízimo é um Dom gratuito de Deus e sua
contribuição é participação de todos em todos.
Mais de 600 pessoas participaram desse ágape: almoço (festa íntima
com Jesusrepartido).
Parabéns ao Sr. João Nalepa e sua equipe! O reino de Deus pode
estar aqui! Aleluia. Todos ficaram saciados!
Quem organizou: uns doaram carne (boi, porco, galinhas); outros, farinha, sal,
açúcar, azeite...Cada um colaborou como pode; mesmo quem nada
pode oferecer, pois lhe faltava, sentou-se à mesa. Isso é um Milagre
em Araucária. O povo sentou à mesa e serviu-se e ainda sobrou
comida. A festa era um encontro social e religioso de todos os dizimistas.
grebogii@hotmail.com
Nó de Carinho
Um pai, numa reunião de paisexplicou, com seu jeito humilde, que ele
não tinha tempo de falar com ofilho, nemde vê-lo, durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar era muito cedo eo filho ainda estava dormindo.
Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava
mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento
da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado
por nãoter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo
todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua
presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.Isso
acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quandoo
filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha
estadoali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada esurpresa quando constatou que o filho desse pai
era um dos melhores alunosdaescola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes,
de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples,
mas eficiente.E o mais importante é que o filho percebia, através
do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos
o principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam,
para aquele filho, muitomais que presentes ou desculpas vazias.É válido
que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam,
que elas sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam"
a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto,
os sentimentos sempre falam maisalto que as palavras.É por essa razão
que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dorde cabeça, o arranhão
no joelho, o medo do escuro.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem
registrar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e
carinho.
A janela e o espelho
Um jovem muito rico foi ter com um rabi, e lhe pediu um conselho para orientar
a vida. Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe:
- O que vês através dos vidros?
- Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua.
Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:
- Olha neste espelho e diga-me agora o que vês?
- Vejo-me a mim mesmo.
- E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho
são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho,
porque há uma fina camada de prata colada a vidro, não vês
nele mais do que a TUA pessoa. Deves comparar-te a estas duas espécies
de vidro.Pobre, vias os outros, e tinhas compaixão por eles.Coberto de
prata - rico - vês apenas a ti mesmo.Só valerás alguma coisa,
quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos,
para poderes de novo ver e amar aos outros.
Um homem deitado no chão
No dia 1 de julho, as 13:05 hs., havia um homem de aproximadamente
cinquenta anos, deitado no calçadão de Copacabana. Eu passei por
ele, lancei um rápido olhar, e continuei meu caminho em direção
a uma barraca onde sempre costumo beber água de côco.
Como carioca, já cruzei, centenas (milhares? ) de vezes por homens, mulheres
ou crianças deitadas no chão. Como alguém que costuma viajar,
já vi a mesma cena em praticamente todos os países onde estive
- da rica Suécia à miserável Romenia. Vi pessoas deitadas
no chão em todas as estações do ano: no inverno cortante
de Madrid, Nova York ou Paris, onde ficam perto do ar quente que sai das estações
de metrô. No sol escaldante do Líbano, entre os edifícios
destruídos por anos de guerra. Pessoas deitadas no chão - bêbadas,
desabrigadas, cansadas - não constituem novidade na vida de ninguém.
Tomei minha água de côco. Precisava voltar rápido, pois
tinha uma entrevista com Juan Arias, do jornal espanhol El País. No meu
caminho de volta, vi que o homem continuava ali, debaixo do sol e todos que
passavam agiam exatamente como eu: olhavam, e seguiam adiante.
Acontece que - embora eu não soubesse disso - minha alma já estava
cansada de ver esta mesma cena, tantas vezes. Quando tornei a passar por aquele
homem, algo mais forte do que eu me fez ajoelhar, e tentar levanta-lo.
Ele não reagia. Eu virei sua cabeça, e havia sangue perto de sua
tempora. E agora? Era um ferimento sério? Limpei sua pele com a minha
camiseta: não parecia nada grave.
Neste momento, o homem começou a murmurar qualquer coisa como "pede
para eles não me baterem." Bem, ele estava vivo; agora eu precisava
tira-lo do sol, e chamar a polícia.
Eu parei o primeiro homem que passou, e pedi que me ajudasse a arrasta-lo até
a sombra entre o calçadão e a areia. Ele estava de terno, pasta,
embrulhos, mas deixou tudo de lado e veio me ajudar - sua alma também
já devia estar cansada de ver aquela cena.Uma vez colocado o homem na
sombra, fui andando em direção à minha casa - sabia que
havia uma cabine de PM, e poderia pedir ajuda ali. Mas antes de chegar até
lá, cruzei com dois soldados.
- Tem um homem machucado, diante do numero tal - disse. - Coloquei-o na areia.
Seria bom mandar uma ambulância.
Os policiais disseram que iam tomar providências. Pronto, eu havia cumprido
meu dever. Escoteiro, sempre alerta. A boa ação do dia! O problema
agora estava em outras mãos, elas que se responsabilizassem. E o jornalista
espanhol estaria chegando em minha casa em alguns minutos.
Não tinha dado dez passos, e um estrangeiro me interrompeu. Falou em
portugues confuso:
- Eu já tinha avisado a polícia sobre o homem na calçada.
Eles disseram que, desde que não seja um ladrão, não é
problema deles. Eu não deixei que o homem terminasse de falar. Voltei
até os guardas, convencido de que sabiam quem eu era, que escrevia em
jornais, aparecia em televisão. Voltei com a falsa impressão de
que o sucesso, em
alguns momentos, ajuda a resolver muitas coisas.
- O senhor é alguma autoridade? - perguntou um deles, notando que eu
pedia ajuda de maneira mais incisiva. Não tinham idéia de quem
eu fosse.
- Não. Mas nós vamos a resolver este problema agora.
Eu estava mal vestido, camiseta manchada com o sangue do homem, bermudas cortadas
de uma antiga calça jeans, suado. Eu era um homem comum, anônimo,
sem qualquer autoridade além do meu cansaço de ver gente deitada
no chão, durante dezenas de anos de minha vida, sem jamais ter feito
absolutamente nada.
E isso mudou tudo. Tem um momento, que voce está além de qualquer
bloqueio ou medo. Tem um momento em que seus olhos ficam diferentes, e as pessoas
entendem que voce está falando sério. Os guardas foram comigo,
e chamaram a ambulância.
Na volta para casa, recordei as tres lições daquela caminhada.
a] todo mundo pode parar uma ação quando ela ainda é puro
romantismo. b] sempre há alguém para dizer: "agora que começaste,
vá até o final." E finalmente: c] todo mundo é autoridade,
quando está absolutamente convencido do que faz.
"RATOEIRA"
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo
um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir
que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo
a todos:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! "
A galinha, disse:
"- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para
o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e lhe disse:
"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!"
"- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que
eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será
lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
"- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não
!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a
ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira
pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,ela não
viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou
a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que
uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente
principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está
diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito,
lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos.
Alejandro Dolina
Alejandro Dolina associa a história da areia à
uma das lendas da criação do povo árabe. Diz ele que, assim
que terminou de construir o mundo, um dos anjos advertiu o Todo-Poderoso que
esquecera de colocar areia na Terra; grave defeito, se considerarmos que os
seres humanos estariam privados para sempre de caminhar junto aos mares, massageando
seus pés cansados e sentindo o contacto com o chão.
Além disso, o fundo dos rios seria sempre ríspido e pedregoso,
os arquitetos não poderiam usar um material indispensável, as
pegadas dos namorados seriam invisíveis; disposto a remediar seu esquecimento,
Deus enviou o Arcanjo Gabriel com uma enorme bolsa, para que derramasse areia
em todos os lugares que fosse necessário.
Gabriel fez as praias, o leito dos rios, e quando voltava para o céu
trazendo o material que havia sobrado, o Inimigo - sempre atento, sempre disposto
a estragar a obra do Todo-Poderoso - conseguiu fazer um furo na bolsa, que arrebentou,
derramando todo o seu conteúdo. Isso aconteceu no lugar que é
hoje a Arábia, e quase toda a região se transformou num imenso
deserto.
Gabriel, desolado, foi pedir desculpas ao Senhor, por ter deixado que o Inimigo
se aproximasse sem ser visto. E Deus, em Sua infinita sabedoria, resolveu recompensar
o povo árabe pelo erro involuntário do seu mensageiro.
Criou para eles um céu cheio de estrelas, como não existe em nenhum
outro lugar do mundo, para que sempre olhassem para o alto.
Criou o turbante, que - debaixo do sol do deserto - é muito mais valioso
que uma coroa.
Criou a tenda, permitindo que as pessoas se movessem de um lugar para o outro,
sempre tendo novas paisagens ao redor, e sem as obrigações aborrecidas
de manutenção de palácios.
Ensinou o povo a forjar o melhor aço para a espada. Criou o camelo. Desenvolveu
a melhor raça de cavalos.
E lhe deu algo mais precioso que estas e todas as
outras coisas juntas: a palavra, o verdadeiro ouro dos árabes. Enquanto
os outros povos modelavam os metais e as pedras, os povos da Arábia aprendiam
a modelar o verbo.
Ali, o poeta passou a ser sacerdote, juiz, médico, chefe dos beduínos.
Seus versos possuem poder: podem trazer alegria, tristeza, saudade. Podem desencadear
a vingança e a guerra, unir os amantes, reproduzir o canto dos pássaros.
E conclui Alejandro Dolina:
"Os erros de Deus, como os de grandes artistas, ou dos verdadeiros enamorados,
desencadeiam tantas compensações felizes, que as vezes vale a
pena deseja-los"
O Duelo
Certo dia,a pedra disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, o ferro disse:
Eu sou mais forte que você! Quer ver?
Então, os dois duelaram ate que a pedra se tornasse pó.
O ferro, por sua vez, disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, o fogo disse:
Eu sou mais forte que você! Quer ver?
Então os dois duelaram ate que o ferro se derretesse.
O fogo, por sua vez, disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, a água disse:
Eu sou mais forte que você! Quer ver?
Então, os dois duelaram ate que o fogo se apagasse.
A água, por sua vez, disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, a nuvem disse:
Eu sou mais forte que você! Quer ver?
Então, as duas duelaram ate que nuvem fez a água evaporar.
A nuvem, por sua vez, disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, o vento disse:
Eu sou mais forte que você! Quer ver?
Então, os dois duelaram ate que o vento soprasse a
nuvem e ela se desfizesse.
O vento , por sua vez, disse:
Eu sou forte!
Ouvindo isso, os montes disseram:
Nos somos mais fortes que você! Quer ver?
Então, os dois duelaram ate que o vento ficasse preso dentre o
círculo de montes.
Os montes, por sua vez, disseram:
Nós somos fortes!
Ouvindo isso, o homem disse:
Eu sou mais forte que vocês! Querem ver?
Então, o homem, dotado de grande inteligência,
perfurou os montes, impedindo que eles prendessem o vento.
Acabando com o poder dos montes, o homem disse:
Eu sou a criatura mais forte que existe!
Ate que veio a morte e o homem, que achava ser
inteligente e forte suficiente, com um golpe apenas, acabou com o
homem.
A morte ainda comemorava, quando, sem que ela
esperasse, um homem chamado "JESUS" veio e, com apenas 3 dias de
falecido, venceu a morte e todo poder foi lhe dado na terra e no céu.
Como se não bastasse ter vencido a morte, ele nos
deu o direito de ter "vida eterna", através do seu
sangue, que nos liberta de qualquer pecado.
Macacos
Três macacos sentados num coqueiro discutindo sobre
coisas de que ouviram dizer...
Disse um deles para os outros dois:
- Há um rumor de que pode ser verdade que os seres humanos descendem
da nossa nobre raça. Bem, essa idéia é uma desgraça!
Nenhum macaco jamais desprotegeu sua fêmea ou deixou seus bebês
famintos ou arruinou a vida deles. E nunca ouviu-se dizer que alguma mãe
macaca tivesse doado seus filhos. Há também uma coisa que nunca
foi vista: macacos cercando um coqueiro e deixando os cocos apodrecerem, proibindo
outros macacos de alimentar-se, já que se a árvore fosse cercada
a fome faria outros macacos nos roubarem. Sim, os humanos descendem de uma espécie
rude. Mas, manos, com certeza eles não descendem de nós...
A TIGELA DE MADEIRA
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho
de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada
e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas
e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas
rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite
era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai",
disse o filho.
- "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo
com a boca aberta
e comida pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as
refeições à mesa, com satisfação. Desde que
o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela
de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho,
às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas
palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando
ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes
do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando
pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?"
O menino respondeu docemente:
- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem,
quando eu crescer."
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras
tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então
lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém
tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o
à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus
diasele comeu todas as refeições com a família. E por alguma
razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo
caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o
que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida
continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três
coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore
de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus
pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa
que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também
dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar
a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos
outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente
acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço
afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
Aprendi que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos.
Fiz exatamente isso. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu
dia.
As pessoas se esquecerão do que você disse...
Esquecerão o que você fez...
Mas nunca esquecerão como você as tratou.
(Autor desconhecido)
INIMIGOS
"Conta-se que certo imperador chinês, quando
foi avisado a respeito de uma insurreição que estava se desenvolvendo
em uma das províncias do seu império, disse aos ministros do seu
governo e aos chefes militares que o cercavam:
- Vamos. Sigam-me. Destruirei os meus inimigos imediatamente!
Quando o imperador e suas tropas chegaram ao lugar onde se encontravam os rebeldes,
ele os tratou com tanta brandura e amabilidade que, em gratidão, todos
se submeteram a ele voluntariamente.
Aqueles que compunham a comitiva do imperador pensaram que ele ordenaria imediata
execução de todos os que haviam se rebelado contra o seu domínio,
mas ficaram grandemente surpreendidos ao vê-lo tratando-os com tanto carinho
e afeto. Intrigado com a humilhante atitude do soberano e julgando-o um quase
covarde, o primeiro-ministro, um tanto agastado, perguntou:
- É desta forma que Vossa Excelência cumpre sempre a sua ameaça?
Não nos disse no início da caminhada que viríamos aqui
para vê-lo destruir os seus inimigos? Ora, a única atitude que
tomou foi a de anistiá-los com um gesto humanitário... Estamos
todos verdadeiramente estarrecidos com o perdão indiscriminado e sobretudo
com o carinho extremado que premiou a cada um dos revoltosos.
Depois de ouvir atenciosamente a censura do seu ministro e ainda outras tantas
críticas feitas pelos demais auxiliares, o imperador, tomado de um sereno
ar de generosidade, disse-lhes:
- Sim, lembro-me que prometi solene e decididamente destruir todos os meus inimigos.
E agora eu lhes pergunto: Estão vendo algum inimigo meu? Certamente que
não, pois a todos tenho feito amigos. Essa é uma verdade sem contestação.
Podem se destruir os inimigos pela força, pela violência, pela
soberania. Entretanto, feito isto, não há dúvidas, muitos
outros inimigos nascerão em face da atitude prepotente. Todavia, quando
se procura ganhar um inimigo com gestos de amor, de compreensão e bondade,
fatalmente surgirão muitos outros amigos que, atraídos pela experiência
vivida pelo semelhante, também se deixam transformar seguindo exemplo
de amor e perdão em relação aos seus inimigos."
(Autor desconhecido)
LIÇÕES DO PENTA
1- Não tente enganar - Rivaldo teve que pagar uma nota preta (para nós,
não para ele) por ter fingido levar uma bolada no rosto.
2- Não machuque o adversário - Ronaldinho Gaúcho foi expulso
por agredir voluntariamente o adversário inglês.
3- Acorda cedo, Brasil - Acordamos às 3 da manhã para torcer e
sofrer pelo Brasil - e sem reclamar.
4- Quebrar recordes - vencer a primeira copa do milênio, ser a única
equipe PENTA campeã de futebol do mundo, ter o único jogador a
participar de três finais de Copa do mundo, Cafu. Ser a única seleção
a chegar a três finais de Copa do mundo seguidas, vencer todas as sete
partidas de 2002, ter o maior número de gols, com o melhor ataque.
5- Aprender com a Coréia - a ser acolhedora, organizada, equilibrada,
torcer com alegria e respeito.
6- Respeitar o Filipão - por não ter levado o Baixinho para a
Copa (alguém se lembra do Romário?), por se acostumar a ser chamado
de burro e teimoso, por ser humilde: sempre respeitou as equipes adversárias,
por ter insistido em colocar em campo Rivaldo (o melhor jogador da copa) e Ronaldo
(o artilheiro, o fenômeno), por ter formado uma equipe com grandes profissionais
que se respeitam e se gostam, por não ter permitido "estrelismos",
por ter levado uma equipe totalmente desacreditada à vitória.
7- Respeitar o Rivaldo - que beleza a "deixada" de bola que ele deu
para Ronaldo fazer o segundo gol contra a Alemanha.
8- "Ronaldar" - O Fenômeno deu a volta por cima com uma tremenda
força de vontade ao superar suas dificuldades pessoais e profissionais.
9- Assistir a Copa do improvável - seleções sem tradição
mandando para casa as melhores do mundo (que dó da Argentina!).
10- Derrubar o "Muro de Berlin" - Kahn disse que para ser chamado
debom, o ataque brasileiro deveria passar por ele. DOIS SÃO SUFICIENTES,
goleirinho?
BRASIL: PAÍS CINCO ESTRELAS * * * * *
Historia da Tribo de Sioux - VIDA AMARRADA
Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma
vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e
Nuvem Azul, a filha do cacique,uma das mais formosas mulheres da tribo,chegaram
de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo...
- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem. E nos amamos tanto
que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma
coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure
que estaremos um ao lado do outro atéencontrarmos a morte. Há
algo que possamos fazer?
E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados
e tão ansiosos por uma palavra, disse:
-Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma
rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do
monte... e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da
lua cheia. E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro -deves escalar a montanha
do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias,
e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la
trazendo-a para mim, viva!
Os jovens se abraçaram com ternura, e logo partiram para cumprir a missão
recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro,
os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente
formososexemplares...
- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a
honra de seu sangue? Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?
- propôs a jovem. - Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves,
eamarrem-nasentre si pelas patas comessas fitas de couro... quando as tiver
bem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros...
a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar
pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves
arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho.
Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem
amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão
arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a
machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...
voem juntos... mas jamais amarrados.
Coisas de Indios!
AMOR COM AMOR SE PAGA
Há muito tempo atrás, uma menina chamada Lili
se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de alguns dias, passou a
não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes
e Lili foi se irritando com os hábitos da sogra que freqüentemente
a criticava. Meses se passaram e Lili e sua sogra cada vez discutia e brigavam
mais.
De acordo com antiga tradição chinesa a nora tinha que se curvar
à sogra e a obedecer em tudo. Lili já não suportando mais
conviver com a sogra decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu
pai, que a ouviu e depois com um pacote de ervas lhe disse:
- Você não poderá usá-las de uma só vez para
se libertar de sua sogra porque isso causaria suspeitas. Vou lhe dar várias
ervas que irão lentamente envenenando sua sogra. A cada dois dias ponha
um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém
suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito
cuidado e agir de forma muito amigável. Não discuta, ajudarei
a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as
instruções que eu lhe der.
Lili respondeu:
- Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o que o senhor me pedir. Lili ficou muito
contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar
o projeto de assassinar a sua sogra. Semanas se passaram e a cada dois dias,
Lili servia a comida
"especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre lembrava do
que Sr.Huang tinha recomendado sobre evitar suspeitas e assim ela controlou
o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria
mãe. Depois de seis meses a casa
inteira estava com outro astral. Lili tinha controlado o seu temperamento e
quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses não tinha tido nenhuma discussão
com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil
de lidar.
As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como
mãe e filha. Um dia Lili foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe
ajuda e disse:
- Querido Sr. Huang, por favor me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra!
Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha
mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.
Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça.
- Lili, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas
para melhorar a saúde dela .O veneno estava na sua mente e na sua atitude,
mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar
a ela.
Na China existe uma regra dourada que diz: "A pessoa que ama os outros
também será amada." Na grande parte das vezes recebemos das
outras pessoas o que damos a elas, por isso.
Lembre-se sempre: O PLANTIO É OPCIONAL... A COLHEITA É OBRIGATÓRIA...
Por isso cuidado com o que planta !!
O Bosque
Tempos atrás eu era vizinho de um médico cujo "hobby"
era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava
da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores,
todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o
fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando
muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico
e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não
crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso,
ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície
e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer,
mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água
e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores
do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas
e seriam mais resistentes às intempéries. Essa foi a única
conversa que tive com aquele meu vizinho
Logo depois fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários
anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência.
Ao aproximar-me, notei um bosque que não existia antes. Meu antigo vizinho
havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em
que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem
resistindo ao rigor do inverno, entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico,
notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não
se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito
curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham
passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado
de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos,
debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente,
oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:
"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões
desse mundo". Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas
orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é
inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.
Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas
orações para que as dificuldades não ocorram, têm
sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em
algum lugar, portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer queiramos ou não, a vida não é
muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar
para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma
que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram
nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer
é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo
que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos
bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.
A PAZ PERFEITA
Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz
de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas aspinturas, mas houve apenas duas de que ele
realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito
ondese refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se
um céu muito azul com tênue nuvens brancas. Todos os que olharam
para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e
estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu
tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões.
Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo
isto se revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente,
reparou que atrás dacascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na
rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da
violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no
seu ninho.
Paz perfeita. Qual pensas que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda. Sabes por quê?
"Porque", explicou o rei: "paz não significa estar num
lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor."
"Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos
calmos no nosso coração."
"Este é o verdadeiro significado da paz"
A Serpente e o Vagalume
Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava
em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse a cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já
que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...
Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar...
95% má e 5% boa
Um dia, Deus, olhando para a Terra, viu todo o mal que se
passava nela. Assim, decidiu enviar um anjo para investigar. Chamou um de seus
melhores anjos e mandou-o à Terra por algum tempo. Quando o anjo regressou,
disse a Deus:
- Sim, a Terra é 95% má e 5% boa.
Deus pensou por um momento e disse:
- Melhor mandar outro anjo para ter uma segunda opinião. Assim, Deus
mandou outro anjo ficar na Terra por algum tempo. Quando regressou, o segundo
anjo também disse:
- Sim, a Terra está em decadência, 95% má e 5% boa.
Deus concluiu:
- Isso não está bom.
Então, decidiu mandar um e-mail aos 5% das pessoas boas que havia no
mundo, para dar-lhes ânimo, para que não desistam e sigam adiante
sem perder a fé.
- Sabes o que dizia o e-mail?
- Não?!
- Estamos ferrados... Porque eu também não recebi!!!
AMANHECER...
Quando abrimos os olhos de manhã, não sabemos
quanto tempo temos pela frente...
Não sabemos se chegaremos até a hora do almoço, por exemplo.
Não sabemos se veremos a pessoa de quem gostamos...
Não sabemos se o projeto do nosso dia será realizado...
Não sabemos, infelizmente.
O perigo nos ronda por todos os lados...
E então?
Então... quando abrimos os olhos, de manhã, já é
uma graça de Deus!
O que devemos fazer?
Viver cada minuto, cada pedaço do tempo, cada instante e cada parcela
da nossa respiração como se fosse o último tempo, o último
dia que nos foi
concedido.
Viver esse momento com intensidade de quem ama de modo profundo, de modo apaixonado,
entregando-se totalmente.
Respirar esse momento como se fosse a última bolha de ar que nos resta
num deserto ardente.
Viver esse momento com o melhor que a vida já nos deu --o amor.
É, isso mesmo, com amor, com um imenso amor, com aquele amor que nos
faz profundamente felizes, mesmo com tantos problemas à nossa volta.
Com amor, só com amor, é assim que vale a pena viver em qualquer
circunstância, em qualquer momento, com qualquer dificuldade.
As grandes almas viveram sempre assim.
E é com esse espírito e com esse desejo que nós somos convidados
a amanhecer e viver a grandeza do nosso dia, do nosso momento.
Então.... AME !
JÓIAS DEVOLVIDAS
Narra antiga lenda árabe, que um rabi, religioso
dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável
e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem
ausentando-se do lar por vários dias.
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte
dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto,
por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança
em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao
esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não
suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil
questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo
depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou
sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe
os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero
grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você
abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas
jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São
jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta
a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você
me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca
cultivou vaidades!... Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui.
Retê-las equivaleria a roubo!
- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido.
Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos.
- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los.
Eles se foram.
O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram
grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.
* * *
Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de
que as ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim,
quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas
e mais valiosas.
RECURSOS HUMANOS
Um dia, enquanto caminha pela rua, uma mulher de sucesso,
DIRETORA DERECURSOS HUMANOS de uma multinacional, (aquelas que fazem de tudo
paravender a imagem de sua empresa aos futuros empregados), é tragicamenteatropelada
por um caminhão e morre. Sua alma chega ao paraíso e seencontra,
na entrada, com São Pedro.
- Bem vinda ao paraíso, diz São Pedro! Mas...Antes que você
se acomode,parece que temos um problema. Você vai perceber que é
muito raro um diretor de recursos humanos chegar aqui e não estamos seguros
do que fazer com você.
- Não tem problema, deixe-me entrar. - Diz ela, já analisando
São Pedro dos pés a cabeça (avaliava S. Pedro como se fosse
um candidato, e se perguntava se ela o contrataria para trabalhar em sua empresa).
- Bem que eu gostaria de deixa-la entrar agora mesmo, mas tenho ordens superiores.
Assim, faremos com que você passe um dia no inferno e outro no paraíso;
então poderá escolher onde passar a eternidade.
- Ora, já está decidido. Prefiro ficar no paraíso, diz
a mulher.
- Sinto muito, mas temos nossas regras, primeiro você precisa conhecer
os dois locais. E, assim, São Pedro acompanha a diretora ao elevador
e desce, desce, desce até o inferno. As portas se abrem e aparece um
verde campo de golfe. Mais distante, um belo clube. Lá estão todos
os seus amigos, colegas diretores que trabalharam com ela e grandes executivos
de outras empresas, todos em trajes de festa e muito felizes. Correm para cumprimenta-la,
beijam-na e se lembram dos bons tempos. Jogam uma agradável partida de
golfe; mais tarde, jantam juntos num clube muito bonito e se divertem contando
piadas e dançando.
O Diabo, então, era um anfitrião de primeira classe, elegante,
charmoso, muito educado e divertido. Ela se sente de tal maneira bem que, antes
que se dê conta, já é hora de ir embora.
Todos lhe apertam as mãos e se despedem enquanto ela entra no elevador.
O elevador sobe, sobe, sobe, e ela se vê novamente na porta do paraíso,
onde São Pedro a espera. Agora é a hora de visitar o céu.
Assim, nas 24 horas seguintes, a mulher se diverte pulando de nuvem em nuvem,
tocando harpa e cantando. É tudo tão bonito e tão sereno,
que, quando percebe, as 24 horas se passaram e São Pedro vai busca-la.
- Então, passou um dia no inferno e outro no paraíso. Agora você
deve escolher sua eternidade.
A mulher pensa um pouco e responde:
- Senhor, o paraíso é maravilhoso, mas penso que me senti melhor
no inferno, com todos os meus amigos e aquela intensa vida social. São
Pedro a acompanha até o elevador, que outra vez desce, desce, desce,
até o inferno. Quando as portas do elevador se abrem ela depara com um
deserto, inóspito, sujo, cheio de desgraças e coisas ruins. Vê
todos os seus amigos vestidos com trapos, trabalhando como escravos, aguilhoados
por diabos inferiores, que estão recolhendo as desgraças e colocando-as
dentro de bolsas pretas. O diabo se aproxima e conduz a mulher pelo braço,
com brutalidade.
- Não entendo - balbucia a mulher. - Ontem eu estava aqui e havia um
campo de golfe, um clube, comemos lagosta e caviar, dançamos e nos divertimos
muito. Agora tudo o que existe e um deserto cheio de lixo e todos os meus amigos
parecem uns miseráveis.
O diabo olha para ela e sorri:
- ONTEM ESTÁVAMOS TE CONTRATANDO. HOJE VOCÊ FAZ PARTE DA EQUIPE
A ORIGEM DA PALAVRA SINCERO
SINCERA é uma palavra doce e confiável.
SINCERA é uma palavra que acolhe ... e essa é uma palavra que
deveria estar no vocabulário de toda alma.
SINCERA foi uma palavra inventada pelos romanos.
Sincero vem do velho, do velhíssimo latim...Eis a poética viagem
que fez sincero de Roma até aqui:
Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era, às
vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em
alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto - um colar, uma pulseira
ou um dado - que estivesse colocado no interior do vaso.
Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso:
- Como é lindo!!! parece até que não tem cera!!!
"Sine-cera" queria dizer: "sem cera" uma qualidade de vaso
perfeito, finíssimo, delicado,que deixava ver através de suas
paredes; e da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou a ter um
significado muito mais elevado.
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não
oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações.
O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de
suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.
- Malba Taham -
LARGUEM! ESSA CORDA É SÓ PARA MIM
Dizem que um egoísta chamado Tifão morreu e foi direto para o
inferno. Um dia, porém, reconheceu seu pecado e pediu perdão a
Deus. Imediatamente apareceu-lhe um anjo e lhe disse:
- Tifão, Deus ouviu sua prece e enviou-me para ver se você praticou
algum algum ato bom que possa justificar sua entrada no céu.
- Ó Senhor da Misericórdia, que ato bom poderei ter feito? Minha
vida foi só egoísmo. Estou perdido! - respondeu Tifão
e o anjo insistiu:
- Mas, Tifão, alguma coisinha, como dar a alguém um copo de água,
nem isso você fez?
- Nem isso- respondeu ele.
- E como você tratou os animais, Tifão?
- Bendito seja Deus! - respondeu ele - Um dia tirei o pé para não
pisar numa aranha.
- Bem-aventurado é você, Tifão! - disse o anjo - Só
por isso Deus lhe dará o céu, com uma condição:
nunca mais seja egoísta.
E, no mesmo instante, desceu do céu uma corda grossa, feita de fios de
aranha. Tifão agarrou-se nela e começou a subir. Foi subindo,
subindo... Quando estava perto do céu, olhou e viu alguns companheiros
de sofrimento tentando pegar a ponta da corda para subir também. Então
lhes disse:
- Larguem!Essa corda é só para mim!
Imediatamente a corda rompeu-se, e ele caiu.
Mãe
Três crianças conversavam a respeito das coisas mais lindas que
já haviam visto.
Disse a primeira: - A coisa mais linda que já vi foi um pássaro
de todas as cores.
Disse a segunda: - O que achei mais lindo foi um cavalinho, no circo. Vestido
de veludo preto e dourado.
A terceira criançafalou: - Ainda não vi coisa mais linda que o
rosto de minha mãe!
O COELHO E O CACHORRO
Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho
para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem
comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:
- Mas ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer
juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e ficaram
amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças,
felizes.
Eis que o dono do coelho foi passar o final-de-semana na praia com a família
e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono
do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão
na cozinha. Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado,
sujo de terra e, claro, morto. Quase mataram o cachorro.
- O vizinho estava certo. E agora!?
- E agora eu quero ver!
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal,
para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.
Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
E agora? Todos se olhavam. O cachorro chorando lá fora, lambendo as pancadas.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- Cala a boca!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.
- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca
com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até
perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um
coelho cardíaco.
Umas três horas depois, eles ouvem a vizinhança chegar. Notam os
gritos das crianças. Descobriram! Não deram cinco minutos e o
dono do coelho veio bater à porta... Branco, assustado. Parecia que tinha
visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
Todos:
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do
quintal!
- - - - -
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem
ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história
toda, o protagonista da historia, é o cachorro. Imagine o pobre do cachorro
que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância,
o coelho.
Depois de muito farejar, descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e
vai mostrar para os seus donos.
Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancadas
de tudo quanto é lado. O cachorro é o herói. O bandido
é o dono do cachorro. O ser humano. E o homem continua achando que um
banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal
desconfiado que tem dentro dele. Julga os outros pela aparência, mesmo
que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier.
Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitados de nós, animais
racionais,
QUE MUITAS VEZES NÃO PASSAMOS DE COMPLETOS IRRACIONAIS...
Sentido da Vida
Certa vez, um sábio observou um homem sentado na
beira da estrada, com ar de completa desolação.
- O que o preocupa? - quis saber.
- Meu irmão, não existe nada interessante na minha vida. Eu tenho
dinheiro suficiente para não precisar trabalhar, pus todo ele nessa mala
e estava viajando pelo mundo para ver se encontrava algo que me desse alegria
de continuar vivendo. Entretanto, todas as pessoas que encontrei nada têm
de novo para me dizer e só conseguem aumentar meu tédio.
Na mesma hora, o sábio agarrou a mala do homem e saiu correndo pela estrada.
Como conhecia a região, rapidamente conseguiu distanciar-se dele, pegando
atalhos pelos campos e colinas.
Quando se distanciou bastante, colocou de novo a mala no meio da estrada por
onde o viajante iria passar e escondeu-se por detrás de uma rocha.
Meia hora depois o homem apareceu, sentindo-se mais miserável que nunca,
por causa do "ladrão" que encontrara.
Assim que viu a mala, correu até ela e abriu-a, ofegante.
Ao ver que seu conteúdo estava intacto, olhou para o céu cheio
de alegria e agradeceu aos céus
- Certas pessoas só entendem o sabor da "felicidade" quando
conseguem perdê-la. - pensou o sábio.
O Cachorrinho, o macaco e o leão
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo
em sua direção.
Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los.
Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho
diz:
- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no
caminho vai pensando:
"Que cachorro bravo!
Por pouco não come a mim também!"
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta
como ele havia sido enganado.
O tigre, furioso, diz:
- Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez
traz o
macaco montado em suas costas.
"Ah, macaco traidor!
O que faço agora?", pensou o cachorrinho.
Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo
nada.
Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho
diz:
- Macaco preguiçoso!
Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não
voltou!
"EM MOMENTOS DE CRISE, SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS
IMPORTANTE QUE O
CONHECIMENTO."
Albert Einstein
Milagre
Eu cresci num colégio interno em Asunción,
Paraguay e nunca tive coragem de pedir nada a Deus, pois já me deu mais
do que preciso.
Meu filho quando tinha 8 anos, caiu na piscina e teve morte cerebral (afogamento).
No hospital, os médicos me informaram que meu filho tinha falecido. Peguei
meu carro e saí como louca para me jogar embaixo de alguma carreta.
A minha mãe me ligou chorando, dizendo que tinha entregado o meu filho
para Nossa Senhora de Caacupé, Santa famosa no Paraguai.
Voltei para o hospital e fui informada que tinham voltado os sinais vitais do
meu filho. Ficou em coma 5 longos dias.Se voltasse, seria um "vegetal",
pois ficou 45 minutos com morte cerebral.
Minha mãe ficou tranqüila, pois tinha certeza que ele voltaria normal.
E foi o que aconteceu. 5 dias depois, na UTI, ele abriu os olhos e falou que
estava com fome. Os médicos falaram que foi um milagre de Deus.
Hoje, meu filho está com 22 anos, é casado e é muito feliz.
E eu tenho certeza que foi um milagre duplo da VIRGEM DE CAACUPÉ... Eu
não joguei meu carro na frente do caminhão e meu filho está
muito vivo!
Antonia - AIC
Foz do Iguaçu-PR, 28 maio 2002.
O voto
Está na hora de eleger um novo líder mundial,
e o seu voto é decisivo. Aqui estão os fatos sobre os três
candidatos:
Candidato A - Está associado à políticos corruptos, e consulta
com astrólogos. Já teve duas amantes. Fuma como uma chaminé
e bebe de 8 a 10 martinis por dia.
Candidato B - Já foi despedido do emprego duas vezes, dorme até
o meio-dia, usava ópio na universidade e bebe um quarto de uma garrafa
de whisky todas as noites.
Candidato C - Ele é um herói de guerra condecorado. É vegetariano,
não fuma, bebe uma cerveja ocasionalmente e nunca teve nenhuma relação
extraconjugal.
Qual destes candidatos você escolheria?
Escolha primeiro e vá descendo para ver as respostas.
O Candidato A é FranklinRoosevelt.
O Candidato B é Winston Churchill.
O Candidato C é ADOLF HITLER.
Beethoven
Se você conhecesse uma mulher grávida, que
já tinha8 filhos, 2 dos quais eram surdos, os outros dois cegos e um
que era retardado, e ela tivesse sífilis, você recomendaria que
ela fizesse um aborto?
Ah! E a resposta para a pergunta do aborto: Se você disse sim...
Acaboudematar BEETHOVEN!
O ANEL
Um aluno, dirigiu-se ao professor:
Venho aqui , professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não
tenho
forças para fazer nada.
Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem,
que sou lerdo e
muito idiota.
Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse: - Sinto muito meu jovem, mas não
posso te
ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema.
Talvez depois,e fazendo uma pausa falou: - Se você me ajudasse, eu poderia
resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
C...Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez
desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e
disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque
tenho
que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo
possível,
mas não aceite menos que uma moeda de ouro.
Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer
o
anel aosmercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto
pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem
ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto
de explicar
que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma
xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não
aceitar menos que
uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido
pelo
fracasso montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o
anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo
receber
ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me
pediu. Talvez
pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar
ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse meu jovem, contestou sorridente.
Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá
até o
joalheiro.
Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e
pergunte quanto ele te dá por ele.
Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda.
Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro
examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais
que
58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca
de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Senta. - Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou,
disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única.
E que só pode ser
avaliada por um expert. Pensava que qualquer
um podia descobrir o seu verdadeiro valor???
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por
todos os
mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
"Ninguém pode te fazer sentir inferior sem seu consentimento.. ."
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
Um grupo de estudantes de geografia estudou as sete maravilhas
do mundo. No final da aula, foi pedido aos estudantes para fazerem uma lista
do que eles pensavam que fossem consideradas as sete maravilhas atuais do mundo.
Embora houvesse algum desacordo, começaram os votos:
1. Pirâmides Grandes De Egipto
2. Taj Mahal
3. Grand Canyon
4. Canal De Panamá
5. Empyre State Building
6. Basilica Do St. Peter
7. A Grande Muralha da China
Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina,
não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou
à ela se tinha problemas com sua lista. A menina quieta respondeu:
- Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitos.
O professor disse:
- Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos
ajudá-la.
A menina hesitou, então leu:
- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1. tocar
2. sentir sabor
3. ver
4. ouvir
5. sentir
6. rir
7. e amar
A sala então ficou completamente em silêncio. É fácil
para nós olharmos as façanhas do homem, já que negligenciamos
tudo o que Deus fez para nós. Que você possa se lembrar hoje daquelas
coisas que são verdadeiramente maravilhosas.
"Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que
você puder, quando você puder."
desconheço o autor
UMA VISÃO DE PLANEJAMENTO !!
Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro
para ajuda-lo a conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho
nas caçadas.
Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que,
ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar. Desse
modo, o caçador teria facilitada a sua ação. Entusiasmado
com o instrumento, o caçador organizou uma caravana convidando dois outros
amigos caçadores para a África.
Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre.De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, curiosamente, o tigre,que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar. Foi fuzilado a queima roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram e o mataram com vários tiros. E foi assim, a flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente um leão faminto. A flauta soou mas o leão não dançou. Ao contrario, atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado.
Dois macacos, em cima de uma arvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria: - Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem o surdinho...
Moral da Historia: Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo; um dia podem não dar . Tenha sempre planos de contingência; prepare alternativas para as situações imprevistas; preveja tudo que pode dar errado e prepare- se.
Esteja atento as mudanças e não espere as
dificuldades para agir.
"Cuidado com o Leão surdo"
Agonia de Jesus
Relato de um médico francês Dr.Barbet , professor-cirurgião,
sobre a agonia de Jesus Cristo , reconstituindo as dores sofridas por Ele, em
nosso lugar .
"Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo.Por treze anos
vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia
a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte,
como a de Jesus.
"Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de
sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o
fato é um médico, Lucas.E o faz com a precisão de um clínico.
O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômenoraríssimo.
É produzido em condições excepcionais : para provocá-lo
é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento
moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande
medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando
todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema
produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob
as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra
sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio
de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os
soldados dedespojam Jesuse o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.
A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre
as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos
devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com
chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas
hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra.
A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem;
um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira e vem uma vertigem
denáusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse
preso no alto, pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois do escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais
duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie
de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro
cabeludofazendo-o sangrar ( os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro
cabeludo ).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão
feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande
braço horizontal da cruz; pesa uns cinqüenta quilos . A estaca vertical
já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os
pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.
Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros.
Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente
caisobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando
Ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.. Sobre
o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos
despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas
e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze
de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à
carne viva ; ao levarem a túnica, se laceram as terminações
nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão
violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope,
mas ainda não é o fim.
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas
chagas se incrustam de pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal
da cruz. Os algozes tomamas medidas. Com uma broca éfeito um furo na
madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam
um prego ( um longo prego pontudo e quarado ), apóiam-no sobre opulsode
Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira.
Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi
lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante
, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros,
atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que o homem pode
provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos
: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não.
O nervo é destruído só em parte : a lesão do tronco
nervoso permanece em contato com o prego, quando o corpo é suspenso na
cruz, o nervo esticará fortemente como uma corda de violino esticada
sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando
dores dilacerantes. Um suplícioque durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o
primeiro sentado e depois em pé; conseqüentementefazendo-o tombar
para trás, o encostam na estaca vertical. Os ombros da vítima
esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da
grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se
para a frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na
madeira.
Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas
agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não
bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue.
A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender.
A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede . Um
soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida
ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz.
Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos
braços se enriquecem em uma contração que vai se acentuando
: os deltóides , os bíceps esticados e levantados, os dedos, se
curvam. É como acontece a alguém feridode tétano. A isto
que os médicos chamam titânia, quando os sintomas se generalizam
: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis,
em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço , e osrespiratórios.
A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com
um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice
dos pulmões. Tem sede de ar : como um asmático em plena crise,
seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma
num violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não
podem esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora
de órbita. Mas o que acontece ? Lentamente com um esforço sobre-humano
, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se
a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços.
Os músculos do tórax se distendem. A respiração
torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera
a palidez inicial.
Por que este esforço ? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes
porque não sabem o que fazem".
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.
Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz : cada vez que falou,
elevou-se, tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável !
Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas
zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las.
Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde : de repente a temperatura
diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura
três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia,
o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento : "Meu Deus, Meu
Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita : "Tudo está consumado
!". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego
o meu espírito".E morre .
E morre, no meu lugar e no seu . Não façamos dessa morte , que
trouxe novavida a todos nós, uma morte sem nexo. Está em você
, dentro de você o espírito de Jesus.
Ame-o e glorifique-o todos os dias da sua vida.
O filho
Sally pulou da cadeira quando viu o cirurgião chegar.
- Como está meufilho? Ele vai ficar bem?
O cirurgião disse:
- Sinto muito, fizemostudo o que estava ao nosso alcance.
Sally disse:
- Por que as criançastem câncer? Será que Deus não
se preocupa com elas?
Deus, onde estavas quando meu filho precisou?
O cirurgião disse:
-Uma das enfermeiras sairá para te deixar uns minutos com o corpo de
seu
filhoantes que o levem para a Universidade. Sally pediu à enfermeira
que
aacompanhasse enquanto se despedia de seu filho. Passou a mão no seu
cabelo; aenfermeira perguntou se ela queria guardar alguns fios de seu cabelo.
Sallyaceitou, a enfermeira cortou uma mecha, a colocou em uma bolsinha de plásticoe
deu a Sally.
Sally disse:
- Foi idéia de Jimmy doar seu corpo à Universidade para serestudado.
Disse que poderia ser útil para alguém. Era o que ele desejava.
Eu, a princípio me neguei, mas ele me disse: "Mamãe, eu não
o usarei depois que morrer e talvez ajude uma criança a desfrutar de
um dia a mais ao lado de suamãe.
Meu Jimmy tinha um coração de ouro, sempre pensava nos outros
e desejava
ajudá-los como pudesse.
Sally saiu do Hospital Infantil pela última vez,depois de ter
permanecido por lá nos últimos seis meses. Colocou a bolsa com
ospertences
de
Jimmy no acento do carro, junto a ela.
Foi difícil dirigir de volta pra casa e, mais difícil ainda, entrar
na
casa vazia.
Levou a bolsa ao quarto de Jimmy e colocou os carrinhos de miniatura e
todas as suas demais coisas como ele gostava. Sentou na cama de Jimmy e
chorou atédormir, abraçando o pequeno travesseiro dele.
Acordou cerca de meia-noite, junto a ela, havia uma folha de papel dobrada
Abriu a carta que dizia:
" Querida mamãe, sei que você deve sentir minhafalta mas não
pense que
eu te esqueci ou que deixei de te amar só porque nãoestou aí
para dizer
TE AMO.
Pensarei em você cada dia, mamãe, e cada dia te amarei ainda mais.
Algumdia voltaremos a nos ver. Se você quiser adotar um menino para que
não fiquestão sozinha, ele poderá ficar no meu quarto e
brincar comtodas as minhascoisas.Se quiser uma menina, provavelmente ela não
gostará das mesmas coisas
que os meninos e terá que comprar bonecas e coisas de meninas.
Não fique tristequando pensar em mim, estou num lugar grandioso. Meus
avós vieram mereceber quando cheguei, me mostraram um pouco daqui, mas
levarei muito tempopara ver tudo.
Os anjos são muito amigos e me encanta vê-los voar.
Jesus não se parece com as imagens que vi dele, mas soube que era ele
assim que o vi.
Jesus me levou para ver Deus!! E, acredite, mamãe, eu me sentei no colo
delee falei com ele como se eu fosse alguém importante.
Eu disse à Deus quequeria te escrever uma carta, para me despedir e
etc,mesmo sabendo que não erapermitido. Deus me deu papel e sua caneta
pessoal para escrever esta carta. Achoque se chama Gabriel o anjo que
a deixará cair para você.
Deus me dissepara responder o que você perguntou: "Onde estava ele
quando eu precisei?".
Deus disse: "No mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz. Estava justo
aí, como Deus sempre está, com todos os seus filhos."
Esta noite estarei na mesa com Jesus para o jantar. Sei que a comida
será fabulosa. Ah! quase esqueci de dizer. Não sinto mais nenhuma
dor, o
câncer foi embora. Estou feliz porque já não conseguia mais
suportar tanta
dor
e Deus não podia me ver sofrendo daquela maneira, aí enviou o
Anjo da
Misericórdiapara me levar. O Anjo me disse que eu era um entrega
especial."
Assinado com amor: Deus, Jesus e eu.
Carta de Robert Bowan, Bispo da Igreja Católicana Flórida:
Veja a tradução da carta enviada ao Presidente dos EUA por Robert
Bowan, Tenente-Coronel e ex-combatente do Vietnã, atualmente Bispo da
Igreja Católicana Flórida:
"Senhor Presidente:
Conte a verdade ao povo, Sr. Presidente, sobreterrorismo. Se as ilusões acerca do terrorismo não forem desfeitas, então aameaça continuará até nos destruircompletamente.
A verdade é que nenhuma das nossasmilhares de armas nucleares pode nos proteger dessas ameaças. Nenhum sistema"Guerra nas Estrelas" (não importa quão tecnicamente avançado seja, nem quantostrilhões de dólares sejam despejados nele) poderá nos proteger de uma armanuclear trazida num barco, avião, valise ou carroalugado.
Nenhuma arma sequer do nosso vastoarsenal, nem um centavo
sequer dos US$
270.000.000.000,00 (isso mesmo, duzentose setenta bilhões de dólares)
gastos por ano no chamado "sistema de defesa" podeevitar uma bomba
terrorista. Isto é um fatomilitar.
Como tenente-coronel reformado efreqüente conferencista em assuntos de segurança nacional, sempre tenho citado osalmo 33: "Um rei não é salvo pelo seu poderoso exército, assim como umguerreiro não é salvo por sua enormeforça".
A reação óbvia é: "Então
o quepodemos fazer? Não existe nada que possamos fazer para garantir
a segurança donosso povo?"
Existe. Mas para entender isso, precisamos saber a verdadesobre a ameaça.
Sr. Presidente, o senhor nãocontou ao povo americano a verdade sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo,quando explicou por que bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão.
O senhordisse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade eos direitos humanos no mundo...
Que absurdo, Sr.Presidente!
Somos alvo dos terroristas porque,na maior parte do mundo, nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e aexploração humana. Somos alvo dos terroristas porque somos odiados. Esomos odiados porque nosso governo fez coisasodiosas.
Em quantos países agentes do nossogoverno depuseram
líderes popularmente
eleitos, substituindo-os por militaresditadores, marionetes desejosas de vender
seu próprio povo a corporaçõesamericanas multinacionais?
Fizemos isso no Irãquando os Marines e a CIA depuseram Mossadegh porque ele tinha a intenção denacionalizar a indústria de petróleo. Nós o substituímos pelo Xá Reza Pahlevi earmamos, treinamos e pagamos a sua odiada guarda nacional Savak, que escravizoue brutalizou o povo iraniano para proteger o interesse financeiro de nossascompanhias de petróleo.
Depois disso, serádifícil imaginar que existam pessoas no Irã que nos odeiem?
Fizemos isso no Chile. Fizemosisso no Vietnã. Mais
recentemente, tentamos fazê-lo no Iraque. E, é claro,quantas vezes
fizemos isso na Nicarágua e outras repúblicas na
AméricaLatina?
Uma vez atrás da outra, temosdestituído líderes populares que desejavam que as riquezas da sua terra fossemrepartidas pelo povo que as gerou. Nós os substituímos por tiranos assassinosque venderiam o seu próprio povo para que, mediante o pagamento de vultosaspropinas para engordar suas contas particulares, a riqueza de sua própria terrapudesse ser tomada por similares à Domino Sugar, à United Fruit Company, àFolgers e por aí vai.
De país em país,nosso governo obstruiu a democracia, sufocou a liberdade e pisoteou os direitoshumanos.
É por isso que somos odiados aoredor do mundo. E é por isso que somos alvo dosterroristas.
O povo do Canadá desfruta dademocracia, da liberdade e dos direitos humanos, assim como o povo da Noruega eda Suécia. O senhor já ouviu falar de embaixadas canadenses, norueguesas ousuecas sendo bombardeadas?
Nós não somos odiadosporque praticamos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Nós somosodiados porque nosso governo nega essas coisas aos povos dos países de terceiromundo, cujos recursos são cobiçados por nossas corporaçõesmultinacionais.
Esse ódio que semeamos virou-secontra nós para nos assombrar na forma de terrorismo e, no futuro, terrorismonuclear. Uma vez dita a verdade sobre oporquê da ameaça existir e ter sido entendida, a solução torna-seóbvia. Nós precisamos mudar nossaspráticas.
Livrarmo-nos de nossas armasnucleares (unilateralmente, se necessário) irá melhorar nossasegurança. Alterar drasticamente nossapolítica externa iráassegurá-la.
Em vez de enviar nossos filhos efilhas ao redor do mundo para matar árabes de modo que possamos ter o petróleoque existe sob suas areias, deveríamos mandá-los para reconstruir suainfra-estrutura, fornecer água limpa e alimentar criançasfamintas.
Em vez de continuar a matarmilhares de crianças iraquianas todos os dias com nossas sanções econômicas,deveríamos ajudar os iraquianos a reconstruir suas usinas elétricas, suasestações de tratamento de água, seus hospitais e todas as outras coisas quedestruímos e impedimo-los de reconstruir com sançõeseconômicas.
Em vez de treinar terroristas eesquadrões da morte, deveríamos fechar a Escola dasAméricas.
Em vez de sustentar a revolta, adesestabilização, o assassínio e o terror em redor do mundo, deveríamos abolir aCIA e dar o dinheiro gasto por ela a agências deassistência.
Resumindo, deveríamos ser bons emvez de maus. Quem
iria tentar nos deter?
Quem iria nos odiar? Quem iriaquerer nos bombardear?
Essa é a verdade, Sr.Presidente.
É isso que o povo americano precisa ouvir."
Robert Bowmanvoou em 101 missões de combate no Vietnã.
Atualmente é bispo da UnitedCatholic Church em Melbourne Beach, Flórida.
VIDA ... UM PROJETO ESPECIAL
Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar, assim sendo, informou
o patrão, de seu desejo em sair da indústria de construção
e passar mais tempo com sua família, ainda disse, que sentiria falta
do salário, mas realmente queria se aposentar.
A empresa não seria afetada pela saída do carpinteiro, mas seu
chefe estava triste em ver um bom funcionário partir.
Apesar da determinação do carpinteiro,seu chefe pediu-lhe para
que trabalhasse em mais um projeto, como um favor pessoal, pois seria o último.
O carpinteiro concordou,mas era fácil ver-se que nãoestava nada
entusiasmado com a idéia.
Deu início ao projeto, prosseguiu, terminando-o, fazendo um trabalho
de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira nostálgica
dele terminar sua carreira.
Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da
casa. Assim que terminou, deu a chave da casa ao carpinteiro e disse:
- "Esta casa é sua. É o meu presente, em consideração
aos anos de dedicação".
O carpinteiro ficou muito surpreso.
"Que pena!", pensou ele, "se eu soubesse que estava construindo
a minha própria casa, teria feito tudo diferente".
O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, diaa dia,
e muitas vezes fazendo aquém do nosso melhor. Mais tarde, com surpresa,
descobrimos que precisamos viver na casa que construímos.
Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos diferente. Mas, não
podemos voltar atrás.
Você é o carpinteiro. Todo dia martela pregos, ajusta tábuas
e constrói paredes.
Alguém disse que; "A vida é um projeto que você mesmo
constrói". Suas atitudes e escolhas de hoje, estão construindo
a "casa" que você irá morar amanhã.
Construa com sabedoria! E lembre-se:
- Trabalhe como se não precisasse do dinheiro;
- Ame como se nunca tivesse sido magoado antes;
- Dance como se ninguém estivesse olhando;
- E passe esta mensagem para alguém que você gosta muito.
O Velho e a Jabuticabeira
O velho estava cuidando da planta com todo o carinho. Um
jovem aproximou-se dele e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira - respondeu o velho.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelo menos uns quinze anos - informou o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim?
Indagou irônico o rapaz.
- Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou
no fim da minha jornada - disse o ancião.
- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria
jabuticabas, se todos pensassem como você...
"Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais trabalhamos e oramos, mas sim que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo.
Pedras e diamantes
Era uma vez, num lugar bem longínquo, há muitos
e muitos anos, um grupo de cavaleiros viajando numa noite escura, com seus cavalos
já cansados, subiam uma montanha pedregosa e íngreme.
A exaustão e o desânimo estavam presentes em todos os membros do
grupo. O desejo de todos era parar para dormir, mas a viagem não podia
ser interrompida.
Nisto, uma forte voz surgiu, vinda dos céus, como um trovão: Desmontem
de suas montarias, encham suas sacolas com as pedras que há no chão
e remontem, continuando a viagem. Ao amanhecer, vocês estarão alegres
e tristes ao mesmo tempo.
Alguns desmontaram, outros não. Uns pegaram muitas, outros poucas pedras.
Sem muita demora, seguiram viagem.
Ao amanhecer, conforme a voz anunciara, estavam alegres e tristes ao mesmo tempo.
Alegres, porque não eram pedras comuns: eram diamantes. E tristes, porque
ficaram arrependidos de não terem recolhido maior quantidade.
Assim é a vida.
Aluno de Física
Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.
Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro." A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado.
Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bomdesafio.
Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.
No momento seguinte ele escreveu esta resposta: "Vá ao alto do edifico,incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício."
Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. "Ah!, sim," - disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro."
Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações: "Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício". Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se à altura do edifício. "Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se a altura do edifício em unidades barométricas. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença"
"Finalmente", - concluiu: - "se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: 'Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.' "
A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.
"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto" - Albert Einstein
Em um minuto apenas...
Ela era uma mulher feliz como poucas, pensava. Casada com um homem por quem
se
apaixonara nos verdes anos de sua adolescência, vivia como uma mulher
realizada.
E um filho para completar sua felicidade. O que mais poderia desejar.
Ao despertar todas as manhãs, vivia o dia cantando. Com alegria realizava
todas as tarefas do lar, cuidava de seu filho, e esperava o marido.
Tudo caminhava muito bem, até um dia que descobriu que o homem que tanto
amava
estava lhe traindo. E não era algo recente. Este problema já existia
há muito tempo. Apreensiva dirigiu-se ao marido e exigiu respeito.
Sua resposta foi de forma bruta e violenta. O homem encantador se transformou
em
um homem irracional e agressivo. E logo a agrediu.
Foi neste dia que ela viu que toda a segurança de seu casamento
havia terminado. Era o máximo que podia suportar. Não poderia
seguir convivendo com alguém que havia chegado a agressão física.
Então, numa manhã de muita tristeza, de muita angústia,
decidiu e tomou uma decisão muito séria. Se mataria, terminaria
com sua própria vida. Mas desejava vingança.
Por isso, tomou o filho de quatro anos em suas mãos e decidiu que o mataria
também. Que o marido sofresse de arrependimento.
Seu destino era o farol da barra, próximo de onde vivia. Conhecia aquele
lugar e de onde o mar golpeava com violência no despenhadeiro. Ao atravessar
as ruas de imenso movimento, pois trafegavam muitos carros, seu filho escapou-lhe
das mãos e correu pelo meio dos automóveis. Ela se desesperou.
Estranho, levava o filho pelas mãos para atirá-lo no despenhadeiro
para que morresse. Mas quando o viu correndo perigo, se abandonou de si mesma
e correu ao seu encontro, pegando-lhe pelas mãos.
Neste momento a criança se agachou e pegou um papel que o vento ali deixou.
Ela o tira de suas mãos e um título em letras grandes chama-lhe
a atenção:
"UM MINUTO APENAS" Ela leu.
"Em um minuto apenas, a tormenta passa, a dor passa, o ausente chega. O
dinheiro chega, o amor parte, a vida continua."
Vai andando e lendo a página. Era uma página escrita por um sábio.
Ela terminou de ler. Seu ímpeto passou. Em um minuto apenas.
Lembre-se: Pode ser um coração atento, uma mão amiga, um
pedaço de papel
impresso caído na calçada. Papel esse que o vento não levou.
Em um minuto apenas o amor volta. A esperança renasce. Em um minuto apenas
o Sol
aparece.
Um prego
Certo feirante, depois de um dia muito proveitoso com excelentes
resultados no negócio, se dispôs a voltar para casa antes do entardecer.
Montou seu cavalo e, prendendo muito bem à cintura a bolsa com seu dinheiro,
deu início à jornada de volta.
Lá pelas tantas, parou em um pequeno povoado para uma rápida refeição.
Quando já se preparava para prosseguir na caminhada, um homem o avisou:
- Senhor, está faltando um prego na ferradura da pata esquerda do seu
animal.
Não seria melhor providenciar outro?
- Deixa faltar... - respondeu o feirante - Estou com muita pressa; sem dúvida
a ferradura agüentará bem as horas que ainda restam a percorrer.
E lá se foi ele.
À tardinha, quando parou para dar ração pro cavalo, o encarregado
da cavalaria também foi ter com ele, dizendo:
- Olha, está faltando a ferradura da pata esquerda do seu animal.
Quer que o nosso ferreiro veja isto?
- Deixa faltar.
Estou com muita pressa e restam poucas horas para que cheguemos ao nosso destino.
Por certo o cavalo resistirá - respondeu ele.
Continuou a cavalgar, mas já não conseguira andar muito, quando
notou que o cavalo estava manquejando.
Tentou continuar na esperança de chegar em casa; entretanto, depois de
poucos metros o animal passou a tropeçar e, com pouco mais de tempo,
numa queda mais forte, o cavalo fraturou a perna e já não pôde
mais sair do lugar.
Era noite e o feirante viu-se obrigado a deixar o pobre animal caído,
sem qualquer atendimento.
Desprendendo a caixa onde carregava uma série de apetrechos para seu
uso na feira, pô-la às costas e foi caminhando.
A distância que parecia curta tornou-se longa e penosa.
Só muito tarde chegou ele cansado, faminto e preocupado com a possível
perda do animal. Foi então que começou a raciocinar:
Tudo por causa de um simples prego que não foi substituído no
momento que se fez necessário.
Entendeu tarde demais o fato de que a pressa exige calma.
Pequenas omissões podem resultar numa perda irreparável...
Vença seus obstáculos....
Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago
congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação.
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou
uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo
quebrá-lo e salvar seu amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao
menino:
- Como você fez isso? É impossível que você tenha
quebrado o gelo com essa pedrae suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Como?
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não
poderia fazer!
"SE PODES IMAGINAR, PODES CONSEGUIR"
(Albert Einsten)
A PERSISTÊNCIA
Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha
dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar
nos negócios, empenha as jóias da própria esposa. Quando
apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe
que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste? Não!
Volta a escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação
dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário".
O homem fica chateado? Não!
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com
ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo
que grande parte dela é destruída.
O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina
em todo o país e este homem não pode sair de automóvel
nem para comprar comida para a família.
Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai as ruas. Os vizinhos
ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas
motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria.
Decide então montar uma fábrica para essa nov