Confissão
No dia 16 de outubro de 2004, às 00:20 horas, na Rede Milícia Sat, eu conduzi o Quadro OPINIÃO DO RADIOUVINTE. Repeti o tema no dia 23 outubro, conforme segue:
Opinião no Rádio - 16 Outubro 2004
Você faz a sua Confissão Sacramental uma vez por ano, como manda
a Igreja? Hoje vamos falar sobre a Confissão, ou seja, sobre o Sacramento
da Reconciliação. Será que o povo perdeu a noção
do que é pecado? Será que a catequese da infância ensinou
os pecados da vida de um adulto? Muitos católicos se confessaram a primeira
e a última vez unicamente antes da Primeira Comunhão. Pouca gente
procura o padre para confessar os pecados. E poucos padres criam tempo para
atender o povo em confissão. Alguns fiéis confundem a Confissão
com um bate-papo, fazendo do confessor um psicoterapeuta, deixando nervoso quem
está na fila da confissão! Os jovens de hoje não ouvem
nem os seus próprios pais; por que ouviriam o confessor? A própria
catequese sobre a Confissão Sacramental não está muito
clara. A mentalidade de hoje e a prática pastoral não incentivam
a Confissão. Alguns fiéis têm medo e vergonha de confessar
seus pecados. Por outro lado, a Confissão é um momento da Graça
de Deus. Na confissão, as pessoas procuram ajuda e orientação.
É tão bom encontrar um sacerdote que, não apenas ouve e
perdoa os pecados, mas que se apresenta como um pai que ouve, fala, aconselha
e abençoa, sem pressa! E você, o que você pensa? Na sua opinião,
como deveria ser a Confissão Sacramental? O que foi que você aprendeu
sobre a Confissão?
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A repercussão foi muito boa. Além do rádio, várias
pessoas entraram em contato comigo por e-mail. Por isso, resolvi ampliar o debate.
Para saber mais, visite www.maikol.com.br e clique em Rede Milícia Sat,
no lado direito do site. E envie a sua OPINIÃO para mim no lmaikol@uol.com.br
(quem quiser ser identificado, identificarei; quem não o quiser, deixarei
no anominato)
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Veja o que já me escreveram:
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Perigoso CONFESSAR via internet, né? Já pensou, se alguém resolve enviar para os amigos? Pena que as mulheres ainda não têm o poder de perdoar pecados em nome de JESUS. Confidências que são verdadeiras confissões! Penso que a CONFISSão, mesmo sendo sacramento, pode ser local e momento em que as pessoas procuram ajuda e orientação. APRECIO confissões nas quais o sacerdote não apenas ouve e perdoa pecados, mas um pastor que ouve, fala, aconselha e abençoa... sem pressa. Amei confessar em APARECIDA do NORTE! Os redentoristas são muito da misericórdia e da compaixão. Escondi meu crachá para ele não saber meu nome. Não é que ele perguntou meu nome e escreveu-o em uma lembrança de confissão! Certificado de confissão? Penso que deveríamos perder a mania de só ver o que fazemos de mal. Certa vez, antes da confissão, fiz um agradecimento a Deus por todo o bem que realizo e só depois declarei minhas humanas faltas. Já pensou, se um atleta apenas fica lamentando as quedas? O que importa é a força de vontade, o incentivo e a vitória de acordo com as possibilidades de cada um. COISA boa, um banho refrescante e um abraço! CONFISSão é ISSO: um banho de graça e um abraço de DEUS. (Zu)
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Poxa, justo para Mim que não sou Católica??? Mas... estou fazendo mais uma Pós e tenho duas Irmãs nesse grupo. Ontem à noite, falávamos um pouco sobre isso, e vou tentar colocar a minha opinião, não de religiosa, mas de Educadora. O foco principal não é estar clara ou não a importância e desenvoltura da Confissão. A situação é a do Mundo!!! Os adolescentes não dão satisfação nem mais aos Pais, que dirá ao Padre, que muitas vezes desconhecem até por nem freqüentarem as igrejas!! A figura do Padre até por volta de uma década atrás era respeitadíssima!! Penso que ainda seja, mas, não mais com mesma ênfase. Acho que ele é visto, como um defensor da moral e dos bons costumes e obviamente dos ensinamentos deixados por Jesus Cristo. Entretanto, isso não o HABILITA a "julgar" os erros do próximo, e nem mesmo a mensurar que veredictum o mesmo deva cumprir. São essas as palavras que sempre ouço acerca desse assunto. Quanto a confundir-se com um terapeuta, penso que isso terá uma tendência a aumentar!!! As Pessoas estão sem rumo, perdidas, presas somente à ganância de ganhar dinheiro e culto à beleza física! E com isso, o lado afetivo anda sofrível!! E nada melhor, especialmente, para uma Mulher, do que um Homem forte, inteligente, bem preparado... entre outras qualidades... para contar todas suas frustrações e talvez até... Com os Homens e adolescentes, além de reconhecerem todas as qualidades no Padre por mim elencadas anteriormente, eles o vêem como uma Pessoa confiável a ouvi-los, mas não a julgá-los, e o pior, dar punições de rezar não sei quantas centenas de aves-marias e pai-nossos, como se isso fizesse com que a Pessoa se arrependesse do "pecado" verdadeiramente. Um outro e último detalhe é... "O que é pecado"?? Você leu a última matéria de capa da Veja?? Era sobre Mulheres infiéis. Cresce avassaladoramente o número de Mulheres que transam com outros H, dentro do casamento. A pesquisa mostra que mais de 50% não sentem um pingo de remorso. Nem entendem que o que fizeram, como pecado. Então vc acha que essa Mulher vai "confessar" o ato??? Como disse, no início, não sou a Pessoa certa para pedir que escreva sobre isso... Vc sabe que eu tb não acredito em pecado e acredito que só DEUS poderá me absolver, se é que tenho perdão! (F, as reticências são do editor...)
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Penso que a CONFISSÃO é um SACRAMENTO deixado por JESUS CRISTO,
e como tal, é um presente que Ele me dá... Está ao alcance
de minhas mãos. Sinto-me uma privilegiada por ter esse presente, embora
entenda que minha condição de miserável pecadora, não
me faz digna de recebê-lo...entretanto, a graça do PAI é
muito e a mim, a sua graça me basta. Não tenho uma opinião
formada sobre como deve ser a CONFISSÃO, mas quero lembrar aqui de um
santo chamado SÃO LEOPOLDO DE MANDIC, que viveu intensamente e em plenitude
o sacramento da reconciliação... ele foi o grande inspirador de
FREI MIGUEL, que viveu em nossa cidade, no bairro de V. N. SRª DA LUZ,
com o qual, tive a graça de confessar-me.... FREI MIGUEL foi o confessor
que me levou às lagrimas de emoção pela certeza do perdão
vindo de DEUS... é certo que meus pecados, na ocasião nem eram
tão graves, pois eu era apenas uma adolescente, mas foi a confissão
mais completa que já tive em minha vida. PENSO ainda, que os sacerdotes,
ao presidirem a CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA, devem levar a assembléia
a refletir e a acreditar mais no SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO.
No meu ponto de vista, a maioria dos padres não tolera o confessionário,
o que torna tudo muito mais difícil. Para finalizar, é meu desejo
que mais pessoas tenham acesso ao confessionário, de uma maneira plena,
sem medos, sem dúvidas.... talvez, nós cristãos, necessitemos
voltar a ocupar nosso lugar fila.
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É por isso que fiz uma festa no dia da primeira comunhão do meu
filho primogênito... é por isso que digo aos meus catequizandos
que importa mais a segunda eucaristia, a terceira... a milésima... fico
muito feliz ao ver catequizandos meus, após um, dois, três anos,
na fila da comunhão... isso me dá um alívio à alma...
A PRIMEIRA COMUNHÃO DE MINHA TURMA SERÁ NO DIA 20 DE NOVEMBRO
AS 16 HORAS PARA MINHA ALEGRIA, MINHA CAÇULA FARÁ SUA PRIMEIRA
EUCARISTIA NESSE DIA... Sinta-se convidado, não só para a celebração
eucarística, como também para o jantar que teremos aqui em casa,
docemente preparado para dar graças ao PAI por tão grande presente
na vida da ANA FLÁVIA.
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Cumpro como uma cristã autêntica, verdadeira na minha fé. Bem, na minha opinião a Catequese hoje, não passa a importância dos sacramentos, na verdade é passado muito superficialmente tanto para a criança e para os adolescentes. Mas isto não é culpa só da Catequese, mas é culpa também dos próprios pais, pois a primeira Catequese se aprende é em casa e não na Catequese, quando a criança ou adolescente vem p/a Catequese ela já tem que ter noções da importância dos sacramentos, isto ela tem que trazer do berço (casa) é uma pena que muito pais dizem que não tem tempo p/ seus filhos nem p/ amá-los, imagine se eles vão ter tempo p/ ensinar a Catequese, por isso que muitas crianças e adolescentes, quando fazem primeira comunhão, ou crisma não voltam mais. Os pais de hoje acham que é obrigação dos Pe. e das Catequistas na formação cristã de seus filhos eles não tem mais esta função junto aos filhos. Por que muitas crianças e adolescente são revoltados e vão p/ o mundo das drogas. Nos dias de hoje a criança e o adolescente eles participam da Catequese obrigados, por isso que muitas pessoas hoje não tem mais noção o que é pecado o que não é pecado. Bem, nas Confissões é terrível quando vc. fica na fila, e outra pessoa que está confessando fica mais de uma hora na confissão (fazendo realmente o Pe. de psicoterapeuta). Bem! vou parar por aqui, se não vc. vai cansar de ler.
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Oi, primeiro acho que há dois problemas: 1- as pessoas se confessam porque o padre marca confissões na comunidade, ou seja "vou me confessar para aproveitar", porque todo mundo tá indo, e fica chato só eu não ir comungar. 2- o que é pecado hoje em dia? O que é super normal hoje, há um tempo era um pecado lastimável... Como se confessar sinceramente? quem é sincero hoje, as pessoas são terríveis mentirosos, sequer as pessoas se preocupam em participar das celebrações. Por que as pessoas se interessam em confessar hoje, se sabem que não sequer tem a intenção de melhorar ou reconhecer seu erro. Conforme a pergunta: 1- A confissão deveria ser entendida como um sacramento, não como obrigação de falar (que esporadicamente pode ser feito algumas vezes ao ano) e após rezar a penitência continuar, digo realmente, continuar vivendo como se tivesse realizado uma pequena festa e depois volta tudo ao normal. Deveria se aprofundar mais a relação do que é certo e errado no mundo. Eu sei que as pessoas sabem, mas as pessoas relevam tudo que é mal, como se fizesse a menor importância. 2- No meu tempo, tínhamos que decorar as palavras da confissão, e morríamos de medo que o padre desse alguma bronca ou mandasse uma penitência muito grande. Depois da primeira confissão, bem decoradinha, bem feitinha, vi que a penitência era curta demais. Que o quê estava valendo mesmo era a minha coragem de chegar ao confissionário e dizer com minhas próprias palavras meus erros. Depois que cresci um pouquinho mais, aprendi que isto também não bastava. Mas que quem errar muitas vezes no mesmo erro, pedir perdão e continuar fazendo, aí sim era um pecado terrível.
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A respeito da confissão, acho necessário sim, mas pra confessar os atos cometidos as ofensas cometidas. Tem muita gente que vai ao padre pra realmente desabafar, tipo briguei com namorado, marido etc, acho que isso não é confissão, e sim um desabafo. Mas, entendo que no mundo de hoje, deveria ter confissões e tb um dialogo individual com o padre aquele que assim quiser. Confissão é um ato diferente de um ato de diálogo, até mais que eu sinto dificuldades em confessar. Geralmente os padres do interior fazem confissões durante a semana, parece que esquecem que há pessoas que trabalham até mais tarde ou há pessoas que sã vão pra casa ou igreja fim de semana!! Então, digo pq não fazem confissões no fim de semana?? Acho que ficaria melhor, claro antes disso seria ouvir o povo, mas ta aí meu voto pro fim de semana. Eu mesma, padre, sempre tenho que procurar confissão fora de minha paróquia, pois não tenho alcance quando é realizado lá.
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A confissão traz alívio ao sentimento de culpa gerado pela consciência do pecado. Às vezes, a pessoa não está em pecado e pensa que está; através de uma boa confissão, o sacerdote tem a oportunidade de esclarecer p/ a pessoa. Através da confissão, nos reconciliamos com Deus. É bom sabermos que Deus nos perdoa e compreende nossas fraquezas. Todos nós, seres humanos, somos limitados, pecamos, erramos, nos arrependemos. Há uma passagem na Bíblia que diz: Existe mais alegria no céu, por um filho de Deus que se arrependa do que por 99 justos!
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Bem, acho que me confessar é uma graça que me é concedida por Deus principalmente porque tenho a possibilidade de ser perdoada e procuro sempre fazê-lo, porque muitas vezes perdemos a noção de Pecado (acho que pensamos que nunca pecamos somente porque não matamos com uma arma, ou não batemos com as mãos, fazemos indiretamente com palavras, etc...), mas de qualquer forma vai uma crítica à Igreja, que realmente não tem esclarecido ou incentivado talvez disponibilizar horários mais claramente na secretaria paroquial para atender as pessoas, principalmente à noite, visto que as pessoas trabalham, estudam e têm vida muito corrida e precisam saber que o sacerdote tem um tempo disponível para elas (olhe que vou à missa todos os domingos, durante o ano inteiro e não ouço absolutamente nada a respeito da confissão nas homilias), há muito tempo.
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Não, infelizmente eu não faço a minha confissão anualmente. Digo infelizmente porque gostaria de fazê-la, mas por uma série de contingências, às vezes, falho, mas sei que posso conversar diretamente com Deus e colocar meus conflitos, embora seja muito bom compartilharmos com alguém em quem confiamos os nossos sentimentos. Quanto à noção de pecado, acho que a perdemos faz tempo. Se nos aprofundarmos nos ensinamentos de Jesus, veremos que agimos no nosso dia-a-dia sem amor. Nas mais simples coisas demonstramos isto: quando fazemos vista grossa perante as necessidades de alguém; quando tratamos pessoas com diferença; quando tentamos tirar vantagem em tudo, lembrando-nos apenas das nossas necessidades e não do outro. É verdade que os jovens de hoje não ouvem os próprios pais e também não foram ensinados a ouvir alguém. Isto vem de uma confusão imensa que os pais modernos estão passando entre o que é permitido e o que não é, muitas vezes optando pela liberalidade excessiva. Com referência a como deveria ser a Confissão Sacramental, acredito que a confissão deveria não ser simplesmente o ato de confessar o pecado e receber a pena, mas uma reflexão sobre o erro, colocá-lo para fora para que ele seja resolvido lá dentro. Acho que a Igreja deveria ressaltar este lado da confissão, pois devemos nos lembrar que muitos não têm acesso aos divãs de analistas. Não que um padre agora vá ser um psicólogo, mas com certeza, o simples ato de desabafar, tentar entender os seus sentimentos e refletir sobre os seus erros, com certeza, ajudaria a muita gente. E, quem sabe, talvez não fosse essa a intenção da Confissão?
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eu sou meio radical nesse ponto - Realmente eu acho que a gente deve confessar, mas a Deus, pois sou da opinião que um padre comete tantos pecados; então, o que ele poderia nos orientar sobre isso que chamamos de pecado? - Na minha opinião, devemos rezar muito e pedir perdão a Deus sobre nossos pecados, pedir muita proteção, pois vivemos num mundo muito violento. Abraços. Geni
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Meu nome é Clarice, Sou Católica Apostólica
Romana e minha opinião sobre confissão é:
Vejo a confissão como uma necessidade URGENTE para a humanidade. Mas,
não uma confissão imposta pelos Padres e usada para serem alvo
específico de SERMÕES, ou para ter a pessoa que confessou submissa
à ele... Isso aconteceu e ainda acontece quase que constantemente e as
pessoas comentam... Vejo a CONFISSÃO como um momento de arrependimento
extremamente sagrado, uma FORTE ligação com a Essência,
com o Divino, com o PAI. A CONFISSÃO verdadeira, aquela de profundo arrependimento
e de pedido de forças para não mais pecar, feita no momento seguinte
do pecado, ou no momento de perceber que cometeu o pecado. NÃO aquela
CONFISSÃO que temos de marcar em um papel para não esquecer e
ir na hora em que os Padres puderem nos receber! Isso faz com que as pessoas
indiretamente digam (BOM agora eu já falei meus pecados para o Padre
o problema agora é dele!). Então esse tipo de confissão,
não acho válido!
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E as pessoas que comungam, sem se confessar? E as que vivem juntas, ou dormem com amigos e vão tomar a comunhão? E padres que não se confessam? Haverá?
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Apesar de católico de formação, sou contra confissão feita diretamente para um membro da Igreja. Isso nada mais é do que um método autoritário instituído pela igreja católica medieval para controlar os atos de seus ingênuos e inocentes seguidores. Entendo que a confissão deve ser um ato reflexivo e introspectivo do fiel para com Deus. Sem intermediários! Nada impede, claro, que um fiel busque a orientação de um sacerdote para suas ações cotidianas. Todavia, acredito serem inteiramente dispensáveis as confissões como sempre aconteceram na história da Igreja. Saulo Barbosa.
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Talvez eu não tenha um comentário, mas sim algumas perguntas para nossa reflexão. 1º Em qual parte da Bíblia Sagrada está determinada a confissão auricular? 2º Em qual parte da Bíblia Sagrada (eu leio a Bíblia Jerusalém) está escrito que o padre tem poder (autoridade) para perdoar pecados? 3º O que importa é o que a Bíblia ensina ou o que a tradição determina? 4º Baseados em um texto Bíblico, quantos caminhos há que conduzam a Deus? 5º Na sua opinião Deus se contradiz? Ou seja, para uma determinada denominação, Deus age de uma maneira e para outra de outra? 6º A Bíblia é a única regra de fé? - Gostaria que se possível o Sr respondesse a estas perguntas, tendo como base um estudo criterioso de textos da Bíblia incluindo o seu contexto, pois como nós sabemos, a máxima da teologia nos diz que um texto sem contexto é apenas um pretexto. Atenciosa e humildemente. Sérgio Andrietti.
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Antes de analisar a confissão católica e seus fiéis membros, seria necessário pensar no porquê que existi a confissão. Antigamente, a confissão era visada porque o padre dizia "Está perdoado!" e a pessoa poderia ir para casa, e pensar nos novos pecados, para o padre poder perdoar novamente, e assim poder ir para o céu um dia. Contudo as coisas mudaram. Talvez as pessoas tenham vergonha de dizer seus pecados e pensam em solucioná-los com suas próprias atitudes. Talvez, a Graça de Deus esteja sendo conquistada individualmente. Talvez, a igreja católica já não esteja tão em alta e as igrejas evangélicas estejam suprindo melhor as carências do povo.Ou talvez, as pessoas já não acreditem tanto nesse "poder dos padres", que não perdoam ninguém e nem têm tanta moral para dizer quem vai ou não ao céu. Bom, depois de respondermos essas perguntas, se é que possuem respostas, poderemos pensar como deveria ser a Confissão Sacramental, se é que deveria ser de alguma forma.
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A CONFISSÃO é um sacramento muito importante na vida do Cristão. É a reconciliação com Deus. A Igreja coloca a seguinte posição de se confessar pelo menos 1 vez por ano. Mas, Por quê se fala assim... confessar pelo menos uma vez por ano? É porque tem muitos cristãos que ainda não compreenderam o valor de uma confissão. É claro que o normal é pelo menos uma vez por mês. Detalhe: A confissão não deve ser feita somente para se confessar os pecados mortais! Mas também os pecados veniais! E o quê são pecados mortais? São Pecados muito graves. E o que são pecados veniais? São pecados leves, que são apagados no momento da missa na hora da oração do perdão, Jesus apaga-os. Mas quanto aos pecados mortais, não é preciso arrependimento de coração seguido de uma boa confissão e renúncia? É claro. Porque Deus sabe muito bem quais são aqueles que confessam, confessam e confessam e sempre é o mesmo pecado, e não conseguem se libertar. Primeiro, essa pessoa não se arrependeu profundamente do que fez, e não renunciou ainda. Mas quem somos nós para julgarmos? não é mesmo. E Jesus perdoa mesmo assim? Sim. Ele perdoa. É preciso o querer se libertar do pecado.
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As pessoas precisam ser evangelizadas, e não emitir opiniões desevangelizadoras, na maioria. Fico preocupada quando o senhor submete à opinião pública, assuntos sobre os quais as pessoas devem, isto sim, ser evangelizadas. Assuntos sobre os quais os bons católicos vão se pronunciar corretamente, evangelizando assim quem os ler. Porém, os maus católicos e os anti-católicos vão escrever tolices, ensinando errado a quem os ler. O erro é individual, mas as conseqüências são comunitárias... O católico não pode nem deve ter opiniões sobre o Sacramento da Confissão ou Reconciliação. Ele deve, isto sim, ser evangelizado sobre esse Sacramento que nos permite recuperar o Estado de Graça, sem o qual, na hora da Morte, perderemos a Salvação da Alma. Se ele vai utilizar o sacramento corretamente, o livre arbítrio é dele. Mas ele não deve influenciar errado, outras pessoas... Quando o senhor pediu a opinião das pessoas sobre o filme Cazuza, os católicos menos evangelizados ficaram pensando que podiam pensar o que quisessem sobre um filme que promove o elogio do pecado! Cada vez que o senhor pede opinião sobre assuntos já definidos pela Igreja, os bons católicos aproximam as pessoas de Cristo; mas os maus católicos e os que odeiam Cristo afastam as pessoas de Cristo, com suas respostas erradas... As pessoas não devem emitir suas opiniões no Catolicismo, que Catolicismo não é "à vontade do freguês". As pessoas precisam, sim, ser evangelizadas. Estas pesquisas prejudicam a Evangelização. Ao passo que, se o senhor ensinar à luz do Catecismo da Igreja Católica, ou seja, ensinar a Verdade que liberta do pecado, do vício, estará ajudando a Salvar Almas. (O senhor pode publicar esta mensagem com o meu e-mail: analigia@digi.com.br )
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Meu nome é Urbano Medeiros, 50 anos, casado, pai de família. Católico convertido do judaísmo. Quero testemunhar aqui que se não fosse a CONFISSÃO eu não estaria aqui dando este testemunho. DEUS sabe... Estou enfermo. A confissão me sustenta muitíssimo. A Confissão é remédio!!! Louvado seja DEUS! Abraço do pobre irmão, limitado, enfermo, Urbano Medeiros.
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Para mim, é como se fosse uma conversa e acerto com o próprio
Deus, que perdoa, dá conselho, carinho, palavras amigas e talvez até
um desabafo. Mas, as principais atitudes que me incomodam ou diante da Palavra
de Deus não esteja correto é o que deve falar ou dizer de coração
aberto ao confessor. Uns escolhem o padre, não é necessário,
pois tenho certeza que ele quem quer que seja é o representante. É
lógico que para se aconselhar ou outros assuntos devem escolher ou talvez
com quem já tem uma certa intimidade espiritual para tal. Também
pode começar e aprofundar na amizade e tornar esse encontro maravilhoso
para o crescimento em face de tudo que o Cristo já fez por cada um (a)
de nós. Sabemos que tudo aquilo que o padre representa para nós
é muito importante para a vida espiritual e da vida do mundo que às
vezes há de vir... um dia diferente do outro. Homilias e vivências
de um sacerdote contam muito para os fiéis... é o que ouço
dizer. Mas confissão é dizer em voz alta tudo aquilo que está
incomodando a mente e não está de acordo com vivência cristã,
e converter para que possa na tranqüilidade e mais feliz viver um novo
jeito a partir disso. É verdade que há falta de sacerdotes, pois
vejo procurar e não achar, parece ter hora para tudo... poucos são
os disponíveis de fato e ato. É o que tenho no momento e sempre
oriento para que sempre que puder confessar, pois é um passar a limpo
a vida do dia a dia e receber muitas bênçãos. A benção
que o sacerdote diz ao despedir dos fiéis também é muito
importante. Pelo menos eu presto bastante atenção.
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Ôi, eu acho que não deveria haver confissão
nenhuma, e o que eu aprendi na confissão, foi ficar bem longe desses
vagabundos, que se escondem atrás das batinas e bíblias. "Pessoalzinho"
rancoroso, perseguidor, preconceituoso, fazendo de conta que são os únicos
iluminados por DEUS. Se realmente tiver inferno, eles estarão abrindo
a porta
para essa gente que é enganada por eles. benedito césar.
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Bem, o confessionário surgiu com o intuito de realizar o papel dos terapeutas do deserto (Jean Yves leloup) que na verdade nada mais é do que uma escuta sem condenação, sem julgamento, realizava o papel do terapauta (psicólogo) hj... onde auxiliava as pessoas a refletirem sobre suas atitudes e ações e como já disse sem julgamentos e condenações... sentimentos do ser humano e que todos sentem como ódio, raiva, amor, entre outros. Atualmente os confessionários fazem outro papel; julgam e colocam para as pessoas seus preconceitos.
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Realmente, não tinha o hábito de confessar-me. Procuro ter sempre consciência de meus atos, e, peço sempre a Deus, que perdoe minhas falhas e erros, que inevitavelmente, como humanos, às vezes, praticamos. Recentemente confessei-me em Aparecida. Foi maravilhoso. Encontrei naquele momento em que me encontrava bastante aflita, uma pessoa de grande sensibilidade, que entendeu em poucas palavras, o sentimento que me atormentava, pois perdoar a pessoas que cometem um grande mal a nós, atingindo uma filha, é muito... muito difícil. Por outro lado, conviver com sentimentos de ódio, rancor, mágoas, aniquilam a gente e põem em cheque a nossa capacidade de amar o próximo. Pois em Aparecida, e depois, junto ao pároco da igreja que eu freqüento, pude encontrar a paz, a serenidade e a ajuda que eu precisava. Acho, excelente quando encontramos pessoas que através da fé, nos mostram os caminhos da compreensão e do quanto necessitamos crer em Deus e na sua Divina Sabedoria. Não basta, segundo minhas convicções, rezar horas seguidas, pedindo perdão a Deus, mas sim, que as nossas orações reflitam um arrependimento profundo e sincero e o desejo de, sustentados por Ele, superar as nossas falhas/faltas, e, se pudermos encontrar na pessoa do padre, as reflexões que nos auxiliem , será ótimo...
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PERDÃO. A plenitude do dom é a vida. Perdoar
é restituir à vida a quem nos ofendeu. Toda ofensa, em grau menor
ou maior, é atestado e um atentado de morte contra a vida. O outro está
aí vivo, feliz e, pelo ataque ou agressão, alguém lhe atenta
contra a vida. Quem o faz está morto por dentro. Desejar o mal a alguém
mata primeiro quem o deseja e só depois a quem o atinge. O perdão
restabelece a ordem de vida. Digo a quem me ofendeu, me desejou á morte,
perdôo-o, concedo-lhe a vida e recupero-a para mim.
Quem perdoa e quem é perdoado saem mais verdadeiros, mais inteiros, mais
humanos depois desse gesto. A ofensa e o perdão acontecem em diversos
níveis. A experiência primitiva que fazemos do perdão é
entre nós humanos. É sinal visível de nossa capacidade
criativa. O interior da família é o espaço primeiro do
perdão. E muitas vezes extremamente difícil. Que digam os esposos
ou esposas traídos, os filhos ou filhas rejeitados, os irmãos
disputando o terreno do afeto ou as heranças dos pais. É aí
também que se dão os perdões mais generosos e comoventes.
As instituições também ferem as pessoas. E elas encarnam-se
em seus representantes principais. Daí a necessidade de que eles manifestam
o perdão em nome dos que antes dele ou na sua gestão feriram.
João Paulo II não quis entrar no novo milênio sem reconciliar
a Igreja católica com a história. Ela na pessoa de seus mais altos
dignitários e na massa de seus fiéis perpetrou crimes que mancharam.
Inquisição, escravatura, meios coercitivos de evangelização,
censura, tortura, desrespeito a direitos fundamentais da pessoa humana e especialmente
da mulher ecoam em nosso coração de católicos como acusações
históricas reais. Diante dessas manchas escuras, o Papa pediu, diante
do mundo e de Deus, várias vezes, perdão em nome da Igreja. Resumiu
o ato na consigna: "Perdoemos e peçamos perdão". Se
uma instituição de tanta credibilidade desceu de seu pedestal
para pôr-se no banco do réu à espera do perdão de
Deus e da história, a humanidade seria outra, se nações
e governos criminosos imitassem tal gesto em vez de desacreditar tribunais internacionais
que lhes sancionam os delitos. O perdão reconstrói a paz interior,
a paz na família e a paz entre os povos. Essa reconciliação
entre nós se torna sacramento da reconciliação com Deus,
o último elo e o mais importante do perdão. Perdoados por Deus
e transformados interiormente por tal graça, nascemos de novo.
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