Voto Obrigatório ou Voto Facultativo?
Na sua opinião, o voto deve continuar obrigatório ou poderia ser facultativo?
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Opinião no Rádio - 17 Novembro 2007 - 00:20 horas - Rede Milícia Sat
Hoje, vamos falar sobre o voto obrigatório e o voto facultativo. O acerto da história atual do Brasil passa, necessariamente, pela reforma política. Nesta reforma, é absolutamente necessário tornar o voto como facultativo. Assim, o voto passaria a ser um direito do cidadão; atualmente, o voto é um dever do cidadão. Se o eleitor deixa de votar, é punido com multa e outras penalidades. Nas melhores democracias dos melhores países, o voto é facultativo. Somente vota quem quer votar e sabe votar. No Brasil, como o voto é obrigação e não um direito, a maior parte dos cidadãos brasileiros vota porque é obrigada a votar. No entanto, nada conhece da vida política do país e nem dos candidatos nos quais vota. O voto de caráter obrigatório interessa aos políticos malandros. Eles sabem que se o voto não for obrigatório eles não serão eleitos. Se o voto deixar de ser obrigatório deixará de haver políticos corruptos ou criminosos sendo eleitos. Quem criou a obrigação do voto? Foram justamente os políticos e eles são os interessados no assunto. A propósito: você, radiouvinte, se lembra para quem você votou para senador na última eleição? Você lembra para quem você votou para deputado federal? E para deputado estadual? Você lembra o nome do seu candidato a vereador na última eleição? Você sabe se o seu candidato foi eleito? Se o seu candidato foi eleito, você sabe qual tem sido a conduta dele no exercício do poder? Se o voto não for obrigatório, somente votarão pessoas conscientes e informadas. Assim, os eleitos serão de melhor qualidade. André Mika.
- Na sua opinião, o voto deve continuar obrigatório ou poderia ser facultativo?

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Sou a favor do voto facultativo, mas acho que ele não pode ser vendido como uma panacéia. É que, sem educação política, pode ficar pior. Não nos esqueçamos que o voto no Brasil tem sido vinculado às pessoas dos candidatos e não dos partidos. Isso significa que, sem educação política, essas ‘pessoas’ continuarão a manipular seu eleitorado, a comprar votos, etc. Claudismar Zupiroli.
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Deveria ser facultativo.Esses políticos, estão todos desacreditados por mim. Janete

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Caro Máikol!
O voto facultativo pressupõe a existência de condições básicas:
1. Política partidária.
Nós não somos preparados ou não temos a cultura de ler e examinar o estatuto partidário. Não sabemos o que o partido está disposto a defender e qual a sua ideologia. Hoje temos uma mistura de ideais partidários somente para participar do poder, ou seja, o que ganhamos ou quanto levamos pelo apoio para a governança do poder executivo.
2. Cultura do povo.
Como a grande maioria da população é aculturada, fica difícil incutir a responsabilidade eleitoral.
3. Consciência do voto.
No dia em que não dependermos de benesses do governo, daí sim o voto facultativo seria ideal. Hoje os mandatários têm plena consciência da compra do voto por meras cestas-básicas e bolsas-família, escola, luz fraterna, leite das crianças e outras benesses.
O governo tem hoje em mãos mais de 50% dos votos válidos somente com a distribuição de benesses e não vai largar tão facilmente o poder, pois sabe que se a Constituição não permite, basta fazer um plebiscito e comprovar que a vontade do povo se manifestou contrariamente à legislação. Só que a leitura de um resultado desses não seria a real, já que - tenho certeza - , o povo gostaria de ter trabalho digno e remunerado ao invés de se submeter à dependência de terceiros. Aí entra a questão do voto consciente e partidário.
A sequência de manutenção no poder está muito bem preparada; senão, vejamos:
a) desarmamento da população;
b) criação do "fome zero", ou seja, dependência econômica;
c) degradação dos serviços públicos, como saúde, segurança, MST, quilombolas, quotas para negros, inchaço das repartições públicas com militantes com consequente desmotivamento dos realmente trabalhadores de carreira (os militantes não entendem nada do assunto e os que são de carreira se desmotivam até porque os apadrinhados não são concursados e ganham até mais), elevação da carga tributária, endividamento interno crescente, o governante maior em eterna campanha eleitoral e falas repetitivas, sem envolvimento com os problemas do país, ou seja, a instauração do caos total. Qual será a sequência? O voto facultativo?
Sou favorável ao voto facultativo, desde que na pureza da ideologia política. Acho também muito difícil os políticos eliminarem a obrigatoriedade do voto, já que eles sabem que terão que se esforçar mais para pregar as suas idéias e conquistar os votos e depois mostrar resultados, pelo que hoje eles não precisam prestar contas, usam os cargos em benefício próprio e de seus apadrinhados, nem se importando com as consequências econômicas.
Grande abraço
Rafael B.
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MINHA OPINIÃO SOBRE A ENQUETE: SOU FAVORÁVEL AO VOTO FACULTATIVO, POIS AS PESSOAS QUE OPTASSEM POR VOTAR FARIAM CONSCIENTEMENTE, PENSO EU. E OS VOTOS SUBORNADOS PELOS POLÍTICOS ÀS PESSOAS MENOS ESCLARECIDAS PODERIAM SER REDUZIDOS.
DESCULPE SE NÃO FICOU CLARA A MINHA IDÉIA. PARABÉNS PELO ASSUNTO EM QUESTÃO. UM FORTE ABRAÇO!!! VALDELINA
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Voto Obrigatório ou Voto Facultativo? Direitos ou Deveres?
Nas democracias, os cidadãos têm deveres e obrigações regulados mais pela educação cívica do que pela Lei. Qual a forma correta: Imposição ao voto ou iniciativa de votar? Escolha de políticas partidárias ou de políticos?
Claro que o desejável seria um nível de educação cívica exemplar, somado à iniciativa cidadã de votar e escolher os dirigentes que melhor representem a corrente política de seu agrado. O Exercício da Democracia significa, como está explícito, 'praticar' bastante.
Mas isso aconteceria nas democracias.
No Brasil, nossa República foi distorcida desde a fundação, quando os militares voltaram da guerra do Paraguai e deram o Golpe de Estado, depondo o imperador e criando um governo com formato monárquico travestido de democaracia. Assim, o poder executivo, tudo pode - ele é quem manda, legisla e distribui cargos e rendimentos. O poder legislativo se divide em duas facções: a situação e a oposição. Àqueles tudo, a esses nada, exceto nas situações que necessitem maioria nas quais surgem as oportunidades de negociações (aí vale tudo - cargos, carros, dinheiro vivo, etc). E o Poder Judiciário passou a ser o assento dos 'favoritos do rei'.
Para evitar críticas e reclamações, os organismos de propaganda agiram informando a todos que:
1) Ao executivo cabe administrar a Coisa Pública, cumprindo a Lei.
2) Ao Legislativo cabe fazer as leis e fiscalizar o Executivo.
3) Ao Judiciário cabe, quando provocado, julgar as demandas.
A essa ação, dá-se o nome de 'Lavagem Cerebral'.
Como em qualquer monarquia, aqui o poder e a coleta dos impostos são centralizados na Presidência da República, assim como a prevalência das leis - uma ascendência hierárquica que reduz a capacidade da escala inferior de legislar.
Às províncias - rebatizadas de Estados - restam criar leis que não contrariem a União; e às cidades, sobram apenas leis de 'cidadão honorário', nomenclatura de logadouros e outras besteiras que não possam ser contestadas pelas leis Estaduais e Federais.
Como isso tem satisfeito os interesses dos participantes da nobreza que se alterna, essa forma de governo tem prevalecido, mesmo evidenciada a tendência de tornar o 'governo' irresponsável para com o cidadão - ou seja: distorcendo também a idéia de cidadania.
Quando se fala em democracias de países ou de federações do Primeiro Mundo devemos lembrar que os perfís dos cidadãos candidatos aos cargos públicos devem atender às necessidades dos cargos. Assim, um candidato a juiz deverá possuir, como condição sine qua non um caráter irretocável, ser crível e respeitável. Às cidades cabem a maioria das leis que regem o comportamento de seus cidadãos. Às províncias apenas as leis que regulam os interesses entre elas e à União as leis que regulam os interesses exteriores.
Cada cidade deve se bastar, ou seja: ela tem que ter capacidade financeira para manter seus dirigentes, manter seus representantes na Sede da Província e/ou da União e ainda contribuir financeiramente para o rateio das despesas da Província e da União.
Dessa forma, se o administrador local negligencia seus cidadãos eles mudarão de cidade deixando-a com dificuldades financeiras.
Portanto, não é a imposição ao voto que propicia políticos corruptos e sim o modelo equivocado de estruturação administrativa.
Um grande abraço
Frederico Ramos
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