José Irineu Nenevê - nenevecwb@gmail.com - é autor do livro “Bom Dia e Bom Trabalho - Sabedoria para todos os dias”, Editora Vozes. Todo dia ele escreve algo assim:
23 Dezembro 2009:
A saudação: “Feliz Natal!”
Com o nascimento de Jesus (Natal) nasce em nós a vitalidade Divina.
A palavra “saudação” significa; desejar saúde
ao outro, mas “saúde de primeira”. Esta saúde de primeira
é aquela que está na raiz de nosso ser e que nos constitui como
seres humanos. Ela não vem de nossas vitaminas e exercícios físicos,
nem das conquistas da ciência médica, muito menos dos avanços
da tecnologia em melhorar nosso nível de vida. Ela não vem de
baixo e das possibilidades humanas, mas do alto, do vigor de Deus. Quando Deus
nos cumula com essa saúde a pessoa fica no melhor ponto de si mesma,
nem mais, nem menos! Por essa razão é que temos o costume de nos
saudar mutuamente com um “Bom dia”, uma “Boa viagem”...
e um “Feliz Natal”, isto é, para ser bom mesmo naquilo que
invocamos. Saudar alguém, então, com um “Feliz Natal”
significa invocar e desejar que em sua pessoa, em seu ser, em sua natureza,
brote a vida de sua vida: Deus mesmo na Pessoa do seu Filho Jesus Cristo. Desejar
Feliz Natal para alguém é acordar e afirmar nela a presença
feliz de Deus, que na sua encarnação assumiu um corpo semelhante
ao nosso, tornou-se um de nós e revestiu nossa fraqueza de força
e saúde. A partir desse natalício divino em nossa carne, todo
ser humano pode dizer feliz: “Deus está em mim, em ti, em nós,
Conosco, por isso sou e somos saudáveis!” Eu saúdo o Deus
que está em mim e o Deus que está em ti. Ele sempre de novo nasce,
ou melhor, vem à tona e se manifesta em nós na consciência
do Natal. Ele já está presente em cada um; mas, a celebração
e a saudação natalina proclamam com todo realismo que a imagem
e semelhança de Deus em nós têm um semblante todo específico
e concreto: o de Jesus Encarnado. A imagem pueril, terna e inocente do menino-Deus
na manjedoura é o símbolo mais real que temos para dizer que se
essa criança do presépio é sempre de novo gerada, nutrida,
acalentada, protegida em cada um de nós. Ao mesmo tempo, amada, defendida
e cuidada nos outros. Então, nossa saudação de Feliz Natal,
longe de ser um mero desejo ou gesto de cortesia para um dia oficial de celebração,
torna-se uma força e um convite para viver da saúde mais plena,
mais rica e fundamental de nós mesmos, isto é, do vigor de ter
Deus em nós. E se Deus é Conosco e nós somos n'Ele, temos
a sua Força; sua Alegria; sua Bondade; seu jeito de ser; enfim, sua Vida
e sua Saúde. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Feliz Natal! Bom dia! (13 anos)
22 Dezembro 2009:
“Existem dois modos de se propagar a luz: ser a vela, ou ser o
espelho que a reflete” (Edith Wharton, novelista, escritora,
e designer americana, 1862-1937).
As luzes de Natal são um reflexo da grande Luz que iluminou o
primeiro Natal, o próprio Deus. Em tempos de natal, é muito comum
vermos luzes espalhadas por casas, lojas, torres, árvores, muros etc.
Elas encantam as comemorações natalinas. No passado, tais luzes
com seu esplendor, foram mais intensamente retratadas entre as pessoas e melhor
decoradas nas residências. Hoje está mais restrito aos povos e
lares daqueles que confessam a fé cristã ou em lojas e comércios
que usam desses símbolos com outros significados. Mas, em ambientes daqueles
que possuem a fé cristã, qual a razão de fundo que leva
a abrilhantar as noites do advento e o próprio dia de natal com tais
luzes? Uma das respostas se encontra nas antigas tradições da
liturgia cristã, nas primeiras celebrações natalinas onde
se invocava o texto do profeta Isaías 8, 19-22 (“O povo que andava
nas trevas viu uma grande luz, e aos que viviam na região da sombra da
morte, resplandeceu-lhes a luz”). Para destacar o significado mais importante
dessa data, ou seja, para proclamar que a luz verdadeira que vem a este mundo
não é a de nenhum astro ou estrela, de cometa ou galáxia
e, sim, de uma Pessoa, a do Filho de Deus encarnado, Jesus Cristo. Ele, sim,
é a Luz verdadeira que desceu do céu, do Pai das luzes para iluminar
todo aquele que jaz em algum tipo de treva nesse mundo. Ele, enquanto luz, é
a fonte de toda luz. Tudo o que existe, tudo o que tem cor, forma, brilho e
vida, tem n'Ele a sua origem. E mesmo o que se dignou chamar de treva constitui-se
em apenas uma variante de sua luz. Tudo o que se vê e pode ser percebido
só é possível nessa luz, com ela e por ela. Ela se chama
Jesus. Nessa luz é que tudo foi criado desde o início dos tempos
da genética do mundo, Deus a invocou por primeiro para (dela) fazer surgir
todo o restante da criação. Nela a criação toda
deve sua origem e retorno. Negá-la não significa entrar nas trevas
e, sim, deixar de existir, pois só se existe na luz. E os que se deixam
iluminar por ela tornam-se participantes da sua luminosidade e a refletem ao
seu redor. Talvez esteja aí, mesmo sem que nos demos conta, o sentido
maior de iluminar casas, ruas, praças, árvores, igrejas, shoppings
e tantos lugares neste mundo com bolas e enfeites luminosos de Natal, ou seja,
para dizer claramente, interior e exteriormente, que somos filhos da luz. Essa
Luz que está impressa em nós e da qual expressamos seu esplendor
nas luzes natalinas e os festejos, para demonstrar nosso agradecimento humilde
àquele que é a razão de todo o brilho que se reflete na
noite santa de Natal e invade o universo inteiro. Essa Luz atende pelo doce
e suave nome de Jesus, Aquele que nos trouxe de novo o brilho e a alegria da
filiação divina e que afirmou a respeito de Si mesmo: "Eu
sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá
a luz da vida" (João 8, 12). É essa Luz que nos ilumina que
inaugurou e que alimenta e sustenta o sentido de nosso Natal de cada ano. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
21 Dezembro 2009:
“A vida é composta por 3 fases, na primeira você
acredita em papai Noel, na segunda você e não acredita e na terceira
você é o papai Noel” (autoria desconhecida).
A bondade de “papai Noel” nos recorda a bondade do próprio
Deus. Adultos e crianças dos tempos hodiernos encontram muita dificuldade
para compreender e aceitar a figura do papai Noel. É que, por trás
dessa dificuldade, impera em praticamente todos nós o modelo e o esquema
do que se chama de “objetividade”, da precisão matemática
da ciência, do absolutismo da tecnologia. Nesta mentalidade só
é real o que pode ser mensurado de alguma forma, ou seja, tocado com
os dedos, visto com os olhos, e percebido pelos sentidos corporais. No entanto,
existem algumas realidades que fogem a esse tipo de sensibilidade e percepção
e, por isso mesmo, são tomadas como míticas, supersticiosas, infantis,
irreais, inexistentes. Entre elas está a figura de papai Noel, aceita
no mundo adulto somente quando serve aos fins lucrativos do consumo, querida
no universo infantil, muitas vezes por incentivo dos pais e interessados, somente
para alimentar os caprichos natalinos de um presente. Em meio a tudo isso fica
vagando na mente de tantos a eterna pergunta: “Papai Noel existe ou não”?
Os mais céticos insistem em dizer não. Os “intelectuais”
do tipo “só acredito no que posso comprovar com a razão”
irão zombar dos que, mesmo adultos, acreditam. Na verdade, independente
do modo como se conceba ou do que se pensem a respeito da figura do velhinho
vindo das geleiras do Pólo Norte com suas renas e presentes; independente
se nós cremos ou não na sua existência, ele tem em suas
origens uma das mais belas expressões da alma humana para falar do carinho
e do cuidado amoroso de Deus. O papai Noel com seu jeito bondoso, bonachão,
sorridente, generoso, discreto, pacífico, e que faz um esforço
incrível para descer por entre chaminés e esgueirar-se por portas
entreabertas na escuridão da noite, é sem dúvida a maior
expressão da discrição divina em fazer o bem. Papai Noel,
embora concebido historicamente pela figura do bispo Nicolau de Mira, enquanto
benfeitor dos pobres e sofredores, retrata no fundo a imagem do próprio
Deus. Porque que sem o vermos e percebermos, todos os dias de modo discreto,
simples, generoso e humilde, vêm a nós e manifesta sua bondade
para com todos, sem exceção, em todos os pontos e lugares do mundo.
A figura de papai Noel foi criada para assegurar-nos de que mesmo que por uma
noite apenas, em todo e qualquer lugar do planeta, a todas as pessoas, ricas
e pobres, boas e más, cada um pode sentir-se visitado por uma generosidade
discreta; por uma bondade abnegada, por uma palavra, um toque, um afeto, enfim,
por um pequeno gesto de amor que fará toda a diferença em sua
vida. O que o bom velhinho vem sempre de novo despertar em nós é
a memória viva de que somos amados e cuidados discreta e bondosamente
por Deus e que com o mesmo cuidado, amor e bondade devemos voltar-nos uns para
os outros. Os que assim buscam o Natal (nascimento) se tornam pais que geram
ou fazem nascer nas entranhas da humanidade um novo céu e uma nova terra.
Talvez seja isso o sentido de papai Noel, ou seja, o de que Deus, nosso Pai,
gerou em nossa humanidade (fez nascer nela o seu Filho amado) o novo céu
e a nova terra. Este novo céu e esta nova terra nos recordam sempre o
nascimento de Deus (Natal) em cada um de nós. Ser papai Noel é
cuidar para jamais deixar essa realidade da “boa nova” (evangelho)
ser esquecida ou negligenciada em nós e no mundo. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos). Pensamentos anteriores
veja em www.maikol.com.br, no verbete IRINEU. Presenteie com o livro BOM DIA
E BOM TRABALHO.
18 Dezembro 2009:
“O passado não é aquilo que passou, mas é
aquilo que ficou do que passou” (Alceu Amoroso Lima, “Tristão
de Ataíde”, crítico literário, professor, pensador,
escritor e líder católico brasileiro, 1893-1983).
Quem conta passa sua versão dos acontecimentos. A cada momento
uma infinidade de acontecimentos permeia a nossa vida. A maioria nem nos damos
conta, outros tocam a nossa sensibilidade e nos recordamos e alguns marcam de
forma indelével. Quem conosco compartilhou de nosso tempo, irá
recordar de fatos que tínhamos esquecidos, isto porque, a cada um os
fatos tocam de forma pessoal. Com o tempo, apenas recordamos dos que marcaram
nossa história. Ao recontar o passado, falaremos do que ficou deste passado
gravado em nossa mente. Algumas vezes registramos isso de alguma forma e com
isso asseguramos que possam ser recordados em momento oportuno. Com fatos históricos
acontece algo semelhante, ou seja, quem se preocupou em registrar os acontecimentos,
teve a oportunidade de passar sua visão do que aconteceu e isto será
lembrado no futuro. Quem apenas guardou na lembrança ou por alguma razão
foi impedido destes registros, terá sua versão esquecida com o
tempo. Por isso é muito importante que se registre tudo, até mesmo
os fatos corriqueiros, para que, quando for questionado tenha em mãos
mais que argumentos para defender o seu ponto de vista. (Registro é tudo
que possa recordar; fotos, passagens, anotações, e-mail, suvenires
etc.). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos) Pensamentos anteriores veja em www.maikol.com.br, no verbete IRINEU.
Presenteie com o livro BOM DIA E BOM TRABALHO.
17 Dezembro 2009:
“A constância no amor é uma bigorna que, quanto mais
é batida, mais dura se torna” (Demóstenes, orador
e político grego, 384 a.C. - 322 a.C.).
“Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus
e Deus nele” (1 Jo 4, 16). Por definição, bigorna é
um instrumento utilizado por ferreiros para moldar metais pela constância
em suas batidas. Constância é esta permanência na mesma disposição
de espírito, no mesmo desejo. Quando insistimos em uma coisa até
a exaustão, quando nela temos frequência e boa teimosia, até
que ela se torne um hábito prazeroso para nós; então, temos
o que se chama constância. Constância também é uma
vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro
e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 1.900 habitantes. “O
nome de Constância só foi adquirido oficialmente em 1833, por intermédio
da rainha D. Maria II que lhe deu o nome devido ao apoio que a população
lhe tinha dado e a sua insistência para mudar o seu antigo nome de Punhete
que não gostava” (Wikipédia). Assim, tudo que em nós
tiver ritmo e volume de trabalho persistente adquire o modo de ser da constância
e se transforma em algo de peso e valor perene para nós. O amor enquanto
tal é um desses dons que recebemos, mas que se vivido na constância,
jamais se afasta de nós e têm a força de nos tornar resistentes,
firmes e inquebrantáveis a tudo que tende a nos tirar a paz, o equilíbrio
e o bem. A constância no amor produz ordem em todas as situações
e atividades da vida, a inconstância nele nos deixa como presas fáceis
de toda sorte de males e desordem, interior e exterior. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos). Pela internet você
pode presentear com o livro Bom dia e Bom trabalho (Editora Vozes). Edições
anteriores; confira em www.maikol.com.br, click em Irineu.
16 Dezembro 2009:
"São necessários o inimigo e o amigo juntos para
ferir-te no coração: o primeiro para caluniar-te, o segundo para
vir contar-te." (Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne
Clemens, escritor, humorista e romancista americano, 1835 -1910).
Só a força do amor pode deter o veneno da inveja. O coração
tem a função de levar o sangue a todas as partes de nosso corpo;
com isso ele leva vida, talvez por isso seja atribuída a ele esta capacidade
de gerenciar todo o nosso emocional. Facilmente nos decepcionamos com as pessoas,
justamente pela quase impossibilidade de estarem todos “sintonizados na
mesma frequência”, ou seja, de terem a mesma opinião sobre
tudo. Com isso, basta um pequeno mal entendido que logo alguém se sente
ofendido e revida. Isto ganha maiores proporções quando envolve
mais pessoas, pois “quem conta um conto aumenta um ponto” (dito
popular). Assim como uma tempestade do tipo furacão aumenta de intensidade
quando é alimentado pela evaporação, aliada com fortes
ventos, assim os desentendimentos ganham proporções de desavenças
quando alguém alimenta o conflito com fofocas sem fundamentos aliadas
à vontade de neutralizar uma pessoa. Reverter este quadro é quase
impossível, pois muitas vezes a pessoa desconhece que tais fatos estejam
acontecendo e quando surgem as proporções são tais que
a verdade nem consegue se manifestar. Por isso, evite que surjam pontos de conflito
e em caso de dúvidas, converse pessoalmente, de preferência a sós.
Dê o benefício da confiança antes de julgar. Jamais leve
adiante algo duvidoso contra alguém. Pratique o amor. Lembre-se sempre
do conselho de Jesus: "Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos
odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do
vosso Pai que está nos céus e que faz com que se levante o Sol
para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos”
(Mt5, 44-45). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
15 Dezembro 2009:
“A paciência é uma árvore de raiz amarga,
mas de frutos muito doces” (Provérbio Persa).
A paciência é uma força do interior do indivíduo.
A paciência é uma virtude; e, como virtude, evoca a disposição
do indivíduo em buscar o bem e evitar o mal. No cultivo da paciência,
há um autocontrole em dominar o espírito inquieto que quer tudo
resolvido na hora. É como amarrar um elefante com barbante, se ele quiser
pode se soltar, mas sabe que tem de esperar o tempo certo. Na espera há
provocação, desafios e até humilhações; por
isso, a raiz é amarga. A paciência, ao ser comparada com uma árvore,
ela mostra sua grandiosidade, sua força e também sua imobilidade
diante dos desafios, vencendo a todos sem se locomover. Mas, quando chega o
tempo da colheita, os frutos cultivados se apresentam doces, pois foram amadurecidos
sem precipitação. O tempo é paciente, pois mantém
sua cadência independente das intempéries. Cultivar a paciência
é buscar o equilíbrio. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
14 Dezembro 2009:
“O pouco é suficiente, o muito nunca basta”
(Ronan Dias da Silva, filósofo, teólogo, pós em Gestão
de Assuntos Públicos e Mestre pelo Antoniano de Roma).
‘Somos o que somos diante de Deus e nada mais’. Quem já
viveu uma experiência em comunidades carentes, talvez já tenha
percebido a solidariedade que existe de alguns em suas necessidades. Dividem
o pouco que têm com aquele que tem menos ainda. Nossos ancestrais viveram
experiências parecidas. Quase por um milagre, quem doou de coração
acaba recebendo de forma inesperada algo de que necessitava. Assim vão
sobrevivendo sempre na esperança de dias melhores pelo menos para seus
filhos. Por outro lado, quem muito tem, vive na angústia que sempre falta
algo. Por exemplo: quem tem muitas peças em seu vestuário, perde
muito tempo para decidir com qual vai sair; e, às vezes ainda reclama
que falta algo para combinar. O problema está na forma de pensar. Quem
se sente inserido no mundo como parte de um todo é agradecido pelo que
possui e sente alegria em dividir. Quem se orgulha do que possui, atribuindo
apenas a si os méritos de sua conquista, se concentra em multiplicar
e nunca está satisfeito. Isto pode acontecer com qualquer um, independentemente
do tamanho de seu patrimônio. Devemos sempre agradecer os dons recebidos
e procurar dividir nossos talentos e dons, pois ‘o pouco com Deus é
muito e o muito sem Deus é nada’ (provérbio popular). (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
11 Dezembro 2009:
“Tira força da tua fraqueza” (Miguel de
Cervantes Saavedra, romancista, dramaturgo e poeta espanhol 1547-1616).
Quando o sistema de partida falha é no “tranco” que
o motor “se liga”. A palavra força está relacionada
com energia, vigor vital da pessoa. Vigor por sua vez é força
que temos dentro de nós, dada por Deus. Quando a trabalhamos durante
muito tempo (no ritmo de “água mole em pedra dura tanto bate que
até fura”), ela vem à luz e nos torna fortes e vigorosos
em toda e qualquer situação da vida. Essa força todos nós
a temos em “estado latente”, só precisa ser exercitada para
poder atuar. Quando não a exercitamos por nossa aplicação,
dedicação e perseverança, ela nos vem de outras formas,
até estranhas à nossa compreensão. Por exemplo: às
vezes precisamos de uma doença, de uma crise, de uma palavra dura, de
uma humilhação, de um sofrimento, de uma tragédia, de uma
separação, enfim, de circunstâncias que para nós
soam negativas, para despertar em nós essa força. Em outras palavras,
precisamos de algo que nos sacuda e nos abra para nos darmos conta dessa força.
Pode acontecer, como em geral acontece, que no momento em que nos sentimos fracos
e abatidos de tanto levar pancadas é que essa força surge em nosso
ser de uma forma surpreendente. Na verdade, ela já estava lá dentro
de cada um. Precisou apenas ser despertada por algum acontecimento que insistíamos
em evitar. Por isso, nunca devemos ficar abalados e desesperados quando estamos
enfrentando momentos de dificuldades, desilusões e outras coisas difíceis
e complicadas, pois pode estar nessa situação de nossa fraqueza
a graça que prepara nossa força maior. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
4 Dezembro 2009:
“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa,
em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito”
(Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, dramaturgo, jornalista e
teatrólogo brasileiro, 1839-1908).
O melhor meio de esquecer é lembrar. Quando a lembrança do passado
insiste em estar presente, comprometemos toda a realidade que toca os nossos
pés. É sadio lembrar aquilo que temos o dever de deixar para trás
e começamos a virar nossa atenção para aquilo que de fato
interessa. Lembrar para limpar, retirar ressentimentos e perdoar, para que a
alma fique leve e possa voar novamente. Deixar para trás algo que só
representa nossa infelicidade e tristeza e colocar-se sempre de novo rumo ao
que vale a pena gastar o resto de nossos dias neste mundo, é uma maneira
inteligente de aproveitar as energias que temos e investir numa boa travessia
por essa vida. O amanhã só desponta mais transfigurado para nós,
uma nova página só vai sendo escrita de forma mais clara e livre
em nosso ser; quando o que se passou conosco é assumido de forma positiva
e reorientado pelo que se tornou a razão principal de nossa luta, de
nossa busca e de nosso viver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
3 Dezembro 2009:
“Quem realmente sabe o que está falando, não tem
razão para levantar a voz” (Leonardo Da Vinci, pintor,
escultor e inventor italiano, 1452-1519).
Quem grita, ou está longe ou lhe faltam argumentos. No reino animal,
o som alto é utilizado para assustar os oponentes na tentativa de demonstrar
seu poder. Mas, com as pessoas deveria ser diferente, pois Deus nos deu uma
inteligência para argumentar e um coração para amar. Com
a inteligência elucidamos nossa ignorância sobre determinado assunto,
pesquisando respostas e quase sempre descobrindo algo novo. Com o coração
aprendemos que as palavras mais convincentes são ditas com carinho em
um tom agradável. Sabemos também que o tom elevado é utilizado
para vencer distâncias, ou seja, quando alguém está longe,
precisa gritar para que possa ser ouvido. Assim, quando alguém grita
estando perto, é porque seu coração está longe;
ou por falta de amor, ou por ignorância. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Dezembro 2009:
"Contratempos são como facas, que nos servem ou nos cortam,
conforme as pegamos pelo cabo ou pela lâmina." (James Russell
Lowell, poeta, crítico, satírico, escritor, diplomata e abolicionista
americano, 1819-1891).
A precipitação pode machucar. Quando vemos a apresentação
de um artista circense com seus malabarismos com lâminas, de certa forma
nos causa arrepios, devido ao temor que algo possa acontecer, pois sabemos o
perigo que “as facas” apresentam. O que dá segurança
ao artista é sua experiência após longo treinamento, onde
aprendeu a dominar o perigo por sua habilidade em tocá-las. Pegando com
segurança o perigo se neutraliza. Diante de um contratempo, a forma da
abordagem é o primeiro fator determinante para o sucesso ou fracasso.
Antes de tocar, é necessário saber qual o lado do cabo e qual
o da lâmina, e também, como está se movimentando, ou se
está imóvel. Por mais ameaçador que possa parecer o “contratempo”,
pouco mal lhe causará se você agir com perícia para manter
a situação sob seu controle. Aja com inteligência e perícia.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
1 Dezembro 2009:
"Quanto mais inteligente um homem é, mais originalidade
encontra em outros. Os medíocres acham toda a gente igual."
(Blaise Pascal, físico, matemático, filósofo moralista
e teólogo francês, 1623-1662).
Cada ser humano é um mundo à parte. Inteligente e medíocre
são dois modos distintos de uma pessoa se revelar. Estes conceitos na
verdade se contrapõem. Quando um surge o outro desaparece. A inteligência
permite observar, ler, apreender algo mais essencial que se encontra em outros,
bem além e aquém de tudo o que pensamos e sabemos sobre ela. A
inteligência ao invés de dizer o que o outro é; apenas ouve
e acolhe a sua manifestação de forma livre e aberta. Por isso,
a inteligência jamais julga o outro e essa é a razão pela
qual ela sempre enxerga o outro de forma original e originária. Ela vive
da espera do inesperado em relação a todo e qualquer diferente
de si mesma. Tal atitude a permite cada vez procurar entender, abraçar,
receber e compreender quem é o outro na sua diferença. O medíocre,
por sua vez, coloca todo mundo dentro da mesma sacola de sua interpretação.
Desconhece a si mesmo e, assim, nada sabe sobre o outro que lhe vem ao encontro
de forma sempre nova e inaudita. O medíocre está sempre a meio
caminho no conhecimento e no saber. Estar a meio caminho é o mesmo que
não estar nem lá, nem cá, sem critério e sem medida
para nada. Eis porque o olhar do medíocre nunca alcança o outro.
Ele vê apenas a si mesmo nos outros os quais julga sempre da mesma forma,
isto é, como iguais. Os que procuram deixar o outro ser outro, ele mesmo,
sem enquadrá-lo nas estreitezas de seus pareceres e dizeres; abre espaço
para o início de uma grande, rica e bela história de liberdade
e justiça entre os homens. Sem falar que começa a enriquecer-se
com tantas realidades, com mil e uma possibilidades que vai aprendendo da diferença
dos outros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
30 Novembro 2009:
“Aquilo que repartir, multiplicar-se-á. Aquilo que não
compartilhar, dividir-se-á e desaparecerá” (Ronan
Dias).
Quem divide multiplica, quem esconde perde. Em uma compreensão
mais usual, costumamos pensar que repartir é tomar algo do que temos
e dar ao outro, como forma de caridade, contribuição, ajuda etc.
Em repartindo, acreditamos multiplicar o que oferecemos e proporcionar um grande
bem ao outro. Isso é verdade, e interessante; mas, existe outro nível
de compreensão do sentido de repartir que é o de tomar parte sempre
de novo numa situação, ou seja, bater em cima até aumentar
o que deseja. Isso acontece, por exemplo, quando estudamos. Ao estudar, de tanto
ler, refletir, tentar memorizar, “martelar” na cabeça uma,
duas, três ou mais vezes, um texto, uma leitura começa a fixar-se
na nossa compreensão, a crescer no nosso entendimento e vai ampliando
nossa, visão, inteligência e capacidade de reflexão. Quem
pratica esportes, por exemplo, à medida que exercita vai melhorando a
performance. Do mesmo modo, tudo na vida que for exercitado com persistência,
faz multiplicar o que iniciamos no exercício. Ao contrário, se
não for exercitado, trabalhado, então cessa o curso de crescimento
e desaparece com o tempo. Na partilha, portanto, vamos multiplicando e unindo
em proporções cada vez maiores os frutos das partes conquistadas.
Isso pode ter ritmo infinito. Se esse esforço paralisa, cada parte perde
e se desliga da outra, aquilo que foi conquistado à duras penas se esvazia,
entra em ruína e desaparece. Neste sentido o livro sagrado nos ensina
quando diz: “Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá
em abundância, mas a quem não tem será tirado até
o que tem” (Mt 13, 12). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Novembro 2009:
“Lembremo-nos dos peixes que comíamos de graça no
Egito, os pepinos, os melões, os alhos bravos, as cebolas e os alhos”
(Livro dos Números 11, 5).
Se tiver ressentimento, têm dependência. Após a libertação
do Egito, o povo caminha pelo deserto. Quando sentiram sede, Deus lhes deu água,
na fome Ele lhes deu o Maná (seiva de tamarisco, alimento que caía
com o orvalho). Mas, as dificuldades da travessia fizeram lembrar os alimentos
do tempo da escravidão, pois já estavam enjoados de Maná.
Esse comportamento reflete a insatisfação do momento e a busca
por uma situação anterior; esqueceram as penúrias de ser
escravo e lembraram apenas dos alimentos que tinham, ou seja, seu coração
era de escravo e não livre, pois ainda lhes faltou o uso da razão
para entender uma situação maior. É pela razão que
temos a liberdade. Não há situação difícil
que nos impeça do uso da razão. Assim, se em seu coração
existir qualquer tipo de amargura ou ressentimento, é sinal que você
é dependente, continua preso, sua alma tem dificuldade em voar. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
26 Novembro 2009:
“Bom dia e Bom trabalho” (Título do livro
da Editora Vozes, autor; José Irineu Nenevê).
Tudo o que é bom vem de Deus. A saudação “Bom
dia e bom trabalho” costuma ser rotineira entre muitas pessoas que se
dirigem ao trabalho. Para alguns, ela soa agradável e motivadora; para
outros, indiferente, óbvia e desnecessária. Existem ainda aqueles
que ao ouvi-la ficam com vontade de dizer: “Só se for pra você,
pois para mim está um mau dia!”. Mas, onde esta saudação
tem sua origem para que seja uma saudação universal assim como
“boa noite”, boa tarde, etc? Embora muitas sejam as explicações,
sabe-se que uma delas tem raízes bíblicas, onde depois de cada
realidade criada o escritor do livro sagrado fazia questão de anotar:
“E Deus viu que tudo era bom” (Gn 1). Entre as obras boas criadas
pela bondade divina estava a luz para iluminar o dia e a noite. Isso significa
que o dia é bom, pertence, é fruto, da ação bondosa
de Deus. Bom quer dizer, aqui, no ponto, nem mais, nem menos. Nesse sentido,
não somos nós que tornamos o dia bom ou ruim, pois ele já
é bom desde sua criação. O ruim do dia não vem dele,
mas do que fazemos com ele. Desta forma, o que podemos fazer é nos abrir
a ele, nos colocar dentro dele da melhor maneira possível com o intuito
de não estragá-lo e para não ofuscar seus raios, sua luz
e bondade. Nasce daí, também, o sentido de saudar alguém
com um “bom dia” que vai além do desejo de que o dia do outro
seja feliz, tranquilo e agradável; é convidar o outro para uma
verdade que está aí na nossa cara, à nossa disposição,
ou seja, o dia chamando-nos para viver na sua luz, na sua bondade, na sua graça,
beleza e encanto. Quem se abre para ele assim, tem chance de ser envolvido pela
bondade do dia e fazer uma boa passagem por entre tudo o que é ruim e
mal feito no cotidiano. Ao desejar bom dia para o outro, independente se ele
aceita, se se abre ou não para essa realidade, você já é
beneficiário daquilo que diz. Tenha um bom dia! (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
25 Novembro 2009:
“Cada dia pode ser um ponto de partida para uma vitória,
não importa o que você perdeu antes” (Evaldo Alencar
Reis).
“A cada dia basta o seu cuidado" (Mt 6, 34). Ter a lucidez de guardar
cada dia como uma grande oportunidade de avançar e de dar saltos sempre
maiores rumo ao que realmente nos interessa e importa, é um modo simples
e eficaz de alcançar e realizar grandes vitórias. Criar uma consciência
de tentar perceber o cotidiano, diferente de rotina, mas como algo novo e inaudito
que a todo instante bate à nossa porta para nos desafiar e ampliar o
que já temos e sabemos; é um bom modo de nos livrar daquilo que
tende a nos amarrar, sufocar e esgotar nossas energias. O cotidiano, com todas
as suas lutas e labutas, jamais quer impedir que avancemos e sejamos vitoriosos.
Apenas põe exigências, pesos e condições para aprimorar
e exercitar um pouco mais a nossa musculatura interior, a nossa capacidade e
volume de trabalho, bem como mede nossa resistência frente aos longos
percursos sem resposta e conquistas. Assim, para cada dia há um novo
começo, nova doação, novo empenho, mesmo que em alguns
momentos as perdas e sofrimentos aparentem serem maiores que nossas forças
e inteligência. É isto que forma os homens e mulheres criativos,
experiente, vitoriosos, sábios e realistas no cotidiano. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
24 Novembro 2009:
“De vez em quando, penso como eu gostaria que me vissem: eu gostaria
que me vissem como alguém que procura descobrir a causa da causa da causa.
Assim, se alguém inventar de me dar algum presente, já sabe o
que eu mais aprecio...” (Rubens Junqueira Portugal, Doutor em
Aplicações Militares e Planejamento pela Escola de Comando e Estado
Maior do Exército, diplomata, geólogo, mestre e educador, 1929-2009).
Nada se compara à alegria da descoberta quando houve um empenho
incansável de busca. Quem teve o privilégio de ter o professor
Portugal como educador, terá em sua mente o seu sorriso e suas perguntas
pertinentes, bem como sua alegria quando o aluno chegava ao conhecimento. Isto
porque ele utilizava o método Socrático (maiêutica) que
com perguntas extraía do educando as respostas que procurava, assim como
uma parteira retira de dentro da mãe uma nova vida. Quem dera que todos
os alunos tivessem este espírito de pesquisa ao buscar a causa da causa,
e assim por diante, até chegarem à alegria da descoberta; seria
um grande presente a seu educador. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
21 Novembro 2009:
“Nada é tão fácil que, feito com má
vontade, não se torne difícil” (Terêncio,
comediógrafo latino, 185-159 a.C.).
Mal começado, difícil de ser acabado. Vontade é desejo,
determinação, logo uma má vontade é uma disposição
desfavorável, um não querer, é um fazer “arrastado”.
Mesmo as coisas mais elementares ficam difíceis, tornam-se pesadas, quando
a pessoa está com má vontade. O pior é que se torna progressivo
até que a preguiça tome conta. Depois nasce uma série de
justificativas para suas atitudes, todas infundadas. Quando chamada a atenção,
responde com rispidez. O antídoto é a disciplina aliada ao querer.
A vacina é jamais permitir que as sementes da preguiça criem raízes
em nosso coração. Como um bom jardineiro, devemos removê-las
antes que cresçam e danifiquem as demais plantas do “jardim”
de nosso coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
20 Novembro 2009:
"Você nunca sabe que resultados virão da sua ação.
Mas se você não fizer nada, não existirão resultados”
(Mahatma Gandhi, advogado e líder hindu, 1869-1948).
Podemos errar ao agirmos, mas já erramos quando nada fizemos. Existem
diversos tipos de ações. Ao pensar em ação, pensamos
em energia, tempo, vigor. No conceito comum ela depende de nós. Quando
descarrega (acaba a carga) de uma bateria de um carro (por exemplo), de nada
adianta ficar lastimando sobre o que deveria ser feito (esta ação
é posterior para evitar que aconteça novamente), é necessário
uma “ação” imediata, ou substituímos a bateria
ou fazemos pegar no “tranco”, para que o veículo volte a
funcionar. Ações fazem parte de nosso dia a dia. Existem outras
ações que envolvem nossa inserção, ou seja, na família,
na empresa, em nossa comunidade, no bairro, no estado. Esperar pela iniciativa
dos outros é um ato de covardia. Nosso “mundo” só
será melhor quando nós agirmos. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
19 de Novembro de 2009:
"Trabalhe para manter viva em seu peito aquela pequena faísca
de fogo celestial, chamada consciência” (George Washington,
militar e político americano, 1732-1799).
Depois que inventaram a “justificativa”, poucos assumem suas falhas.
Por definição a palavra “consciência” traduz
a faculdade da razão para julgar os próprios atos. Assim, quem
tem consciência, constantemente está revisando seus atos para impedir
qualquer desvio de conduta. Seria como a dona de casa que está sempre
atenta para com a higiene de seu lar, lavando a louça, limpando o chão,
guardando o que está fora de lugar, limpando os calçados e assim
por diante. Como em muitos lares a limpeza é terceirizada (para auxiliares
do lar) tirando de seus habitantes a parte de colaboração que
lhes cabe nesta organização, assim também na vida são
poucos os que têm consciência e assumem a responsabilidade por seus
atos, preferindo a justificativa à correção. A consciência
é um dom divino que orienta no caminho certo. Para evitar que desapareça,
ela deve ser cultivada no jardim de nosso coração. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
19 Novembro 2009:
“Sabe-se muito bem que é dificílimo erradicar preconceitos
dos corações cujos solos nunca foram revolvidos ou fertilizados
pela educação: preconceitos crescem ali firmes como erva daninha
entre pedras" (Charlotte Bronte, escritora inglesa, 1816-1855).
A educação remove a ignorância. A palavra “preconceito”
traduz a idéia de um juízo formado antecipadamente sem ter algum
fundamento para tal, apenas por ignorância (desconhecimento). O “antídoto”
para tal é a educação, ou seja, a busca do conhecimento
para dirimir os conceitos mal formados. Penso que pior que um preconceito (pré-conceito)
nascido da ignorância, é aquele semeado por maldade com o intuito
de tirar proveito do desconhecimento alheio. Ali vale quem “grita”
mais alto, e se distorcem os fatos, impedindo assim, o acesso a verdade, pois
nela tudo seria esclarecido. Diante de idéias mal formadas, antes de
formar juízo, busque os fundamentos na pesquisa séria, para evitar
a injustiça. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
18 Novembro 2009:
“Quando os homens julgam possuir o segredo de uma organização
social perfeita que torne o “mal” impossível, consideram
também poder usar todos os meios, inclusive a violência e a mentira,
para realizá-la” (Karol Józef Wojtyla - Papa Johannes
Paulus II, de operário a Papa, nasceu na Polônia em 1920, morreu
na Itália em 2005).
“Pior cego é aquele que se recusa a enxergar”. O Papa João Paulo II viveu desde a infância sob o peso de regimes políticos que em nome da liberdade oprimiam o povo. Por esaa razão, ele alerta a todos os povos do perigo que existe quando alguém julga ser dono da verdade e usa de todos os meios para calar quem discorda. Por ter uma visão tão clara deste perigo e como ele poderia ameaçar a liberdade de todos é que ele se posiciona em alerta aos que faziam uso deste artifício até mesmo dentro da Igreja. Talvez seja por sua firmeza em alertar, é que articularam sua morte naquele atentado em Roma. Qual erva daninha, essas idéias continuam se disseminando, principalmente na América Latina. Antes que chova, é melhor consertar o telhado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
17 Novembro 2009:
"O tamanho da mentira é um fator decisivo para que ela seja
acreditada, pois as grandes massas de uma nação são mais
facilmente ludibriadas nas profundezas dos seus corações do que
são intencional e conscientemente más. A simplicidade primitiva
de suas mentes transforma-nas em uma presa mais fácil para uma grande
mentira do que para uma pequena, pois eles mesmos frequentemente contam mentirinhas,
mas ficariam envergonhados de contar grandes mentiras" (Adolf
Hitler, austríaco, primeiramente chanceler depois ditador da Alemanha,
1889-1945).
A força do poder esconde a verdade. Ficamos chateados quando lemos
um texto que fala da manipulação das massas (população)
através de mentiras. Aconteceu na segunda guerra mundial (documentos
secretos continuam sob sigilo), nas guerras do Iraque e Afeganistão,
no assassinato de JFK, nas torres gêmeas, dentre outros. Continua acontecendo.
No recente episódio do “apagão” (falta de luz generalizada),
todos tinham uma justificativa para encobrir a verdade, além de procurar
desacreditar alguma opinião contrária. Isso porque nos acostumamos
às mentiras e praticamos em nosso dia a dia. Muitas vezes quando a criança
mente, achamos engraçado e admiramos sua criatividade. É a primeira
lição na escola da malandragem. Os pais deveriam ser exemplo de
honestidade e jamais ser um exemplo negativo para seus filhos. Quem se acostuma
com a mentira, engrossa o número das grandes massas facilmente ludibriadas
por políticos inescrupulosos. Enfrentado a verdade, somos obrigados a
defendê-la. Ao defendê-la temos que buscar seus fundamentos e assim
por diante. Agindo assim, uma pessoa pensará duas vezes antes de querer
te enganar. Jesus nos ensina: “a verdade vos libertará” (João
8, 32). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
16 Novembro 2009:
“Nada é tão fácil que, feito com má
vontade, não se torne difícil” (Terêncio,
comediógrafo latino, 185-159 a.C.).
Mal começado, difícil de ser acabado. Vontade é
desejo, determinação, logo uma má vontade é uma
disposição desfavorável, um não querer, é
um fazer “arrastado”. Mesmo as coisas mais elementares ficam difíceis,
tornam-se pesadas, quando a pessoa está com má vontade. O pior
é que se torna progressivo até que a preguiça tome conta.
Depois nasce uma série de justificativas para suas atitudes, todas infundadas.
Quando chamada a atenção, responde com rispidez. O antídoto
é a disciplina aliada ao querer. A vacina é jamais permitir que
as sementes da preguiça criem raízes em nosso coração.
Como um bom jardineiro, devemos removê-las antes que cresçam e
danifiquem as demais plantas do “jardim” de nosso coração.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
13 Novembro 2009:
"A beleza do coração é visível no rosto"
(provérbio tâmei).
Seu rosto, seu cartão de visita. Ao coração é
atribuída a tarefa de ser a expressão de nossos sentimentos desde
a antiguidade. Assim um coração belo é aquele de sentimentos
nobres, de amor, bondade, sinceridade, caridade etc. Estes sentimentos são
cultivados no esforço pessoal diário de se manter fiel aos princípios
éticos e morais, retratos da vontade Divina expressa nas linhas do Livro
Sagrado. Tudo isso é externado pela expressão da face de quem
os cultiva, sendo o sorriso seu melhor porta voz. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
12 Novembro 2009:
"As palavras sem afeto nunca chegarão aos ouvidos de Deus"
(Willian Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, 1564-1616).
Qual lâmina bem forjada, a palavra penetra fundo o coração
do homem. Na língua latina a palavra afeto (“affectus”) se
refere originalmente a “abalo”, “aflição”
ou “atingimento”. Em geral quando algo nos atinge é porque
uma força anterior a nós mesmos causa um impacto tal em todo o
nosso ser que ficamos como que "desnorteados", ou seja, “paralisados”
e sem rumo por alguns momentos. O afeto é uma energia que quando nos
vem e nos toma, tem o poder de mudar totalmente a nossa vida para melhor ou
pior, depende do modo como se acolhe seu envio e impacto. A “palavra”,
por exemplo, é uma dessas realidades de atingimento que quando dita com
afeto, possui uma capacidade quase que imensurável de impactar a gente.
Mas, para afetar alguém positivamente ela precisa de um longo percurso
na provação. A prova a que se submete a “palavra”
é o tempo de maturação (curtição) que ela
é forjada no silêncio, na reflexão, na observação,
na experiência e na contemplação. Geralmente, os que trilham
esse curso e percurso no aprofundamento da palavra é que produzem o discurso
que verdadeiramente afeta ou atinge as pessoas. Na linguagem religiosa se diz
da palavra ungida que nasce do silêncio e da escuta. Palavra ungida é
aquela que tal qual um óleo puro e perfumado penetra, age e protege a
pele (no caso, o ser) da pessoa. Por isso mesmo, os que se exercitam na arte
ou no bom manuseio da palavra são os que, mesmo que balbuciando, conseguem
ter um eco estrondoso na sua fala e que no âmbito da oração,
por exemplo, atinge o coração de Deus. Deus, por sua vez, como
é a “Palavra” por excelência, fala também aos
que o escutam e gera neles uma palavra penetrante que quando dirigida aos demais,
afeta, comunica, consola, esclarece, alivia, cura, transforma e direciona os
rumos de sua vida sempre para melhor. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
11 Novembro 2009:
“Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar
aquilo que já possuímos” (provérbio chinês).
Com os “olhos” fechados, pouco podemos “ver”.
Lamentar é queixar-se, é “choramingar”, semelhante
ao que fazem certas crianças quando desejam algo que lhes é negado.
Muitas vezes ela tem tudo, mas quer algo do “coleguinha” por puro
capricho. Agimos de forma semelhante quando deixamos de valorizar tudo o que
temos e ficamos “choramingando” algo que desejamos. Quando isso
acontece é porque só estamos olhando em uma direção,
preocupados apenas no ter, sem perceber que existem outras dimensões
a serem descobertas cujas “riquezas” ultrapassam em muito o que
percebemos hoje como valor. Muitas vezes já a possuímos, mas por
falta de sensibilidade ou percepção, se encontram desprezadas
em nós. Abra os olhos para os dons infinitos recebidos do Criador e aprenda
a se valorizar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
10 Novembro 2009:
“Se as raízes não são removidas durante a
capina, a erva daninha volta na próxima primavera” (provérbio
chinês).
Tarefa bem feita não precisa ser repetida. Capina é o ato
de capinar ou seja, de preparar o terreno, retirando tudo aquilo que é
indesejado ou que pode prejudicar. As ervas “daninhas” são
constituídas de duas partes distintas, o que é aparente e está
sobre a superfície e o que é oculto debaixo da terra, que são
as raízes. Normalmente só se extermina uma “erva”,
retirando até suas raízes, pois caso contrário ela voltará
quando as condições favoráveis estiverem presentes. Este
provérbio tem duas aplicações: uma de concluir inteiramente
uma tarefa iniciada, pois o mínimo que se deixa para depois ganha vulto
e a tarefa deverá ser repetida, e outra é a de remoção
das “ervas daninhas”, dos erros ou vícios, que devem ser
corrigidos até as raízes. Em outras palavras, quando se remove
apenas o que é aparente, tudo volta novamente com o tempo. Quando se
quer recuperar, até o pequeno delito mais oculto (a raíz mais
profunda) deve ser removido para evitar que tudo retorne novamente e com muito
mais força. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
9 Novembro 2009:
"Os guardas estavam muito tensos, e nós ouvimos muitos murmúrios.
Dava para sentir que a prisão tremia. Cheguei a pensar que lá
fora havia caminhões. Não imaginei que pudessem ser os pés
de 70 mil pessoas" (Katrin Hattenhauer, prisioneira alemã
por reivindicar liberdade).
O clamor do povo derrubou as muralhas de Jericó (Juízes
6,20); o clamor do povo derrubou o muro de Berlim. A queda do muro foi precedida
por muita oração pela paz e protestos pacíficos. Com o
muro, também caiu um sistema ideológico na Europa; mas, que na
América Latina ganha força graças às articulações
de governantes. Aos poucos um muro invisível vem sendo construído,
tolhendo a liberdade de maneira sutil, tendo ao seu lado o aparato do estado.
Os “fogos de artifício” da mídia manipulada desviam
a atenção da população para o que acontece ao seu
lado e na calada da noite, onde leis ardilosas são aprovadas. Foram vinte
e oito anos de sofrimento antes que o povo alemão bradasse seu clamor.
Quanto tempo será necessário para que os povos latinos percebam
o que está acontecendo? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
6 Novembro 2009:
"A persistência é a teimosia com um propósito"
(Autor Desconhecido)
Madeira que não enverga (não se curva) acaba quebrando.
Uma questão que atormenta muita gente em seus negócios, relacionamentos,
atividades diárias e tantas outras situações da vida, é
saber decidir se devem ser persistentes ou teimosos no que são ou fazem.
Persistência é diferente de teimosia. A persistência é
própria de quem impõe a si mesmo o dever de empreender uma ação
que considera importante e se manter nela com toda a boa vontade, até
elevá-la ao seu grau máximo de realização. Na persistência
a pessoa se motiva a ir até o fim, custe o que custar, mesmo que passe
por diversas contrariedades. Isto, mesmo que erre ou que seja repreendida. No
persistente há apenas uma palavra de ordem: jamais abandonar a obra começada.
Sendo assim, se no desenrolar de uma obra o persistente tiver que ceder, ele
cede. Se tiver que retomar a obra, então, retoma. Se tiver que repensar
o já feito, repensa. Se tiver que voltar um passo para dar dois para
frente, não exita em fazê-lo. O persistente nunca desiste ou desmotiva-se.
Por isso, ele tem sempre alguém de sucesso no que faz e com o tempo alcança
seus propósitos. Já o teimoso é alguém que estabelece
para si o que deve ser e fazer e insiste só no que é o tamanho
do seu desejo. Ele é insistente e obstinado somente no que enxerga como
verdade. É incapaz de ouvir outras possibilidades diferentes da sua e
por essa razão fica "dando murros em ponta de faca", ainda
que saiba que aquilo que é e faz pode não ser o bom, nem o justo
e muito menos o certo. Insiste apenas para não abrir mão do seu
querer, do seu gosto, do seu pensamento e do seu projeto. Enfim, prefere o “trono”
do seu orgulho a dar o “braço a torcer”. Sua teimosia o faz
patinar e ficar sempre no mesmo lugar. Jamais dá espaço para o
novo, para o alternativo e nem para a criatividade. Eis porque o teimoso nunca
vai a lugar nenhum e, tantas vezes, acaba, como se diz popularmente, “quebrando
a cabeça” e "dando com os burros n’água",
pois é destituído de propósitos e de visão. A teimosia
só tem sentido e valor quando é governada pelas rédeas
da persistência, ou seja, quando a persistência a utiliza para projetar
metas e realizá-las com tranquilidade. Na vida, para alcançar
grandes objetivos, para abrir espaços e caminhos significativos, para
ser vencedor, vale à pena insistir na persistência. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
5 Novembro 2009:
"A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa,
mas em pensar tudo o que se diz." (Victor Marie Hugo, escritor
e poeta francês, 1802-1885).
Antes de ser audível, a palavra deve ser pensada. Franqueza tem
sua ligação com o nome de Franco. Franco na língua latina
quer dizer "homem livre". O homem livre é aquele que conquistou
sua liberdade. E a liberdade só surge no homem quando este se responsabiliza
pelo ter que ser a sua própria identidade. Uma das formas que caracteriza
a liberdade do homem se dá na sua linguagem e no seu pensamento. Pensar
exige muita dedicação na ponderação e na acolhida
aberta de tudo o que se mostra do ser das coisas e das pessoas. Nas pessoas
o ser se mostra de muitas formas naquilo que se diz. Por isso, uma boa palavra
para chegar à língua precisa necessariamente passar por um longo
processo de elaboração do pensamento, caso contrário, se
dirá muitas coisas sem nexo e sem precisão. E é aí
que a fala mais confunde e infunde discórdia do que compreensão
e concórdia. Se alguém, então, ousa falar sem pensar, estará
quase sempre mais propenso à escravidão dos disparos mentais sem
verdade e, ao mesmo tempo, prisioneiro das idéias fixas que só
geram brigas e incompreensões. Nesse sentido, o “franco”
com sua franqueza jamais é um "homem livre". A franqueza que
torna alguém livre é aquela onde, pensar e falar, brotam da mesma
fonte, isto é, da verdade do “ser”. A verdade do ser leva
a pessoa a falar do pensamento bem pensado e a pensar bem para falar o que convém.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
4 Novembro 2009:
“Se a perfeição não fosse quimérica,
não teria tanto êxito” (Napoleão I, imperador
da França, 1769-1821).
Dentro de cada um de nós, existe mais força que possamos
imaginar. A palavra quimera vem do termo grego “khimeira” traduzindo
um animal mitológico formado por leão, cabra e serpente (com variantes).
Alguns traduzem como coisas da imaginação. Mas, como em toda a
mitologia, ela também se refere ao ser humano. Quando estamos diante
de uma situação que toca o nosso eu, ou quando nossa vida é
ameaçada, deveríamos agir como um leão, ferozmente lutar
para que a ameaça se afaste. Quando os caminhos fáceis se extinguirem,
teremos que criar novos caminhos pelos mais acidentados terrenos, assim como
fazem as cabras. Finalmente a cobra sempre traduziu a astúcia para gerenciar
as situações embaraçosas. Com a força destes animais
podemos vencer obstáculos. Desta forma, ao comparar a perfeição
com quimera, Napoleão lança um desafio para que ela seja alcançada
a partir da força destes animais que mitologicamente temos dentro de
nós. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
3 Novembro 2009:
“Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense
que, por enquanto, ainda não há terra em cima”
(Yasser Arafat, político palestino, 1929-2004).
Sempre há esperança pelo fato de estarmos vivos. Buraco
é por definição uma abertura, orifício, depressão.
Quem por acaso estiver em um, poderá ter dificuldade para sair. Talvez
por isso a palavra defina também uma situação difícil
e aparentemente sem saída. Quem está em um buraco, se olhar para
os lados verá apenas seus limites, mas ao olhar para cima verá
uma saída. Como chegar lá, vai depender de sua criatividade e
instinto de sobrevivência. Assim, se ainda está difícil
descobrir como sair, é sinal que necessita buscar um pouco mais em seu
interior uma forma de utilizar melhor os recursos disponíveis e coragem
para fazê-lo o quanto antes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
30 Outubro 2009:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida.
Aquele que crê em mim ainda que morto viverá. E todo aquele que
vive e crê em mim, jamais morrerá...." (Jesus em
João 11:25-26).
Existe uma tradição já quase milenar de se celebrar
no segundo dia de novembro (dia primeiro é todos os santos) uma memória
aos falecidos. Tal tradição nasceu com os monges beneditinos por
volta do ano 1000 d.C. e vem sendo repassada às gerações,
especialmente no ocidente cristão. É conhecida no Brasil com o
nome de dia de finados. Finado vem do verbo finar, isto, aqueles que "finaram"
o curso da vida (viraram feno). Finar está mais no sentido de culminar
ou plenificar (tornar pleno) a vida e não de acabar ou findar, como alguém
que chegou ao fim da picada (trilha, caminho). A tradição cristã
afirma com convicção que aqueles que crêem em Jesus Cristo,
que vivem sua vida n'Ele e a partir d'Ele, não perdem a vida e esta não
acaba no momento que se chama de morte corporal, mas apenas a entregam mais
madura e plena ao seu Senhor. Ele a recebe como alguém que aceita a oferta
de um grão de trigo que foi lançado na terra e experimentou a
escuridão, a transformação (uma morte), o ressurgir (vir
à luz) e, por fim, a maturação em forma de cachos frondosos.
A vida em Cristo proporciona esse movimento de maturação de tal
forma que o que se chama morte tem, sim, aquela radical experiência de
morrer e ir ao túmulo, de apodrecer corporalmente, pois tudo isso pertence
ao processo de transformação de quem morre; mas, a vida em Cristo
é retomada de uma forma misteriosa e nova e sem se perder na podridão
de um cadáver, nem nas estreitas paredes de um túmulo, pois viver
n'Ele (em Cristo) é viver para sempre. E viver para sempre significa
viver de novo, mas cada vez de modo novo a partir d'Ele que foi o primeiro a
ressuscitar (a passar pela morte e matá-la). Se Ele foi o primeiro a
ressuscitar entre os mortos, conforme afirma São Paulo, então
depois dele virão muitos outros que foram e estão unidos a Ele.
Nessa direção a lista é incontável. Nela estão
nossos antepassados, nossos pais, amigos e inimigos, irmãos, parentes,
conhecidos e desconhecidos, catequistas, vizinhos, enfim, todos aqueles que
um dia "finaram". E celebrar dia de finados é reverenciar com
gratidão e amor essa pertença a Cristo e a graça de estar
com Ele e n'Ele numa feliz comunhão (que não acaba com a morte
corporal). Comunhão que inclui todos os que já partiram e, também,
nós que ficamos aguardando nossa hora de culminar e coroar nossa vida
naquele que é o autor, o princípio e o fim (enquanto "plenificação")
da própria vida. Eis, então, porque choramos, colocamos flores
e velas nos túmulos, cantamos e rezamos: para lembrar que somos sensíveis
ao mistério da vida, que somos gratos a todos que um dia tivemos a alegria
do convívio e que temporariamente nos fazem falta. Recordamos no dia
de finados que somos conscientes de estar unidos aos nossos entes queridos (falecidos)
numa atmosfera de comunhão que supera em muito o que estamos acostumados
a ver, ouvir, sentir, pensar etc. O dia de finados desperta em nós a
sensibilidade para perceber que anterior a nós, junto de nós e
depois de nós está sempre Deus no seu inefável mistério
de amor a nos abraçar, a nos acolher e a nos transportar sempre de novo
ao seio de sua própria vida que é eterna. Quem recebe com humildade,
liberdade e gratidão essa boa nova, jamais morrerá! (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
29 Outubro 2009:
“Nem sempre é amigo aquele que te tira do buraco”
(Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti, político iraquiano, 1937-2006).
Nos momentos críticos é que se prova a amizade. Amizade é
uma realidade complexa e em certos casos ambígua. Por vezes se pensa
que para ser amigo se deve concordar com o outro em tudo. Caso clássico
disso é quando um amigo implora ao outro que o ajude a mentir para evitar
sofrer punições por causa de certos atos negativos que cometeu.
Acha que ser amigo é recorrer ao outro no apuro, pedindo-lhe ajuda para
esconder os erros cometidos e faltar com o senso da verdade. Outras vezes se
acredita que para ser amigo é necessário fazer pelo outro o que
achamos ser o melhor para ele, sem perguntar se ele concorda. Nesse caso, a
ajuda pode converter-se na própria “danação”
do outro. O querer tirá-lo do buraco pode afundá-lo ainda mais
aí dentro! No entanto, a experiência milenar da amizade que tantas
vezes se mostra complexa e ambígua, exige dos amigos cada vez uma afinação
nova, uma escuta nova, um silêncio novo, um “deixar ser” novo,
um aproximar-se e um distanciar-se novo. Isso para que a amizade, ela mesma,
encontre ambos preparados para saber o que fazer e o que evitar a cada instante.
O que pensar e o que não pensar. O que falar e o que calar a cada envio
novo do ser amigo. Sem essa reverência e cuidado, a amizade se transforma
em conflito de interesses ou bajulações camufladas. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
28 Outubro 2009:
"Não nos deixemos criar males imaginários, quando
sabemos que temos tantos outros reais para enfrentar" (Oliver
Goldsmith, médico e escritor irlandês, 1728-1774).
Mal e bem, duas faces da mesma moeda. A palavra “mal” tem
origem no latim (male) significando tudo que se opõem ao bem, infelicidade,
calamidade, dano, prejuízo etc. Sabe-se que, quando mentalmente alguém
continuamente pensa em um determinado tema, acaba sendo dominado por ele. Se
a pessoa só pensa em coisas ruins e doenças, acabará se
transformando no que pensa. Assim nascem os hipocondríacos (tristes,
melancólicos, “vivem doentes”). Esses males imaginários
atingem grande parte da população que sofre com isso, sem saber
que esse quadro pode ser revertido apenas mudando a forma de pensar. Da mesma
forma, quando a pessoa pensa em coisas boas e consegue encarar a vida de forma
otimista, ressaltando o bem em cada coisa, e nos contratempos busca uma saída,
também irá “atrair” o lado bom dos acontecimentos.
É uma questão de opção encarar a vida de forma pessimista
ou otimista. Viva alegre e descobrirá encanto em cada canto. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Outubro 2009:
“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e
muda todas as perguntas” (Luis Fernando Veríssimo, poeta
e escritor brasileiro, nasceu em 1936).
Em “bitolas” reduzidas, grandes limitações.
Uma grande tentação que frequentemente nos ocorre é a de
querer enquadrar o abissal mistério da vida em nossas compreensões,
medidas e bitolas. Ao fazer isso empobrecemos o próprio mistério
e a vida passa a nos soar estranha, pequena, dura, pesada e insossa. Uma das
formas de estreitar a riqueza e profundidade da vida é quando achamos
que temos respostas para tudo. Achar que se tem resposta para tudo, nesse caso,
significa querer apossar-se de certezas e alimentar seguranças em torno
do saber e daquilo que é maior do que nós mesmos. Quem age assim
o máximo que consegue é tornar-se uma espécie de "intelectualóide",
alguém dogmático e fundamentalista desde a mais simples a mais
complexa área do viver. Sem resposta para tudo, por sua vez, está
longe de ser aquela atitude de acomodação com a busca e com a
seriedade das perguntas. É pôr-se naquela inesgotável aventura
de abrir-se e corresponder ao toque surpresa da própria vida que a cada
momento se mostra nova, inaudita, surpreendente, inesperada e maior do que tudo
o que podemos querer; pensar, sentir e fazer. Quem acolhe a vida e o viver nessa
postura está sempre de bem com ela e aproveita cada envio novo dela (da
vida) para reformular as próprias perguntas e aprender das novas respostas.
Isso significa entender, por ser a vida maior do que nós mesmos; temos
que mergulhar nela e jamais obrigá-la a mergulhar no tamanho de nossas
estreitezas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
26 Outubro 2009:
“Somos todos feitos de fraquezas e erros; perdoemo-nos reciprocamente
pelas nossas tolices; é a primeira lei da natureza” (Voltaire,
escritor e filósofo francês, 1694-1778).
Nossa vida é um eterno aprendizado e as falhas são as melhores
educadoras, para quem entende suas lições. Costumamos ficar irritados
com as falhas alheias. É em casa com as crianças, com os familiares,
no trânsito com motoristas desatentos, no serviço com os colegas
e afins, e assim por diante. Quase nunca nos perguntamos como os demais suportam
nossas falhas, ou seja, quando erramos sempre temos uma justificativa. Como
reagiríamos se pudéssemos saber o que reclamam de nós?
Todos nós estamos sujeitos a falhas e é com elas que poderemos
retificar os desvios, identificando onde erramos; corrigir o erro e tomar atitudes
que evitem que ele se repita. "Perdoe para que sejas perdoado", como
diz Jesus, e “quem nunca errou, atire a primeira pedra (condene quem errou)”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
23 Outubro 2009:
"Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores"
(Luiz Fernando Veríssimo, escritor brasileiro, nasceu em Porto Alegre
em 1936).
É na infância que se forma o caráter. No Brasi,l
quando se fala em corrupção se pensa em suborno da parte daquelas
pessoas que deveriam ser as maiores responsáveis pela conduta ética
e honesta da nação. No entanto, a corrupção tem
se tornado quase que um “vírus social” que pouco a pouco
atinge a todos, desde líderes até subordinados. Tal fato vem justificando
o velho jargão do humorista Chico Anísio: "Sou, mas quem
não é". Em outras palavras, como o próprio termo sugere,
corrupção é o modo como uma coisa ou realidade vai se corrompendo,
se deteriorando até apodrecer de vez. Para apodrecer precisa-se de um
longo processo de curtição no descuidado com as coisas, no caso,
públicas. E para existir corrupção é preciso que
existam corruptores e a maior corrupção de um país é
quando os responsáveis por ela nem sequer conseguem assumir o fato de
que são corruptos. Eles se escondem por trás de desculpas, justificativas,
ironias e discursos evasivos, quase dizendo que os corruptos são os outros.
O que deve se quer chamar a atenção nessa compreensão é
para o fato de que o maior tipo de corrupção que está acontecendo
no país está muito além do desvio de dinheiro público.
É mais grave que, suborno, tramóia política venda e compra
de cargos, conchavos empresariais, indiferença com os valores éticos
e morais, anonimato nas responsabilidades sociais. Em tudo isso também,
mas, a deterioração está acontecendo na pessoa humana desde
a infância até a velhice, de tal forma que quando se chega a proclamar
a corrupção em alguém é porque ela já trilhou
um grande caminho de "maturação" no indivíduo.
E esta, a corrupção, já está tão arraigada
nele que ele a desconhece como um mal, mas como um recurso do qual se apodera
para satisfazer suas ambições e interesses sem o menor escrúpulo.
Por isso, dizer um basta ou eliminar com os corruptos é pouco, devemos
fazer com que todos enxerguem o que gera a corrupção. A cura está
em tratar a raiz daquilo que vem deteriorando o ser humano nas suas bases. Sem
isso, continuaremos a ser um país de corruptos sem corruptores! (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
22 Outubro 2009:
“Um príncipe é o primeiro servidor do seu estado”
(Frederico, o Grande, rei da Prússia, 1712-1786).
O líder deve ser o servo de todos. Vivemos em regime político
dito democrático e nos foi ensinado que os Reis e Príncipes viviam
se divertindo à custa do sacrifício do povo. Mas, se pesquisar
descobrirá que a realidade é bem outra. Nessa frase de Frederico,
se demonstra como deve agir um príncipe, ou seja, que ele deve ser um
servidor do estado; a sua preocupação deve ser para com quem compõe
o estado, isto é, o seu povo. Para isso, o estado deve ser organizado.
Naquele tempo ninguém pensava em “mensalão” para garantir
a aprovação de seus projetos, pois o ideal do servidor era o bem
do estado em primeiro lugar, jamais os benefícios pessoais. Podemos aplicar
este conceito em casa ou nas empresas, isto é, quem se propõe
a ser “chefe” deve estar disposto a servir antes de ser servido,
deve ser um exemplo de disposição. Sobre liderança, Jesus
nos ensina no Evangelho, “quem quiser se o primeiro (chefe) seja o último
de todos (humilde servidor) e o servo de todos” (estar sempre prestativo,
Marcos 9,35). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom Trabalho!
Bom dia! (13 anos)
21 Outubro 2009:
“Detentores de poder sentem que precisam ser superiores e competentes.
Quando eles não sentem que podem demonstrar isso legitimamente, eles
demonstram isso rebaixando as pessoas” (Nathanael Fast - Psicólogo
Social da Universidade do Sul da Califórnia, que liderou uma série
de experimentos sobre o comportamento de chefes de equipes). Desde os
primórdios da humanidade o homem sente a necessidade do reconhecimento
de seus talentos e quando isso não acontece, dá lugar um sentimento
de inveja que pode ser transformado em agressão. O livro do Gênesis
(capítulo 4) demonstra isso quando fala de Caim e Abel. Mas, existe outro
fator que vem reforçar este sentimento, é quando a pessoa ocupa
um cargo de comando (geralmente indicado) e sente que um de seus auxiliares
demonstra mais competência. Com seu cargo ameaçado e com sua auto-estima
em baixa, fará tudo para afastar seu “concorrente”. Em suas
pesquisas, Fast e Chen (colega) descobriram que os mais incompetentes e poderosos,
aplicam penas mais severas, pois com o ego ferido eles se tornam mais agressivos.
Notaram também que quando bajulados “suas tendências agressivas
desapareciam". Constaram que “líderes são agressivos
por causa do ego ferido, não apenas por uma ameaça a seu poder”.
Por isso estes se cercam de pessoas que obedecem sem questionar (Folhaonline,
ciência e saúde, 15-10-2009, EWEN CALLAWAY). Antes de enfrentar
um “leão agressivo”, retire o espinho que fere sua pata,
e assim o encontrará mais acessível. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
20 Outubro 2009:
"A ambição do homem é tão grande que,
para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí
a algum tempo pode resultar dela" (Nicolau Bernardo Maquiavel,
poeta, historiador, musico e diplomata italiano, 1469 -1527).
Com o ego ferido pela inveja, o ambicioso passa a agredir. Ambição
na língua grega, "filotimia", tem a ver com uma postura humana
de amor à glória. Amor à glória indica aquele desejo
que todo mundo tem em buscar algo que seja grande e valoroso para tornar-se
reconhecido e brilhar como alguém de peso e valor. Isso, no entanto,
é uma "faca de dois gumes" (estímulo ou inveja). Por
um lado, pode ser aquele motor que impulsiona a pessoa a ir sempre além,
a conquistar e a edificar coisas sempre melhores do que já conquistou
ou possui. É a atitude de quem está sempre "descontente"
consigo mesmo e procura melhorar cada vez mais para aperfeiçoar-se em
alguma área de sua própria vida ou profissão. Os artistas,
atletas, cientistas, santos, bons profissionais em geral possuem esse tipo de
ambição. Por outro lado, a ambição pode ser aquela
paixão incontrolável de pessoas pequenas que atormentadas pela
sua pequenez, vivem procurando depreciar aquelas que possuem um brilho de talento,
de valor e dignidade. Essas tais ardem em ciúme e inveja dos que possuem
algum talento e de forma implícita ou explícita procuram persegui-las
ou destruí-las. Elas não suportam ver o sucesso alheio e agem
em contínua discórdia com pessoas que espelham uma importância
maior do que elas. Existe ainda outra vertente da ambição que
é ferina (cruel, desumano) e que hoje é a que está consumindo
a humanidade na direção do caos. Fruto do egoísmo que faz
o homem criar de modo insaciável necessidades cada vez maiores para si
e em nome delas, no presente momento, agem de tal modo a sacrificar o seu próprio
futuro e o da criação inteira. É esse tipo de ambição
sem freios que está gerando um desejo de posse sobre muitos e naufragando
essa geração no abismo de problemas sem reversão na natureza,
nas crises econômicas, nos dilemas políticos, nas turbulências
sociais e conflitos religiosos (no modo como muitos vêem e pregam sua
"divindade", por exemplo). A ambição que é digna
de ser revelada entre os homens é aquela que revela a verdade do amor
à glória, isto é, aquela que faz vir à tona o brilho
real de cada coisa, fruto de um empenho de deixar ser a coisa ela mesma. Caso
contrário, amor à glória (ambição) será
sempre um exercício de controle, de domínio sobre tudo e sobre
todos para querer gerar um brilho aparente e falso que só conduz à
confusão e danação dos homens e da vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
19 Outubro 2009:
"Não gaste um minuto - nem um segundo - tentando provar
para os outros o mérito do seu desempenho. Se o seu trabalho não
se justifica por si mesmo, você não pode justificá-lo”
(Thomas Wentworth Higginson, autor norte americano, 1823 - 1911).
Suas obras atestam quem você é. Jesus no Evangelho de Mateus
(7) disse que é pelos frutos que conhecemos a árvore; e um antigo
provérbio árabe também nos diz que “Deus julga a
árvore por seus frutos e não por suas raízes”. Portanto,
procure deixar sua marca de qualidade em todas as suas obras. Mesmo que algum
oportunista tente se beneficiar da qualidade de seu trabalho, tudo será
esclarecido em seu devido tempo. Seu mérito começa nos pequenos
detalhes feitos com todo o primor, perpassa toda a execução, chegando
até sua conclusão. Tentar se justificar apenas com palavras será
de certa forma uma perda de tempo. Evite a preguiça e dê sempre
o melhor de si em todos os seus afazeres. Lembre-se do conselho dos antigos:
“tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito”. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
16 Outubro 2009:
“Guardai a paz do coração que supera todos os tesouros”
(Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa francesa, 1647-1690).
Paz, mais que ausência de guerra, é presença de amor.
Quantas pessoas vivem inquietas e buscam refúgio para suas aflições
em diversas fugas, como bebidas, “badalações” dentre
outros; e, no entanto, mais se afundam em suas tristezas. Isto porque falta
paz em seu coração. Como em uma casa (ou escritório) para
ser agradável é necessário tudo estar em ordem, o mesmo
acontece com nosso “coração”, ou seja, é necessária
primeiramente uma boa “faxina”. O perdão misericordioso de
Deus é que nos auxilia nesta ordem em busca da paz no coração.
Em seguida, é abraçar com carinho o que somos e temos, como um
presente divino. Estes passos dão início à tão sonhada
paz de nosso coração, que é capaz de olhar a tudo e a todos
com grande amor. Esta paz vale mais que muitos tesouros. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
15 Outubro 2009:
“O professor teme e lisonjeia os discípulos, e estes têm
os mestres em pouca conta” (Platão, filósofo grego,
427-347 a.C.).
Deus confiou ao mestre o despertar do saber em seus alunos. No tempo
de Platão, muitas vezes quem ensinava era um escravo e por isso a tarefa
de transmitir conhecimentos era feita com todo o cuidado para evitar aborrecimentos.
Hoje, de certa forma, acontece algo semelhante: os pais confiam aos professores
o ensino de seus filhos e exigem todo o empenho, sendo que eles muitas vezes
deixam de ser exemplo para seus filhos. A tarefa de quem ensina é quase
que divina, no sentido de que desperta no aluno os valores latentes que têm
em si e abre os olhos do saber. Neste processo é fundamental o respeito
mútuo. No Japão, diante do imperador, o professor era o único
profissional que poderia permanecer de pé, tamanho era o respeito pela
arte de ensinar. Este respeito começa em casa. Se quisermos ver nossa
nação despontando no saber, devemos honrar e respeitar todos os
profissionais envolvidos na educação. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
14 Outubro 2009:
“Não se pode censurar os jovens preguiçosos, quando
a responsável por eles serem assim é a educação
de seus pais” (Esopo, fabulista grego, século VII a.C.).
Quais esponjas, a infância absorve “tudo” do exemplo
dos mais velhos. Em muitos lares, a educação parece ser pautada
pelo grito, como se a altura da voz fosse capaz de convencer alguém.
Quando se grita é sinal que os “corações” estão
distantes. Estes se esquecem que o exemplo fala mais alto que a voz. Se quiseres
ensinar a andar, ande com ele; se a ouvir, ouça primeiro, e assim por
diante. Seu amor demonstrado por suas atitudes trará mais resultado do
que o mais alto dos “gritos”. Tenha paciência, respeite o
tempo de cada um, mas aja no momento exato ensinando com carinho, para que o
aprendizado surta o efeito desejado. Mais do que imaginas, suas atitudes são
observadas pelos mais jovens. Quem age sempre de forma correta, mesmo que ninguém
observe, ensina muito com seu exemplo. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
13 Outubro 2009:
“No mundo tereis aflições, mas tende confiança!
Eu venci o mundo” (Jesus em João 16, 33).
Quem confia na promessa de Jesus é capaz de vencer obstáculos.
A palavra “mundo” assume diversas significações de
acordo com o contexto. Desde o conjunto de várias “coisas”
(físico), passando pelo “ser” (horizonte, dimensão),
indo até à existência (modo de ser). Penso que o Evangelho
de João adverte que o homem pode se descobrir frágil diante dos
desafios de seu mundo, e quando isso acontecer, ele deve buscar a força
em Jesus que venceu o mundo em todas as suas “dimensões”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
9 Outubro 2009:
"Nada é como se dá. Temos que alterar os fatos, tais
como se deram, para poder perceber o que realmente se deu". (Fernando
António Nogueira Pessoa, poeta e escritor português, 1888-1935).
O ilusionista é capaz de distorcer os fatos para induzir os espectadores
a novos argumentos. Por isso, é necessário certificar-se antes
de acreditar no que se apresenta. Dizem que contra os fatos não existe
argumento. Na verdade, é contra os fatos que se devem colocar argumentos
para provar que na verdade nem sempre são como se deram, ou seja, aprender
a suspeitar dos fatos. Suspeitar dos fatos é provocar uma discussão,
uma investigação, uma análise mais aprofundada, uma crítica
mais apurada e um questionamento mais demorado em torno do que se apresenta
como palavra final, como algo consumado. Muitos fatos tidos como consumados,
quando submetidos a esse tipo de trabalho investigativo, se mostram frágeis
e caem por terra abaixo, sem nenhuma base de sustentação. Hoje
em dia existem muitas decisões, muitas "verdades", muitas leis,
muitas palavras, frases e argumentos circulando na sociedade atual como uma
espécie de fato encerrado, como palavra última da realidade. Boa
parte das pessoas aceita tudo "mansamente" sem fazer nenhum trabalho
crítico e investigativo da verdade e, assim, os fatos passam de geração
em geração de maneira congelada, formando cidadãos incapazes
de ler e perceber o que realmente se deu no que se chama de "fato".
O que foi feito (o fato) precisa ser cada vez lido, argumentado e interpretado
para passar adiante motivando, formando e transformando qualquer civilização;
caso contrário, ele se torna objeto de falsa segurança, de bloqueio
intelectual e dogmatismo a impedir que as pessoas encontrem a verdade. Pode
estar nessa incapacidade de perceber os fatos como se deram o que atualmente
fragiliza o diálogo, a compreensão, o respeito e o entendimento
entre os homens e mulheres nos diversos campos de vida e atuação
da sociedade. Por isso, contra os fatos e a partir dos fatos devemos argumentar
sempre! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
8 Outubro 2009:
"Povo sem memória... Triste história. Não
compreende o presente. Não constrói o futuro. Não sabe
fazer... Não sabe ser." (Augusta Schimidt, é
professora, autora e poetisa brasileira, nasceu em Campinas (SP) no ano 1950).
Com “esclerose” coletiva, o povo é facilmente manipulável.
Uma das raízes de qualquer dominação e alienação
de um povo reside na sua falta de memória. A memória por sua vez
é diferente da evocação de um passado longínquo
e ultrapassado. Ela tem a ver com o guardar intacto o original e o originário,
com o permanecer na essência e no essencial que funda e fundamenta todas
as coisas. Um povo que deixa cair ou perde a capacidade de ver ou perceber o
que origina e fundamenta sua existência, ignora o que fazer e nem sabe
mais ser povo. Vira vítima de ideologias e presa fácil de tiranos
e manipuladores, de moralistas políticos e religiosos, de falsos profetas
presentes nas falas de defesa de um passado já morto e de promessas de
um futuro inalcançável. Um povo sem memória facilmente
se perde nas comemorações e agitações carnavalescas
de um presente que sempre é usado para camuflar ou esconder a verdade
da realidade. É aí que a história de um povo se converte
em anemia de ações, em fraudes de propostas e soluções.
E mais, em pobreza de arte, de pensamento e pensadores, em ausência de
poetas e filósofos, em miséria de homens e mulheres sem caráter
e autonomia, em cidadãos e líderes políticos desprovidos
de ética e honestidade. No entanto, pode estar justo na falta de memória
de um povo a sua chance de ser sacudido e tirado de sua hipnose e letargia mental
para acordar de novo para o sentido mais original e originário, mais
de fundo e fundamental de sua própria vida e história. Recobrar
a memória, então, jamais pode ser um simples ato de puxar o passado
para o presente para tentar criar o futuro das gerações, mas pôr-se
sempre de novo e de modo novo naquilo ou no que nos constitui verdadeiramente
como pessoa e como povo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
7 Outubro 2009:
“É fundamental primeiro acreditar em si, desenvolver o
seu potencial. É a forma inteligente de mudar o mundo, começando
ao que está ao nosso alcance e não transferindo poder a políticos
ou líderes demagogos, paternalistas, populistas ou clientelistas, estes
caracterizados pelo seu capitalismo de comparsas ou socialismo de privilegiados.
Estes preocupados em formar uma base para a oclocracia e não para a democracia,
que inclui a alternância do poder”. (Gerhard Erich Boehme
é engenheiro químico (UFRJ), administrador (UFPR), especialista
em Engenharia da Qualidade (PUC/PR), pós-graduado em Engenharia de processos
(UFRJ/PETROBRAS), Engenharia de Segurança e Saúde no Trabalho
(Fundacentro) e Gestão Ambiental (TÜV Rheinland/Alemanha)).
“O pior cego é aquele que se recusa a enxergar”. A
palavra “oclocracia” tem sua origem no grego (okhlos = multidão
e kratos = poder); ela traduz uma situação crítica em que
vivem as instituições ao sabor da irracionalidade das multidões.
Logo, OCLOCRACIA é a imposição que fazem “massas
comandadas” ao poder legítimo e as leis fazendo que seus intentos
estejam acima de qualquer determinação legal. Por definição
de uma frase famosa, “democracia é o governo do povo, pelo povo
e para o povo”. Em outras palavras, é o governo onde os representantes
do povo, sintonizados com sua vontade, governam em seu nome. Para evitar que
se transforme em uma “elite auto eleita”, é necessário
que haja alternância de seus representantes. Quando falta este princípio,
o governo deixa de ser do povo e passa ser desta elite, mesmo que haja eleições
(geralmente manipuladas). A forma legítima de mudar um quadro assim,
é cada indivíduo ter consciência de sua capacidade e usá-la
de forma a garantir que as instituições funcionem, sendo ele mesmo
um autêntico cidadão em todos os sentidos. Mas para isso é
necessário perceber o que acontece nos bastidores da política
da qual ele faz parte como indivíduo, para poder corrigir seu desvios.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
6 Outubro 2009:
"Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso,
porque já chorei demais." (Almir Sater, da música
"Tocando em frente")
“Quem vê cara não vê corações”
(dito popular). Frequentemente nos deparamos com pessoas sorridentes, joviais,
serenas, pacientes, transparentes, positivas, enfim, virtuosas em muitos aspectos.
Chegamos por vezes a "invejá-las" e a nos perguntar de onde
elas tiram a força que sustenta tudo isso. Mais ainda, a perguntar por
que às vezes tudo à sua volta parece dizer o contrário
e elas se conservam de mente e coração sadio o tempo todo, parecendo
até intocáveis frente às negatividades que circulam em
seu meio. Na verdade, elas não estão e não são imunes
a nenhuma negatividade própria da vida e do cotidiano do mundo dos mortais,
apenas aprenderam ao longo do caminho a ver de modo diferente e a não
tomar o negativo como negativo. Aprenderam a receber a vida como ela é,
sem ficar escolhendo ou elegendo nada do modo como ela se mostra. Desta forma,
os que hoje estampam sorriso e serenidade é porque certamente já
choraram muito e, também, em algum dia ou em alguma situação
foram impacientes ou perderam as “estribeiras”. Ao mesmo tempo,
aprenderam muito do que sofreram. Abriram as portas da inteligência para
captar as lições que se fazem presentes em cada acontecimento
aparentemente ruim e amargo. Criaram uma sensibilidade aguçada para perceber
em cada situação algo de interessante para formar seu caráter.
O que agora trazem de virtuoso veio com crise, luta, dor, aperto e dificuldade.
Toda a alegria, cordialidade, bondade, serenidade, temperança, paciência
e sabedoria que portam, tem por trás uma viagem árdua e longamente
trilhada no inesperado da vida. Por outro lado, o que agora possuem de forma
aparentemente tranquila ao modo das águas mansas e calmas de um lago
sereno esconde um trabalho anterior. Revela um modo renovado de trabalho e empenho
diário de ter que cuidar e guardar do que receberam nas aventuras e desventuras
de seu viver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
5 Outubro 2009:
“Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe, e se une a
sua mulher, e eles formam uma só carne”. (Livro do Gênesis
2, 24).
Em casa se aprende a viver o futuro. Em todo o reino animal, à
medida que amadurecem, os filhotes deixam a “toca” dos pais e dão
início a um novo grupo. É uma conquista, muitas vezes difícil,
pois terá que se sobressair diante dos demais para ter direito a seu
próprio “lar”. Os pais deixam que passem por este período
inicial de aprendizado, sem interferir, para que no futuro também eles
possam ajudar suas “crias”. Em seu novo grupo, macho e fêmea
se completam em suas tarefas para garantir a sobrevivência dos filhotes.
De certa forma, os humanos agem de forma parecida. Para o sucesso de um novo
lar, "avós" (ou pais) devem deixar que seus filhos vivam o
que aprenderam em sua casa, sem intervenção; caso contrário,
eles nunca amadurecerão plenamente. E desta forma a humanidade caminha
em um aperfeiçoamento constante, quando são livres para aprender.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Outubro 2009:
“Manifeste e pratique para com seus irmãos (todos) tal
misericórdia como gostaria que lhe fosse feita se ele próprio
estivesse em idêntica situação. Nem se irrite contra qualquer
irmão se este tiver cometido um erro, mas antes admoeste e o suporte
com toda paciência e humildade” (São Francisco de
Assis, na sua carta aos fiéis 2, cap. 8, 43-44, 1181-1226).
Quem ama sabe perdoar. Em São Francisco temos um vivência
radical do amor, tal qual ele intuiu dos escritos sagrados. Ele praticou este
amor para com todas as criaturas, as pessoas, os animais, e até os inanimados
(sol, lua, etc) a ponto de chamá-los de irmãos por entender que
temos um Pai comum, que é o próprio Deus. Certa ocasião,
os irmãos estavam jejuando, mas um deles estava com muita fome e São
Francisco percebeu. Em seu amor, ele senta com o irmão e se alimenta
com ele para evitar que este ficasse constrangido diante dos outros. Este gesto
mostra que o amor ao próximo tem um valor acima que qualquer jejum. Nesta
carta ele pede que todos pratiquem este amor por amor ao amor maior que é
o próprio Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
1 Outubro 2009:
“Não pretendo ser feliz, mas verdadeiro”
(Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Quando amamos a verdade a felicidade se aproxima de nós. É
muito difícil encontrar nesse mundo alguém que não se esforce
para ser feliz. E para ser feliz existem aqueles que lançam mão
de sacrifícios de toda espécie no intuito de conquistar o que
se constitui no objeto maior do seu desejo. Nada de errado nisso e são
raros os que deixam de investir num projeto assim. No entanto, quando ser feliz
significa abandonar a busca da verdade em tudo, então o ser feliz se
torna a razão da própria infelicidade humana. A felicidade ou
a busca de ser feliz não pode estar acima nem em contraposição
à verdade. Se isso acontecer é preciso rever ou, então,
abandonar o projeto da tão sonhada felicidade. É melhor e mais
inteligente arriscar a vida na busca da verdade do que na felicidade. A verdade
está além de nosso controle; logo, jamais a dominamos ou sabemos
o que seja; já a felicidade nós estamos continuamente achando
que sabemos o que seja e, em nome disso, vamos construindo em cima dela de forma
ingênua e ilusória. Se em nós há um grande trabalho
de busca pela verdade em tudo, vamos encontrar muitas situações
de infelicidade no caminho, mas o verdadeiro ser feliz se aproximará
de nós e nós nos aproximaremos bem concretamente dele. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
30 Setembro 2009:
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta
e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela
quer da gente é coragem." (João Guimarães
Rosa, médico, diplomata e escritor brasileiro, 1908-1967).
A vida tem uma dinâmica e um ritmo todo próprio. Ela é
como uma roda gigante que nem pode ir muito veloz, nem lenta demais. Ao mesmo
tempo nos lembra que ora estamos em cima, ora embaixo. Ora a sentimos apertada,
mas o aperto é apenas para ajustar algo de frouxo em nós. Ora
a experimentamos em forma de afrouxamento para tirar nossas durezas. O frouxo
vem à nossa rotina para evitar que nos estrangulemos. A vida, também,
tem seus momentos de calmaria para nos dar novo fôlego e, às vezes,
de agitação para nos balançar e desinstalar. Mas seja qual
for o ritmo que a vida nos impõe ou que imponhamos a ela, necessitamos
de uma boa dose de coragem e ousadia para vivê-la. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
29 Setembro 2009:
“Quando nada acontece há um grande milagre acontecendo
que não estamos vendo" (João Guimarães Rosa,
médico, diplomata e escritor brasileiro, 1908-1967).
Há um mundo infinito além de nossa percepção.
Por estarmos em uma época onde tudo deve ser calculado, assegurado ou,
até mesmo, pré-visto, dificilmente conseguimos crer que algo de
interessante e bom esteja acontecendo em meio às misérias e mazelas
que o ser humano experimenta no mundo atual. Quando nada acontece afirmamos
ingenuamente que nada está acontecendo, simplesmente pelo fato de acharmos
que não estamos vendo, nem sentindo, nem escutando, nem percebendo nada,
ou seja, colocamos o acento da realidade em nós mesmos, no nosso modo
de ver, de sentir, de escutar, de perceber. Tudo o que está além
dessas esferas ou ultrapassa essa redoma de nosso ver, sentir, escutar e perceber,
negamos sua existência. E, assim, permanecemos amarrados ou engaiolados
no nosso ver, sentir, escutar e perceber e o que foge disso, ou seja, tem muita
coisa, muitas realidades que continuamente estão se dando e acontecendo
sem que vejamos, sintamos, escutemos e percebamos. A vida, a todo momento, se
dá e acontece de forma invisível, "insensível",
inaudível e imperceptível a nós convidando-nos a abrir
olhos e ouvidos e a abrir a sensibilidade e percepção, para captar,
aprender, vislumbrar e maravilhar com suas manifestações. Portanto,
o problema é que estamos acorrentados a um círculo vicioso onde
só o que calculamos ou prevemos é o que conta. Por estarmos tão
aprisionados ao mundo das seguranças e certezas é que deixamos
escapar a vida nos seus mais simples sinais e nas suas mais ricas diversidades
de manifestações. Talvez esteja nisso o fato de que olhamos erroneamente
para a dita realidade e achamos que nada mais acontece, nada mais muda, nada
mais seja interessante. Tudo se tornou um destino trágico e fatal, uma
camisa de força que nos imobiliza! Pode estar nas sábias palavras
de Saint Exupéry, na obra do "Pequeno Príncipe", em
meio a tudo o que não controlamos com nosso ver, pensar e sentir, o que
nos acorda para o que realmente importa em tudo: "O essencial é
invisível aos olhos". (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
28 Setembro 2009:
“Até quando, SENHOR, clamarei eu, e Tu não
me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não me salvarás?
Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição
e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio
se suscita. Por esta causa a lei se afrouxa e a justiça nunca se manifesta;
porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida."
(Livro do profeta Habacuque 1,2-4).
Enquanto os bons, acuados, se calam, o mal se expande. O profeta Habacuque viveu
a 600 anos antes de Cristo. Seu livro é um diálogo com Deus. De
certa forma, ele anuncia a invasão iminente dos caldeus, que se apresentaram
como justiceiros para vingar as iniquidades. Suas palavras se mostram bem atuais
para os tempos de hoje. Quando um ministro de estado deixa de registrar uma
violência sofrida por marginais é sinal que: ou até ele
acha que nada vai acontecer ou ele sabe que tudo isso faz parte de um plano
maior. No caso de Habacuque, era a invasão dos caldeus; e para nós,
o que está prestes a acontecer? “Quem cala consente”. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
25 Setembro 2009:
"A felicidade está fora da felicidade" (Fernando
António Nogueira Pessoa, poeta e escritor português, 1888-1935).
A felicidade se deixa conquistar por quem adquiriu o “vigor divino”.
Felicidade é uma palavra que muitos pedem para desaparecer do dicionário
por falta de uma definição concreta do termo. Pode estar aí
a dificuldade que sentimos quando se trata de pensar e falar sobre felicidade
ou quando queremos ser felizes, isto é, queremos ter claro o que significa
a coisa para aplicar de imediato na vida. E felicidade, ser feliz, não
é algo que já se parte sabendo do que se trata, para depois aplicar.
É diferente de um "pacote" pronto de sonhos, projetos e interesses
que fazemos funcionar para sermos felizes. É por isso que "a felicidade
está fora da felicidade". Tudo o que pudermos imaginar; fazer e
tentar ser no que se refere a ela, ainda não é ela. Está
ao nosso alcance, apenas independe da nossa determinação. Ela
é um dom que precisa ser construído. Entre os gregos se costumava
definir felicidade como "eudaimonia"; para denotar que alguém
"tem poder divino bem disposto", quase como uma condição
ou favor concedido pelos deuses. "Ter poder divino bem disposto" é
o mesmo que criar dentro de si aquela disposição boa, cordial,
limpa, aberta e bem temperada dos deuses, para estar bem consigo, com tudo e
com todos. Jamais entender essa formulação como alguém
sendo um "brinquedo" nas mãos dos deuses, mas como tendo vigor,
uma força jovial dos deuses em tudo o que experimenta e faz. Desta forma,
tendo essa abertura e esse modo bem disposto de trabalhar, de lutar, de estudar,
de brincar, de comer, conviver, enfim, de viver. Mesmo em meio a tudo o que
aparece de contrário e dificultoso, aos poucos faz surgir na pessoa uma
jovialidade, uma abertura, um encanto, uma bondade, uma gratidão e uma
disposição bem assentada. Era semelhante àquela que existia
nos deuses gregos quando eram exaltados, pintados e esculpidos nas diferentes
artes em forma com de uma “energia” (vigor), uma alegria, uma temperança,
uma docilidade e um humor muito grande. Para chegar a isso é preciso
aprender a trilhar o caminho e a dispor-se ao caminhar de toda uma vida, sem
jamais, em nenhum momento, partir já achando ou sabendo o que seja felicidade.
Ela só se dá no curso, percurso e transcurso de quem se dispõe
em tudo a ter em si a força, a possuir aquilo que se chama de “vigor
divino”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
24 Setembro 2009:
“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”
(Fernando António Nogueira Pessoa, poeta e escritor português,
1888-1935).
As pedras de tropeço podem se transformar em pedras de edificação.
O que fazemos com o que nos fazem? O que pensamos a respeito do que pensam de
nós? O que sentimos com o que sentem de nós? Pode acontecer de
não fazermos, pensarmos ou sentirmos nada pela simples razão de
nada disso nos importar. Mas, pode acontecer de nos importarmos muito com tudo
isso. “Importar”, aqui, significa nos adentrar, nos dispor e nos
colocar no núcleo, no interior daquilo que constitui o íntimo
mais íntimo do que nos atinge. E se algo nos atinge e importa de fato,
então, damos importância, damos atenção e dedicamos
tempo e esforço em seu favor. É assim que alguém, por exemplo,
ajunta as pedras no caminho para construir algo de sólido e durável
em sua vida. É assim que acumulamos experiências, que aprendemos
de tudo o que nos fazem ou deixam de fazer. É assim que chegamos mais
maduros e crescidos no entardecer dos anos e no amanhã da vida. Ser capaz
de reter algo de bom em tudo o que nos acontece, saber conservar no baú
do coração as experiências mais doces e mais amargas de
tudo o que nos vem ao encontro a cada momento, e tirar delas o máximo
de proveito possível para construir algo de forte, vigoroso e resistente
em nossa personalidade, é condição essencial para gerar
pessoas sadias no espírito e ser bem assentado na vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
23 Setembro 2009:
“Com ambos os pés no chão, você não
irá longe” (anônimo).
Viver é arriscar. Aprendi, após um acidente automobilístico,
que o caminhar é um aprendizado. Após meses de internação,
tive que reaprender a andar. Daí que percebi que para avançar
devo perder a segurança do equilíbrio e arriscar no movimento.
Com o tempo fazemos isso sem sentir. Quem anda em um tanque de guerra blindado,
a trinta por hora, no largo acostamento de uma auto-estrada de mão única,
pode se sentir seguro, mas também deixa escapar as alegrias e as emoções
que uma viagem proporciona. Se o trapezista ficar na segurança da plataforma
nunca irá saltar. Para irmos em frente precisamos arriscar a cada passo.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
22 Setembro 2009:
“Para o homem complicado, quase tudo é nova complicação”
(A. Manzzoni, escritor italiano, 1785-1873).
São os nossos olhos que veem as complicações. O
termo “complicado” traduz a idéia de algo difícil
de resolver. Em si, nada é complicado, tudo é como é, a
dificuldade pode estar em quem observa. O observador acha dificuldade quando
desconhece. Quando a pessoa é observadora que aprende com o desconhecido,
ela faz silêncio em seu coração e antes de omitir qualquer
opinião, ela “ouve” (sente) do inaudível do objeto
como ele é e rapidamente acha solução. Para o complicado,
tudo é difícil, e basta fugir um pouco de seu padrão pré-estabelecido
para que logo desista. Sendo assim, antes de julgar algo complicado, procure
aprender com ele e só então busque resolver. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
21 Setembro 2009:
“Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para
que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”
(LEVI MATTIJA (SÃO MATEUS) Evangelho segundo São Mateus 5, 16).
O amor brilha na escuridão. Luz é claridade, brilho, fulgor,
que se opõem à escuridão. Jesus, no Evangelho de Mateus,
fala de a nossa luz brilhar para que vejam nossas boas obras, ou seja, quando
realizamos o bem sem se preocupar com as aparências ou quem está
olhando, fazendo com amor, transparece esta luz que ilumina as boas obras. Estas
boas obras são testemunhas que o Pai faz chegar seu amor também
pelas mãos daqueles que o amam no amor aos irmãos. Agradecidos,
louvam o Pai dos céus. Estas obras são tesouros de amor que acumulamos
no reino do Pai, mas que brilham diante dos homens. (Reflexão feita por
José Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
17 Setembro 2009:
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra
razão para amar senão amar” (Fernando António
Nogueira Pessoa, poeta e escritor português, 1888-1935).
Deus é amor. O conceito de amor foi até banalizado no decorrer
do tempo. Para os gregos havia quatro tipos de amor; ágape, estorge,
Eros e philia. Hoje alguns classificam em sete os tipos de amor; o amor lúdico,
ágape ou amor de doação, Eros ou amor erótico, Mania
ou amor dependente, Pragma ou amor racional, estorge ou amor carinhoso e philia
ou amor de amizade. Existem outras classificações. Mas toda definição
expressa apenas uma pequena parcela do que seja o amor. O amor deve ser vivido.
Falar de amor sem falar de Deus é esquecer a origem de todo o amor. O
maior dos Mandamentos Divinos é o do amor, “amar a Deus sobre todas
as coisas”, Ele é o princípio de tudo. Assim sendo, o que
for feito sem amor ou fora do amor não chega a realizar-se (plenificar-se).
É isso que significa obra morta nos textos paulinos. Segundo São
Belarmino, viver o amor é o jugo suave de que fala o Evangelho de Mateus
(“Meu jugo é suave, o meu peso, leve” Mt 11, 30), ou seja
o amor suaviza todo o peso, pois abre nova dimensão. Santo Egídio
perguntava, “de que adianta tanto esforço se a pessoa não
chegar ao bendito porto desejado da salvação?” (o encontro
com o amor maior, o próprio Deus) (ditos cap. 15). Poderíamos
então pensar que o caminho de todas as formas de amor é retornar
ao próprio Deus que é fonte de todo amor. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
18 Setembro 2009:
“Observe a tartaruga. Ela avança somente quando coloca seu pescoço
para fora” (James Bryant Conant, quimico, educador e administrador americano,
1893 - 1978).
Só quem se arrisca a ver além de seus limites é que vislumbra
novos horizontes. A “couraça” da tartaruga é sua proteção.
Mas para se deslocar é necessário poder enxergar o caminho ou
os obstáculos a serem superados. Sendo assim, ela precisa tirar sua cabeça
de dentro de seu casco e olhar para fora. O casco, ao mesmo tempo em que protege,
também limita sua visão. Como as tartarugas, os humanos também
têm suas “couraças”, só que de formato diferente.
Para uns é a proteção da empresa (ou instituição)
onde trabalha, para outros é um “padrinho” poderoso, pode
ser seu patrimônio, o governo, etc. Mas para seguir em frente é
necessário arriscar-se, esticar o pescoço e ver além dos
limites do seu casco, caso contrário estará condenado a viver
da “caridade” de alguém, sem sair do lugar. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
16 Setembro 2009:
"A maneira de fazer é ser". (Lao Tse, filósofo chinês,
viveu entre 1324 a 1408 a.C.)
Como em uma foto, o que somos se revela no que fazemos. Fazer e ser, duas expressões
que na vida concreta soa muitas vezes como sendo dois momentos ou duas realidades
opostas. Na verdade não são opostas, mas distintas. Distintas,
porque o que fazemos ou deixamos de fazer tem a ver com o ser que somos. O ser
que somos não é um algo que está aí na nossa frente.
É, sim, um modo de ser, ou seja, uma tarefa de deixar aparecer cada vez
e em cada situação o ser que nos constitui. E o ser que nos constitui
cada vez se concretiza de muitas formas e, de modo especial, no nosso fazer
ou no modo como fazemos as coisas. Por isso, o fazer nesse caso procede ao ser
e o ser antecede ao fazer. Essa procedência e precedência não
significam o antes e o depois do tempo cronológico (do relógio),
mas uma atitude de engajamento, de decisão e determinação
que a cada momento e em qualquer circunstância anima, forja e impulsiona
a pessoa. Entendido nessa perspectiva, o que fazemos revela o ser que somos
e o ser que somos aparece sempre em tudo o que fazemos. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia!
(13 anos)
15 Setembro 2009:
"A alma não tem segredo que o comportamento não revele".
(Lao Tse, filósofo chinês, viveu entre 1324 a 1408 a.C.)
O interior se revela no exterior. Na tradição do Ocidente, muito
comumente se imagina alma como sendo uma espécie de caroço de
uma casca chamada corpo. Outras vezes, como se fosse uma coisa, chamada alma,
dentro de outra coisa chamada corpo. Na verdade, independente da forma como
se concebe essa realidade, o importante é que ela é a paisagem
de fundo, a mais fundamental da pessoa humana e que configura tudo o que ela
nela aparece ou se expressa. É como a disposição mais forte
e mais enraizada que vai criando corpo na pessoa. Desse modo, o que aparece
no que chamamos de corpo é sempre expressão mais concreta do que
se passa nessa paisagem do fundo mais funda de nós mesmos, ou seja, o
que é curtido, experimentado e desenvolvido na alma, inevitavelmente,
terá o seu eco ou efeito no corpo. O corpo nesse caso mostrará
o que se passa na alma. Nessa concepção, corpo triste, depressivo,
mal humorado, preguiçoso etc., é ressonância de uma alma
que está debilitada em todos esses pontos. Com outras palavras o corpo
é revelação da alma e a alma se revela no corpo. Eis porque
os antigos carregavam uma boa consciência disso num jargão muito
conhecido que dizia: "salve a tua alma"! Com isso eles entendiam que
salvar a alma nada tinha a ver com intimismo, “pieguismo” religioso
ou desprezo pelo que é social e comunitário, mas era preocupação
sadia e cuidadosa pelo que constituía o fundamento, a raiz do ser da
pessoa. Se alguém negligenciasse ou tratasse mal essa realidade, era
como se ela abrisse mão de sua própria vida e da felicidade de
ser gente. Portanto, preocupar-se com o cuidado da alma é realizar a
tarefa mais criativa e essencial da existência. Sem isso nos tornaríamos
seres desanimados, desalmados ou inanimados. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia!
(13 anos)
14 Setembro 2009:
“Honestidade é o primeiro capítulo do livro da sabedoria”
(Thomas Jefferson, advogado e estadista americano, 1743-1826).
A honestidade se mostra nos momentos mais difíceis. Na vida de São Francisco narrada por Tomás de Celano (capitulo 93 numero 130) narra um episódio de sua vida, quando muito doente, e como o inverno era rigoroso, seu companheiro pede para que deixe costurar um remendo com pele, por dentro da túnica, para proteger do frio a região de seu estomago. Ele, no entanto, disse que só permitiria se ele costurasse outro de igual tamanho por fora para mostrar que há pele escondida por dentro. Queria com seu gesto ser honesto consigo e com os outros afugentando assim qualquer sinal de hipocrisia ou de vaidade. É assim que age uma pessoa sábia, ou seja, cultiva a honestidade em todas as suas dimensões, sem deixar que o “germe” da vanglória destrua o tesouro de sabedoria que há em seu espírito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
11 Setembro 2009:
“Quem luta contra nós reforça nossos nervos e aguça
nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda”
(Edmund Burke, advogado, filósofo e político anglo-irlandês,
1727-1797).
Para aprender a nadar é preciso se molhar. Na selva, logo ao nascerem, os filhotes começam a lutar por sua sobrevivência, primeiro contando com a proteção de suas mães e depois com suas habilidades aprendidas em terreno hostil logo em seus primeiros dias de vida. Nem sempre ele tem uma segunda chance diante de um predador. Por isso, a precisão da análise de risco e a rapidez de resposta são cruciais. Nossos riscos são outros, mas a escola é a mesma, ou seja, a de situações adversas que surgem sem aviso prévio. São elas que nos ensinam a aprender com o inesperado, manter a calma em momentos difíceis e ter respostas rápidas e precisas. Desta forma, nosso oponente nos ensina hoje a sobrevivência de amanhã. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
9 Setembro 2009:
“Àquilo que você resiste, persiste. Somente o que você
encara, e possui, pode desaparecer. Você faz desaparecer simplesmente
por mudar sua mente sobre a coisa” (Neale Donald Walsch, autor americano
de uma série de livros; “Conversa com Deus”, ele nasceu em
1943).
Mude seu ângulo de vista que o “monstro” fica pequeno. A palavra resiste significa impor resistência, ou seja, se opor. Quando fazemos isso, queremos a todo o custo evitar que siga sua trajetória. Mas esta forma é pouco eficaz quando a força é maior. Uma teoria milenar do oriente encara a força oponente como algo que deve ser transformado em vez de ser resistido. Daí nasceu o Judô, que usa a força do “inimigo” contra ele mesmo, e assim o derruba com a maior facilidade. Mas para isso é preciso encarar (enfrentar em vez de fugir) e no momento certo aplicar sua técnica. Isto que fez o autor da frase quando narra: “Passei a encarar as minhas necessidades como preferências; deixei de querer ver as coisas de certa forma e encaro-as agora como perfeitas, tal como se me apresentam.” Quanta gente perde o sono por tentar esquecer sem enfrentar os problemas de frente. À medida que nos mensuramos com eles, eles deixam de ser intangíveis e passam a ter suas reais dimensões, onde percebemos como encontrar a solução. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia!
(13 anos)
4 Setembro 2009:
“Ora et labora (ore e trabalhe). O ócio é inimigo da alma.
Assim os irmãos devem estar ocupados” (São Bento de Núrsia,
Patriarca do Monaquismo Ocidental, viveu entre 480 e 547).
Mente desocupada, oficina do mal. O ocioso é o que faz algo mal feito,
sem presença, sem graça, sem dedicação, sem envolvimento
sério e radical nas coisas. No ocioso falta a entrega livre e a inteireza
de coração para trabalhar e fazer o que quer que seja. Por deixar
de ser inteiro naquilo que faz, acaba deixando tudo sem realização
e sem plenitude, ou melhor, nada se concretiza ou atinge seu ponto bom na vida
de um ocioso. Nessa medida o ocioso jamais revela a grandeza e a beleza de um
filho de Deus que é, pois os filhos de Deus possuem o seu modo de ser
e de operar. E o modo de Deus ser e operar aparece nas palavras do texto sagrado
do livro do Gênesis que diz que Deus após criar cada coisa exclamava:
“É bom”! O bom aqui é o bem feito, o que atingiu o
seu máximo, a plenitude de um fazer dedicado, artesanal, persistente,
gratuito, generoso, cordial e alegre. É esse modo de fazer que torna
boa todas as coisas. Sem ele tudo se deforma e irá precisar de constantes
reformas. Eis porque o ocioso é a pessoa que onde está por mais
que trabalhe e atue, jamais forma e transforma alguma coisa. Tudo nela e à
sua volta é informe (sem forma). O remédio que combate a ociosidade
é sempre procurar fazer tudo bem feito, como se a vida, a criação
e a construção do universo dependesse única e exclusivamente
de mim. Se me é impossível conseguir fazer bem feito, devo fazer
o melhor que posso; isso tem força de afugentar o ócio, o maior
inimigo da alma. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
3 Setembro 2009:
“Não está ocioso apenas aquele que não faz nada,
mas também aquele que poderia fazer algo melhor” (Sócrates,
filósofo grego, 469 - 399 a.C.).
Deixar para depois pode ser sinal de ócio. Ociosidade é aquele
modo de ser vago, de corpo mole em tudo e que deixa de aproveitar do que sabe
e pode para realizar alguma coisa. É alguém que só faz
o que quer; o que é agradável. Fazendo só o que gosta e
o que quer, acaba alimentando o pequeno “euzinho” até deixá-lo
gordo e preguiçoso na grande tarefa de ter que ser. Quem faz só
o que quer e agrada, acaba se deprimindo, porque a vida a todo o momento é
cheia de coisas que desgostamos de fazer, que desconhecemos; que são
desagradáveis, mas que precisamos encarar; aprender a fazer e a querer.
Se o “euzinho” não se abre para o que não agrada e
não quer, ele acaba sendo atropelado por uma porção de
coisas que são diferentes e “desagradáveis” a ele.
E quantas coisas existem na vida que não nos agradam! Se o “euzinho”
não for desafiado a todo instante a sair de si, ele cria uma habilidade
incrível em fechar-se e impedir que a pessoa aprenda algo de novo, diferente
e maior do que ela mesma. Ele (“o euzinho”) mata toda e qualquer
iniciativa e possibilidade de experimentar e fazer algo melhor, pois o melhor
muitas vezes só surge quando nos decidimos a trabalhar e encarar aquilo
não que sabemos, não queremos; não aceitamos; não
esperamos e não gostamos. A ociosidade faz a pessoa ficar cega até
mesmo diante ao que tem de bom e talentoso. Duvida de si e acha que só
o outro é que tem algo de bom. Duvidando de si entra no marasmo de perder
a oportunidade de exercitar os dons que possui. Com isso ele fica invejando
os demais na eterna “choramingança” (choro em tom de lamento)
de que poderia ter algo ou ser alguém nessa vida. O que combate o ócio
é começar a derrubar as manhas do “euzinho”. Fazer
com que ele trabalhe de maneira firme, dura e perseverante no pouco ou no nada
que ele acha que ainda tem. Fazer isso até dissolver aquele núcleo
do “euzinho” que prende, amarra e cega a visão e a inteligência
para não ver e entender tudo o que se passa e a envolve. E o que se passa
e envolve nada mais é do que o curso da vida ensinando a pessoa a ter
um “eu” de verdade e a ser grande e digna de si mesma. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
1 Setembro 2009:
“Você é o que você pensa. Você é o que
você tenta conseguir. Você é o que você faz!”
(Robert (Bob) Richards, atleta e escritor americano, autor do livro “coração
de campeão”).
Atraímos o que pensamos. Pensar, ser e agir: trinômio que coloca
muita confusão, divisão, polêmica e discussão entre
os homens das mais variadas áreas do saber, pois em geral esses três
nomes são contemplados como realidades distintas na pessoa, como se ora
ela pensasse, ora agisse e ora “fosse” alguma coisa no seu ser.
Independentemente da discussão que se faça; se bem pensada e compreendida,
“ser”, “pensar” e “agir” dizem o mesmo (aqui
“mesmo” é diferente de “igual”) e apontam para
aquilo que é o mais próprio do homem, isto é, para a dimensão
da “responsabilidade”, “liberdade” e “autonomia”
que ele deve ter e exercer em tudo. Entendido assim, Tudo que o homem tem de
“grande” e “pequeno”, de “bom” e “ruim”,
de “perfeito” e “imperfeito”, de valoroso ou miserável,
ou tudo o que ele faz ou deixa de fazer, é a própria expressão
do que ele é. Dizendo de outro modo, ele é o que pensa, faz, sente
etc. Isso dá certa margem para afirmar (de forma meio ousada) que tudo
o que temos e somos no momento, (imagine isso em todos os sentidos), é
eco do que pensamos e fazemos. Daí que procurar ter claro quem somos,
o que queremos, o que fazemos, o que buscamos, é importantíssimo
para nos situar bem nesse mundo e nos responsabilizar pelo ser que somos. Quem
abandona ou negligencia essa tarefa põe-se na ingênua atitude do
“vitimismo” (age como vítima, buscando atenção)
e começa a crer que o universo todo conspira contra ele(a). Tenha sempre
em mente bons pensamentos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
31 Agosto 2009:
“A primeira vez que você mentir e eu acreditar, a culpa será
sua. A segunda será minha” (Karl Theodor Boehme, pintor alemão,
1866-1939).
“A mentira tem pernas curtas” (dito popular). A mentira é tão antiga quanto à história da humanidade. No Livro do Genesis, Caim mente para Deus sobre o paradeiro de seu irmão Abel. Na religião ela é considerada como pecado. Na Diplomacia e na Política ela faz parte de suas articulações. Ela serve como instrumento de manipulação na mídia e em pesquisas de fontes duvidosas ou às vezes omissas. Mas a frase de Karl chama atenção para o receptor, quem ouve a mentira, que pode ser enganado uma primeira vez, já na segunda é culpa sua se acreditar novamente. Isto porque, se a fonte for mentirosa, dificilmente ela irá mudar de postura quanto à verdade, pois a mentira, como um vício, aprisiona. É nossa obrigação buscar a verdade no que ouvimos ou lemos, pois só a verdade tem a capacidade de nos libertar. (“A verdade vos libertará” João 8,32). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
28 Agosto 2009:
“Fale com um homem em uma linguagem que ele entende, e isso vai para a
sua cabeça. Fale com ele na sua própria linguagem, e isso vai
para o seu coração” (Nelson Rolihlahla Mandela, advogado,
ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul, nasceu em 1918).
O tom de voz pode abrir a porta do coração. Um dos problemas mais comuns que afeta indivíduos, famílias, as pessoas que trabalham em uma empresa, os diferentes membros de um grupo religioso, social e político e até as mais diversas culturas, é, sem dúvida, a incapacidade de expressar-se numa linguagem que consiga chegar ao outro e atingí-lo em cheio naquilo que sintéticamente costumamos chamar de cabeça e coração, ou ainda, a incapacidade de saber ouvir e acolher com simplicidade e clareza o que nos vem como a comunicação ou linguagem do outro. Com outras palavras, é a dificuldade que tantas vezes temos de entender ou nos fazer entender com aquilo que falamos, escrevemos e transmitimos como eco de nosso próprio ser. Para falar na linguagem de alguém ou compreender sua linguagem é necessário antes de tudo o aprendizado intenso, árduo e duradouro do saber ouvir-se e ouvir tudo o que é manifestação da verdade do ser. Quem se matricula nessa escola aprende pouco a pouco a captar e a compreender o significado da linguagem nas suas diferentes manifestações, de tal forma que quando precisa recorrer ao uso da linguagem o faz com autoridade. Essa autoridade é aquela de sendo tarimbado no trabalho da escuta, ao falar, leva o ouvinte a exclamar interna e silenciosamente: “Essa pessoa está dizendo a verdade, é isso mesmo”!, “O que ela diz é aquilo que há muito eu gostaria de dizer a mim mesmo e aos outros” ou “O que ela está falando tem sentido, é importante e tem a ver comigo também”! São os que possuem uma autoridade assim que conseguem falar aos simples e letrados, aos grandes e pequenos sem enrolação e subterfúgios para se fazer valer e convencer. As páginas do Evangelho de nos deixaram registrada uma passagem que bem expressa o sentido maior da autoridade no falar e falar com autoridade, quando diz: “Em Cafarnaum, no sábado, Jesus foi à sinagoga e se pôs a ensinar.Todos ficavam admirados de sua doutrina, pois ele os ensinava como quem possui autoridade e não como os escribas”. (Marcos 1,21-22). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
27 Agosto 2009::
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados constantemente pela
mesma razão" (José Maria de Eça de Queirós,
escritor português, 1845-1900).
A mudança renova. A comparação dos políticos com as fraldas de uma criança deve ser olhada na direção do cuidado que isso representa e nem tanto no seu aspecto negativo de higiene, pois se tomada dentro de uma perspectiva negativa ela pode parecer grosseira e indelicada. O aspecto positivo dessa frase está no fato da mudança. Mudar no sentido de dar espaço para deixar a política ser política, longe de ser um jogo de oportunismo de pessoas que a ferro e fogo se agarram indefinidamente no poder para perpetuar ideologias e “interesses” pessoais. Mudar é a exigência mínima que está contida no “DNA” da política e quem desconhece isso corre o risco de transformá-la (e aí, sim, vale a comparação negativa da fralda) numa realidade suja, permeada com lodo de ditadores, oportunistas, manipuladores, corruptos, nepotistas, ludibriadores das consciências e sanguessugas do poder. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
26 Agosto 2009:
“Pessoas de caráter fazem a coisa certa, não porque elas
acham que irão mudar o mundo, mas porque elas se recusam a serem mudadas
pelo mundo” (Michael Josephson é um professor de direito americano
nascido em 10 de dezembro de 1942).
A pessoa deve ser o que é independente dos holofotes. O termo caráter tem origem grega que significava gravar, logo é a firmeza moral que a pessoa tem independente da aparência externa. O termo “coisa certa” subentende ações éticas e morais onde a pessoa jamais vai querer levar vantagem em qualquer ação se esta implicar o prejuízo de outrem. Sua postura está pautada pela retidão em sua conduta, mesmo que isto implique em desvantagem pessoal. Pensa mais no outro do que em si. Age assim sem a intenção de converter ninguém, mas porque acredita que é assim que um ser humano deve agir. Desta forma, mesmo que o grupo (mundo) em que está inserido pense e aja de maneira diferente, ela se recusa a compactuar com a desonestidade, hipocrisia, mentira etc. Por ser assim, ela é como uma pepita de ouro no leito de um rio de águas limpas, isto é, se destaca de outros seixos pelo brilho de seu “caráter”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia!
(13 anos)
25 Agosto 2009:
“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não
sabem voar” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão
1844 —1900).
Alto ou baixo depende do referencial. Um avião, um pássaro ou uma nave espacial, se apresentam cada vez menores na medida em que se distanciam ou se elevam da terra. Na verdade, eles continuam do mesmo tamanho, mas devido à distância que aumenta, os olhos que os observam sofrem interferências que aos poucos vão fazendo a diferença na visão. Existe outro tipo de elevação que provoca semelhante fenômeno nas pessoas. É o daquele quando alguém se eleva de si para si. Essa elevação acontece quando o homem sai de si e vai para si, ou seja, quando ele deixa o que não é próprio de si, o que é supérfluo e superficial, o que é oco e sem consistência, o que é o torna indigno de ser homem, e, ao mesmo tempo, volta-se para o que é essencial e digno de ser buscado para encontrar-se nas suas raízes e na verdade de seu ser. Essa elevação é bem diferente do tipo de atitude de engrandecimento de si e muito menos aquele comportamento de quem menosprezando o inferior, o que é da terra, do mundo e da vida. Este voa e se lança com um ar orgulhoso e pretensioso de quem acha que está superando e ficando acima e por cima do que foi deixado para trás. Esse tipo de lance e vôo no fundo é muito diferente do sentido de “elevação”, mas é queda ainda mais forte para o que é baixo e sem consistência. A elevação que se espera alçar vôo aqui tem a ver com aprofundamento e imersão no e para o que é próprio de si. E os que empreenderam tal vôo serão tidos como menores e sem valor para os que não aprenderam ou não sabem voar. Por sua vez, não saber voar não é um defeito e, sim, um modo de ser fixado de quem jamais ousa sair de si para contemplar e experimentar o que é mais radical, originário e essencial aos apelos do próprio ser. Eis porque encontram tanta dificuldade em perceber não tanto o que está além ou aquém de si, mas o que em parecendo distante e longínquo é o mais próximo e vizinho deles mesmos. Será que não está num tipo de busca de elevação assim que está contido o apelo generoso e livre que São Paulo faz seguidores de Jesus quando diz: ”Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra” (Col 3,1-5). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
24 Agosto 2009:
“A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do
que o simples fato do vôo. O importante para a maioria não é
voar, mas comer” (Trecho do livro Fernão Capelo Gaivota, de Richard
Bach, piloto e escritor americano nascido em 1936).
São poucos os que buscam o essencial. Ao observarmos fotos de cidades da década de trinta, notamos que quase todos usavam chapéus. Outra época era o cigarro que influenciava o comportamento da população. Isto porque o homem imita de certa forma os animais quando estão em bando. Em um cardume de peixes todos nadam como se fossem um, quando um vira, todos viram. Em muitas aves acontece algo semelhante. Talvez porque a grande maioria prefira a comodidade do grupo e para isso trocam até sua liberdade e seus sonhos. Mas o homem é convidado a desafios maiores, a vôos mais altos, mas para isso deve sair de sua “zona de conforto” e se empenhar duramente. Esta superação exige dedicação. Simão era um pescador como todos os outros, mas ao receber um convite de Jesus, deixa suas redes e o segue. Encontrou dificuldades e desafios até perceber e sentir o que os outros desconheciam. A escolha é pessoal, se contentar na convivência do “grupo” ou aprofundar seus conhecimentos para desafios maiores. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
21 Agosto 2009:
“Nenhuma época soube tantas e tão diversas coisas do homem
como a nossa. Mas em verdade, nunca se soube menos o que é o homem”
(Martin Heidegger, filósofo, escritor, professor universitário,
reitor e um dos grandes pensadores do século XX, 1889-1976).
O ser do homem se revela na proporção da acolhida de sua existência. Saber o que é o homem é uma tarefa que exige de início a suspensão de tudo o que sabemos sobre ele. É que o saber “o que é” é muito diferente do saber “sobre”. O saber “sobre” alguma coisa geralmente se funda nas pré-compreensões e pressuposições que já temos. É o saber da opinião, das idéias, das informações e saberes que recebemos e acumulamos por meio de certos estudos que fazemos de livros, revistas, jornais, internet e outras fontes que recorremos para conhecer. Esse tipo de saber nos dá mil e uma informações em forma de conhecimento que usamos para nosso gasto em discussões, cursos, aprendizados, profissões, trabalhos etc. Embora muito utilizado no nosso viver e conviver, ele só atinge a periferia do verdadeiro conhecimento do “Homem”. Por essa razão é que o usamos para falar, opinar, interpretar e conceituar o Homem e dizer muitas coisas sobre ele, sem jamais dizer o que é ele. Para dizer o que é o Homem só o podemos suspendendo a via do saber “sobre” e partir do princípio de que só podemos saber o que é o Homem tomando seu ser como “existência”. Existência no caso é o existir não como uma coisa, um fato dado ou um objeto que se possa descrever ao modo de um algo à nossa frente. Existir é ser de tal modo que sempre e cada vez se há de compreender-se a si mesmo no seu próprio ser. E nessa medida, longe de ser um fato bruto, um algo pronto e definido, ele é a tarefa de ter que ser, de assumir-se e ter que se responsabilizar pelo seu próprio ser. Somente nessa experiência radical é que aos poucos se revela ao próprio Homem o ser que ele é. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia!
(13 anos)
20 Agosto 2009:
“Amizade, como as sobras vespertinas, aumentam com o ocaso da vida”
(Jean de la Fontaine, escritor e poeta francês, 1621-1695).
O tempo refina a amizade. Quando jovens achamos que todo mundo é nosso amigo. A maioria deste tipo de amizade, como num jogo de interesses, existe em função de algo em comum, tão logo isto acabe ela também desaparece. Mas, por uma razão desconhecida, existem pessoas em nossa vida que superam as superficialidades, estão próximas e são nossos amigos sem interesse algum, apenas por verdadeira amizade. Elas se revelam nos momentos difíceis, quando todos se afastam, elas continuam ao nosso lado. Quando erramos, nos corrigem, quando acertamos, nos incentivam. Com o passar dos anos, qual peneira que seleciona seixos, as amizades volúveis desaparecem restando apenas as mais sólidas. Talvez por isso o livro Sagrado nos ensine: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” (Eclesiástico 6,14). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
19 Agosto 2009:
“O maior bem que você pode fazer pelo outro não é
somente dividir suas riquezas, mas revelar a ele as dele” (Benjamin D’Israeli
(Conde de Beaconsfield), escritor e político britânico, 1804-1881).
Amor e bem caminham juntos. A palavra “bem” parece simples, pois traduz algo de bom, lícito ou algum benefício. Aprofundando um pouco mais, descobrimos que Deus é chamado de “sumo bem” (o mais alto bem = bondade infinita presente em toda a criação) por místicos, devido à “doçura” que encontravam nesta revelação, após a árdua e incansável busca que se embrenhavam. Sendo assim, a palavra “bem” vai além do material e chega ao intangível. Para revelar a alguém suas riquezas (seus bens) e necessário antes de tudo, conhecer a fundo esta pessoa até descobrir o que ela mesma é incapaz de notar sem ajuda. Percorrer este caminho de revelação junto com o outro é sinal de amor. Aceitar esta ajuda é sinal de humildade. Doar-se ao outro desta forma é viver o ensinamento evangélico de amor ao próximo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
18 Agosto 2009:
“Se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa-lhe o teu” (Provérbio chinês).
O sorriso é contagiante. Um sorriso sincero e gratuito é o melhor remédio que existe para iniciar, percorrer e findar um dia. Quem nele se apóia para estar junto a todos os tipos de pessoas se alegra por tê-lo distribuído generosamente aos “bons” e “maus”, aos sisudos e aos mais simpáticos. E se acontecer de encontrar na travessia do cotidiano alguém que há tempos desconhece o sabor, o poder e a graça de um sorriso, devido aos sofrimentos e dificuldades que atravessa; que seja eu a tomar a iniciativa de oferecê-lo sem esperar o retorno, pois lá onde se sorri esperando outro sorriso é o início da tristeza. O dom do sorriso é uma daquelas dádivas que quem o recebe, administra e distribui gratuitamente; sempre se sentirá mais rico e agraciado de uma vida saudável e próspera em todos os sentidos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
17 Agosto 2009:
“Que ninguém se ensoberbeça, mas antes se glorie na cruz
do Senhor” (São Francisco de Assis, místico católico,
1181-1226).
“Quando me sinto fraco, então é que estou forte” (São Paulo em 2 Co 12,9-10). A palavra “soberba” traduz a idéia de orgulho, arrogância ou elevação. Quem assim se julga é porque de alguma forma se acha superior aos demais. Neste ponto São Francisco questiona a origem de nossa existência, pois somos o que somos por dom Divino, sendo imagem do Criador por nossa aparência e semelhança pelo espírito. Entretanto enquanto todas as criaturas, cada qual do seu modo, louvam a Deus, foi pelos homens que Cristo foi morto e crucificado, e repetimos este ato quando estamos entregues a vícios e “pecados”. De que então se orgulhar? Conhecimentos, riquezas, beleza? Tudo o que somos recebemos de Deus. “Mas numa só coisa podemos “gloriar-nos: de nossas fraquezas” (2 Cor 12,5), e carregando dia a dia a santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”. (Admoestações 5). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
14 Agosto 2009:
“Os homens que bastam a si mesmos são insensíveis à
verdadeira amizade” (Claude Adrien Helvétius, filósofo e
literato francês, 1715-1771).
Tesouro partilhado alegra a todos. De certa forma é ingenuidade pensar que algum Homem possa bastar-se a si mesmo. Somos sempre “dependentes” e devedores, uns dos outros; quer reconheçamos ou não. A insensibilidade que pode nascer no horizonte da amizade se deve somente ao fato de desconhecê-la em seus fundamentos. Aliás, amizade é uma daquelas realidades que, se bem entendida e exercitada, afugenta qualquer tipo de auto-suficiência e insensibilidade. Ela pode ser comparada, nesse sentido, à harmonia e afinação que existe em uma orquestra sinfônica, onde todos os membros precisam estar afinados com a partitura e a batuta do maestro, sem ficar olhando um para o outro, para se tocar bem a melodia. Se um toca de acordo com a exigência da música, concentrado na pauta, dando o melhor que pode para a execução, então, o todo da orquestra ganha com isso. Se ele desafina, o restante sofre com a desafinação e corre o risco de destoar e tocar inadequadamente. Na amizade ocorre algo semelhante. Se um está afinado com o dom do ser amigo, se procura tocar bem a melodia daquilo que um dia os tornou próximos e amigos, a amizade flui e encanta ambos que pertencem a este círculo. Se desafinar, começa a carência, a cobrança, a desconfiança, os juízos etc., e se perde de vista o que une para se ficar na superfície de um relacionamento que logo, logo, entra em crise e acaba. Na amizade o mais importante é manter o olho e o olhar sempre atento ao que gera a amizade e cuidar disso com todo o coração, como se tivesse que zelar por um tesouro precioso. Se o olho e olhar ficar grudado apenas em averiguar como o outro está tocando (se toca bem ou não), achando que isso é que produz a amizade, ambos decaem do essencial dessa graça e passam a trilhar uma carreira “da solo” (só – do italiano). Pode estar aí um eco do sábio do livro bíblico do Eclesiástico quando exaltava e, ao mesmo tempo, alertava para o zelo que se deve ter com a grandeza da amizade dizendo: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro” (Eclo 6,14). E tesouro se cuida, partilha e desfruta junto! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(13 anos)
8 Julho 2009:
“Mude suas opiniões, mantenha seus princípios. Troque
suas folhas, mantenha suas raízes” (Victor-Marie Hugo,
escritor e poeta francês, 1802-1885).
Quando a árvore perde suas raízes ela começa a morrer.
Mudar a opinião, ser flexível, repensar as atitudes, ceder em
certas ocasiões, é um bom exercício para treinar o próprio
modo de perceber e entender mais claramente as coisas. Os tempos em que vivemos
são ricos em mudanças e dinâmicos na maneira de apresentar
suas transformações. E é nesse meio mutante que o exercício
da flexibilidade se faz importante e necessário. Porém, ceder
e ser flexível nunca pode ser confundido com abrir mão dos princípios
que nos embasam e nem com o fácil abandono das raízes que nos
sustentam, pois abrir mãos dessas realidades coloca em perigo e distorção
a nossa identidade. Guardar e cuidar de manter-nos na fonte da própria
existência (princípios e raízes) nos ajuda a ter mais firmeza
e sábia maleabilidade frente a todos os ventos de mudanças que
continuamente nos atingem. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia!
7 Julho 2009:
“De grão em grão, a galinha enche o papo”
(dito popular brasileiro).
Ao observar as obras de Michel Ângelo e Leonardo da Vinci, por
exemplo, poucos se dão conta do longo tempo ali empregado. Algumas vezes
acreditar, investir e trabalhar no passo a passo, no pouco a pouco, nos parece
extremamente penoso, difícil, exigente e desgastante. Dar ouvidos à
famosa frase de que “Devagar se vai ao longe” soa mais como uma
máxima para tartarugas do que para a gente. No entanto, a experiência
milenar mostra que para realizar bem certas coisas, para torná-las perfeitas,
plenas e belas, só mesmo dentro de um processo lento, paciente, tenaz
e perseverante. As obras construídas assim pacientemente, estão
fora da concepção imediatista da vida; mas, estão inseridas
numa espécie de dedicação gota a gota, de grão em
grão. Tudo o que em nós for trabalhado nesse modo de ser, tem
chance de aumentar e fazer crescer abundantemente o que foi iniciado. O mais
importante nesse jeito de trabalhar é ousar colocar-se no início
e depois retomar sempre de novo o propósito inicial, sem jamais abandonar
ou retroceder no que se propôs. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
6 Julho 2009:
“A vida tem a dinâmica de um trem em direção
à última estação; basta deixar-se conduzir pelo
trilho de suas ricas e profundas lições que chegarás mais
pleno, maduro e vigoroso à estação da sabedoria e nobreza
humana” (Ronan Dias da Silva, filósofo e mestre em teologia,
brasileiro).
No percurso de um trem, passageiros entram e saem. Uns cumprimentam outros,
nos ignoram, uns conversam, outros se calam. Em cada um há um universo
de pensamentos. Há ritmo no percurso do trem, para quem se deixa encantar
é agradável, para quem já está amargurado é
irritante. As janelas revelam paisagens, mas para apreciá-las é
preciso olhar como quem admira uma bela pintura. E assim, de estação
em estação o trem de nossa vida segue rumo à última
estação, sempre nos ensinando, sempre nos conduzindo. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Julho 2009:
“Sempre faço o que não consigo fazer para aprender
o que não sei” (Pablo Diego José Francisco de Paula
Juan Nepomuceno Maria dos Remédios Cipriano da Santíssima Trindade
Ruiz e Picasso, pintor espanhol, reconhecido como um dos mestres da pintura
do século XX, 1881-1973).
Para aprender do saber, temos que nos esvaziar de nossos conceitos pré-estabelecidos
e nos abrirmos ao novo. Com o advento da informática, com o acesso da
mídia em praticamente todos os cantos do mundo, com a facilitação
de publicação de tantos livros, jornais, revistas, panfletos instrutivos,
com a inflação de cursos, recursos, encontros, debates que se
espalham em todos os setores da vida pública, dentre outros, pode ter
acontecido de nos vermos hoje muito sabedores de tudo, muito bem informados
e formados, muito competentes e dominadores em quase todas as áreas,
possuidores de respostas para quase todas as perguntas e questões que
antes nos afligiam. Somos capazes de falar sobre praticamente tudo e o que soava
como dúvida que fica como o próximo dilema a ser dissolvido na
lotada agenda de nosso saber. Dá a impressão, às vezes,
que para tudo estar seguro, certo, preciso, verdadeiro e tranquilo, precisa
ter o aval de nossos cálculos, certezas e padronizações.
Precisa ter sido previamente medido e estabelecido como correto e veraz. O que
está fora deste tipo de certeza é abortado como inexistente irreal
ou imaginário. É a escalada do domínio do saber exercendo
finalmente seu reinado e poder. É uma grande conquista da humanidade.
Conquista boa e importante, mas, também, de certa forma, perigosa. Perigosa
no sentido que ela pode fechar a porta para um tipo de aprendizado mais real
das coisas, pois uma vez agarrados ao pretenso saber (que sabemos), tudo o que
cheirar ou soar como “não saber” é tomado como ameaçador,
estranho e mal quisto. Fica sem lugar! A grande ironia do saber talvez seja
justamente essa, a de mostrar em forma de riso de Monalisa que por trás
de todo o saber que sabemos se esconde o poço sem fundo do não
saber. Em outras palavras, o saber e tudo o que sabemos, e até mesmo
não sabemos, é apenas uma pontinha do abissal mistério
do não saber. No universo dos fazeres e dos afazeres se dá uma
coisa semelhante, isto é, quem procura aprender sempre de novo a fazer
o que não consegue, abre dentro e fora de si uma imensa janela e possibilidade
para experimentar mais rica e profundamente o que não sabe. Talvez esteja
nisso um eco da sabedoria Socrática deixada nos escritos de seu discípulo
Platão quando afirmava: “Só sei que nada sei”. Pode
ser que na vida só aprende mesmo quem está na direção
e escuta de tal lição! (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
1 Julho 2009:
“Ser radical é agarrar as coisas pela raiz, e a raiz para
o homem é o próprio homem” (Karl Heinrich Marx,
economista, filósofo, historiador e jornalista alemão, 1818-1883).
Esculpir uma rocha é muito mais difícil e trabalhoso que
moldar gesso; mas, o tempo revela qual é mais resistente. Ter o homem
como “raiz” é considerá-lo como “lugar propício”,
onde nasce, cresce e matura tudo o que vem “à luz”, isto
é, no que floresce, se firma e se desenvolve em direção
ao “alto”, ao mais profundo e “elevado”. Se o que vem
a constituir-se no homem falta solidez, firmeza e desenvoltura; é porque
sofre de “mal de raiz”, em outras palavras, é “sem
radicalidade” (carece de vigor). Quando o homem se torna “raiz”
de si mesmo, então ele já tem a responsabilidade intransferível
de ser radical em todas as coisas e ações. Caso contrário
ele será apenas alguém superficial e frágil, incapaz de
sustentar o que faz, pensa e sente, ou seja, tudo o que fizer será como
planta que murcha e morre antes de crescer, florescer e frutificar. Portanto,
quem deixa de investir para formar este homem em si, pode ser muita coisa, mas
perde sua essência e com isso perde a si mesmo. A escolha é pessoal,
ser raiz ou ser superficial. Cabe então buscar o que é mais importante
para sua vida, mesmo que esta escolha seja sem significado para uma sociedade
de consumo que vive na superficialidade da vida. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
30 Junho 2009:
“A política revela os corruptos” (Hernandes
Dias Lopes, teólogo e conferencista brasileiro)
O poder revela o coração do homem. Há um dito popular
que diz: “A política corrompe”; no entanto, se formos analisar
mais profundamente, chegaremos à conclusão que ela deixa os que
têm corrupção em seu coração se revelarem
pela política, diante das facilidades que ela permite. No Evangelho de
Mateus, capítulo 15, versículos 18 e seguintes, encontramos um
ensinamento de Jesus que diz: “O que sai da boca procede do coração,
e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos,
mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos
e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem". Olhando
mais atentamente, verificamos que mesmo em empresas, instituições,
organizações, as pessoas que têm em seu coração
esta tendência para a maldade, assim que têm em suas mãos
poder sobre os outros, se revelam em suas atitudes. Talvez a máxima de
Sócrates, "conhece-te a ti mesmo" tenha um alerta para um auto-exame
de nossas atitudes antes de agirmos incorretamente. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
29 Junho 2009:
“A verdadeira decisão é medida pelo fato de que
você tomou uma atitude. Se não houver atitude, então você
realmente não decidiu” (Anthony Robbins, conferencista
norte americano, nasceu em 1960).
É fácil decidir, difícil é realizar. A palavra
atitude traduz ações que demonstram uma intenção.
Todos os dias nós vemos pessoas tomando decisões que nunca viram
ações. Decidem fazer regime, parar de fumar, fazer exercícios,
estudar mais, acordar mais cedo e assim por diante, mas estas decisões
residem no mundo das intenções sem nunca se converterem em ações,
ou seja, em atitudes. Existe um provérbio popular brasileiro que diz:
“de boas intenções o inferno está cheio”, referindo-se
às pessoas que tem bom propósito, mas nunca concretizam suas intenções,
e por nada terem feito estão sofrendo as consequências. Portanto,
antes de tomar uma decisão meça bem suas implicações
para evitar se arrepender mais tarde, e uma vez tomada, “arregace as mangas”
e execute o quanto antes, evitando deixar para fazer quando já for tarde
demais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia!
(13 anos)
28 Junho 2009:
“Entre as graças que devemos à bondade de Deus,
uma das maiores é a música. A música é tal qual
como a recebemos; (assim) numa alma pura, qualquer música suscita sentimentos
de pureza” (Miguel de Unamuno Y Jugo, poeta e filósofo
espanhol, 1864-1936).
Penso que quem é sensível à música, está
em sintonia com o infinito. Ela nos remete à harmonia; desta forma ela
tem a capacidade de reordenar nosso ser. No relato Bíblico do nascimento
de Cristo, fala que anjos cantavam hinos de louvores a Deus, “Gloria a
Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lucas 2,14),
demonstrando a importância da música na vida dos homens. Assim
como num aparelho de rádio, que devemos acertar a sintonia para escutarmos
uma estação transmissora, assim na música devemos purificar
a alma para “sintonizar” a harmonia musical que toca a alma “suscitando
os sentimentos de pureza”. (Reflexão feita por José Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
25 Junho 2009:
“Em qualquer batalha, não costumam trazer a vitória
o número de soldados e a coragem instintiva, mas a arte e o treinamento”
(Públio Flávio Vegeto Renato, escritor romano, viveu no século
IV).
Quem repete se aperfeiçoa. Quantos recordam com saudades a comida
caseira de sua mãe, ou um pão feito por ela, e assim por diante;
isso porque, ela de tanto fazer, foi aperfeiçoando sua arte, e de certa
forma, este aprendizado pode ser chamado de treinamento. Por mais talento que
se tenha, a perfeição está no repetir, corrigindo as falhas
anteriores, aprendendo com os fracassos. Dificilmente alguém irá
aprender a pilotar uma aeronave apenas lendo o manual de instruções;
é necessário, além da boa vontade, muito treino com um
bom instrutor. No mundo dos negócios, a regra é a mesma: só
terá sucesso em seu empreendimento quem, além da boa vontade,
tiver um bom domínio da atividade, conquistada pelo aprimoramento de
sua técnica (arte) e por muito treinamento de sua equipe. Mesmo sabendo,
procure repetir o que aprendeu, pois sempre descobrirá algo a mais para
o domínio de sua arte. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
24 Junho 2009:
“O fracasso fortifica os fortes” (Antoine Jean
Baptiste Marie Roger Fascolombe de Saint Exupery, escritor, ilustrador e piloto,
1900-1944).
Para a pessoa habilidosa, a queda é fonte de energia. Chorar,
lamentar, desanimar e desistir diante de um fracasso ou de sucessivos fracassos
na vida, é o modo mais comum, mais corriqueiro e mais tentador que experimentamos
diante de tal realidade. Ser fraco nessa situação só aumenta
a desilusão e desesperança. É preciso ser forte! Porém,
o forte aqui é bem diferente de super-homem, do prepotente “herói”
que suplanta a dificuldade e se vê maior e melhor do que todos os fracos.
O forte aqui é alguém que está “inteiro” (doação
completa) na situação, aberto a ela, que insiste nela e se dispõe
a continuar lutando e prosseguindo, sem saber aonde tudo vai dar. Isto porque
acredita apenas na força, na graça e no poder de caminhar até
o fim (fim, enquanto arremate; diferente de conclusão). Ser forte perante
o fracasso nesse sentido é tomar e receber o fracasso como “pedra
de toque” (transforma metal em ouro) de uma construção,
como material de trabalho para uma grande obra, como peso a exercitar a musculatura
para que ela fique mais desenvolvida e apta aos grandes esforços da vida.
Desta forma, todo e qualquer fracasso ao invés de ser um desestimulante
e inibidor de avanço e crescimento na vida da pessoa, é antes
oportunidade de visão e revisão, de uma compreensão mais
rica, real, viva, profunda e mais clara do que até então queríamos
e buscávamos. Quem sai fortificado de cada fracasso é sinal de
que o experimentou inteiramente, pra valer, sem fuga ou evasão e foi
transformado por ele, no núcleo de seu ser, para melhor. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos) Leia o Livro
BOM DIA E BOM TRABALHO, EDITORA VOZES
23 Junho 2009:
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a
desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos de maus, o homem chaga a desanimar-se da honra e
ter vergonha de ser honesto” (Ruy Barbosa de Oliveira, jurista,
político, escritor, filósofo, tradutor e orador brasileiro, 1849-1923).
“Também nascem lírios no lodo”. Vivemos um
tempo difícil para se pensar e praticar a virtude. Uma das grandes razões
disso está no fato da anestesia mental que tomou conta de uma parcela
grande da população deste país. Outra parcela se deve àqueles
que de tanto enxergar e constatar apenas a “vitória” da injustiça
e a desonra em pessoas e poderes começaram a acreditar que caso aliem-se
ao “triunfo” e ao “sucesso” da desonestidade, da vergonha,
das “maracutaias” e corrupções que se dá nos
indivíduos, desde os mais simples aos mais expoentes do tecido social,
que esse modo de ser é o melhor remédio para sustentar-se dentro
de uma sociedade competitiva, consumista, seletiva e exploradora. Salvar a própria
pele nesse ambiente contaminado de corruptos e corruptores, entregando-se a
qualquer tipo de oferta que apareça para não cair em desgraça,
é a solução que muitos, mesmo que forçadamente,
encontram. E, assim, quem der mais ou pagar melhor, quem conseguir convencer
o outro que o caminho de sobrevivência nesse mundo de disputas para “chegar
lá” ou, para não cair em ruínas, é o da esperteza
e manipulação, acabará arrastando multidões para
o abismo de uma falsa salvação. Pena que nessa hora torna-se enorme
a fila dos que se vendem em troca de algum favor ou de uma melhoria, mesmo que
pequena, nos cofres familiares ou nas contas bancárias. É triste
perceber como a tendência da consciência de alguns em momentos como
esses, acaba por bloquear e criar uma cegueira tão rápida diante
de qualquer coisa que pareça ouro ou que sugira cifrões de entrada
no bolso. O importante aqui é ganhar, mesmo à custa de sacrifícios
gigantescos, mesmo quando na realidade da existência se está verdadeiramente
perdendo. O caminho e a busca da virtude num tal mundo podem parecer ingênuos,
desimportantes, alienantes e tolos; porém, é o que ainda guarda
a vida e o mundo no que ela tem de raiz e de fundamento. Sem isso, já
teríamos naufragado há muito tempo no caos da desumanidade e desconhecimento
total de nossa dignidade. Mas, se vier o caos, quem sabe não estará
nele a nossa oportunidade de acordar para o sentido mais real de nós
mesmos, do que significa vida pública, cidadania, liderança, poder,
vida, liberdade, partilha, honestidade e assim por diante?! (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
Leia o livro BOM DIA E BOM TRABALHO, Editora VOZES, do mesmo
autor
22 Junho 2009:
“Nunca deixo de ter em mente que o simples fato de existir já
é divertido” (Katharine Houghton Hepburn, atriz americana,
1907-2003).
O bom humor abre portas. Penso que o bom humor é próprio
das pessoas que conseguem se encantar com os detalhes da vida, e neles extrair
alegria. Estes trocam o peso de muitos “fardos” pela leveza da alegria.
Sem fugir de suas responsabilidades, eles dão um tom alegre a elas e
com isso fica mais fácil sua realização. É uma forma
de ver a vida e alegrar as pessoas que estão à sua volta. Mas
para isso ser perfeito, o coração tem que estar livre de rancores
e tristezas; caso contrário, vira um humor que agride em vez de alegrar.
Quando o coração está predisposto ao que é alegre,
tudo parece dar certo, e mesmo o inesperado é revestido de encanto. Encare
a vida com alegria e ela te responderá com muito brilho em faces sorridentes.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
21 Junho 2009:
“Quando a raiva chega, a sabedoria parte” (provérbio
indiano).
É nos momentos difíceis do dia-a-dia que provamos (testamos)
nossa sabedoria. A raiva, quando alimentada com o “conta-gotas”
do cotidiano, tem o poder de ir aos poucos corroendo nosso “fígado”,
dilacerando o “estômago”, fragilizando os “nervos”,
debilitando o “coração” e, por fim, afugentando o
saber. Quem é tomado por acessos constantes de raiva, logo se vê
na “cadeia” da ira (um dos vícios capitais). E quando a ira
se apossa de uma pessoa, ela fica praticamente “cega” para a razão
e age movida unicamente pela força do instinto, assemelhando-se a um
animal selvagem (enjaulado num corpo de pura ferocidade). Por esse motivo é
que se entende o porquê da sabedoria nos deixar por ocasião de
nossos ataques de raiva. O desejo de tirar satisfação é
nutrido pelo orgulho, que busca uma vítima, e lança para fora
o “monstro incontrolável” que atormenta por dentro e faz
uso da vingança e violência com o intuito de aniquilar o mal que
acredita ter sido causado pelo inimigo. Nessa situação, a sabedoria
se retrai diante dessa chama que queima da cabeça aos pés, pois
o ardor da raiva é tão intenso, que fica difícil transformar
esta energia em outra perspectiva da realidade. Que sintamos raiva é
bastante compreensível e humano, mas alimentá-la em “doses
homeopáticas” (aos poucos) é preparar veneno para comermos
em banquete de festa. A sabedoria milenar nos ensina a transformar a energia
da raiva em bom humor, em compreensão, silêncio saudável,
paciência e na capacidade de saber ler os conflitos da vida de uma maneira
inteligente. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
18 Junho 2009:
“Quem realmente domina o (assunto) que fala, não encontra
razões para levantar a voz” (Leonardo Da Vinci, pintor,
escultor e inventor italiano, 1452-1519).
Só grita quem está distante. A voz é um dos meios
que nos comunicamos. Quando estamos pertos, o tom de voz é baixo, pois
o outro pode escutar com facilidade. À medida que nos distanciamos, o
tom aumenta para compensar a distância. Neste caso ela é física.
Mas existem outros tipos de distâncias que fazem com que levantemos a
voz, por exemplo, a distância do coração e da argumentação.
Quando a pessoa desconhece o assunto, ela procura impressionar seus ouvintes
com palavras rebuscadas e com tom elevado de voz. Quando o amor se afasta, os
corações ficam distantes, os ânimos se exaltam e as vozes
se elevam. É a distância do coração. Antes de levantar
a voz, examine primeiro em qual dos casos você se enquadra, e se for o
caso, baixe o tom de voz, aprofundando seus conhecimentos ou aumentando o amor
em seu coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
17 Junho 2009:
“Quando uma porta se fecha, outra se abre” (Publius
Ovidio Naso, poeta latino, 43 a.C. – 17 d.C.).
Para quem olha o horizonte, os obstáculos são dificuldades
passageiras. A palavra “porta” traduz a idéia de uma passagem,
onde se pode entrar e sair. Normalmente este acesso é restrito quando
se trata de algo particular, e no domínio público, são
os horários que impõem seus limites. Ela também é
empregada no sentido metafórico, dando a idéia de acesso a oportunidades,
cargos dentre outros. Desta forma, existem inúmeras portas e de vários
tipos. Assim, quando a pessoa fica sem acesso a uma porta, deve ficar atenta
nas outras portas, umas melhores outras piores; mas, que o seu discernimento
pode escolher qual melhor lhe convém. Quem fica se lamentando diante
de uma porta fechada, deixa de perceber outras portas que estão abertas.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
16 Junho 2009:
“Apenas se vê bem com o coração, pois nas
horas graves os olhos ficam cegos” (Antoine Jean Baptiste Marie
Roger Foscolombe de Saint Exupery, escritor, ilustrador e piloto, 1900-1944).
O ver dos olhos físicos nem sempre garante a boa e verdadeira
visão da realidade. Por vezes, eles nos são empecilhos para enxergar
o essencial. Acontece corriqueiramente de eles ficarem cegos diante das situações
mais embaraçosas que nos atingem. Diante de discussões mais “apimentadas”
ou mesmo em brigas banais, por exemplo, dificilmente conseguimos ter olhos limpos
para perceber para além do conflito momentâneo, o que realmente
deve ser levado em consideração. Nas horas mais exigentes de nossos
afetos e emoções, nos momentos em que a razão nos pede
maior reflexão e sensatez, nos ocorre a estranha sensação
de estarmos “cegos” para dar uma resposta certeira. Falta-nos, sem
dúvida, um olho e um olhar mais profundo e mais clarividente para perceber
as coisas na sua verdade. Esse olho e olhar que tanto nos falta é o que
em geral chamamos de olho e olhar do coração. Ele é mais
difícil de ser acionado, mas está em cada um de nós. Só
precisa ser cultivado com maior interesse e empenho. Ele é sutil e se
cala em meio às nossas agitações e apavoramentos. Ele se
retrai quando o forçamos para fazer valer nossa vontade de domínio
e poder. O olho e olhar do coração sonda tudo discreta e limpidamente,
sem alvoroço e pressa. Dia após dia, situação após
situação, ele vai colhendo experiências, purificando tudo
e arrematando conclusões mais sadias e sensatas para o nosso pensar,
agir e sentir. Na quietude e silêncio de nossas emoções
e pensamentos disparados, de nossas compreensões e pré-compreensões,
ele enxerga o verdadeiro núcleo das coisas e situações
e é capaz de trazer do meio de nossas irreflexões e afobações
de atitudes, uma convocação à parada, a um estratégico
recuo e a um tempo razoável para deixarmos a poeira de nossas correrias
baixar para vermos mais clara a paisagem das coisas e que decisões mais
acertadas que devemos tomar. O olho e o olhar do coração aparecem
muito nas mães, naquela atenção sempre presente de quem
escuta, espera, silencia, acolhe e trabalha a vida nas suas mais diversas manifestações.
Talvez seja por isso que elas olham e veem bem o que se passa. Isso é
fruto de um coração limpo e um coração limpo e puro
sempre vê o que é importante, ou melhor, o que é mais importante
em tudo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
15 Junho 2009:
“Para o povo desonesto, governante desonesto” (Aldo
Manúcio, tipógrafo italiano, 1449-1515).
Quando cada um fizer a sua parte, a sociedade se transforma. Desonestidade
tem sido nos últimos tempos uma espécie de vício que muita
gente vem convertendo em virtude. Em nome de pretensos ideais “humanitários”,
rompem com valores que sustentam o bem, acreditando ser melhor para o tecido
social. Tal rompimento começa, em muitos casos, porque “cansou
de ser bonzinho”, responsável, correto e justo, justificando que
os desonestos sempre levam vantagem em tudo, são mais bem sucedidos e
reconhecidos no trabalho e na sociedade, carregando uma armadura de homens de
bem, sinceros e politicamente corretos. A fileira dos que pensam assim vem ganhandocada
vez mais novos adeptos exercendo a desonestidade como um “valor social”.
Povo assim acaba nem dando bola para a desonestidade que toma conta de seus
líderes, governantes e concidadãos, pois são reflexos do
que pensa. Essa desonestidade está presente nos centavos do comércio,
na balança que engana e em quem finge não ver. Ao final “todo
mundo” quer sair do prejuízo e se acha no direito de repor as perdas,
levando adiante essa forma de agir. Impulsionados pela arte da desonestidade,
alguns empreendem o caminho do crime, do roubo, de mentiras, da corrupção
etc. Quem nos salvará desta maré? Só escapam os mais ousados,
os mais atentos às peripécias das fraquezas humanas do que ela
tem de mais sombrio. Só quem está atento e foge das ambições
de facilidades e de poder é que consegue ser lúcido diante de
tanta tentação e sedução. Pode ser que no fundo
do abismo dessa desonestidade em que a sociedade atual caiu e que gera crise
e tantos desequilíbrios sociais, esteja a oportunidade de um novo nascimento
para o povo e seus líderes. Nascimento para relações mais
condizentes com aquilo que deve ser ao menos o mínimo suportável
para o bom convívio entre as pessoas. Em se tratando de pessoa humana,
quando buscado séria e honestamente, isso é perfeitamente possível,
embora mais trabalhoso e difícil! (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom dia e Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
14 Junho 2009:
“O último é mordido pelos cães”
(provérbio alemão).
Na unidade há força. No reino animal, os predadores nunca atacam
um grupo unido, eles sabem que neste caso estão em desvantagem. Procuram
provocar o grupo para que corram e aquele que se desgarrar desta união
será abatido. O mesmo vale para nós humanos. Enquanto estivermos
unidos, um defendendo o outro, os fortes ajudando os mais fracos, seremos invencíveis.
Mas, quando o amor ao semelhante desaparecer, quando o que acontece com o outro
gerar a expressão “problema dele”, nossa união está
desfeita e seremos presas fáceis dos inúmeros predadores que nos
rodeiam. Jesus, sabendo destes perigos, roga ao Pai“que todos sejam um”
(João 17, 21). Se cada um fizer a sua parte, esta força de união
será restabelecida no amor ao próximo. Ame, mesmo que ainda não
seja amado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
9 Junho 2009:
“Não digas que as estrelas estão mortas só
porque o céu está nublado” (provérbio árabe).
Há muito mais além dos sentidos. Nossos sentidos são
os “sensores” que monitoram o que está à nossa volta.
Por eles, nossa experiência deduz uma série de coisas. É
a percepção imediata. Mas, além dela, nossa inteligência
capta outros sinais que permitem ampliar nossa percepção e saber
que muitas vezes nossos sentidos podem nos enganar e deixarmos de perceber algo.
Que, além das nuvens há o sol, que tempestades fortes têm
curta duração, chuvas mansas são mais duradouras e assim
por diante. Aplicadas à vida, essas experiências nos mostram que
nunca devemos nos desesperar por uma situação momentânea,
pois ela pode estar impedindo você de ver o que está além.
Muitas vezes, o que foge dos sentidos, torna-se acessível com a luz da
fé e da inteligência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
8 Junho 2009:
“Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as
minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também
me curei” (Rabindranath Tagore, escritor, poeta e músico
indiano, 1861-1941).
Quando iniciamos nossa jornada matinal, tudo é surpresa apesar
da rotina. Para quem tapa os olhos e ouvidos para os acontecimentos, tudo é
uma rotina muitas vezes cansativa. Os “dramáticos” veem no
dia uma sucessão de catástrofes, desde o trânsito até
sua rotina de trabalho. Para os derrotados, nada parece dar certo, pois entram
na “disputa” já “beijando a lona”, e assim por
diante, cada um reage conforme pensa. Mas, para quem encara a vida com responsabilidade,
se lança no dia como um barco se lança no mar, aonde tudo o que
vier são desafios a serem encarados, e a vontade de vencer impede pensamentos
destrutivos. Assim há dias calmos outros agitados, uns frios outros escaldantes,
mas em todos eles há um aprendizado e uma alegria a mais. Para estes,
o fim do dia é o “repouso de um guerreiro” onde os desafios
foram vencidos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
7 Junho 2009:
“Dormia e sonhava que a vida era bela. Despertei e percebi que
a vida é dever” (Immanuel Kant, filósofo alemão,
1724-1804).
Quem aprendeu a lidar com as "adversidades" abriu os olhos
para admirar a beleza da vida. Dever é uma imposição que
fazemos a nós mesmos, sem precisar do comando de outro. É uma
prática bem disciplinada e radical da autonomia da liberdade. Quem não
exercita essa capacidade, acaba sendo vítima da dependência e da
imposição alheia. A vida tem muitas imposições e
a todo instante nos deparamos com elas. Por exemplo: a cidade onde nascemos
ou a temperatura do dia, colegas, professores, patrões, algumas viagens,
pessoas desagradáveis que encontramos, são acontecimentos que
independem muitas vezes de nossa vontade. Se não imponho a mim mesmo,
de forma livre e autônoma a tarefa de lidar com essas e tantas outras
realidades e “imposições” do cotidiano, serei “atropelado”
oprimido e massacrado por elas. Quem fica apenas sonhando que deveria ser diferente,
que isso ou aquilo é injusto, mas deixa de agir aqui e agora, viverá
apenas se lamentando. A vida é muito mais abrangente mais aberta do que
minhas limitações mentais, é mais rica e profunda do que
tudo o que posso sonhar ou imaginar. Receber com maior abertura e com um grande
coração os limites que a vida me coloca a cada momento, impondo
a mim mesmo o dever de trabalhar e transformar num grande bem tudo o que me
vem ao “encontro” é o primeiro passo para entender que vida
é realmente bela. (Reflexão feita por José Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! 13 anos)
3 Junho 2009:
“As feridas da alma são curadas com carinho, atenção
e paz” (Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, dramaturgo,
contista, jornalista e teatrólogo brasileiro, 1839-1908).
Um minuto de atenção nada nos custa e faz tanto bem. Feridas
na alma são todas as que deixaram sua marca mesmo depois que as causas
desapareceram, ou mudaram de configuração. Pessoas simples do
interior brasileiro amenizam suas dores com chá de alecrim. Mas, quando
pensamos em cura, nos vem à mente o restabelecimento completo da saúde,
ou seja, eliminar as causas e suas consequências. Os “bálsamos”
propostos por Machado de Assis são o carinho, a atenção
e a paz, pois eles atuam restaurando o que foi danificado. Quantas pessoas próximas
a nós estão sedentas desses bálsamos e muitas vezes nem
percebemos, por estarmos só pensando em nosso bem estar. Recuperar as
feridas faz bem tanto a quem se dispôs a ajudar como a quem foi beneficiado.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Junho 2009
“Os erros ficam escondidos pelo tempo, mas no tempo oportuno
aparecem” (Dionísio Catão, poeta latino que viveu
no séc. III d.C).
A semente escondida com o tempo brota. Devemos corrigir as falhas enquanto estamos
na labuta, evitando encobertá-las, pois deixar para depois pode ser tarde.
Quando se varre a sujeira (os erros) para “debaixo do tapete” (tenta
escondê-los), além de não limpar, cria-se uma fonte de bactérias,
que com o tempo contamina a casa toda. Assim acontece com muitas coisas na vida.
Cristo alerta quando diz: “Não há nada de oculto que não
venha a ser descoberto, e nada há escondido que não venha a ser
conhecido”. Por isso procure sempre dar o melhor de si em tudo o que faz.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
1 Junho 2009:
“Às vezes, naquele minuto de oração deixamos
de tomar uma atitude precipitada, de proferir uma palavra agressiva, de permitir
que a cólera nos induza a qualquer atitude infeliz” (Francisco
de Paula Cândido, (Chico Xavier) escritor brasileiro, 1910-2002).
Quando estamos junto com alguém que amamos, os assuntos nunca
se esgotam e muitas vezes apenas a presença já é suficiente.
Muito mais motivo temos de nos alegrar quando a pessoa amada é a fonte
de todo o amor, ou seja, o próprio Deus. Como é maravilhoso poder
elevar nossa atitude mental, todas as manhãs, através de uma oração.
Nosso dia irradia amor. São as nossas atitudes corretas que abrem as
portas das boas realizações em nossas vidas. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
31 Maio 2009:
“Alguém que ama não insulta nem maltrata”
(Lucia Extebarria, escritora espanhola, nasceu em 1966).
Quem semeia o amor, colhe alegria. Insulto é uma ofensa feita com insolência
e desprezo. Maltrato (mal + trato) é um tratamento com maldade, ou seja,
que ofende. Aparentemente, é inadmissível alguém que ama
ter este tipo de comportamento com a pessoa amada. Mas, é comum vermos
vozes que se levantam, comportamentos agressivos entre pessoas que dizem que
se amam. Ou, seus corações estão distantes, ou ainda falta
a vivência do amor em suas vidas. Esta vivência do amor começa
no interior de cada um quando entende a dimensão do ato de amar como
um dom Divino colocado com uma sementinha no coração para ser
desenvolvida. Sendo assim, ao se dirigir a alguém, busca a forma mais
amável de fazer. E quando é com a pessoa amada, esta forma ganha
adornos de encantamento. Portanto, se por um momento vier a tentação
de ser agressivo, pare e repense nas consequências que sua atitude
vai causar neste cultivo desta frágil “plantinha do amor”
que brota em seu coração. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
28 Maio 2009:
“Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá
uma longa explicação” (provérbio árabe).
Tudo se comunica. Através dos sentidos, recebemos uma comunicação
direta do mundo que nos rodeia e usando a inteligência podemos captar
uma linguagem indireta praticamente em tudo. Ela se dá nas entrelinhas
das notícias, nas imagens, na maneira de andar, no olhar, no sopro do
vento, na inquietação dos animais etc. Tudo à sua forma
se comunica. Jesus nos chama atenção para sintonizarmos em outra
comunicação, a dos sinais de nosso tempo. Para isso precisamos
ter a sensibilidade de percebermos estas variações aparentemente
imperceptíveis; mas, se comparadas com os ensinamentos divinos, evidenciam
tendências. “Quando vedes aparecer uma nuvem no poente, logo dizeis
que vem chuva, e assim acontece; e, quando vedes soprar o vento sul, dizeis
que haverá calor, e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar
o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir
esta época?" (Lc 12.54-56). (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Maio 2009:
“Nossa ansiedade não esvazia o sofrimento do amanhã,
mas apenas esvazia a força do hoje” (Charles Haddon Spurgeon,
pregador batista britânico, 1834-1892).
Desperdiçar combustível antes da largada, deixa o piloto
a pé antes do final da prova. Grande parte de nossos sofrimentos advém
do fato de estarmos ansiosos. Quando estamos ansiosos gastamos uma porção
de energia inutilmente, a maior parte dela com a nossa imaginação.
É que ansiedade tem a ver com aquela nossa mania ou desejo de ter as
rédeas de tudo em nossas mãos, ou melhor, de querer controlar
tudo à nossa volta, as pessoas, o tempo, as situações,
enfim, a vida. E porque não damos conta de controlar nenhuma dessas realidades
entramos em “parafuso” ou, então nos abate um sentimento
de medo, raiva, angústia, desconfiança, desespero e descontrole
total. Nasce em meio a tudo isso a insegurança e a intranquilidade
de viver. Somos tomados por uma inquietude oca que acaba destemperando nosso
modo de pensar, de agir e sentir. O fruto disso são energias desperdiçadas
numa luta gigantesca contra nossa própria sombra. A ansiedade, no entanto,
só diz que deveríamos ser mais concretos e humildes para viver
a vida, assumindo cada coisa, cada limitação sem muitas expectativas,
mas bem “pé no chão”, bem realistas mesmo. De nada
adianta se desgastar olhando a cada minuto no relógio se o ônibus
vem vindo se ele tem seu horário de passagem. E se ele atrasa de nada
vale ficar “praguejando”, pois já atrasou mesmo! É
infrutuoso perder-se em imaginações que não condizem com
o real (esperar que o outro seja como queremos, por exemplo) ou até mesmo
querer acelerar o tempo das coisas quando elas têm o seu próprio
tempo (desejar que o leite ferva antes da hora). O que os antigos chamavam de
humildade era essa capacidade enorme de ser bem “terra-terra” (pé
no chão) com as coisas, de deixar tudo ser como é sem querer apropriar-se
delas ou controlá-las ao modo ou ao tamanho do nosso desejo e interesse.
Eis porque o evangelho nos ensina que são os humildes que verdadeiramente
habitam a terra e a guardam na paz, pois neles não existe essa atitude
de querer colocar tudo e todos debaixo de um controle e domínio que só
faz sofrer e subjugar as pessoas e o mundo. Portanto, o que nos faz sofrer e
nos destrói, muito mais que a ansiedade é o que fazemos com a
energia que ela concentra. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
26 Maio 2009:
“A gota fura a rocha, não por sua força, mas por
sua persistência” (Publio Ovídio Nason, poeta latino,
43 a.C. – 17 d.C.).
Desistimos facilmente. A solidez da rocha faz com que ela seja empregada
em construções de grandes obras pela resistência que ela
oferece às intempéries do tempo. Existem edificações
milenares que até hoje estão em pé. Mas a constância
de uma “frágil” gota d’água, batendo na rocha,
sem desanimar, persistindo em seu objetivo, acaba furando a resistente rocha.
O que era aparentemente impossível é vencido pela persistência.
Este fato nos recorda o conselho de Jesus em Mateus 7, 7-11: “pedi e recebereis,
buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede, recebe
e o que busca, acha”. Se a gota desistisse no meio do caminho nunca furaria
a rocha. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
25 Maio 2009:
Bom dia
Saí do hospital neste sábado dia 23. Agradeço
o carinho de todos. Devo ter coisas a cumprir ainda. Gostaria de compartilhar
a festa no céu pela chegada do grande Mestre Filósofo Frei Hermógenes
Harada, OFM, ocorrida nesta quinta feira dia 21/5, às 18hs. A primeira
vez que ouvi falar do “Mestre” Hermógenes, foi no relato
de uma pessoa que tinha ido a Petrópolis para uma semana de estudos e
chegando lá, cheia de malas, pediu para um "jardineiro" carregar
suas malas até seus aposentos, e ele prontamente atendeu e ainda ofereceu
água para se refrescar. Qual foi a sua surpresa quando no dia seguinte,
anunciaram o palestrante Harada e era o mesmo "jardineiro" (tamanha
era sua simplicidade). Ele era assim, sempre sorrindo, roupa simples, palavras
precisas. Precisão de um samurai. Anos mais tarde tive a oportunidade
de ser seu aluno. Admirava-me ouvir como ele conseguia transformar as mais complexas
"teorias filosóficas" em palavras simples e com exemplos do
cotidiano. Nunca vi levantar a voz. Diante dele todos se sentiam importantes,
pois ele se colocava como servo ajudando a cultivar "flores de entendimento"
na "caminhada do saber". Segue um resumo de sua vida feita por seus
irmãos franciscanos.
19 Maio 2009:
Todos os dias nos encontramos neste momento de
meditação, onde refletimos um pensamento para começar bem
o nosso dia. Terei que
me ausentar por uns dias para uma intervenção cirúrgica.
Estou com a artéria descendente anterior novamente com comprometimento.
Farei um cateterismo para ver qual caminho tomar. Obrigado e que Deus abençoe
a todos! Jose Irineu Nenevê.
18 Maio 2009:
“A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo”
(Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Para quem está exausto, os últimos “metros”
são os mais difíceis. A vida de cada um tem o modo de uma escalada
árdua e laboriosa. Escalá-la é uma arte de cada dia e de
cada momento. Cada passo supõe o anterior e exige um novo. Trata-se de
uma subida sem hora marcada para chegar. Muitos se perdem na trajetória;
outros se cansam e abandonam um bom número de esforços e sacrifícios
e desistem. Alguns, porém, ousados, destemidos e de vontade firme, se
lançam cheios de generosidade e disciplina na aventura de subir. E, assim,
sobem sem cálculos, sem murmuração e bastante realistas
com o concreto da jornada. Tais “alpinistas” sabem que a direção
que aponta para o topo é dura, sofredora e nada fácil. Ela não
isenta ninguém de esforço e suor; mas amadurece, solidifica e
torna sempre mais resistente aquele que persegue a meta. Imaginar e querer fácil
o caminho da vida, sem durezas, contradições, sofrimentos e cansaços,
é transformá-lo numa empreitada e sonho irrealizável. Dispor-se
a trilhá-lo e acolhê-lo com todas as suas manifestações
inesperadas, sem olhar para trás e sem criar “resistências”,
dá mais leveza aos passos, mais segurança no engajamento, muita
compreensão no viver e um crescimento formidável no espírito.
Portanto, se no caminho tudo vai ficando mais duro e difícil, é
sinal de que se está caminhando na direção do topo, pois
o topo é lugar dos vencedores. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
17 Maio 2009:
“Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão”
(da música do conjunto The Hollies, baseada em fatos reais "He ain't
heavy, he is my brother" ).
Quando falta amor, tudo perde o sentido; quando há amor, tudo
ganha nova vida. Conta-se que certa noite em um abrigo para órfãos
chega um menino carregando outro nas costas. Ambos com pouca roupa e cobertos
de neve, quando o sacerdote exclamou: “Ele deve ser muito pesado”.
A resposta veio em seguida: “- Ele não pesa, ele é meu irmão”.
(He ain't heavy, he is my brother). Não eram irmãos de sangue,
eram apenas irmãos de rua. Este fato me fez recordar a passagem Bíblica,
quando Deus pergunta a Caim, “onde está teu irmão?”,
e ele negou que soubesse. E assim no decorrer da história muitos desconhecem
o paradeiro do irmão, pois suas consciências os acusam, enquanto
outros se desdobram em caridade para acolher os “irmãos abandonados”.
Diferenças de opiniões pode haver, enquanto aprendemos nesta caminhada,
mas acima de tudo somos irmãos que devem se ajudar. São Francisco
entendia que seus confrades eram irmãos doados por Deus para trilharem
juntos o caminho da perfeição. Penso que a chave de acesso a casa
do Pai é o irmão que carregamos conosco. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
14 Maio 2009:
“A vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro”
(John Winston Ono Lennon, músico, compositor e escritor inglês,
1940-1980).
Quem vive só de planos, deixa escapar oportunidades. Há
no evangelho uma parábola de Jesus, (Lucas 12, 16-21) onde Ele narra
uma pessoa fazendo plano para o futuro com base em seus lucros presumíveis
em função de sua colheita. Deus o chama de “insensato”
(sem noção), “pois esta mesma noite sua vida lhe será
exigida”, ou seja, de que adianta colocar o peso de seu tesouro em coisas
terrenas, que hoje existem, mas amanhã se transformam, e diante de Deus
você nada edificou? Em um instante de nossa vida muita coisa acontece.
Só o amor dá sentido ao nosso viver. Este amor vem de Deus e a
Ele deve voltar repleto de boas obras. Se nos falta tempo para apreciar a esplêndida
obra da Criação Divina e nela darmos graças pelo dom da
vida que se manifesta a todo instante, isto é sinal que devemos mudar
o foco de nossa visão sobre o que realmente tem valor. (Reflexão
feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
12 Maio 2009:
“Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado”.
(Rainer Maria Rilke, poeta checo, 1875-1926).
Quem se fecha em conceitos deixa de ver além dos preconceitos.
“Ilimitado” e “eterno” são duas palavras que
soam em certos momentos como sendo muito semelhantes. Só que existe o
perigo de pensar essas duas palavras como realidades longínquas e inalcançáveis,
fora do nosso concreto. O eterno tem o sentido daquilo que se faz hoje bem feito
e amanhã faz de novo e assim por diante. O sempre de novo é o
cada vez novo no engajamento e na doação, como se fosse a primeira,
a última e única vez. Quem age desse modo faz sempre do melhor
jeito possível. O ilimitado, por sua vez, tem uma compreensão
que viaja na direção contrária de quem acha ser necessário
aproveitar o máximo possível de todas as experiências do
momento, porque pensa que depois tudo se acaba. O ilimitado no viver e no tempo
é aquele tipo de experiência de jamais fechar as possibilidades
da vida, de jamais dizer a última palavra a respeito das coisas e da
verdade, de jamais impor que o acontecer e o curso do cotidiano sejam amarrados
ao modo que queremos e sonhamos. Viver como se o tempo fosse ilimitado é
abrir-se plenamente ao tempo para vivê-lo nas suas limitações
e concreções, sendo que as limitações são
chances de avançar e extravasar em tudo aquilo que de bom vamos fazendo.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
11 Maio 2009:
“É o esforço constante e determinado que quebra
a resistência, e varre todos os obstáculos” (Claude
M. Bristol, escritor americano, “A Magia do Acreditar”, 1891-1951).
Quem desiste onde todos fracassam nunca vence obstáculos. Constantemente
nos defrontamos com barreiras em nossa vida que devem ser transpostas a custa
de nosso esforço e da fé que nos move. Haverá situações
em que se apresentam como uma rocha que por mais que tentemos, ela permanece
imóvel. É nesta situação que devemos ver além
e perceber as “veias” ocultas de sua formação e neste
ponto concentrar nosso esforço e determinação para quebrar
sua resistência. Só assim ela cede. Quanto mais resistente, mais
esforço requer. Nem sempre é força, é mais o jeito
certo e a constância que leva ao sucesso. (Reflexão feita por José
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
10 Maio 2009:
“O começo da aventura de encontrar a si mesmo está
em perder o caminho” (Joseph John Campbell, estudioso norte americano
de mitologia, 1904-1987).
Quando o “pintainho” perde a segurança da casca do
ovo, se descortina o começo de um novo caminho. Encontrar a si mesmo
só pode e consegue quem se procura. No caminho de busca é possível
(e geralmente acontece), perder-se ou perder o caminho. Ao perder-se ou perder
o caminho, a tentação primeira é desesperar-se e lamentar.
Esta perda, no entanto, aponta para a retomada, para uma nova reflexão
a partir dos passos dados e uma nova disposição para prosseguir.
Às vezes, só perdendo-se e perdendo o caminho é que temos
chance de um reencontro real conosco mesmo e a possibilidade de ver mais claramente
por onde andar e por qual via seguir. O mais importante é aprender que
nossas perdas e desencontros no caminho e no modo de caminhar podem estar apontando
para o novo, o inaudito e desconhecido. O novo, inaudito e desconhecido, geralmente,
mete medo e induz à paralisia da vontade, mas se não recuamos,
abre as portas para o que até então jamais sonhávamos,
jamais havíamos suspeitado ou tínhamos visto. É assim que
a aventura e a beleza da vida se descortinam para nós a cada momento
se dela e de seus desafios enfrentamos com coragem e determinação.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
7 Maio 2009:
“Eu me lembro das preces da minha mãe e elas têm
sempre me acompanhado. Elas se uniram a mim durante toda a minha vida”
(Abraham Lincoln, advogado, foi o 16° (1861-1865) presidente dos Estados
Unidos, 1809-1865).
A oração de uma mãe é recebida com especial
atenção. A palavra “prece” nos remete ao momento em
que o ser humano, reconhecendo-se pequeno, se harmoniza com seu Deus. Mas, quando
esta prece parte dos lábios de uma mãe, ela ganha um significado
ainda maior, pois em sua prece está a entrega de seu filho a proteção
do Criador. Elas podem ser de qualquer jeito, lidas, recitadas ou até
espontâneas, pois Deus sente o coração de quem ora com fé,
e as acolhe com amor e carinho. Quantas vezes nossas mães, quando faltaram
todos os recursos, se entregaram com total confiança ao Pai celeste,
pedindo por nós. Talvez, muitos de nós até desconhecesse,
ou deu pouca importância; mas, elas contribuíram e muito para chegarmos
aonde chegamos. Um sinal de gratidão é retribuir, pedindo a Deus
para que recompense com abundância tamanha dedicação de
nossas mães. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
6 Maio 2009:
“As lágrimas mais amargas que se derramarão sobre
nossa tumba serão as palavras não ditas e as obras inacabadas”
(Harriet Beecher Stowe, abolicionista e escritora americana, 1811-1896).
Aprendemos muito na convivência partilhada com amor. No transcurso
de nossa existência, nos deparamos com a experiência quase que rotineira
de “palavras bem ditas”, “palavras mal ditas” e, também,
de “palavras não ditas”. Ao mesmo tempo, nas várias
circunstâncias em que vamos conduzindo a vida, carregamos a estranha sensação
de que nosso modo de operar as coisas ora realiza “obras bem feitas”,
ora “mal feitas” e “ora inacabadas”. Tudo isso vai nos
conduzindo em encontros e desencontros com as pessoas que amamos e que nos cercam
nos convívios diários. Enquanto caminhamos juntos neste mundo,
há tempo e é possível corrigir as palavras mal ditas e
derramar sobre as pessoas de nossa cercania as mais belas palavras “bem
ditas”. É possível ainda retroceder e tentar acertar obras
mal feitas, bem como nos doar intensamente ao desafio de uma constante e renovada
obra bem feita a ponto de torná-la per-feita (através –
processo). O que pode nos causar enorme remorso e dor é passar nossa
existência junto aos entes queridos e às pessoas de nosso convívio
sem dirigir-lhes uma palavra boa (e a boa palavra) que pode e poderia mudar
toda a nossa rede de relações. Também pode nos causar um
profundo arrependimento no entardecer da vida, o fato de olhar para trás
e perceber que: o que somos hoje é fruto de obras que foram iniciadas
com estímulo e boa vontade, mas, abandonadas numa determinada época
da história pessoal, por se deparar com certas dificuldades e conflitos.
Pode acontecer que; por não ter dito algo apropriado para um determinado
momento e por não ter feito uma obra culminar na sua realização,
amargue nossas lágrimas diante da tumba de alguém muito amado
e isso nos ponha um peso enorme na consciência. Enquanto temos a oportunidade
de um convívio, é mais inteligente e sensato aprender, enquanto
é tempo (e temos tempo), a falar e operar o que pode e deve ser dito
e feito, mesmo com o risco de, às vezes, dizermos de modo inadequado
e fazermos qualquer ação de maneira desajeitada. Faça enquanto
é tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
5 Maio 2009:
“Penetra com mais prazer o coração dos ouvintes
aquele discurso que a vida do professor recomenda” (São
Gregório, bispo de Roma entre os anos 590 e 604).
A fala deve ter respaldo na ação. Vivemos em um mundo cheio
de “palavras”, em que se multiplicam com os modernos instrumentos
eletrônicos de comunicação em tal velocidade, que fica difícil
comprovar se nestas palavras há respaldo moral de quem as falou. Com
isso nascem boatos, acusações, elogios, negativas e justificativas.
Por isso é necessário antes de acreditar no que é dito,
verificar sua origem e se quem falou tinha autoridade (notório conhecimento)
para afirmar tal coisa. Isto nos serve de alerta para evitar levar adiante algo
que ouvimos (ou lemos) sem termos certeza da veracidade dos fatos. E mais, só
“falar” (ensinar) do que comprovamos com a própria vida.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
4 Maio 2009:
“Não é merecedor do favo de mel aquele que evita
a colméia porque as abelhas têm ferrões”
(William Shakespeare, importante dramaturgo e escritor inglês, 1554-1616).
Os arranhões fazem parte da escalada. Trilhar um caminho de conquista
e vitórias querendo já na partida imunizar-se de sofrimentos,
obstáculos e dificuldades é, no mínimo, imprudência
e covardia. Querer merecer o alto da montanha sem os esforços típicos
de uma escalada árdua e cansativa é estupidez. Desejar realizar
qualquer tarefa ou empenho significativo na vida sem aceitar de saída
colocar-se cheio de boa vontade, decisão, espírito de sacrifício
e doação, é investimento inútil e esterilidade nas
obras. Quem almeja desfrutar da doçura e sabor de uma vida plena, do
gosto de uma verdadeira conquista (seja lá no que for), deverá
se esforçar. A alegria de estar bem com tudo e com todos, traz consigo
muitas vezes as durezas, as penas, as contrariedades, asperezas, lágrimas,
esforços e suores que surgem na existência de uma pessoa. O que
faz alguém sofrer, os ferrões que às vezes atinge e fere
sua pele, as pancadas que experimenta vindas de todos os lados, devem ser vistos
com outros olhos. Longe de ser um paredão que lhes tira a vontade, passa
a ser um lapidar para a perfeição com empenho e a decisão
de caminhar sem vacilo em direção ao certame que lhe foi proposto.
Quem tem clareza do certame que deve perseguir, intui com o tempo que tudo o
que lhe sobrevém de dificuldade ou tempestade não tem peso ou
importância nenhuma frente ao que vale a pena buscar e esperar. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
3 Maio 2009:
“Quando o relativismo moral se absolutiza em nome da tolerância,
os direitos básicos se relativizam e se abre a porta do totalitarismo”
(Papa Bento XVI, líder religioso nascido na Alemanha em 1927).
A água pode apagar o fogo, mas em excesso causa destruição.
A palavra absolutismo traduz um sistema de “governo” que impõe
sua opinião. Relativismo moral é uma maneira de pensar que avalia
por comparação caso a caso e com isso tudo é permitido
em matéria de moral. Quando esta maneira de pensar se impõe sobre
as demais, calando quem pensa diferente, deixa de respeitar a liberdade individual
e gera um novo tipo de imposição, virando totalitarismo. Pior
ainda quando esta tirania usa a força de governo para se impor. Ao fazer
isso se torna totalitário, ou seja, só tem vez e voz quem pensa
e age igual a quem domina. Tudo em nome da liberdade. (Reflexão feita
por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
1 Maio 2009:
“Quando alguém compreender que obedecer a leis injustas
é contrário a sua dignidade de homem, nenhuma tirania poderá
dominá-lo” (Mohandas Karamchand Gandhi (“grande
alma”), advogado, político e líder hindu, 1869-1948).
“Quem cala consente”. Quando os Fariseus (grupo religioso
político) questionavam Jesus sobre o cumprimento das leis do sábado,
Jesus respondia que "O (as leis do) sábado foi estabelecido por
causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Marcos
2.27). Ela foi parafraseada por John Rockefeller: "A lei é feita
para o homem e não o homem para a lei". Ou seja, as leis nascem
para facilitar a convivência humana entre as pessoas de bem, jamais para
servir de jugo para defender interesses de minorias. Mas hoje as leis brotam
em tal velocidade e defendendo a tantos interesses que ao povo resta a triste
tarefa de “arrastar as correntes da submissão” sem nada poder
fazer. Quem deveria ser seu representante nesta tarefa de legislar acaba cedendo
às pressões ou desistindo, tamanha é a força do
corporativismo. Jesus foi crucificado (também) por questionar o poder
do “Sinédrio” (Supremo Tribunal no tempo de Jesus) de impor
pesadas leis ao povo (nem seus membros podiam cumprir) sem entender a raiz do
preceito, que no caso do sábado, era propiciar um descanso semanal. Gandhi
desafiou as leis injustas inglesas que restringiam a liberdade do povo hindu
e teve sua represalia, mas resistiu e mudou. Quando todos reclamam, as “comportas
das injustiças” se rompem. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
28 Abril 2009:
“Se quiseres que o outro se cale, silencia tu primeiro”
(Lucius Annaeus Sêneca, pensador romano, 4 a.C. – 65 d.C.).
Só deveríamos falar depois de muito pensar. Ficou célebre
a frase do Rei Juan Carlos a Hugo Chaves pedindo para que se calasse (“Por
que não te calas?”). Este fato demonstrou como é desagradável
ouvir algo sem fundamentação e com falta de objetivo. A tendência
natural é rebater no mesmo tom, e assim como uma bola de neve descendo
uma encosta, a contenda só aumenta. Quando um silencia, faz com que o
outro também se cale. Mas se for necessário falar, antes de abrir
a boca, fundamente seus argumentos com fatos convincentes para que seus oponentes
fiquem sem reação. Palavras sem fundamento são como palhas
que alimentam as fogueiras da discórdia. (Reflexão feita por Jose
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Abril 2009:
“Quando todos os dias parecem iguais é porque o homem deixou
de perceber as coisas boas que surgem em sua vida cada vez que sol cruza o céu”
(Paulo Coelho, escritor brasileiro nascido em 1947).
Se pudéssemos contemplar as maravilhas que Deus faz todos os dias
em nossas vidas, seríamos eternamente gratos. Ao percebermos que nem
uma linha de impressão digital é igual à outra em todo
o planeta, embora as mãos pareçam iguais, sabemos que a bondade
do Criador cuida com carinho de toda a criação. O que falta é
a sensibilidade de perceber este amor de Deus em nós, velando nossos
passos. Quando nossos pensamentos e preocupações tomam conta de
nossa atividade mental, impedindo que percebamos algo diferente, deixamos de
ver as coisas boas acontecendo. Muitos mergulham nas preocupações
como quem mergulha em um rio, e esquecem que precisamos respirar para viver.
Ao respirar contemplamos as margens do rio, vemos o que estava oculto e recuperamos
as forças para continuar. Quem se encanta com a vida, é alegre
e tem mais força para vencer os desafios. (Reflexão feita por
José Irineu Nenevê). Bom trabalho. Bom dia! (13 anos)
26 Abril 2009:
“Cada coisa tem sua beleza, porem nem todos podem vê-la”
(Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C.).
Cada pessoa vê a partir de si. Quando a visão de um agricultor
se encanta com a harmonia de uma plantação, ou a de um entomólogo
com a beleza de um inseto, suas experiências nem sempre são compreendidas
por todos. Isto porque eles (a exemplo de outros) aprenderam a ver além
das aparências, e com isso captaram aspectos invisíveis aos demais.
Para captar a beleza oculta é preciso envolver a “alma”.
Mesmo a beleza física (que muitos a possuem) é vista de acordo
com parâmetros intrínsecos de cada um que a contempla. Para São
Francisco, a beleza de cada criatura era o reflexo da beleza infinita do próprio
Deus. Assim, quando ele abraça o leproso (desprezado pela sociedade em
seu tempo), sente que este “irmão” é o próprio
Cristo presente em seu sofrimento. Com os olhos vemos parcialmente, com o “coração”
envolvido, vemos o invisível. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
23 Abril 2009:
“É muito mais fácil errar com todo mundo que acertar
sozinho” (Daniel Tunes Dantas, ator brasileiro, nasceu em 1954).
Pensar diferente incomoda. Um episódio de desentendimento no Supremo
Tribunal Federal revelou que mesmo os “togados” estão em
desarmonia. Ao abrir suas fragilidades revelaram que quem detém a “batuta”
desta “orquestra” está longe dali. E mais, quem ousa discordar
é silenciado. Soou como se a “porta” do Supremo, que sempre
representou esperança, agora esteja se fechando a serviço de uma
“ideologia”. Assim, fica mais fácil andar com o “rebanho”
(errar como todo mundo) (sem pensar) do que liderar com “bom senso”
(acertar sozinho) (apontando caminhos). (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
22 Abril 2009:
“Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá
o vosso Senhor” (Jesus em Mateus 24, 42).
O bom vigilante pouco dorme, mas quando dorme, seus sentidos continuam alerta.
O contexto desta sentença é uma recomendação do
Mestre acerca da necessidade de estar vigilante. Ele cita as pessoas do tempo
de Noé que em vez de se prepararem para o dilúvio anunciado, preferiram
as alegrias e diversões, e quando ele veio, foram apanhados de surpresa.
Assim entendemos o sentido da expressão, o “dia em que o virá
o vosso Senhor”, ou seja, tem dois sentidos, o momento da morte de cada
um de nós, onde tudo se consuma, mas também é o dia em
que Ele virá para julgar vivos e mortos. Para alguns teólogos
é o mesmo, pois quem morre já se apresenta diante do Criador,
para ele o tempo deixa de existir. Ele (Jesus) continua comparando a necessidade
de estar vigilante a ação de um ladrão que surge quando
menos se espera. Hoje é uma raridade encontrar pessoas vigilantes em
todos os sentidos, estamos nos comportando como se os desvios de conduta fossem
o normal do comportamento humano e quem não aderir será taxado
de “otário”. Basta ver nossos representantes nos meios políticos
como agem em certas ocasiões. Tudo isso é reflexo de uma forma
de pensar que predomina em nossa sociedade. Manter-se fiel aos seus princípios
é um grande desafio. Incentivar a mudança de comportamento é
um ato de heroísmo, pois como Noé, será criticado. A decisão
é sua. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
21 Abril 2009:
“Alguns fazem as pazes com os defeitos, e logo chega a
sua ruína” (Santo Afonso Maria de Ligório, bispo,
escritor, poeta, musicista e Doutor da Igreja, 1696-1787).
Quem adia geralmente quer evitar. O ser humano sempre busca facilidades e se
acomoda na “zona de conforto”. Basta ver como preferimos comodidades
em detrimento de um pouco de sacrifício, ou seja, preferimos ir à
padaria da esquina de casa de carro do que a pé, mas sempre temos uma
desculpa para nossa falta de esforço, e geralmente é o tempo ou
o cansaço. Fazemos o mesmo quando o assunto é algum vício
ou defeito que precisamos corrigir. Tentamos justificar apontando defeitos maiores
em outras pessoas, questionamos a veracidade de estudos que apontam tal defeito
como prejudicial ao ser humano, fingimos desconhecer o problema. Quem chega
a tal ponto está em processo de autodestruição que culminará
com sua ruína. É necessário que a pessoa tome consciência
do problema, queira corrigi-lo. Evite “arranjar desculpas” ou justificativas
e com firmeza comece a trabalhar em sua solução. Como tudo está
(de certa forma) interligado, quando iniciamos na correção dos
menores defeitos, sem perceber estamos dando nova direção em nossa
conduta, e logo estaremos livres dos maiores. Mas, para isso é preciso
querer, ter força de vontade, agir o quanto antes. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
16 Abril 2009:
“Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.
A falta de amor é a maior de todas as pobrezas” (Madre
Tereza de Calcutá, religiosa Yugosláva que viveu na Índia,
1910-1997).
O amor envolve cada um em seu mistério. No Evangelho de Mateus (capítulo
7 versículos 1 e 2), existe uma máxima de Jesus admoestando seus
seguidores para “não julgarem para não serem julgados”,
pois quem julga acusa no outro o que está em si mesmo, ou melhor, condena
no semelhante o que (se enxergasse) desculparia em sua própria pessoa.
Aquele que julga seu próximo revela apenas que habita em um lugar estranho
ao “amor”. O amor está longe de julgamento ou condenação,
mas conforme o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios (1Cor
13) “o amor tudo desculpa”. Sem ignorar o que anda errado, o amor
desculpa porque está na “dimensão” do amar. Sendo
assim, as ações de julgar, condenar, extirpar ou combater o “mal”
existente estão fora do seu “vocabulário”. Isto porque
seu foco de ação é o próprio amar, em que ações
destoantes ficam fora. Por isso, que está na dimensão do amor
e em sua prática, ou seja, quem está em sua plenitude, tem como
tarefa a exigência única a de convocar o outro a participar da
graça desse mesmo amor para viver eterna e verdadeiramente. Eis porque
a sua falta (do amor) é que conduz às práticas de julgamento
e condenação, ou seja, sua ausência é sinal claro
que a pessoa está cheia de males que pretende lançar sobre os
outros em forma de juízos. Amar, portanto, é a maior de todas
as riquezas e quem possui, está na proximidade de tudo e de todos. Em
contrapartida, quem está longe desta realidade, ou a rejeita, é
o mais pobre e infeliz das pessoas e terá forçadamente que portar
cotidianamente a falta de sentido de sua existência vazia. Esta falta
aparece em seus “pesados passos”, quais chumbos amarrados aos pés.
Amar incondicionalmente o semelhante, seja ele quem for, é deixá-lo
fluir em seu mistério (“ser” o que é), mistério
este que nenhum de nós conhece ou sabe onde vai dar, logo sem o direito
de julgar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
15 abril 2009:
“Entusiasmo é a inspiração de qualquer
coisa importante. Sem ele, nenhum homem deve ser temido; e com ele, nenhum homem
deve ser desprezado” (Christian Nestell Bovee, autor americano,
1820-1904).
Quem tem Deus consigo tem entusiasmo. Entusiasmo na língua grega vem
do termo “en” (dentro) mais “theos” (Deus), que alguns
preferem traduzir por “estar cheio de Deus”, outros, por “inspiração
divina”. Essa palavra sugere alguém cujo ser é habitado,
movido, inspirado, conduzido pelo vigor de Deus. Este vigor de Deus é
o seu amor. Amor incondicional, gratuito, eterno e incomensurável. Esse
amor nos amou eternamente, eternamente nos quis nos criou, nos acompanha, nos
guarda e mantém. Em Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado, esse
amor se revelou de forma plena aos homens. Daí que pessoa entusiasmada
é bem diferente do indivíduo otimista, positivo, alegre (no sentido
psicológico). É aquele que carrega consigo a graça, a jovialidade
do “Deus amor” e do “amor que é Deus”, em tudo
o que é e faz. Significa que todo seu “ser” e todas as suas
obras são geradas, possibilitadas, amadurecidas, conduzidas, inspiradas
a partir dessa fonte maior que tudo sustenta e move. Quem está impregnado
de tal vigor (entusiasmo) tem em si a mesma força e dinâmica de
“ser” do próprio Deus. Por essa razão ela pode cantar
com o salmista: “nada me falta” e “nenhum mal temerei”
(Sl 22). Pode ainda com o apóstolo Paulo exclamar confiante: “tudo
posso naquele que me fortalece” (Fl 4, 13). Isto nos remete a uma pergunta:
será que essa presença jovial, viva e eterna de Deus em cada ser
humano que a fé cristã ousa proclamar em alto e bom tom ao mundo
inteiro (a partir de cada celebração pascal), como sendo o evento
da Ressurreição do Senhor? Ela que funda novo céu e nova
terra, que gera homens e mulheres novos, enfim, que nos deixa no júbilo
incontido, na alegria de estar plenos de Deus e do seu amor superabundante?
Não será essa plenitude divina que nos acolhe em nossa miséria
e pequenez, que nos ama e redime e nos envolve e cumula de ternura infinita,
a imprimir em nós uma explosão do que se chama entusiasmo? Se
for isso mesmo, Páscoa cristã, celebração da Ressurreição
do Senhor é o evento maior de pessoas e de um povo entusiasmado, ou seja,
daqueles que plenos da presença Deus o portam consigo e o testemunham
na consciência, alegria e gratidão de serem, com Jesus Cristo,
filhos infinitamente amados. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
14 Abril 2009
“A vida só se compreende mediante um retorno ao passado,
mas só se vive para diante” (Soren Aabye Kierkegaard,
filósofo e teólogo dinamarquês, 1813-1855).
Presente, passado e futuro são como ritmos de uma mesma “sinfonia”
da vida. Olhar para trás sem pessimismo doentio, sem espírito
murmurante e saudosista, pode ser a forma mais fascinante, humilde e saudável
de fazer uma boa leitura da vida. Por sua vez, tal olhar, longe de ser apenas
uma visualizada rápida, passageira e curiosa de fatos acontecidos, é
penetração, visão larga e atenciosa, admiração
e encantamento, investigação e acolhida da abrangência da
vida no seu dar-se cheio de confluências, diferenças, mistérios
e surpresas. Ao mesmo tempo, esse olhar nada tem de um recuo “bitolado”
(restrito), cujo intuito maior é aquele de ter certezas e seguranças
do que se foi. É, ao contrário, um ir a fundo a cada experiência
acumulada e um trazer à tona o espírito, ou melhor, aquele sentido
mais essencial de tudo que uma vez originou, desencadeou e possibilitou todas
as experiências que marcaram para sempre nosso destino histórico
como indivíduo e sociedade. Somente fazendo um mergulho radical assim
no que chamamos “passado” é que podemos viver nos dispondo,
propondo e nos projetando em direção a novos horizontes e paisagens
inesperadas do que chamamos “futuro” e manter os pés bem
embasados na realidade “presente”. Viver assim é abarcar
a vida num todo e evitar fazer dela uma estreiteza de compreensão e de
ritmo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
13 Abril 2009
“Tendes o que comer? Apresentaram-lhe um pedaço de peixe
assado. Tomou-o e comeu-o diante deles” (Evangelho de Lucas 24,
42-43).
Quem crê em Cristo Ressuscitado tem outros olhos para a vida. Diante do
espanto da aparição de Jesus após a ressurreição,
e para dirimir qualquer dúvida, ele se alimenta com eles, provando assim
que ele estava vivo, havia ressuscitado, a morte tinha sido derrotada. E se
despede deles dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias até
a consumação dos séculos!” (Mt 28, 20). Só
pode viver alegre quem tem a certeza de ter Deus ao seu lado. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
9 Abril 2009
"A violência jamais resolve os conflitos, nem sequer diminui
suas consequências dramáticas" (Karol José
Wojtila, “Papa João Paulo II”, operário, atleta e
religioso polonês, 1920-2005).
Deus pensa em seus filhos com carinho. De alguns anos para cá, a humanidade
vem sendo desafiada a pensar seriamente no modo como vem se posicionando na
sua responsabilização por si mesma neste mundo. Pouco a pouco
ela se vê (mesmo forçadamente), diante da exigência de ter
que dar um sentido bom e criativo a tudo o que vem sofrendo e experimentando
nos últimos séculos, especialmente, no que se refere às
últimas tragédias ligadas à guerra e à natureza.
Esses dois fenômenos foram acionados pelo que se poderia denominar com
a palavra violência. Violência, no caso, foi a violação
que o homem fez ou provocou em si mesmo, nas raízes de seu ser, a ponto
de sentir-se fora de casa, banido de sua própria existência. Desta
forma, ele vive exilado numa pátria estranha e agindo o tempo todo como
um inimigo de si mesmo, de todos e de tudo para salvar a própria pele,
bem como sonhando um dia alcançar a paz de sua terra natal. Para sobreviver
em terra estranha ele tenta resolver os conflitos que o afligem sem nenhum princípio,
apenas confiado na sua própria capacidade de combate, sem importar-se
com o sacrifício de quem quer que seja. Na busca de safar-se, não
sente nenhum remorso se com seus golpes fere ou mata seu semelhante com o ataque
cruel de sua espada de ira. No desespero de sempre ganhar, impõe mais
e mais ódio em si mesmo, aumenta a proporção dos conflitos
e cega-se diante da situação dramática que vai se avolumando
ao seu redor. A violação que o homem imprimiu em seu ser, acaba
por atingir o universo inteiro e desencadeia uma avalanche de destruição
que já alcança dimensões planetárias. Violar sua
própria lei de ser humano é no fundo trair-se e autodestruir-se.
Olhando nessa perspectiva, a Semana Santa cristã está propondo
uma rica e belíssima reflexão para todas as pessoas. O de pensar
no “como” o Filho de Deus, Jesus Cristo, sentenciado injustamente,
hostilizado num processo sumário, torturado e morto de forma infame,
se posicionou frente aos algozes e à violência (no sentido de violação)
dos homens. Ele mostrou até o fim que tudo o que façamos como
anjos ou demônios (pois somos capazes de tudo), ou para além de
tudo o que fizermos a Deus e ao semelhante, a última palavra sobre o
destino humano é de Deus. Aconteça o que acontecer, façam
os homens o que lhes aprouver de mal, Deus voltará para a humanidade
com os seus olhos e seu coração num amor incondicional e sem explicação,
para fazer pacificar o ser humano o que este livre e voluntariamente violou,
isto é, sua dignidade e sentido de ser. Eis, então, uma das razões
pela qual a Semana Santa cristã se coloca ao alcance de todos; não
para ser uma mera semana de contemplação de atos de violência,
choro, dores e condenação sumária de um inocente, mas,
uma ação imensamente amorosa da parte de Deus para com os Homens.
De certa forma, para resgatar neles a sua saúde originária (salvação),
desde o momento em que eles violaram sua unidade essencial, ou melhor, quando
de forma indelicada e astuta, romperam o sentido único e absoluto de
sua existência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
8 Abril 2009:
“Quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém,
perdoai-o, para que também o vosso Pai que está nos céus
vos perdoe as vossas ofensas” (Jesus em Mc 11, 25).
A paz começa em um coração puro. Em períodos fortes
de oração, como o da Quaresma, nós fazemos uma revisão
de vida, buscando corrigir as distorções para assim continuarmos
nossa caminhada de forma mais correta. Quando oramos é como se estivéssemos
conversando em um celular com Deus, ou seja, nossa atenção deve
estar no diálogo. De certa forma é como se estivéssemos
diante de nosso interlocutor, no caso da oração, o próprio
Deus. Neste trecho do evangelho Jesus diz que, diante de Deus em oração,
se você tiver alguma coisa contra alguém, perdoe, isto é,
limpe o seu coração de rancores, mágoas, ressentimentos
e afins com um perdão sincero, para que sua oração seja
pura. Então o Pai também lhe perdoará, e assim você
vai conquistar a verdadeira PAZ. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
7 Abril 2009:
“Cuidado para que as vitórias não carreguem a semente
de futuras derrotas” (Ralph Washington Sockman, escritor e radialista
americano, 1889-1970).
Nenhuma vitória conseguida a custa do sacrifício de subalternos
e colaboradores injustiçados, ou mesmo da humilhação dos
derrotados, carrega a alegria plena do êxito; pois, em sua base existe
a lágrima dos mais “fracos”. Quem constrói o seu futuro
agindo com injustiças, desonestidades, falcatruas e mentiras, carrega
consigo ‘a semente de futuras derrotas’. É semelhante a um
castelo construído sem bases sólidas, que pode ruir diante das
intempéries. Passa o tempo, e quando menos espera tudo se desmorona.
Todo o nosso agir deve ter como pano de fundo o princípio milenar de
sempre dar o “melhor” de nosso “ser”, para jamais nos
arrependermos no futuro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Abril 2009:
“A paciência é amarga, mas seus frutos são
doces”. (Jean Jacques Rousseau, escritor, compositor e filósofo
suiço, 1712-1778).
É reservado a poucos o entendimento de questões profundas,
aparentemente contraditórias. A “paciência” tem dois
enfoques distintos. Antes de qualquer coisa, “paciência” é
um dom de Deus e uma virtude cultivada na alma humana. Na etimologia latina,
paciência quer dizer “patientia” com o significado de padecer,
ou melhor, sofrer ou suportar os sofrimentos. Suportar é colocar os ombros
por baixo e carregar com grande ânimo os pesos da vida. A vida tem muitos
e diferentes pesos para que se carregue e cada um tem uma medida de peso para
suportar. No primeiro sentido pode acontecer de se carregar os pesos da vida
ou suportá-los com murmuração e impaciência. Essa
postura desgasta muito e não acrescenta nada de bom ao viver, pelo contrário,
o torna insuportável. Geralmente cria pessoas rancorosas, murmurantes
e temperamentais, do tipo que está sempre reclamando, culpando e agredindo
tudo e todos. Aqui a “paciência” apenas tolera até
o ponto em que a pessoa ou implode ou explode. O fruto dessa falsa “paciência”
é a pressa, a afobação, o fazer mal feito, a irritação,
o desespero, a inquietude e a sensação de que tudo está
sem suporte, sem raiz e profundidade. E por não querer suportar os males
que sobrevêm a elas, mais males se acumulam sobre seus ombros. Já
no outro sentido de “paciência”, aquela que é amarga,
mas que traz frutos doces, com ela a pessoa vislumbra um grande bem e caminha
em sua direção com toda a disposição do corpo, do
coração e da alma. Com tal ânimo ela encara tudo o que vier
de contrário e suporta todos os males adversos como se todas as contrariedades
não representassem nada de significante em relação ao bem
que esperam alcançar. Essas são as que em suportando os males
encontram o bem, evitam tantos outros males e conseguem carregar a vida com
mais leveza e alegria. A amargura que experimentam no suportar os pesos e durezas
de cada dia e de cada situação, produz no seu caráter frutos
doces de compreensão, amabilidade e resistência. Na trajetória
da paciência é preciso ser bastante inteligente na avaliação
dos valores, isto é, em nome de certos vícios e prazeres fúteis
muitos suportam trabalhos duros e dores sem tamanho para alcançar a coisa
desejada que ao final só lhes concede amargura sem fim, vazio e insatisfação
de vida. Que tal, então, se o verdadeiro exercício da paciência
for aquele de suportar asperezas, golpes, dificuldades e feridas, mas que no
fim (enquanto consumação de um trabalho interior), escondem dentro
de si uma surpresa incalculável de bens que se converte em doçura
da alma e prêmio de valores e virtudes que nada e ninguém poderá
tirar da pessoa? (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
1 Abril 2009:
“Quem não sabe chorar de todo o coração,
também não sabe sorrir.” (Golda Mabovitch, mais
conhecida como “Golda Meir”, estadista israelita, 1898-1978).
A espontaneidade em se expressar é reservada aos puros de coração.
Chorar e sorrir são duas formas puras da “fala da alma”.
Saber manifestar cada uma dessas realidades traz uma enorme liberdade ao coração,
além de uma leveza surpreendente na forma de viver. Embora o mais comum
e cômodo na vida seja sorrir nas horas alegres e boas e chorar nos momentos
tristes e ruins, existem aqueles que aprenderam a sorrir em meio às adversidades
e a chorar diante de situações felizes. Esses são os que
colocam o coração inteiramente aberto e receptivo a tudo o que
é verdadeiramente humano e digno de ser amado e querido. Talvez esteja
aí o que mais suscita nosso choro e sorriso, ou seja, quando somos atingidos
como um “raio” no âmago de nosso ser. Chorar ou sorrir nessa
experiência de “atingimento” (ser atingido) é sempre
algo muito real e dissolve qualquer dureza ou insensibilidade que impede a pessoa
de deixar aparecer a comoção de um choro ou a alegria de um sorriso.
Aprender a sorrir e a chorar neste mundo que comporta tantas situações
que nos afetam a interioridade e a “pele”, sem repressões
e exageros, é uma arte que nos faz melhores, mais simples, mais serenos,
mais vigorosos, mais gratos e menos indelicados com a vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
31 Março 2009:
“Tenha sempre presente que a pele se enruga, que o cabelo se torna
branco, que os dias se convertem em anos; mas, o mais importante não
muda! Tua força interior.” (Agnes Gonxha Bojaxhiu, que
adotou o nome de “Madre Tereza de Calcutá”, missionária
católica de origem albanesa, 1910-1997).
Quando cada fase é bem vivida, a maturidade é intensa.
Por que será que mesmo sem querer começamos a caminhar e orientar
boa parte de nossos empenhos e desempenhos na vida ao redor de uma ideologia
chamada “elixir da eterna juventude”? Tal ideologia conseguiu fazer
uma lavagem cerebral em muitos a ponto de instaurar em toda uma geração
uma espécie de “ditadura da juventude” (e o mercado de trabalho
que o diga!), ou seja, consegue impor uma mentalidade onde quase ninguém
quer assumir-se como velho, quando o é, e nem deseja sê-lo no futuro.
Parecer jovem é a ordem maior nesse universo ditatorial. Muda-se o nome
de velho para pessoa idosa como uma tática ou tentativa de driblar a
si mesmo e a sociedade, achando que o jogo de mudança diminui o realismo
da velhice. Outras vezes fica-se no “esconde-esconde” de dizer que
só envelhecemos quando não temos o “espírito”
jovem. E, assim, de desculpa em desculpa, de drible em drible, se envereda pelo
caminho dos cremes, das cirurgias, das tinturas nos cabelos, das academias,
das ervas milagrosas (bom e necessário em certas circunstâncias),
para afugentar o fantasma da velhice e do envelhecimento. Fugimos da velhice
e do envelhecer. Demora-se a perceber que tal fuga é inútil e
sem sentido ou, como é comum acontecer, se é forçado mais
cedo ou mais tarde enfrentar a velhice e reconhecê-la como pertencente
ao processo da vida em maturação. Chegará o dia que se
terá que olhar com realismo as próprias rugas e reconhecer, mesmo
debaixo de uma tintura dos cabelos, que eles ficaram brancos; que os dias passaram
e o tempo de adolescente e jovem já tiveram sua vez. O grande mérito
da velhice é que ela é muito realista com as pessoas. Ela deixa
as pessoas frente a frente consigo mesmas, sem máscaras ou subterfúgios
para dizer a elas que ela, a velhice, tem sua própria grandeza e beleza
no destino da vida. Ela é apenas uma fase nova e de exigências
diversas. E o que é melhor, a velhice diz nua, clara e espontaneamente
que em toda e qualquer fase da vida o importante mesmo é cultivar a força
interior, ou seja, aquelas energias e disposições essenciais do
ser humano que o tornam maduro, pleno, vigoroso e sadio no seu ser. Aos que
desde cedo se ocuparam nessa tarefa de cultivar as forças interiores,
a velhice é uma colheita rica e frutuosa de tudo o que se plantou e cultivou
ao longo dos anos passados, dos dias transcorridos na graça e na alegria
da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(13 anos)
30 Março 2009:
“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo
pedras e plantando flores” (Cora Coralina, pseudônimo de
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mulher simples, doceira de profissão
e grande poetisa goiana, 1889-1985).
Quem pensa no outro, ajuda sem nada exigir. A vida ao ser comparada a
uma montanha que deve ser escalada, traduz o grau de difículdade que
deve ser (ou foi) enfrentado. Em uma escalada, a predisposição
em vencer é fundamental; pois, a empreitada vai exigir força,
controle e habilidades. Mas, quando a pessoa além de escalar, se predispõe
a remover os obstáculos (removendo pedras), para facilitar a escalada
dos que virão, e ainda alegrar com ânimo (plantando flores) para
tornar bela esta missão, esta pessoa é extraordinária.
Muitos são os que se preocupam apenas consigo, deixando cada um se virar
sozinho. Mas, quem tem um grande “coração”, se preocupa
com os outros e procura deixar um caminho limpo e seguro para as gerações
vindouras. Isto é feito todos os dias em pequenos gestos como: separar
o lixo, guardar o que estiver fora de lugar, limpar o que estiver sujo, consertar
o que estiver quebrado e principalmente animando e orientando quem estiver perdido
ou confuso. Alguns apenas lançam sementes para que outros colham os frutos.
Mas, em todos eles há um compromisso em ser melhor que ontem. A recompensa
para todo este esforço está nos braços do “Pai Nosso
que está no céu”. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
29 Março 2009:
“A boa didática é aquela que deixa que o pensamento
do outro não se interrompa e que permite que você, sem aviso prévio,
tome a direção correta” (Enrique Tierno Galván,
político e intelectual espanhol, 1918-1986).
Impor é fácil, conduzir na direção certa
é mais difícil. Ao pensar no professor, imagino uma fêmea
do reino animal cuidando de seu filhote. Ao mesmo tempo em que o protege e alimenta,
ensina por meio de pequenos desafios, para que ele aprenda por si, sem deixar
seu lado lúdico. Assim, saber ouvir, deixar que o outro se expresse,
para bem direcionar, são elementos importantes para conduzir ao saber.
E como é difícil ouvir. Normalmente confrontamos o que está
sendo dito com o que já temos em nossa mente e muitas vezes concluímos
nossa interpretação sem que o outro termine seu discurso. Geralmente
as conclusões estão erradas, por falta de saber ouvir. Mas um
bom educador direciona para o caminho correto, a partir do que está ouvindo,
sem que o outro perceba. (Reflexão feita por José Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Março 2009:
"Ninguém pode conceber tão bem uma coisa e fazê-la
sua, quando a aprende de outro, em vez de inventá-la ele próprio."
(René Descartes, filósofo, cientista e matemático francês,
1596-1650).
Adotar é bem diferente de gerar (inventar, criar). No reino do
conhecimento, uma coisa muito importante é aprender a inventar. Inventar
(de “invento” no latim) é descobrir. Descobrir é tirar
o véu (desvelar). Só que tirar o véu não é
uma mera ação do sujeito. Tirar o véu aqui é no
sentido de deixar aparecer, permitir que a coisa ela mesma se mostre. O sujeito
nesse caso é o que vai atrás, caça, procura, investiga,
e que fica de olho até que a coisa se revele (surja). E quanto surge,
ele capta aquela realidade nova e inaudita sem apropriar-se dela. Simplesmente
ele a acolhe como um dom precioso e fala, escreve, pinta, se movimenta, pensa
e vive a partir dela. E por saber do que se trata, a apresenta aos demais e
ao mundo quase como um anfitrião recebendo e mostrando a casa aos convidados.
Esse é o inventor, o servo da inspiração, da criatividade,
da novidade. O inventor, no entanto, é alguém altamente tarimbado
na arte da escuta e da captação. Eis porque nele se dão
e se formam grandes idéias, grandes obras e grandes invenções.
No aprendizado, acontece algo semelhante. Para conceber (dar à luz ou
deixar vir à luz) uma obra “do pensamento”, para articular
uma boa idéia, ou seja, para aprender a pensar, o melhor mesmo é
o que brota da pessoa. Em outras palavras, num trabalho pessoal de concepção
vai gerando no encontro e confronto com o mistério do saber e do saber
do mistério, e não o que aprende de outro. Aprender dos outros
é muito bom e importante; mas, isso não pode dispensar ninguém
da tarefa mais árdua e exigente, porém a melhor e maior, de ter
que conceber o saber, de dar a luz ao conhecimento, de fazer seu (sem apropriar)
o que lhe foi dado inventar. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
26 Março 2009:
"Não existem métodos fáceis para resolver
problemas difíceis" (René Descartes, filósofo,
cientista e matemático francês, 1596-1650).
No difícil, o empenho deve ser redobrado. Método na língua
grega é “Méthodos” que na acepção de
alguns recebeu o significado de um programa prévio que determina as ações
de uma pessoa para atingir determinados fins. Em outros casos quer dizer um
modo de proceder para atingir certos objetivos. Tudo isso tem sentido e gera
toda uma compreensão na vida ou, melhor dizendo, já é no
mundo da vida uma compreensão. No entanto, nas raízes gregas,
método é um caminho onde nada está fixado ou determinado.
Todo o proceder e agir que se articula aí dentro é adquirido na
medida em que se caminha. O método enquanto caminho só se revela
no caminhar de quem se dispõe a caminhar no caminho que se apresenta
cada vez novo. E no caminho da vida, nada está predeterminado, nem fixado,
tudo é nova conquista e responsabilidade na decisão de ter que
ser. Por isso, no que toca aos grandes problemas e questões, as coisas
só se dão como exigência e desafios. Por ser exigência
e desafio, nenhuma realidade se dá ou se firma sem dificuldade e trabalho
do espírito. Um caminho, nessa acepção, acaba sendo um
“descaminho” e problemas difíceis (que possuem jeito e busca
de solução fácil) se tornam enigmas sem resolução.
Problema difícil, no sentido de “questão de peso”,
exige investigação duradoura e trabalho suado de busca, sem certeza
de encontrar respostas prontas. O difícil aqui tem a ver com maior disposição
e empenho para se colocar na investigação e estudo dos problemas
e questões. O difícil que dificulta nosso desejo de saber, de
ter respostas fáceis, de adquirir soluções imediatas etc.,
é apenas um jeito “mestre” a nos ensinar a doar mais no que
acreditamos ser de fato importante em nosso caminho. Isso significa que tudo
que se nos apresenta como difícil é para exigir que caminhemos
um pouco mais rumo ao desconhecido. Eis porque saber perseverar no caminho quando
tudo se apresenta difícil e sem solução é uma arte
que descortina novas, inesperadas e surpreendentes paisagens para os aventureiros
do caminho da vida. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
25 Março 2009:
“Em tua vida, está ruim a tua fama? Arruinada mesmo, prá
valer? Eia, pois, agora sim, podes viver à vontade” (Wilhelm
Busch, desenhista e poeta alemão, 1832-1908).
Quem vive apenas para agradar os outros, nunca o satisfazem plenamente;
com isso, perde sua inspiração de vida. A palavra fama designa
reputação, opinião pública. Uma fama se arruína
quando entra em degradação com os padrões existentes. Mas
nem sempre, isso é de todo ruim, pode ser o marco de um novo começo.
São Francisco de Assis foi preso por seu pai, pois este o julgou louco
por distribuir as roupas de sua loja aos necessitados; estava fora dos padrões
da época. Diante do Bispo que o julgava, e em função das
argumentações do pai, ele tira a roupa que vestia (fica nu) e
devolve a seu pai, dizendo: agora meu pai é o Pai Nosso que está
no céu. Saiu, vestiu uma túnica (igual a dos pobres) amarrou com
uma corda e seguiu seu coração, cuidando inicialmente dos leprosos.
Assim ele pode viver em liberdade, dando o melhor de si, sendo autêntico
consigo mesmo; eis a verdadeira liberdade. Até hoje seu nome é
lembrado com respeito, pois sempre buscou se superar, sem se preocupar em ser
exemplo, apenas em viver livremente a serviço do Pai Eterno. (Reflexão
por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
24 Março 2009:
“Se o seu navio não chega, nade até ele”
(Jonathan Harshman Winters, ator americano nascido em 1925).
Antes de reclamar da porta fechada, tente abrir a maçaneta. A
palavra “navio” (do latim “navigiu”) designa uma embarcação
de grande porte. Este tipo de transporte é para distâncias longas.
Seu calado (profundidade abaixo da linha d’água) o impede de chegar
a águas rasas. Quem fica esperando uma grande oportunidade na vida (como
um navio) e ela demora a se concretizar, talvez seja necessário tomar
a iniciativa, sair da comodidade da praia e ir ao encontro do navio. Muitas
vezes depende de nós completarmos o que falta para que tudo dê
certo. Esperar que outro faça pode ser sinal de preguiça. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
23 Março 2009:
“Um precisa de freio, outro, de esporas” (Dito
latino).
Quem se controla dispensa controle. Se imaginássemos a nós
mesmos como: ora precisando de freio, ora precisando de esporas, veríamos
como é dinâmica a existência humana. Por vezes somos mais
impetuosos, instintivos, atrevidos, desbocados, encrenqueiros, irascíveis,
agressivos, precipitados, sem “papas na língua”, opressores
etc. Nesses momentos precisamos de freio para evitar consequências desastrosas.
Em outras situações, somos mais preguiçosos, cheios de
má vontade, medrosos, inibidos, “desconfiados”, covardes
e até molengas! Aqui é necessário cutucar-nos com esporas
para sermos mais dinâmicos, espertos, atentos e audazes. Freio e esporas
são dois recursos a nos ajudar no cotidiano e na educação
de nossa personalidade. Quando estamos bem (no sentido de “bem trabalhado”,
equilibrado e não “bem” no sentido moral simplesmente) isso
pode ser fruto muitas vezes de um enorme esforço que vínhamos
fazendo de nos colocar freios e de nos cutucar. Isto porque sabemos intuitivamente
o que nos afetam negativamente a natureza e o espírito. Quando estamos
mal, isso representa que ficamos soltos, sem autocontrole, jogados ao bel prazer
de nossos apetites e tendências, sem nos impor limites. Nesse caso, sim,
estamos nos cutucando para o distanciamento do trabalho pessoal e freando as
boas iniciativas de nossa responsabilização para conosco mesmos.
Em situações assim, pouco adianta culpar os outros, o governo,
os familiares, os colegas, o inimigo, as estruturas e assim por diante, pois
as tarefas de frear e cutucar são de cada um que quer crescer no próprio
processo de individuação. Mostra ser inteligente e “pé
no chão” quem não precisa de nada e de ninguém para
freá-lo e cutucá-lo na responsabilidade de ter que ser, mas impõe
a si mesmo, continuamente, esse difícil, árduo e dedicado trabalho.
É isso que livra qualquer “ser” humano de ser escravo e dependente
dos demais, ou melhor, o torna autônomo, responsável e pleno no
seu ser. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
20 Março 2009:
“É fácil proteger o corpo contra as flechas envenenadas
que vem de fora, mas é difícil defender a mente dos dardos envenenados
que vem de dentro” (Shakymuni, líder religioso nascido
no Nepal, 563-483 a.C.)
Em terreno escorregadio é prudente cuidar onde se pisa. A experiência
humana, em diversas culturas, aponta a dificuldade em dominar nossas tendências
mais profundas. Nesta constatação percebemos que elas são
mais prejudiciais que “ataques externos”, pois elas atingem o nosso
ser. Talvez em função disso que São Francisco tenha comparado
o “corpo” (mente e corpo) a um animal de montaria (burrinho) que
deve ser dominado com “rédea curta” para que nos obedeça.
Quando nosso “espírito” está forte ele é capaz
de perceber um ataque externo (flechas envenenadas) e preparar sua defesa. Quando
está fraco, minado por nossas fraquezas (dardos envenenados), ele nem
percebe o perigo e quando ele se concretiza, é incapaz de reagir. Esteja
sempre atento para evitar cair nas tentações (dardos envenenados)
que nascem em seu interior lhe oferecendo vantagens irreais, ou comodidades
absurdas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
18 Março 2009:
“Acalenta a serpente, que ela te dará o pago”
(Dito latino).
Quem brinca com o perigo acaba se machucando. A menos que esteja muito
bem domesticada e, assim mesmo, com certos cuidados, acalentar uma serpente
é sempre um risco. O relato da Criação no livro bíblico
do Gênesis, coloca nesse animal o símbolo maior da astúcia,
da mentira e dissimulação. Ela aparenta proximidade, finge interesse
e quando menos se espera, dá o pago! Talvez por isso, a serpente é
mais do que um animal ou um mito presente nas variadas culturas. Ela é
o estereótipo (modelo mais original e originário) de uma postura
humana muito comum nos indivíduos e grupos sociais. É um artifício
político para seduzir eleitores, uma artimanha nos ambientes de trabalho
para denegrir imagens, suscitar maledicências e inimizades. É,
sobretudo, uma arma “linguística” de enganar inocentes com
ares de verdade. Arma, aliás, muito usada no comércio, em rodas
de conversas e mercado de trabalho. A atitude de serpente pode sugerir em outros
contextos coisas interessantes como a agilidade, sabedoria e rejuvenescimento.
Porém, em todos os povos ela se apresenta como um bicho traiçoeiro
e astuto. Nos tempos atuais, a atitude de serpente no seu aspecto simbólico
decadente aqui citado (pois na sua origem não dá para pensar nela
como algo ruim e mau), se encarna e se expressa em todas aquelas pessoas que
se camuflam de proximidade e gentileza nos meios sociais, artísticos,
familiares, empresariais. Tal atitude de serpente é simples e unicamente
para alcançar e satisfazer seus interesses, muitas vezes, mesquinhos.
“Serpentear” para galgar postos, derrubar concorrentes, afugentar
inimigos imaginários, conseguir desvirtuar a verdade e impor os próprios
desejos sobre os demais, é o estilo venenoso dos tempos atuais que muitos
encontraram para fazer valer-se dentro das estruturas e instituições
sociais e religiosas. Em contrapartida, outros tantos, com receio de serem excluídos
do mesmo mundo de dissimulação, acabam por acalentar a serpente
achando que serão poupados de seu ataque e traição. É
o mesmo que pensar em Herodes cuidando do berço de Jesus. Talvez seja
por isso que os textos bíblicos na sua experiência milenar sempre
exortaram a humanidade à prudência e distância em relação
à serpente. Se essa serpente for vista como uma realidade presente dentro
de cada um de nós, quando sentimos aquela voz sedutora e traiçoeira
a querer nos persuadir do que “não queremos”, “mas
queremos”, devemos estar atentos. É aí que a distância,
a prudência, a sensatez e a vontade firme de não ouvi-la, serão
ótimos conselheiros de nossa consciência e de nosso destino. Caso
contrário, mais cedo ou mais tarde teremos a nossa paga! (Reflexão
feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
17 Março 2009:
“Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto
de voar” (Helen Adams Keller, escritora, conferencista e ativista
social americana, 1880-1968).
Antes de alçar voo, o pássaro deve acreditar que é
capaz. A palavra rastejar significa estender-se pelo chão, viver em condição
humilde ou ter atitude humilhante. No caso de Helen Keller, ela tinha tudo para
viver “rastejando”, pois era cega, surda, muda e teoricamente estaria
condenada a ter uma vida em total dependência da caridade alheia. Mas,
alguém (Anne Sullivan Macy) dedicou seu tempo e fez esta criança
utilizar os outros sentidos para se comunicar (praticante só o tato),
com isso desenvolveu sua inteligência e Helen se tornou uma das mentes
mais brilhantes dos últimos tempos. Indescritível a alegria dela
quando venceu as barreiras que a natureza lhe impôs e conseguiu perceber
tudo a sua volta. Seu exemplo nos faz acreditar que para quem tem um sonho e
percebe seu potencial, as barreiras são apenas alavancas de aperfeiçoamento.
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
16 Março 2009:
“Bem manda quem antes bem obedeceu” (Dito Latino).
Mandar e obedecer são dois pratos da mesma balança. Obediência,
mais que acatar ordem, é uma autodisciplina de saber ouvir e procurar
corresponder ao dom divino de bem escutar. Bem escuta quem procura ouvir a “alma”
de quem pede. São Francisco tinha na obediência um trampolim para
sentir a vontade de Deus. Dizia que os animais eram obedientes porque correspondiam
ao bem que Deus fez neles. Assim, a “obediência franciscana”
procura descobrir (auscultando o “coração”) os bens
de Deus em toda a parte, nas criaturas, nas pessoas e nos acontecimentos, para
poder retribuir à altura. Quem assim age vai saber mandar, pois sua ordem
terá consigo toda a experiência da escuta, e o desejo de ser portador
da vontade divina. Com isso, jamais se colocará em uma posição
superior que procura humilhar, mas de servo que procura ensinar, pois sabe que
todos aprendem quando há amor na obediência. (Reflexão feita
por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
15 Março 2009:
“Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação,
a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a
espada?” (Carta de São Paulo aos Romanos 8,35).
No aprendizado da vida, Deus está ao nosso lado. Em meio às tribulações,
enfermidades, catástrofes naturais, fome de milhões de pessoas
e a tantos sofrimentos pelos quais a humanidade atravessa em todas as épocas,
de modo especial, hoje, é muito comum ouvir de pessoas crentes e não
crentes: Onde está Deus? Se Ele nos ama, por que permite tudo isso? Que
Deus amoroso é esse que fecha os olhos frente às injustiças
e maldades de toda espécie neste mundo? O texto de São Paulo,
no entanto, alerta para um ponto essencial, (jamais deve ser esquecido) que
anterior a tudo que somos e temos, a tudo que passamos e sofremos, está
o amor de Deus por nós em Jesus Cristo. Amor de Deus por nós significa
o amor que Ele tem por nós (diferente do amor que nós temos por
Ele). Tal amor é anterior a todas as nossas iniciativas e expectativas.
É imensamente maior a tudo que sabemos e pensamos sobre Ele. Ele é
o “fundo” mais profundo de nós mesmos e está em todos
os pontos de nossa existência (quer admitamos ou não). Já
nascemos, crescemos, vivemos e morremos n'Ele. Nada em nós escapa à
sua abrangência. Estamos tão dentro d'Ele (às vezes nem
percebemos) que toda realidade dessa vida está perpassada por esse amor.
Ele nos envolve e cobre de tal modo que mesmo cegos à sua presença,
tudo Ele atinge e penetra. É n'Ele que tudo existe e subsiste e sem Ele
nada resiste. Por tudo isso é que podemos dizer que nada pode nos separar
desse amor, pois nos amou por primeiro, eternamente pensou em nós e nos
quis, independentemente se o amamos, Ele nos ama. Nós podemos querer
nos separar desse amor pela ingratidão, pelo egoísmo, pela insensibilidade
e indelicadeza, mas Ele jamais se separa de nós, pois seria uma contradição
o amor negar a si mesmo. Como Deus é amor e o amor é Deus, seu
amor não se contradiz. Quem percebe isso sabe muito bem que na dor, na
tribulação, na enfermidade, na “noite escura” (S.
João da Cruz), na vida, na morte etc, Deus está presente, seu
amor nos acompanha, sofre junto e experimenta tudo o que experimentamos dentro
de nós e em meio a nós. Nada foge à sua presença
amorosa. Na “escola” da vida enfrentamos tribulações,
dores, sofrimentos, coisas inerentes a nossa condição humana,
das quais todos passam na medida de sua capacidade; mas, Ele está unido
a nós, nos ensinando a vencer. Experimenta o que nós experimentamos,
sofre o que sofremos tal qual uma mãe velando com cuidado de seu filho.
Um Deus que está encarnado em nós e na nossa realidade até
às últimas consequências, mostra que ama de verdade. Se
Ele ficasse apenas nos livrando disso ou daquilo, como se estivéssemos
em uma redoma de aço, perderíamos o contato com todas as criaturas,
pois com elas aprendemos a amar, respeitar, admirar, sobreviver e estaríamos
longe da liberdade dos filhos de Deus. Pior ainda, seríamos eternos infantis,
“molengas” para habitar esse mundo e verdadeiras crianças
“mimadas” e “choronas” por tudo o que nos acontece.
Deus nos ama, e jamais se separa de nós e nos quer filhos maduros, jamais
“filhotinhos anêmicos” no nosso “ser” e “modo
de ser”. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
13 Março 2009:
“Nossa tarefa consiste em animar cristãos e não
cristãos a realizar obras de amor. Cada obra de amor, feita de todo o
coração, aproxima as pessoas de Deus” (Madre Tereza
de Calcutá, religiosa yugosláva que viveu na Índia, 1910-1997).
O amor não tem preço. Quem conhece um pouco da vida de
Madre Tereza sabe de sua grande decisão, que consistia em deixar a segurança
do Convento para viver nas ruas da cidade de Calcutá, socorrendo como
podia os mais necessitados. Em seus primeiros trabalhos ela levou um pouco de
alento e carinho aos moribundos que se encontravam abandonados nas ruas. Pensava
ela que, pelo menos na hora da morte, a pessoa tivesse um pouco de amor, para
morrer em paz. E eles ficavam agradecidos. Tamanha era a miséria que
ela lá encontrou. Teve que superar as barreiras religiosas que dificultava
uma pessoa de ajudar a outra. Com o tempo, sua obra tomou vulto e mereceu o
“Prêmio Nobel”. Provou com sua obra que o amor supera as maiores
barreiras. Sentiu na pele que quando se toma a iniciativa de uma boa obra, as
dificuldades se derretem como cera na presença do calor do amor de Deus.
Alguém precisava tomar a iniciativa e ela o fez. Uma obra de amor é
aquela que toca o coração e a resposta deve ser uma ação
concreta. Certa vez, alguém lhe disse que por dinheiro nenhum do mundo
ele iria lavar as feridas de um moribundo, e ela respondeu, “nem eu”.
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
12 Março 2009:
“Uma desgraça nunca vem só” (Dito
latino).
Vemos a vida a partir de onde estamos e da direção que
aponta nossos “olhos”. Existem certos dias em que acordamos com
a estranha sensação de que as coisas começam mal e podem
nos acompanhar assim até o restante da nossa jornada. É um mau
humor aqui que logo já nos faz entrar em conflito com os que nos cercam.
Uma palavra e um gesto ali que rapidamente já nos tira a paz e o equilíbrio
que a duras penas havíamos conquistado no trato com a nossa própria
personalidade. Outras vezes é a visita de algo inesperado que coloca
por terra todos os nossos projetos e intenções do dia. Quem nunca
experimentou acordar de manhã e já sair atropelando tudo e todos
por causa da irritação interior que sente e não sabe dizer
bem ao certo de onde vem? E assim, com tudo isso e muito mais, prosseguimos
nossa trajetória de afazeres, correrias e agitações com
aquele desgosto de carregar o fardo da triste constatação de que
nada dá certo e, o que é pior, perceber ao por do sol que o dia
foi infrutífero. Perguntamos, então: Por quê? Valeu a pena
tanto esforço pra nada? As perguntas sem resposta se multiplicam na nossa
mente confusa e hostil. É assim nossa maratona de certos dias! Interiormente
temos vontade de dizer que o dia foi uma “desgraça”. Isso
mesmo, uma desgraça, pois desgraça nada mais quer dizer que iniciamos
e cumprimos nossa jornada quotidiana como que deslocados, foragidos e à
margem da “graça”. Forçamos a barra do viver e empurramos
nosso “ser” e fazer como se ignorássemos a presença
e a “ação da graça da vida” atuando continuamente
sobre e em meio a nós. Tocamos nossas lidas diárias sem “gratidão”,
sem “prece”, sem “bênção”, sem abertura,
sem gosto, ou seja, “sem graça”. Marchamos intrepidamente
achando que somos apenas nós mesmos a conduzir o rumo das coisas com
e do jeito que achamos que deve ser o melhor. Tudo que for fugindo ou contradizendo
a essa padronização vai sendo chutado e boxeado pela nossa raiva
e cegueira. Com o passar do tempo, só temos olho para ver “desgraça”
e mais “desgraça” à nossa volta. E isso é o
sintoma de uma simples verdade, ou seja, de que uma “desgraça puxa
outra”. O contrário, porém, também é real,
ou seja, uma graça puxa outra. Se ao acordar nos colocarmos debaixo da
“graça”, perceberemos que o dia será para nós
o que é para qualquer ser humano, com muitas maravilhas. Apoiados e mergulhados
na “graça”, descobriremos discretamente que aos poucos teremos
ombros mais resistentes para carregar os fardos. Paciência mais longa
para perdoar quem nos aborrece. Olhar mais largo e claro que nos permite ver
além das aparências. Vontade mais livre e decisão mais firme
para lidar com tudo o que nos vem de diferente, contraditório, novo e
inesperado na vida. Na vida da graça e na graça da vida é
necessário apenas se soltar e abrir-se a ela e, então, tudo com
seus pesos e medidas, com seus sabores e dissabores, com seus tempos e contratempos,
com suas doçuras e amarguras ficará mais engraçado e agraciado
para nós. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
11 Março 2009:
“Educa teu filho desde criança e até quando envelhecer
seguirá teus ensinamentos” (Provérbios de Salomão
22, 6).
Os filhos “orgulhosamente” imitam os pais. Os pais nem sempre
possuem a consciência da força e importância que exercem
no processo educacional de seus filhos, especialmente, nas fases da infância
e adolescência. O que oferecem a eles em termos de formação
pela palavra e testemunho (exemplo) ou pelo silêncio da omissão
e contra testemunho (maus exemplos) é o que marcará a totalidade
de suas vidas. A palavra e o testemunho que dos pais recebem é o que
determina o que eles são ou deixam de ser. Hoje em dia, são apresentados
muitos modelos e sugestões para se educar os filhos, cada um deles com
um acento. Seja qual for o modelo educacional que se adote, os pais de certa
maneira afetam a alma de seus filhos com aquilo que são e transmitem.
Os filhos formam uma unidade com seus pais, assim como o esposo e a esposa.
O ponto interessante desta unidade é que os pais na maioria das vezes
influenciam os filhos pelo que sempre foram e são e não tanto
pelo que fazem ou deixam de fazer a eles. É como um “código
genético” que se transmite aos filhos pelo modo de ser. Daí
que a importância maior que os pais deveriam dar num processo educacional
aos filhos seria de se esforçarem por serem pais “integrais”,
com tudo que essa palavra (pais) comporta de responsabilidade e missão.
Só que para ser pai e mãe realmente, exige um aprendizado constante
com os próprios filhos. Se a única coisa que os pais conseguem
dar aos filhos enquanto podem educá-los está sempre debaixo de
um padrão preestabelecido, de uma receita que diz “isso pode”
e “isso não pode”, então falta espaço para
os filhos aprenderem, restando somente para copiarem. Quando os pais se esforçam
para serem sempre melhores em si mesmos, isso automaticamente influencia e funciona
como critério de formação para os filhos. Porque eles estão
continuamente de olho no que os pais são para eles, em unidade com eles.
É essa unidade de vida com eles que os fará até mesmo no
tempo da velhice ver e rever, recordar e se inspirar, abraçar e admirar,
amar e querer o que seus pais foram e representaram na vida deles. Caso contrário,
os pais serão sempre influentes na vida dos filhos sim, só que
de modo desastroso e infeliz, ou seja, os filhos serão uma cópia
perfeita dos que seus pais nunca foram (genitores sábios e educadores
de verdade). (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
10 Março 2009:
“Abrir a boca indiscriminadamente traz a vergonha, e existem muitas
ocasiões em que as pessoas darão as costas a pessoas que falam
demais” (citado em Hagakure, o livro do Samurai, compilado por
Yamamoto Tsunetomo em 1710).
O sábio pouco fala. Falar sem pensar é como imitar as aves
que repetem o que ouvem dos humanos, sem muito entender. Para falar é
preciso antes pensar no que vai dizer. Pensar implica em refletir. Por isso,
é tão difícil falar com propriedade. Quem fala indiscriminadamente,
sem critérios, acaba falando daquilo que desconhece, e suas palavras
revelam falta de conteúdo no que está dizendo; logo, as pessoas
se afastam por perceberem que suas palavras são vazias. São Francisco,
ilustrando com a figura de animal, disse que deveríamos ter um pescoço
semelhante ao da girafa para que as palavras pudessem ser bem pensadas e repensadas
antes de serem formuladas por nossa boca. Outra questão é o receptor.
Se a pessoa que ouve é uma criança (por exemplo), a mensagem contida
nas palavras deve ser convertida em “historinha infantil” para que
haja compreensão do conteúdo. Assim, a arte da fala exige empenho.
É melhor calar do que falar daquilo que desconhece. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
9 Março 2009:
“Vivem à custa dos males públicos”
(Dito latino)
Quando um sofre todos padecem. A partir do ano passado (2008), implodiu
(e explodiu) no mundo globalizado uma crise financeira que vem afetando todos
os setores da sociedade. Se essa crise for tomada em sentido positivo, ela representa
uma chance de avaliação e questionamento para o modo como se vem
conduzindo a economia mundial nos últimos decênios. É o
momento de uma reflexão profunda e da tomada de uma posição
que reoriente essa dimensão sem os estragos, as injustiças, as
opressões, o desequilíbrio ecológico e as desigualdades
enormes que ela gerou entre os seres humanos. Quando olhada no seu aspecto negativo,
ela tem se transformado em oportunismo barato para os mais espertos se aproveitarem
da situação através de um enriquecimento ilícito.
Acontece, seja no modo como impõem aumento de preços e tarifas
sobre os consumidores, seja como sutilmente se beneficiam da desgraça
de milhões de pessoas fragilizadas pela realidade do desemprego, da enfermidade
e pobreza. Esses tais se assemelham a vampiros sociais que vivem do sangue e
do sacrifício da vida alheia. Eles se valem dos males, das crises e catástrofes
mundiais para incharem os bolsos da ganância e abarrotarem os celeiros
de suas ambições. Ignoram que o centavo que se tira daqui e dali,
ou o preço aumentado em uma e outra mercadoria, ou o trabalhador dispensado
nesta e naquela empresa, terão um “custo”. Provocarão
um efeito dominó de desequilíbrio e devastação social
e ambiental cada vez mais sem precedentes, pois tudo está ligado. O mal
que se faz a um atinge a todos. Os males públicos jamais deveriam gerar
um público malvado, mas um povo que seja capaz de aprender de seus males
e erros para promover relações novas de maior honestidade, justiça
e concordância entre si e com toda a criação. (Reflexão
feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
6 Março 2009:
“As pessoas se agarram aos cargos como um marisco no casco de
um navio - não caem nem nas maiores tempestades” (Jarbas
de Andrade Vasconcelos, advogado e político brasileiro, nasceu em 1942,
em seu discurso no dia 3/3/9).
Os políticos são reflexos de quem os elegeu. A palavra
“cargo” traduz uma incumbência, uma missão. A priori
esta missão deveria estar ligada diretamente à prestação
de serviço que este cargo traz. Mas, na prática, esta missão
é de defender os interesses de quem o colocou neste cargo. E assim o
governo é “loteado”. Tudo em função do dinheiro
que facilmente circula camuflado de muitas formas. Como o abate de uma presa
por um predador, assim são as verbas distribuídas para algum fim.
Primeiro os “felinos” se alimentam, depois as “hienas”,
seguem os “urubus” e os “ossos” finalmente chegam ao
destino (quando chegam!) para fazer o que se propôs. Por isso, as raposas
que rondam são sempre as mesmas, mudam de bando, ficam velhas, mas permanecem
agarradas ao poder. Grudam no poder, para se beneficiar do que ali circula.
De maneira semelhante, o mesmo acontece em empresas privadas. Para garantir
maior ganho, mudam a forma de contratação de tal forma que só
aparece o que querem mostrar. Conhecem os caminhos dos “palácios”
e quem tem o poder de decidir a seu favor. Silenciam quem ousa pensar diferente.
A ética há muito já foi esquecida. Se o povo fosse honesto
a ponto de envergonhar os dirigentes desonestos, este esquema já teria
ruído. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
5 Março 2009:
“Uma coisa é dar em empréstimo, outra coisa dar
em depósito” (Dito latino).
Quem doa de coração, nem a “mão esquerda sabe
o que fez a direita” (Mt 6, 3). Temos três conceitos: o de dar,
de emprestar e o de depositar. Dar é bem distinto dos outros dois; por
isso, “dar” em empréstimo soa contraditório com o
sentido mais original e originário da doação. É
que doar, dar, na sua raiz não reclama retorno, recompensa, retribuição
etc. Dar e doar são sempre gestos gratuitos, ato puro da bondade de quem
doa. Se ao “dar”, alguém sente que perdeu (de alguma forma)
ou diminuiu em alguma coisa (seu patrimônio) fez a experiência do
empréstimo e não da graça de “dar” e de “dar-se”.
Pois quem experimenta verdadeiramente a virtude da doação, seja
de si, seja das coisas (ou de si nas coisas) que oferece, sente no fundo que
“cresceu” em sua interioridade mais (e muito mais) do que se tivesse
apenas dado em empréstimo. O empréstimo (em si) pressupõe
que receberá de volta, o objeto ou o montante, conforme acordado previamente,
geralmente acrescido de algum tipo de juro. Dar em depósito (em conceito
moderno) soa como garantia de restituição enquanto se discute
a legitimidade de algo. Mas em sua origem tinha outro sentido, quando se depositava,
se deixava “ir ao fundo”, se doava. Desta forma, dar em depósito
era eco de uma generosidade indizível e expressão de uma inefável
superabundância, seja do que se é, seja do que se tem. Neste sentido
primitivo, dá em depósito, porque se quer compartilhar daquilo
que é transbordante pelo simples fato de não poder ser diferente.
É como olho d’água que está sempre jorrando e por
isso mesmo jamais impuro, carente, egoísta ou sofrendo de privação
por estar na gratuita arte da doação. É como o proprietário
de Gaspar (SC) que entrega sua propriedade aos desabrigados de Ilhota (SC),
por ocasião dos desmoronamentos, sem nada exigir, para que usem até
se reerguerem, sem compromisso com tempo de restituição. O dar
em depósito (neste sentido) não tira e nem diminui naquele que
o faz da instância da liberdade e gratuidade, visto que é somente
o exercício desinteressado e jovial do manancial da bondade. Talvez esteja
aí o apelo maior do período quaresmal vivido pela espiritualidade
católica no que toca ao jejum, oração e esmola. É
a convocação para se deixar transbordar nesses exercícios
a graça pessoal e comunitária, de ser Filho (a) amado (a) de Deus,
de deixar ressoar na filiação que cada um é a superabundância
da misericórdia e bondade divina. Nesse sentido, toda e qualquer renúncia
é só para anunciar de modo novo e sempre de novo essa Boa Notícia
aos Homens de boa vontade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
4 Março 2009:
"Se o conhecimento pode criar problemas, não é através
da ignorância que podemos solucioná-los” (Isaac
Asimov, escritor e bioquímico russo, 1920-1992).
Há os que ignoram por recusar o saber e os que ignoram por ainda
estarem na busca. A palavra “ignorância” (do latim “ignorantia”)
traduz a falta de conhecimento sobre algo. Diante dos problemas que em geral
temos e sofremos, a grande tentação é querer solucioná-los
de imediato ou achar que necessariamente eles devem ter solução.
O conhecimento nem sempre cria problemas para que se encontre uma solução,
mas para exercitar a própria capacidade de refletir e pensar. E ao refletir
e pensar os problemas cria “dissolução”. Entendendo
os conceitos, “solucionar” (nesse caso) é querer resposta
e “ajeitamento” das coisas para aplicar logo e sair da angústia
da busca, enquanto “dissolução” é ir dissolvendo,
separando o que está em jogo para aos poucos ir discernindo, clareando
mais e entendendo melhor. Quando as coisas estão mais claras se vê
e compreende melhor. Quando se vê e compreende melhor, o que se vê
e compreende já é um modo de ser e agir melhor. Onde falta esse
ver e compreender melhor existe sempre muita agitação, confusão
e complicação. No que se refere à ignorância ela
fecha os olhos para evitar ver os problemas e assim ignorá-los afirmando
que eles não existem. Ao deixar de ver, deixa-se de compreender. Sem
compreendê-los falta clareza. Sem clareza o modo de ser e agir é
sem identidade e eficiência. Há, no entanto, outro tipo de ignorância,
aquela que não sabe de si, que não sabe que sabe, mas que no seu
não saber busca saber o que não sabe e isso é o princípio
de um grande conhecimento que sabe refletir, pensar e lidar com todos os tipos
de problemas. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
3 Março 2009:
“Cumprimento amável encontra resposta gentil”
(provérbio germânico).
Quem abre o coração encontra corações abertos. Cumprimento
é uma saudação. Quem saúda alguém demonstra
o respeito pela pessoa do outro. Este respeito se evidencia por todo o conjunto
do cumprimento, ou seja, desde a maneira de olhar até a firmeza da saudação.
Em circunstância normal, quanto mais amável é no trato com
a outra pessoa, mais encontra gentileza da outra parte. Ao tomar a iniciativa
no cumprimento, desarma os espíritos mais arredios, e abre o coração
para a paz. Como faz bem saudar com carinho, pois mesmo que falte uma resposta
no mesmo tom, seu gesto foi grandioso. Lembre-se da recomendação
Bíblica em Mateus 5, 47: “se saudais somente os vossos irmãos,
o que fazeis de extraordinário?”, isto é, faça algo
extraordinário (além do ordinário, do comum), ultrapasse
seu círculo de amizade, cumprimente a todos de maneira amável,
mesmo aquelas pessoas que você desconhece, assim você estará
semeando bondade por onde passa. (Reflexão feita por José Irineu
Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Março 2009:
“Ama as vestes simples, porque um dia geram humildade na tua alma”
(Frei Egídio de Assis, companheiro de São Francisco, 1190-1262).
As nossas vestes externam um pouco de nosso interior. Quantas vezes vemos
pessoas diante de uma grande quantidade de calçados exclamar: “estou
sem um calçado que combine com esta roupa”. Ou diante de um guarda
roupas repleto dizer: “me falta roupa para sair”. Ou ainda, fazendo
questão de expor partes do corpo para chamar atenção. O
coração dessas pessoas está mais preocupado com a impressão
que podem causar, do que com sua beleza interior (com o que tem de melhor em
seus pensamentos). Ser humilde, de certa forma, pode ser comparado com o que
o “húmus” é para as plantas, base e alimento, isto
é, sem a necessidade de aparecer é vital para a vida vegetal.
Quando buscamos sermos nós mesmos, a roupa pouco importa, nosso ser aparecerá
em nossa forma de sorrir, de falar, de andar etc. Muitas preocupações
com a aparência podem revelar pouco conteúdo interior. No exercício
de buscar o essencial, dando mais atenção ao conteúdo (interior)
do que ao “invólucro” (exterior), a humildade ganha corpo
em nosso ser. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Fevereiro 2009:
“Impossível chegar ao bem quem não odeia todo o
mal” (Frei Egídio de Assis, companheiro de São
Francisco, 1190-1262).
Quem parte em uma direção e fica alternando em sentido contrário,
dificilmente chegará a algum lugar. A palavra bem vem do latim “bene”
e tem várias dimensões, desde a tradução de tudo
o que é bom, justo, agradável, traduz também um ente querido,
até identificar o próprio Deus como o “sumo bem” (São
Francisco). Portanto, para ser fiel na busca do “bem” é imprescindível
ter toda sua energia nesta busca; logo deve deixar de lado tudo o que é
do mal, com suas variantes. A palavra “mal’, do latim “malu”
traduz tudo aquilo que de alguma forma prejudica o ser humano; logo, se opondo
ao “bem”. Odiar todo o mal, é deixar de lado, tudo o que
desvirtua o ser humano, a começar de seus pensamentos. Se e-mails “maliciosos”,
com certos tipos de anexos, despertam sua curiosidade (por exemplo) a ponto
de, mesmo mentalmente, se afastar do “bem” (e de seus bons propósitos),
então eles devem ser “deletados” (eliminados) para o seu
próprio bem. Isto para evitar que uma pequena semente do mal se aloje
em seu coração e depois possa crescer. É um caminho difícil,
pois quanto mais você começa a avançar, mais “tentações”
vão surgir. É uma decisão pessoal. Mas vale a pena. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho. Bom dia!(13 anos)
25 Fevereiro 2009:
"Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as
vezes que deixei de lutar" (Mário de Miranda Quintana,
poeta, tradutor e jornalista brasileiro, 1906-1994).
Quem nem tentou já ficou derrotado antes de começar. Vencer
(do latim "vincere") traz a idéia de triunfar. Lutar (do latim
"luctari") tem a idéia de travar luta ou esforçar-se.
Esta frase poderia ser dita assim: "Não triunfei em todas as vezes
que me esforcei, mas certamente fracassei em todas as vezes que nem tentei".
Nem sempre o deixar de vencer significa fracasso; pode traduzir apenas ter que
dar um passo a mais, com mais destreza, antes da vitória. Assim, tudo
começa no interior do indivíduo, quando ele se dispõe a
uma "meta" e começa a organizar sua ação. Tudo
o que antes parecia entrave (dificuldade) começa a se delinear favoravelmente
para sua conquista, porque Deus ajuda a quem começa e se dispõe
a realizar seus bons propósitos. Desta forma, toda derrota é um
"manual de instruções" de como evitar os mesmos erros.
Toda vitória é uma oportunidade para controlar suas emoções,
aprender com os acertos, mas jamais humilhar os derrotados. Assim como se alternam
marés altas e baixas, dias e noites, os momentos de acertos e de fracassos
também podem se alternar, e aprender com eles, respeitando cada momento,
são sinais de sabedoria em um bom "guerreiro". (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
19 Fevereiro 2009:
"Uma coisa é sofrer, outra coisa é sentir dor"
(Marco Túlio Cícero, advogado, orador e escritor romano, 106-43
a.C.).
Quem aprende com a dor, ameniza os sofrimentos. Dor é uma realidade
que pertence à condição humana. Com suas raras exceções,
a pessoa humana na sua fraqueza e fragilidade está sempre sujeita a passar
por alguma dor, seja no nível do que se chama corpo, seja na alma. Ela
pode vir sob faces diversas, como na dor de dente, de cabeça, de barriga
ou, então, por causa de um acidente, de uma perda, de um insucesso na
vida. Há os casos corriqueiros em que ela vem pelo corte, por uma pancada
etc. A dor é sempre um sinal, um termômetro a indicar que algo
em nós se encontra atingido de forma a nos deixar no incômodo,
na agonia, tristeza e pranto. O sofrer é diferente de dor. Ele (o sofrer)
é a história ou a construção que fazemos com a dor,
ou melhor, é o modo como enxergamos e lidamos com a nossa dor e a do
semelhante. Em geral começamos a sofrer com a dor quando ao invés
de compreendê-la, tratá-la nas suas causas e efeitos e também
nos responsabilizarmos por ela, começamos a lamuriar, a ficar mal humorados
e responsabilizar os outros pelo que estamos sofrendo. Sofrer traz consigo o
sentido de suportar, tolerar, que na verdade é um receber, um passar
pela situação, mas um passar assumindo, dando sentido, orientando
etc. Quem passa só por passar porque acha que não tem outro jeito,
desperdiça uma oportunidade de "cura" (interior) e lá
na frente irá pegar o mesmo sofrimento de novo, às vezes até
mais pesado e dolorido. O "receber" (aprender) do sofrer, por sua
vez, é uma tarefa de responsabilização pelo que nos atinge.
O sofrimento diz somente que interpretamos ou cuidamos de forma inadequada da
dor que passamos. Assim sendo, o sofrer depende em muito da história
pessoal ou comunitária que se faz em cima da dor que vem sobre cada um.
E nesse sentido o problema maior da humanidade não está em sentir
dor, mas está no sentido que se dá à dor ou dores que se
sofre. O sofrimento só corrói, destrói e tortura aos que
correm dele, aos que fingem não prestar-lhe atenção ou
que ignoram a dor alheia. Se a dor for acolhida, bem interpretada nas suas causas
e efeitos, se for cuidada, trabalhada, tratada e assumida com realismo, há
muita chance no mundo de se compreender o sofrimento e amenizá-lo, em
si mesmo e nos outros. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
18 Fevereiro 2009:
"O desejo aconselha uma coisa, a sabedoria, outra"
(dito latino)
Desejo é como animal de montaria; antes precisa de adestramento para
poder ser útil. A sociedade de consumo dos últimos decênios
tem investido pesado (mídia) no desejo das pessoas (criando necessidades).
Ensinando-as a desejarem sempre mais, às vezes, acima de suas possibilidades
reais. O desejo adiado por falta de condições fica projetado para
futuro próximo. E isso é tão bem alimentado e imposto nos
consumidores que, em alguns casos, se entra em crise e depressão se eles
deixam de ser atendidos. Nas relações familiares, por exemplo,
é comum ver pais que satisfazem todos os desejos dos filhos, o marido
da mulher e vice-versa, os filhos dos pais etc. Tudo para contornar algum atrito,
e impedir a perda do afeto do outro (como se as relações de afeto
dependessem desse tipo de satisfação!). Em tais situações
o desejo aparece como conselheiro, mas no fundo é mestre em "deseducar"
e criar dependência. Nesse ponto, a questão a ser pensada é
a de perceber o quanto se pode ser vítima dele (do desejo), caso se permita
viver de todas as suas sugestões, sem dar-lhe limites, sem orientá-lo
ou administrá-lo bem nas suas diversas manifestações. Ter
desejo é coisa muito boa, mas segui-lo sem inteligência e equilíbrio
é destruidor, trágico e "infantil". Dar a ele medida,
domesticá-lo nos seus ímpetos, educá-lo e forjá-lo
para se tornarem nosso aliado maior na busca de realizar o que verdadeiramente
importa na vida, é sinal de sabedoria. Administrado com sabedoria o desejo
torna-se um grande bem para construir qualquer obra boa. Muitas relações
são firmes, duráveis e equilibradas, porque atrás de si
tem uma história de desejo bem trabalhado. Porém, solto, deixado
a si, sem comando e orientação, o desejo representa um perigo,
um péssimo conselheiro para satisfazer as necessidades. Um desejo satisfeito
nem sempre é verdadeira satisfação de um desejo. Pense
nisso! (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
17 Fevereiro 2009:
"A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza"
(Albert Einstein, físico alemão, 1879 – 1955).
A visão é apenas um dos sentidos que nos permite ver. A palavra
"ver" tem origem no latim "videre", que traduz o perceber
pelo sentido da vista. Podemos perceber usando outros sentidos. Muitos cegos
percebem pelo tato, outros pela audição e assim por diante. Os
morcegos desenvolveram a audição que percebe o ultrassom refletido
nos objetos, e os cães ouvem o infra som. Assim os animais são
capazes de perceber além da visão. A grande maioria apenas vê,
sem compreender, e acabam acreditando no que os outros tentam explicar do que
viram. Para ver e compreender é preciso buscar, "escavar",
raciocinar, experimentar, duvidar antes de concluir para compreender. Compreender
é um ver especial, mais do que bater o olho ou perceber com os sentidos.
É abraçar e abarcar tudo o que vem de encontro e abrir-se para
acolher a iluminação, que aquilo que veio dá. Compreender
nesse sentido é uma evidência, um ver a coisa ela mesma, sem nenhuma
interferência de si mesmo ou dos outros ou da opinião pública
etc. Como exige esforço, poucos se lançam nesta aventura. Por
isso se deslumbra em alegria quem após tanta busca consegue assim entender.
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
16 Fevereiro 2009:
"Andai enquanto tendes luz; virá o dia em que não
haverá mais tempo" (inscrição em um relógio
solar, Ambulate dum lucem habetis; veniet enim dies cum tempus non erit amplius)
"Caminhai enquanto tendes luz". Essa frase da inscrição
faz alusão ao evangelho de João 12, 35. No evangelho, Jesus faz
referencia a si próprio, pois ele está mostrando a luz, e muitos
se recusam a recebê-la. A luz neste caso são os ensinamentos divinos.
A inscrição no relógio solar refere-se à luz do
sol, que deixa de brilhar com a chegada da noite; mas, em um duplo sentido,
alerta para agirmos enquanto temos tempo. Nos dois casos, desperta para sairmos
do comodismo, para abrirmos a mente e mudarmos de atitude, aproveitar a oportunidade
enquanto ela existe. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
13 Fevereiro 2009:
"Parece que o que se chama de sucesso tem atrás de si uma
história de fracasso" (Ronan Dias da Silva, filósofo,
teólogo, gestor e mestre em dogmática, brasileiro de Anápolis-GO
nasceu em 1964).
Quem sabe tirar lições dos fracassos, chega ao sucesso. É
muito comum olhar a situação de sucesso de certas pessoas e ficar
paralisado com o brilho, fama, homenagens e encanto que as cercam numa determinada
etapa da vida, em geral, no momento presente. Esse tipo de olhar pode ajudar;
mas, também pode enganar, caso se veja o sucesso delas apenas como uma
estrada de conquistas e realizações, sem nenhuma ligação
com contrariedades ou desventuras. Na verdade, sucesso é o que geralmente
sucede a uma grande crise, a um grande esforço que parece ter sido estéril.
Sucesso é o que vem, como na maioria dos casos, depois de uma história
de fracasso, perda, frustração, acidente, enfermidade, dor e outras
coisas do nível. No entanto, o paradoxo é que muitos que passaram
por tais percalços e dificuldades humanas souberam mais tarde ver e ler
em tudo isso e muito mais como um aprendizado. Sentiram uma ligação
mais profunda, uma unidade de sentido, onde tiveram a nítida consciência
de que, em tudo o que passaram, e que na época soava como tragédia
de vida, falta de sorte, castigo divino, destino cruel dentre outros, mas continha
uma "peça" indispensável para chegar ao dito sucesso
do presente. O que julgavam ser a parada final, a encruzilhada da vida, o golpe
fatal do destino, o vazio, a falta total de sentido para viver, de repente se
lhes transfigura em novo sentido, nova vida, em conquista inesperada... em sucesso.
O que veio a suceder depois de uma passagem por aquilo que lhes parecia amargo
e sem nexo, com o tempo deu-lhes mais força, sabedoria, disposição,
clareza, coragem e valentia para conduzir com maestria os novos rumos e desafios
da vida. Nessa altura, começar e aprender de novo vira uma exigência
e um compromisso. Ao mesmo tempo, são capazes de serem imensamente gratos
pelo que sofreram e passaram, bem como sentirem-se felizes, desapegados e humildes
com o que foram contemplados com o nome de sucesso. Por isso, na história
de cada sucesso é preciso olhar mais a fundo e perceber que o suposto
fracasso foi somente a abertura, a preparação para algo inédito,
mais rico e interessante do que tudo que até então se estava apoiado
e apegado (grudado). Assim como a morte prepara a vida eterna e a escuridão
antecede a aurora, do mesmo modo o fracasso é precursor do sucesso. Os
que fizeram e fazem sucesso podem testemunhar isso! (Reflexão feita por
José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
12 Fevereiro 2009:
"Aprendiz de muitos ofícios não chega a mestre em
nenhum deles" (Dito latino)
Temos que reaprender a fazer bem feito. Ser aprendiz é estar aberto ao
aprendizado. Quem quer ser realmente bom naquilo que é e faz, precisa
estar sempre aprendendo. Quem deixa de aprender facilmente cai na ingenuidade
ou no orgulho cego. O problema está no aprender de forma inadequada.
Uma das maneiras inadequadas de aprender ou de se deixar conduzir em um aprendizado
é o querer abraçar muitos ofícios, muitas tarefas, muitas
profissões, muitas relações etc. simultaneamente. A arte
de aprender exige exercício fiel, sério, intenso, radical e assíduo
em apenas um ofício de cada vez, caso se queira chegar a ser mestre em
um deles. Querer e buscar abraçar muitas tarefas e ofícios ao
mesmo tempo é começo da dispersão, ineficiência e
má qualidade na vida e nas coisas. E por absurdo que pareça, vivemos
em uma época de crise onde as pessoas são obrigadas a correr atrás
de muita coisa para sobreviver, para se formarem e informarem, para conquistarem
espaços e aceitação na sociedade, no mercado de trabalho
e nos diferentes grupos de convívio. Ao correr atrás de muitas
coisas, a maioria se perde, acaba ficando superficial no que faz e bastante
vaga no que quer e pensa, dissimulada nas intenções, sem falar
na falta de conteúdos mais profundos para viver e se expressar. O problema
dessa tendência quase que globalizante é o de gerar um mundo e
uma sociedade sem mestres e sem aprendizes. Sem criadores e sem criatividade.
Sem artistas no verdadeiro sentido da palavra. Vivemos num mundo de produtores
e reprodutores, uma sociedade de superfície e sem fundo, uma geração
de medíocres e dependentes, um reino de imitações e imitadores.
Sobretudo, uma humanidade muito progressiva, mas sem consciência clara
e real do que faz e é. Talvez o mais importante seja conduzir as muitas
coisas que já se faz e se é para uma unidade e exercitar-se aí
dentro para ser uno em tudo. No caminho da unidade temos mais chances de nos
tornar verdadeiros mestres e verdadeiros aprendizes no ser e no fazer. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
11 Fevereiro 2009:
"Antes calar que mal falar" (Dito latino)
O que sai de nossa boca nos revela. Na fala, em gera,l nos traímos; pois,
nela revelamos o que somos, pensamos e sentimos. O silêncio, por sua vez,
é, também, uma fala, a fala sem palavras, mas plena de significados.
Em certas circunstâncias falar é um grande bem e calar um grande
mal. Em outras, calar é nobre virtude e falar um prejuízo. Dependendo
do momento, do lugar e das pessoas, calar ajuda mais do que falar. No entanto,
falar quando a verdade o exige, constrói comunicação e
boas relações. A questão vai além do falar ou calar;
mas, quando, como, onde e porque falar ou calar. A experiência humana,
no entanto, demonstra que quem aprendeu a arte de calar e falar quando esses
fenômenos são solicitados no convívio, é possível
evitar enormes transtornos para si e para os outros. E saber falar e saber calar,
diferente de um mero dom, é um aprendizado que dá "saúde"
pessoal e social. Na dúvida, é melhor calar que mal falar. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
10 Fevereiro 2009:
"Um mosquito pode ser mais perigoso que um elefante"
(Frei Evaristo Pascoal Spengler, missionário brasileiro na região
de Malanje, Angola – África, nasceu em Gaspar-SC, em 1959).
São as coisas insignificantes e desprezíveis que mais nos prejudicam.
Basta o peso da pata de um elefante para matar um ser humano. Quem é
nativo da África sabe que para fugir de elefante deve-se correr em zig-zag,
pois o paquiderme tem dificuldade em fazer curvas devido ao seu tamanho e peso.
Já o mosquito chega sorrateiro e parece que sabe exatamente onde picar
para encontrar sangue. Elefantes são vistos de longe, mosquitos só
percebemos depois que eles nos picam. É difícil encontrar alguém
que, morando em clima tropical, nunca foi picado por um mosquito. Estima-se
que todos os anos bilhões de pessoas são picadas por mosquitos,
sendo que só em caso de malária e dengue este numero gira entre
300 a 500 milhões, levando muitos a óbito; mas, mortes por elefantes
são raras. No entanto temos mais medo de elefantes do que de mosquitos.
Hoje o "elefante" da crise mundial anda sendo usado como desculpa
para muitos ajustes em empresas, enquanto os "mosquitos" da desonestidade,
da falta de ética, mentiras e muitos outros continuam atacando em silêncio
dizimando a esperança e o moral da população. De qual "elefante"
temos medo e quais os "mosquitos" que nos picam todos os dias? (Frei
Evaristo já teve 30 malárias em nove anos de missão). (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
9 Fevereiro 2009:
"Nunca permita que uma pessoa te diga 'não' se ela não
tem o poder de dizer
'sim'" ( Anna Eleanor Roosevelt, diplomata americana e ativista
dos direitos humanos, 1884-1962).
Quando falta convicção ao falar, as palavras soam vazias. "Sim"
e "não" são palavras pequenas e sintéticas presentes
no modo de ser de qualquer pessoa. O sim tem dentro dele o não e o não
tem dentro dele o sim. Eles se jogam e se relacionam o tempo todo. Por exemplo,
ao dizer: "não matarás" o que se quer é dizer
sim à vida. Ao dizer: "sim, eu aceito essa mulher (ou homem) como
minha esposa (ou marido)" se está dizendo não a todas as
outras mulheres (ou homens) no que se refere à fidelidade e união
matrimonial. Quando uma pessoa é indefinida no seu sim ela é fraca
no seu não. Quando alguém não tem força para dizer
não, seu sim é sem poder. Isso porque o sim e o não de
qualquer pessoa são reflexos, ou melhor, é eco do que ela é
na sua fala e no seu ser. Desta forma, aqueles que encontram dificuldade em
dizer não, dificilmente saberão professar um sim, seja no trabalho,
no relacionamento de namoro, casamento, na amizade, na política, na religião,
no lazer ou em qualquer atividade humana. Talvez seja por isso que não
se deve dar crédito aos que ora dizem sim, ora dizem não, sem
nenhuma convicção ou autoridade em sua palavra positiva ou negativa.
Isto porque falta uma história de firmeza e uma experiência de
dedicação séria ao seu sim e não. Ouvi-los nessas
circunstâncias e acolher suas ordens e sugestões é dar ouvido
aos tolos. Vale aqui, então, a sabedoria do Evangelho que convoca todo
"homem" a um modo de ser justo, honesto, firme e convicto quando diz:
"seja esse o vosso modo de falar: sim, sim, não, não. Tudo
o que for, além disso, procede do maligno" (Jesus em Mateus 5, 37).
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
8 Fevereiro 2009:
"O ignorante afirma, o sábio duvida e reflexiona"
(Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C.).
O pensar incomoda. Quando o sábio duvida é porque ele procura
se aprofundar na questão. A dúvida, no caso, é sinal que
existem pontos que carecem de base, ou que eles ainda estão obscuros
para uma nítida compreensão. A reflexão é como quem
escava na busca de algo ainda oculto e que merece ser revelado. O ignorante
afirma porque viu na "novela", deu no rádio, alguém
falou, "todo mundo sabe", tudo isso sem a devida comprovação
de veracidade. É dessa massa não pensante que acreditam em tudo
sem questionar, que se alimentam as pesquisas direcionadas com o intuito de
convencer a população acerca de algo que interessa apenas a um
grupo. Tal qual marionetes, muitos vão para onde a "telinha"
manda. Quem pensa, por exemplo, duvida do resultado de uma pesquisa quando esta
deixa de apresentar as bases de como ela foi realizada, quem patrocinou e qual
foi sua motivação inicial. Com isso, o sábio é muitas
vezes deixado de lado, pois seu questionamento incomoda e pode mudar a opinião
de muitos, que por falta de conhecimento, estavam acreditando em alguma mentira.
Se o sábio se cala, os espertalhões tomam conta. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
7 Fevereiro 2009:
"Filho meu, ouve o ensino do teu pai, e não deixes a instrução
de tua mãe. Porque serão um diadema de graça para a tua
cabeça, e colares para o teu pescoço" (Livro dos
Provérbios de Salomão, 1,8-9).
Nosso ser revela nossa história. A palavra "diadema" (do latim
diadema) inicialmente traduz "coisa que se liga"; mas, para os povos
orientais era um ornamento (de metal ou de estofo) que se coloca na testa (em
forma de meia coroa) demonstrando sua importância e sua origem; da mesma
forma os colares. Para os ocidentais, as jóias têm um valor comercial;
mas, os orientais as veem como algo que externa algo de si mesmo. Assim, quando
o provérbio diz para ouvir os ensinamentos do pai e o dever de seguir
as instruções da mãe, diz mais que simplesmente recordar
ensinamentos dos pais para vida; ele pede para nunca esquecer suas raízes.
Suas origens serão para ti motivo de orgulho. Quando alguém vem
do interior, muitas vezes é influenciado pelo convívio da cidade
grande e acaba adquirindo costumes desta nova cidade a ponto de muitas vezes
ter vergonha de suas origens. Se alguém critica é porque desconhece
toda sua história e a importância que ela tem em sua vida. Ao contrário,
tenha orgulho de seus pais e de suas origens (de suas raízes), pois elas
brilharão em ti como jóias. (Reflexão feita por José
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
6 Fevereiro 2009:
"Mens sana, corpore sano" (dito latino)
Nosso corpo irradia nossa mente. O dito latino afirma que uma mente sã
gera um corpo são. Sem pensar numa dualidade de mente e corpo, essa afirmação
supõe uma unidade no "homem" onde mente difere de um conteúdo
que, entre outras coisas, habita no cérebro humano. Corpo, por sua vez,
é diferente de uma carcaça ou invólucro da alma e espírito
da pessoa. Mente está relacionada com uma visão global da existência,
um modo todo único e especial de ser, de perceber e de ver as coisas,
o mundo, a vida, as pessoas, os acontecimentos etc, conduzindo tudo para dentro
de uma unidade. A mente sã nessa situação é capaz
de abarcar, compreender e permitir que tudo seja como é. Ela tem uma
abertura tal que deixa cada coisa ser ela mesma, sem impor sua lei, sua compreensão,
sua força e seu poder. Por isso, a mente consegue ter visão clara,
límpida e real das coisas e tudo que se achega a ela ou se dá
nela, encontra abertura e acolhimento. Já o corpo, longe de ser apenas
a parte de baixo da cabeça, é a expressão visível
e atuante de tudo o que o homem é ou deixa de ser. Por essa razão,
é fácil entender que uma mente fechada e estreita produz um corpo
fechado e estreito. Uma mente iluminada (e sadia) exprime um corpo, ou melhor,
uma pessoa iluminada e sadia em todos os sentidos. Pode-se compreender, também,
porque alguém de mente sadia consegue passar por dificuldades, intervenções
cirúrgicas, crises, sofrimentos e problemas existenciais de forma sadia,
bem diferente dos que possuem mente doentia e desequilibrada. Assim sendo, cuidar
de ser sadio na mente é condição essencial para aparecer
de forma transfigurada e sadia no corpo. É muito importante ocupar-se
e preocupar-se com o que verdadeiramente alimenta e ocupa a mente, pois disso
depende sua limpidez e saúde mais plena. Nossa mente é o que somos
e o que somos é o que é nossa mente. (Reflexão feita por
José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
4 Fevereiro 2009:
"Quem tem imaginação, com que facilidade extrai do
nada um mundo" (Gustavo Adolfo Bécquer, poeta espanhol,
1836-1870).
Só a partir do imaginário é que temos a criação.
A palavra "imaginação" vem do latim "imaginatione"
que traduz a faculdade de conhecer e criar. Desta forma, a "imaginação"
passa a perceber em algo o que para muitos até então é
desconhecido. Por exemplo, um "candelabro", quando olhado pela ótica
da utilidade, é apenas um objeto capaz de iluminar, mas para os olhos
de um artista, ele revela um mundo de beleza que ele "retrata" (traz
do imaginário ao real) em sua arte. Quem tem esta sensibilidade é
capaz de ver além das aparências. Charles Chaplin usando sua imaginação
colocava seu personagem Carlitos em situações por vezes embaraçosas
que ia além de provocar o riso, fazia uma crítica ao modo de ser
de uma sociedade. Assim a imaginação nos descortina um mundo até
então velado. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
3 Fevereiro 2009:
"Filho meu, ouve o ensino do teu pai, e não deixes a instrução
de tua mãe. Porque serão um diadema de graça para a tua
cabeça, e colares para o teu pescoço" (Livro dos
Provérbios de Salomão, 1, 8-9).
Nosso ser revela nossa história. A palavra "diadema" (do latim
diadema) inicialmente traduz "coisa que se liga", mas para povos orientais
era um ornamento (de metal ou de estofo) que se coloca na testa (em forma de
meia coroa) demonstrando sua importância e sua origem, da mesma forma
os colares. Para os ocidentais, as jóias têm um valor comercial,
mas os orientais as veem como algo que externa algo de si mesmo. Assim, quando
o provérbio diz para ouvir os ensinamentos do pai e o dever de seguir
as instruções da mãe, diz mais que simplesmente recordar
ensinamentos dos pais para a vida, ele pede para nunca esquecer suas raízes.
Suas origens serão para ti motivo de orgulho. Quando alguém vem
do interior, muitas vezes é influenciado pelo convívio da cidade
grande e acaba adquirindo costumes desta nova cidade a ponto de muitas vezes
ter vergonha de suas origens. Se alguém critica é porque desconhece
toda sua história e a importância que ela tem em sua vida. Ao contrário,
tenha orgulho de seus pais e de suas origens (de suas raízes), pois elas
brilharão em ti como jóias. (Reflexão feita por José
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
2 Fevereiro 2009:
"Uma nação em crise não precisa de plano.
Precisa de homens" (Eugênio Gudin Filho, engenheiro civil
e economista brasileiro, 1886-1986).
Um plano só dá certo quando existe alguém que o
execute. A palavra "homem" inicialmente define a pessoa adulta do
sexo masculino; mas, em um sentido figurado designa toda a espécie humana.
Basta ver na Bíblia (Gn 1, 27) quando se diz que Deus criou o "homem"
em macho e fêmea. Assim, quando se diz que a nação precisa
de "homens" quer dizer que necessita de pessoas que assumam seu papel
social de transformar a nação em um lugar de harmonia, justiça
e paz para todos. Em outras palavras, que sejam agentes de transformação,
deixem seus papéis de simples espectadores, que acreditam em tudo o que
veem, e passem a liderar uma transformação para o bem a começar
por suas casas. Um "homem" deve ser exemplo para seus filhos. Jamais
virar o rosto (fingindo não ver) para a injustiça. Ajude a reerguer
o caído. Incentive as boas iniciativas. Impeça que pessoas de
má índole explorem os mais fracos. "Homens" assim são
como bons marinheiros que com perícia conduzem o barco da nação
em meio às tempestades (crises) para um porto seguro. Faça sua
parte. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
30 Janeiro 2009:
"O direito e o dever são como as palmeiras: não dão
frutos se não crescem um ao lado do outro" (Hugues-Félicité
Robert de Lamennais, escritor e filósofo francês, 1782-1850).
Direito e dever são como lâmina e cabo de uma mesma peça.
Direitos e deveres são irmãos gêmeos, univitelinos, pois
nascem da mesma fonte, que é a liberdade, crescem e se desenvolvem juntos.
Negligenciar um é ameaçar de inanição o outro. Promover
um deles é honrar o outro. Mesmo sem entender muito de legislação
e constituição, é fácil entender que quando se fala
em direitos, logo se compreende aqueles elementos fundamentais e necessários
para que toda pessoa viver bem, conviver e se realizar na comunidade humana.
Já os deveres dizem respeito a todas aquelas obrigações
que cada um deve contemplar e fazer acontecer para guardar a ordem do todo,
isto é, daquilo que concorre para o bem de cada um e de todos. Logo,
caminham juntos. Pensar apenas nos direitos esquecendo-se dos deveres é
o início da jornada do egoísmo, individualismo, anarquismo, autoritarismo
e outros "ismos" dessa mesma espécie. Viver somente sob as
exigências de deveres sem direitos, com o tempo gera alienação,
automatismo, "cegueira" e fundamentalismo nas ações.
Para gerar obras de cidadania, de democracia e os demais frutos de boa convivência
entre os "homens", direitos e deveres devem ser buscados e tratados
de forma consciente e inteligente, devem ser queridos, respeitados e incentivados.
Quando observados dentro de uma unidade eles gestam (fazem nascer) e possuem
uma poderosa força de equilíbrio dentro das relações
de grupos, comunidades e da sociedade humana. Nessa perspectiva, é sempre
bom lembrar que um direito puxa os outros e um dever supõe os demais.
Isso quer dizer que se apenas um (direito ou dever) for ignorado ou sofrer danos,
os demais também sofrerão prejuízos como num efeito dominó.
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
29 Janeiro 2009:
"Aquele que ama voa, corre e salta de alegria; é livre,
e nada o detém" (Thomas Von Kempen, monge e escritor místico
alemão, 1379-1471).
O amor ainda é um mistério. Muito foi falado de amor em
todos os níveis a ponto de confundi-lo com manifestações
de carinho; mas, o "homem" ainda desconhece o real sentido de amor.
Isto porque o amor deve ser vivido antes de ser compreendido. Jesus nos ensina
que aquele que ama dá a vida, ou seja, esquece de si em prol do outro.
São Francisco abriu o seu coração ao amor a tal ponto que
até os animais reconheciam e eram dóceis. Mas este estágio
é a etapa final de uma vivência do amor, vencendo preconceitos,
vencendo intempéries, aprendendo a ter paciência, perdoando para
ser perdoado, superando a si próprio com todas as desculpas que procuravam
fazê-lo desistir no meio do caminho. A maioria desiste nas primeiras dificuldades;
talvez, por isso poucos conheçam o sentido de amor, ou seja, foram vencidos
por outros atrativos mais fáceis de serem conquistados. Mas, vale a pena;
São Francisco às vezes apanhava dois gravetos e simulava um violino
para cantar a sua alegria de viver este amor. Ame para descobrir o amor. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
28 Janeiro 2009:
"Nossas vidas não estão nas mãos dos deuses,
mas nas mãos de nossos cozinheiros" (Lin Yutang, filósofo
chinês, 1895-1976).
Somos responsáveis pelas consequências do que ingerimos.
Ao longo do tempo, o ser humano se adaptou a várias situações,
conforme as condições de seu habitat. A sobrevivência sempre
esteve diretamente ligada ao alimento ingerido. As substâncias que fazem
bem são absorvidas e as que fazem mal são eliminadas. Tudo em
função das atividades que a pessoa exerce. Alimentar-se como um
"touro", mas sem atividades físicas, vai gerar um obeso; e
esta gordura começa a obstruir os vasos sanguíneos. Querer ser
um atleta, sem os alimentos adequados, logo o organismo vai "reclamar",
e a pessoa acaba doente. Comer ou beber algo que prejudique a saúde é
um ato de "burrice" (falta de inteligência). Tudo tem o seu
equilíbrio. Nosso paladar deveria estar em segundo plano na escolha dos
alimentos, em primeiro lugar tem que estar nosso pensamento em escolher o que
nos fará bem, optando por alimentos naturais, com maior variedade possível.
Se estragarmos este dom maravilhoso a nós confiado, que é nossa
vida, por negligência, um dia deveremos prestar conta disso. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
27 Janeiro 2009:
"Quem bate, não lembra; quem apanha, nunca esquece"
(Provérbios portugueses e brasileiros).
Quando desaparece o amor, o ódio toma conta. As guerras acompanham
a história dos homens desde tempos milenares. Uma justificativa sempre
aparece para iniciá-la. Argumentos em nome de Deus, da justiça,
dos direitos humanos, da paz, da liberdade, da democracia são sempre
invocados para promovê-la, sustentá-la, mas dificilmente encontramos
algum argumento razoável para freá-la. Na verdade a guerra é
sempre um crime execrável que deveria ser abortado para sempre do seio
da humanidade. Mesmo quando se faz pactos de cessar fogo o que é deixado
de lado é que quem bate esquece e quem apanha se lembrará por
toda a vida. Os que foram vitimados pelos horrores de uma guerra, os que viram
seus pais, esposas, maridos, filhos, amigos e parentes serem trucidados por
mísseis, metralhadoras e bombas; os que viram seus bens, sua terra e
seu país serem destruídos pela estupidez de uma invasão
autoritária jamais esquecerão os danos que essa atitude provoca.
Desse modo, dificilmente essas vítimas, com suas raras exceções,
conseguirão dar ouvidos aos apelos de perdão, paz e amor. Verão
o amanhã apenas como uma possibilidade de dar o troco, de vingar sete
vezes mais o que sofreram. Suas vidas passam a ter um único sentido,
vingar e extravasar o ódio que sentem e carregam de modo insuportável.
Um único objetivo passa a persegui-los, o desejo de ver feita a "justiça"
ao que ambicionam em prol de seus entes queridos vitimados pela guerra. Com
isso, na primeira oportunidade se vingam. A menos que venhamos a recriminar
e declarar toda e qualquer guerra como o crime mais abominável da terra,
estaremos continuamente assistindo e sofrendo na própria pele o triste
e horrendo espetáculo causado pelo ódio e vingança alimentados
por uma guerra após outra. O que Deus ensinou parece que foi esquecido.
(Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (13 anos)
23 Janeiro 2009:
"A mediocridade, possivelmente, consiste em estar diante da grandeza
e não dar-se conta" (Gilbert Keith Chesterton, escritor
britânico, 1874-1936). No meio de um caminho fica difícil
saber se está se chegando ou saindo. Mediocridade é a essência
do medíocre. Medíocre é aquele que está sempre a
meio caminho, que nunca consuma nada, que deixa tudo pela metade. É a
pessoa do tipo mais ou menos, que deixa tudo inacabado ou que em tudo o que
faz falta realização quer para si quer para os outros. Quase sempre
o medíocre está diante de um bem, de uma grande obra, de uma tarefa
importante, de uma grandeza, mas deixa de assumir até o fim, e logo desiste
dela, abandona ou foge sem levá-la às últimas consequências.
É isso que dá ao medíocre a sensação de estar
sempre frustrado, impotente, numa espécie de angústia existencial.
Por falta se assumir deixa de reconhecer sua importância. O contrário
do medíocre é o que em tudo está por inteiro, que se doa
até a última gota de suor até mesmo na mínima tarefa
que lhe é confiada. Toma tudo o que lhe é dado com gratidão
e boa vontade para ali fazer o melhor possível no sentido de "plenificar"
(tornar plena) sua obra ou dar a ela uma medida de perfeição.
É o homem que está inteiro em tudo que constrói grandeza
humana em qualquer situação desta vida e deste mundo. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
21 Janeiro 2009:
"A felicidade humana geralmente não se conquista com um
grande golpe de sorte, que ocorre poucas vezes; mas, com as pequenas coisas
que acontecem todos os dias" (Benjamin Franklin, estadista e cientista
americano, 1706-1790).
Nossos olhos limitam a visão do todo e das pequenas partes. Quem
já teve a oportunidade de observar em um microscópio um fragmento
de asa de borboleta, pode verificar uma infinidade de formas e cores que encantam
nossos olhos e é difícil até de imaginar como tanta beleza
cabe em algo tão pequeno. No entanto sempre esteve ali, em apenas um
pedacinho de matéria, que nos faz refletir, quanta beleza nos passa despercebida.
Também deixamos passar despercebidas muitas maravilhas nas pequenas coisas
do dia a dia, esperando algo grandioso que nunca vem, por já ter vindo
fragmentado. Para perceber devemos abrir o nosso coração, mais
que nossos olhos. Aprenda a ver além das aparências. (Reflexão
feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
20 Janeiro 2009:
"Quem é virtuoso não precisa estar triste"
(Santo Honorato de Arles, funcionário público da Gália,
400-449).
Se a prática do bem para nós for um peso, então estamos
no caminho errado. A palavra "virtuoso" tem origem no latim (virtuosu)
indicando a pessoa que pratica o bem e por isso é repleta de virtudes.
Por definição, existem vários grupos de virtudes. Temos
as virtudes teologais (por seu fundamento teológico-bíblico: fé,
esperança e caridade – 1Cor 13, 13). Virtudes humanas (inteligência,
vontade), virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).
E as sete virtudes sagradas: humildade, caridade, paciência, diligência,
temperança, fortaleza e castidade. Honorato acreditava que a pessoa que
busca trilhar o caminho da perfeição praticando as virtudes, deveria
externar pela alegria que está no caminho certo. A ilha onde ele vivia
era popularmente chamada de "ilha feliz" pela alegria que todos ali
irradiavam. Quando buscarmos estar alegres, modificamos o ambiente onde estamos
para melhor, fazendo que outros busquem praticar o bem com alegria. Que a alegria
seja nossa marca registrada. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
19 Janeiro 2009:
"O amor cura as pessoas - tanto as que o recebem quando as que
o dão." (Karl Augustus Menninger, psicanalista americano,
1893-1990).
O amor aumenta quando dividido. A palavra "cura" vem do latim
(cura) significando "cuidado" e com o tempo veio a significar o efeito
de recuperar a saúde. Com isso constatamos que o carinho e o cuidado
com amor a uma pessoa enferma, aceleram sua recuperação. Qualquer
tipo de enfermidade, desde a física até a mental. Mas, o pensamento
do Dr. Karl vai além, diz que o amor também recupera a saúde
de quem dá "amor". Ao dar amor todos saem ganhando, pois a
harmonia no amor cria maravilhas, até a cura. (Reflexão feita
por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
15 Janeiro 2009:
"Quando o homem perde sua aptidão de apagar seus ódios
está velho, irreparavelmente" (José Ingenieros,
filósofo e psicólogo argentino, 1877-1925).
O perdão é revigorante. Todos nós estamos sujeitos
a passar por situações de contrariedade que nos levem a um desconforto
emocional. Se deixarmos criar raízes que levem a tristezas e ódio,
inicia-se um processo degenerativo de nosso emocional, que acabam afetando nossa
saúde. Como uma casa à beira mar sem manutenção,
que se deteriora pela ação da maresia, assim vai definhando a
pessoa que guarda rancor ou ódio. A pessoa exterioriza sinais de velhice
ainda jovem. De nada adianta guardar no coração situações
que magoaram, pois assim elas permanecerão vivas como bactérias
no organismo. Busque saídas alternativas, esclareça suas dúvidas,
evite suposições, se for o caso, recorra à justiça,
ou ainda melhor, perdoe, mas jamais deixe o ódio criar raízes
em seu coração. Cultive a alegria, pois ela é um bálsamo
capaz de rejuvenescer. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
9 Janeiro 2009
"É mais fácil apoderar-se do comandante e chefe de
um exército do que retirar de um miserável sua liberdade"
(Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C.).
O amor à liberdade é um dom Divino que brota no coração
do homem. O comandante de um exército detém a força jurídica
do emprego da força para garantir a ordem e a obediência de seus
comandados. Por isso, ele se torna quase que inatingível. Um miserável
é alguém que vive na miséria (sem recursos, extrema pobreza),
e por nada ter, depende de outros para sobreviver. Os conflitos na faixa de
Gaza revelam que nem mesmo o poderio bélico desproporcional apaga a chama
da liberdade. Como em qualquer conflito, tudo é orquestrado num jogo
de interesses. A opinião pública é regida pela forma como
as informações são transmitidas por quem detém o
poder da mídia. No fundo, quem está sofrendo, encontra-se como
um miserável, que por amor a liberdade, mesmo chorando, alimenta a chama
da esperança de dias melhores. (Reflexão feita por José
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)
8 Janeiro 2009:
"Um homem está não onde mora, mas onde ama"
(provérbio italiano).
Como uma planta, o amor precisa ser cultivado. Para os antigos romanos,
havia um tempo em que tinham o direito de deixar o campo de batalha e voltar
ao seu lar, com sua família, o qual chamavam "pax romana".
Mais importante que a edificação era o convívio, o amor.
Os gregos usavam a expressão "Irene" para indicar a harmonia
entre as pessoas, ausência de incômodo, amor entre os irmãos.
Os hebreus usam a palavra "shalom" para indicar uma atitude de paz
a partir do interior (espírito) atingindo corpo e alma. Nos três
casos, é o amor que estabelece a harmonia; e eles se esforçavam
para mantê-lo. Jesus nasceu em uma estrebaria, sem conforto, mas onde
havia muito amor. Hoje nosso espírito se distrai com muitas coisas, nosso
lar deixou de ser um lugar de encontro e amor para ser um refúgio até
que encontremos outro mais atrativo. Por falta de "exercício"
o amor vai se atrofiando, dando lugar ao bem estar de momento. O mundo só
conhecerá a verdadeira paz quando voltar a cultivar o amor a partir de
cada lar. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (13 anos)
7 Janeiro 2009:
"Quem tem paciência obterá o que deseja"
(Benjamin Franklin, estadista e cientista americano, 1706-1790).
A paciência é como uma escola que molda o espírito.
Paciência é bem diferente de resignação. O resignado
se amolda a uma situação e acaba se solidificando nela, como uma
resina que assume a forma do recipiente e ali se solidifica. A paciência
é como a água, também se amolda, mas se mantem líquida
para poder seguir o seu caminho, assim que vencer os obstáculos. Enquanto
parada, se represa, ou seja, aprende ainda mais. A paciência se alimenta
da esperança e com ela desata os nós mais difíceis, por
isso obtem o que deseja. Ela sabe esperar o momento certo, pois antecipar é
colher ainda verde, e adiar é deixar passar de maduro, apodrece. Respeite
o tempo de cada coisa, tenha paciência. (Reflexão feita por José
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (13 anos)