José Irineu Nenevê - nenevecwb@gmail.com - é autor do livro Bom Dia e Bom Trabalho - Sabedoria para todos os dias”, Editora Vozes. Todo dia ele escreve algo assim:

30 Dezembro 2010:
Seja em guerra com seus vícios, em paz com seus vizinhos; que em cada ano novo você encontre um homem melhor” (Benjamim Franklin, filósofo, cientista, inventor e presidente americano, 1706-1790).
Com bons propósitos, somos capazes de melhorar as sendas da vida. Quando a pessoa tem uma firme determinação ela é capaz de transformar o mundo, imagine então uma multidão imbuída dos mesmos ideais. Que estes ideais sejam para que haja muito amor e paz entre as pessoas; que Deus seja o guia; que a alegria seja o combustível que impulsiona. Tenha um Feliz Ano Novo, e que seus bons sonhos sejam alcançados. FELIZ ANO NOVO!

29 Dezembro 2010:“Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo; eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre” (Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro, 1902-1987).
Investir na renovação dá nova esperança. Comparo o ano novo com uma reforma em nossa residência. Sabemos o que está errado, onde estão os defeitos, mas sempre ficamos adiando para um momento mais propício. O fim de ano é um destes momentos. Então, nos enchemos de coragem e começamos a quebradeira. Percebemos então, que para cada defeito, havia mais uns dez escondidos. Temos que continuar, por mais que a vontade de desistir se faça presente. Mas, depois de tudo pronto, percebemos que valeu a pena. Esta reforma deve acontecer dentro de cada um de nós, em nosso coração. Sair da mesmice, abrir a “janela” da mente para que a luz possa entrar; apagar os velhos preconceitos, sonhar de novo. Aparentemente a âncora que nos prende ao passado também dá segurança, mas o barco deve navegar, é para isso que ele existe, para deslizar sobre as águas, com sua tripulação. Desperte para o Ano Novo que se aproxima. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Dezembro 2010:
Quem teme o Senhor honra pai e mãe. Meu filho; ajuda a velhice de teu pai, não o desgostes durante a sua vida. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe” (Livro do Eclesiástico 3, 8-18).
Quem ama sabe ser agradecido e paciente. Apenas orar é pouco para ser agradável a Deus; deve haver atitudes concretas, dentre elas, os deveres para com os próprios pais. Aquele que honra seus pais receberá as bênçãos prometidas, principalmente quando estes estão idosos e necessitam de auxílio. Mas, nossa cultura, nos dias atuais, despreza de uma maneira velada, quem nos deu a vida, relativizando sua importância, se justificando na desculpa de que eles estão ultrapassados. Nossa civilização consumista e hedonista (que tem no prazer sua realização) sente nos idosos um estorvo. Quanto mais distantes melhor, só os encontrando nas festas, quando for possível. Na Bíblia, quem abandona seus pais é comparado a um blasfemador (para os judeus a blasfêmia era um dos maiores pecados), e será amaldiçoado por Deus. Tenha como propósito para este ano que se aproxima; superar as barreiras entre pais e filhos, usando como trampolim o amor, e no caso de mais jovens, tendo na educação sua expressão maior. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Dezembro 2010:
E o verbo se fez carne e armou tenda entre nós” (Evangelho de João 1,14).

Após o Natal, João nos mostra a ‘a face’ de Jesus. O apóstolo São João era filho de Zebedeu e Salomé, natural de Betsaida. Nesse versículo do Evangelho de João, cuja festa hoje é celebrada, lembra o tabernáculo (templo portátil em forma de tenda) de Deus entre os homens, ou seja, uma ‘morada permanente de Luz e de Vida divina no meio do mundo, acessível a todos que crêem’ (Novo Testamento – Vozes). São João foi o único que permaneceu ao pé da cruz ao lado de Maria e foi dele que Jesus disse: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que importa?”. Ele procura mostrar em seus escritos que Jesus é a Luz do Mundo e sua morte foi a realização das Escrituras. Com isso, Ele nos abre as portas do entendimento dos mistérios divinos. A chave deste entendimento está no amor. Amor que supera o ódio; supera o medo e nos dá força. Amor que nos abre os olhos para vermos de outra forma os acontecimentos. Amor carinhoso e terno de uma frágil criança que confia nos pais. Nosso amor deve confiar em Deus e se entregar em seus braços. Por isso, Ele armou sua tenda entre nós, para que tivéssemos livre acesso à sua morada, sem trancas. Ele nos acompanha onde quer que estejamos; por isso, um tabernáculo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Dezembro 2010:
Envolveu em panos e o deitou numa manjedoura, por não haver lugar na hospedaria” (Lucas 2, 7).
Certa ocasião, eu estava ouvindo uma palestra quando o preletor interrompe e informa à platéia que ali fora havia um casal que procurava hospedagem. A senhora estava para dar à luz e eram pobres. Ninguém se manifestou, embora o auditório estivesse cheio. Mas ele insistiu mostrando que eles necessitavam de abrigo. Algumas pessoas levantaram a mão, bem poucas. Então ele concluiu; foi isso que aconteceu em Belém, por ocasião do nascimento de Jesus e continua acontecendo ainda hoje, um casal desconhecido pede ajuda, mas todos estão ocupados ou cheios de compromissos e eles têm que procurar abrigo entre os animais. A porta do nosso coração só se abre pelo lado de dentro, com a generosidade de nosso querer. Maria e José batem nesta porta e pedem abrigo para que o Natal aconteça primeiro em nosso coração. Eles enfrentaram dificuldades como nós enfrentamos. Mesmo que seus planos ainda estejam sem conclusão, que a saúde esteja debilitada, que quem você ama esteja distante, mesmo assim; remova os entulhos, crie um lugar digno e com muita alegria, abra a porta de seu coração e receba o maior presente do mundo, Jesus em sua vida, e seja muito feliz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom dia! Feliz Natal!

23 Dezembro 2010:
Queria que nesse dia (de Natal) os ricos dessem comida abundante aos pobres e famintos, e que os bois e jumentos tivessem mais penso (tratamento de higiene e comida) que o habitual. «Se eu falasse com o Imperador - dizia -, pedir-lhe-ia que promulgasse um édito geral (proclamação pública) para que todos os que pudessem fossem obrigados a espalhar trigo e outros cereais pelos caminhos, para que, em tão grande solenidade, as avezinhas, sobretudo as irmãs cotovias, comessem com abundância»” (São Francisco de Assis, místico italiano, 1181-1226).
Quando Deus se faz homem, todo o universo se alegra. O amor de São Francisco ao significado profundo do Natal era tal, que externava até aos animais e seres inanimados. Como resultado, em 1223 (3 anos antes de sua morte) na cidade de Greccio, na Itália, ele prepara o primeiro presépio, com animais vivos num cenário próximo ao de Belém, e tomado de emoção proclama solenemente o Evangelho do dia, na cerimônia litúrgica. Testemunhas afirmam que irradiava daquele local uma espécie de luz até então desconhecida, que podia ser percebida a quilômetros de distância. O mundo está carente de amor. Os shoppings estão cheios de pessoas comprando presentes de Natal; mas, poucos sorriem para um desconhecido, mesmo em casa, a alegria deve voltar, a música deve ocupar o lugar dos gritos. Externe seu amor neste Natal a todos, com gestos concretos de carinho, onde até os animais se sintam recompensados. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Dezembro 2010:
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Evangelho de São João 1,14).
Deus se tornou um de nós. Em nenhuma época histórica houve alguma religião ou povo que ousasse afirmar aquilo que somente a Fé cristã proclama: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Trata-se de uma revelação, de um anúncio que vem do alto e escandaliza a muitos, ou seja, que Deus se torne humano, um de nós, da nossa raça, com a nossa carne, nossa cor, nossos traços, nossos limites e nosso modo de ser. Em outras religiões, doutrinas e credos e, até mesmo filosofias, é inconcebível tal ideia e realidade, mas o que a Fé cristã acolheu dessa revelação é que Deus se encantou tanto de nossa humanidade; nos quis tão bem, nos amou tanto que sentiu uma saudável “inveja” de nossa condição e quis ser um de nós, para experimentar o que experimentamos; sentir o que sentimos; sofrer o que sofremos. Desta forma, a partir da encarnação do Verbo entre nós, nenhum ser humano tem o direito de dizer que Deus desconhece o que se passa com ele ou que Deus ignora o que cada um sente, sofre e vive. Deus em Jesus Cristo é carne de nossa carne, é vida de nossa vida, é mais próximo de nós do que nós mesmos, é Deus conosco. Depois do primeiro natal ninguém mais pode acusar Deus de ser distante, indiferente, alheio à nossa vida, à nossa História, à nossa realidade, ao nosso destino. Ele é o Verbo eterno que sem deixar sua divindade e onipotência se fez humilde e veio ser um de nós, para nós e conosco para sempre, aconteça o que acontecer, venha o que vier. Natal é esse mistério de humildade, proximidade e amor de nosso Deus que pode ser visto na sua Glória e esplendor por meio de Jesus Cristo; e ao qual devemos sempre amar de todo o coração, com toda a nossa alma e com todo o nosso ser acima de todas as coisas. Contemplar, adorar e ser grato a esse mistério de amor em forma de criança colocada em uma manjedoura é o convite dado a todo homem e mulher de boa vontade a cada natal. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Dezembro 2010:
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria” (Evangelho de Lucas 1, 26-27).
A palavra “anjo” quer dizer “mensageiro”. Em trechos do Antigo Testamento, muitos só percebiam que aquele mensageiro era um anjo, depois que suas mentes se abriram e eles entenderam a mensagem. Vivemos um tempo em que falar de anjos e de suas aparições a pessoas soa estranho e irreal. Isso acontece porque nossa ideia de real é muito apegada ao que chamamos de concreto, material, visível, palpável, calculável. Isso permeia toda nossa vida e nos deixa sem sensibilidade para perceber outra forma das coisas se darem e serem vistas. Anjo, por exemplo, é uma delas! Deste modo, hoje não vemos nenhum anjo a nos visitar e a nos falar. Se isso acontece com alguém, dizemos que está “viajando” (tendo alucinações). No entanto, a Bíblia, fonte de Fé de tantos, assegura que eles existem e que se manifestam a pessoas, Maria, no caso, é uma delas. É uma manifestação simples, direta, discreta e, aparentemente banal, do cotidiano. É que anjo é o mensageiro, o que traz um anúncio, uma boa nova na surpresa de um dia como outro qualquer. Se hoje temos dificuldade de enxergar anjos, ou de ouvirmos a fala deles, a culpa é nossa, que estamos tão ocupados, envolvidos e preocupados com o que chamamos de “real”, que tudo o que vem de outra esfera, de outra dimensão, diferente desta a que estamos encaixados e que encaixotamos tudo no nosso modo de viver, passa despercebido ou é ignorado. O anjo pode ser alguém, um acontecimento, uma situação, um livro, uma doença, um presente, a morte de alguém, a graça de uma festa e um encontro; enfim, tudo o que nos visita aqui e ali, de maneira sóbria e gratuita e que, ao mesmo tempo, deixa para nós uma mensagem capaz de nos envolver, nos iluminar, nos questionar e transformar. Como Maria, precisamos apenas estar abertos, livres, dispostos e disponíveis, para que ao menor sinal de uma visita angélica, mesmo sem compreender seu conteúdo mais profundo; acolhamos seu anúncio que vem tantas vezes envolvido em véus que só se descortinam com o tempo de maturação. E, também, nos deixemos formar e transformar pela sua provocação. Pode ser que na acolhida de um desses anúncios esteja a geração, o desenvolvimento e o nascimento de nossa vida verdadeira, de nossa liberdade, de nossa realização. Em Maria, tal atitude deu início à História de uma alma, à geração de Deus em sua humanidade. O natal cristão com anúncio e visitas de anjos quer sempre de novo e de modo novo provocar e inspirar esse encontro divino e humano em cada ser humano. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Dezembro 2010:
Natal do Senhor é a natividade da Paz” (Papa Leão I, ou São Leão Magno, conhecido por fazer Átila desistir de sua invasão, 440-461).
Natal sem Paz não é Natal. No nascimento de Jesus, os anjos cantavam: paz na terra aos homens de boa vontade. E Jesus nas Bem Aventuranças afirma: Bem aventurados os que promovem a Paz. Para que Jesus possa nascer nos corações neste Natal, é necessário limpar tudo o que desune, todo sentimento mesquinho, todo o ódio ou inveja e deixar nascer o perdão, o arrependimento, o amor. De nada adiantam presentes, luzes, ceias fartas se as pessoas têm dificuldade em olhar nos olhos do “irmão” e desejar um Feliz Natal de muita Paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Dezembro 2010:
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Em tempo: a paz na terra aos homens de boa vontade termina impreterivelmente à meia-noite" (Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista brasileiro, 1923-2004. Texto extraído de "Livro Aberto", Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 304).
Ações de amor geram a Paz. Para muitos, o tempo de Natal termina com a Festa de Reis (6 de janeiro), após a qual, tudo volta ao normal; para outros, o tempo de festas termina com o Carnaval. É como se fosse uma pausa no cotidiano para se festejar. O calendário civil propiciou este entendimento ao agrupar as festas de fim de ano, com as férias escolares. Assim a festa de Natal perdeu sua força religiosa, dando o lugar de Jesus ao Papai Noel. “Paz na terra aos homens de boa vontade”, esse foi o hino entoado pelos anjos no dia do nascimento de Jesus. Paz que é presença de amor. No dicionário, “vontade” é desejo, onde todos se inclinam a uma ação. Assim, “boa vontade” são ações do bem que geram a paz. Poderíamos resgatar um pouco do espírito Natalino com ações de boa vontade capazes de lembrar o mundo que o nascimento de Jesus não foi em vão. Nosso amor fará a diferença. “Depende de nós”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Dezembro 2010:
Penso no Natal como o aniversário de Jesus, a brotação da primavera do Cristo no coração de cada um. Portanto, quando quero dar presentes natalinos para amigos e familiares, escolho-os com todo amor e carinho para o Ser divino que a pessoa amada é” (Lucia Helena dos Santos).
Natal é manifestação do amor presente entre nós. Para São Francisco de Assis, Natal era um mistério de amor, ou seja, Deus nos amou tanto que nos deu seu Filho em nossa fragilidade de criança para nos ensinar a amar. Nada de super poderes dos heróis dos gibis, com raios capazes de aniquilar todos os inimigos, pondo em fuga Herodes e os soldados Romanos, mas na fragilidade de um inocente. Assumindo nossa condição, Ele cresce vive e convive conosco, nos ensinando com palavras e exemplos a importância do amor em nossa vida. Mostra que desde o começo da humanidade Deus se faz presente por seus ensinamentos, e que o amor pode abrir nosso entendimento. O Natal é um marco de transformação da humanidade. Cada celebração de Natal é uma oportunidade de praticarmos esse amor pelo amor a nosso semelhante, que se manifesta no carinho, na atenção, no respeito e até nos presentes. Principalmente no Natal, quem ama revive este nascimento de Jesus no amor a seu semelhante, irradiando alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Dezembro 2010:
Tudo que nos rodeia, é uma grande sinfonia do qual o organista somos nós; mas, tudo é fruto de uma inspiração” (Frei Hermógenes Harada, doutor em filosofia, natural de Miyazaki no Japão, 1928-2009).
A inspiração fala a quem sabe ouvir com o coração. O som imperceptível que move o organista a produzir os sons que todos ouvem é sua inspiração. Se ele toca levado por esta dimensão está em pleno uso de seu talento; mas, se ele pensa em lucro a inspiração cessa e a partir daí é apenas seu treinamento. Quando um oleiro obedece à inspiração, ele a está transmitindo em sua arte, mas se pensa em lucro enquanto trabalha está colocando apenas o que é seu. Cada um de nós tem a capacidade de ouvir a inspiração; muitos, por falta de uso, atrofiam este dom. Mas, nunca é tarde para reativar esta sensibilidade e aprender a ver tudo que nos rodeia com outros olhos, com os olhos do coração. Aí, sim, faremos parte desta grande sinfonia cujo maestro é Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Dezembro 2010:
A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca “jogue uma bola na vida”, de forma que não esteja pronto para recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo o que ela faz é retribuir e transferir aquilo que lhe oferecemos” (Albert Einstein, físico alemão, 1879-1955).
Recebemos conforme damos. Recentes desabamentos em São Paulo foram provocados pelos próprios moradores no decorrer do tempo, pois as águas servidas eram lançadas na encosta sem critério e elas se infiltraram na terra a ponto de saturá-la e enfraquecer sua resistência; com o peso toda a encosta cedeu. A natureza retornou do que recebeu. Ninguém procurou evitar enquanto havia tempo, o comodismo falou mais alto e as consequências vieram. Como estamos tratando a natureza e as pessoas que estão ao nosso lado? Receberemos conforme damos. Quando damos amor e compreensão, recebemos amor e compreensão; se somos rudes, seremos tratados de igual forma; se ignoramos, seremos ignorados. Maior virtude há naquele que ama sem esperar ser amado; ajuda sem esperar ser ajudado, pois este receberá sua recompensa do Pai que está nos céus, como nos ensinou Jesus. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)

13 Dezembro 2010:
Com as pedras que com duro intento os críticos te lançam, bem que poderias erigir um monumento” (Immanuel Kant, filósofo alemão, 1724-1804).
Quem realiza sempre será alvo de críticas. Com os acomodados ninguém se preocupa. A palavra “crítica” traduz a ideia de uma análise criteriosa de qualquer produção, seja ela intelectual ou material. No contexto vulgar, com o tempo, ela teve o entendimento de uma opinião desfavorável sobre o trabalho de alguém. Muitos, ao receberem uma crítica, se retraem e deixam o que estavam fazendo para evitar comentários maldosos. Com isso abandonam seu projeto. Agindo assim estarão dando razão a seus críticos. A atitude correta deve ser outra, ou seja, aproveitar das opiniões divergentes, ver até que ponto elas podem ajudar a corrigir alguma distorção do projeto, e continuar com mais ânimo, pois se está gerando comentários é porque está tendo resultado. Como diz Kant, aproveite das pedras que te lançam para erigir um belo monumento, e com isso deixar pasmos os adversários. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)

10 Dezembro 2010:
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade” (Artigo 1º do Código de Direitos Humanos).
A paz nasce de um coração que muito ama. O mais antigo Código de Direitos Humanos que se tem registro na história é o Cilindro de Ciro II, Rei da Pérsia (atual Irã), escrito em 539 a.C. Nele se destaca a permissão para que os povos exilados na Babilônia pudessem regressar a suas terras de origem (Esdras 1, 2-4). Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos no dia 10 de dezembro de 1948. São exemplos dos esforços para promoção da paz entre os povos, com base no respeito a suas origens, crenças, idiomas etc. Mesmo assim, em muitos lugares ainda existem desentendimentos que levam pessoas inocentes à guerra. Penso que só haverá plena paz quando o ser humano se reconhecer filho de Deus e irmão de todos; admirando as diferenças como um presente do Criador. Para isso, mais que respeito, deve existir amor. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Dezembro 2010:
Se quiser conhecer uma pessoa, não pergunte o que ela pensa, mas o que ela ama” (Aurélio Agostinho, “Santo Agostinho de Hipona”, filósofo e teólogo, 354-439).
O a
mor é a chave que abre as portas do céu. Por mais que se tente definir “amor”, sempre ele ultrapassa as definições, pois sua origem é divina. Só quem realmente viveu uma experiência de amor, entende sua dimensão. A primeira providência é derrubar as barreiras do “egoísmo” (com tudo o que isola) para que a luz divina possa entrar e revelar o amor, pois a maioria das “ditas” manifestações de amor, são apenas individualismos disfarçados no qual a pessoa quer o melhor para si, sem pensar no outro. “Quem ama dá a vida pelo outro”, como fez Jesus por nós. Desta forma, Santo Agostinho nos ensina que o amor revela a pessoa pelo que ela ama. Cabe uma reflexão, e se me fosse feita essa pergunta, “o que você ama?” ou, “onde o seu amor se revela?” qual seria a minha resposta? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Dezembro 2010:
Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti” (Cântico dos Cânticos, capítulo 4 versículo 7).
Natal é tempo de amor preparado com carinho para cada um de nós. Estamos no tempo do Advento (do latim “chegada”), ou seja, de preparação para o Natal (chegada do Menino Deus). Uma das festas que antecedem o Natal é a festa da Imaculada Conceição, isto é, acreditamos que Deus preparou a jovem Maria para ser a mãe de Jesus desde o seu nascimento. No momento da Anunciação (em que ela tomou conhecimento que seria a mãe de Jesus), quando o Anjo Gabriel a saúda ele diz “alegra-te, cheia de “graça” (pura, repleta do amor de Deus), o Senhor está contigo”. Este nascimento vem sendo preparado desde o começo da humanidade, pois somos amados por Deus. Como seria bom se o Natal fosse um tempo de muito amor, em que os presentes fossem manifestação de nosso amor ao próximo e a Deus. É assim que se prepara o Natal, fazendo uma faxina em nosso coração, retirando todo ressentimento, inveja, maldade etc, “alvejando” com muita oração, e decorando com amor. Se todos estiverem irmanados neste propósito, as luzes que brilharão serão luzes de amor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Dezembro 2010:
Não saia de tua boca nenhuma palavra inútil e sem sentido” (Santo Ambrósio, foi bispo de Milão, nasceu em Treves, na Itália em 340 e faleceu em Milão em 397).
Quem pensa antes de falar, evita desentendimentos. À medida que a pessoa vai se distanciando do hábito da leitura, começa a faltar-lhe vocabulário adequado para expressar suas ideias; então, lança mão de palavras ou expressões contidas no colóquio popular, que muitas vezes fogem do sentido original. Uma das mais fortes expressões da alma de um povo são suas músicas. Elas contribuem para formação do povo. Você já parou para analisar detalhadamente as letras das músicas que fazem sucesso? Na maioria existe uma tristeza por um amor não correspondido. São Francisco disse em certa ocasião que (figurativamente) nosso pescoço deveria ser do tamanho do de uma girafa, para que as palavras fossem refletidas muitas vezes antes de serem pronunciadas. Se todos pensassem antes de falar, muitos desentendimentos seriam amenizados, haveria mais seriedade nos estudos, as ações seriam mais precisas e teríamos mais engajamento político por parte do povo em busca de uma nação fraterna. Como seria maravilhoso que de nossa boca só saíssem elogios e as correções fossem em tom de ajuda. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

6 Dezembro 2010:
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença” (Luis Fernando Veríssimo é um escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, nasceu em Porto Alegre, 26 de setembro de 1936).
“Espelho, espelho meu!”. Uma fina camada de metais (prata, alumínio ou amálgama de estanho) depositada na parte posterior de um vidro é capaz de refletir a imagem de tudo que está diante de si, a este objeto chamamos de espelho. Ao olharmos para o espelho, nem nos damos conta de seu processo de fabricação, o que nos interessa é ver nossa imagem nele refletida da melhor forma possível, tal qual Narciso (mitologia Greco-Romana). O autor nos lembra que a vida se comporta como um espelho “mágico”, ou seja, devolve a imagem criada por nossos pensamentos. Como um bom servo ele diz sim às ordens que transmitimos pelo que pensamos. Neste sentido, somos fruto do que se ocupou por mais tempo o nosso pensar. Que imagem da vida seus pensamentos te devolvem? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Dezembro 2010:
Senhor, conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para paz, aceitando este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não como eu gostaria que ele fosse. Confiando que o Senhor fará tudo dar certo se eu me entregar à Sua vontade; Pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz na outra.”
Amém! (atribuída a Karl Paul Reinhold Niebuhr, teólogo americano, 1892-1971)
Esta oração é conhecida como a oração da serenidade. A palavra serenidade traduz a ideia de paz, tranquilidade. Tranquilo é como o mar, sempre sereno, tem suas marés altas ou baixas, mas poucas coisas o podem abalar, pois conhece seus limites e a força de suas águas. No entanto reconhece que a maior força vem do Criador que tudo governa. Quem se entrega em suas mãos, Ele pode conduzir e vai longe. Quem é auto-suficiente, tem jornada curta. Peçamos ao Pai sabedoria para entender nossa missão neste mundo, coragem para realizá-la e humildade para levantar novamente se acaso tropeçarmos e formos ao chão. Junto com Deus seremos maioria absoluta. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (14 anos)

3 Dezembro 2010:
Nossa vida é a soma dos resultados das escolhas que fazemos, consciente ou inconscientemente. Se somos capazes de controlar nosso processo de escolher, podemos controlar todos os aspectos de nossa vida. Desfrutamos, então, da liberdade que vem do fato de estarmos em controle de nós mesmos” (Robert Frederick Bennett, político americano, 1927-2000).
O processo de escolhas é constante em nossa vida. Ao acordar, decido se abro os olhos ou permaneço com eles fechados. Tomo banho agora ou mais tarde. Café com leite ou puro. Ligo o rádio ou ouço um CD. Muitas delas nem pensamos nas consequências, mas elas existem. De um gesto simples de lançar uma semente na terra, se a natureza for propícia, pode germinar e se tornar uma grande árvore, frondosa e cheia de frutos. Um palito aceso lançado ao acaso pode gerar uma grande explosão, se as condições forem favoráveis. Grandes pensadores só abriam a boca para dizer algo depois de muito refletirem sobre o que dizer. A base do controle de nós mesmos está no domínio sobre o que pensamos, pois daí nascem todas as escolhas que fazemos. Uma escolha mal feita pode gerar uma vida de arrependimentos. Se quiser ser livre, aprenda a pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Dezembro 2010:
Aos tímidos e aos indecisos tudo parece impossível, porque assim lhes parece” (Walter Scott, escritor britânico, 1771-1832).
A preguiça cria obstáculos intransponíveis. De certa forma, a maioria das pessoas apresenta certa dose de timidez, principalmente diante de situações inesperadas, ou diante de estranhos. Mas há os tímidos diante de situações simples do cotidiano, têm dificuldade de se manifestar, quase que se anulando. Para estes e para os indecisos tudo se apresenta como uma barreira intransponível. Mas, essa barreira só existe em suas mentes. A mente é capaz de criar obstáculos. Quantas barreiras nós criamos por medo de enfrentar a realidade e que ao fim, tudo se resolve. Procure resolver o quanto antes para evitar que o medo crie obstáculos ainda maiores. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Dezembro 2010:
Quem está sempre preocupado com alguma coisa não consegue aproveitar o mundo” (Lao Tze, filósofo chinês, aproximadamente sec. VII a.C.).
O lado alegre da vida acontece sem muito planejamento. A palavra, “preocupado”, revela uma ocupação anterior (pré + ocupado), ou seja, antes do início a pessoa já se ocupava com ela. Uma dona de casa que tem que lavar a roupa e na hora do café fica imaginando: terá que separar por cor e pela textura do tecido, algumas terá que deixar de molho, será que vai dar sol para secar? Com toda esta preocupação ela poderá esquecer o café, e perder o serviço. Se ela fizesse primeiro o café com toda a atenção necessária e depois a roupa com igual zelo, as duas seriam bem feitas e ela aproveitaria melhor o seu tempo. Quantas vezes, quando estamos preocupados, saímos e nem prestamos a devida atenção no trânsito, colocando em risco até a nossa vida? Deixamos de apreciar a paisagem, o brilho do sol, as pessoas etc. Um planejamento bem feito é salutar, mas perder tudo o que o dia tem a nos oferecer por causa de uma coisa que na maioria das vezes acontece bem diferente do que imaginamos é perda de tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 Novembro 2010:
Se uma pessoa entrega-se a maus pensamentos e permite que estes a governem, todo este conjunto, corpo e mente responderá a eles e será moldada a sua natureza. Esses pensamentos afetarão as mentes das outras pessoas, que são intimamente conectadas ou que tem semelhança de ideias e pensamentos” (Swami Abhedananda, monge hindu, 1866-1939).
Nossos pensamentos moldam até nossa aparência. A maravilhosa máquina humana tem seu centro de comando no cérebro. Nele há a “interface” do mundo interno com o externo através dos sentidos. Ela filtra as informações externas conforme os interesses do cérebro. Este por sua vez, coordena as ações de todo o corpo. Só que as informações externas estão em contato com outras “interfaces” e assim tudo está de certa forma, interligado. Veja, por exemplo, o caso de uma torcida de futebol organizada assistindo a uma partida de seu time. As pessoas ali se comportam como sendo uma, porque existe semelhança em seus pensamentos naquele momento. É como se algo maior as comandasse e elas nem se dão conta disso. Penso que o monge hindu se refere a algo semelhante quando pede que a pessoa evite “terceirizar” (delegar a outros) o comando de seus pensamentos. Preocupado com isso ele chama a atenção para evitar os maus pensamentos, pois eles despertam maior interesse nas pessoas e certamente assumirão o comando do cérebro. E mais, todos os que pensam de forma semelhante se integrarão em pensamentos e ações, como numa torcida organizada. Isto é tão forte que pode moldar até a forma física da pessoa e a maneira de se vestir. Evite isso sendo o “comandante” de seus pensamentos e ações. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Novembro 2010:
O ferreiro bate o ferro com muitos golpes até ficar perfeito” (Frei Egídio de Assis, terceiro companheiro de São Francisco de Assis, +1262).
Quem se deixa guiar, nunca erra o caminho. Acredita-se que a profissão de ferreiro exista há mais de dois mil anos antes de Cristo. Ele, utilizando-se de fogo e martelo, “forja” o ferro ou aço para obter o objeto desejado. Cria verdadeiras obras de arte. Frei Egídio compara Deus como sendo o ferreiro e nós como suas obras primas. Assim, se quisermos ser perfeitos, devemos nos deixar moldar. A “forja” é dolorida, e as pancadas do martelo são necessárias para corrigir as imperfeições, dando ao metal a forma correta. Desta forma, antes de reclamar da vida, pense na correção como sendo um aperfeiçoamento para chegar à forma ideal. Reveja suas atitudes e descubra nelas o que pode ser melhorado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Novembro 2010:
O coração do homem pode estar deprimido ou excitado. Em qualquer dos dois casos o resultado será fatal” (Lao Tze, filósofo chinês, aproximadamente sec. VII a.C.).
Quando vemos artistas de circo fazendo suas apresentações que encantam nossos olhos, imaginamos a quantidade de treinos necessários para chegar a este nível técnico, que os levam a ultrapassarem seus limites. Para uma pessoa sem este preparo seria quase que impossível realizar, pois temos nossos limites. Tudo o que foge destes limites, nos deixa sem controle, a mercê dos instintos e muitas vezes com resultados desastrosos. Acontece algo semelhante no campo “sentimental”, “da emoção”. Quando ultrapassamos certos limites, perdemos o controle, com consequências imprevisíveis. Como em uma embarcação que têm os seus limites, ir muito à frente acaba caindo da proa e muito atrás cai da popa, e em ambos ele cai na água, assim também a pessoa deve respeitar os limites. O coração excitado e o deprimido ficam “cegos”, isto é, dominados pela emoção e fazem coisas sem pensar nas consequências. Já o coração sereno consegue ver além dos limites. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Novembro 2010:
Não ficaram limpos os dez? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?” (Jesus em Lucas 17, 17-19).
Hoje é dia Nacional de Ação de Graças (Lei 781 de 17/8/1949 e Lei 5110 de 1966). “Por favor” e “obrigado” são duas palavrinhas mágicas da amizade. Nesse trecho do Evangelho, Jesus cura dez leprosos e só um volta para agradecer; e Ele se surpreende pela ausência dos outros nove. Talvez até hoje a proporção continue a mesma, só 10% sabe agradecer. A festa litúrgica de hoje é para nos lembrar que devemos agradecer, pois é um sinal de amor. Tudo o que somos ou possuímos é fruto do amor de Deus por nós. Em outros países essa festa está ligada ao agradecimento pelas colheitas. No Brasil esse costume foi interrompido quase que por decreto do governador da época que chegou a proibir a comercialização do “peru” nos dias próximos a esta data, pois ele não gostava que ficassem agradando os mais pobres e até sugeriu substituir a ave por pavão. Quem tem o costume de agradecer, não precisa de festa, o faz espontaneamente por ter um coração bondoso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Novembro 2010:
O sucesso na vida não depende de receber boas cartas, mas de jogar bem com cartas ruins” (Lauro Trevisan, padre, escritor e conferencista brasileiro (gaúcho de Santa Maria), nasceu em 1934).
Na jornada da vida, temos que aproveitar bem o que carregamos na mochila. Sou ruim no jogo de cartas (nunca me interessei muito) só conheço um pouco do jogo de truco. Neste jogo, os “profissionais” seguem as cartas (mentalmente) e quando apostam, é para ganhar; daí perde a graça da brincadeira e vira jogo tipo vício. Mas, quando jogado só por amadores ele é um jogo engraçado. Nele cada um recebe três cartas ao acaso; e para vencer, precisa ter cartas melhores em duas ou fazer o adversário desistir, levando-o a pensar que suas cartas são melhores, “trucando” (tipo poker = aumentando a aposta). O bom jogador é aquele que sabe tirar proveito das cartas que tem na mão, colocando a carta certa no momento exato. Às vezes, quando as cartas são péssimas, é preciso “trucar” (arriscar com confiança). Penso que seja neste sentido o pensamento de Lauro Trevisan quando compara a vida como às cartas, ou seja, nem sempre temos à mão tudo o que desejamos da maneira como gostaríamos, então é melhor aproveitar bem o que temos, para ganhar este jogo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Novembro 2010:
O homem que não se contenta com pouco, não se contentará com nada” (Epicuro de Samos, filósofo grego, 341-270 a.C.).
A palavra contentar significa estar contente, satisfeito, agradável. Um viciado nunca está satisfeito, sempre quer mais. Um esnobe sempre quer aparecer mais. Geralmente os animais se contentam com que a natureza lhes proporciona. Na pobre Índia, Ghandi renunciou ao excedente e levou o povo indiano a se contentar com o pouco que tinham. Este pouco era produzido em seu país, o excedente vinha da Inglaterra. Esta simples opção contribuiu para a Índia se livrar do domínio Inglês. Independente da questão política, trabalhar o pouco que se tem em mãos evita gastos desnecessários. Quantas pessoas compram por impulso aquilo que elas já têm em casa. Basta dar uma olhada no guarda-roupa e nos calçados, e se perguntar: preciso realmente de mais um? A vontade de ter para aparecer leva muita gente ao precipício. Aprender a se controlar no impulso consumista ajuda a ter equilíbrio na vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Novembro 2010:
Faça o necessário para alcançar teu mais ardente desejo, e acabarás alcançando” (Ludwig Van Beethoven, compositor alemão, 1770-1827).
Para chegar ao solo em segurança, o paraquedista precisa fazer o necessário, ou seja, abrir o paraquedas no momento certo. A palavra “necessária/o” lembra exatidão, nem mais nem menos. Tudo tem sua medida. Há a quantidade de água para aguar uma planta que é diferente para cozinhar o arroz. Temos a mania de achar que as coisas acontecem quase que por encanto. Pensando assim deixamos de fazer o necessário, e as coisas continuam paradas ou em sua cadência morosa sem acontecerem em sua velocidade ideal. Fazer o necessário é arregaçar as mangas da camisa e dar o melhor de si para alcançar o objetivo. Nosso esforço faz a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Novembro 2010:
Um lar será forte e indestrutível quando sustentado por quatro colunas; um pai valente, uma mãe prudente, um filho obediente e um irmão complacente” (Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C.).
Para ser um lar é necessário que cada um cumpra bem o seu papel. A palavra “valente” traduz a ideia de denodado, corajoso, forte, robusto, etc. Diferente da ideia de “valentão” que implica com todos. Aqui valente é como um guardião da família, que a nutre e protege. Prudência é uma virtude que conduz ao destino almejado evitando os perigos. Tem a sensibilidade de perceber pequenas alterações no cenário e entender o elas significam, para poder tomar a atitude correta. Assim age a boa mãe. O termo “obedecer” tem em sua raiz a palavra “audire” (ob+audire) do latim, “ouvir”. O filho que obedece sabe ouvir, bem diferente de simples submissão, é um ouvir com o coração, é um aprendizado no fazer. Complacente é a pessoa que busca agradar, sabe entender e tem satisfação em ajudar. Sustentada nestas quatro colunas, e tendo como telhado a proteção Divina, esta família é um lar abençoado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Novembro 2010:
Se fosse possível descobrir o primeiro e verdadeiro germe de todos os afetos elevados e de todas as ações honestas e generosas de que nos orgulhamos, encontrá-los-íamos quase sempre no coração de nossa mãe” (Edmundo De Amicis, escritor italiano, 1846-1908).
Os mais puros sentimentos brotam da gratuidade. Quando há qualquer espécie de recompensa, já mancha o generoso gesto de amor, pois se transforma em “comércio”. A mãe quando ama seu “rebento”, o faz sem interesse, sem esperar recompensa por isso, e nisto está sua força, capaz de vencer os mais duros obstáculos para defender sua “cria”. De certa forma esta energia inunda o coração da criança e ela por sua vez fará gestos ainda maiores, pois esta sementinha de amor cresceu em seu coração. É um processo contínuo que desconhece fim. Saiba agradecer a sua mãe pelo amor que lhe dedicou. Se ela já partiu para a casa do Pai, eleve seu pensamento em oração de agradecimento. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Novembro 2010:
Haveria muito mais coisas se acreditássemos menos nas impossibilidades” (Guillaume de Lamoignan de Malesherbes, político francês, 1721-1794).
A primeira barreira é mental. A palavra impossibilidade já nos coloca diante de uma situação sem solução, em outras palavras, as portas estão fechadas, estamos de mãos atadas. Muitas vezes ela nem foi tentada e logo ocorreu a desistência. É semelhante a alguém que chega diante de um grande portão fechado e em vez de tentar abrir, senta para lastimar seu infortúnio. E uma criança com sua mente aberta e sem preconceitos, se aproxima e toca na maçaneta e logo ela se abre. Desistimos muito facilmente sem ao menos tentar. Percebemos então que as maiores barreiras só existem diante de quem acredita nelas, pois para quem tem coragem de enfrentar os seus “medos” elas são apenas obstáculos a serem contornados. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!

16 Novembro 2010:
Com cuspe e lodo o Senhor iluminou o cego de nascença” (Frei Egídio de Assis, 3° companheiro de São Francisco, +/- 1190-1262).
O amor ao próximo está acima dos preceitos legais. A palavra “cuspe” define a saliva expelida pela boca. Para muitos povos orientais o gesto de cuspir é um sinal de desprezo. Mas Jesus junta a saliva com o pó da terra e faz lodo, ou seja, com o que era desprezível ele ilumina (faz enxergar) um cego que nunca tinha visto a luz, e isto em dia de sábado, o que para os judeus era totalmente proibido. E mais, ele rompe com a crença da época que toda doença é consequência de pecado. Ele é a LUZ do mundo. Vejo nesta cena descrita no Evangelho de João (1, 41) um sinal que o “bem” está acima dos preceitos legais, e o que é desprezível para alguns, Deus o transforma em objeto de cura. Quando Deus está ao nosso lado nada é impossível. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Novembro 2010:
A pessoa que muito se admira, chega a confundir qual é sua face e qual é a sua representação” (Pío Baroja, escritor espanhol, 1872-1956).
Somos o que somos diante de Deus e nada mais. Assim como atores, que representam vários personagens, dependendo do espetáculo, há pessoas que fazem o mesmo na vida real. Com a família é de um jeito, no serviço é de outro, nas diversões é bem diferente e assim por diante. Procura se portar de acordo com a imagem que quer passar naquele instante. Acaba esquecendo sua identidade. Quem age assim é como político em véspera de eleição, que assume este papel de “camaleão”, mudando de camuflagem de acordo com o ambiente. Perdem sua personalidade. Em pessoas assim fica difícil confiar, pois pode mudar de opinião no instante seguinte. Talvez por isso que os gregos insistiam tanto na máxima, “conhece a ti mesmo”. Seja autêntico. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Novembro 2010:
Não há talento mais valioso que o de não usar duas palavras quando basta uma” (Thomas Jefferson, político americano, 1743-1826).
Para quem sabe, poucas palavras são necessárias. Quando se fala muito para descrever algo simples, pode significar pouco conhecimento da matéria ou uma tentativa para distorcer o fato. Às vezes são os dois. Quem age assim, se assemelha a alguém que tem que apresentar um objeto e para destacar o mesmo, então enche de adornos que no fim “escondem” o objeto (minimizam sua importância). Quando a fala vai além do objetivo, atinge outros campos e acaba desvirtuando a mesma. Talvez por isso Jesus recomende no Evangelho de Mateus (5, 37): “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que passar disto vem do maligno”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Novembro 2010:
O que une uma equipe é quando um cobre as fraquezas do outro” (Phil Jackson – treinador de basquete da era de ouro do Chigago Bulls de Michael Jordan e atual técnico do Los Angeles Lakers).
A corrente só é forte porque seus elos estão unidos. A experiência em esportes de equipe demonstra claramente a importância da união do grupo. Em um treinamento da equipe de vendas da Ericsson, o palestrante mostrou uma figura de um barco afundando. Nela, enquanto as pessoas que estavam na parte baixa, que começava ser inundada, se esforçavam para retirar a água, os que estavam na parte ainda seca comentavam: “ainda bem que nosso lado está seco”. Todos estavam no mesmo barco, e era uma questão de tempo para todos estarem juntos na água. Diante de certas circunstâncias, por mais que sua parte esteja certa e em dia, há necessidade de apoiar os mais fracos para que o resultado seja favorável para a equipe (empresa, time etc). Os verdadeiros heróis aparecem em momentos difíceis, quando se lançam em favor dos que estão em dificuldade para ajudá-los, jamais para criticá-los. Depois de superada a situação difícil, a avaliação das causas evita erros futuros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Novembro 2010:
Quanta coisa existe atrás de um sorriso. É a chave que decifra a pessoa por inteiro” (Thomas Carlyle, historiador, pensador e ensaísta inglês, 1795-1881).
O sorriso abre portas e revela a alma. Existe diferença entre riso e sorriso. Por riso se entende aquele momento em que a pessoa solta sua emoção diante de um fato hilário, é o achar graça de algo. O sorriso é mais profundo, revela sua alegria interior e todo o seu ser. O sorriso substitui mil palavras. Saber sorrir evita o desgaste da rotina, pois em tudo percebe algo novo que se revela aos poucos. O sorriso dissipa a angústia, estimula o trabalho, cria amizade. Auxilia na educação quando corrige com firmeza, mas demonstra com a alegria em seu semblante que quer ajudar. O sorriso é fruto de todo um trabalho interior de fortalecer o espírito para poder vencer os desafios da vida de uma forma jovial. Como um jardim, ele requer atenção diária para irradiar alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Novembro 2010:
Bem mais graves são os efeitos produzidos em nós pela ira e pela dor, com os quais reagimos às coisas, do que aqueles produzidos pelas coisas em si, pelos quais nos encolerizamos e sofremos” (César Marco Aurélio Antonino Augusto, imperador romano, 121-180).
Quando falta alegria, a ira e a dor destroem a pessoa. Por mais resistente que seja uma peça de ferro, se a oxidação (ferrugem) começa seu trabalho, em pouco tempo ela será completamente destruída. Efeito semelhante tem em nossa alma a ira e a dor, que põem a perder o mais forte dos homens. A ira só consegue tomar conta da pessoa se ela é alimentada, isto é, quando ela acredita que todos estão contra ela. Por mais inocente que seja um gesto ou atitude de alguém, quem está sendo contaminado pela ira, vê uma agressão velada, e reage com agressividade. O que para uma pessoa normal seria sem importância, a ira “vê” como uma provocação. Ela sofre com isso. Este estado de espírito machuca muito mais que a coisa em si. Para que a ferrugem pare seu efeito no metal, é necessário lixar a parte contaminada, removendo o que foi deteriorado, recuperar o estrago, limpar e passar protetor e finalmente pintar a peça. Na pessoa a ação é semelhante, lixar completamente o que magoa e recuperar a confiança, limpar os preconceitos, perdoar, ver de forma diferente e finalmente deixar brilhar a alegria. Evite o estrago da ira, cultivando um espírito alegre. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Novembro 2010:
Tomai vossas refeições como se elas fossem remédios. Quer quando comeis coisas deliciosas, quer quando comeis coisas desagradáveis, jamais deveis sair da proporção certa. Comei o suficiente para vos manterdes” (do último discurso de SIDDHARTHA GAUTAMA, “O BUDA”, viveu no quinto século antes de Cristo).
O autocontrole de hoje modela seu amanhã. Comece com a boca. Com a aproximação do verão, as academias ficam cheias de pessoas que procuram melhorar a forma física, para aproveitarem mais os dias quentes, com atividades ao ar livre. Outros procuram perder peso, melhorar sua saúde. A estes esta recomendação de Buda (da citação acima) serve de lição, ou seja, moderar o apetite, sem exageros, nem para mais nem para menos, comer o suficiente. Se nos alimentássemos apenas com o necessário, ninguém era exageradamente “gordo”, nem haveria desperdício de alimentos. A falta de autocontrole nos leva a tristes lamentações com o passar do tempo. Se deixarmos nosso corpo à mercê de seus instintos, ele se comporta como um animal de estimação muito mimado que só faz o que lhe é agradável, sem medir as consequências. Nossa mente tem que assumir “as rédeas” do controle e disciplinar os instintos para evitar surpresas desagradáveis. Vale para todos os instintos, não apenas para o apetite. Hoje você é reflexo de como você foi, e o que será amanhã, será reflexo de como você é hoje. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Novembro 2010:
Se não podemos por fim em nossas diferenças, então contribuamos para que o mundo tenha um lugar adequado para elas” (John Fitzgerald Kennedy, estadista americano, 1917-1963).
Onde há dois indivíduos, há diferenças. Desde criança convivemos com conflitos, nem sempre expressos em palavras; muitas vezes é utilizado o choro, o grito, objetos arremessados e por aí vai. Na escola, o professor é desafiado a liderar as diferenças, harmonizando-as, sob pena de perder seu trabalho. Na família, no trabalho, no trânsito, entre os animais, sempre há diferenças a serem acertadas para uma boa convivência. Nem sempre chegamos a pleno acordo, pois em algumas vezes temos que ceder um pouco em nome do entendimento. É semelhante ao lapidar de uma rocha até que cheguemos à escultura. Olhando sabiamente para o desentendimento, percebemos que ele é enriquecedor quando nos aponta para as falhas que ainda persistem. Ter a humildade de reconhecer as nossas falhas para que haja harmonia enriquece a todos. Mas, se há pontos que são impossíveis de serem acertados, então que haja lugar para todos, pois na natureza nem tudo é montanha, há lugar para a praia, para o lago, floresta e até deserto. Nestes contrastes, há beleza, quando há respeito para o lugar do outro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

3 Novembro 2010:
Senhor, conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para paz, aceitando este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não como eu gostaria que ele fosse; Confiando que o Senhor fará tudo dar certo se eu me entregar à Sua vontade; Pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz na outra.”
Amém! (atribuída a Karl Paul Reinhold Niebuhr, teólogo americano, 1892-1971)
Esta oração é conhecida como a oração da serenidade. A palavra serenidade traduz a ideia de paz, tranquilidade. Tranquilo é como o mar, sempre sereno, tem suas marés altas ou baixas, mas poucas coisas o podem abalar, pois conhece seus limites e a força de suas águas. No entanto reconhece que a maior força vem do Criador que tudo governa. Quem se entrega em suas mãos, Ele pode conduzir e vai longe. Quem é auto-suficiente, tem jornada curta. Peçamos ao Pai sabedoria para entender nossa missão neste mundo, coragem para realizá-la e humildade para levantar novamente se acaso tropeçarmos e formos ao chão. Junto com Deus seremos maioria absoluta. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (14 anos)

29 Outubro 2010:
Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada” (Otto Von Bismarck, político alemão, 1871-1890). Quem age sem pensar, se arrepende mais tarde. Se esta frase de Bismarck fosse dita no Brasil, em vez de caçada seria a pescaria, ou o futebol. Cada um pescou o maior peixe, o seu time foi o melhor, o juiz roubou, foi fora etc. nem mesmo em pesquisas se pode confiar, pois elas pendem para o lado que pagou. São momentos de emoção e torcida, onde os sentimentos falam mais que a razão. Tudo é feito para chamar atenção. Só que em eleição está em jogo o destino de uma nação. Seu voto pode se virar contra você quando quem você elegeu começar a fazer o que você não queria. Por isso, sua base de decisão deve ser a razão. Ajude o Brasil de amanhã, votando bem hoje. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Outubro 2010:
Muitas vezes as leis são como as teias de aranha, os insetos pequenos ficam presos nela, os grandes as rompem” (Anacarsis, príncipe escita (povo ao sudoeste da atual Rússia) viveu no século VII a.C.).
As leis são preceitos ou regras estabelecidas por direito. Um dos mais antigos códigos que conhecemos é o Código de Hamurabi, calcula-se que é datado de 1700 antes de Cristo. As leis são a base do direito em uma sociedade. Como se vê pela citação de Anacarsis, desde o seu tempo os mais bem relacionados conseguiam os favores da lei enquanto que os mais desprestigiados só encontravam os rigores da lei. Até hoje é assim. Talvez por isso a preocupação de se aprovar leis em bloco, por voto de liderança, em vésperas de feriados ou de grandes eventos, para que ninguém se preocupe em tomar conhecimento do teor das mesmas, favorecendo a grandes interesses. Diante de impasses até o Supremo Tribunal tem dificuldade para decidir, se eles envolvem pessoas de prestígio. Com isso os insetos grandes continuam rompendo as teias, enquanto os pequenos são devorados. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Outubro 2010:
Quando alguém te pede uma crítica, na verdade quer um elogio” (William Somerset Maugham, escritora britânica, 1874-1965).
Temos que perceber as “entrelinhas” do que ouvimos. Nem sempre conseguimos expressar exatamente o que queríamos dizer, pois a fala tem seus limites; desta forma, ao ouvirmos algum relato, temos que ir além das palavras e tentar entender as razões. Tendo esta atenção, conseguiremos de certa forma “ouvir o que o coração está querendo dizer” e que no momento faltam palavras para expressar corretamente. Fazemos isso para entender as crianças e os animais de estimação. Podemos também aplicar aos adultos. Chegaremos a perceber o que nem foi dito. Este esforço aproxima as pessoas, e alivia o “peso” que carregam. Também é uma forma de amar quando a intenção é boa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Outubro 2010:
Grande parte das dificuldades que atravessa o mundo se devem ao foto que os ignorantes estão completamente seguros e os inteligentes cheios de dúvidas” (Bertrand Arthur William Russell, filósofo, matemático e escritor Inglês, 1872-1970).
Grandes erros seriam evitados se quem tinha o poder de decidir buscasse conhecer mais antes de agir. A palavra “ignorar” traduz a idéia de desconhecer, estranhar. Neste sentido, todos nós somos em certos temas ignorantes, pois a fonte do conhecimento nunca se extingue. Sempre teremos mais para descobrir. Talvez por falta de vontade ou garra de se aprofundar no conhecimento, alguns se contentam no conhecimento superficial e se acham especialistas, e muitas vezes ocupam cargos decisivos, trazendo grandes prejuízos em conseqência de seus atos impensados. Alguns impressionam, pois falam transmitindo uma sensação de segurança na matéria. Mas, quem é inteligente, antes de falar sobre o tema, busca tirar as dúvidas, pois sempre aparecem novidades para quem pesquisa. O mundo seria melhor se as pessoas tivessem a humildade em reconhecer seu desconhecimento em certos assuntos e buscassem com empenho em melhorar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Outubro 2010:
Levei quinze anos a descobrir que não sabia escrever, mas depois já não podia mais parar - tinha ficado demasiado famoso” (Robert Charles Benchley, foi um colunista de jornal, ator e editor de dramas e humorista americano, 1889-1945).
Quem na vida procura sempre melhorar, abre espaço para a perfeição. Robert começou sua carreira como tradutor; como escritor, seus textos foram considerados demasiado técnicos, mas depois de uma brincadeira (professor Soong) ganhou fama com escritos de cunho humorístico. Nesta frase ele nos ensina o valor da persistência quando se quer algo. A vida nos mostra que a maioria desiste diante das primeiras dificuldades; mas, quem quer vencer, analisa os fracassos e faz deles um instrumento de melhoria, pois eles nos ensinam onde podemos melhorar. Assim, se por acaso você tropeçar, agradeça a “pedra” por lhe ensinar a ter mais atenção por onde você anda. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Outubro 2010:
Os políticos são como os cinemas de bairro, primeiro fazem você entrar e depois mudam a programação” (Enrique Jardiel Poncela, político espanhol, 1901-1952).
Falar é uma coisa, cumprir é outra bem diferente’. Recordo-me de minha infância em Brasília, antes da inauguração. Meu pai era topógrafo, trabalhava quase sem descanso, pois deveria locar (determinar o local exato de cada evento) o projeto de Lucio Costa, no tocante ao Urbanismo, e de Oscar Niemayer relativo ao projeto Arquitetônico, dando assim serviço para as máquinas de terraplanagem e aos operários que começavam a erguer as primeiras construções. O ritmo era acelerado, pois havia uma data prevista para inauguração. Após sairmos do acampamento do Núcleo Bandeirante, fomos morar em uma das primeiras casas populares geminadas, do Plano Piloto (antiga quadra 34, hoje 712 Sul). De vez em quando aparecia uma caminhonete com um equipamento de projeção de filme utilizando a técnica do Cinemascope. Utilizava a parede lateral do Bloco de Casas Geminadas para servir de tela de projeção. Cada criança levava seu banquinho, ou improvisava um, para assistir ao filme ao ar livre. Ninguém se importava com os insetos que a luz atraía. Nem havia programação, pois apareciam sem avisar e passavam o filme que estava à mão. Penso que o autor (da frase) se refere a algo parecido com esta experiência, quando compara político com o cinema de bairro. No cinema as crianças são atraídas pelo filme. Na política, atraídos pelas promessas de campanha, que muitas vezes estão longe das atribuições do cargo postulado, muitos eleitores são “fisgados” para dar o seu voto em quem mais “fala sorrindo”, para depois serem totalmente esquecidos, uma vez que não podem revogar o voto. E assim os mesmos políticos se perpetuam de mandato em mandato, ou nos cargos de alto escalão, se equilibrando em suas alianças, muitas delas ferindo a ética e o que sobrou de sua consciência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Outubro 2010:
Um crítico é alguém que conhece a estrada, mas não sabe dirigir” (K. Tynan, crítico inglês, 1927-1980).
“As uvas estavam verdes” (da fábula de Esopo, A Raposa e as Uvas). Cinco séculos antes de Cristo, já existiam críticos de arte na Grécia antiga (citado por Plínio, o velho). Como profissão, crítico é alguém que tem vasto conhecimento técnico sobre determinada matéria, e o utiliza na intenção de sanar as dúvidas que possam existir sobre a mesma. Em consequência do mesmo, no meio popular começou-se chamar de crítico todo aquele que opina sobre qualquer assunto, mesmo sem conhecimento. Muitas vezes a inveja é quem alimenta a crítica. Quando falta capacidade para realizar alguma coisa que outro faz, prefere a crítica à humildade em buscar aprender. Tal atitude pode virar uma paranóia que só se contenta quando consegue prejudicar, e com isso a pessoa vira escrava de si mesma, sem liberdade para viver tudo o que a vida lhe oferece. Quando sentir vontade de criticar, antes de falar qualquer coisa, examine a si mesmo para determinar qual é a origem de sua insatisfação, e quem sabe, corrigir-se antes de corrigir o outro. Quem não consegue, critica. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Outubro 2010:
Quanto mais numerosas são as coisas que temos que aprender, menos tempo temos para estudá-las” (Eugene Marcel Prévost, escritor francês, 1862-1941).
Só se chega ao fim quando se tem um bom início. Quando alguém aprende algo novo, como andar de bicicleta, ou a nadar, e gosta do que está fazendo, percebe que quanto mais se exercita, mais aprende. De modo semelhante acontece quando a pessoa se encanta com determinada matéria, ou assunto de pesquisa, quanto mais se busca conhecer, mais descobre que ainda tem muito a aprender. Em muitos casos esta busca se deu em função de uma determinada necessidade que requer um tempo para resposta, pois há outras questões de dependem dela. Se bater o desespero e sair “atropelando” para cumprir o prazo, corre o risco de colocar tudo a perder. Neste caso vale o conselho de São Francisco de Assis: "Comece fazendo bem feito o necessário, depois vá fazendo o que é possível e logo estará fazendo o impossível." Mas, tudo isso com persistência, no seu ritmo, sem deixar que outras questões tirem sua concentração, onde a busca da perfeição está entre as prioridades. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Outubro 2010:
Mudei o modo de trabalhar. Arei a terra com cuidado, lenta e profundamente. Pulverizei os torrões grossos com paciência. Ao mondar (emendar, corrigir) as mudas, arranquei com cuidado joio por joio. Cobri as raízes das mudas uma por uma com terra fofa, carinhosamente. As mudas cresceram. Abriram-se as flores de trigo e surgiram espigas generosas. Assim, gozei de abundância o ano inteiro” (Chuang-tzu, filósofo chinês, viveu entre 370-301 a.C.).
Ao agir em sua vida, nunca faça de modo dispersivo. Este trecho citado é parte de uma história onde se demonstra que os frutos generosos são consequência de um trabalho bem feito, pois a natureza responde à forma como ela é tratada. Esta comparação com o campo é uma forma ilustrativa para demonstrar como o homem deve agir em tudo o que ele faz. Quando age com cobiça, querendo acelerar o crescimento, num primeiro momento até parece que deu certo, pois tem a impressão que tudo cresceu, mas é sem sabor, só tem aparência, logo tudo apodrece. Quem age assim vive arrastado pela opinião alheia, perdeu o vigor próprio de sua juventude, e em tudo o que tenta realizar falta consistência. Quando age em harmonia com o coração, “buscando a paciência dos céus”, respeitando a natureza em seu ciclo, ela responde com generosidade, a vida devolve do que recebeu, pois somos UM. Assim, procure agir com retidão e paciência, pelo perdão se harmonize com seus adversários evitando contendas e desavenças, nos pontos polêmicos, dê um tempo ao tempo, deixe a força da união vencer as dificuldades. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Outubro 2010:
"Os homens são como vinhos: a idade azeda os maus e melhora os bons" (Marcus Tullius Cícero, escritor, orador e político romano, 106-43 a.C.).
O tempo em sua cadência age de maneira particular em cada fase da vida do indivíduo. Nas crianças, ele as coloca num cenário diante de muitas coisas a descobrir, e por isso a natureza as dotou de uma capacidade de raciocínio muito mais ágil que a dos adultos. Nos jovens, ele desperta sua capacidade criativa e os lança em um desafio contínuo de descoberta do que aos poucos se descortina; neles, a natureza os dotou de “vigor” capaz de superar muitos desafios. Quando o homem se dá conta que tudo, agora vai depender do como ele vai conduzir sua vida, pois as lições aprendidas no passado serão agora postas em prática; ele se encontra na fase adulta. Nesta fase, a natureza o dotou de uma grande capacidade de análise, pois ele vai ter que tomar decisões que influenciarão outras pessoas, pois em tudo há harmonia. Aqui, os que colheram do bem, dele vão semear e o tempo os fará melhores, como acontece com um bom vinho; e os que do mal recolheram, só terão disso para semear e suas vidas serão comparadas a vinho azedo. Mas como o "filho pródigo" (narrado no evangelho), o homem em qualquer fase pode e deve voltar-se para o Pai e pedir perdão, assumir o compromisso de melhorar, dando assim novo rumo à sua vida, e com um abraço carinhoso do Pai, se levantar novamente. E como um bom vinho, o tempo vai apurando a cada dia que passa. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Outubro 2010:
Atrás da realidade em que existimos e vivemos, se esconde outra muito diferente e que, por consequência, a primeira não passa de uma aparição da segunda” (Origem da Tragédia - Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Quando o homem se faz aprendiz, nova realidade se descortina. Como mineiros em busca de um metal precioso, precisamos escavar a superfície da realidade em busca deste “tesouro” que é o saber. Nossa ferramenta é o pensar. Quem nos orienta nos primeiros passos são os professores; mas, é a nossa vontade que desperta a ação de “escavar”. Muitos julgam que todas as respostas estão na internet e se recusam em dar mais um passo em busca do aprendizado. Um professor de Direito narrou a dificuldade que ele sente em motivar, em alguns alunos, o gosto pela leitura, tão necessária nesta matéria. O tempo em sala de aula é muito pequeno em relação ao conteúdo a ser transmitido; por isso, é fundamental o empenho do aluno em aprender. Mas, quem quer descobrir o “tesouro do saber” tem que ir muito além do conteúdo didático e despertar o gosto pela aprendizagem, pois ela move o pensamento. Só assim descobrirá outra realidade, oculta a quem se contenta com o que a maioria já sabe. Os professores são estes heróis que despertam nos alunos o gosto inquietante pelo pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Outubro 2010:
Por questões ideológicas pouco se importam que perdemos, por conta da escalada da violência, a vida de mais de 150 mil brasileiros e que no mesmo ano tenhamos mais de 1 milhão de brasileiros com sequelas físicas ou mentais, a maioria durante todo o restante de sua vida, em muitos casos abreviando-as” (Gerhard Erich Boehme, é engenheiro químico (UFRJ), administrador (UFPR), Perito Criminal (Polícia Técnico-científica de São Paulo), consultor em gestão organizacional, professor universitário, pesquisador e consultor na área de
implantação e implementação de Conselhos Comunitários de Segurança.).
“Quem cala, consente”. A adolescência, por falta de oportunidade, é facilmente aliciada para o crime organizado, que destrói as esperanças no coração do jovem, dando lugar ao vício e à prática de crimes. Essa escalada vem criando no Brasil o quarto setor da sociedade, que é justamente o Crime Organizado. E por ser organizado, conta com a colaboração, muitas vezes velada, dos três setores anteriores, a saber; estado, empreendedores econômicos e empreendedores sociais. Para um combate eficiente contra a violência, que já está no quintal de nossas casas, deveriam existir recursos financeiros para criar oportunidades aos jovens, desmantelar o crime organizado, capacitar os órgãos de segurança e o judiciário. Como a maioria das verbas públicas está a serviço de manter muitas mordomias, faltam recursos para setores essenciais. Esperar que a mudança ocorra a partir dos que se beneficiam dos recursos do Estado, é uma doce ilusão. Ela só ocorrerá quando cada um manifestar sua insatisfação e exigir as mudanças necessárias, pois quem cala, consente. O seu voto pode fazer a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

13 Outubro 2010:
"Nas desventuras comuns, reconciliam-se os ânimos e travam novas amizades". (Miguel de Cervantes, escritor espanhol, 1547-1616).
Quando há empenho, Deus ajuda. No resgate dos mineiros no Chile, houve uma evidente corrente de solidariedade que permitiu manter o ânimo dos que estavam soterrados, bem como acelerar o processo de salvamento. De todas as partes houve colaboração. Quem tinha uma ideia, apresentou sua contribuição. Surgiram novas amizades neste espírito de cooperação. Na previsão inicial, eles só sairiam no período natalino, portanto em dezembro; mas, o esforço coletivo fez nascerem novas soluções que acelereram o fim de seus sofrimentos. Penso que diante de situações difíceis, quando há vontade, novas soluções surgem há medida que os esforços avançam. Isto vale para qualquer situação. Mas, temos que dar os primeiros passos a partir de nosso esforço, o resto Deus vai ajudando. Como diz o livro sagrado; "À medida que caminhares, passo a passo, Eu te abrirei os caminhos diante de ti". (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Outubro 2010:
"Brincava a criança com um carro de bois. Sentiu-se brincando e disse: eu sou dois!" (Fernando António Nogueira Pessoa, escritor e poeta português, 1888-1935).
Em brincadeira de criança a lógica é a alegria. À medida que "amadurecemos" nos tornamos escravos do "por quê?", querendo assim fazer com que tudo se encaixe nesta "forma" (modelo) elaborada a partir de nossas experiências de adultos. As crianças em sua inocência brincam na gratuidade de sua imaginação, isto é, sem se importarem se em suas brincadeiras há um sentido lógico. E assim, em geral, tudo é alegria. Jesus nos alerta que esta maneira de ser alegre, que confia na bondade do Pai, é a chave para o Reino dos céus: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus; quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus" (Mt 18, 3-4). Deixe fluir a alegria de seu coração e sinta-se acolhido pelo Pai do Céu. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Outubro 2010:
"Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice, não se faça, contudo, a minha vontade, mas a tua". (Evangelho de Lucas, 22,42).
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo" (dito popular), é a maneira usual de entender o poder de uma autoridade. Jesus viveu a agonia que antecedeu sua prisão e morte em um confronto entre obedecer ao que foi determinado pelo Pai, e o apelo de seu lado humano de evitar o sofrimento, que Ele chamou de cálice. Obediência tem sua raiz em “ob+audire”, que é ouvir com o coração. Ouve a quem tem o poder da autoridade, isto é, quem antes se colocou a serviço e se fez alicerce em sua doação, e de sua dedicação surge a força de sua autoridade. O Pai é quem tem autoridade. Cristo obediente sofreu fisicamente e, moralmente, sentiu o abandono ao percebeu que tudo estava consumado. Mas desta aparente derrota, o Pai O ressuscita vitorioso. Ele é força para tantos que padecem em suas dores, tanto físicas como morais. Aponta para o Pai, que resgata no momento oportuno. A obediência é força para quem tem fé. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Outubro 2010:
"Se o cotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse-se a si próprio de não ser muito poeta para extrair as suas riquezas" (Rainer Maria Rilke, poeta de língua alemã, 1875 - 1926).
Os olhos limitam a visão do todo; para ver bem, é preciso ter sensibilidade. A palavra, “cotidiano” traduz a ideia do que acontece todos os dias, a rotina do dia a dia. Para muitos, este repetir de afazeres é cansativo e vivem na angústia que logo termine este período para se ocupar com outras coisas. Isto revela que ainda falta descobrir no cotidiano sua dinâmica construtiva. É semelhante a alguém que tem em sua posse um baú cheio de riquezas, mas por desconhecer seu conteúdo, por nunca ter tido a curiosidade de abri-lo, reclama do peso, utiliza como assento ou como escada, sempre que pode o deixa de lado. A chave para abrir este baú está no coração de cada um. Mas para merecê-la, a pessoa tem que abrir os olhos da sensibilidade. Nas coisas mais banais de seu dia a dia, descobrir sua cadência, e nela, uma sinfonia que se harmoniza com o entorno. Sons antes tidos como imperceptíveis começam a se destacar e alegrar a alma. As pessoas parecem sorrir. Descobre que nenhum dia é igual ao outro, pois cada um deles revela suas riquezas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

6 Outubro 2010:
"Foge do vício e serás vitorioso" (Egídio de Assis, místico medieval italiano, 1177-1262).
Fogo e gasolina separados são até inocentes, mas quando se juntam geram explosões. A palavra vício vem do latim "vitium", traduzindo, a idéia de falha ou defeito, decorrente de um ato repetitivo que degenera a pessoa, dominando sua vontade. Ele age de maneira sorrateira, pois em um primeiro momento se apresenta como algo inocente e sem maiores consequências, mas uma vez instalado, assume o comando. Por isso é melhor evitar. Quando o fogo está prestes a atingir um reservatório de combustível altamente inflamável, a melhor saída é correr. Da mesma forma, é melhor fugir (evitar o contato) de um vício do que tentar dominá-lo. Ocupe sua mente com algo construtivo e proveitoso para que, quando chegar o "vício" buscando um lugar, encontre a casa cheia e tenha que ir embora. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Outubro 2010:
"Quanto mais desejamos aperfeiçoar o empreendimento da vida mais recorremos aos cursos para, na provocação de diferentes discursos, retomarmos com mais fervor a linguagem da vida que nos está mais próxima: o nosso diário" (Arcângelo R Buzzi, filósofo e teólogo brasileiro, citado no livro "ITINERÁRIO, A clínica do humano", Vozes, Petrópolis, 1977, p.5).
A rotina de nosso dia cria um hábito e dele nasce o vigor da vida. O autor entende que "viver é devotar-se à vida no enredo de uma língua, na trama de uma fala, no enfardamento de um palavreado", e assim vamos escrevendo nosso diário. Quantas páginas já escrevemos e quantas ainda nos restam? Algumas relemos com saudades, de outras temos vergonha, outras até esquecemos. Todo dia escrevemos mais uma, e fica registrado. Em cada página o dom da vida se manifesta e quando acolhido, dá sentido a cada palavra ali escrita. Em cada dia, algo de novo sempre acontece neste eterno aprendizado, para quem está atento. "Capriche na letra" de seu diário para que no futuro tenhas orgulho do que ali foi escrito em seu dia a dia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Outubro 2010:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino de Deus (Mt 5, 3). Muitos há que são zelosos na oração e no culto divino, e praticam muito a abstinência e a mortificação corporal. Mas, por causa de uma única palavra que lhes pareça ferir o próprio eu ou de alguma coisa que se lhes tire, logo se mostram escandalizados e perturbados. Estes não são pobres de espírito, pois quem é deveras pobre de espírito odeia a si mesmo e amam os que lhe batem a face" (São Francisco de Assis, místico italiano, 1181-1226).
O amor solta as amarras que nos prende ao porto. Hoje o mundo comemora a lembrança de um jovem místico italiano (São Francisco de Assis) que mudou a mentalidade de uma época e abriu as portas do amor a toda a natureza (inclusive o ser humano) como forma de louvor ao Criador de todo o Universo (Deus). Dentre seus escritos, está o Cantico delle Creature (Cântico das Criaturas) que revolucionou a maneira de ver a natureza, e foi a primeira poesia em língua italiana (antes na região a língua predominante era o latim). Mas, o seu maior legado foi o aprofundamento da espiritualidade buscando no interior de cada indivíduo, a chave para entender o Santo Evangelho. O trecho de seus escritos na citação acima bem demonstra isso. Para tirarmos o maior proveito desse texto, temos que nos transportar para a linguagem da época, e buscar entender as ampliações retóricas de amor e ódio. Até hoje seus ensinamentos se mostram atuais, pois quem de nós nunca ficou magoado por alguma ofensa recebida, ou alguma palavra recebida de alguém muito próximo que tocou no fundo de nossa alma? Ele nos mostra que em vez de revidar, entender que isso só nos atingiu porque ainda falta em nós um pouco mais de perfeição, nosso orgulho ainda está grande, temos que nos livrar deste lastro (peso). E mais, é o próprio Deus que nos dá uma oportunidade para melhorarmos. Livres de todos estes "pesos", nossa alma desliza suave, pois está leve e livre para amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Outubro 2010:
"Cumprindo vosso dever fareis obras de deuses" (Pierre Corneille, poeta e dramaturgo francês, 1606-1684).
O herói é forjado no calor do dia a dia. Muitos ficam esperando uma oportunidade para serem heróis, imaginando que algo pode acontecer e sua intervenção vai lhe dar a glória e o reconhecimento de todos. No entanto, os verdadeiros heróis são os que cumprem seus deveres no lar, na comunidade, na cidade, no país, enfim, onde sua presença faz a diferença. Muitas vezes anônimos, seguem silenciosos dando ao mundo um serviço bem feito, que para muitos seria considerado uma obra de deuses. Por estarem acostumados a "cumprir seu dever", em momentos difíceis são os primeiros a responder com sua ação determinante para uma solução duradoura. Como homens livres, seguem mais a voz de sua consciência do que os alaridos da mídia querendo influenciar suas decisões. Estamos diante de um momento difícil onde sua participação fará muita diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 Setembro 2010:
"Há ainda uma verdade, cujo conhecimento me parece útil: é que, embora cada um de nós seja uma pessoa, separada das outras, cujos interesses são de alguma maneira distintos do resto do mundo, deve-se sempre pensar que não seria possível subsistir sozinho, e que a gente é realmente uma parte do universo e, mais particularmente, parte da terra, parte do Estado, da sociedade, da família à qual se está unido pela moradia, pelo juramento de fidelidade, pelo nascimento. E é preciso sempre preferir os interesses do todo, do qual se é parte, àqueles particulares" (Carta a Elisabeth, 15/11/1645)(René Descartes, filósofo, físico e matemático francês. 1596-1650).
Temos muito que aprender com a natureza. Ao observar a harmonia do macrocosmo e do microcosmo, sentimos como o ser humano ainda "gatinha" para entender que cada ação do indivíduo atinge todo o grupo. Insistimos em que a nossa comodidade prevaleça sobre os demais, e com isso atingimos nosso semelhante. Assim como em uma colméia cada abelha cumpre o seu papel para que o conjunto seja harmônico e com isso todos se beneficiam, também na sociedade dos homens, cada um deve exercer sua função para o bem de todos. Quando um trabalho deixa de ser feito, outro o faz em seu lugar e acaba sobrecarregando alguns, o que provoca desequilíbrio. As formigas conseguem transpor obstáculos maiores que seu tamanho trabalhando em equipe. Poderíamos aprender com elas e ajudar nosso semelhante primeiramente fazendo bem feito o que devemos fazer. Talvez tenha um pouco disso na oração de Jesus quando diz; "Que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em Ti" (Jo 17, 21). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Setembro 2010:
"Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale à pena!" (Haia Lispector (Clarice Lispector) escritora brasileira nascida na Ucrânia, 1920-1977).
Quando o coração está motivado, as portas se abrem. Só quem está vivo e motivado é capaz de mudar. Moisés era gago e se sentia incapaz de liderar o povo, mas como ele estava vivo, Deus o desafiou a esta mudança, e com ele o povo saiu do Egito. Inácio de Loyola era militar e nem ligava muito para o aspecto religioso da vida, mas como estava vivo, através do leito de um hospital, Deus o levou a uma mudança, foi o fundador dos Jesuítas, levando a fé a outros povos. Francisco de Assis, era um jovem alegre, viveu as emoções da juventude, esteve em guerra, mas como estava vivo, pelo confronto da “miséria” de uma prisão, começa uma transformação interior que abriu para o mundo uma nova maneira de sentir a presença de Deus através do amor a toda a criatura. Pedro, apóstolo líder, diante do confronto, nega Cristo três vezes, mas como ele estava vivo, se arrependeu e pela força do Espírito, lança as bases do Cristianismo. São exemplos de mudança. Ela pode acontecer tanto para o bem como para o mal. Mas quando a alegria é que impulsiona, geralmente será para o bem. Muitos são chamados, mas poucos respondem, pois o comodismo de ficar em seu canto dá uma sensação de segurança. Com isso nada é feito. O mundo ganha impulso em suas descobertas quando pessoas corajosas aceitam o desafio e se lançam na busca de novos caminhos. Com isso suas vidas ganham sentido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Setembro 2010:
"Poderás chegar a qualquer lugar, desde que tu caminhes o suficiente" (Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll), sacerdote anglicano, lógico, matemático, fotógrafo e escritor britânico, autor de “Alice no País das Maravilhas”. 1832-1898).
Para tudo o que é mensurável, é necessário estabelecer parâmetros. Em uma corrida, primeiro se estabelece o ponto de partida e o local de chegada. Em uma escalada, determina-se o ponto a ser alcançado, que pode coincidir com o topo de um monte. Em uma viagem, determina-se onde se pretende chegar, só assim poderemos saber se já chegamos. Para que nossos planos se realizam, primeiro temos que saber o que queremos; depois, reunir as condições necessárias, para então dar início em nosso projeto. No decorrer da execução, ir mensurando para sentir se com o que temos poderemos concluir nosso empreendimento no prazo estabelecido. Só o fato de ter começado já abre portas para sua conclusão. Assim como em uma corrida só ganharemos ao cruzar a "linha de chegada", assim também só poderemos considerar que terminamos um projeto quando os objetivos forem alcançados. Muitos desistem diante das primeiras dificuldades; por isso, muitos projetos são abandonados. As dificuldades fazem parte de toda obra, pois sem elas muitos detalhes poderiam ser esquecidos. Ficar esperando que as coisas aconteçam por acaso é sinal de que falta planejamento. Dê um pouco mais de si nos momentos difíceis para evitar se arrepender mais tarde por não ter conseguido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Setembro 2010:
São preferíveis as feridas que te faz aquele que te ama do que os beijos que te dá quem te odeia” (Salomão, rei de Israel, 970-931 a.C.).
Só com amor é que se educa. Educar é como conduzir um navio por um leito tortuoso, é necessário apontar a direção certa, mas até dominar a arte do “timoneiro”, ir corrigindo os desvios, para evitar que saia da rota ou se fira nas rochas. É preciso amor para “ferir” (com uma correção) sem machucar. São poucos os que te amam a ponto de te corrigir. Muitos preferem que você se divirta e aproveite seu tempo com algo inútil, pois aprender a conduzir o navio de sua vida demora muito. Cobrir-te-ão de beijos para inebriar-te de ilusões, mas isso não é sinal de amor e sim de ódio. Aprenda a ouvir a correção de Deus, pois como diz o livro sagrado; “repreendo e castigo a todos que amo” (Ap 3, 19). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Setembro 2010:
No coração de cada inverno vive uma vibrante primavera, e atrás de cada noite, vive um sorridente amanhecer” (Gibran Khalil Gibran, romancista, ensaísta e poeta libanês, 1883-1931).
A esperança impulsiona o caminhar. A natureza em seu dinamismo altera as estações, o dia com a noite, o frio e o calor, atividades e descanso, ciclos de fertilidade e assim por diante, pois em cada uma há uma força interior que prepara o passo seguinte. “Queimar” uma destas etapas prejudica a que vem depois. É sinal de sabedoria saber enxergar nos dias frios do inverno a latente primavera que amadurece lentamente esperando o momento propício para despertar e alegrar o mundo com sua beleza, da mesma forma, sentir na escuridão noturna um grandioso dia que irá alvorecer. Assim, quando em algum momento você sentir que tudo parece dar errado, lembre-se que você deve aprender com o errado para fazer o certo, e que esta fase é a preparação de outra grandiosa. Também, se tudo parecer bom demais, tenha atenção que nova fase pode estar surgindo. Saiba aproveitar as fases da vida e agradeça a Deus por existir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Setembro 2010:
"Acreditar que um inimigo fraco não possa nos prejudicar, equivale a acreditar que uma fagulha não pode incendiar a floresta" (Muslin-ud-Din Saadi, poeta persa, 1184-1291).
Uma pequena centelha pode gerar uma grande explosão. Por inimigo normalmente entendemos alguém que está contra nós e quer nos prejudicar de toda a forma. Inimigo fraco é aquele que tem pouca força ou está sem condições de reagir. O poeta pede nossa atenção para situações semelhantes, pois delas podem surgir grandes derrotas. Mas, nem sempre este inimigo é uma pessoa, pode ser que ele já esteja dentro de nós na forma de um vício, de um apego, de uma tendência, enfim, situações que criamos mesmo sem querer e que agora nos conduzem “acorrentados” por suas veredas. Quando começou, achamos que seríamos fortes, que aquilo jamais nos derrotaria, estávamos no comando, tínhamos confiança em nossa capacidade. Assim como uma pequena gota de água pode gerar um ponto de ferrugem e danificar uma grande e forte chapa de ferro, assim um inocente descuido pode prejudicar todo um plano. Esses pequenos inimigos fracos e muitas vezes invisíveis são responsáveis pelo prejuízo de muitas pessoas. Se formos atingidos, fingir que nada aconteceu ou negar sua existência é pior; devemos encarar nossa fraqueza, com coragem sanar a ferida e restabelecer nossa "saúde". Devemos ter confiança em Deus que está disposto a nos resgatar de nossas fraquezas tendo em mente as palavras de São Paulo aos Romanos (Rm 8, 31): "Se Deus é por nós nada será contra nós". (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Setembro 2010:
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!” (Carlos Drummond de Andrade, cronista, tradutor e poeta brasileiro, 1902 – 1987).
Toda vez que “apostamos”, estamos de certa forma nos iludindo. Ilusão em óptica é a confusão que fazemos ao interpretar o que vemos; na vida é esperar mais do que nos pode oferecer a realidade. Com isso podemos sofrer quando percebemos que a ilusão predominou sobre a razão. Como diz o mesmo poeta, “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”, ou seja, podemos até nos magoar naquele momento, mas devemos evitar que crie raízes e nos mantenha toda vida de “cabeça baixa” por algo que já passou ou nem aconteceu. Viver apegado a ilusões do passado é equivalente aos animais que vivem em confinamento; o mundo deles é restrito, vivem para comer e engordar, enquanto as paragens onde poderiam exercer sua liberdade (e seu amor) continuam vazias. Ter a coragem de romper as amarras da alma e agradecer por tudo de bom que acontece a cada instante de nossa vida, e que muitas vezes nem percebemos, é um ato de liberdade. A chave deste “cadeado” é a alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Setembro 2010:
A impunidade é segura, quando a cumplicidade é geral” (Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá, escritor, filósofo e político brasileiro, 1773 - 1848).
Todas as armadilhas que funcionam, oferecem “mimos” a suas presas antes de apanhá-las. Sabe-se que o faturamento anual do comércio de drogas está próximo a U$ 500 bilhões, superando o comércio de petróleo e perdendo apenas para a indústria das armas; o que demonstra que tudo isso é movimentado por investidores qualificados e de grande porte que, para garantir seus lucros e assegurar sua “indústria”, têm a seu dispor uma rede de cúmplices. Como um efeito dominó, esse comércio desencadeia a desestabilização da segurança urbana e cada vez mais da segurança rural, para alimentar com recursos financeiros seus dependentes de vício. As identidades dos que realmente dirigem e gerenciam este comércio jamais são reveladas. Dado ao grande volume de dinheiro em jogo, estes certamente aplicam recursos em campanhas políticas para que seus cúmplices ocupem postos no governo e garantam assim sua impunidade. Por isso é importante tentar descobrir a quem interessa que tal candidato assuma determinado posto, pois independente do que ele diz, é importante saber o que ele faz. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Setembro 2010:
A alegria é a pedra filosofal que transforma tudo em ouro” (Benjamin Franklin, cientista e estadista americano, 1706-1790).
O sorriso abre portas. Baseados em uma lenda, muitos alquimistas (equivalente a químicos), procuravam uma substância mística (pedra filosofal) com três objetivos: primeiro, ter a capacidade de transformar metais inferiores em ouro; segundo, obter o elixir da longa vida; e o terceiro era produzir vida humana artificial (homúnculos. Ou seja, a pedra filosofal era a chave dos problemas do cotidiano (financeiro, saúde, “robótica”). O autor “afirma” que essa pedra existe e ela é a alegria. Ela é a chave que abre todas as portas. Alegria é um estado de espírito com o qual o ser humano tem a capacidade de se admirar com tudo, extraindo sempre algo positivo. O ser “alegre” se encanta com a beleza e a harmonia de tudo e jamais se irrita, pois vê no acontecimento negativo uma oportunidade de melhoria e um desafio, a superação. Por isso mesmo é paciente e cortês. Para cultivar o espírito da alegria e necessário vencer a si mesmo todos os dias e desde bem cedo começar o dia irradiando amor. Comece com sorriso o dia de hoje! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Setembro 2010:
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota.” (Mario Benedetti, poeta escritor e ensaísta uruguaio, 1920-2009).
Deus ajuda quem se arrisca a fazer certo. À medida que vamos tomando consciência de nosso existir, vão nascendo desafios na mesma proporção de nosso crescimento; e com eles temos que tomar decisões. Aprendemos que quanto mais adiamos o que temos que decidir, mais se acumulam tarefas a serem concluídas. O que jogamos fora neste campo cria raízes e cresce com o tempo. Mesmo correndo o risco de errar, temos que agir, porque ficar inerte é muito pior. Os erros são excelentes mestres quando aprendemos deles extrair lições ali veladas. Aprendemos também que tudo tem sua base em nosso interior; e quanto mais nele investimos, mais claramente conseguimos entender tudo que nos rodeia, e em situações difíceis, ver as saídas. Temos que ser como as crianças que apostam na alegria, caem e se machucam, mas querem continuar brincando, porque as vibrações da brincadeira fazem superar obstáculos. Em um coração alegre só há lugar para o amor, a justiça e a solidariedade; nele nem as derrotas deprimem, pois sua força interior fará delas degraus para chegar mais alto. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Setembro 2010:
Quando os ricos fazem guerra, são os pobres que morrem.” (Jean Paul Sartre, filósofo, romancista, dramaturgo e político francês, 1905-1980).
Na guerra de bastidores, as trincheiras são humanas. Por “ricos” normalmente entendemos que são aqueles que têm recursos materiais disponíveis para comprarem o que bem entenderem; mesmo que seja a consciência de outros. A palavra “guerra” lembra uma situação extrema de um litígio entre grupos onde se recorre às armas por falta de diálogo. Nesses conflitos, as maiores baixas acontecem nas linhas de frente, ou seja, entre os que de fato lutam. Existem outros conflitos que se comportam como uma guerra, a luta pela sobrevivência, a falta de oportunidades etc. Mas, há também outra guerra, a de interesses, que acontece nos bastidores dos escritórios políticos, por trás de acordos comerciais, nas disputas por cargos nas empresas etc; e ela destrói a “esperança”. Nesse caso, os ricos são os que têm melhor rede de relacionamento entre os que decidem; e nessa troca de favores prevalece a vontade deles. Os pobres são os que, por mais competentes que sejam em suas funções, não têm acesso para se fazerem ouvir, e por isso mesmo são úteis apenas enquanto satisfazem os interesses e logo “são defenestrados”. Como tudo isso pertence a um mundo velado (coberto por um véu), dificilmente algo vem à tona (à superfície, ao conhecimento público) e assim, como a maioria nem toma conhecimento, tudo continua como está. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Setembro 2010:
O professor que tenta ensinar sem inspirar no aluno o desejo de aprender está tentando forjar (moldar) em ferro frio” (Horace Mann, educador americano defensor do ensino público, 1796-1859).
Ensinar é mais que uma arte; é amor ao “ser” que desperta seu “saber”. Quem nunca decorou a “tabuada” sem se preocupar que grandeza aquela expressão traduzia naqueles números? Assim muitos perdem uma grande chance de abrir sua mente para uma forma abstrata de raciocínio, mas que tem sua base na experiência do cotidiano. Conhecimento se desperta aguçando a curiosidade e ensinando a manusear as “ferramentas do saber”, desta forma estamos “aquecendo o ferro antes de forjá-lo” (na expressão do autor). Investir em educação é valorizar o professor que ama o que faz, é propiciar material didático de qualidade, é criar ambiente propício, mas é, acima de tudo, amar quem está disposto a aprender. A educação é o alicerce de um futuro promissor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Setembro 2010:
Oh, se algum poder nos tivesse dado o dom de vermos a nós mesmos como os outros nos veem! Isso nos teria salvado de muitos erros e de muitas ideias tolas!” (Robert Burns, poeta escocês, 1759-1796).
Um olhar crítico sobre nossas atitudes, evita grandes embaraços. Uma imagem criada para explicar nosso modo usual de ver os outros é a de que cada pessoa possui dois balaios (cestos trançados) um à frente e outro atrás. No que fica à nossa frente estão nossas qualidades e o que fica atrás estão os nossos defeitos. Desta forma temos mais facilidade em observar os defeitos dos outros e as nossas qualidades do que o contrário. Sábio é quem consegue inverter estes balaios, ficando com o dos defeitos à frente (para melhor corrigi-los) e das qualidades atrás (para evitar a vanglória). Quando reconhecemos nossas falhas e as qualidades de alguém, estamos em um processo de sua melhoria contínua. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

13 Setembro 2010:
Comporta-te com teu inferior como gostarias que o teu superior se comportasse contigo” (Sêneca, filósofo latino, 4 a.C. – 65 d.C.).
Quem semeia bondade fica com o “aroma” de “amor” em suas mãos. Assim como os dedos da mesma mão têm suas diferenças, assim as pessoas de um mesmo grupo social também têm suas características que as diferenciam uma das outras, formando um conjunto maravilhoso quando suas individualidades são respeitadas. Dependendo da objetividade do grupo, enquanto alguns lideram; outros executam, para com isso facilitar o desempenho. É gratificante para o subordinado quando recebe suas instruções com carinho, destacando a importância de seu trabalho para o objetivo do conjunto. De forma semelhante, este por sua vez fará o mesmo com seu colega, amigo ou familiar. Com atitudes simples podemos semear amor e compreensão em qualquer grupo, mesmo que no início seja um pouco difícil, mas com o tempo o “clima” muda e todos notam a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Setembro 2010:
Quando a dor é insuportável, nos destrói; se não nos destruir, é que é suportável” (Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustus, “Marco Aurélio” Imperador romano, 121-180).
Quando o querer é forte, somos capazes de resistir à dor. A dor é uma reação de nosso organismo a uma “agressão” real ou potencial. Há dores de diferentes origens. Conforme somos “formados” (constituídos e educados), reagimos de modo diferente à dor. Alguns só de pensarem na possibilidade de sentirem dor, já reagem negativamente; outros conseguem dominar e até superar. O fato é que, quanto mais nos entregamos diante da dor, mais ela nos domina. Para um “guerreiro” como o Imperador Marco Aurélio, para ser um bom soldado ele deve aprender a vencer a dor e “continuar de pé” em sua luta. Com isso, seus combatentes só caiam quando “mortos”, pois os feridos continuavam lutando. Esta experiência nos ensina a sermos mais fortes diante da dor, buscando a causa para superá-la, e evitando as fraquezas do desânimo e do desespero diante de dores suportáveis. Ela também nos ajuda a superar as dificuldades e contratempos com a mesma tenacidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Setembro 2010:
A inveja é mil vezes mais terrível que a fome, porque é fome espiritual” (Miguel de Unamuno, filósofo e escritor espanhol, 1864-1936).
O invejoso sofre com o bem alheio. O autor compara inveja com a fome devido à semelhança de suas consequências. Um organismo quando sente que começa a faltar as substâncias necessárias à sua sobrevivência ele reage com a sensação de fome, para que algo seja feito o quanto antes. À medida que ela aumenta, na mesma proporção vai aumentando o desespero até que ela seja saciada. Um indivíduo que por alguma razão começa a se incomodar com o “sucesso” de outro, e reage com agressividade (mesmo que evite demonstrar), é sinal de que foi atingido pelo “vírus” da inveja. À medida que ela aumenta, ele vai perdendo o controle de si e fará de tudo para prejudicar ou tentar frear este “sucesso”. Inconscientemente ele transfere ao outro as causas de seu “fracasso”. Por ser de foro íntimo e de origem “espiritual” (oposto a material), só o indivíduo pode reverter este quadro, procurando abrir sua visão para outros exemplos de superação e sentido que também poderá superar obstáculos se tiver empenho. Se puder contar com a ajuda de um bom amigo, será mais fácil. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Setembro 2010:
Poder-se-á mudar a estrutura política ou o sistema social, mas sem a mudança no coração e na consciência, a ordem social justa e estável não será alcançada” (Karol José Wojtila; Papa João Paulo II, artista, operário, esportista, filósofo e teólogo polonês, 1920-2005).
Onde todos cedem, todos ganham. O sonho de quase todos os povos é alcançar uma paz duradoura tendo como base uma ordem social justa e estável. Como em todo equilíbrio, é fundamental que se respeite o lugar de cada um nesta estrutura; caso contrário, tudo se desmorona, ou seja, como numa balança o equilíbrio deve acontecer tendo peso equivalente os dois lados. Para isso, todos os envolvidos devem querer isso de todo o coração, isto é, ninguém pode levar vantagem sobre o outro para evitar o desequilíbrio. Só será possível esta ordem quando houver uma consciência coletiva de que a valorização de si (com todos os seus dons e atributos) tem início no amor e respeito ao próximo (com todos os seus valores). Para isso deve existir no coração de cada indivíduo um querer muito forte capaz de gerar esta transformação social. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

3 Setembro 2010:
Ali onde o cargo (político) é condicionado e disputado (com afinco) não pode haver bom governo e nem reinará a concórdia” (Platão, filósofo grego, 427-347 a.C.).
Nas cidades gregas (pólis), ser político era uma vocação de serviço à comunidade. Antes de tudo, era o interesse comum e o que importava era o bem futuro da “Pólis” . Se faltassem com este ideal, eram severamente cobrados. Até hoje, em muitos países existe esta mesma preocupação e para demonstrar isso, eles abrem mão de privilégios e regalias. Mas, onde ser político é sinônimo de “se dar bem”, mesmo que para isso tenham que abrir certas exceções, estes ideais ficam comprometidos. Jesus nos ensinou que se quisermos conhecer se a árvore é boa, devemos olhar seus frutos (Mt 7, 16-20). Por isso, antes de ficarmos impressionados com promessas políticas, devemos analisar o que esta pessoa já fez (seus frutos); com quem se aliou para disputar o cargo, a quem deverá retribuir a ajuda de campanha e etc. Isto tudo é mais importante do que a pessoa diz. Se sonharmos com paz em nossa nação, devemos eleger um bom governo (ou o melhor dentre os que se apresentam). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Setembro 2010:
A liberdade é, na filosofia, a razão; na arte, a inspiração; e na política, um direito” (Victor Marie Hugo, escritor e poeta francês, 1802 – 1885.
Liberdade está em ser o que é. A palavra “liberdade” vem do latim (libertas) traduzindo o conceito da “autogestão” do indivíduo. Por ela ser um conceito, é vista e analisada por diferentes prismas. Mas, em todos eles, é mais uma conquista do que um direito natural. À medida que o indivíduo vai se conhecendo, buscando a partir de si a relação com tudo que o cerca, sente que o seu comportamento influencia o meio onde vive e este limita sua liberdade. A maior liberdade está em poder estar inserido em qualquer ambiente e nele sentir-se livre, isto é, ter dentro de si a capacidade de “ser” sem que o “meio” possa tolhê-lo, pois a liberdade está em seu “coração”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Setembro 2010:
A política é um ato de equilíbrio entre as pessoas que querem entrar e os que não querem sair” (Benigne Jacques Bossuet, filósofo, teólogo e escritor francês, 1627 – 1704).
Enquanto o povo passivo assiste o horário eleitoral gratuito, os políticos “tiram a sorte” na divisão de futuros cargos. Fico impressionado como alguém consegue acreditar em tudo o que é dito no programa eleitoral gratuito, pois em suas locuções, os candidatos prometem coisas que extrapolam as funções do cargo pretendido. Isto porque, “vale de tudo” para ganhar as eleições e, uma vez em seus cargos, farão de tudo para lá permanecerem. Como já é uma regra do submundo da política; em suas alianças, ninguém sabe, ninguém fala e ninguém viu “nada de errado”, pois seus interesses estão em primeiro plano. É como o jogo das cadeiras, só podem brincar os selecionados, e os mais espertos quando saem de uma cadeira já conseguem outra para sentar. Desta forma nada muda, pois se mudar acaba a brincadeira e passa a ser “coisa de adulto”. O povo pensa que com seu voto poderá mudar; mas, é apenas uma ilusão, pois só sai candidato quem de alguma forma aceitou e se comprometeu com as “regras” deste submundo; logo, quem for capaz de mudar será impedido de disputar. E assim tudo continua como era antes, neste eterno “jogo” de equilíbrio e de interesses. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

31 Agosto 2010:
Se de verdade vale a pena fazer algo, vale a pena fazê-lo a todo custo” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico, 1874-1936).
Quem quer ser certeiro nas ações e evitar desgastes desnecessários nos empreendimentos da vida, precisa perguntar sempre de novo se aquilo que deseja realizar vale à pena. Valer à pena é o mesmo que dizer que algo vale todo o nosso esforço, toda a nossa dedicação e sacrifício ao longo dos nossos anos nesse mundo. Somente o que vale a pena merece os empenhos de nosso coração, corpo e alma. Tudo o que vale a pena pede um pouco mais de nosso tempo e exige um preço alto a pagar para ser alcançado. Esse preço alto é o custo da nossa entrega; daí dizermos que para alcançarmos o que vale a pena devemos nos esforçar bastante, fazendo tudo o que é necessário, possível e importante para ver acontecer. Em outras palavras, quem está disposto a trabalhar pelo que vale a pena, põe-se naquela generosidade de tal doação que diz a todo o momento: custe o que custar vou deixar e fazer acontecer. É assim que tudo o que nos custa alguma coisa acaba valendo à pena. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 Agosto 2010:
Sapere aude! Tenhas coragem de servir-te de tua própria inteligência” (Immanuel Kant, filósofo alemão, 1724 – 1804).
Seja diferente, pense! A expressão latina “sapere aude” significa, “ouse saber” ou “atreva-se saber”. Para isso, lançamos mão de uma ferramenta que pertence a cada um de nós que é a “inteligência”. A palavra inteligência, cuja origem está no latim “interlligere” vem da fusão duas palavras; “intus”, dentro, e “legere”, ler, conhecer, ou seja, o inteligente é capaz de ler a partir de dentro. Repetir o que os outros falam é tarefa para gravador ou “papagaio”; a pessoa inteligente “pensa”, raciocina, questiona, duvida. Sócrates dizia que a tarefa do educador é despertar no educando a capacidade de pensar, e fazia isso através de perguntas pertinentes. Somos todos eternos aprendizes, logo devemos estar sempre nos perguntando os “porquês” das coisas para melhor entendermos. E mais; devemos desconfiar de tudo que vem “embrulhado” e “pronto”, ou seja, busque as origens das informações antes de dar crédito a elas. Nem tudo o que é dito na mídia (jornal, rádio, televisão etc.) é verdadeiro; portanto, não serve como parâmetro de verdade. Hoje os maiores recursos financeiros vão para mídia por sua capacidade de formar opinião, isto porque, a maioria da população recusa-se a usar sua inteligência e preferem o comodismo de obter as informações já prontas para serem “digeridas” do que usar seu tempo para pesquisar a veracidade das mesmas. Com isso caminham como “gado ao abatedouro” guiados pelos “berrantes” dos mais astutos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Agosto 2010:
Faz com que teus familiares te reverenciem mais que te temam, pois o amor segue a reverência, mas o temor segue o ódio” (Demóstenes, filósofo e político ateniense, 384 322 a.C.)
O verdadeiro líder começa em casa. Em todo grupo social, naturalmente haverá sempre alguém que lidere, seja na família, no trabalho, no esporte, no lazer etc. Isto pode acontecer de forma natural, como é o caso do chefe da “família” (ou tribo); por “decreto” no caso de empresas (ou política ou órgãos públicos), quando alguém é indicado para o cargo; ou pode ser uma liderança por “vocação”, como é o caso de alguns líderes nos esportes, em aventuras ou conquistas etc. Líderes de grupos radicais (ou oriundos deles) impõem sua liderança pelo terror, gerando pavor e ódio nas pessoas; estes “articulam” para se perpetuarem na liderança, neutralizando ou eliminando seus adversários. Ghandi liderou pela “não violência”, Madre Teresa liderou pelo amor a Deus servindo os mais necessitados. São Francisco lideirou pelo amor a Deus manifestado em todas as suas criaturas; são alguns exemplos onde o amor se destacou perante o ódio. Esses foram reverenciados por sua ação para o bem de toda a humanidade. O mundo já está saturado de ódio. Vivemos com medo de tudo e de todos. Somos convidados a liderar uma transformação pelo amor, começando em casa, no trabalho, no lazer, onde estivermos. Esperar que outro comece é de certa forma uma covardia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Agosto 2010:
Uma desculpa é pior e mais terrível que uma mentira, pois uma desculpa é uma mentira precavida” (Karol José Wojtila, “Papa João Paulo II”, atleta, operário, ator, filósofo, teólogo, de origem polonesa, tornou-se o 265º Papa, 1920-2005).
‘Mais vale a lágrima que a verdade faz cair, do que o sorriso que a mentira faz nascer’ (dito popular). No dicionário, a palavra “desculpa” significa: escusa, pretexto, perdão de culpa ou ofensa, alegação atenuante etc. Raramente encontramos alguém que assume suas falhas, sempre há uma desculpa para justificar o erro. Há vários níveis de desculpas, desde as simples (por falta de atenção) até as articuladas e pensadas (precavidas) geradas para convencer, desviando o foco da “investigação” para outro ponto. Aí ela se torna perigosa, pois induz ao erro de julgamento, impedindo de se chegar à “verdade” para que se possa corrigir e evitar erros semelhantes no futuro. Como poeira que se acumula com o tempo, assim é a desculpa, isto é, quem se acostuma a se desculpar por qualquer motivo, encontra nesta prática uma forma de fugir da responsabilidade de evitar o erro; com o tempo se torna um hábito que se acumula como pó, escondendo a verdade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Agosto 2010:
Deve-se corrigir o erro, porém recuperar os que estão errados” (Aurélio Agostinho, “Santo Agostinho de Hipona (hoje Tagaste na Argélia), filósofo, teólogo, bispo e doutor da Igreja, 254-439).
A suavidade do “amor” é capaz de romper “muralhas”. Talvez influenciados por filmes de ação, nossa tendência diante de erros é a eliminação radical de tudo, ou seja, erradicar os erros e eliminar os seus autores. Mas, o pensamento cristão é bem diferente, ou seja, devemos corrigir o erro, mas recuperar os que agem de maneira errada ou equivocada. É uma tarefa desafiadora, principalmente se quem persiste em continuar no erro acha que está certo, vê seus amigos agirem de modo semelhante, e se sente valorizado quando é elogiado por seus desvios de conduta. Reagir no mesmo nível é lutar no campo adversário, levamos desvantagem, ou seja, responder grito com grito, agressão com agressão é perda de tempo. Muitas vezes, contamos apenas com o “amor” para derrubar “muralhas”; mas, foi apenas com o toque de trombeta que Josué derrubou as muralhas de Jericó, isto é, quando temos Deus do nosso lado somos “maioria absoluta”. Nossa força está no “amor” e é com ele que livraremos das garras do erro nossos “irmãos” que se desviaram do caminho. Jesus Cristo condenou o pecado; mas, Ele não condenou a pecadora. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Agosto 2010:
Bebe porque está feliz, mas nunca por se sentir um desgraçado” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico, 1874-1936).
Quando necessitamos buscar fora de nós algo que nos auxilie a expressar nossos sentimentos, é porque temos um vazio enorme dentro de nós. Certamente já nos deparamos com diversas afirmações e desculpas acerca da bebida e dos bebedores. Alguns dizem que bebem para esquecer. Esquecer os problemas, os males e tudo que os aflige. Quem já não se deparou com homens e mulheres que em nome de uma repentina conversão religiosa, proclamam que deixaram de beber como forma de assumir um ar de superioridade moral sobre os demais? Nos meios de comunicação ouvimos a falsa modéstia dos que pedem para se beber com moderação como uma forma sutil e enganadora de incentivo ao hábito de beber. O que dizer daqueles que fazem da bebida seu alimento básico do dia-a-dia? Por outro lado, existem aqueles que dizem beber para celebrar um encontro, uma amizade, um motivo importante etc. Há ainda os que bebem porque querem “extravasar sua felicidade”. As razões para promover o uso da bebida ou para se beber; são diversificadas. Desculpas e álibis para defender ou condenar a bebida e seus bebedores divide as opiniões, os grupos e as pessoas dentro da sociedade. Independente dos motivos que formam partidos entre os que exaltam e os que amaldiçoam a bebida e os bebedores. O que importa de fato é que ninguém tem o direito de desgraçar a própria vida e nem a dos demais pelo uso da bebida. Beber para desgraçar a própria vida ou tornar-se um desgraçado por causa da bebida é o modo mais simples de cometer suicídio pessoal e coletivo. Pessoal, porque voluntariamente ele escolhe morrer os poucos. Coletivo, porque se mata involuntariamente os que fazem parte do convívio daquele que bebe (quantas famílias destruídas por causa da bebida e seus usuários). Beber jamais pode ser o ponto de partida para qualquer ação de nossa vida. Quando muito pode ser apenas o ponto de chegada para expressar e celebrar a alegria interior e os bons encontros entre pessoas. Mais do que isso representa apenas um atentado contra a vida e uma ameaça fatal para o bem da família, de qualquer grupo humano ou para sociedade em geral. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Agosto 2010:
Em cada amanhecer existe um poema de esperança vivo, e ao deitarmos pensamos que logo amanhecerá” (Noel Clarasó, escritor espanhol, 1905-1985).
Em um coração sensível, tudo é maravilhoso. Quem já teve a oportunidade de se deixar tocar pela beleza e encantamento que existe na alvorada sabe que cada segundo é único. À medida que o sol vai surgindo no horizonte, o que se escondia nas penumbras, se revela por seu brilho e tudo se descortina em suas formas. O frio da noite dá lugar ao seu calor que lentamente aquece a terra. Os pássaros saem em busca de alimentos. Quem esteve em vigília na noite se recolhe para descansar. As crianças se preparam para ir à escola. Trabalhadores em diversos setores saem para mais um dia de trabalho. São encontros de colegas e amigos, são tarefas a serem realizadas. Todos os nossos sentidos são tocados nesta maravilha que é o amanhecer. Ao fim do dia, se dirigindo ao merecido descanso, a lembrança do início da manhã faz o coração vibrar de alegria para descobrir as novidades de um próximo amanhecer. Para perceber esta beleza é necessário abrir os olhos do coração para contemplar o Criador em todas as suas maravilhas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Agosto 2010:
Envelhecer é como escalar uma montanha; enquanto se sobe as forças diminuem, mas o olhar é livre e a visão mais ampla e serena” (Ingmar Bergman, cineasta sueco, 1918 - 2007).
Não espere o amanhã para abrir os olhos da sabedoria em sua vida. Vivemos em um mundo onde se valoriza apenas a aparência em detrimento do ser. Em função disso, muitas pessoas se apavoram quando percebem que as marcas do tempo dão sinais de sua presença. Nesse momento alguns apelam para as cirurgias plásticas, outros para as “maquiagens e pinturas”, revitalizando o visual, e alguns simplesmente mudam o seu foco e apreciam o que a vida tem a nos ensinar de sabedoria. Neste momento percebe-se que muito tempo foi perdido com futilidades deixando muitos “tesouros” passarem despercebidos. Valorize o precioso dom do tempo evitando desperdiçá-lo com “bobagens” que nada acrescentam à sua vida, ao contrário, apenas a diminuem, e empregue o seu tempo em algo “útil” a você e a sociedade na qual você está inserido, e assim você estará construíndo alicerces “eternos”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Agosto 2010:
Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você”. (Autor desconhecido, trecho da poesia “Aprenda a gostar de você”, atribuída erroneamente a Mário Quintana).
Só quem aprendeu a gostar de si vai entender o que é amar. Gostar é ter afeição, ver com alegria e prazer, é simpatizar, é acolher no coração. Quando somos jovens, os conceitos de amar e gostar se confundem em nossa mente. Para ganhar espaço entre os “amigos”, procuramos “corresponder” com nossas atitudes os seus apelos. À medida que vamos crescendo, nossas certezas também vão mudando de foco e com o tempo percebemos que tudo é relativo; a vida é passageira. Enquanto corremos atrás de muitas coisas, também vamos deixando outras de lado. Mas quando “nos deixamos de lado”, negligenciando nossa vida e a saúde em uma busca desenfreada para agradar a todos, estamos traindo o nosso bem maior que é o amor de Deus manifestado em nosso ser. “Ama como a ti mesmo” (Jesus); logo, o amor a si vem em primeiro lugar. Como diz esta mesma poesia, “O segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Agosto 2010:
"Irei para um lugar especial quando eu morrer, mas quero garantir que a minha vida seja especial enquanto eu estou aqui" (William Payne Stewart, americano, jogador de golfe profissional, 1957 –1999).
Só agindo com amor que nossa vida será especial. O mundo nos ensina que é sinal de esperteza saber aproveitar do que a vida tem de melhor. A fé destaca que nossa vida é muito breve comparada à eternidade. Este futuro é resultado direto de nossa vida aqui. Recordo-me de uma história motivacional sobre a vida para além da morte, onde se narra que uma senhora, que era afortunada, mas sem muita facilidade com o trato com os demais, faleceu e foi conhecer seu lugar de destino eterno. Lá o anfitrião mostrava as ruas celestes com belas casas. Ao passar por uma em especial, ele falou que esta é de sua serviçal, pessoa muito boa que havia falecido já há algum tempo. Ela logo imaginou que a dela seria bem melhor. À medida que se afastavam, a qualidade das casas ia deixando a desejar. Finalmente chegaram a um casebre sem acabamento e com carência de material. Lá foi informada que esta era a sua casa. Ele então disse: “Foi o melhor que pudemos fazer com o material que você nos enviava, pois eles são fruto de suas atitudes cotidianas”. Nossas atitudes devem ser fruto de um coração que ama, sem a necessidade de aparecer, pois Jesus nos ensina, “teu Pai que vê o oculto, te recompensará” (Mateus 6, 1-18). Agindo com amor nossa vida será especial enquanto estivermos por aqui. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Agosto 2010:
Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7, 24).
É do amor e convicção do homem que nascem as leis mais justas. A “sociedade” cria as leis para facilitar o convívio, procurando deixar claros os direitos e os deveres de todos, ou seja, elas são para auxiliar e não para escravizar. Acontece que no decorrer do tempo, quem está encarregado de fazer cumprir o texto da lei, de tanto estar em contato com a letra fria da lei, pode inverter este sentido de ser um guia e tornar a lei apenas uma executora, onde o texto fica acima da pessoa. Foi isto que aconteceu várias vezes com Jesus, onde julgavam erroneamente suas atitudes contra as leis da época e ele provava que em seus julgamentos eles viam apenas as aparências e não a correta justiça. Penso que ainda hoje deveria ser assim, isto é, as leis criadas para gerarem um relacionamento harmonioso entre as pessoas onde o homem, sendo parte da natureza, com ela se integra e aprende ao dividir o seu espaço para o bem comum. Mas, quando a lei é fruto de acordo de bastidores feita na calada da noite para beneficiar seleto grupo ou ideologia, ela perde seu sentido inicial e passa a ser opressora. Jesus questiona sua validade, ou sua interpretação. Se a lei não for convicção do homem, ela perde seu sentido inicial de ser orientadora da sociedade. Quem julga apenas pela aparência, torna-se pior que seu “réu”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Agosto 2010:
A felicidade humana geralmente não se alcança com grandes golpes de sorte, que raramente podem ocorrer, mas com as pequenas coisas que ocorrem todos os dias” (Benjamin Franklin, estadista e cientista americano, 1706-1790).
Quando abrimos os olhos do coração e aprendemos a valorizar o universo no qual estamos inseridos, se descortina para nós as maravilhas da criação Divina. Perdemos um tempo precioso de nossa vida nos preocupando com a vida dos outros, e com isso deixamos de apreciar tudo que ocorre em nossa volta que jamais se repete da mesma forma. Observe que a chuva que revigora a vida em nosso planeta é formada por pequenas gotas de água, que sozinhas se perdem, mas no conjunto marcam sua presença. As praias que tanto encantam seus visitantes são formadas por pequenos grãos de areia que sozinhos passam despercebidos, no entanto, em união com os demais, cumprem seu papel. Dentro de cada um de nós acontece, a cada pulsar de nosso coração, um maravilhoso e harmônico sistema de “vida”, que nem os mais complexos sistemas eletrônicos conseguem reproduzir, e nem nos damos conta disso, por estarmos preocupados com outras coisas. Somos parte integrante da natureza e somos convidados a sermos “atores”, nos integrando de forma participativa a tudo o que nos envolve. Deus nos convida a fazermos parte desta unidade de forma espontânea e nos recompensa com alegria no coração. Aprenda a se valorizar e descubra que a felicidade acontece todos os dias nos pequenos detalhes onde sua participação faz a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

13 Agosto 2010:
Fracassar não é cair; fracassar é continuar no chão” (Anônimo).
Pássaro que se recusa a bater as asas perde a oportunidade de voar. Observando um grupo de crianças brincando, notamos que a alegria de brincar as impulsiona de tal forma que nem notam quando caem, pois logo se levantam e continuam brincando. Adultos têm muita dificuldade em agir assim. A maioria quando cai, por vergonha, nem quer se levantar. Perdem com isso o “pique da brincadeira”, ou seja, ao desistirem de lutar, “depõem as armas” sem oferecer resistência. Mas, o mestre Jesus espera uma atitude diferente, mais positiva, uma atitude da alegria das crianças em nossas atividades quando diz: “Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus” (Mt 18, 3). É inerente para quem está correndo o risco de cair, cai, mas levanta e continua a correr. Quem fica sentado com medo de cair, dificilmente sairá do lugar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Agosto 2010:
Quando alguém ouve uma crítica e reage de maneira agressiva, ou tenta se justificar como se nada pudesse macular sua imagem de perfeição, perde a oportunidade de crescer” (Roberto Shinyashiki é médico-psiquiatra com pós-graduação em Gestão de Negócios e doutor em Administração de Empresas).
Reagimos conforme está no momento o nosso estado interior. Controlar nossa emoção e transformar uma agressão em alicerce de crescimento é um estado elevado de controle mental. Só chegamos a um estágio assim depois de muito treino. Começaremos com o firme propósito de neste dia evitar falar qualquer palavra de insulto contra alguém, mesmo que este esteja distante ou em outro veículo. Vai ser difícil no início. Depois, evitaremos pensar mal de alguém, mesmo que tenhamos a certeza que a pessoa precisa melhorar. Só abriremos a boca se pudermos elogiar. Todos estes exercícios são exemplos para o nosso espírito aprender a se controlar, evitando reação agressiva ou justificativa sem nexo. Em um estágio assim, dificilmente uma crítica chega a machucar, pois já aprendeu com os exercícios que a perfeição é um ideal a ser atingido com esforço diário. O mais importante de tudo isso é que nada disso é para ser visto ou elogiado por alguém, é um esforço de crescimento contínuo de nosso caráter. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Agosto 2010:
Sede bendito, meu Senhor, vós que me criastes!” (Santa Clara de Assis nasceu em Assis na Itália em 16/7/1194 – e faleceu em 11/8/1254).
Nossa maior realização está em corresponder ao chamado de Deus. A mãe de Clara, Hortolona, teve uma gravidez complicada e quase perdeu sua filha; mas, pediu a Deus e foi atendida, deu à luz uma linda menina, que em agradecimento deu o nome de Clara. Como era costume naquele tempo, sua família estava arranjando um casamento com alguém de sua classe social. Mas, Deus tinha outros planos e ela foi se juntar aos penitentes que viviam na pobreza, liderados por São Francisco de Assis. Ela fundou a ordem segunda dos franciscanos que recebeu o nome de Clarissas. Certa ocasião, doente em seu leito, pode acompanhar as cerimônias religiosas que se realizavam na Porciúncula, que estava bem distante de onde se encontravam. Confrontadas, suas visões correspondiam exatamente ao que havia acontecido. Por esta razão foi considerada a protetora da televisão. Em outra ocasião, os sarracenos (mulçumanos que invadiam a Itália) estavam prestes a invadir o seu convento, mas ela destemidamente abre a janela e tendo em suas mãos o cálice com as hóstias consagradas, apresenta aos invasores. Estes fogem em inexplicável pânico. Assim, Deus foi revelando pouco a pouco seus planos para esta jovem de Assis. Quando ouvimos a voz de Deus, Ele nos revela seus planos para nossa vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Agosto 2010:
A virtude não habita na solidão; deve ter vizinho(s)” (Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C).
Um bem chama outro bem, um mal chama outro mal. Toda virtude tem a incrível capacidade de atrair outras ao seu convívio. Quem se dedica ao exercício de apenas uma, terá em breve a companhia das demais, pois existe uma ligação e uma unidade tão estreita entre elas que, ao se possuir uma, abraça-se todas e, ao afastar-se de uma, acaba-se ficando sem nenhuma. No exercício fiel e perseverante de cada virtude está escondido o segrego para a conquista de todos os bens, visto que uma virtude é irmã de outra; e, juntas elas geram uma enorme família para formar o bom caráter da pessoa. Pessoas sem caráter, que causam danos a si mesmas e a outros (especialmente dentro do tecido social), em geral são aquelas que abandonando o exercício das virtudes enraízam sua vida nos vícios. Da mesma maneira que uma virtude atrai outra, também o vício chama outros companheiros para seu convívio. Nem a virtude, nem o vício estão sozinhos, sempre estão acompanhados de seus “familiares”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Agosto 2010:
A virtude resplandece nas desgraças” (Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C).
Como os músculos de nosso físico devem ser desenvolvidos com exercícios, assim também são os “músculos” do espírito. Virtudes são forças que configuram (formam) a alma humana. O treino e o empenho nelas têm o poder de formar o nosso caráter e abrilhantar a nossa personalidade. Porém, nenhuma virtude cresce ou se desenvolve em nós em situações calmas de graça, paz ou serenidade. Só em meio às adversidades e desgraças é que elas florescem, amadurecem e dão frutos. Como a nossa tendência em geral é fugir de tudo o que representa desafio, confronto ou ameaça, então o que nos forma (ou deforma) são os vícios. Dentre eles, a preguiça e o medo são fontes de todos os demais. A preguiça nos impede de qualquer movimento na direção do cultivo de qualquer virtude; e o medo cria em nós fantasmas mentais que tiram as nossas iniciativas e a vontade de agir no bem. Por isso, o homem de virtude, ou que se empenha no exercício das virtudes, deve aproveitar de toda e qualquer adversidade (ou desgraça), para criar forças interiores capazes de aumentarem e fortalecerem os “músculos” do espírito, além de fazerem resplandecer todos os pontos positivos da personalidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 Julho 2010:
Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que os realiza” (Livro dos Provérbios de Salomão, 19,21).
O Senhor assume nossos sonhos quando estão em harmonia com a vontade Divina. Quem já construiu sabe que há um longo caminho entre o projeto e sua plena execução. Os planos começam grandiosos e tudo parece fácil no início. É quando tudo começa a ganhar forma que surgem as dificuldades e os imprevistos. Nesta fase, alguns desistem, outros mudam os planos e os que acreditam em seus sonhos vão contornando os contratempos e seguindo em frente, pois os fizeram em conformidade com a vontade do Senhor, ou seja, há um bom propósito e não há nada de desonesto ou que possa ferir alguém. Antes de avançar em seus sonhos, analise primeiro se eles estão harmônicos com os ensinamentos divinos. Só assim eles de darão “tranquilidade”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Julho 2010:
Se você insistir em seus sonhos, você insistirá em manter acesa a chama de sua vida” (Félix Rubén García Sarmiento, usava o pseudônimo de “Rubén Darío”, poeta, jornalista e diplomata nicaraguense, 1867-1916).
É de dentro do coração do homem que brotam seus sonhos. O sonho de rever seus parentes e amigos fez com que tantos náufragos superassem as intempéries de seus naufrágios. Há casos de pessoas perdidas em terrenos hostis que superaram as dificuldades e se mantiveram vivas “alimentadas” por seus sonhos. Assim como eles, existem vários relatos de superação quando se tem um sonho no coração. Isto porque, o sonho alimenta a esperança. O contrário desta situação é viver à deriva, desistindo de lutar, o que leva a pessoa a definhar rapidamente. Quando o salmista nos diz que fomos tecidos no seio de nossas mães e que Deus já nos conhecia antes de nosso nascimento acende a chama da esperança em nossa vida, pois se tamanho amor nos envolve, com ele somos capaz de vencer qualquer desafio. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Julho 2010:
Vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir” (Segunda carta de São Paulo a Timóteo 4, 3).
Caminhos fáceis escondem armadilhas perigosas. Timóteo, oriundo de Listra na Licaônica é discípulo de Paulo e seu companheiro de viagem. Foi colocado à frente da comunidade de Éfeso. Nesta carta, escrita por volta do ano 67, Paulo, já prisioneiro e pressentindo o martírio, dá suas últimas recomendações em um tom de adeus. Nesse trecho, ele pressente que no futuro as pessoas buscarão o que é melhor para si, em detrimento aos ensinamentos divinos. Este futuro já está entre nós. A cultura do estar bem, sarado, siliconado, cheio de amores, trocando de parceiro como quem troca de roupa, buscando uma fé que atenda suas necessidades imediatas está predominando. Esta maneira de ser leva a uma falsa felicidade que se desmancha diante de pequenas dificuldades. O verdadeiro homem de fé tem diante de si a força de vencer os males, num exercício diário de superação de si mesmo, tendo como linha de chegada o amor de Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Julho 2010:
A obra prima da injustiça é parecer ser justo sem sê-lo” (Platão, filósofo grego, 427-347 a.C.).
A justiça é a consequência da busca constante do bem. Para isso, é necessário um sério modelar do espírito para evitar julgamentos precipitados, “ouvindo” antes de qualquer tentativa de julgamento. Quantas vezes nos deparamos com cenas que pareciam ser algo, mas no fundo era outra bem diferente; isso porque, as aparências muitas vezes enganam. Mas, nos últimos tempos a injustiça ganha espaço e se reveste de bem, algumas vezes vestida com a toga da justiça, outras vezes com o respaldo da lei. Mais e mais há uma inversão de valores contrariando até os princípios estabelecidos pela Bíblia (livro sagrado do Cristianismo), e tudo isso em um disfarce que quer ser justo. Quando uma obra começa a ruir, é necessário refazer a partir dos fundamentos; querer “remendar” é paliativo e dura pouco, logo tudo se rompe. A justiça será alcançada quando toda a sociedade estiver empenhada na busca do bem a partir de seus lares. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Julho 2010:
Mostra-me um trabalhador com grandes sonhos e encontrarás um homem capaz de mudar a história. Mostra-me um homem sem sonhos e encontrarás um simples trabalhador” (James Penny Casch, empresário americano, 1875-1971).
A “fé”, que além das ondas do imenso mar haveria terra, foi responsável por grandes descobertas. A palavra “sonhar” traduz a aspiração do homem em realizar, fantasiar ou apenas imaginar. O sonho desperta o processo criativo. Com ele em mente, basta lançar os alicerces e ir montando as estruturas para que se torne realidade. Quem deixa de sonhar, desistiu de “criar”, vive “à deriva”. Sonhe e mude a história. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Julho 2010:
Não podendo mudar os homens, muda-se sem tréguas as leis” (Jean Lucien Arréat, escritor e filósofo francês, 1841-1922).
Em vez de punir, eduque. Fico preocupado quando ouço discursos políticos onde os candidatos dizem que pretendem criar novas leis para isso ou aquilo. Há um processo contínuo de criação de leis, como se a solução estivesse na imposição de normas. Será que se investissem na educação como um todo e no espírito de cooperação o resultado final não seria bem melhor? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Julho 2010:
Exige muito de ti mesmo e espere pouco dos demais. Assim evitarás desgostos”(Confúcio, filósofo chinês, 551-478).
Faças enquanto podes. A grande maioria das pessoas está sempre esperando algo de alguém. Espera que o outro cumprimente; que o outro guarde; que feche; que abra etc. Desta forma se decepcionam com facilidade. Outras pessoas vivem de lamentos. Lamentam a falta de algo, a necessidade de mais ajuda e assim por diante, também estes esperam muito dos demais e em função disso, pouco realizam. Mas, quando a pessoa toma a iniciativa e faz, exigindo mais de si, tudo vai se realizando na proporção de sua força de vontade. Pessoas de iniciativa surpreendem pela sua capacidade de realização como se recebessem ajuda “dos deuses”; esta força, porém, vem de seu interior. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Julho 2010:
O ódio não diminui com ódio. O ódio diminui com amor” (SiddaharthaGautama, “Buda”, mestre religioso e fundador do budismo, 563-486 a.C).
Quando todos gritam ninguém escuta. Se o artista destruísse a escultura toda vez que falhasse, nunca terminaria sua obra, por isso ele precisa primeiro dominar seu espírito. Em nossa vida acontece algo semelhante, ou seja, quando nos defrontamos com contrariedades a primeira tendência é revidar na mesma altura, com isso estaremos destruindo tudo de bom que construímos. Devemos aprender a dominar nosso espírito usando o amor como ferramenta. A partir do momento que optamos pelo amor, o ódio perde seu espaço. Com isso os pais evitarão gritar com seus filhos, o patrão ouvirá primeiro antes de repreender, a autoridade terá respeito pelo ser humano no exercício de sua função e assim por diante. Como o amor “irradia luz”, logo toda a cidade será iluminada e haverá paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Julho 2010:
Duas coisas contribuem para avançar: ir mais depressa que os outros ou ir por um bom caminho” (Renê Descartes, filósofo e matemático francês, 1596-1650).
O caminho se faz ao caminhar. Caminho é estrada, vereda. Quem anda por um bom caminho evita tropeços, segue seguro. Saber a diferença de um bom ou mau caminho é o segredo de uma viagem segura. Quem sabe como está o caminho é quem já percorreu o trecho, ou tem confiança no construtor. Muita gente sai em disparada, passa na frente de todo mundo, mas quando se dá conta, não sabe aonde chegar, e se frustra. Eu pessoalmente tenho muita confiança no caminho recomendado pela Bíblia Sagrada, pois já provou que leva a um “lugar” paradisíaco. Neste caminho o segredo é dar o melhor de si e ajudar os mais fracos e desamparados, como se estivesse ajudando a si mesmo. Faça valer à pena o seu caminhar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Julho 2010:
"Não há coisa que cause mais dano a uma nação do que pessoas astutas que se passam por inteligentes" (Sir Francis Bacon, filósofo e estadista britânico, 1561-1626).
Ficamos admirados com tantos planos de governo, com soluções para todos os males da nação, que são apresentados ao povo nas vésperas de uma eleição, que somos obrigados a nos perguntar, por que se esquece de tudo logo após ser eleito? Isto porque são duas coisas bem distintas para um astuto profissional de política, parecer inteligente e prometer para ser eleito são uma coisa; cumprir é outra bem diferente. E com isso são poucos os que realmente estão comprometidos com a causa pública; e esses ficam de mãos atadas, pois seus projetos só conseguem ir adiante com muitos acordos e promessas. Quem perde com isso é a nação como um todo. Nossa única chance é derrotá-los nas urnas, mas para isso precisamos conhecer como eles são sem as camuflagens da mídia, e como agiram quando ocuparam cargos anteriores. Vote consciente, conheça antes o passado de seu candidato. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Julho 2010:
Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (São Paulo em Romanos 8, 31).
Nossos braços se abrem para quem confiamos. Quando temos um poderoso protetor, ninguém mexe conosco. Há muitos protetores, dependendo do tipo de ameaça. Desde um animal para defender a casa, até um guarda-costas armado. Mas, quem nos defenderá também das ameaças invisíveis que podem nos atingir? São Paulo responde essa pergunta com outra pergunta: "se Deus, o Senhor do Universo, o Pai amoroso, que tanto nos ama está do nosso lado, então alguém terá coragem de se aproximar?" Sua defesa é na medida certa e na hora certa e na certa intensidade. Assim como uma criança confia e abre seus braços para sua mãe ou seu pai, também nós podemos estender nossos braços que Deus nos acolherá. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Julho 2010:
Quando não se ama demais, não se ama o suficiente” (Blaise Pascal, cientista, filósofo e escritor francês, 1623-1662).
O amor foge à lógica do mundo. Madre Tereza nos diz que o amor tem que doer; se dói, é um bom sinal. Louis Charles diz que nem a ausência, nem o tempo, são nada quando se ama. Tácito diz: ama e faz o que queres. Se calares, calarás com amor, se gritares, gritarás com amor, se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Gottfried diz que amar é encontrar na felicidade do outro a própria felicidade. Exupery afirma que amar não é um olhar para o outro; mas, ambos olharem na mesma direção. Jesus ensina que "quem ama dá a vida por amor". São inúmeras afirmações sobre o amor que superam o racional. Parece que o amor transporta as pessoas para outra dimensão. Nesta dimensão, há outras “leis” que regem e só o “coração” entende esta linguagem. Muitos confundem amor com uma série de sentimentos e desejos; mas, só quem realmente ama sabe a diferença. Amor se aprende amando. Talvez, por isso Blaise Pascal afirme que não há limites para o amor, ou seja, “quando não se ama demais, não se ama o suficiente”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Julho 2010:
Não faça se você não concorda. Não diga se não é verdade” (Marco Aurélio, Imperador Romano, 121-180).
Quem faz sem vontade é escravo. Se fizer por obrigação é escravo desse compromisso. Se fizer para agradar alguém é escravo dessa pessoa e assim por diante. Escravo é todo aquele que está sem liberdade. Quem age assim é como peixe preso em uma rede, vai para onde o pescador deseja, e com o tempo geralmente será transformado em uma refeição. Quem é livre é como peixe solto em seu habitat, vive sua vida. Seu destino será perpetuar sua espécie. Mas, há peixes que, por se sentirem inferiores, inventam inverdades para ganhar a proteção dos mais fortes; estes são como iscas, pois vendem sua liberdade pela proteção e acabam ficando sem as duas. Quanta gente já foi prejudicada por alguém que deu seu testemunho sem ser verdade, sem ter certeza, talvez por inveja, por desejo de algum benefício, ou só porque estava sentindo-se pressionado. Todos os que faltam com a verdade ou simulam situações para prejudicar alguém, um dia deverão responder por seus atos diante do Supremo Juiz. Quem é justo e verdadeiro age com liberdade e respeita a liberdade dos outros sem jamais faltar com a verdade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)

7 Julho 2010:
Se você acha a educação cara, experimente a ignorância” (Derek Curtis Bok, advogado e educador americano, nasceu em 1930, foi presidente da Universidade de Harvard).
O gasto com a educação é investimento futuro. Rimos das respostas de muitas questões do ENEM, achamos graça das respostas dadas no programa do CQC quando entrevistam pessoas de destaque. Mas, será que nossas respostas seriam melhores? Quando a criança retorna da escola e diz que não tem dever de casa, logo liberamos para brincar sem antes conversar como foi o seu dia, o que de novo aprendeu, e incentivar a preparar a aula do próximo dia. A educação começa em casa com o apoio e exemplo dos pais. Despertar a curiosidade do saber. Ensinar onde encontrar as respostas. Ir além do currículo acadêmico. Valorizar as descobertas por menor que sejam. Antes de repreender quando erram, incentive o acerto com elogio. Com práticas simples elas vão aprendendo a raciocinar, entendendo as questões, pois o que se decora sem entender logo se esquece ou desconhece sua aplicação na prática. Tudo isso tem um investimento de tempo, paciência e de recursos materiais, mas é recompensador ver quando já são capazes de caminharem sozinhas em busca de seus ideais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

6 Julho 2010:
Não tenho talentos especiais; porém, sou profundamente curioso” (Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Só acontecem as descobertas porque existe a curiosidade. ‘A curiosidade é o desejo irreprimível de ver, saber e aprender’ (A. Buzzi). Muita gente passa sem perceber um elemento em natura que nas mãos de um curioso torna-se algo valioso. Isto porque ele quer entender os “porquês”. Não se conforma com respostas sem fundamento. Busca, procura, descobre. Chega vazio, sem teorias, apenas curioso. E na admiração do inesperado tudo vai se revelando. Quem tem respostas para tudo apenas responde, raramente descobre algo, pois se julga auto-suficiente em seus conhecimentos. Quem é curioso, sempre está nesta busca por respostas, e elas chegam depois que todas as perguntas já foram respondidas restando apenas o inexplicável; e é dele que surgem as descobertas. Se quiseres ir além de aonde outros já chegaram, aguce sua curiosidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Julho 2010:
A humildade, é a base e o fundamento de todas as virtudes e, sem ela, não há nenhuma que o seja" (Miguel de Cervantes Saavedra, romancista, dramaturgo e poeta espanhol, 1547-1616).
A virtude, por ser um dom, se desenvolve com um querer capaz de remover montanhas. Por virtude se compreende a disposição do indivíduo de buscar o bem e evitar o mal. Em sua classificação se dividem em virtudes teologais (fé, esperança e caridade), e em virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Recebem outra classificação quando se contrapõem aos sete pecados capitais (a saber: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, acídia, vaidade e orgulho) e elas são (castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade). Humildade, cuja palavra se refere ao humus da terra, portando o que está na base, mas cheio de vitalidade, capaz de alimentar as plantas e dar-lhes sustentação, trabalha sem aparecer. Assim como quem já está no chão não pode cair, também quem é humilde, por estar na base, serve de apoio e dá sustento, sem almejar glórias ou reconhecimentos. Como vivemos num mundo que pouco valoriza quem é virtuoso, ao contrário, é taxado como de pouca esperteza, quem procura este caminho tem muito que vencer. A pessoa que é humilde abre as portas de todas as outras virtudes. Seu reconhecimento está além das aparências humanas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Julho 2010:
Saudade é o amor que fica!” (criança de 11 anos em tratamento de câncer, testemunhado pelo seu médico oncologista Dr. Rogério Brandão).
Colhemos do que plantamos. Se procurarmos no dicionário a definição de saudade, vamos encontrar que é uma ‘lembrança grata de uma pessoa ausente ou de coisas que nos vemos privados’. Mas esta palavra tem sua maior força quando ligada a uma experiência de vida, portanto, ela tem vida própria no coração de quem a sente. É isto que aconteceu com Dr. Rogério do Recife. Enquanto a mãe da criança se afastou para chorar, seu médico lhe perguntou qual era sua impressão sobre a morte e ela narrou: "Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?", e acrescentou: "- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa d'Ele, na minha vida verdadeira! E minha mãe vai ficar com saudade”. Ele perguntou o que era saudade para ela. Ela respondeu: “saudade é o amor que fica”. Esta experiência de uma criança que veio a óbito mudou a vida deste médico. Abriu sua visão para uma dimensão espiritual. Esta experiência nos faz refletir sobre as sementes que estamos deixando nesta vida. Deixaremos lembranças de carinho ou elas serão amargas? O Evangelho nos ensina que a chave de nossa recompensa está em nossas mãos, de como amamos nesta vida: “a medida com que medires sereis medidos” (Mt 7, 2). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Julho 2010:
Quando avistares um gigante, examina antes a posição do sol; pode ser apenas a sombra de um pigmeu” (Friedrich Leopold Von Hardenberg (Novalis), poeta e filósofo alemão, 1772-1801).
Quando éramos crianças, os cômodos da casa e os espaços para brincar pareciam enormes; à medida que crescemos, percebemos que eram bem menores, pois tudo é relativo. Assim a noção de gigante depende do referencial. Para uma pulga, a barata é enorme; para a barata, é o gato; e, assim por diante. Quando estamos com medo, o que era enorme vira gigante. Nós humanos temos vários gigantes a nos assustar: são as dificuldades que se apresentam aterrorizantes; e quanto mais nos abaixamos mais elas crescem. Choros, lamentos, fugas, só alimentam o crescimento destes gigantes. Quando os encaramos eles vão diminuindo até o ponto de dominá-los. Assim como todo círculo tem seu centro, toda edificação tem sua base, todo problema tem sua origem. Quanto mais difícil ele se apresenta, mais fácil será a solução se deixarmos de lado o que só atrapalha e nos concentrarmos no foco, no centro, na origem. Lembre-se que, ao deixarmos passar os problemas sem resolvê-los, eles vão se acumulando, pois um chama outro; mas, se procuramos solucioná-los, uma idéia chama outra e tudo vai se resolvendo. Antes de se assustar com o gigante, verifique sua real dimensão. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 junho 2010:
Alguns ouvem com os ouvidos, alguns com o estômago, alguns com o bolso e alguns nada ouvem” (Khalil Gibran, ensaísta, novelista e poeta libanês, 1883-1931).
Para ouvir é preciso mais que orelhas. Diante de um grupo de pessoas ouvindo o mesmo discurso, dificilmente haverá duas interpretações iguais, isto porque, cada um ouve segundo seu ‘parecer’. Talvez por isso nasceu o adágio popular; ‘quem conta um conto aumenta um ponto’. Para bem ouvir é necessário estar vazio de preconceitos. Quanta gente que nas primeiras palavras que ouve, logo quer dar sua opinião sem dar tempo do orador concluir seu pensamento. Com isso, nada ouvem, apenas falam. Mas, Khalil Gibran abre o conceito de ouvir tocando no ponto fraco de cada ouvinte, ou seja, onde lhe é mais sensível. Uns são sensíveis com as ideias, ouvem com os ouvidos; outros, estão mais interessados em seu bem estar, ouvem com o estômago. Outros apenas visam ganhar mais dinheiro; seu ouvido é o bolso; e, finalmente alguns estão tão absortos consigo mesmos e suas vaidades que nada ouvem. Quem esvazia sua mente para bem ouvir é sábio e neste exercício sempre aprende mais; quem se julga superior a todos a ponto de nem querer ouvir, com o tempo perceberá quanta riqueza deixou passar por estar surdo em sua presunção. Jesus nos ensina: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 11, 15). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Junho 2010:
A vida é muito perigosa. Não pelas pessoas que fazem o mal, mas pelas que se sentam apenas para assistir o que acontece” (Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Sua ação pode transformar o mundo. A rapidez das comunicações nos dias atuais nos permite acompanhar acontecimentos em outros lugares do mundo sem sair de casa. São jogos, transformações políticas, protestos, desastres. Chegamos a duvidar da possibilidade de existir outra realidade fora “da tela”. Ao mesmo tempo em que nos informa, a comunicação também nos aliena. Acreditamos que tudo possa ser respondido pela pesquisa no Google com apenas um clicar, como se o mundo ali estivesse inserido. Quem assim pensa e age está apenas assistindo a vida passar sem dela participar, pois é bem diferente assistir uma partida de futebol do que estar em campo jogando. A vida precisa de atletas que vistam seu uniforme e entrem em campo, dando o melhor de si para que o amor possa vencer sobre o mal. Quando o time está disposto, o passe de bola facilita as jogadas e muitas coisas podem ser feitas sem sobrecarregar ninguém. Anime-se, faça sua parte, pois a semente lançada hoje logo estará produzindo seus frutos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Junho 2010:
Ser sincero não é dizer tudo o que se pensa, mas nunca dizer o contrário do que se pensa” (Emile Salomon Wilhelm Herzog que usava o pseudônimo de ANDRÉ MAUROIS, foi um biógrafo, novelista e ensaísta francês, 1885-1967).
Quem pensa, vive a inquietude do saber. Pensar é a arte de formar idéias, de “auscultar” a essência de cada coisa; por isso, para pensar é necessário primeiro exercitar o aprender. Nesta caminhada vai se descortinando o desconhecido e entrando a luz do “saber”. Assim, muitas vezes o pensador se cala diante da grandiosidade que está diante de si. Sua sinceridade é ser fiel ao que viu, ouviu e aprendeu. Suas idéias começam a ter peso que o vento das opiniões volúveis não consegue remover, pois elas são fruto de uma penosa busca. Quem muda de opinião para agradar alguém é porque nunca teve opinião alguma. Neste caso, é melhor se calar do que trair o trabalho de seu pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Junho 2010:
Viva cada dia como se tivesse vivido a vida inteira visando justamente aquele dia” (Vasily Vasilievich Rozanov, escritor russo, 1856-1919).
Agradeça o dom da vida irradiando seu amor. Quando é dia de jogo, principalmente da seleção, muitos se preparam, as empresas alteram seus horários, bandeiras, camisas, tudo para externar o que está sentindo em seu coração, a alegria de torcedor para aquele grande dia. Já imaginou se tivéssemos a mesma disposição para todo novo dia de nossa vida? Desde cedo externando alegria, vivendo intensamente o dom da vida. Muitas barreiras de relacionamentos seriam quebradas, novas amizades seriam formadas, muitos incidentes seriam relevados. Deixar para realizar amanhã é perder uma oportunidade hoje. Há tanta gente que sofre por antecipação, ou seja, se preocupa hoje com o que pode acontecer de errado amanhã e com isso vive triste o seu hoje sem desfrutar de tudo o que Deus lhe oferece neste momento. No livro sagrado encontramos esta recomendação: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado” (Jesus no evangelho de Mateus 6, 34). Faça de seu dia uma conquista de campeonato mundial. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Junho 2010:
Nada é tão difícil que, a custa de tentativas, não tenha solução” (Terêncio, comediógrafo latino nascido na África, 185-159 a.C.).
De uma dura rocha Michel Ângelo esculpiu a Pietá. Quem se defronta com uma grande dificuldade que, por mais que tente, sente que ela continua imóvel, sem ceder, tende a desanimar. Mas são dos mais duros materiais que nascem as mais belas esculturas. Golpear a pedra sem critério é perda de tempo e energia. É com batidas precisas e com a força correta que a rocha vai cedendo segundo a formação de suas veias. Para chegar e este conhecimento é preciso muita tentativa e muita correção. Vem o cansaço, opiniões diversas tentando dissuadir, pouco resultado aparente; tudo isso precisa ser superado. Com o tempo, a estátua vai se revelando recompensando o esforço do paciente escultor. Só com muito amor e paciência é que venceremos as grandes dificuldades que a vida muitas vezes nos impõe como o lapidar de uma rocha. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Junho 2010:
Quanto melhor é uma pessoa, mais incomoda as pessoas más” (Aurélio Agostinho, (Santo Agostinho de Hipona - África), filósofo, bispo e teólogo cristão, 354-430).
O que incomoda é algo a ser melhorado. Por que razão será que as pessoas más se incomodam com aquelas que são melhores? Inveja, raiva, orgulho, sensação de ameaça, comparação, insegurança, medo? Pode ser tudo isso, pode ser algo de tudo isso e pode não ser nada disso? É difícil julgar! No entanto, é certo que os melhores incomodam os maus. Melhor é diferente daquela idéia de superioridade, pois considerar-se superior aos outros já é ser pior. Melhor tem a ver com alguém que se aperfeiçoou ao longo da vida na direção de uma identidade madura, firme e harmônica. Com outras palavras, uma pessoa bem assentada em si mesma. Gente desse nível, mesmo sem querer, incomoda os maus. Incômodo é algo considerado desagradável para a gente. Temos muita dificuldade em aceitar o que desagrada . É como pedra no sapato que a todo custo queremos nos ver livres dela para nos sentirmos à vontade. O melhor incomoda porque mostra ao mau onde ele precisa trabalhar em si mesmo para ficar bom, no ponto, ou seja, onde ele precisa melhorar. Como aquele que é “mau” está desacostumado ao exercício do aperfeiçoamento de si, é como se ele visse no que é melhor uma espécie de cobrança incessante em torno daquilo que ele negligencia. Nessa situação, os melhores jamais devem abandonar o processo de perfeição em nome dos que os rejeitam e os maus devem aproveitar de todo e qualquer incômodo como chance de aperfeiçoamento de si. Isso significa que tanto os melhores quanto os maus devem estar em contínuo aperfeiçoamento. O mau para ser melhor e o melhor para ser melhor ainda. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Junho 2010:
Com a mão fechada não há como responder a um aperto de mãos” (Indira Priyadarshini Gandhi, estadista e política da Índia, 1917-1984).
As mãos refletem o coração. A mão está fechada quando esconde algo, demonstrando tensão. Nem nos damos conta de quando cerramos as mãos. As mãos são reflexos de uma atitude interior. Geralmente fechamos a mão esquerda quando estamos tensos por algo de ordem emocional e a direita por algo de ordem racional (pode ser invertido se a pessoa é canhota). Quando elas estão fechadas há uma indisposição ao diálogo, estamos tentando nos proteger, tememos o confronto. A mão estendida para o aperto de mão demonstra uma atitude aberta, receptiva, fraternal, como também uma busca de reconciliação ou de nova amizade. No diálogo ambos precisam abrir as mãos e os corações. Para isso elas precisam estar vazias (desarmadas) para que o encontro seja “cordial” (chegue aos corações). Muitas vezes devemos tomar a iniciativa de abrir a mão para que se inicie um diálogo cordial. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!(14 anos)

18 Junho 2010:
O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem, devo ao futebol” (Albert Camus, escritor, novelista, ensaísta e filósofo argelino, 1913 - 1960).
Na prática do esporte revelamos quem realmente somos em nossas atitudes. Futebol é bem mais do que um jogo. É uma concepção de vida com uma incrível capacidade de educar o homem no corpo e no espírito. Essa educação no fundo é formação através do exercício, da disciplina e do dever. O jogar o jogo é apenas eco desse empenho em formar-se nos mais altos valores da pessoa. Se existem empenho e seriedade por parte de cada um nesse processo de formação, o resultado final é de ganho para todos, mesmo que se perca a partida. O futebol, no caso, é uma espécie de pequeno laboratório onde acima de tudo o homem imprime e exprime os esforços, as lutas, as conquistas, as perdas, os sacrifícios, os choros e as alegrias próprias da vida. Quem entra em campo para aprender desse aprender futebolístico, torna-se aprendiz em outras áreas do seu viver. Desse modo, se a concepção que se tem do futebol ao entrar em campo é profunda, a possibilidade de se ter um bom jogo, uma ótima partida e uma grande equipe, é bastante significativa. Caso contrário, se a concepção é superficial, o campo torna-se uma arena de medíocres, o jogo um espetáculo de “maria-moles” e a equipe um bando de ‘tontos’. Em tempos de copa do mundo há uma boa oportunidade para cada um que assiste aos jogos, aprender através da boa observação e do senso crítico, quais são os valores ou contravalores que estão sendo cultivados e defendidos nas partidas do próprio país ou das nações oponentes. Com outras palavras, o futebol, antes de ser apenas um entretenimento para alguns interessados, é uma dimensão humana que revela e representa cada um de nós no grande jogo ou cenário da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Junho 2010:
Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível” (São Francisco de Assis, religioso e escritor italiano, 1182-1226)
Quando deixamos a inércia do comodismo e nos dispomos “a caminhar”, percorremos grandes distâncias, que antes julgávamos “inatingíveis”. Necessário é tudo o que é imprescindível para “vivermos” (nossa rotina). O possível é o que está ao nosso alcance realizar (ir além da rotina). O impossível é o que independe de todo e qualquer esforço nosso para acontecer (algo extraordinário). Certos dias, porém, encontramos muita dificuldade de lidar com coisas necessárias como, por exemplo, ir à escola ou ao trabalho, lutar pela própria saúde, dedicarmo-nos aos sonhos e objetivos etc. Essa dificuldade se for alimentada repetidamente, acaba se avolumando e enfraquecendo nossa disposição em fazer o que realmente importa. Diante do necessário precisamos aprender a fazer o exercício do possível. Fazer o exercício do possível é investir nas possibilidades que temos às mãos, sem ficar criando grandes expectativas a respeito de si e nem lamentar-se (criando dificuldades) pelo que está além de nosso alcance no momento. O importante no exercício do possível é fazer sem desanimar com os fracassos e, ao mesmo tempo, evitando o excesso de confiança. Aquele que diante do necessário faz bem o que é possível estará criando condição para ver realizada obra impossível, pois o impossível jamais deve ser entendido como a impossibilidade do possível e, sim, como aquilo que vai se fazendo possível em meio às nossas impossibilidades. O que se faz possível em meio às nossas impossibilidades é a graça, a surpresa, o inesperado que sempre vem a nós, discreta e humildemente, possibilitando todo e qualquer empenho nosso. É nesse sentido que deveríamos entender a atitude de muita gente realizando o possível e o impossível na terra dos homens. Por outro lado, é dessa compreensão que se deveria entender melhor a proclamação, hoje tão usada e abusada, de que o Deus cristão é o Deus do impossível. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Junho 2010:
A verdade não é minha nem tua, para que possa ser tua e minha” (Aurélio Agostinho de “Hipona” (atual Annaba, na Argélia) (Santo Agostinho), bispo, escritor, filósofo, teólogo e Doutor da Igreja Católica, 354-430).
“Que é a verdade?” (Pilatos questionando Jesus em João 18, 38). A pretensão de possuir a verdade e, também, toda a verdade, sempre foi uma constante na história da humanidade. Quantas religiões e religiosos se digladiaram e ainda se combatem sem nenhuma compreensão e piedade alheia em nome da defesa e posse da verdade! E o que dizer de tantos homens e mulheres apregoando e defendendo suas ideias, partidos políticos, concepções de mundo, noções de moral e sistemas de valores, como se fossem donos da verdade? O desejo de possuir e abarcar a verdade na sua totalidade talvez seja o maior empecilho para encontrá-la e vivê-la. A verdade jamais é posse de alguém, de um grupo, de um sistema, de um povo, de uma nação ou de quem quer que seja. Querer possuí-la já é perdê-la. O seu segredo consiste no fato de que não é o homem que a possui, mas ela que possui o homem. E aqueles que são possuídos por ela possuem mente clara em meio à obscuridade das opiniões, flexibilidade nas atitudes, compreensão limpa diante dos problemas, visão larga e profunda para ver a vida, mas, sobretudo, liberdade para pensar e agir. Ela transcende a matéria por ter raízes no divino. “A verdade vos libertará” (Jesus em João 8, 32). (Reflexão feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Junho 2010:
A capacidade de entusiasmar-se é sinal de saúde espiritual” (Gregório Maranhão Posadillo, médico e escritor espanhol, 1887-1960).
São típicos da jovialidade a alegria e o entusiasmo. Independente de idade, jovialidade é um estado da alma. São Francisco, inebriado de alegria e amor a Deus, juntava dois gravetos imitando um violino e, muitas vezes, saía cantando louvores ao “Altíssimo” por tantas maravilhas em toda sua criação. Racionalmente, tais atitudes parecem até insanidades, mas, em uma alma entusiasmada a lógica passa ao longe. Quem precisa de muitas coisas para se sentir bem ou alegre, demonstra que ainda não descobriu um dos princípios da alegria, que é ter paz em seu coração e a sensibilidade de ver além das aparências o está à sua mão (ao seu alcance). Para cantar é preciso sentir a vibração da música; para entusiasmar-se é preciso sentir a harmonia da vida em tudo que o rodeia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Junho 2010:
Se queres formar juízo a respeito de uma pessoa, observa quem são os amigos dele” (François de Salignac de la Mothe (Fénelon), escritor, filósofo e teólogo francês, 1651-1715)
A amizade forma e também deforma. Quantas vezes assistimos depoimentos de pais desesperados por terem perdido seus filhos para as drogas ou outros vícios. Lamentam-se que sempre “deram” tudo o que seus filhos queriam e agora sentem uma imensa decepção. Deram sem orientar. Seus filhos nem sabiam conduzir suas próprias vidas e já estavam tomando decisões (quero isso, aquilo não etc.) que nem sabiam das consequências, e por falta de orientação dos pais, encontram quem preencha este vazio (de orientação) na pessoa de falsos amigos. E assim, com o tempo a pessoa se acerca de quem compartilha com suas idéias ou atitudes. Da mesma forma, bons amigos ajudam na formação positiva de uma pessoa. Por isso é um dever dos pais conhecerem quem são os amigos de seus filhos para orientá-los em tempo oportuno. Quando o mal já tomou conta só um milagre pode reverter a situação. O dever de orientar deve ser assumido e não delegado. Da mesma forma que você sabe selecionar seus amigos, oriente seus filhos para que façam o mesmo e evite decepções futuras. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Junho 2010:
Não deixe a grama crescer no caminho da amizade” (Sócrates, filósofo grego, 470-399 a.C.).
‘Visitas curtas fazem grandes amigos’. Grama em botânica é o nome comum para a família de plantas “grameineae”, entre as quais se incluem o trigo, o arroz, a aveia, o bambu dentre outros. Crescem facilmente quando há condições ideais. Elas precisam de sol, água e nutrientes para crescer além de estarem livres dos pés de transeuntes. Em um caminho muito percorrido, nenhum vegetal cresce devido ao trafego intenso. Na amizade este caminho que liga os amigos deve ser muito usado, muito percorrido para que eles mantenham este ardor como brasa. Se esta brasa começa a esfriar é necessário percorrer o “caminho da amizade” para que ela reacenda. Esperar para que o outro tome a iniciativa demonstra falta de interesse. Quem quer faz e não fica esperando. Este vigor mantém vivas nossas amizades e evita que a grama cresça em nosso caminho. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)

10 Junho 2010:
Se o vaso não está limpo, o que nele derramas se corromperá”. (Quinto Horácio Flaco, poeta e filósofo romano, 65-8 a.C.).
A limpeza desafia a sujeira. Um vaso limpo ao receber qualquer líquido o mantém na sua pureza, originalidade e transparência. Quando está sujo, cria uma opacidade e mancha tudo o que nele é depositado. Dali sairá corrompido distorcendo o sabor e a cor das “coisas”. À semelhança de um vaso limpo ou sujo pode ser também o “homem”. Nesse caso o limpo significa aquilo que está no seu próprio ser. O que é sem misturas, sem obstáculos e sem manchas. Limpo nessa compreensão é o mesmo que puro. O que é puro deixa a coisa ser vista como ela é de fato. É assim que dizemos água pura, vinho puro, ar puro, vaso puro e, também, homem puro. Um homem puro, por exemplo, (enquanto alguém limpo), é aquele sem divisões no seu ser e onde tudo encontra repouso e acolhimento. De um homem assim se diz que é íntegro, leal, veraz, honesto e transparente. Suas palavras e obras são límpidas, sinceras e justas. Sua consciência se mantém firme e determinada na verdade, mesmo lá onde tantos se tornaram corruptos nos valores mais fundamentais da vida. Tudo o que se derrama, sobretudo, do coração de um homem limpo ou puro, é sempre para iluminar o mundo à sua volta e elevar os que dele se aproximam. Quem cuida de manter-se limpo ou puro em seu ser em toda e qualquer ocasião, poderá enfrentar pessoas e situações as mais desonestas, antiéticas, corruptas, injustas e iníquas possíveis, mas passará por entre elas ileso, livre e confiante, tal qual o rio que contorna rochedos e obstáculos sem abrir mão de seu objetivo final. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Junho 2010:
As coisas boas vêm quando estamos distraídos” (Provérbio indiano).
Quando abrimos as portas de nossa fortaleza e deixamos entrar a luz do inesperado, iluminamos o que era escuro em nossos projetos e de uma distração podem renascer coisas boas. Muitos de nós já sentimos a experiência de esforçar-se para ver as coisas acontecerem conforme se sonha e deseja e, ao final de todo o empenho, vê-se frustrado por nada ter acontecido de acordo com o esperado. Talvez, muitos também já tenham até desistido depois de tentarem seguidamente dar encaminhamento a um projeto de vida que nunca se realizou. Ao mesmo tempo, é bem comum ver-se de repente, quando menos se espera, contemplado por aquilo que tanto procurou ou "se desgastou". Quantas vezes acontecem fatos em que, do exato momento em que se havia abandonado um esforço ou uma empreitada, ver a coisa começar a deslanchar. Quando tudo parecia esvair-se, perder-se no esfumaçar na imensidão do nada, eis que tudo começa a tomar forma, a surgir, a dar o ar da graça. Justo no instante em que se estava distraído, como a vagar por outra “galáxia”, e dando por encerrados os esforços despendidos, bem ali uma coisa boa aparece e se dá àquele que muito trabalhou e muito esperou. Isso significa que existem muitas coisas que só vêm a nós em meio à nossa distração. Distração aqui é o momento em que nos abandonamos ao desprendimento de nós mesmos ou de uma obra. É quando ficamos vazios de toda expectativa e dominação do rumo e do ritmo das coisas. É como o copo que só recebe alguma coisa se estiver vazio. Igual ao silêncio que prepara a comunicação ou ao nada que é pura possibilidade de receber tudo. As coisas boas de fato só acontecem e encontram lugar nas pessoas e no mundo onde existe esse espaço de distração e receptividade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Junho 2010:
Um vale aos meus olhos dez mil, se é o melhor” (Heráclito de Éfeso, filósofo grego, 540 a.C. - 470 a.C. ).
‘Eu e o Pai somos um’ (Jesus). Quando o “Um” é olhado na compreensão de unidade fica mais fácil perceber a harmonia que existe no múltiplo. É que o “Um” no múltiplo significa o que está presente em cada parte do múltiplo ou o que congrega, reúne e dá consistência ao múltiplo. Em um país, por exemplo, o “Um” é cada estado, cada cidade, cada bairro, cada, vila, cada casa, cada família, cada membro, cada cidadão, se empenhando para ser e fazer o melhor dentro de sua possibilidade. Na medida em que cada cidadão, cada família, cada vila etc, é o melhor no seu próprio, a nação ganha no seu todo. Isso vale também para o contrário. Se um cidadão deixa de corresponder ao seu papel, então a nação vai mal. O “Um” nesse modo de pensar é o que constitui o todo, é o que realiza a totalidade. Eis porque se em um lugar ou situação uma pessoa busca em tudo realizar a Unidade, ela faz a diferença no lugar, mais do que dez mil que pouco se importam com a melhoria do lugar ou da situação. Isso quer dizer ainda que toda e qualquer melhoria (aqui vale para qualquer âmbito da vida humana que se queira considerar) só vem se o empenho pela Unidade está em questão. Esse empenho começa com cada um, pois esse cada um quer dizer: a partir de mim, sempre o melhor em tudo! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Junho 2010:
É bom ter a felicidade em casa e não ter necessidade de buscá-la fora” (Johann Wolfgang Goethe, poeta e dramaturgo alemão, 1749-1832).
As raízes da felicidade estão no coração. Há uma grande diferença entre colher do que se plantou ou buscar pronto (no mercado). Quem se preocupa com a qualidade dos alimentos e busca o melhor, procura ele mesmo plantar, nem que sejam apenas os temperos, pois, exige pouco espaço. Ao participar de todo o ciclo da planta, interagindo com os cuidados que ela necessita, sente uma conquista colhendo de seu trabalho. Esta realização é reservada aos que têm esta sensibilidade. Penso que com a felicidade acontece algo semelhante, ou seja, pode-se buscar (no mercado) momentos aparentemente felizes em várias “atrações” desde as aventuras até os exageros do paladar, mas nada se compara ao “plantar e colher” em sua casa. Isto porque, em casa, temos que interagir e cuidar com carinho para que a plenitude atinja seu ápice. Por ser mais difícil é que tanto nos envolve. Quem foge de casa, foge de si. Casa é mais que um lar ou uma residência, é o lugar onde nos encontramos e nos sentimos plenos. Para o Pequeno Príncipe era seu Pequeno Planeta com sua Rosa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Junho 2010:
Endireite o galho enquanto a árvore é nova” (Provérbio japonês).
Bom início indica bom futuro. Na cultura brasileira, se costuma dizer que “pau que nasce torto, morre torto” para indicar o início e a permanência de uma má formação na pessoa. Outras vezes, para caracterizar o fato de que uma pessoa que teve uma educação errada na infância, adolescência e juventude, dificilmente terá um bom caráter na idade adulta. Na comparação com a árvore se pode dizer que uma boa e sadia formação humana têm suas bases já no útero materno. Depois, segue-se na infância e adolescência para dar bons frutos na idade madura e na velhice. No entanto, se algum problema vem a ferir ou atingir o galho durante o seu crescimento (enquanto é novo) existe a possibilidade de tratá-lo e ajudá-lo a encontrar boa direção. Em nosso caráter, também, é possível tratar os vícios e deformações enquanto estão ainda embrionários e enquanto somos crianças e jovens, pois essas são fases em que naturalmente somos mais flexíveis e abertos a mudanças e transformações. À medida que o tempo passa e o relógio do envelhecimento se aproxima, a tendência (mas, nem sempre) é ficarmos mais duros, secos e resistentes ao novo, aos desafios e aventuras. Cuidar em temperar o caráter com virtudes e boa educação nos primeiros anos da vida; antes que se chegue aos tempos de maior dificuldade na absorção de valores; é atitude de prudência e inteligência que evita os “transtornos” de personalidade, a amargura e o ressentimento, próprio em muitos que chegam à idade mais avançada ou velhice. Os ótimos galhos da personalidade e os bons frutos da idade madura são consequências (ou resultados) daquele cuidado e atenção que se deu à árvore humana desde os seus primeiros rebentos, caso contrário, pau que nasce torto permanecerá torto. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Junho 2010:
Há quem cruze um bosque e veja apenas lenha para o fogo” (Liev Nikoláievich Tolstói (Leão de Tolstói) novelista russo, 1828-1910).
Cada pessoa vê a partir de onde está “postado”. Nossa capacidade de perceber vai além do sentido da visão e praticamente envolve todos os sentidos, além da inteligência para coordenar todas as informações. Com isso, temos uma primeira noção do que nos rodeia. O segundo grupo envolve nosso conhecimento acerca do que percebemos, ou seja, que um determinado som é produzido por uma aeronave a jato, que o odor é de mel e assim por diante. Em um terceiro nível de percepção estão aplicações práticas que “as peças deste cenário” revelam, isto é, salta aos olhos a manipulação que poderá fazer em seu benefício. Desta forma, o caçador vê o animal como uma presa, o pescador busca o peixe, o lenhador enxerga muitas tábuas em uma árvore, o empreendedor observa uma área para futuras construções etc. Nesta visão alguns empresários veem seus funcionários como “potencial produtivo” para seus lucros, políticos veem pessoas como eleitores, malfeitores observam “os otários” para serem saqueados etc. Muitos estão tão envolvidos que sentem dificuldade (ou não querem) em ver de outra forma. Dificilmente poderão sentir que um “semelhante” ao seu lado é uma criatura para ser amada; perceber que o sol tem seu papel na criação, assim como toda flora e fauna; que há sentido para tudo o que existe. Perdem com isso a oportunidade de contemplarem tantas maravilhas que existem em nosso mundo para serem amadas mais que “manipuladas”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

31 Maio 2010:
Seja feliz do jeito que você é; não mude sua rotina pelo o que os outros exigem de você; simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver” (Bob Marley (nome artístico de Robert Nesta Marley), foi um cantor, compositor e guitarrista jamaicano, 1945 - 1981).
Quem vive lamentando o que lhe falta, deixa de perceber tudo o que têm. Em um mesmo cenário, cada um tem uma reação diferente. Imagine um lugar tranquilo, à beira de um rio com cascata, vegetação abundante e rico em fauna. Enquanto um se encanta com o visual, outro reclama dos mosquitos, outro ainda lamenta perder o jogo pela televisão e assim por diante. Cada um responde conforme o seu estado de espírito. Saber acolher o presente como um “presente” de Deus, é o primeiro passo para abrir as portas cerradas da “sensibilidade” e ser feliz. Acolher com gratidão possibilita ver além da aparência. Abra os “olhos” de seu coração e veja a riqueza de amor que o rodeia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Maio 2010:
Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência, pois todos podem ver, porém poucos compreendem o que vêem” (Niccolò di Bernardo dei Machiavegli, diplomata, historiador, filósofo e escritor italiano, 1469-1527).
Ver sem entender é pior que não ver. Mágicos e ilusionistas sabem explorar muito bem os limites da visão humana, bem como a capacidade de julgamento acerca do que as pessoas vêem. Com base nisso, seus truques convencem as pessoas dando a impressão que tudo foi real. Isto porque a visão, mesmo distorcida, tem mais credibilidade que a lógica. Quantas pessoas foram condenadas injustamente porque as testemunhas pensaram ter visto, mas, que os limites passados despercebidos esconderam a realidade e, por falta de uma busca mais criteriosa da verdade, passaram a aceitar no que sua visão fez acreditar. Muitas lendas rurais são derivadas disso, principalmente em regiões com iluminação deficitária. Quando "falta luz” à inteligência, as pessoas começam a acreditar em fofocas, a fazer com que a inveja crie seus fantasmas, a distorcer os fatos para que o cenário lhes seja favorável e assim por diante. O fato se agrava quando a pessoa acrescenta suas considerações com base apenas em seu parecer. Para compreender o que se vê, é necessário descartar tudo que seja sem base, bem como as “hipóteses”, semelhante a alguém que limpa uma peça suja encontrada nos escombros, pois só podemos ver sua realidade após retirar todas as impurezas; só aí ela transparece em sua plenitude. Muitas discórdias seriam evitadas se as partes envolvidas fizessem antes esta análise para compreenderem o que foi visto ou ouvido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Maio 2010:
Devemos passar em silêncio por aquilo de que não podemos falar” (Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filósofo austríaco, 1889-1951).
A boa fala é sempre eco de um bom silêncio. O verdadeiro silêncio é a plataforma de qualquer fala que se preze. A necessidade de se fazer reconhecido, amado, entendido e aceito, faz com que as pessoas falem muito e ouçam pouco. Ao ouvir pouco se tornam confusas e superficiais em sua fala. Outras silenciam, mas nem sempre o seu silêncio é postura de deixar ser a “fala”. É apenas fechamento sobre os próprios sentimentos abalados, é tática para evitar expor-se ao confronto e ao diálogo, pois quando alguém se expõe a ela diz quem é e o que pensa. Há, porém, um tipo de silêncio contenção e preparação para algo de importante vir à tona. Em muitas conversas e situações que experimentamos no cotidiano que, para evitar passar e sair delas menos “nós mesmos”, o melhor é permanecer em silêncio aguardando o momento oportuno para expor-nos ou expor algo que realmente contribua para o bem das pessoas e do mundo. Evitar falar em tais circunstâncias, através de um silêncio prolongado, pode ser sinal de uma grande e frutuosa fala em um momento seguinte. Portanto, fala e silêncio, longe de serem dois opostos, são realidades complementares e necessárias para a construção de qualquer grande relação entre as pessoas ou de obras perfeitas no mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Maio 2010:
A vítima está sempre alheia ao mal” (Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1889).
O que se esconde hoje se revela amanhã. Na língua latina, um dos significados de vítima (“vincire”) é vencido. Designa aquelas pessoas que foram vencidas numa guerra e tiveram que se submeter a todo tipo de exigências do vencedor. Enquanto vítimas do vencedor permaneciam alheias a todo tipo de mal que lhes sobrevinha. Dentro das religiões, a vítima era um animal ou alguém que era escolhido para ser oferecido em sacrifício a uma divindade, com o intuito de aplacar sua ira ou implorar seus favores. Em certos grupos humanos, como na família e no ambiente de trabalho, é comum se estabelecer relações baseadas na concepção de “vítima”, especialmente quando se elege alguém para “esconder” a falha que pertence a todos. Nesse caso, a vítima carrega a culpa do grupo e é sacrificada para que os demais saiam ilesos. Na família, por exemplo, os filhos muitas vezes sofrem broncas, violências e disparos de gritos e palavras grosseiras para apaziguar o conflito que reina entre os pais. Em uma empresa, quando surgem certos problemas ou erros, a primeira tentação é a de se achar um culpado para apontar o dedo ou lançar a culpa e, assim, cada um (do restante) se livrar das broncas do chefe ou da perda de estima da parte dele. Outras vezes é para se esconderem ou evitar assumir a própria responsabilidade na “incompetência” de uma tarefa ou cargo. E, na maioria das vezes, é para afugentar a insegurança e o receio de serem mandados embora da empresa. Nessas situações, algumas prioridades da vida são conscientemente negligenciadas, tais como a amizade, a compreensão, a busca da verdade, a ajuda mútua, o sentido de equipe, a solidariedade etc. E outras, como o desejo do salário, das ambições financeiras, da busca de promoção na empresa e o horror do desemprego é o que falam mais alto, ou seja, se invertem as prioridades. Vale o ter (dinheiro, fama, cargo) em detrimento do ser (ser amigo, solidário etc). Essa idéia de prioridade pode funcionar para o momento, mas jamais salvará o grupo de tragédias maiores num futuro, pois onde as relações humanas são rebaixadas a um segundo plano em nome de certas ambições “materiais”, a ruína e a corrupção dos valores começa a cercar a instituição e seus membros. A outra face da concepção de vítima é o vitimismo que tem duas vertentes. A primeira é daqueles que se acham perseguidos e culpados por todos os males que ocorrem no grupo. A segunda é daqueles que, por força e pressão de um grupo, assumem a culpa sozinhos por entender que os demais não são honestos e corajosos o suficiente para assumi-la. Isso também é um desastre, pois colabora apenas para camuflar o conflito, escondendo a culpa que pertence a todos. Mais tarde, tudo voltará a se repetir quando sobrevier ao grupo uma situação semelhante, até chegar às beiras do insuportável. Na verdade a vítima e o vitimismo só existem onde as pessoas aconselhadas pelo medo e covardia evitam encarar os problemas, as próprias fraquezas e falhas, com verdade e na verdade. Ser consciente das próprias ações e responsabilidades, sem lançar culpa sobre os outros; ao mesmo tempo, manter o sentido de pertença sincera a um grupo e a postura ética diante dos conflitos e negatividades, é o que ajuda as pessoas a serem grandes e nobres naquelas horas em que os valores humanos são mais testados dentro dos ambientes em que nos fazemos presentes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Maio 2010:
A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia.” (Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático, 540 a.C. - 470 a.C.).
Para um mestre em artes marciais, as “oposições” (o que vem de encontro) são oportunidades de aperfeiçoamento. A palavra “oposição” nos remete a tudo o que nos é contrário ou com o que chamamos de contrariedade. O contrário (ou a contrariedade em geral) geralmente nós imaginamos ser tudo aquilo que se opõe a nós para nos arruinar e produzir em nós a discórdia. Na verdade o contrário é o que nos vem de encontro e a discórdia é o que está mexendo com o “coração” para reencontrar nele o seu devido espaço. E na vida tem uma imensidão de coisas que todos os dias nos “visitam”, que nos vem de encontro gratuitamente, reivindicando a atenção de nosso olhar, de nossa compreensão e a abertura de nosso coração. Dependendo do modo de como estamos “assentados na vida”, vemos a oposição, a contrariedade e a discórdia como algo negativo que devemos expulsar de nossa presença. Ao fazer isso podemos sentir certo alívio num primeiro momento, mas perdemos a grande chance de ver e entender as coisas na sua verdade e profundidade. O que nos vem de encontro em geral treina nossas capacidades de aperfeiçoamento em alguma coisa importante, ou seja, naquilo que em nós ainda precisa ser trabalhado. É como o caso da concha do mar que ao tentar expulsar o “grãozinho” de areia que caiu dentro dela, na medida em que faz esse esforço de eliminação, na verdade modela em si uma linda pérola. Esse trabalho de lidar com a oposição ou o com o que está em discórdia em nós, (se isso é feito de bom ânimo e cordialidade), tem o poder de harmonizar o que em nós está desajustado e em desarmonia. É dessa insistência em acolher e trabalhar em nós o que é conflituoso e oposto que nos forma a personalidade e dá equilíbrio em todas as nossas relações com os outros. Portanto, a discórdia “dentro” e “fora” de nós, quando bem recepcionada e trabalhada, é que produz interiormente na pessoa as mais belas virtudes e, também, as mais interessantes formas de convívio social. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Maio 2010:
Se sabes o que deves fazer e não fazes, então estás pior que antes” (Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C.).
‘Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito’. Observando uma colméia, parece que há uma grande desordem, mas à medida que se aprofunda esta observação e se “identificam os personagens”, vê-se que cada um tem seu papel. Todos cumprem o seu dever sem precisar de comando e nisto está a grandeza da colméia. Com o formigueiro acontece algo semelhante. Nos animais maiores que vivem em grupo há tarefas diferentes conforme sua posição e se alguém falha, todos padecem. Vivemos em sociedade e no fazer bem feito o papel que nos cabe, há uma realização pessoal e um aperfeiçoamento que se reflete em todo o grupo. Melhoramos nosso desempenho à medida que repetimos “uma tarefa”, pois sempre aprendemos algo a mais. Quando é necessário alguém ficar lembrando o que deve ser feito é sinal de falta de interesse ou de pouca responsabilidade, e neste caso, estamos ficando piores que antes. Se pensarmos que ao negligenciar nosso dever estaremos atingindo apenas “o patrão” é sinal que temos dificuldade de ver o conjunto, pois somos nós os maiores prejudicados por fazermos parte deste mesmo grupo. Independente de reconhecimento imediato, o dever bem feito nos engrandece como pessoas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Maio 2010:
Você pode sair ferido, mas essa é a única maneira de viver a vida completamente” (Soren Aabye Kierkegaard, filósofo e teólogo dinamarquês, 1813-1855).
Assim como nas artes marciais usa-se a força do oponente para derrotá-lo, também na vida devemos usar a energia dos sofrimentos como fonte para superá-los. Imaginar que a vida humana é ou deva ser sem sofrimento é o maior de nossos sofrimentos. E quantas vezes sofremos por evitar sofrer. Essa experiência nos acompanha na maior parte do dia e do viver, especialmente quando insistimos em fugir de tudo aquilo que pode vir a nos ferir ou causar dor. Cortamos caminho para evitar encontrar com aquela pessoa. Criamos desculpas variadas para manter distância daquele compromisso. Mentimos para nos defender da verdade e da realidade. Construímos uma falsa auto-imagem para sermos bem vistos e queridos no meio em que vivemos e trabalhamos. Fingimos ser “bonzinhos” para ter a simpatia e a amizade de todos e jamais entrar em conflito com quer que seja. Enfim, para nos defender e evitarmos “ferimentos” e nem correr o risco de arranjar “encrenca” e dor para o nosso lado, vamos vivendo a vida na pretensa ilusão de que em fazendo tudo isso e muito mais o sofrimento se manterá longe de nós. Será que não é justamente esse modo de nos colocar na vida que nos fere, maltrata e faz sofrer? Ao agir assim, fechamos o ciclo da vida, estreitamos a sua dimensão achando que ela tem que ser do jeito que queremos e modelamos. E como a vida é mais ampla, aberta e profunda do que imaginamos, ela foge de nossas medidas de estreitezas. Só conseguirá vivê-la plenamente quem evitar encaixar a vida nessas estreitezas e deixá-la ser como é em tudo o que der e vier. Se ela trouxer feridas ou sofrimentos, certamente é porque feridas e sofrimentos pertencem a ela. Se eles surgem no nosso caminho é porque possuem um sentido, uma reivindicação e um ensino que quer mexer conosco, nos abrir os olhos, nos desinstalar, nos transformar e plenificar como pessoas. Nesse sentido, jamais buscar feridas ou sofrimentos para nós e para os outros, mas se eles surgem nas peripécias de nosso modo de viver a vida; então recebê-los como quem recebe um visitante e, depois de “conversar” com eles e entender o que “desejam”, e daí tirar lições de sabedoria; com serenidade despedir-se deles dizendo: “Obrigado! Agora que você cumpriu sua missão pode ir em paz”! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Maio 2010:
Espere o melhor, prepare-se para o pior, receba o que vier” (Provérbio Chinês)
O bom construtor transforma as pedras de “tropeço” em base de edificação. Esperar o melhor pode soar como “aquela” atitude de “positivar-se” para que as coisas venham de encontro à pessoa de maneira boa. Com essa atitude muitos ficam na eterna espera da vinda do melhor com os braços cruzados e na expectativa de um ‘milagre’. Hoje essa ideia é bastante cultivada para fazer com que as pessoas consigam aquilo que sonham e desejam em todos os níveis especialmente no que toca ao nível profissional. ‘Pense positivamente para que o melhor surja’, afirmam alguns! É muito bom fazer isso, no entanto, esperar o melhor aqui significa fazer bem feito o que já vem fazendo para ser surpreendido pela grandeza da própria obra. O melhor é o máximo de empenho em uma obra para fazê-la aparecer na sua potência e na sua beleza maior. Quem age assim pode ter certeza que a melhoria vem mais cedo ou mais tarde, pois toda obra bem realizada chega inevitavelmente à sua perfeição. Por sua vez, preparar-se para o pior ‘nada tem a ver’ com aquela atitude defensiva de medo do ruim agora ou num futuro próximo, mas é colocar-se no “bem fazer” (dando o melhor de si) disposto a enfrentar todos os contratempos e dificuldades que o próprio ofício exige; enquanto se trabalha no aperfeiçoamento de uma obra. Com outras palavras, quem deseja a constante melhoria de uma obra deve estar preparado para lidar com todos os tipos de situações difíceis e penosas que pertencem ao próprio trabalho de quem espera o melhor. O melhor jamais chegará até nós sem antes nos fazer passar primeiro pelo aperto de algum obstáculo. Em tais circunstâncias vale a harmonia, sem querer impor o gosto e modo de trabalhar na obra, mas abrir-se a ela no que der e vier. Só assim o pior é transformado e o melhor aparece na verdade e plenitude de sua possibilidade. A vida somente revela o seu melhor nas pessoas depois de prová-las com durezas e penas das mais variadas formas. Estar abertos a essas dificuldades sem desviar-se delas, mas acolhendo-as e transformando-as como matéria prima para a realização de uma grande obra, é o que nos faz melhores no mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Maio 2010:
A boa didática é aquela que deseja que o pensamento do outro não seja interrompido e que possa, sem notar, ir tomando a direção correta” (Enrique Tierno Galvão, político e intelectual espanhol, 1918-1986).
As respostas mais simples se transformam em grandes tratados quando o pensamento do educando é valorização pela “arte” da didática. O mau educador teme seus alunos e se impõe através de instrumentos de poder, onde a repressão é sua grande aliada. O verdadeiro educador, para “erguer” o educando, se coloca em posição “inferior” (abaixo) para poder “elevá-lo”. Como um curioso vai indagando e complementando a informação para que o aluno sinta que foi ele quem produziu esta resposta. Até de uma piada sem graça sobre algum conteúdo didático, com a habilidade de um artesão, ele reúne os “cacos” e faz “uma bela obra de arte” sobre a matéria. Ama a educação no crescimento dos alunos. Para isso é preciso muito amor e paciência para que ela seja plena. Mais que leis sobre educação, precisamos valorizar estes heróis que fazem do amor ao saber sua realização. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Maio 2010:
Não se chega a ser um grande homem se não se tem a coragem de ignorar uma infinidade de coisas inúteis” (Carlos Alberto Pisani Dossi, escritor italiano, 1849-1910).
Tempo bem empregado é conquista ganha. Normalmente nossa classificação de útil ou inútil está diretamente relacionada com sua aplicação imediata. Para os contemporâneos de Noé, a construção da Arca era algo inútil até o dia que começou a chover. Para Noé, a corrupção dos costumes reinante em sua época era uma inutilidade, pois afastava as pessoas do caminho de Deus. O tempo mostrou quem estava certo. Para quem anda de bicicleta, um pára-quedas é inútil; mas, para quem vai saltar de um avião é imprescindível. Quando se tem um objetivo a cumprir, tudo o que afasta a pessoa dele é inútil. Perder tempo assistindo futilidades diante de um aparelho de TV pode ser inútil se a pessoa tem algo a fazer, ou a aprender. Toda distração ou tempo desperdiçado retarda um processo criativo. Quem aproveita bem o seu tempo, sabe que um segundo é muito importante e deve ser bem empregado. Deixar algo para fazer depois é sinal de preguiça. Esta noção clara do que é útil ou inútil está presente na vida e nas ações dos grandes homens. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Maio 2010:
Cada mar possui suas correntezas, mas quando a tempestade se aproxima, misteriosamente, essas se comunicam e, do oceano até o lago mais ignoto de nossas montanhas, a mesma agitação parece movimentar todas as águas” (Paul Sabatier, pesquisador francês, estudou letras, medicina, teologia e belas artes, 1858-1928).
Enquanto um age, outros apenas observam. A observação de Paul sobre um fenômeno natural, mas carregado de mistério, serve para alertar que o mesmo acontece com o pensamento humano. Nos últimos tempos, tivemos situações difíceis onde os desastres fizeram suas vítimas em vários lugares, e foi justamente aí, que pessoas se solidarizaram e enviaram suas contribuições de várias formas, como que se uma força invisível motivasse todos os corações. Como se fosse uma reação em cadeia há uma interação entre os acontecimentos e o pensar (e agir). Há pensadores que ilustram com a imagem de uma nuvem carregada de ideias sobre as cabeças, quem se sintoniza com ela, tem sua inspiração, caso contrário outro a terá. Por isso as invenções acontecem em vários lugares quase que ao mesmo tempo, foi assim com a aviação e outras descobertas, foi assim com a Revolução Francesa, e continua assim até os dias de hoje. Temos duas alternativas, ou ficamos “bovinamente ruminando” e olhando os acontecimentos sem nada entender ou tomamos parte dos acontecimentos mostrando nosso pensar e agir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Maio 2010:
A ciência ainda procura, o amor já encontrou” (Henry Valentine Miller, escritor americano, 1891-1980).
O amor dá forças na procura do desconhecido. Uma ciência sem amor torna-se frieza, cegueira e orgulho intelectual. Um amor sem ciência é ingenuidade e preconceito. Separar amor e ciência como duas atividades opostas na humanidade é o princípio de todas as distorções e destruições que assistimos quase de maneira impotente no mundo atual. A ciência, se bem entendida, leva o ser humano à pesquisa e à busca da verdade até suas últimas consequências. Ela, na busca do saber mais, atinge o amar mais. Ela é contínua procura de querer ver e nesse ponto ela mostra o que cada pessoa é na sua essência, isto é, uma busca incessante de tudo. É próprio da ciência um buscar constante e o querer encontrar para fazer acontecer e funcionar. Mas se nessa sua busca falta o amor, o homem começa a caminhar na estranheza e distanciamento de si mesmo, rumo à insensatez. O amor, por sua vez, é também procura, mas uma procura ciente daquilo que já encontrou. É com alguém com frio na escuridão que caminha em direção a uma fonte de calor que aumenta sua intensidade à medida que dela se aproxima. O que o amor encontrou é a razão que o conduz a procurar sempre. Essa procura significa tornar cada vez mais claro e transparente o que já possui. Pode-se chamar essa atitude de busca de clareza e transparência de ciência do amor. Ciência do amor é o amor consciente. Eis porque só amamos bem, mais intensa e profundamente aquilo que conseguimos “ver” e “sentir” de maneira clara e transparente! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom dia! (14 anos)

13 Maio 2010:
Quando alguém compreender que obedecer a leis injustas é contrário à sua dignidade de homem, nenhuma tirania poderá dominá-lo” (Mahatma Gandhi, advogado, político e pensador hindu, 1869-1948).
“Quem cala consente”. A palavra “lei” (do latim ligare, “aquilo que liga”) traduz a idéia de norma jurídica estabelecida por autoridade competente para seu efeito. Ela atende a uma necessidade de regulamentação de algo. Com base nas leis as pessoas sabem como proceder. Mas existem exceções, ou seja, leis que atendem a interesse de grupo específico em detrimento da maioria da população por ter origem viciada, isto é, atenderam a lobby ou ideologias e foram aprovadas por acordos de “bastidores”. Gandhi, para combater este tipo de lei que ia contra a maioria do povo, incitou a população a uma resistência pacífica que desafiava estas leis. Sofreu por sua rebeldia, mas uniu o povo a ponto de se libertarem da tirania britânica em seu país. Este tipo de lei continua sendo criada também em nosso país, mas muitas vezes o povo nem toma conhecimento, pois os veículos de divulgação das mesmas, nestes casos, circulam com “tiragem limitada” apenas para cumprir a norma. Mesmo quando o povo vai contra, quem redige altera o texto de maneira sutil para manter os acordos já firmados. Para compreender o que acontece na política e tomar uma posição, precisa ter uma atenção redobrada em tudo o que acontece e se perguntar, “por quê”? É necessário buscar as respostas e para isso deverá ir além das “manchetes”, pois elas muitas vezes camuflam a realidade. Só assim poderá fazer valer sua dignidade de homem. (Reflexão feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Maio 2010:
Para Francisco, a oração que se tornou ato essencial da vida, perde seu caráter de fórmula mágica; torna-se um impulso do coração; é a reflexão e a meditação que se eleva acima da vulgaridade do aqui para penetrar os mistérios da vontade divina e conformar-se com ela. Quando alguém alcança essas alturas, não pertence mais às seitas, mas à humanidade.” (Paul Sabatier, pesquisador protestante francês, estudou letras, medicina, teologia e belas artes, destaca-se pelas pesquisas e escritos sobre a vida de São Francisco de Assis, 1858-1928).
Quando o Criador toca o coração do homem que se abriu ao divino, seu impulso ultrapassa as barreiras do formalismo e se atira nos braços de Deus. Francisco respondeu a este apelo divino e descobriu no amor a chave que abria as mais cerradas portas. E foi além, estabeleceu uma ponte de amor do homem com a natureza que pode interagir de forma dinâmica a ponto de ouvir e ser ouvido. A base estava neste amor divino manifestado pela força da oração. Orar era como respirar, estava presente o tempo todo. Mas, nem todos o entenderam; alguns achavam que ele tinha exagerado. Até mesmo alguns de seus companheiros. Quando tudo parecia esquecido pelo tempo, um escritor de outra religião reacende esta chama. Paul Sabatier iniciou seus estudos neste campo por recomendação de seu professor Ernesto Ronan que o encarregou de pesquisar a maravilhosa revolução religiosa realizada por São Francisco de Assis. Por ser de outra religião, sua pesquisa pode se aprofundar sem ser impedido por qualquer autoridade eclesial. Sua obra influenciou a Igreja a repensar sua postura diante dos escritos franciscanos. Deus continua a bater na porta dos corações onde muitos continuam fechados pelo encantamento provocado por tantas vozes presentes em suas vidas. Fazer silêncio para discernir a voz de Deus e a ela responder com amor é o começo da oração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Maio 2010:
Se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho, e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis; mas ai do homem que os causa” (Jesus em Mateus 18, 5-6).
As crianças confiam e miram-se nos exemplos dos adultos. Antes do moinho movido a água, havia um moinho caseiro composto de duas partes de pedra, uma inferior de formato tendendo a cônico que servia de base para outra que se encaixava por cima desta, em cujo centro havia um orifício chamado olho da mó. Cada uma destas partes era chamada de “mó”. Com este engenho se trituravam os grãos que se reduziam a farinha para posterior uso culinário. O senso de justiça proibia pegar uma destas peças como penhor de dívida, pois sem ela a família passaria necessidade sem a possibilidade de triturar os grãos que serviriam de alimento. Nos versículos anteriores, Jesus pede que sejamos puros como as crianças se quisermos fazer parte do reino dos céus. Em seu tempo, nem as mulheres nem as crianças eram respeitadas como deveriam. Com carinho, Ele pede que acolham as crianças que se acolhessem a Ele mesmo. Mas, com severidade, adverte aos que corrompem estes inocentes. Vai além de escândalos sexuais, começa desde o mau exemplo de atitudes, como o uso de palavras de baixo calão, passa pelo emprego de crianças em serviços impróprios e vai até o seu desvio de conduta que culmina com a pedofilia. Suponho que o castigo que é reservado a estes seja tremendo, pois se é melhor se atirar ao mar com uma pedra de mó, imagine o que o justo juiz reserva a estes. Os escândalos a que Jesus se refere, é todo tipo de escândalo, seja ele financeiro, moral, familiar, de corrupção etc. Quantas vezes, mesmo sem querer, servimos de mau exemplo. Vamos rever nossas atitudes enquanto é tempo, para que não seja tarde demais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Maio 2010:
Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Há uma ligação da mãe com seu filho que acontece bem antes de seu nascimento e continua ao longo de toda a sua vida. Existe uma antiga crença popular de que um filho(a) escolhe a mãe que deseja ter e, no momento da concepção, aquela criança fica torcendo imensamente para que a mãe diga sim à sua vinda a este mundo. O sim da mãe é resposta a um convite para dar início à mais bela história de amor que pode haver na terra. Durante uma boa parte da vida, especialmente nos primeiros anos da criança, a mãe ama incondicionalmente os filhos e eles em contrapartida olham, sentem e aprendem em pequenos gestos vindos dela o que significa amor e amar por amar. Com o tempo esse amor é absorvido pelo(a) filho(a) (de forma consciente ou não) e se torna corpo, alma e coração dela. E a partir dessa encarnação do amor da mãe no(a) filho(a) ele(a) passa a ser conduzido(a) por esse sopro vital no amor para consigo e com os demais. Isso quer dizer que o amor da mãe permanece nos filhos de uma forma continuada, ou seja, amando neles. O amor da mãe amando nos filhos quer dizer os filhos amando na mesma radicalidade, profundeza, largura e intensidade da mãe em tudo e em todos. Ainda com outras palavras, na idade ‘madura’, quando o amor da mãe tornou-se bem impregnado na vida dos filhos, eles se transformam em ressonância do amor materno em tudo o que pensam, dizem, sentem e fazem. Assim sendo, o amor com que a mãe ama os filhos se estende por todos os pontos da terra protegendo, iluminando, cuidando e abençoando tudo. A falta desse amor em certos lugares e situações deve-se ao fechamento, à incapacidade ou impossibilidade dos filhos(as) em recebê-lo de maneira cordial e agradecida para deixá-lo continuar fazendo sua obra de bondade no mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Feliz dia das Mães! Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

6 Maio 2010:
Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero” (Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, relojoeiro, músico, secretário real, agente secreto e autor de teatro francês, 1732-1799).
Só quem atingiu a maturidade sabe distinguir o que há por de trás das palavras de um elogio ou de uma crítica, e, daí tirar uma lição de vida. O elogio faz bem ao ego e a crítica em geral o massacra, assim em geral pensamos! Por essa razão, estamos habituados a ter melhor convívio com aqueles que nos elogiam e mantemos distância dos críticos e das críticas. O nosso maior problema é quando o elogio passa a ser o motor de nossas iniciativas e ações e as críticas nossos carrascos e fantasmas. Quem vive apenas de elogios jamais conhecerá sua verdadeira grandeza e seu verdadeiro potencial. Os que fogem das críticas perdem a oportunidade de avaliar melhor o que são e o que fazem. Por vezes recebemos muitos elogios que aparentam sinceridade e admiração, mas que no fundo funcionam como um recurso a esconder a mentira, a decepção e a desaprovação. A falsidade de um elogio é algo que em nada contribui para o crescimento e a dignidade da pessoa, enquanto uma crítica bem feita pode conduzi-la a uma verdadeira transformação. Nesse sentido, mais vale a crítica sincera do que o elogio mascarado. No convívio com quem quer que seja deveríamos aprender a criar um espaço de liberdade e confiança onde o elogio representasse sempre um incentivo da parte de quem nos vê naquele ponto bom que nós próprios ignoramos. Ao passo que a crítica deveria ser aquela palavra, ideia, visão ou saber vinda do outro a triturar, massagear, purificar e revitalizar o que em nós estava cego, obscuro, impensado e compreendido de maneira inadequada até o momento. Em pessoas que possuem esse espírito de liberdade e confiança, tanto faz as críticas ou os elogios que lhes são dirigidos, pois tudo é bem recebido e bem elaborado, a ponto de um elogio jamais ‘subir-lhes à cabeça’ para tirá-las da humildade do seu ser, e a crítica nunca representar um peso que as lança ao chão para prostrá-las no abismo da depressão e angústia. (Reflexão feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Maio 2010:
"A política é talvez a única profissão para a qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação." (Robert Louis Balfour Stevenson, novelista, poeta e escritor alemão, 1850-1894).
Para ser político, deveria ser exigido comprovado “amor” à coisa pública. Em quase todos os âmbitos da sociedade, para que alguém seja bem aceito nela, se requer muita preparação. Preparação é tudo aquilo que a gente precisa buscar e fazer para que a coisa aconteça de verdade. Onde falta preparação, nada caminha; e, se caminha, vai de forma desorganizada, sem direção e cheia de confusão. O mercado de trabalho exige o tempo todo pessoas bem preparadas para lidar com suas exigências, embora em boa parte dos casos a incompetência é que administra e trabalha. Faltando essa preparação, as empresas sofrem com prejuízos e chegam até mesmo à falência. Imaginar que no campo político se possa entrar sem a devida preparação é o mesmo que pensar em um aventureiro qualquer querendo entrar em um avião para pilotá-lo. Pode-se até levantar vôo com ele tendo como base as instruções dos manuais e de certos conhecimentos teóricos; porém, o despreparo mostrará as deficiências do condutor e colocará sua vida e a dos demais na direção do precipício da morte, principalmente na hora da aterrissagem. A política como tal não permite a improvisação e nem é lugar para gente despreparada na arte de desenvolver o bem comum. Os que almejam a carreira política precisam entender antes de tudo que, para ser “profissional em uma área qualquer” requer muitos anos de convívio com a coisa ela mesma até ter dela um bom domínio e a ciência de todas as suas implicâncias. E a profissionalização na política não se faz meramente entrando em um partido para depois promover-se a um cargo político, mas se faz num árduo e longo período de aprendizado do sentido do que representam as coisas públicas e do que deve ser o bem comum. Uma vez afinado com essa realidade, candidatar-se a qualquer cargo político é só uma consequência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Maio 2010:
Renunciar ao que se deseja é frequentemente uma virtude” (Publius Ovidius Naso, (Ovídio), poeta romano 43 a.C.-17 d.C.).
Pessoas virtuosas aprenderam a conviver na contrariedade e extrair dela sua força interior. Uma mentalidade bastante comum que impera sobre quase todos nós é a de que devemos fazer o que desejamos. O que desejamos em geral é o que nos convém e nos agrada. O que nos agrada tem que ser o que jamais vai contra nossa vontade. Dessa forma, vivemos o tempo todo tentando fazer nossa vontade sem querer contrariá-la. Contrariá-la seria ir contra a natureza, agir contra si mesmo ou aniquilar-se. Renunciar à própria vontade ou ao que deseja soaria para muitos como algo impensável e inumano. Renúncia por sua vez, dentro desse modo de pensar, é o mesmo que trilhar um processo de autodestruição da pessoa, e ninguém que se ache inteligente abraçaria uma concepção assim. Ao final, isso acaba influenciando todo o nosso modo de vida no que toca à escolha do trabalho, às pessoas de nosso convívio, ao que queremos vestir e comer, aos lugares que queremos frequentar etc. Pensar ou agir assim é interessante para adquirirmos mais critérios na hora de priorizar o que é mais ou menos importante. Porém, se isso cria em nós uma fuga da renúncia para fazer somente o que desejamos então nosso desejo se torna viciado, apegado, anêmico e fechado. Quem faz só o que deseja acaba petrificando a vontade e deixando-a frágil frente aos ataques de tudo aquilo que a contraria. Em geral, mas nem sempre, as nossas dores de cabeça, problemas no coração, calvície, úlceras, irritações, “stress” e dificuldades relacionadas aos rins e fígado têm sua origem no fato de que insistimos em fazer nossa vontade e nossos desejos e fugindo de tudo aquilo que nos contraria. A capacidade de exercitar nossos desejos, abrindo-os sempre mais diante do que é contrário ao querer, é que fortifica e dá boa saúde, saúde originária ao homem. Essa força, vigor e saúde originária atuando na pessoa de forma livre e solta é que leva o nome de virtude. A pessoa que aprendeu o dom da renúncia longe de ser alguém dissecado e diminuído na vontade é maduro, inteligente e equilibrado no desejo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

3 Maio 2010:
O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam” (Arnold Toynbee, economista inglês, 1852-1883).
Às vezes temos que escolher qual é o “menos pior”. A palavra “governar”, do latim “guberno” tem em sua origem a ideia de pilotar um navio, dirigir, conduzir. Assim, a segurança de todos depende da habilidade de quem governa. Neste sentido, o regime democrático coloca a responsabilidade da escolha de quem vai governar para os que serão governados. Política (do grego “politika”) traduz a ideia de assuntos públicos, ou seja, da cidade-estado (pólis), de seus habitantes, de interesse comum para a harmonia de todos. Manifestar uma opinião para o bem comum enriquece o grupo. Com o aumento da população, ficou muito difícil ouvir a todos e em função disso, representantes manifestam sua opinião em nome do povo. Se interessar por política é contribuir para a organização da pólis (cidade-estado) e com maior responsabilidade para o futuro, e neste caso é obrigação pensar bem antes de escolher seu representante. A maioria procura fugir deste tipo de responsabilidade para evitar incômodos; desta forma, foge de reuniões de condomínios, de reuniões nas escolas, de grupos de bairros, transferindo assim sua possível contribuição para o bem comum para os que participam. Por esta omissão, toda a comunidade padece. Os que se interessam aprenderam a se organizar de tal forma que sua opinião prevaleça sobre as demais e assim garantam sua continuidade nos comandos e nos privilégios daí decorrentes. De nada adianta criticar depois, se nada fez quando era possível. O mau político só tem espaço porque o eleitor foge de sua obrigação política de bem escolher. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

30 Abril 2010:
Não posso parar de trabalhar. Terei toda a eternidade para descansar” (Madre Tereza de Calcutá, missionária yugosláva católica, 1910-1997).
Trabalho feito com amor é suave. Por trabalho se entende a “energia” dispensada em uma ação manual ou intelectual. Quando encarado com amor ele é um mestre que aperfeiçoa nosso agir, pois vai se aprimorando à medida que é feito. Neste sentido, ele se torna leve. Se for encarado como um fardo necessário para o sustento, ele se torna “pesado” difícil de ser executado, assim ele é um capataz que cobra resultado e tempo de dedicação. Para Madre Tereza o trabalho era uma fonte de amor ao próximo, pois seu tempo era dedicado neste auxílio aos mais necessitados, e como era feito com amor, por mais difícil que fosse, havia alegria em fazê-lo. Assim, está em nós a maneira de encarar o trabalho, como aperfeiçoamento e moldagem do espírito ou como um mal necessário. Lembre-se que tudo o que é feito com amor gera uma recompensa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Abril 2010:
O mundo exige resultados. Não digas aos outros tuas dores de parto. Apresente seu filho” (Indira Gandhi, estadista e política hindu, 1917-1984).
O amor supera a indiferença. Neste mundo competitivo há uma corrida velada para ocupar as primeiras posições, com isso se exige serviços rápidos e com qualidade. Não há tempo para justificativas; o que transparece é o resultado. Os que ficam para traz vão sendo descartados. Ninguém quer saber das dificuldades encontradas no decorrer do processo. Com isso se atropela a vida. Vamos perdendo aos poucos a capacidade de ouvir. A experiência competitiva vivida no trabalho, muitas vezes é transferida para vida pessoal, e assim queremos mensurar resultados em nosso convívio social. Aos poucos as pessoas começam a ser descartadas se os resultados forem insatisfatórios. Está faltando espaço para o amor. Muitos se esquecem que os erros (ou inseguranças) são os melhores mestres quando são transformados em instrumento de conhecimento da falha no processo que, quando corrigido, gera uma melhoria significativa. Quando colocamos amor em tudo o que fazemos, mesmo que estejamos inseridos num processo competitivo onde se exigem resultados, o nosso fazer será mais harmonioso, pois temos em nós a esperança e a alegria que vencem as “dores do parto”. Nosso convívio social será acolhedor e formador. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

28 Abril 2010:
Se quisermos um mundo de paz e de justiça devemos colocar decididamente a inteligência a serviço do amor” (Antoine de Saint-Exupery, escritor e piloto francês, 1900-1944).
Onde há cooperação o serviço é leve. Quando observamos uma atitude que supera a expectativa devido ao seu grau de criatividade, dizemos que foi inteligente. São atitudes inteligentes que levam a humanidade a um desenvolvimento tecnológico cada vez mais admirável. Por outro lado, sentimos que o “grupo” dos que se beneficiam destas descobertas é bem pequeno comparado ao “grupo” dos que lutam para sobreviver no contexto onde estão inseridos. Este distanciamento gera tensões. Quando há catástrofes este quadro se agrava. O socorro emergencial é benéfico para os que são atendidos; mas, é provisório, e está longe de ser chamado de amor. Um exemplo de amor é o que fez Madre Tereza, deixando o conforto do convento e abraçando com amor o moribundo, sabendo que este gesto é pouco diante de tantos necessitados, mas pelo menos este teve algum sentimento de afeto. A proposta de Exupery é unirmos estes dois mundos, ou seja, utilizar esta capacidade criativa (inteligência) do ser humano a favor do ser humano, mas com amor, isto é, sem a intenção de lucro, simplesmente pela alegria de ver o próximo feliz. A recompensa é um mundo mais justo, pois a paz é fruto do amor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

27 Abril 2010:
Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado. Quero me recolher, me retirar das ocupações efêmeras. Mas ouço vozes, vozes benevolentes, passos que se aproximam e minhas portas se abrem...” (Rainer Maria Von Rilke, poeta checo, 1875-1926).
Quem vive bem cada fração de seu tempo, o faz com a máxima perfeição. Viver como se o tempo fosse ilimitado pode soar para alguns como aquela pretensão ambiciosa de querer viver para sempre, sem envelhecer, apenas aproveitando e se deleitando com tudo o que a vida oferece de bom e melhor, ou melhor, como se a vida e o tempo fossem infinitos. Isso tem o seu valor e sua importância num nível de compreensão e muitos investem caro nesta busca. Numa tal concepção de vida é comum excluir toda e qualquer possibilidade do surgimento de eventos aparentemente negativos, como o adoecer, o passar por necessidades, o ficar velho ou o sofrer limitações das mais variadas formas; pois tudo isso e muito mais é visto como limitação e, consequentemente, deve ser rejeitada em nome do ilimitado. No entanto, o ilimitado do tempo que aciona o viver de alguém significa jamais entender os limites como empecilhos ou barreiras intransponíveis a estagnar o curso da vida. Viver como se o tempo fosse ilimitado também nada tem a ver com o viver sem limites. Mas, é apropriar-se dos limites e fazer deles trampolins para saltar cada vez mais alto e mais profundo no abismo do tempo e da vida. Significa usar de todo e qualquer limite no tempo como uma espécie de matéria-prima para aguçar a criatividade e deixar a inspiração ousar o novo e o porvir. O ilimitado no caso do tempo é apenas uma atitude disposta de em momento algum fechar a porta aos acontecimentos da vida, sejam eles quais forem, mas tomar tudo o que passa por nós dando a atenção devida e passar por tudo devidamente sem nos perder em futilidades e coisas efêmeras. Nesse sentido, viver a vida como se o tempo fosse ilimitado é viver bem os décimos de segundo, os segundos, os minutos, as horas... enfim, os limites e as oportunidades do tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Abril 2010:
Deve ser um grande prazer que proporciona a arte de governar, talvez por isso que são tantos os que aspiram a fazê-la” (Voltaire, filósofo e escritor francês, 1694-1778).
“Governar” é uma “arte”. De agora em diante, veremos muitos políticos, ocupando o espaço da mídia, tentando convencer o eleitorado que seu projeto político é a melhor alternativa para o futuro. No entanto, nenhum deles consegue explicar porque nada disso fizeram quando estavam no poder. A culpa sempre é do modelo político, mas mudar ninguém quer. Eu tenho dificuldade de entender o porquê do “loteamento” de cargos em Ministérios e Empresas estatais (dentre outros), logo após o término das eleições. Talvez porque aqui esteja escondida esta bela “arte de governar”, ou seja, nas regalias financeiras que ela proporciona a todos os que dela compartilham. E as pessoas do povo? Ah, que esperem as próximas eleições alimentadas pela esperança que um dia isto possa mudar; mas que mantenham o pagamento de seus impostos em dia para que esse dinheiro nunca acabe. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Abril 2010:
"Nossas vidas começam a terminar no dia em que nos silenciamos para as coisas que realmente importam" (Martin Luther King, Jr, sociólogo, pastor e ativista político americano, 1929-1968).
Um barco só chega a seu destino quando seu condutor sabe aonde quer chegar. A palavra “importante” traduz a ideia de algo útil, que nos ajuda. Silenciar é nem querer ouvir, é fazer de conta que não é conosco. Na vida, a gente está cheio de coisas importantes, de coisas menos importantes e coisas sem importância. O que torna algo importante é sua contribuição para as metas ou objetivos de nossa vida e de toda a humanidade. Para aquelas que são importantes devemos estar sempre voltados e interessados. À medida que a elas nos dedicamos, elas “ganham vida”. Se perdermos o interesse por elas, a vida começa a ficar sem importância também. Em uma vida sem objetivos e sem importância, as coisas fúteis ganham vulto e a pessoa fica cada vez mais perdida, e com isso, a vida começa a findar. Por sua vez, o mais importante requer de nós; mais dedicação, mais tempo, mais disposição e priorização. Para o que é o menos importante a gente nem perde muito tempo. Mas devemos ser espertos e atentos para saber diferenciar tudo isso; caso contrário, se confunde um com o outro e quando se dá conta, já gastou muita energia com o que é inútil. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Abril 2010:
Nada é permanente, salvo a mudança” (Heráclito de Éfeso, filósofo grego, 540-470 a.C.)
Na mudança, há renovação. Nos últimos cinquenta anos se fala muito em mudanças que perpassam todas as esferas da sociedade. De duas décadas para cá, o acento maior tem sido em torno das mudanças ocorridas no Planeta, no clima, no mar, na terra etc. Tais mudanças são causadas muitas vezes pela imprudência, ambição e insensatez humana. É uma mudança que tem trazido efeitos catastróficos para a humanidade. Muito se fala também das mudanças no mercado globalizado, nas profissões, nos valores, na política, na religião, na educação, enfim, em todas as formas de pensar e conceber a realidade. Tudo, portanto, está em contínua ebulição e mudança, algumas trazendo benefícios, progressos; outras somente destruições e caos. Mudar é bem mais do que uma espécie de troca, substituição ou transferência de uma coisa de um lugar para outro. Trata-se de uma geração que faz nascer o novo e inaudito. Refere-se a uma transformação que inverte, perverte, converte e reverte toda uma situação ou vida. No ser humano a mudança tem a ver com um abrir-se e deixar-se mover pelo que a visita na cotidianidade da vida. A visita é o inesperado, o diferente, o sem nome, o desconhecido que vem ao encontro da pessoa e a incita a sair de si, a abrir espaço no seu ser para acolher e permitir a atuação e transformação daquilo que a atinge e pede recepção. Por isso, jamais resistir ao confronto, às exigências e ao toque da mudança, pois ela representa passagem rumo a uma nova terra, a um novo mundo, a uma nova realidade. Recebê-la de forma consciente, livre e cordial pode nos conduzir às verdadeiras transformações de que necessitamos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Abril 2010:
Muitos te odiarão, se te amares a ti próprio” (Erasmo de Rotterdan, teólogo e humanista holandês, 1466-1536).
O amor é o “centro” do indivíduo. Dizer que alguém ama a si próprio soa em geral atitude de gente egocêntrica, isto é, aquele que só pensa em si, que se põe no centro de tudo etc. Egocêntrico, no entanto, diz algo bem diferente de egoísta. O egoísta é o que só pensa em si mesmo e exclui toda e qualquer forma de relação interpessoal. Já o egocêntrico é o que procura seu próprio centro, pois ele sabe que se estiver descentralizado, tudo o mais estará em desequilíbrio e demolição em sua pessoa. Procurar o centro é buscar o âmago, o núcleo daquilo que constitui o seu próprio ser. Quando se encontra e se alimenta esse núcleo, tudo o mais “dentro” e “fora” de si, principalmente as relações interpessoais, muda para melhor. Quem faz isso bem, mostra que ama a si mesmo. Amar a si mesmo nesse sentido é querer colocar o ego naquele ponto onde o amor gera, alimenta, transforma e orienta tudo na pessoa. Isso quer dizer que somente quem tem o ego fora desse centro é que se torna egoísta. Em contrapartida, toda pessoa que parte em busca de amar a si mesma terá pela frente resistência e ódio, ou seja, encontrará oposição da parte de tudo e de todos que nela e fora dela representa desamor. Nascerá a partir daí uma luta gigantesca e sem trégua rumo à renúncia daquilo que põe a pessoa fora de seu centro e do anúncio e busca daquelas realidades que formam o centro ou o núcleo de sua identidade. Esse é o caminho daquilo que nos dias atuais se entende de forma inadequada, mas que os antigos traduziam numa bela expressão como sendo o “girar ao redor do próprio umbigo”. Umbigo no caso é o miolo, o centro gerador da vida. Quem gira em torno dele nada tem a ver com o indivíduo mesquinho, egoísta e isolado de tudo e de todos. É apenas alguém que está buscando recuperar a boa energia da vida, bem como procurando reencontrar-se com a fonte, o fundamento e o sustento dela, o amor. Sem amor o humano jamais é ele mesmo e nenhum bem pode fazer a si e aos outros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Abril 2010:
Um hábito com hábito se vence” (Thomas de Kempes, teólogo alemão, 1380-1471)
Quando se quer, tudo se consegue. A palavra “hábito” vem do latim “habitus”, traduzindo, uma prática frequente, um costume. Há bons hábitos e maus hábitos. As formas de cortesia são exemplos de bons hábitos. Leituras, exercícios físicos também são bons hábitos. Exemplos de maus hábitos são em maior número, tais como; limpar o nariz enquanto dirige; atender celular em ambiente restrito (sala de aula, igreja etc.); usar vagas de outros; coçar, mentir, falar mal etc. Às vezes temos hábitos que nem percebemos de tanto que praticamos. Neste caso uma palavra amiga pode nos ajudar. Para vencer os maus hábitos é necessário substituí-los com bons hábitos. Mas, para isso é fundamental em primeiro lugar se convencer que esta prática é ruim, que nos prejudica e ofende de certa forma aos demais. Em segundo lugar é preciso querer mudar e buscar com afinco vencer a si mesmo nesta luta de mudança. Por fim, devemos substituir este mau costume por outro que seja considerado bom e torná-lo um hábito. É assim que um hábito vence outro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Abril 2010:
Tua única obrigação em qualquer período da vida consiste em ser fiel a ti mesmo” (Richard Bach, piloto e escritor americano, nasceu em 1936).
Fidelidade é o “GPS” da vida. Ser fiel a ti mesmo consiste em ser autônomo e assim não depender dos outros para fazer aquilo que precisa ser feito. O grande perigo ou problema da fidelidade nos dias atuais está em querer ter expectativas em relação a alguém ou a um grupo para se seguir em frente num projeto comum. Nessa ótica, a tentação é pensar que só se pode ser fiel se o outro o for. Só se faz se o outro fizer. Somente se segue se o outro der a arrancada inicial. Isso é dependência, diferente de fidelidade! A fidelidade é um compromisso que se estabelece consigo mesmo antes de ser com o outro. Ser fiel é manter claro, decidido e firme o tempo todo aquilo a que se propõe ser ou fazer. Essa postura deve estar clara e bem compreendida na pessoa; caso contrário ela fica a maior parte do tempo esperando pelo outro. Ao faltar à colaboração do outro, então ela faz “corpo mole” (foge da responsabilidade), pois no fundo só queria enquanto e porque o outro queria. Eis o início das cobranças, da desconfiança, da ira, da perseguição, das afrontas, do jogo de “esconde-esconde”, das desculpas e do lançar a culpa sobre o outro. A vida de cada um tem na sua origem o legado da liberdade e da responsabilidade que vai se moldando com o tempo. É uma missão, uma tarefa, uma conquista e um vir a ser, no qual está implicada a vida toda e toda a vida da pessoa. Somente ela pode responder por si. Em última instância, ser fiel é a arte e a maneira mais prática, mais simples, mais honesta e pura de demonstrar transparência, cuidado e amor para consigo mesmo num grande propósito de vida. É como um cavaleiro que em duras batalhas precisa manter a honra e a dignidade de ser cavaleiro. Independente se o faz para o rei, para o próximo, para a família, para a causa da justiça, para o bem do reino ou para os mais necessitados. Ter clara e bem definida a grandeza de sua missão (ser cavaleiro) e doar-se a ela com o risco das feridas, dos golpes; em contrário e até da própria vida, é o único necessário a fazer até o fim. E o fim aqui é a consumação da doação, jamais a ruína ou o lance último de uma jogada de desespero. É por isso que fidelidade é o grande teste que recai sobre cada um para medir a intensidade, a força, a profundidade, a largueza, a altura e o fôlego do amor para consigo mesmo e para com os outros. E nesse ponto é sempre bom lembrar: anterior a nós mesmos possibilitando o nosso ser fiel está a fidelidade que já nos tocou e nos deu tudo para corresponder a ela. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Abril 2010
É leve a carga que levamos com prazer” (Publius Ovidius Naso, “Ovídio”, poeta romano, 43 a.C.-18 d.C.).
O querer alegre suaviza os fardos. Uma vez ou outra, na vida, já nos deparamos com pessoas que nos confessam estarem cansadas, entediadas e desanimadas com a vida. Sentem que o cotidiano lhes pesa como um enorme peso sobre os ombros. Nada os consola em tais momentos, nem mesmo a presença de entes queridos, de amigos ou companheiros das atividades que exercem em comum. Tudo à sua volta parece definhar-se em tristeza e sombras. Por conseguinte, experimentam as mais diferentes situações a que estão expostos como um fardo insuportável que obrigatoriamente devem portar adiante para dar conta do recado da vida diária, caso queiram sobreviver nesse mundo que tem seu ritmo e sua trajetória nos ponteiros incansáveis do relógio. De onde vem o cansaço e a sensação que experimentam? Qual é a razão, que em certos dias, a sensação é a de que as cargas dos compromissos e responsabilidades soam maiores do que as próprias forças? Por que em certos momentos caem na estranha sensação de que algo como o silêncio, por exemplo, é sentido como ruído estridente aos ouvidos? Como pode ser que em determinados dias o que para tais pessoas era a rotina da beleza de um encontro, se inverte em desencontro e o que era suave e agradável no convívio se converte em sabor amargo e desagradável? O fruto de tal experiência deixa os indivíduos com a sensação de arrastar chumbo nos pés, de perda da vontade, como se portasse o mundo sobre os ombros, de ter a respiração descompassada, de sentir o peito aos cacos e a alma em chamas. Por certo a razão de todo esse desconforto se encontra no modo ou na atitude como se carrega a vida nas suas mais diferentes exigências. Aquilo que se porta com má vontade, sem liberdade, sem decisão, sem abertura de espírito e sem amor, acaba por tornar-se um fardo insuportável na vida da pessoa, por mais leve que seja. Por sua vez, tudo aquilo que se carrega com prazer, com vontade e determinação, por mais pesado que seja torna-se suave e leve. Não que a coisa ou a situação em si se torne menos pesada e menos concreta na sua exigência, mas o modo e a determinação em colocar-se por baixo de qualquer peso, com disposição de alma grande, é que suaviza e dá leveza aos pesos da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Abril 2010
Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder” (Giordano Bruno, filósofo, teólogo, escritor e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira pela Inquisição Romana. Também referido como “Bruno de Nola” (região próxima a Nápoles) ou “Nolano”, 1548-1600).
Qual “vício” o poder sempre quer mais? Por que razão será que é ingênuo pedir a quem tem poder para mudar o poder? Em geral, pensa-se que é porque quem tem o poder é quem “manda”, que domina tudo e todos. Diz-se muitas vezes que quem tem o poder é porque custou a conquistá-lo e ao conquistá-lo, sabendo da dificuldade e luta na conquista, prefere mantê-lo como está para evitar perdê-lo, pois perdê-lo seria enfraquecer-se ou cair em ruína. Outros imaginam que mudar o poder é mexer no próprio ponto fraco ou agir contra si mesmo quando o tem em mãos. Quem pensa ter o poder, geralmente imagina-se possuído de capacidades e habilidades que lhe dão tal segurança e espírito de superioridade que desfazer-se dele ou mudá-lo é visto como um paradoxo e contrassenso. Na verdade, porém, a ingenuidade de pedir a mudança do poder por parte de quem o tem consiste no fato de que quando se busca ter ou conquistar o poder acontece uma inversão nessa relação “homem e poder”; ou seja, não é o homem que tem o poder, mas é o poder que tem o homem. Pode parecer estranho; mas, um homem dominado ou possuído pelo poder torna-se sua posse e por mais que queira agir em contrário sempre será sua presa e vítima. Desta forma, é o poder a ditar as regras e o modo de agir em quem ele se apossa. A vítima do poder é um instrumento do poder. Essa compreensão última da noção do poder significa dizer que: os que detêm poder têm a responsabilidade de fazer todo o esforço possível para recebê-lo bem, no sentido de ser um bom instrumento dele. Se “poder” é capacidade, habilidade, então, deve fazer de tudo para administrar bem essa capacidade e assim permitir as boas mudanças que o poder opera. Caso contrário, os efeitos do poder nos seus súditos serão devastadores. Consequentemente, devastada se torna a sociedade (ou grupo) onde tal súdito tem a tarefa de estar à frente de outros na condução do poder. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

13 Abril 2010:
A bondade que você teve para comigo não se perdeu, pois você a teve e isto permanece sendo seu, e mesmo que os resultados materiais fossem nulos, é razão a mais para que isto permaneça sendo seu [...].” (Trecho de uma carta de Vincent Willem van Gogh, (pintor holandês, 1853-1890), ao seu irmão Théo).
Qual bumerangue lançado ao ar que retorna à mão do lançador com maior velocidade, assim é o ato de bondade, retorna a quem o pratica com energia potencializada. Uma das razões pelas quais tantas vezes desistimos de continuar praticando algum bem para com as pessoas ou para com a sociedade, vem do fato de experimentarmos o fracasso do retorno ou da recompensa daquilo que foi feito como sendo algo bom. O fracasso do retorno ou da recompensa significa que ao fazer o bem queremos inevitavelmente ver ou sentir um resultado concreto e imediato sobre os outros ou sobre a situação que o praticamos. Quando o resultado é negativo, principalmente depois de tanto investimento de nossa parte, a sensação de frustração, irritação e tempo perdido nos toma, nos desanima e nos faz pensar que praticar o bem não vale à pena. Chegamos a pensar que são mais bem sucedidos os ímpios e os que se deleitam com as obras da iniquidade. Na verdade, porém, o grande mérito de quem pratica a bondade é que se ela está em quem a exercita no confronto com o próximo, ela jamais o abandona. Ela permanece naquele que a opera, independente se o outro a recebe ou não. Ela é um tesouro inesgotável que só aumenta naquele que se exercita nela. Por isso, ninguém deveria jamais desistir da bondade demonstrada para com o semelhante, pois mesmo quando recusada por quem quer que seja o seu destino é retornar à casa de seu ‘dono’ para não perder-se no vazio. Um paralelo desse estilo de bondade pode ser observado de um modo bem real nas palavras claras e motivadoras de Jesus aos seus seguidores quando falando do poder do retorno da paz afirma: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.” (Lc 10,5-6). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Abril 2010:
A única coisa que impede de Deus enviar um segundo dilúvio, é que o primeiro foi inútil” (Nicolas-Sébastien Roch, “Chamfort”, acadêmico francês, 1741-1794).
Deus recompensa mesmo que seja apenas um. O termo dilúvio determina uma quantidade enorme de chuva capaz de inundar enormes quantidades de terras; bem como, em termos restritos, em várias mitologias, uma inundação que destruiu toda a terra. A afirmação de Chamfort tem seu lado hilário, mas apresenta também um convite a reflexão de como anda a nossa fé. Existem mais de 270 histórias de dilúvios entre os povos da terra, sendo a maioria ligada às suas origens. Na Bíblia, ela é narrada em seu primeiro Livro (Gênesis, capítulo 6), procurando apresentar um ensinamento religioso nas relações entre o homem e seu criador. Nele o dilúvio aconteceu, pois o mal estava generalizado numa corrupção que parecia irremediável. Esse foi o motivo que antecedeu o dilúvio. “O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal” (Gn 6, 5). Mas, havia exceção, no caso Ele encontra Noé, um homem justo e perfeito, e com ele faz uma aliança e confia a missão de construir uma arca para salvar pessoas e animais indicados por Deus. Noé foi salvo, porque se recusou seguir a maioria e preferiu ficar fiel a Deus. Nos dias atuais, também há muitos convites para seguir a maioria em seus desvios de conduta, parecendo que o alerta do dilúvio já foi esquecido. Em muitos casos, procurar agir corretamente é desafiar a maioria ou ser contrário ao grupo. Como a grande maioria cede à pressão, a maldade continua desenfreada. Mas, tem muita gente buscando uma saída, pois a bondade clama em seus corações. Aja corretamente para que outros se sintam animados em seguir o seu exemplo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Abril 2010:
Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram” (Alexander Graham Bell, cientista e inventor escocês, 1847-1922).
Deus nos deu a capacidade de abrir caminhos. Jamais acreditar que o nosso destino é algo já traçado de antemão. Nunca pensar que somos marionetes nas mãos de entidades ou seres superiores. Quem pensa ou imagina sua vida desta forma, elimina desde o início seu crescimento humano neste mundo e abafa toda e qualquer possibilidade de avançar livremente pelos caminhos de sua própria história, pois a história de cada um é sempre um porvir, um lançar-se no desconhecido e inesperado; um construir por entre surpresas e novidades. Trilhar os caminhos de sua própria história nada tem a ver com fatalismo ou com um percorrer cegamente trilhas preestabelecidas por quem quer que seja. O caminho que o homem livre e aberto percorre é aquele que se faz e se descortina enquanto se caminha. Quem percorre apenas trilhas já amassadas pelos outros, reduz seu campo de percepção e nunca irá experimentar o sabor e a graça do novo, do inaudito, da criação e do inesperado. Será sempre um reprodutor de atitudes e comportamentos, um seguidor de modas e idéias mal assimiladas, um executor do já pensado e estabelecido, um resignado com a própria ‘sorte’. Aquele, no entanto, que ousa traçar intrepidamente o próprio “caminho” a que é chamado pela aventura da liberdade, esse encontra a verdade de seu ser e chega a construir bem nesse mundo aquilo que os antigos chamavam de ‘história de uma alma’. A ‘história de uma alma’ é quando o núcleo de nós mesmos vem à tona, ou seja, quando aquilo que nos constitui na nossa identidade de filhos de Deus aparece no seu brilho maior e na sua máxima expressão. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Abril 2010:
O cavalo conhece pelas rédeas quem o guia” (provérbio turco).
Cavalo e cavaleiro formam uma só peça quando há harmonia entre ambos. O cavalo, por sua força e robustez empresta ao homem sua mobilidade, o homem por sua visão e conhecimento fornece ao cavalo a segurança do melhor trajeto. Quando falta esta segurança no cavaleiro o cavalo fica confuso, pois terá que fazer o papel dos dois, já que o seu guia desconhece o caminho. Só na maneira de assumir o comando, o comandado sente a insegurança de quem vai guiá-lo. Esta analogia é valida em todos os setores da vida onde há uma necessidade de alguém assumir o controle de algo. É por isso que o bom cavaleiro ama o seu cavalo, pois aprende com ele a conhecer seus limites e a recompensar seus bons esforços. Nesse caso, se dispensa esporas ou chicotes, pois onde há amor, há confiança, companheirismo e ajuda mútua. Até as palavras são dispensáveis, pois o outro percebe o que é necessário naquele momento e o faz, pois pensa mais no outro que em si mesmo. Como seria maravilhoso se nossos dirigentes amassem seus comandados a ponto de suprirem suas necessidades sem um pedido formal de ajuda, e os comandados fossem além de suas obrigações dando sua contribuição para o bem comum. Só o amor é capaz de tudo isso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Abril 2010:
Uma língua suave é a árvore da vida, mas a língua perversa quebranta o espírito” (Livro dos Provérbios de Salomão 15,4).
Pequena, mas de poder devastador, assim é a nossa língua. No plano da anatomia humana, os entendidos nessa área costumam dizer que uma língua excessivamente grande está ligada a diversas alterações funcionais. Na boca, ela pode interferir no aspecto estético e, também, na fala, na voz, na respiração, na formação da arcada dentária etc. Com isso se quer afirmar que a língua grande pode influenciar negativamente na saúde bucal de alguém e, consequentemente, na configuração do todo de seu corpo. No plano dos relacionamentos humanos acontece algo semelhante. Alguém de língua grande e perversa possui um poder extraordinário de influenciar de forma negativa no local onde vive. A voz, o tom, o modo e o conteúdo de uma língua marcada pela amargura e o ressentimento, provoca danos irreparáveis em qualquer ambiente. A língua perversa é apenas a extensão de uma pessoa que se encontra interiormente desequilibrada e afetada por algum mal que a consome. Por achar insuportável carregar tamanho peso, a tentação é a de querer lançar para fora toda a carga que a sufoca. Com essa atitude, a pessoa torna-se semelhante a quem está há dias sem banhar-se e que com seu odor desagradável espanta a todos os que tendem a aproximar-se dela. Todo e qualquer ambiente que conta com os ataques e a presença de uma língua perversa, fofoqueira e felina, corre o risco de confundir, desorientar e destruir os seus componentes. Língua perversa, tal qual árvore seca e infrutífera, esteriliza os relacionamentos. Por sua vez, a língua suave e sábia, à semelhança de uma árvore carregada de bons frutos, produz relacionamentos vivos, harmoniosos e construtivos. Forjada em um coração bom e amigo, ela tem um poder espetacular de gerar relações e ambientes saudáveis. Somente a língua dos sábios e dos espíritos equilibrados tem a capacidade de formar ambientes agradáveis com pessoas maduras, responsáveis, colaboradoras, discretas, cordiais e sensíveis com a causa comum. Nesse sentido, vale dizer que a língua representa um excelente termômetro das personalidades e dos ambientes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

6 Abril 2010:
Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?” (João Guimarães Rosa, escritor brasileiro nascido em Minas Gerais, 1908-1997).
Quando agimos como animais agressivos, perdemos nossa ternura de seres humanos. A época atual é de um paradoxo incrível. Nossa sensibilidade para com os animais e sua causa é tamanha que somos capazes de brigar e maltratar um ser humano por causa deles. Em condomínios e em alguns lugares públicos, por exemplo, se dispensa a cães, gatos e pássaros, certos tratamentos, cuidados e atenção que pouco ou raramente se vê proporcionados aos homens. Essa é uma mentalidade que gota a gota vem sendo invertida nas novas gerações; ou seja, é preferível tratar bem um animal que nos dá afetos, segurança e carinho do que às pessoas que, na maior parte das vezes, só nos causa indiferença, desgosto e sofrimento. Em nome disso: tudo aos animais, nada ao ser humano. Atribui-se aos primeiros tudo o que é próprio do segundo: casa, tratamento de saúde, tratamento odontológico, lazer, academia, shopping, comida balanceada, hotéis etc. Até direitos fundamentais dos animais temos hoje, mais defendidos, promovidos e respeitados do que os direitos dos seres humanos. É lógico que eles merecem serem bem tratados, pois partilhamos do mesmo planeta e fomos criados para vivermos em harmonia. Apenas que a consciência do valor e do cuidado a eles nos dias atuais supera em muito àquela que se deveria ter para com cada ser humano. Quem sabe se recuperássemos radicalmente a compreensão mais elementar de nossa existência quanto ao amor, cuidado e respeito para com o sentido, o valor e a dignidade de cada ser humano; talvez jamais ocorra novamente de alguém pintar e urinar em um ser humano por ser um habitante das ruas, como ocorreu recentemente. Será que o que está acontecendo conosco é que perdemos a ternura pelo ser humano e a transferimos aos animais? Será que temos que nos animalizar para depois percorrer um caminho de “evolução” para sermos humanos? Será que acharmos que “animalidade” representa simplesmente um dar vazão aos instintos de violência e crueldade sobre os outros quando estamos revoltados, chateados, deprimidos e insatisfeitos com a nossa própria história, com nossa família ou com a sociedade que habitamos? Porém, nenhuma revolta e insatisfação pessoal justificam qualquer ato de agressão e insensibilidade para com o próximo. Pertencemos a uma “espécie” que tem por graça, por tarefa e vocação o privilégio de ser responsável e sensível para com todos e para com tudo o que existe nesse mundo. Negligenciar ou deturpar isso é o início de nossa desumanização. Estejamos atentos a isso em cada pensar, sentir e agir nos nossos mínimos relacionamentos cotidianos para evitar recairmos em uma inversão dos valores! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Abril 2010:
O que é feito às pressas nunca se faz bem. Faça sempre com calma e tranquilidade” (São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja nascido na França, 1566-1622).
Quem começa com tempo se prepara melhor. “Pressa” tem origem no latim “pressare”, traduzindo, a necessidade de fazer com a máxima rapidez, ou seja, com impaciência, aflição, aperto. Feito assim, falta tempo para uma análise criteriosa para fazer bem feito, aproveitando ao máximo todo o seu potencial. Geralmente tudo o que precisa ser feito às pressas é porque foi deixado para depois quando havia tempo suficiente. Perdemos muito tempo com futilidades e dedicamos pouco tempo para o que é essencial. É como uma mulher de manhã diante do espelho que dedica muito tempo para a aparência e se esquece que o mais belo que tem é o que ela irradia da alma, ou seja, sua alegria de viver. Fazer com calma é fazer bem feito, com dedicação e capricho, dando o melhor de si. O artista que prepara uma obra prima, o faz com tranquilidade, com calma, pois sua arte depende do melhor de si. Sejamos artistas de nossas obras, sempre apresentando o melhor de nossa criação! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

31 Março 2010:
Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer” (Jesus no Evangelho de Lucas 22,15).
Na união há força. Os judeus se reuniam para comemorar a Páscoa. A festa da Páscoa era para os Judeus uma recordação da intervenção Divina em sua libertação do Egito. Alguns aspectos desta festa foram prescritos ainda por Moisés. Dentre eles há um em especial que era comer do cordeiro sem defeito; mas ele falta na Páscoa de Jesus. Isto porque Jesus toma o lugar deste cordeiro na cruz, e em seu lugar eles comem o pão e o vinho abençoado por Ele. Estavam todos juntos e é assim que Jesus deseja ardentemente comemorar a Páscoa conosco, em união, em harmonia, em Paz, recordando que Deus continua intervindo em nossa vida quando vivemos o amor por Ele ensinado. Muito além de ovo de chocolate, ou de qualquer outro símbolo, a Páscoa é presença de amor em nossa vida. Este amor que liberta de toda escravidão. Quando desejamos uma Feliz Páscoa, estamos nos irmanando com esta pessoa no amor que vem de Deus. Que Deus sempre esteja presente em sua vida. FELIZ PÁSCOA. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos) FELIZ PÁSCOA

30 Março 2010:
““Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, e eles dividiram suas vestes e as sortearam” (Evangelho de Lucas 23,34).
Só vê o nascer do sol quem olha para o nascente. Essas palavras de Jesus do Evangelho de Lucas foram ditas minutos antes de sua morte na cruz. Ele nos ensina que o perdão é ato de amor de quem é de bom coração. Fico imaginando a cena: eles estavam recebendo o maior perdão da história pela atrocidade que acabaram de fazer, e nem estavam preocupados com isso, pois naquele momento o que importava era o imediato, dividir os espólios da vítima. Afinal, estavam apenas cumprindo ordens. Quantas pessoas hoje em dia apenas cumprem ordens sem se importarem com o contexto das mesmas. Para estes, a diversão, o jogo, o futebol, a cerveja é o que garante a alegria da vida. Nem se importam se há inocentes sendo injustiçados. Para estes, a Semana Santa é época de feriado e na sexta-feira santa, comer bacalhau, sem ao menos ter um tempo de oração e reflexão sobre o amor e o perdão. Com este comportamento se assemelham aos que sortearam as vestes de Jesus. Que este tempo seja para você um tempo santo embora a maioria nem se importe com isso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

29 Março 2010:
Se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?” (Jesus em Lucas 23, 31).
Onde há alguém que se destaca, há muitos outros conspirando sua derrota. Esse versículo de Lucas abre a Semana Santa. Ele foi dito por Jesus em resposta aos que choravam ao verem seu estado lastimável carregando a cruz pelas ruas de Jerusalém rumo ao monte Calvário. Era o resultado de toda uma articulação de bastidores. Com receio das multidões que viriam a Jerusalém por ocasião da Páscoa, pois poderiam impedir uma condenação de Jesus, estes articuladores agiram rápido, conspiraram à noite, prenderam Jesus, levaram às autoridades de plantão, torturaram, fizeram parecer ser a vontade popular diante de Pilatos para poderem o executar. Em uma frase, Jesus consola a eles e a nós. Jesus se compara a um lenho verde, cheio de seiva (vida), mostrando um Deus de amor presente na vida e nas palavras do Antigo Testamento, quando lidas com amor no coração. O lenho seco eram aquelas autoridades religiosas que viam no texto apenas palavras, onde se condenavam apenas pela interpretação fria e sem vida do que estava escrito sem levarem em conta o contexto. No ano 70, houve uma revolta dos Judeus e os Romanos destruíram Jerusalém, cumprindo assim o que foi anunciado por Jesus. Ainda hoje, em muitos cenários da vida, continuam as articulações noturnas. Acontecem nas Igrejas, nos ambientes de trabalho, nas ruas da cidade, nos bastidores da política, em todo lugar onde um ramo verde se destaca por sua energia e vivacidade, haverá sempre alguém conspirando sua destruição. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Março 2010:
Ninguém pode nos fazer infelizes, apenas nós mesmos” (São João Crisóstomo, filósofo, teólogo e escritor cristão nascido na Síria, 345-407).
Quando a opinião alheia vale mais que nossas convicções, abrimos a porta da infelicidade. A palavra felicidade tem sua origem no latim “felicitas”, traduzindo o estado da pessoa feliz ou as circunstâncias que causam ventura. É uma predisposição para isso que vem da própria pessoa, ou seja, de tudo que tem a oportunidade de pensar e analisar; ela sempre encontra um lado bom ou consegue vislumbrar seu lado hilário. Com isso, os pesos das circunstâncias se tornam suportáveis por terem sido suavizadas pelo otimismo latente que existe em cada um. Cabe a nós fortalecer este estado de espírito, buscando o bem em nossas ações. O vento da tristeza pode até soprar, mas ele jamais derrota quem tem o espírito da verdadeira alegria. Saber ver para além das aparências, tendo como base um bem maior é sinal de grande sabedoria. Seja o “escultor” de sua felicidade moldando o seu coração! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Março 2010:
O otimista acredita em outros e o pessimista só acredita em si mesmo” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico, 1874-1936).
Com sua ajuda ninguém terá dificuldade. O verbo acreditar tem o sentido de dar crédito, ou seja, nesta frase é “apostar” na capacidade do outro. Nesta confiança no outro, o otimista divide o peso da responsabilidade; e quando ela é dividida torna-se mais leve. Uma estrutura pesada quando é bem distribuída torna-se fácil de ser transportada. Já o pessimista quer transportar sozinho, dispensa ajuda, e se frustra quando fracassa. Ao olhar a todos como incapazes, o pessimista se acha superior, e por desconfiar, dificilmente delega alguma tarefa; e quando delega fica continuamente indagando se está pronta e assim atrapalha quem executa. É tudo uma questão de atitude. Entender que estamos juntos nesta “empreitada” e se um ajuda o outro todos saem ganhando, é sinal de maturidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

A partir de 24 Março 2010:

www.bomdiaebomtrabalho.wordpress.com

24 Março 2010:
Não sou eu. São as músicas. Eu sou só o carteiro. Eu entrego as músicas." (Robert Allen Zimmerman, “Bob Dylan”, cantor e compositor americano, 24/5/1941).
Quando São Paulo dizia, não sou eu, mas Cristo que vive em mim, ele tinha a consciência de que fazia parte de algo muito maior. Reconquistar a consciência do que de fato somos na nossa identidade maior é algo que ainda devemos a esse tempo histórico no qual estamos inseridos. Essa consciência diz que somos participantes e co-herdeiros de tudo o que existe no universo. Somos pastores da criação, instrumentos, administradores da vida e de tudo que lhe diz respeito. Pensar e agir como donos e dominadores, como senhores e proprietários de tudo o que há; nada diz de nossa origem ou das raízes do nosso ser. A confusão de pensar e agir como donos e senhores de tudo e de todos é o que nos distancia de nós mesmos, dos outros e de toda a criação, gerando no mundo as mais variadas formas de domínio e destruição que o ser humano já experimentou na face da terra. Talvez devamos reaprender a dizer em alto e bom tom, sem falsa humildade e sem baixa estima: “Não sou eu”. Afirmar de forma convicta “Não é eu”, jamais pode ser compreendido como anulação de si mesmo; mas como proclamação de que somos o lugar da recepção e da transmissão de toda uma gama infinita de coisas belas, de valores e responsabilidades do qual depende o significado e o sentido do mundo e de tudo o que nele existe. Afinar-se para corresponder sempre mais a essa tarefa, entregar-se a ela de todo o coração, ser pura receptividade a essa missão, é a nossa identidade maior e o sentido de ser e fazer História. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Março 2010:
As quatro coisas que não voltam para trás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado” (autor desconhecido, mas adaptado de um provérbio chinês, “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”).
Pense antes de agir enquanto é tempo para evitar lastimar quando não dá mais tempo. O caminho da responsabilidade humana passa necessariamente pelo bom e afinado cuidado conosco mesmos no que toca aos nossos sentimentos, palavras, pensamentos e ações. Diz respeito às decisões, ao modo como usamos nosso ‘tempo’ presente, ao como reorientamos as experiências passadas e a tudo o que fazemos ou deixamos de fazer em cada situação. Um juízo falso, uma palavra infeliz dirigida contra o próximo; o deixar escapar uma oportunidade de realizar algo importante; o desperdiçar o momento presente com experiências que tornam a vida vazia, banal e fugaz; tudo isso e muito mais, deixa nas pessoas uma marca tão profunda que nenhuma lágrima e arrependimento têm o poder de recuperar mais. Torna-se de papel rasgado que jamais volta à forma original. No momento presente temos a chance de dar sentido a tudo que experimentamos e de fazer cada coisa no seu melhor. Aqui e agora nos é dada a graça de jamais perder as boas oportunidades. Somente no hoje de nossa existência é que podemos fazer o máximo de esforço e sacrifício para evitar perder tempo com aquilo que tornará nossa vida vazia e infrutífera. Só nesse exato instante é que podemos deixar de lançar sobre os outros qualquer ofensa em forma de gestos e palavras e, ao mesmo tempo, aproveitar uma ocasião do cotidiano, por menor que seja, para surpreender os que nos cercam com uma atitude de amabilidade, compreensão, cortesia e respeito. Se prestarmos atenção e dermos ouvidos, certamente temos boas ocasiões para remediar sem deixar o relógio (da vida) seguir adiante sem resolver as pendências que criamos; e que provavelmente se agravarão no futuro. Todas essas coisas, entre tantas outras, estão em nossas mãos o tempo todo e todo o tempo, convidando nossa atenção, nosso cuidado e liberdade, a dar uma direção e uma resposta que pode tornar a vida de cada dia (nossa e dos outros) menos pesada, sofrida e insossa. Como tarefa intransferível nos foi dada a responsabilidade de permitir e de fazer a vida mais alegre, mais sóbria, mais transparente e plena, pois tudo o que for feito, desfeito, mal feito ou perfeito nela, só se faz uma vez, sem retorno! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Março 2010:
O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos a questionar, e procurando podemos achar a verdade” (Pierre Abelard, teólogo e filósofo francês 1079 - 1142)
A dúvida é o primeiro degrau da verdade. A dúvida é um método muito importante para nos ajudar no exercício do conhecimento e no acolhimento da sabedoria. Por meio dela é que sondamos, peneiramos, avaliamos e purificamos a realidade sob suas mais diversas facetas e manifestações. Ao duvidar iniciamos um processo de tentar clarear melhor as questões, verdades, afirmações, fatos e tudo o mais que se apresenta ao nosso intelecto. Na dúvida temos a possibilidade de discernir as coisas que se mostram incertas e confusas para nós. Com isso, abrimos caminho para vários questionamentos que abrem a nossa mente para perceber e acolher a verdade que vai vindo à tona naquilo que buscamos. Duvidar, então, nada mais é do que colocar as coisas numa crise, sacudir tudo o que é conceito e preconceito, tudo o que é pressuposição e tido como fato consumado, para abrir espaço ao surgimento das coisas como elas de fato são. Desta forma, é necessário que cada um se engaje no que os outros já disseram, mas com a responsabilidade de trabalhar livre e criativamente cada idéia, conceito e preconceito recebido para depois de submetê-lo a um processo de clareza e distinção, fazer nascer uma evidência que repousa na verdade. A dúvida, nesse caso, jamais deve ser um mero gesto de desmoronar ou destruir tudo (como alguém que derruba uma casa) para passar-se por cético e crítico das realidades humanas. Mas, um trabalho sério e honesto de desconstruir e depois reconstruir tudo de novo a partir da verdade que se deu a conhecer para quem a buscou incansavelmente. Aos que duvidam assim, de tudo e de todos, encontrarão a sabedoria como parceira de caminho nessa vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Março 2010:
O sorriso é o sol que afugenta o inverno do rosto humano” (Victor Hugo, novelista francês, 1802-1885).
O sorriso é próprio dos humanos; e quando contém amor em sua expressão, pode abrir os mais cerrados corações. O inverno é um tempo frio e talvez por isso que mais nos fechamos para nos aquecermos. Com isso, nossa face fica mais escondida e “carrancuda”. Mas, quando vem o sol que brilha e aquece, nos abrimos à sua luz. Há várias formas de sorriso; alguns indicam sentimentos somo ironia, desprezo, incredulidade etc; outros euforia, júbilo, contentamento. Ver alguém com um sorriso, também nos alegra, pois ele é contagiante. Ele pode abrir as portas do coração e reconciliar inimigos, reaquecer velhas amizades, fazer novos amigos, pois está ligado ao mais nobre dos sentimentos que é o amor. Muitas guerras seriam evitadas se as pessoas se alegrassem mais. Quantos encontros fracassam justamente porque cada lado veio armado para a defesa ou o ataque e esqueceram-se do sorriso para desarmar os corações. Saber ouvir antes de falar é outro elemento que, aliado ao perdão, pode fazer maravilhas nos relacionamentos humanos. Nem sempre sabemos nos expressar a ponto de ser perfeitamente entendidos por quem nos ouve. Por isso, é necessário o diálogo para esclarecer pontos obscuros. Mas, se aliarmos um sorriso, tudo fica mais fácil. Que o seu sorriso seja um sol a afugentar o inverno de muitos corações (inclusive o seu). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Março 2010:
O luxo... (que eu definiria como “o amor imoderado e o uso das comodidades supérfluas e pomposas”) corrompe igualmente todas as classes diversas numa nação” (Conde Vittorio Alfieri, poeta e escritor italiano, 1749-1803).
Luxo: quem dele usufrui não quer deixar, quem não o tem deseja tê-lo. O luxo é proporcionado pela posse de grandes recursos financeiros que permitam esbanjar nos gastos. À medida que se entra nesta “zona de conforto”, fica difícil querer sair dela. Mas, os recursos são finitos. Assim, sempre estão sendo inventadas novas formas de se angariar mais dinheiro, mesmo que seja de origem duvidosa ou ilícita. O “mensalão” (pagamento periódico em troca de favores políticos) é uma destas formas. Devem existir outras que ainda nem sabemos. Isto demonstra que o luxo pode corromper a quem a ele se entrega de corpo e alma, mesmo nos lugares mais “santos” e improváveis. São raras as pessoas que; em tendo oportunidade, conseguiram evitar serem corrompidas por sua sedução. Só o amor a causas nobres pode evitar esta contaminação. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Março 2010:
Quem começou, tem metade da obra executada” (Quinto Horácio Flaco, poeta lírico romano, 65 a.C. 8 a.C.).
Quem deseja salta sem deixar a margem acaba caindo. ‘Um bom começo é a metade’, dizia Aristóteles, para indicar a importância de iniciar bem qualquer obra humana. O começo determina todo o restante. Daí que se o começo for bom, bom será o restante e isso vale para o oposto também. Iniciar, começar, no entanto, diferente de um ponto fixo de onde previamente partimos; é um lance, uma determinação de vida, um salto ‘mortal’ onde está implicado tudo o que somos, queremos e sentimos. É um salto que comporta um arriscar-se claro e decidido de tal forma que no momento do pulo só há lugar para o abandono total de si mesmo no abismo do inesperado. Quem deseja começar precisa, portanto, ter essa decisão e precisão; caso contrário, fica indeciso, vacila e permanece onde está. Quem, por sua vez, começa com decisão, adquire já no primeiro passo e no primeiro lance o modo de conduzir-se e de trabalhar na empreitada até o fim. O fim ou final nesse jeito de pensar e fazer a coisa; deixa de ser um mero ponto longínquo (meta) aonde se quer chegar. Fim é o resultado máximo de uma doação. E metade aqui nada tem a ver com o meio de duas partes fixadas dentro de um processo ou caminho; mas, representa o centro, o núcleo da coisa ela mesma. Esse núcleo quer dizer que a pessoa chegou ao ponto bom, ao jeito acertado de fazer algo interessante e que de ora em diante só precisa repetir, fazer sempre de novo essa mesma coisa de modo cordial sem perder o ‘pique’ e a habilidade na realização dela. Tudo na vida do homem só progride; só cresce; só se transforma; só se “plenifica” (torna pleno, realiza) se tiver alicerçado nessa atitude simples de qualquer cotidiano. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

16 Março 2010:
Cada geração sofre de uma insensibilidade surpreendente para com os males de seu tempo” (Plínio Corrêa de Oliveira, escritor, pensador e historiador brasileiro, 1908-1995).
Só quem consegue ver do alto pode perceber as armadilhas do entorno. Uma geração pode sofrer de insensibilidade ‘de’, mas, também, pode sofrer ‘por’ insensibilidade. No primeiro caso assistimos aos inumeráveis exemplos de indivíduos que cresceram na vida, sem a consciência do que os cerca e nem sabem mensurar ou ter a real dimensão do dinheiro e das posses que conquistaram, ou seja, só querem mais e mais. Sem se importar com o cenário, só o desejo de possuir e lucrar os consome indefinidamente. Todos os seus sentidos estão voltados para serem satisfeitos até uma suposta exaustão, sem se importarem com as consequências de seus atos. Nem tampouco importa se suas posses e lucros proporcionam (de forma consciente ou não) a miséria de milhares de outros seres humanos. Ao sofrer de insensibilidade ‘de’ o ser humano inevitavelmente avança para o segundo estágio, o sofrer ‘por’ insensibilidade. Pensando preencher e ganhar os sentidos com a inflação do atendimento às necessidades pessoais, acaba por perdê-los, tornando-se homens e mulheres sem sensibilidade 'por' tudo aquilo para o qual estão destinados os sentidos. Essa atitude anestesia e confunde de tal forma os sentidos que começa na pessoa o reino da insensibilidade para consigo e, consequentemente, para com tudo e com todos. A sensibilidade, no caso, é congelada e a pessoa passa a viver de forma fria, indiferente, apática para com tudo que é verdadeiramente humano e real, comportando-se como máquina que tem muita funcionalidade e precisão no que faz, mas nenhum sentimento e vida. Com outras palavras, sofre as consequências da própria insensibilidade. Por sua vez, a recuperação da verdadeira sensibilidade ‘de’ e ‘por’, deve ser o uso inteligente e saudável dos sentidos que permita à pessoa ver, escutar, tocar, cheirar e degustar a realidade bem concretamente sem gerar qualquer mal ou prejuízo para si e para os outros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Março 2010
Se quisessem falar só daquilo que sabem e entendem, os homens apenas conversariam” (Arturo Graf, escritor e poeta italiano, 1848-1913).
Quem pensa antes de falar, fala pouco. Segundo o autor, falar é utilizar a palavra para expressar suas idéias; já conversar é apenas manter a “prosa” em dia sobre os assuntos comuns, sem muito aprofundamento da matéria. Logo para falar de algo com propriedade é necessário muita busca de conhecimento e uma reflexão profunda para gerar suas convicções. Para isso é necessário tempo e empenho. Repetir o que a mídia diz sem muita reflexão é apenas conversa. Para se produzir uma fala é preciso primeiro questionar sobre os fundamentos da matéria, ver “ângulos” deixados de lado e entender as motivações do assunto. A sabedoria e o entendimento sobre qualquer assunto são frutos de um esforço muito grande na busca da compreensão. Talvez por isso sejam poucos os que falam com propriedade expressando suas idéias, pois a maioria prefere assuntos corriqueiros que a “galera” aborda em seus encontros. E assim a grande massa caminha feliz sem muito esforço mental para onde são conduzidos como números segundo o interesse de alguém. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (14 anos)

12 Março 2010:
Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer ser velho”. (Martin Held, ator de cinema alemão, 1908 - 1992).
Diz o Livro Sagrado: ‘Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus’ (Ecl 3, 1). Nos últimos tempos, a geração do Século XX e XXI tem sofrido terrivelmente com a mania e a tentação de iludir-se, de driblar-se em uma fuga para deixar de assumir a realidade como ela se dá e como ela é. Nesse sentido, é muito comum ouvir a camuflagem de certos discursos que procuram esconder os fatos. Diz-se, por exemplo, que se chegou à melhor idade para evitar dizer que a velhice acabou de despontar. Em nome disso, há pessoas que se comportam como se tivessem dezoito anos, fazendo um excesso de exigências a si mesmo e procurando aventuras que o peso da idade tem dificuldade em assumir. Ao invés de dizer que fulano está sincera e seriamente desempregado, inventaram para ele o termo ‘sem ocupação’ para distorcer o fato ou tentar anuviar a crua realidade de que no mercado de trabalho (ao menos no momento) está sem lugar para ela. Para dar uma rasteira na velhice e tentar encobrir o fato tão simples e óbvio da vida que é envelhecer, se usa de uma artimanha ‘genial’ dizendo que as pessoas não ficam velhas, apenas mais sábias. Pior ainda é quando se diz que elas jamais envelhecem, pois ser velho é só um estado de espírito. Por fim, para fugir do realismo da morte, da sua nudeza, frieza e justiça; dizem que a pessoa apenas adormeceu, pois estava de passagem! Embora se insista tanto em driblar, em esconder, em fugir e camuflar todas essas realidades e tantas outras, a vida segue o seu curso sereno, sóbrio e humilde. O real é que se fica velho, sim, com todas as limitações, perdas e sofrimentos que essa etapa da vida promove a cada um que chega lá. Nada mais real do que estar desempregado e ficar fora do mercado de trabalho, para alguns, até excluídos mesmo dele. É real, sem dúvida, que a morte é morte. Pode-se experimentá-la de muitas formas, pode-se espiritualizá-la e até enfeitá-la com os melhores discursos, poesias, sermões, mas ela continuará uma realidade inegável e incontestável de cada ser humano. O problema que se constitui para nós, então, é o fato de que vivemos fazendo uma luta desesperadora em todas as instâncias, dentro e fora de nós mesmos, tentando ‘tapar o sol com a peneira’ para o fato mais simples e real da vida: se vivemos estamos sujeitos a perder emprego, a ficar velhos e a morrer. Nada mais concreto e real! Então para que mentir ou pintar de invisíveis essas e outras realidades tão presentes e tão banais do cotidiano. Lembre-se que a vida é imensa, livre, dinâmica, bela e abraça, transforma e transfigura tudo isso e muito mais! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Março 2010:
O político se converte em estadista quando começa a pensar nas próximas gerações e não nas próximas eleições” (Winston Churchill, político britânico, 1874-1965).
Temos que identificar sabiamente os estadistas em meio a tantos políticos. Vivemos dias que antecedem as próximas eleições, marcados por grandes articulações políticas, muitas delas para garantir que só saiam candidatos os políticos que possam dar continuidade do sistema vigente. Veja por exemplo o apelo popular com mais de um milhão de assinaturas para que políticos indiciados sejam impedidos de disputar eleições, ou mesmo, que acabe o foro privilegiado; mas, essas matérias nunca passam, pois neste caso quase todos os atuais políticos teriam de deixar seus cargos. É ilusão dizer que quem escolhe é o povo, pois ao povo só são apresentados para o certame aqueles que já fecharam acordo nos bastidores. No Brasil, os políticos se tornaram profissionais do poder em vez de serem estadistas, preocupados com o futuro da nação. Ainda tem pessoas honestas preocupadas com o futuro, mas são raros. Cabe ao eleitor pensar nas gerações futuras e votar de tal maneira que este sistema corrompido termine, ou seja, evitar cair neste jogo. Quem pensa só na próxima eleição, pensa apenas em um momento político; quem pensa nas futuras gerações, pensa num tempo histórico e um bom tempo histórico só se dá com decisões acertadas na responsabilidade, seja dos representantes políticos, seja de todo um povo. Se nada fizermos, tudo vai continuar do mesmo jeito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Março 2010:
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”. (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão 1844 - 1900)
A roda d’água ganha força ao girar de novo como se fosse a primeira vez. Praticamente nenhum ser humano, exceto os masoquistas, gosta de ficar trazendo o passado à tona, se de alguma forma ele foi ou representa algo de ruim e sofrido. Diz-se até que; ‘quem gosta do passado é museu’, para significar que, em geral, quando se invoca o passado ou é para trazer lembranças negativas de uma experiência que marcou nosso destino ou para tentar desentulhar coisas antigas e que insistimos em torná-las novas; quase como num gesto infrutífero e estéril de reerguer ruínas que já se foram. Se o passado for visto nessa perspectiva, então, neste caso, ter péssima memória (conforme afirma Nietzsche) ou ‘amnésia’ parece ser coisa muito boa, pois ele, o passado, nesse sentido, por fugir de nossa memória nos impede de ficar congelados numa época e numa experiência e muito menos nos faz perder tempo com o que já se foi, mas nos permite estar enraizados no momento presente para vivê-lo plenamente com as coisas que são boas e dignas de serem vividas de maneira sempre nova; tornando a vida um momento único (e divertido) onde a repetição é apenas um deter-se e um reter-se no que realmente vale a pena investir, sem cansar-se e sem desgastar-se. Quando memória é gesto de desarquivar o passado, acabamos por passar uma boa parte de nossa vida nos consumindo com lembranças e fazendo memória de situações e coisas que só nos amarram e impedem de avançarmos em direção à realização de nossa identidade e na construção saudável de uma coletividade. Ter (e fazer) memória só é sadio e bom quando tem o sentido grego de ‘mnemis’ a significar aquela experiência de deixar vir à tona, de tornar presente, de ‘re-cordar’ aquela realidade, aquela força e vigor, aquela presença que fundou, marcou, transformou e transfigurou uma pessoa e toda uma época. Memória só tem sentido quando ela é força geradora que nos faz entrar em contato com tudo aquilo que no passado e em qualquer época nos acorda para o sentido e o significado mais essencial e radical de nossa existência. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Março 2010:
O amor é o sentido último de tudo o que nos rodeia. Não é um simples sentimento, é a verdade e a alegria que está na origem de toda criação” (Rabindranath Tagore, filósofo e escritor hindu, 1861-1941).
Tudo o que nos rodeia tem o sentido que nosso coração lhe dá. Quando se afina (afinar é dar a nota correta para cada corda) um violão, quando uma nota vibra em uma das cordas, a nota correspondente na outra corda vibra sozinha por estar em harmonia com esta. É como se uma se alegrasse por encontrar sua correspondente. Mas para que isso aconteça é necessária uma “afinação”. Somos o resultado da criação do amor Divino, em harmonia com toda a natureza. Se estivermos afinados com este amor maior que é Deus, basta nosso coração dar o tom que a natureza responde com sua vibração. Podemos escolher qual o tom que daremos à nossa vida no dia de hoje, um tom alegre ou um tom triste. A escolha é livre. Quando emitimos alegria, recolhemos alegria. Por isso, a importância de estarmos vibrando positivamente para sentirmos a ressonância do tom que emitimos retornar por estar em sintonia com nosso coração. Com o tempo perceberemos que quanto mais amor vibrar em nosso coração, mais a “criação” retorna no mesmo tom. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Março 2010:
O HOMEM E A MULHER

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher, o coração.
O cérebro produz luz; o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor santifica.
O homem é o gênio; a mulher é o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza,
A virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia,
A mulher, a preferência;
A supremacia representa a força;
A preferência representa o direito.
O Homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pela lágrima.
A razão convence, a lágrima comove.
O Homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é o código, a mulher o evangelho.
O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher, um sacrário;
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha;
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza;
O lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço,
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia, a esperança salva. Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.
Autor: Vitor Hugo - poeta francês do século XIX, (1802-1885)

5 Março 2010:
Há indivíduos que sempre lutaram para não serem absorvidos pelo agir do grupo. Se você tentar, poder estar sozinho e às vezes assustado. Porém nenhum preço é alto demais pelo privilégio de ser você mesmo” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Quando Maria vai com as outras, deixa de ser Maria e acaba sendo como as outras. A grande maioria das pessoas se sente confortável em estar com a “galera”, em agir sem pensar diante do grupo, a seguir o “instinto” da massa. Nada de mal e nem de extraordinário. Mas, há alguns que se inquietam com esta atitude, pois são convidados a “vôos” mais altos, sentem um desejo de ir além. Estes estão na eminência de fazer algo grandioso; mas, para isso devem fazer o seu próprio caminho. Enfrentam vários desafios, pois o pensar diferente incomoda. O primeiro é a rejeição da “tribo”, depois é o isolamento até que perceba que vale a pena buscar com afinco o seu propósito. Os que perseveram deixam seu nome na história, pois viram o que ninguém enxergava. Estes fazem o seu próprio caminho onde todos desistem. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Março 2010:
O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta” (Nicolau Maquiavel, historiador, poeta, diplomata e músico italiano, 1463-1527).

O técnico dirige o time; mas, são os jogadores que determinam a qualidade da partida. Um governante, por mais liberal ou autoritário que seja, dificilmente entra no governo e o conduz sozinho. Antes e durante seu governo ele conta com uma equipe pensante, legislativa e executiva. Cada governante em geral possui o seu “guru” ou os seus “gurus” que funcionam como uma espécie de mediadores de suas palavras e ações. Essa mediação acontece de várias formas; pode ser um livro, um filme, uma ideologia, uma pessoa ou um grupo. Isso significa que por trás de muitas palavras e ações dos governantes estão os idealizadores e manipuladores de suas idéias, discursos, plano de governo e realizações. O que comumente aparece é o governante endeusado ou apedrejado, mas, nos bastidores estão aqueles que o movem e sustentam. Por isso a crítica (boa ou má) deve levar em consideração este fato. É necessário detectar a sua ‘alma pensante’, seus bonecos legisladores e suas marionetes executivas para depois de uma boa análise descobrir se vale a pena colocá-los no poder, mantê-los no exercício de uma governabilidade ou permitir (ou não) seu eterno retorno na esfera política de uma nação. O olhar de um cidadão que nesse caso é o ‘governado’ durante os anos de um governo qualquer, deve ater-se mais aos que cercam um governante do que ao governante propriamente dito, pois um político sem ética, honra, lealdade, honestidade e senso de justiça, têm sempre ao seu lado uma legião de idealizadores, de subordinados e seguidores. O que ele faz ou deixa de fazer é eco desse pano de fundo. E no momento atual o futuro; o destino e a saúde política de cada país e do Planeta depende muito da pureza do olhar daqueles que conseguem ver para além da pessoa, dos discursos, da mídia, das palavras e ações de um governante e dar a eles o seu apoio ou rejeição. Assim como conhecemos se uma árvore é boa ou má por seus frutos, assim também os frutos de um governo determinam sua qualidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

3 Março 2010:
Minha felicidade consiste em que sei apreciar o que tenho e não desejo com excesso o que não tenho” (Liev Nikolájevich Tolstói, “Leão de Tolstoi”, novelista e pensador russo, 1828-1910).
Saber trabalhar o “finito” (o que se tem às mãos) é sinal de grande sabedoria. A palavra “apreciar” significa saber quantificar, valorar, dar o devido valor. Quando algo está ao alcance de nossas mãos, nem sempre sabemos dar este valor, pois o que está distante sempre nos atrai mais. Ao mesmo tempo em que atrai, de certa forma nos hipnotiza e nos imobiliza para agirmos com o que temos na esperança do que nos falta. Quem vive assim nunca faz nada de forma concreta, tudo é improvisado, pois sempre aguarda o que lhe falta. É semelhante às obras inacabadas, o tempo vai desgastando o que se fez e o que espera nunca vem e se vier de nada mais adiantará, pois tudo se desgastou com o tempo. Mas quem com amor e carinho vai descobrindo o valor do que tem a seu alcance, e com inteligência vai interagindo consegue realizar até o que nem havia sido previsto, tamanho é o poder do querer. Mas para isso é preciso muita concentração, muito empenho e estar aberto ao devir (ao que vem se revelando, se transformando). Muitas das artes marciais nasceram da necessidade de defesa sem a possibilidade de se ter armas; e trabalhar o finito era, no caso, usar o próprio corpo com suas habilidades e as ferramentas do dia a dia para se defender dos inimigos. Antes de sair em busca do algo, veja bem o que está ao seu lado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Março 2010:
Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu,às mãos lhe há de ir” (Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, dramaturgo brasileiro, 1839-1908).
Quando há vontade no coração, tudo começa a colaborar para o sucesso. “Correr atrás” é uma expressão muito comum nos dias atuais para indicar a iniciativa e a luta que uma pessoa empreende para conquistar um objetivo. Convidar alguém a ‘correr atrás’ é motivá-lo a sair ousadamente em busca do algo querido como uma tarefa intransferível e inadiável. A corrida deve ser feita sem lentidão e sem muita pressa, pois a lentidão revela a má vontade e a pressa desencadeia a precipitação e a imperfeição. Correr no caso é um modo todo próprio de caminhar na decisão e na confiança de fazer tudo o que puder para alcançar o que se deseja. Quem tem essa atitude sabe que; independente do tempo da espera ou das contrariedades surgidas, quando se “corre” atrás de algo; tudo o mais colabora para que esse algo venha ao encontro daquele que o busca. O que vem às mãos daquele que busca e corre atrás é bem diferente daquela mentalidade ‘passiva’ e ‘mágica’ da vida de quem acha que as coisas ‘caem do céu’ sem esforço e luta; isto porque, no momento em que se resolve ‘correr atrás do objeto desejado; isso já gera naturalmente uma atração irresistível que faz o objeto desejado, mais cedo ou mais tarde, aproximar-se daquele que o busca, à semelhança de um potro selvagem que vem comer nas mãos do dono. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

1 Março 2010:
A pior prisão é um coração fechado” (Karol Józef Wojtyla, “Papa João Paulo II”, operário, filósofo e teólogo polonês, 1920-2005).
Fechar o coração é engessar a vida. A palavra prisão define a falta de liberdade. Geralmente acontece quando se recolhe um indivíduo em um cárcere. Mas existem outros tipos de prisões. A pessoa pode estar presa a um juramento, a um compromisso, a uma responsabilidade jurídica ou moral e assim por diante. Mas, a pior das prisões é estar cego à vida com todos os seus acontecimentos porque o seu coração está fechado. Ter o coração fechado é se incomodar com qualquer manifestação de alegria ou de sentimento; é duvidar da graça de Deus. A porta do coração só tem tranca do lado de dentro, ou seja, é de dentro que se abre como é por dentro que se fecha. Esta “porta” (do coração) quando se fecha, impede a luz de entrar, e os vultos passam a parecerem fantasmas por falta de discernimento. A pessoa passa a imaginar coisas, a sentir-se perseguida, a achar que todos estão contra ela e com isso passa “atrair” apenas sentimentos negativos e a duvidar da bondade e do amor. Com o tempo vai piorando, e se torna uma “prisão perpétua” se nada for feito para reverter. Primeiro passo é reconhecer a situação e querer se livrar desta “prisão” e depois é abrir a porta de seu coração para que a luz do amor ilumine as trevas de sua alma, e com a graça de Deus tudo vai voltando a que deveria ser. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

26 Fevereiro 2010:
Ame a Todos, Confie em Poucos e Não faça Mal a Ninguém” (William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, 1564 - 1616).
Amor se “conjuga” no plural. Penso no amor como a eletricidade (energia elétrica) que possibilita que inúmeros aparelhos sejam energizados; mas, sem ela nada funciona. Enquanto ligados nesta fonte, cada um desempenha suas funções em sintonia com os demais; mas, quando dela se separa, acaba perdendo sua capacidade de reabastecimento. É como um celular sem carga, nem faz e nem recebe ligação, fica isolado. Amar a todos é obedecer ao mandamento maior ao mesmo tempo em que se abastece desta fonte infinita de amor que é Deus. É na união que se ganha força. Neste processo existem vários níveis de “amadurecimento” e por isso muitos confundem o amor com individualismo pensando no melhor para si em detrimento dos outros. Quem age assim está em processo de “desligamento” e por isso mesmo abala a confiança. Como o amor é fonte do bem, então só cabe agir por amor fazendo o bem a todos onde a ação maligna (nem por brincadeira) deve ser praticada. Quem tem por costume praticar o bem até nas mínimas ações, o faz sem perceber, e com isso se irmana com todos no amor. Quando todos forem um no amor, o mundo conhecerá a Paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Fevereiro 2010:
Corremos alegres para o precipício, quando pomos pela frente algo que nos impeça de o ver” (Blaise Pascal, físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês, 1623-1662).
‘O Pior cego é aquele que se recusa e enxergar’. Por culpa própria costumamos repetidas vezes cair no precipício. Precipício tem sentido de um abismo profundo e perigoso que se encontra à nossa frente ou à nossa volta e que pode provocar nossa ruína, caso caiamos nele. Em condições normais é relativamente fácil detectar a presença de um precipício e assim evitar aproximar-se dele, mas se for colocado algo que se interponha entre a pessoa e ele, então a queda torna-se inevitável. Muitas realidades, às vezes até muito boas, podem constituir-se em “tapa-olho” e impedirá a visão do caminho. Uma paixão, um amor cego, um apego, uma corrida rumo ao sucesso e à fama, um cargo, um trabalho, um tipo de prazer etc. Existem outros tipos de “tapa-olhos” que, também, cegam e conduzem ao abismo. Exemplo claro disso é o ciúme, a mentira, o desejo de apossar-se do outro, a desconfiança, o controle, a insensibilidade e outras realidades desse nível. Porém, um modo sábio de evitar correr alegre e ingenuamente rumo ao precipício é de todo o coração e vontade fazer o esforço cotidiano de impedir que eles surjam diante dos olhos. Querer se livrar das vendas que nos impedem de ver, e sem critério, pode ser até mais prejudicial, pois um abismo puxa outro. Para evitar um mau futuro, é bom rever, sem paixões (livre de carga emotiva), ao final de cada dia, como foram minhas ações e se em alguma agi sem pensar, ou seja, em quais delas coloquei um anteparo que me impediu de ver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

24 Fevereiro 2010:
Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda” (Edmund Burke, advogado, filósofo e político irlandês, 1729-1797).
É no confronto que conhecemos nossas limitações. Jamais deveríamos temer nossos opositores e inimigos. Eles mexem com o nosso saber, com os nossos nervos, com a nossa paciência, bondade, humildade, firmeza e convicções. Eles nos balançam; tiram-nos do sério, do correto e do até então considerado sólido e tranquilo. Nossos antagonistas provam nossas virtudes; testam nossas habilidades, peneiram nossa inteligência, bagunçam nossas seguranças, anuviam nossas certezas, nos colocam pra baixo, nos fazem entrar em depressão, nos fazem cair doentes, nos deixam no limite da tristeza, do vazio e da angústia; muitas vezes nos empurram até a beira do precipício do vale da morte. Porém, no fundo nossos inimigos são os únicos capazes de nos abrir realmente os olhos e fazer ver o que até então desconhecíamos em nós mesmos. Eles nos impedem de ficarmos paralisados em nossas conquistas e firmezas, nem nos permitem estacionar em nossos orgulhos e sentimentos de superioridade. O inimigo comumente é alguém que luta contra nós o tempo todo, exigindo que mostremos quem de fato somos, o quanto de força possuímos e até onde vão nossas resistências. Ele derruba em nós tudo o que pretensamente estava de pé. E se na luta contra ele algo de nós caiu por terra é porque estava fraco e precisa de mais esforço de nossa parte para ter firmeza maior. O inimigo, sem nos darmos conta, nos presta um favor muito grande, o de nos fazer conhecer a nós mesmos com tudo o que somos e temos. Acima de tudo, acorda-nos da falsa imagem que montamos de nosso eu. Enfim, um inimigo é alguém que nos faz estar o tempo todo no campo de batalha da vida. E quem aí permanece atento, sem “baixar a guarda”, lutando sempre, cria robustez, resistência e adquire maiores habilidades em tudo para viver. Feliz, então, quem tem ao menos um inimigo ao seu lado para aprender no confronto com ele. Pode estar nesse aprendizado a compreensão do convite paradoxal de Jesus aos seus seguidores quando proclamou: "Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mt 5, 44). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

23 Fevereiro 2010:
Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e, sim, ao teu Pai em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Evangelho de Mateus 6, 16-18).
Quando digo sim à vida o sacrifício torna-se suave. Hoje em dia temos uma consciência muito fraca, estranha e inadequada para lidar com certas realidades que pertencem ao nosso modo de vida. Entre elas está, por exemplo, a consciência que temos de dieta, jejum, emagrecimento e coisas do gênero. O nosso jejum, dieta e empenhos para o emagrecimento em geral está construído em cima de uma mentalidade negativa que insiste e persiste o tempo todo em cima do termo ‘não’, ou seja, não posso isso e não posso aquilo. O ‘não’ aqui é o que nos anima e motiva a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Não como doce, chocolate, gordura etc para não engordar. Não fumo; não bebo, não tomo refrigerante, não como carne em tempo de quaresma, porque diz uma lei religiosa; que é proibido, isto é, que não pode. Nem sei a razão do não poder, mas obedeço. Faço academia, cirurgia de redução de estômago, maratona diária, chás com combinações de todas as espécies; abasteço a dispensa de cereais e a geladeira de comida “light”, porque no fundo não é legal ficar acima do peso ou correr o risco de ficar fora de forma. O ‘não’ aqui nos controla nos submete, nos reprime e nos deixa quase neuróticos para cumprir as exigências impostas pela “boa forma”, pela estética, pelo culto do corpo perfeito e por aí vai. Começa assim a longa, árdua e penosa escalada rumo ao martírio e ao sacrifício de tudo aquilo que mais gostamos. Sacrifício nesse sentido é o mesmo que sofrimento imposto de fora e a contra gosto que nos deixa com o olhar sombrio e o rosto amargurado e triste. Sacrifício e renúncia nessa ótica têm fôlego curto e não resiste ao combate. Depois de um tempo no tormento e martírio desses ‘não’ posso isso e ‘não’ posso aquilo, quase sempre caímos de novo nas mãos de tudo aquilo que havíamos feito o propósito firme de renunciar ou nos abster. Assim sendo, fica irresistível aquele chocolate, aquela fritura, aquele churrasco; aquela tragada pensante no cigarro; aquele frescor de um refrigerante em dia de calor ardente, aquele banquete em dia de festa, aquelas guloseimas dos dias pascais e natalinos (enfim, acabou a quaresma e os dias de jejum, exclamamos aliviados!). Tudo o que nesse sentido foi alcançado à custa de sacrifício e dor cai por terra, pois nenhum ser humano esperto e inteligente suporta passar muito tempo ou a vida inteira dizendo ‘não’ para o que gosta e o apraz. Que tal pensar diferente. Que tal então, se o que nos anima a fazer jejum, dieta de emagrecimento etc., não for uma mentalidade negativa e sufocante; do tipo sacrifico porque não tem outro jeito?! Que tal se o nosso exercício de jejum; dieta e esforço de emagrecimento, e muitas outras coisas nessa direção, for o anúncio e a proclamação de uma doação livre de nossa parte em prol de uma coisa muito boa e bonita que se chama saúde, respeito, cuidado e amor à vida em todas as suas dimensões. E que em nome da saúde, do cuidado e amor à vida estou, sim, disposto a certos sacrifícios e renúncias até de coisas; caras, gostosas, preciosas e interessantes, mas não porque elas são negativas e me tiram algo de bom e, sim, porque me dão algo ainda de melhor e maior, mais gostoso e interessante do que tudo o que havia querido e buscado. Se jejum, dieta e empenhos para emagrecimento forem buscados nessa perspectiva positiva, então tudo o que tiver que ser renunciado não soa mais como sacrifício (no sentido de coisa que faço a contra gosto), tormento e tortura para a pessoa. Renúncia passa a ser uma grande afirmação, um tremendo sim à vida e a tudo o que ela tem de mais precioso. Renúncia vira anúncio de algo muito maior e melhor do que havíamos buscado com toda a nossa energia de vida e, também, pelo qual vale a pena sacrificar e deixar isso e aquilo. E se acontecer de vez em quando cedermos ou cairmos na tentação de um chocolate; ou de um churrasco que quebra nossa dieta e jejum; não ficamos com remorso ou complexo de culpa, pois sabemos que somos capazes de retomar sempre de novo o caminho iniciado, de forma serena, livre, alegre e com maior ânimo ainda. Quem entende isso percebe nitidamente que o jejum proposto por Jesus aos seus seguidores nada tem a ver com o colocar-se na via da do martírio do ‘não’ pode isso e ‘não’ pode aquilo, mas na verdadeira liberdade de poder isso e aquilo, sem falsidade, sem complexo; sem extravagância, sem exibicionismo ou mesquinhez. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

22 Fevereiro 2010:
Embora a autoridade seja um urso cabeçudo, pode ser conduzida, muitas vezes, pelo nariz com um cordão de ouro” (William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, 1564 - 1616).
A autoridade se adquire com amor e respeito a seus comandados. A palavra autoridade traduz a idéia de um direito legalmente adquirido para se fazer obedecer. Quem obedece tem confiança na autoridade ou em quem a constituiu, por isso mesmo sente-se seguro em tal obediência. Nos animais, os líderes conquistam sua autoridade por meio de lutas para que o mais forte defenda o grupo de qualquer ataque. Os humanos têm outros critérios, conhecimento específico, nomeação, delegação, indicação, vitória em conquistas, eleição, poder econômico ou militar, e assim por diante. Muitas autoridades, uma vez investidas de tal responsabilidade, procuram exercer seus cargos com perfeição e se tornam assim muito queridos de seus comandados. Outros por sua vez, por pensarem mais em si e nos “louros” de seus cargos, transformam esta oportunidade em bem servir em instrumento de opressão para seus comandados. Talvez, é por isso que Shakespeare compara a autoridade com o Urso; quando bom é acolhedor, quando sem controle, é destruidor. E vai além, chama a atenção para o ponto fraco de grandes animais, seu focinho (nariz), órgão responsável para suas decisões olfativas, mas que é muito sensível a dor. Como muitas pessoas são sensíveis a sedução do “ouro”, ele diz que o Urso, embora sendo grande, pode ser facilmente manipulado com um cordão de ouro preso a seu nariz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Fevereiro 2010:
Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia” (Epístola de São Tiago 1, 12-14).
Assim como um alpinista que só atinge o cume da montanha após vencer muitos obstáculos, também nós só galgamos a perfeição após vencer inúmeras tentações. Quase todos nós temos a ideia de que se algo de ruim está nos atormentando ou nos querendo tirar do eixo bom em que estamos, é porque estamos sendo tentados. Tentação vista nessa perspectiva, é tudo que procura nos afastar daquilo que consideramos bom, precioso, agradável e reto para nossa vida. Ela nos atrai; nos alicia, nos toma, nos prende e manipula quando menos esperamos. Os sentidos, em geral, são sua janela de entrada em nós. Vem pelos olhos em forma de cobiça e desejo, pela boca em forma de gula (comida, sexo, consumo), de palavras vãs e assassinas; pelos ouvidos em forma de curiosidade bisbilhoteira e distorção das palavras, idéias e pensamentos próprios e alheios; pelo tato em forma de ganância, posse, poder (das pessoas e coisas); e pelo olfato em forma de certos prazeres que nos seduzem pelo “nariz” e obscurece a razão. Em todos esses casos, a tentação vem para provar os sentidos e tudo o que se liga a eles. Em boa parte dos casos a tentação vem, vê a porta aberta e a casa descuidada, entra, faz o seu jogo, arranca tudo o que está sem raiz e inseguro e depois nos deixa para retornar em momento oportuno. É como um ladrão que volta sempre de novo para se apossar do que a duras penas conquistamos. Na oração do Pai Nosso, Jesus ensina seus seguidores a pedir ao Pai que não os deixe cair em tentação; jamais a se livrar dela, pois de certa forma a tentação exerce um efeito benéfico em nós, no sentido de provar se tudo o que temos e queremos é pra valer ou é só “conversa fiada”. Prova se o que estamos buscando é de fato importante ou é só um faz de conta. Ela testa se na vida nós queremos ou não algo como tesouro maior do coração e pelo qual vale a pena lutar até a morte. Se isso for verdade, ao chegar a tentação somos capazes de suportá-la, ou seja, de carregar todo o tormento e dor que ela provoca para evitar de ela tomar ou destruir aquilo que para nós é tesouro maior. Nesse caso, receberá a coroa da vida (a plenitude que surge na pessoa depois de uma grande luta ou esforço para guardar seu tesouro maior) aquele que suporta todo e qualquer tipo de tentação. Caso contrário, se a tentação sai vencedora, levando de nós o que nos era caro e seguro; é porque aquilo que buscávamos como a razão máxima de nossa vida ainda faltava para estar completo. Em tal situação, vale agradecer à tentação que nos mostrou que o que pensávamos ou julgávamos estar seguro, firme, acabado, assegurado e conquistado como nosso tesouro e sentido maior de vida ainda não aconteceu; precisa de mais trabalho e dedicação para se manter firme e seguro em nós. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Fevereiro 2010:
Não ame pela beleza, pois um dia ela acabará. Não ame por admiração, pois um dia você se decepcionará. AME apenas..., pois o tempo nunca poderá acabar com um amor sem explicações” (Agnes Gonxha Bojaxhiu, “Madre Tereza de Calcutá”, missionária católica albanesa, 1910-1997)
Quando há muita lógica, falta espaço para o amor. Para tudo buscamos uma justificativa e ficamos frustrados quando ela não existe. Acordo cedo para..., vou ao trabalho para..., vou me arrumar para... Quando vemos um pássaro que voa por voar (por exemplo), sem uma finalidade específica, logo começamos arranjar uma, que na maioria das vezes está só em nossa imaginação; o pássaro a desconhece, pois voa apenas por voar. O mesmo acontece com as flores que florescem, com o vento que sopra e com o amor que se encanta sem explicações. Quando existe amor, tudo tem sentido em si. Madre Tereza é um exemplo, ela ama o desconhecido que sofre, só por amor, sem porquê. A mãe que ama o filho raramente sabe explicar. O casal que precisa de um porquê para amar, pode ter tudo; mas, falta o amor. O amor nos mostra o Pai, que nos dá o seu Filho. Retire todos os “porquês” e ame apenas por amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

17 Fevereiro 2010:
Teu Pai, que vê o escondido, te recompensará” (Evangelho de Mateus 6,1-18).
Com Deus tudo faz sentido. Quaresma é um período simbólico, são quarenta dias (menos os domingos) de preparação para a Páscoa. Antecede a Quaresma o Carnaval. Neste simbolismo, o Carnaval se reveste de “máscaras”, que revelam como muitos vivem escondidos atrás de máscaras em sua vida. Estas são retiradas na quarta-feira de cinzas, revelando que o homem veio do pó e ao pó retornará (cinzas). Os mais antigos registros da Quaresma são dos anos trezentos, logo após as grandes perseguições que obrigavam os cristãos a viverem escondidos em suas práticas religiosas. Ela está alicerçada em três pilares, a oração (Deus), a caridade (próximo) e a penitência (eu). Quando os “exercícios” quaresmais são feitos para o indivíduo se mostrar perante a comunidade, eles perdem o sentido, “já receberam sua recompensa” (Jesus). O ápice de toda essa preparação é a festa da Páscoa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Fevereiro 2010:
A soberba precede o abatimento; antes da queda, a arrogância” (Livro dos Provérbios de Salomão 16, 18). (outra versão; “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”).
Em uma embarcação, quem vai além da proa cai na água e quem fica atrás da popa também cai. Na pessoa, querer ser mais ou menos do que é, acaba fora de si. A palavra ‘soberbo’ vem do latim "superbus", (-a, -um, altivo, orgulhoso). A palavra ‘superbus’ tem o prefixo ‘super’ que quer dizer ‘acima’. Traduzindo ‘superbus’ ou soberbo significa alguém que quer ser considerado acima do que realmente é. Quem se considera abaixo do que realmente é vive de complexo de inferioridade, de baixa estima, falsa modéstia, adulação dos outros, insegurança, inveja e fingimento. Quem se vê acima do que realmente é, vive do complexo de superioridade, da ganância, da vontade de poder, da dominação, do orgulho, da insensibilidade, do querer ser honrado, admirado, reconhecido, temido e respeitado; enfim, vive do falso endeusamento de si. Às vezes os dois complexos se trocam ou se confundem; isto é: o que sofre de complexo de inferioridade age agressivamente na forma de complexo de superioridade para ser querido e honrado e o que padece do complexo de superioridade finge-se ‘pequeno’, ‘humilde’ e ‘inferior’ para continuar dominando e tendo as pessoas debaixo de suas garras. E nesse jogo de vai e vem a pessoa nunca se vê como realmente é. São Francisco de Assis dizia que “O homem é o que é diante de Deus e nada mais”, ou seja, sem complexo de inferioridade ou superioridade, apenas ele mesmo, conforme saiu do “forno” das mãos criadoras de Deus, ou seja, criatura boa, bela, amada e perfeita. Tudo o que supera isso se torna arrogância no homem e tudo que decai disso torna-se abatimento e condenação nele. O maior segredo de nossa vida, então, está em cada um procurar ser ele mesmo, nada mais e nada menos! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Fevereiro 2010:
Com o bom sou bom, mas mesmo com quem não é bom sou bom, pois boa é a virtude” (Lao Tse, filósofo e alquimista chinês, viveu no sec. VII a.C.).
É com mar bravio que o marinheiro demonstra sua virtude. Ser bom aqui não se refere unicamente a pessoas, mas, também, a situações, acontecimentos. E no cotidiano são muitas as situações que se apresentam para nós, ora boas, ora ruins e adversas. Ser bom quando tudo soa bom e agradável é fácil, a gente até faz sem esforço e dedicação. Agora, o problema é quando temos que ser bons nos contratempos e adversidades, pois isso exige mais abertura e dedicação de nossa parte. Se quisermos ser bons de fato conosco mesmos, com os outros, com as situações e acontecimentos contrários ao nosso pensar, querer e sentir; devemos treinar bastante o nosso “ser” justamente quando e onde tudo se torna difícil, onde deixamos de ver de modo claro e parece que tudo dá errado; pois é desse duelo que a virtude da bondade começa a se manifestar em nós. Virtude nada mais é do que aquela força, aquele vigor que brota em nós de forma boa e perfeita quando somos colocados no confronto e na prova. E no que toca ao confronto com pessoas, a virtude se expressa mais fortemente somente lá onde alguém “amou” a virtude pela virtude, isto é, sem preocupar-se se quem está diante dele provando-o é bom ou ruim. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

10 Fevereiro 2010:
A verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca” (Antoine de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador e piloto francês, 1900-1944)
Quando se faz com amor, a recompensa é a alegria em fazer. Existem muitos modos de fazer o bem ao próximo e cada um deles tem seu mérito e sua eficácia. Assim, há os que fazem o bem, porque acreditam que isso pode ajudar o outro e o mundo a ser melhor. Há os que fazem o bem, porque desejam que o outro jamais passe pelos mesmos sofrimentos que passaram um dia. Há os que fazem o bem para derrotar todo o mal da sociedade e do mundo. Há os que fazem o bem em forma de solidariedade, porque não se conformam com as injustiças que o ser humano sofre. Há os que fazem o bem de forma solidária, porque acreditam numa sociedade futura sem males, sem dores, sem sofrimentos etc. Em todos esses casos e alguns outros, o bem praticado é realizado em vista de uma expectativa, de um projeto, de um sonho, de uma esperança. Tudo isso é sadio e muito bom, porém, é de se perguntar como seria realizar o bem de uma forma solidária sem esperar nada em troca; sem nenhum resultado; sem nenhuma recompensa; sem nenhum retorno? É mais difícil, com certeza! No entanto, é possível, mas somente lá onde está em jogo o fazer o bem solidário por ele mesmo, acreditando que fazer o bem, seja ele qual ou a quem for já é bom, já tem o seu valor, vale por si. Nesse sentido, as mães são mestras, pois, elas fazem o bem aos filhos não porque esperam algo em troca (ficariam frustradas se esperassem!), mas unicamente, porque amam fazê-lo e porque é uma honra e uma graça realizá-lo; porque fazer o bem é muito bom! Está aí a raiz do verdadeiro bem solidário que ao chegar a qualquer infeliz desse mundo o resgata na sua dignidade. Foi assim que agiu Madre Tereza de Calcutá, resgatando os “moribundos” das ruas e nos ensinando que ninguém deve sair de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

9 Fevereiro 2010:
A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano” (Karol Józef Wojtyla, Papa João Paulo II, 1920-2005).
Há dois sentidos de violência, um positivo e outro negativo. Violência na sua etmologia tem um significado positivo, ou seja, é a ação de colocar força sobre alguma coisa. E tem muita coisa na vida que a gente tem que colocar força em cima para fazer funcionar. Por exemplo, nos dias em que estamos com preguiça, temos que nos puxar e empurrar para começar a agir e sair logo do “berço esplêndido”. Às vezes temos que nos forçar a ficar calados para evitar falar besteira, e assim por diante. Nesse sentido é que diz o Evangelho: “São os violentos que conquistam o reino dos céus”. Essa violência quer dizer vigor, intrepidez, ousadia para fazer acontecer ou abrir espaço para que elas aconteçam na sua verdade. Hoje, no entanto, a violência adquiriu o sentido negativo de imposição de força e crueldade sobre os outros para se conquistar o que deseja ou para defender os próprios interesses. É esse tipo de violência ou violação que vem sendo muito usados contra as crianças, as mulheres, as culturas, raças, povos e minorias inocentes. Aqui o mais “forte” usa seu poder sobre o mais “fraco” para subjugá-lo, dominá-lo, oprimi-lo e exercer sobre ele seus interesses. E para atingir seus objetivos lançam mão de todo tipo de violência. Importa somente saciar a fome e o desejo virulento de arrancar do outro o que se quer. Na verdade, quando se empreende esse caminho negativo de violência para atacar ou defender o que quer que seja (a razão, a dignidade, a liberdade, os direitos, a honra, as posses, os valores etc.); se está é destruindo e minando o que se quer a todo custo preservar e defender, pois nenhum valor ou bem em nossa vida se sustenta tendo como defensor um ato de violência, como nesse segundo sentido. É o mesmo que querer matar a sede de alguém lhe dando água salgada. Somente fazendo uso em nós do primeiro sentido de violência descrito anteriormente, ou seja, nos dispondo ao exercício de nossas boas forças interiores (nossas virtudes); é que dispensaremos e abominaremos, desde a nossa infância, o uso ou o mau uso dessas forças para praticar qualquer tipo de mal sobre os outros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Fevereiro 2010:
O ignorante afirma, o sábio duvida e reflexiona” (Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C.).
Pensar é o primeiro passo para se conhecer. Quando alguém aceita uma afirmação sem questionar, ele está sob a tutela deste (que a fez), ou seja, tudo o que ele disser terá o peso de uma verdade e deste modo torna-se seu dependente. Suas afirmações serão sem reflexão, pois confia em seu “mestre” (“padrinho”, dirigente, notícia reportagem, chefe etc). A dúvida é um instrumento de aprendizagem, pois é o primeiro passo para buscar os fundamentos do que foi afirmado. Na reflexão se busca toda a extensão deste entendimento. Uma vez comprovada sua veracidade, dela brota a convicção. Talvez seja por isso que o sábio se cala antes de falar, pois procura primeiro pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

5 Fevereiro 2010:
A morte não nos rouba os entes queridos. Em vez disso, salva e os imortaliza em nossa memória. A vida sim é que muitas vezes os rouba definitivamente” (François Mauriac, escritor francês, 1905-1970).
As boas obras são os alicerces das moradas eternas. Para quem viveu a dor da perda de um ente querido sabe bem que achamos conforto nas palavras de Jesus quando diz: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa do Pai há muitas moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito; pois vou preparar um lugar, (e quando estiver pronto) voltarei e tomar-vos-ei comigo, para onde eu estou também vós estejais” (João 14, 1-3). Quando o próprio autor da vida reconduz para assumir uma morada eterna, resta-nos agradecer o tempo que juntos compartilhamos e esperar nosso reencontro na casa do Pai. Portanto, enquanto caminhamos juntos nesta vida, demos o melhor de nós para que depois, diante do Pai, mereçamos uma bela morada, na alegria do reencontro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

4 Fevereiro 2010:
O amor tem duas leis; a primeira é amar os outros; a segunda é eliminar em nós aquilo que impede de amar os outros” (Alexi Carrel, biólogo e médico francês, prêmio Nobel em 1912, 1873-1944).
Ame sempre. Falar de amor em ambiente favorável é muito fácil, mas falar de amor em circunstâncias adversas, onde reina a mentira, a intriga e a inveja (dentre outros) é um grande desafio. Pois é justamente aí que o amor deve ser praticado. Para isso é necessário identificar em nós o que nos impede de amar. Para São Francisco de Assis, a grande barreira era conseguir amar os leprosos, pois o aspecto era até repugnante. Ao vencer a si mesmo, e conseguir abraçar um leproso e até beijá-lo (ósculo), reconhece neste irmão o próprio Jesus ali presente. Passa a lavá-los e amenizar seus sofrimentos com curativos. Essa vitória sobre si mesmo em nome do amor abre para ele o amor para com todas as criaturas. Vencer a barreira que nos impede de amar, é vencer a si mesmo e ao mesmo tempo é abrir novos caminhos para o amor. Derrube as barreiras que o impedem de amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

3 Fevereiro 2010:
Não podes evitar que o pássaro da tristeza voe sobre sua cabeça; porém, podes evitar que se aninhe em seus cabelos” (provérbio chinês).
A tristeza só se “acampa” quando nós permitimos. Quantas vezes nos deparamos com situações que nos entristecem, quer seja pela proximidade, por envolver pessoas de nosso convívio, quer seja pela gravidade, por atingir pessoas inocentes. Neste momento o melhor que podemos fazer é, na medida do possível, estender nossa mão amiga, ajudar a reerguer os mais fracos, oferecer uma palavra de ânimo que permita seguir em frente. Embora tristes por dentro, em nosso semblante deve estar estampado o sorriso da esperança. Desta forma estaremos impedindo que a “acídia” (tristeza mórbida) se aninhe em nossos cabelos. Em momentos difíceis, nossa razão deve dominar a emoção. Em nosso horizonte está Jesus que nem mesmo a morte pode detê-Lo. Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

2 Fevereiro 2010:
Eu descobri que as coisas que mais nos magoam podem se tornar o combustível e o estimulante para nos impulsionar em direção ao nosso destino. Elas ou te tornarão mais amargo, ou melhor.” (T.D. Jakes, líder religioso e conferencista americano).
A mesma chave pode abrir ou fechar uma porta. Quando somos atingidos por algo que nos magoa e nos fechamos, ou seja, pensamos em revidar, estamos fechando a porta e assim encerrando uma oportunidade de melhoria. Mas, quando aproveitamos este mesmo acontecimento como estímulo para rever nossas fraquezas, conhecer melhor nosso adversário, e descobrir novas alternativas, estamos nos fortalecendo. A palavra mágoa traduz esse sentimento de tristeza que se reflete no semblante de quem foi “atingido”. O “escudo” protetor é a alegria, isto é, uma “alma” capaz de transformar as “flechas” que vêm em nossa direção em suporte de lindas “flores”. Tudo depende de nossa atitude frente aos acontecimentos. Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

25 Janeiro 2010:
Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque neste dia repousara de toda obra da criação” (Gênesis 2,3).
O repouso completa a obra da criação. Meus amigos, o Bom dia e Bom trabalho fará um pequeno intervalo para retornar na próxima semana. Qualquer sugestão ou crítica serão alavancas de melhoria. Que Deus sempre nos abençoe e cumule de alegria. Bom dia e Bom trabalho! Obrigado. José Irineu Nenevê

22 Janeiro 2010:
A maldade bebe a maior parte do veneno que produz”. (Lucius Aneu Sêneca, filósofo romano nascido em Córdoba, Espanha, 4 aC - 65 dC).
Quem brinca com o perigo pode ser atingido por ele. Tudo o que fazemos, o fazemos por primeiro a nós mesmos. Maldade é a essência do mal, o seu suco, o que o precede, o que produz. Por isso, o maior cuidado que devemos ter é o de jamais cultivar e nem permitir que a maldade nasça, cresça e se instale em nós, alargando suas consequências. Quando ela se forma em nós por uma situação adversa qualquer que experimentamos no cotidiano e, muitas vezes, sem o nosso consentimento imediato e consciente, ela passa a gotejar em nosso coração até atingir proporções imensuráveis, tornando-se um veneno. Este veneno pouco a pouco consome a nós mesmos e depois aos outros, quer por palavras, quer por atos. Por isso, com a maldade não se brinca e nem se afaga. Quando a ela damos espaço, o seu crescimento é veloz, incontrolável e intempestivo. E só existe um modo adequado de lidar com ela, cortando-a pela raiz, pois tudo o que se enraíza em nós fica mais difícil de extinguir posteriormente. A maldade que hoje envenena nosso pensamento, sentimento e agir, e que encontramos tanta dificuldade em nos libertar, é resultado do mal que tempos a fio, no silêncio da nossa dureza de coração, alimentamos e cedemos espaço ao seu desenvolvimento. O antídoto da maldade é a bondade exercitada em conta gotas diariamente em forma de pensamentos e ações. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

21 Janeiro 2010:
Buscar e aprender, na realidade, não são mais do que recordar”. (Platão, filósofo grego, 428 - 347 aC).
O ruminar do gado apura os alimentos, o recordar humano aprimora o aprendizado. Recordar (do latim re+cordis) tem sentido de trazer de novo ao coração. Trazemos de volta ao coração ou fazemos passar por ele; uma, duas ou várias vezes, somente o que é bom e importante. O que desagrada ou é sem importância, fazemos questão de negligenciar ou esquecer para sempre no fundo mais profundo do nosso coração. O aprendizado em qualquer coisa que na vida julgamos de muito valor necessita de muito treino e de muito tempo dentro do coração para aparecer mais tarde como algo sólido, significativo e de peso. Esse exercício de passar e repassar muitas vezes pelo coração num movimento de arar, plantar, limpar, replantar, cuidar, sofrer com o cultivo, enraizar e deixar brotar, é que se chama “recordar”. Quando falta esse processo dentro de nós; carece de raiz, é sem solidez e jamais vira aprendizado sério, rico e profundo. Tudo o que em nós ignora esse modo de ser do aprendizado, chamado recordar, torna-se construção majestosa e atraente aos olhos, mas é edificação sobre a areia e que encontra muita dificuldade para lidar com as grandes questões que o passado e o presente impõem à nossa inteligência. A seriedade e o manejo dedicado com a arte do aprendizado de todas as coisas, especialmente, com as virtudes que direcionam nossa vida em tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, é que está proposta numa singela cena do Evangelho a respeito de Maria quando diz dessa Mãe aprendiz: “Maria conservava todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19) (recordava com carinho). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

20 Janeiro 2010:
A tragédia é a imitação de uma ação séria e concluída em si mesma... que, mediante uma série de casos que suscitam piedade e terror, tem por efeito aliviar e purificar a alma de tais paixões” (Aristóteles, filósofo grego, 384 a.C. - 322 a.C.).
Só livres da poeira do imediatismo e com os olhos limpos da “fé” podemos ver além “dos escombros da vida”. Tragédia no sentido grego tinha a função de levar a pessoa a ver sua ação e refletir sobre ela. Feita em forma de canto, a tragédia nem sempre apresentava um final e quando o trazia era triste ou infeliz. A tristeza ou infelicidade da tragédia motivava as pessoas a pensarem suas ações contra a natureza, a se purificarem e a reverem o próprio modo de agir. Porém, o final triste e infeliz tinha um sentido diverso do que costumamos pensar. Portanto era diferente de: a) ser para fechar o sentido do curso da vida; b) indicar uma queda das alturas; c) ser uma desgraça humana ocasionada pela ação impositora dos deuses; d) ser acaso do destino; mas era uma convocação a ler em tudo, mesmo nos acontecimentos mais dolorosos e ruins, um desígnio de salvação, ou seja, um despertar da vontade para se responsabilizar incansavelmente por tudo o que parece sem saída e sem salvação. Lá onde tem esse jeito de ser a tragédia deixa de existir. Não existe nenhuma dor, nenhum sofrimento, nenhuma aniquilação, nenhuma desgraça que não tenha um sentido, uma direção, uma saída, um encaminhamento. É essa atitude que está presente no personagem bíblico de Jó, onde estando na maior desgraça que se pode contemplar em um ser humano, sua boca jamais emite uma palavra de desespero, de blasfêmia, de juízo sobre os outros, de reclamação ou indignação. Apenas insiste e persiste na sua fé e esperança. Sua fé é a síntese de uma postura humana que está aberta a toda sorte de situação humana para nela encontrar uma saída. Sua fé evita de jogar a solução e a saída de tudo para a religião, ou destino, para a sociedade, para o progresso científico, dentre outros. Sua base está em “suportar” (su + portar) tudo à semelhança de Jesus que livremente coloca os ombros debaixo da cruz e a carrega até o fim (longe de ser como um fardo), mas como uma graça oculta em meio à desgraça. Será que os pobres (hoje são os mais penalizados pelas tragédias) e o crucifixo que permaneceu de pé em meio aos escombros de uma igreja no Haiti, estejam tentando dar de forma simples e discreta, à civilização da técnica avassaladora, esse recado? Se isso tem sentido, então estamos diante do paradoxo da “Boa Nova” (Evangelho) que sempre de novo anuncia cordialmente aos olhos cegos e ouvidos surdos: “Quem tem olhos para ver que veja” (Mc 4, 9). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

19 Janeiro 2010:
Esta covardia mole e tímida que não deixa nem ver, nem seguir a verdade” (Blaise Pascal, físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês, 1623 - 1662).
O lobo covarde se camufla debaixo da pele de cordeiro. O filósofo Sócrates costumava definir a covardia como receios vergonhosos e a audácia indigna de certas pessoas pela falta de conhecimento das coisas que temem. A ignorância em certos assuntos, o desconhecimento do que seja realmente uma pessoa ou uma situação, leva alguns ao mundo da imaginação que, por sua vez, os leva a tramar armadilhas e ações contra tudo e contra todos que supostamente ameaçam o seu falso poder e falso saber. O covarde na linguagem francesa é aquela atitude de “baixar a cauda”, à semelhança de um animal que encolhe o corpo e a cauda e num gesto de passos lentos e silenciosos avança sobre a presa desprevenida e inocente para tecer sobre ela o indefensável golpe mortal. Assim agem os covardes! Em momentos de festividade como a passagem de ano, carnaval, Páscoa, Copa do Mundo etc, é que se percebe entre as linhas dos acontecimentos as ações dos covardes, principalmente no universo político, econômico e ideológico, quando se aproveitam da “distração” popular para fabricar leis ou desrepeitar as existentes, para aumentar preços de mercadorias, para gerar ideologias que obscurecem a razão dos mais desatentos, anestesiar os valores, cegar a visão, distorcer a verdade e realizar manobras que distanciam todo um povo de suas raízes e tradições. Os covardes agem sempre na calada da noite, às escondidas, pois temem a luz da verdade e o confronto com o real. Se sentem seguros à distância com suas máscaras e couraças, evitando o risco do envolvimento, da exposição de si, do ter que dizer o que pensam e desejam, pois fazer isso seria “trair-se”. São esses covardes que no momento atual estão dominando e ditando os interesses da política e economia brasileira e mundial. Pior, sob o aval da inocência e ignorância da maior parte das consciências. Em atenção e cuidado contra esse tipo de covardes e covardia é que vale dar ouvidos à máxima evangélica que diz: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10, 16). Quem vê e finge não ver é também um covarde. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

18 Janeiro 2010:
Dentre todos os trajes que me visto com orgulho, o que mais me eleva é o da humildade” (Henry Mackenzie, escritor e novelista escocês, 1745-1831).
Deus vê mais o nosso coração do que nossas vestes. Quando nos vestimos, logo nos confrontamos com o espelho para vermos que imagem está sendo transmitida aos demais, ou seja, como me verão neste dia. Ela é fruto de nossa imaginação. Quantas vezes voltamos ao guarda roupa e trocamos a produção? Isto porque damos mais importância ao “rótulo do que ao conteúdo”. Mas o que mais nos destaca é o que temos em nosso interior e irradiamos pela nossa face, com nosso sorriso, e que brota de nosso coração. É a sinceridade, o amor, a fraternidade que vem à tona pela humildade. A palavra humildade tem sua raiz em “humus” (terra fértil) que está na base de toda planta saudável, mas dificilmente é vista, pois faz o seu trabalho sem aparecer. Enquanto muitos pisam em seus companheiros para se destacar no serviço e assim ganhar uma promoção, o humilde faz o seu trabalho com perfeição, pois é nele que se realiza. O humilde sabe que ‘tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito’. Sabe também que Deus completa em nós o que procuramos fazer de melhor. Desta forma, sem alarde, com seu talento, vai construído um mundo mais bonito, mais fraterno, mais justo. Tem em mente o ensinamento de Jesus que nos ensina; “Quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado” (Mt 23,12). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

15 Janeiro 2010:
Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo” (Lao Tse, filósofo chinês, viveu no século VII a.C.).
Amar é esquecer-se de si para se encontrar no outro. Penso que o mundo ainda tem que descobrir a força do amor. Somos imediatistas, queremos resultados na hora, preferimos comprar pronto a fazer, pois é mais fácil ir à feira que plantar, pois plantar é difícil e exige empenho, e com isso deixamos de amar o alimento como um dom divino e facilmente jogamos o resto no lixo. Nem nos lembramos que existem pessoas que fazem biscoitos de barro para matar a fome. De certa forma fazemos o mesmo com as pessoas, pois não sabemos amar. Preferimos “ficar” com alguém enquanto isso for conveniente do que “amá-lo”, pois no amor há compromisso e doação. O amor deve ser cultivado, superar as intempéries do tempo, acolher o imprevisto, perdoar a estupidez, para corrigir com amor. Diante das dificuldades, muitos desistem no meio do caminho. Mas quem consegue se alegra na alegria do outro. Quem busca cultivar o amor encontra Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

14 Janeiro 2010:
Não se desespere, com paz no coração e um sorriso nos lábios, logo encontrarás solução” (Zilda Arns Neumann, médica pediatra, sanitarista e especialista em Pediatria Social e Saúde Pública, é a criadora da Pastoral da Criança, 1934-2010).
‘Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão’ (música religiosa). Quais formiguinhas saindo em busca de alimento, assim eram as voluntárias da Pastoral da Criança, saindo de porta em porta, nas regiões de difícil acesso, para chegar às casas, pesar as crianças, orientar as mães nos cuidados higiênicos e nos nutrientes necessários a uma boa alimentação. Aproveitavam de tudo, das cascas de ovos aos talos de plantas para garantir uma alimentação balanceada. As mães aprendiam a fazer o soro caseiro para os casos necessários. Quando a situação parecia sem solução, ela, como uma grande mãe aconselhava a evitar o desespero e buscar uma saída. Foi assim que inúmeras vidas de crianças foram salvas no Brasil e no exterior. Agora no Haiti, o Pai achou que ela tinha cumprido sua missão e chamou-a de volta para assumir seu lugar no reino dos céus. Seu exemplo nos questiona; por quais obras serei lembrado no futuro? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

13 Janeiro 2010
A verdade se corrompe tanto com a mentira como com o silêncio” (Marco Túlio Ciceron, escritor, orador e político romano, 106-43 a.C.).
‘Quem cala consente’ (do francês "qui ne dit mot, consent". Teria sido a resposta de Joana D'Arc. para sua mãe). Antes do Natal, a maioria dos brasileiros pensa nas festas, se preocupa com os presentes, com o que fazer nos dias de folga, muitos pensam em viajar. É neste clima eufórico que o Governo envia ao Congresso um dos mais revolucionários “planos” (Programa Nacional de Direitos Humanos) que mexe com a vida de toda a Nação. Disfarçado de direitos humanos, nele, o agressor tem mais direito que o agredido, a justiça fica em segundo plano. A liberdade cede lugar ao controle do Estado. A manifestação pode ser punida, restringe a religiosidade, dentre outros. Enquanto a maioria nem tomou conhecimento, o “plano” segue seu curso meticulosamente planejado, oculto sob o véu da mentira. Quando terminarem as festas, talvez já seja tarde. O silêncio de “inocentes” está colaborando para que este “plano” tenha êxito. Quem fica esperando que o outro dê o primeiro passo, não sai do lugar. Uma nação só será justa, quando todos se manifestarem. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

12 Janeiro 2010
Nunca consideres o estudo como uma obrigação, mas como uma oportunidade de penetrar no belo e maravilhoso mundo do saber” (Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Para saber é preciso estar vazio. Quando uma vasilha está cheia, nada se pode colocar dentro dela, pois falta espaço. Quando alguém julga que sabe tudo e nada precisa aprender, está fechando as portas do aprendizado e está se condenando a ficar exilado em sua ilha de ignorância. Para ver novos caminhos é preciso abrir os olhos, sair de nosso esconderijo, se encantar com o novo, buscar os por quês; mas, para isso é preciso estar vazio de “pré-conceitos”. O estudo nos possibilita a descobrir um mundo maravilhoso que está ao nosso redor, mas que as “vendas” de nossos olhos nos impedem de ver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

11 Janeiro 2010
A maioria de nossas falhas ocorre quando queremos apressar o momento do êxito” (Amado Nervo, poeta, novelista e ensaísta mexicano, 1870-1919).
A paciência é uma virtude. O Livro Sagrado nos ensina que para tudo há um tempo certo. O pão tem seu tempo de crescimento antes de ser assado. O assado tem seu tempo certo para estar pronto. A fruta tem seu tempo de amadurecimento. Quando este tempo é alterado, há sempre uma consequência. O pão retirado do forno antes perde seu tempo e fica ruim. A fruta colhida antes e amadurecida fora do pé, perde seu sabor original. Quando somos impacientes, perdemos o tempo propício da plenitude de cada ação. Aja com sabedoria, aprenda a conhecer o tempo certo, saiba escutar mais do que falar, aprenda a ouvir o que apenas foi balbuciado, sinta o inanimado. Com isso você estará vivenciando cada fase de sua criação e sua conclusão terá mais sabor de êxito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

8 Janeiro 2010
Ninguém pode servir a dois senhores; porque, ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Evangelho de Mateus, capítulo 6 versículo 24).
Nossas atitudes revelam a que Deus nós adoramos. A palavra “Mamom” vem do aramaico traduzindo o “demônio” das riquezas, avareza e iniquidades, que são geradoras da cobiça, apropriação indébita, lucro injustificado, dentre outros, corrompendo assim o coração do homem. Para os Filisteus, ele era um deus a quem eles oravam buscando prosperidade. Como corrompia muitas pessoas na época (e ainda hoje!) Jesus alerta sobre este perigo. Das 28 parábolas de Jesus, 16 falam sobre dinheiro. No Novo Testamento são 2.084 versículos que falam a respeito de dinheiro e finanças, contra 215 de fé e 218 de salvação. Esses versículos procuram orientar para que o dinheiro esteja auxiliando o homem em desenvolver sua criatividade a serviço do bem, sem jamais ser seu escravo, ou seja, Deus quer um coração livre para amar e servir evitando que seja servo das riquezas. Quem se põe a serviço das riquezas têm que ser leal às suas implicações: subornos, propinas, trapaças, roubos, mentiras, dentre tantos outros, e assim o seu coração se afasta de Deus. Quem conquista seu dinheiro honestamente é abençoado; quem o faz de forma fraudulenta (servindo a Mamom), terá que prestar contas de seus atos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)

7 Janeiro 2010

"Quando alguém mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando alguém trapaceia, está roubando o direito à justiça" (Khaled Hosseini em The Kite Runner - O caçador de pipas. Tradução de Maria Helena Rouanet - Editora Nova Fronteira).
A mentira e a trapaça nos afastam de Deus. A palavra “mentira” refere-se à falsidade, ilusão que são efeitos da ação de mentir. “Trapaça” refere-se a dolo, fraude ou cavilação em negócios etc. A facilidade em mentir e trapacear tornou-se tão comum nos dias de hoje que muitos duvidam que alguém consiga viver ser mentir. As mentiras estão presentes em todos os níveis, até nas ideologias que “redigem” os noticiários. São utilizadas como trampolim para galgar postos de trabalho, promoção pessoal e social e até para iludir o povo com falsas obras e assim conseguir dinheiro para diversos fins. Mas, quem age assim, trocou Deus por Mamon (em aramaico é avareza, riqueza, iniquidade, que para os Filisteus era um deus poderoso). Ou nosso coração se volta para Deus e com isso nossa postura assume um caráter honesto, mesmo que isso “doa”, ou fazemos como a maioria que enquanto está favorável “vai aproveitando”. Por pior que seja a situação, nossa postura deve traduzir uma retidão que se manifesta no amor a Deus (com todas suas exigências) e aos irmãos (com todas suas implicações). O mundo só será melhor quando cada um fizer a sua parte. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)