José Irineu Nenevê - nenevecwb@gmail.com - é autor do livro “Bom Dia e Bom Trabalho - Sabedoria para todos os dias”, Editora Vozes. Todo dia ele escreve algo assim:
30 Dezembro 2010:
“Seja em guerra com seus vícios, em paz com seus vizinhos;
que em cada ano novo você encontre um homem melhor” (Benjamim
Franklin, filósofo, cientista, inventor e presidente americano, 1706-1790).
Com bons propósitos, somos capazes de melhorar as sendas da vida.
Quando a pessoa tem uma firme determinação ela é capaz
de transformar o mundo, imagine então uma multidão imbuída
dos mesmos ideais. Que estes ideais sejam para que haja muito amor e paz entre
as pessoas; que Deus seja o guia; que a alegria seja o combustível que
impulsiona. Tenha um Feliz Ano Novo, e que seus bons sonhos sejam alcançados.
FELIZ ANO NOVO!
29 Dezembro 2010:“Para sonhar um ano novo
que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem
de fazê-lo novo; eu sei que não é fácil, mas tente,
experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre” (Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro,
1902-1987).
Investir na renovação dá nova esperança.
Comparo o ano novo com uma reforma em nossa residência. Sabemos o que
está errado, onde estão os defeitos, mas sempre ficamos adiando
para um momento mais propício. O fim de ano é um destes momentos.
Então, nos enchemos de coragem e começamos a quebradeira. Percebemos
então, que para cada defeito, havia mais uns dez escondidos. Temos que
continuar, por mais que a vontade de desistir se faça presente. Mas,
depois de tudo pronto, percebemos que valeu a pena. Esta reforma deve acontecer
dentro de cada um de nós, em nosso coração. Sair da mesmice,
abrir a “janela” da mente para que a luz possa entrar; apagar os
velhos preconceitos, sonhar de novo. Aparentemente a âncora que nos prende
ao passado também dá segurança, mas o barco deve navegar,
é para isso que ele existe, para deslizar sobre as águas, com
sua tripulação. Desperte para o Ano Novo que se aproxima. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
28 Dezembro 2010:
“Quem teme o Senhor honra pai e mãe. Meu filho; ajuda a
velhice de teu pai, não o desgostes durante a sua vida. Como é
infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus
aquele que irrita sua mãe” (Livro do Eclesiástico
3, 8-18).
Quem ama sabe ser agradecido e paciente. Apenas orar é pouco para
ser agradável a Deus; deve haver atitudes concretas, dentre elas, os
deveres para com os próprios pais. Aquele que honra seus pais receberá
as bênçãos prometidas, principalmente quando estes estão
idosos e necessitam de auxílio. Mas, nossa cultura, nos dias atuais,
despreza de uma maneira velada, quem nos deu a vida, relativizando sua importância,
se justificando na desculpa de que eles estão ultrapassados. Nossa civilização
consumista e hedonista (que tem no prazer sua realização) sente
nos idosos um estorvo. Quanto mais distantes melhor, só os encontrando
nas festas, quando for possível. Na Bíblia, quem abandona seus
pais é comparado a um blasfemador (para os judeus a blasfêmia era
um dos maiores pecados), e será amaldiçoado por Deus. Tenha como
propósito para este ano que se aproxima; superar as barreiras entre pais
e filhos, usando como trampolim o amor, e no caso de mais jovens, tendo na educação
sua expressão maior. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Dezembro 2010:
“E o verbo se fez carne e armou tenda entre nós”
(Evangelho de João 1,14).
Após o Natal, João nos mostra a ‘a face’ de Jesus.
O apóstolo São João era filho de Zebedeu e Salomé,
natural de Betsaida. Nesse versículo do Evangelho de João, cuja
festa hoje é celebrada, lembra o tabernáculo (templo portátil
em forma de tenda) de Deus entre os homens, ou seja, uma ‘morada permanente
de Luz e de Vida divina no meio do mundo, acessível a todos que crêem’
(Novo Testamento – Vozes). São João foi o único que
permaneceu ao pé da cruz ao lado de Maria e foi dele que Jesus disse:
“Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que importa?”.
Ele procura mostrar em seus escritos que Jesus é a Luz do Mundo e sua
morte foi a realização das Escrituras. Com isso, Ele nos abre
as portas do entendimento dos mistérios divinos. A chave deste entendimento
está no amor. Amor que supera o ódio; supera o medo e nos dá
força. Amor que nos abre os olhos para vermos de outra forma os acontecimentos.
Amor carinhoso e terno de uma frágil criança que confia nos pais.
Nosso amor deve confiar em Deus e se entregar em seus braços. Por isso,
Ele armou sua tenda entre nós, para que tivéssemos livre acesso
à sua morada, sem trancas. Ele nos acompanha onde quer que estejamos;
por isso, um tabernáculo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Dezembro 2010:
“Envolveu em panos e o deitou numa manjedoura, por não
haver lugar na hospedaria” (Lucas 2, 7).
Certa ocasião, eu estava ouvindo uma palestra quando o preletor
interrompe e informa à platéia que ali fora havia um casal que
procurava hospedagem. A senhora estava para dar à luz e eram pobres.
Ninguém se manifestou, embora o auditório estivesse cheio. Mas
ele insistiu mostrando que eles necessitavam de abrigo. Algumas pessoas levantaram
a mão, bem poucas. Então ele concluiu; foi isso que aconteceu
em Belém, por ocasião do nascimento de Jesus e continua acontecendo
ainda hoje, um casal desconhecido pede ajuda, mas todos estão ocupados
ou cheios de compromissos e eles têm que procurar abrigo entre os animais.
A porta do nosso coração só se abre pelo lado de dentro,
com a generosidade de nosso querer. Maria e José batem nesta porta e
pedem abrigo para que o Natal aconteça primeiro em nosso coração.
Eles enfrentaram dificuldades como nós enfrentamos. Mesmo que seus planos
ainda estejam sem conclusão, que a saúde esteja debilitada, que
quem você ama esteja distante, mesmo assim; remova os entulhos, crie um
lugar digno e com muita alegria, abra a porta de seu coração e
receba o maior presente do mundo, Jesus em sua vida, e seja muito feliz. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom dia! Feliz Natal!
23 Dezembro 2010:
“Queria que nesse dia (de Natal) os ricos dessem comida abundante
aos pobres e famintos, e que os bois e jumentos tivessem mais penso (tratamento
de higiene e comida) que o habitual. «Se eu falasse com o Imperador -
dizia -, pedir-lhe-ia que promulgasse um édito geral (proclamação
pública) para que todos os que pudessem fossem obrigados a espalhar trigo
e outros cereais pelos caminhos, para que, em tão grande solenidade,
as avezinhas, sobretudo as irmãs cotovias, comessem com abundância»”
(São Francisco de Assis, místico italiano, 1181-1226).
Quando Deus se faz homem, todo o universo se alegra. O amor de São
Francisco ao significado profundo do Natal era tal, que externava até
aos animais e seres inanimados. Como resultado, em 1223 (3 anos antes de sua
morte) na cidade de Greccio, na Itália, ele prepara o primeiro presépio,
com animais vivos num cenário próximo ao de Belém, e tomado
de emoção proclama solenemente o Evangelho do dia, na cerimônia
litúrgica. Testemunhas afirmam que irradiava daquele local uma espécie
de luz até então desconhecida, que podia ser percebida a quilômetros
de distância. O mundo está carente de amor. Os shoppings estão
cheios de pessoas comprando presentes de Natal; mas, poucos sorriem para um
desconhecido, mesmo em casa, a alegria deve voltar, a música deve ocupar
o lugar dos gritos. Externe seu amor neste Natal a todos, com gestos concretos
de carinho, onde até os animais se sintam recompensados. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Dezembro 2010:
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de
graça e de verdade” (Evangelho de São João
1,14).
Deus se tornou um de nós. Em nenhuma época histórica houve
alguma religião ou povo que ousasse afirmar aquilo que somente a Fé
cristã proclama: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
Trata-se de uma revelação, de um anúncio que vem do alto
e escandaliza a muitos, ou seja, que Deus se torne humano, um de nós,
da nossa raça, com a nossa carne, nossa cor, nossos traços, nossos
limites e nosso modo de ser. Em outras religiões, doutrinas e credos
e, até mesmo filosofias, é inconcebível tal ideia e realidade,
mas o que a Fé cristã acolheu dessa revelação é
que Deus se encantou tanto de nossa humanidade; nos quis tão bem, nos
amou tanto que sentiu uma saudável “inveja” de nossa condição
e quis ser um de nós, para experimentar o que experimentamos; sentir
o que sentimos; sofrer o que sofremos. Desta forma, a partir da encarnação
do Verbo entre nós, nenhum ser humano tem o direito de dizer que Deus
desconhece o que se passa com ele ou que Deus ignora o que cada um sente, sofre
e vive. Deus em Jesus Cristo é carne de nossa carne, é vida de
nossa vida, é mais próximo de nós do que nós mesmos,
é Deus conosco. Depois do primeiro natal ninguém mais pode acusar
Deus de ser distante, indiferente, alheio à nossa vida, à nossa
História, à nossa realidade, ao nosso destino. Ele é o
Verbo eterno que sem deixar sua divindade e onipotência se fez humilde
e veio ser um de nós, para nós e conosco para sempre, aconteça
o que acontecer, venha o que vier. Natal é esse mistério de humildade,
proximidade e amor de nosso Deus que pode ser visto na sua Glória e esplendor
por meio de Jesus Cristo; e ao qual devemos sempre amar de todo o coração,
com toda a nossa alma e com todo o nosso ser acima de todas as coisas. Contemplar,
adorar e ser grato a esse mistério de amor em forma de criança
colocada em uma manjedoura é o convite dado a todo homem e mulher de
boa vontade a cada natal. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Dezembro 2010:
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma
cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com
um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era
Maria” (Evangelho de Lucas 1, 26-27).
A palavra “anjo” quer dizer “mensageiro”. Em
trechos do Antigo Testamento, muitos só percebiam que aquele mensageiro
era um anjo, depois que suas mentes se abriram e eles entenderam a mensagem.
Vivemos um tempo em que falar de anjos e de suas aparições a pessoas
soa estranho e irreal. Isso acontece porque nossa ideia de real é muito
apegada ao que chamamos de concreto, material, visível, palpável,
calculável. Isso permeia toda nossa vida e nos deixa sem sensibilidade
para perceber outra forma das coisas se darem e serem vistas. Anjo, por exemplo,
é uma delas! Deste modo, hoje não vemos nenhum anjo a nos visitar
e a nos falar. Se isso acontece com alguém, dizemos que está “viajando”
(tendo alucinações). No entanto, a Bíblia, fonte de Fé
de tantos, assegura que eles existem e que se manifestam a pessoas, Maria, no
caso, é uma delas. É uma manifestação simples, direta,
discreta e, aparentemente banal, do cotidiano. É que anjo é o
mensageiro, o que traz um anúncio, uma boa nova na surpresa de um dia
como outro qualquer. Se hoje temos dificuldade de enxergar anjos, ou de ouvirmos
a fala deles, a culpa é nossa, que estamos tão ocupados, envolvidos
e preocupados com o que chamamos de “real”, que tudo o que vem de
outra esfera, de outra dimensão, diferente desta a que estamos encaixados
e que encaixotamos tudo no nosso modo de viver, passa despercebido ou é
ignorado. O anjo pode ser alguém, um acontecimento, uma situação,
um livro, uma doença, um presente, a morte de alguém, a graça
de uma festa e um encontro; enfim, tudo o que nos visita aqui e ali, de maneira
sóbria e gratuita e que, ao mesmo tempo, deixa para nós uma mensagem
capaz de nos envolver, nos iluminar, nos questionar e transformar. Como Maria,
precisamos apenas estar abertos, livres, dispostos e disponíveis, para
que ao menor sinal de uma visita angélica, mesmo sem compreender seu
conteúdo mais profundo; acolhamos seu anúncio que vem tantas vezes
envolvido em véus que só se descortinam com o tempo de maturação.
E, também, nos deixemos formar e transformar pela sua provocação.
Pode ser que na acolhida de um desses anúncios esteja a geração,
o desenvolvimento e o nascimento de nossa vida verdadeira, de nossa liberdade,
de nossa realização. Em Maria, tal atitude deu início à
História de uma alma, à geração de Deus em sua humanidade.
O natal cristão com anúncio e visitas de anjos quer sempre de
novo e de modo novo provocar e inspirar esse encontro divino e humano em cada
ser humano. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
20 Dezembro 2010:
“Natal do Senhor é a natividade da Paz”
(Papa Leão I, ou São Leão Magno, conhecido por fazer Átila
desistir de sua invasão, 440-461).
Natal sem Paz não é Natal. No nascimento de Jesus, os anjos
cantavam: paz na terra aos homens de boa vontade. E Jesus nas Bem Aventuranças
afirma: Bem aventurados os que promovem a Paz. Para que Jesus possa nascer nos
corações neste Natal, é necessário limpar tudo o
que desune, todo sentimento mesquinho, todo o ódio ou inveja e deixar
nascer o perdão, o arrependimento, o amor. De nada adiantam presentes,
luzes, ceias fartas se as pessoas têm dificuldade em olhar nos olhos do
“irmão” e desejar um Feliz Natal de muita Paz. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
17 Dezembro 2010:
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de
boa vontade. Em tempo: a paz na terra aos homens de boa vontade termina impreterivelmente
à meia-noite" (Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista
brasileiro, 1923-2004. Texto extraído de "Livro Aberto",
Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 304).
Ações de amor geram a Paz. Para muitos, o tempo de Natal
termina com a Festa de Reis (6 de janeiro), após a qual, tudo volta ao
normal; para outros, o tempo de festas termina com o Carnaval. É como
se fosse uma pausa no cotidiano para se festejar. O calendário civil
propiciou este entendimento ao agrupar as festas de fim de ano, com as férias
escolares. Assim a festa de Natal perdeu sua força religiosa, dando o
lugar de Jesus ao Papai Noel. “Paz na terra aos homens de boa vontade”,
esse foi o hino entoado pelos anjos no dia do nascimento de Jesus. Paz que é
presença de amor. No dicionário, “vontade” é
desejo, onde todos se inclinam a uma ação. Assim, “boa vontade”
são ações do bem que geram a paz. Poderíamos resgatar
um pouco do espírito Natalino com ações de boa vontade
capazes de lembrar o mundo que o nascimento de Jesus não foi em vão.
Nosso amor fará a diferença. “Depende de nós”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
16 Dezembro 2010:
“Penso no Natal como o aniversário de Jesus, a brotação
da primavera do Cristo no coração de cada um. Portanto, quando
quero dar presentes natalinos para amigos e familiares, escolho-os com todo
amor e carinho para o Ser divino que a pessoa amada é”
(Lucia Helena dos Santos).
Natal é manifestação do amor presente entre nós.
Para São Francisco de Assis, Natal era um mistério de amor, ou
seja, Deus nos amou tanto que nos deu seu Filho em nossa fragilidade de criança
para nos ensinar a amar. Nada de super poderes dos heróis dos gibis,
com raios capazes de aniquilar todos os inimigos, pondo em fuga Herodes e os
soldados Romanos, mas na fragilidade de um inocente. Assumindo nossa condição,
Ele cresce vive e convive conosco, nos ensinando com palavras e exemplos a importância
do amor em nossa vida. Mostra que desde o começo da humanidade Deus se
faz presente por seus ensinamentos, e que o amor pode abrir nosso entendimento.
O Natal é um marco de transformação da humanidade. Cada
celebração de Natal é uma oportunidade de praticarmos esse
amor pelo amor a nosso semelhante, que se manifesta no carinho, na atenção,
no respeito e até nos presentes. Principalmente no Natal, quem ama revive
este nascimento de Jesus no amor a seu semelhante, irradiando alegria. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
15 Dezembro 2010:
“Tudo que nos rodeia, é uma grande sinfonia do qual o organista
somos nós; mas, tudo é fruto de uma inspiração”
(Frei Hermógenes Harada, doutor em filosofia, natural de Miyazaki no
Japão, 1928-2009).
A inspiração fala a quem sabe ouvir com o coração.
O som imperceptível que move o organista a produzir os sons que todos
ouvem é sua inspiração. Se ele toca levado por esta dimensão
está em pleno uso de seu talento; mas, se ele pensa em lucro a inspiração
cessa e a partir daí é apenas seu treinamento. Quando um oleiro
obedece à inspiração, ele a está transmitindo em
sua arte, mas se pensa em lucro enquanto trabalha está colocando apenas
o que é seu. Cada um de nós tem a capacidade de ouvir a inspiração;
muitos, por falta de uso, atrofiam este dom. Mas, nunca é tarde para
reativar esta sensibilidade e aprender a ver tudo que nos rodeia com outros
olhos, com os olhos do coração. Aí, sim, faremos parte
desta grande sinfonia cujo maestro é Deus. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
14 Dezembro 2010:
“A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada
uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará
azul; se for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com
força, ela voltará com força. Por isso, nunca “jogue
uma bola na vida”, de forma que não esteja pronto para recebê-la.
A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda.
Tudo o que ela faz é retribuir e transferir aquilo que lhe oferecemos”
(Albert Einstein, físico alemão, 1879-1955).
Recebemos conforme damos. Recentes desabamentos em São Paulo foram provocados
pelos próprios moradores no decorrer do tempo, pois as águas servidas
eram lançadas na encosta sem critério e elas se infiltraram na
terra a ponto de saturá-la e enfraquecer sua resistência; com o
peso toda a encosta cedeu. A natureza retornou do que recebeu. Ninguém
procurou evitar enquanto havia tempo, o comodismo falou mais alto e as consequências
vieram. Como estamos tratando a natureza e as pessoas que estão ao nosso
lado? Receberemos conforme damos. Quando damos amor e compreensão, recebemos
amor e compreensão; se somos rudes, seremos tratados de igual forma;
se ignoramos, seremos ignorados. Maior virtude há naquele que ama sem
esperar ser amado; ajuda sem esperar ser ajudado, pois este receberá
sua recompensa do Pai que está nos céus, como nos ensinou Jesus.
(Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
13 Dezembro 2010:
“Com as pedras que com duro intento os críticos te lançam,
bem que poderias erigir um monumento” (Immanuel Kant, filósofo
alemão, 1724-1804).
Quem realiza sempre será alvo de críticas. Com os acomodados
ninguém se preocupa. A palavra “crítica” traduz a
ideia de uma análise criteriosa de qualquer produção, seja
ela intelectual ou material. No contexto vulgar, com o tempo, ela teve o entendimento
de uma opinião desfavorável sobre o trabalho de alguém.
Muitos, ao receberem uma crítica, se retraem e deixam o que estavam fazendo
para evitar comentários maldosos. Com isso abandonam seu projeto. Agindo
assim estarão dando razão a seus críticos. A atitude correta
deve ser outra, ou seja, aproveitar das opiniões divergentes, ver até
que ponto elas podem ajudar a corrigir alguma distorção do projeto,
e continuar com mais ânimo, pois se está gerando comentários
é porque está tendo resultado. Como diz Kant, aproveite das pedras
que te lançam para erigir um belo monumento, e com isso deixar pasmos
os adversários. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(14 anos)
10 Dezembro 2010:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e
em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns
para com os outros em espírito de fraternidade” (Artigo
1º do Código de Direitos Humanos).
A paz nasce de um coração que muito ama. O mais antigo
Código de Direitos Humanos que se tem registro na história é
o Cilindro de Ciro II, Rei da Pérsia (atual Irã), escrito em 539
a.C. Nele se destaca a permissão para que os povos exilados na Babilônia
pudessem regressar a suas terras de origem (Esdras 1, 2-4). Após a Segunda
Guerra Mundial, a ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos
Humanos no dia 10 de dezembro de 1948. São exemplos dos esforços
para promoção da paz entre os povos, com base no respeito a suas
origens, crenças, idiomas etc. Mesmo assim, em muitos lugares ainda existem
desentendimentos que levam pessoas inocentes à guerra. Penso que só
haverá plena paz quando o ser humano se reconhecer filho de Deus e irmão
de todos; admirando as diferenças como um presente do Criador. Para isso,
mais que respeito, deve existir amor. (Reflexão feita por Jose Irineu
Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Dezembro 2010:
“Se quiser conhecer uma pessoa, não pergunte o que ela
pensa, mas o que ela ama” (Aurélio Agostinho, “Santo
Agostinho de Hipona”, filósofo e teólogo, 354-439).
O amor é a chave que abre as portas do céu. Por mais que
se tente definir “amor”, sempre ele ultrapassa as definições,
pois sua origem é divina. Só quem realmente viveu uma experiência
de amor, entende sua dimensão. A primeira providência é
derrubar as barreiras do “egoísmo” (com tudo o que isola)
para que a luz divina possa entrar e revelar o amor, pois a maioria das “ditas”
manifestações de amor, são apenas individualismos disfarçados
no qual a pessoa quer o melhor para si, sem pensar no outro. “Quem ama
dá a vida pelo outro”, como fez Jesus por nós. Desta forma,
Santo Agostinho nos ensina que o amor revela a pessoa pelo que ela ama. Cabe
uma reflexão, e se me fosse feita essa pergunta, “o que você
ama?” ou, “onde o seu amor se revela?” qual seria a minha
resposta? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
8 Dezembro 2010:
“Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha
em ti” (Cântico dos Cânticos, capítulo 4 versículo
7).
Natal é tempo de amor preparado com carinho para cada um de nós.
Estamos no tempo do Advento (do latim “chegada”), ou seja, de preparação
para o Natal (chegada do Menino Deus). Uma das festas que antecedem o Natal
é a festa da Imaculada Conceição, isto é, acreditamos
que Deus preparou a jovem Maria para ser a mãe de Jesus desde o seu nascimento.
No momento da Anunciação (em que ela tomou conhecimento que seria
a mãe de Jesus), quando o Anjo Gabriel a saúda ele diz “alegra-te,
cheia de “graça” (pura, repleta do amor de Deus), o Senhor
está contigo”. Este nascimento vem sendo preparado desde o começo
da humanidade, pois somos amados por Deus. Como seria bom se o Natal fosse um
tempo de muito amor, em que os presentes fossem manifestação de
nosso amor ao próximo e a Deus. É assim que se prepara o Natal,
fazendo uma faxina em nosso coração, retirando todo ressentimento,
inveja, maldade etc, “alvejando” com muita oração,
e decorando com amor. Se todos estiverem irmanados neste propósito, as
luzes que brilharão serão luzes de amor. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
7 Dezembro 2010:
“Não saia de tua boca nenhuma palavra inútil e sem
sentido” (Santo Ambrósio, foi bispo de Milão, nasceu
em Treves, na Itália em 340 e faleceu em Milão em 397).
Quem pensa antes de falar, evita desentendimentos. À medida que
a pessoa vai se distanciando do hábito da leitura, começa a faltar-lhe
vocabulário adequado para expressar suas ideias; então, lança
mão de palavras ou expressões contidas no colóquio popular,
que muitas vezes fogem do sentido original. Uma das mais fortes expressões
da alma de um povo são suas músicas. Elas contribuem para formação
do povo. Você já parou para analisar detalhadamente as letras das
músicas que fazem sucesso? Na maioria existe uma tristeza por um amor
não correspondido. São Francisco disse em certa ocasião
que (figurativamente) nosso pescoço deveria ser do tamanho do de uma
girafa, para que as palavras fossem refletidas muitas vezes antes de serem pronunciadas.
Se todos pensassem antes de falar, muitos desentendimentos seriam amenizados,
haveria mais seriedade nos estudos, as ações seriam mais precisas
e teríamos mais engajamento político por parte do povo em busca
de uma nação fraterna. Como seria maravilhoso que de nossa boca
só saíssem elogios e as correções fossem em tom
de ajuda. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
6 Dezembro 2010:
“O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o
reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara
a vida é que faz toda diferença” (Luis Fernando
Veríssimo é um escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro,
nasceu em Porto Alegre, 26 de setembro de 1936).
“Espelho, espelho meu!”. Uma fina camada de metais (prata,
alumínio ou amálgama de estanho) depositada na parte posterior
de um vidro é capaz de refletir a imagem de tudo que está diante
de si, a este objeto chamamos de espelho. Ao olharmos para o espelho, nem nos
damos conta de seu processo de fabricação, o que nos interessa
é ver nossa imagem nele refletida da melhor forma possível, tal
qual Narciso (mitologia Greco-Romana). O autor nos lembra que a vida se comporta
como um espelho “mágico”, ou seja, devolve a imagem criada
por nossos pensamentos. Como um bom servo ele diz sim às ordens que transmitimos
pelo que pensamos. Neste sentido, somos fruto do que se ocupou por mais tempo
o nosso pensar. Que imagem da vida seus pensamentos te devolvem? (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
4 Dezembro 2010:
“Senhor, conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não
posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria
para saber discernir entre as duas. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um
momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para paz, aceitando
este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não
como eu gostaria que ele fosse. Confiando que o Senhor fará tudo dar
certo se eu me entregar à Sua vontade; Pois assim poderei ser razoavelmente
feliz nesta vida e supremamente feliz na outra.” Amém!
(atribuída a Karl Paul Reinhold Niebuhr, teólogo americano, 1892-1971)
Esta oração é conhecida como a oração da
serenidade. A palavra serenidade traduz a ideia de paz, tranquilidade. Tranquilo
é como o mar, sempre sereno, tem suas marés altas ou baixas, mas
poucas coisas o podem abalar, pois conhece seus limites e a força de
suas águas. No entanto reconhece que a maior força vem do Criador
que tudo governa. Quem se entrega em suas mãos, Ele pode conduzir e vai
longe. Quem é auto-suficiente, tem jornada curta. Peçamos ao Pai
sabedoria para entender nossa missão neste mundo, coragem para realizá-la
e humildade para levantar novamente se acaso tropeçarmos e formos ao
chão. Junto com Deus seremos maioria absoluta. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (14 anos)
3 Dezembro 2010:
“Nossa vida é a soma dos resultados das escolhas que fazemos,
consciente ou inconscientemente. Se somos capazes de controlar nosso processo
de escolher, podemos controlar todos os aspectos de nossa vida. Desfrutamos,
então, da liberdade que vem do fato de estarmos em controle de nós
mesmos” (Robert Frederick Bennett, político americano,
1927-2000).
O processo de escolhas é constante em nossa vida. Ao acordar,
decido se abro os olhos ou permaneço com eles fechados. Tomo banho agora
ou mais tarde. Café com leite ou puro. Ligo o rádio ou ouço
um CD. Muitas delas nem pensamos nas consequências, mas elas existem.
De um gesto simples de lançar uma semente na terra, se a natureza for
propícia, pode germinar e se tornar uma grande árvore, frondosa
e cheia de frutos. Um palito aceso lançado ao acaso pode gerar uma grande
explosão, se as condições forem favoráveis. Grandes
pensadores só abriam a boca para dizer algo depois de muito refletirem
sobre o que dizer. A base do controle de nós mesmos está no domínio
sobre o que pensamos, pois daí nascem todas as escolhas que fazemos.
Uma escolha mal feita pode gerar uma vida de arrependimentos. Se quiser ser
livre, aprenda a pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Dezembro 2010:
“Aos tímidos e aos indecisos tudo parece impossível,
porque assim lhes parece” (Walter Scott, escritor britânico,
1771-1832). A preguiça cria obstáculos intransponíveis.
De certa forma, a maioria das pessoas apresenta certa dose de timidez, principalmente
diante de situações inesperadas, ou diante de estranhos. Mas há
os tímidos diante de situações simples do cotidiano, têm
dificuldade de se manifestar, quase que se anulando. Para estes e para os indecisos
tudo se apresenta como uma barreira intransponível. Mas, essa barreira
só existe em suas mentes. A mente é capaz de criar obstáculos.
Quantas barreiras nós criamos por medo de enfrentar a realidade e que
ao fim, tudo se resolve. Procure resolver o quanto antes para evitar que o medo
crie obstáculos ainda maiores. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Dezembro 2010:
“Quem está sempre preocupado com alguma coisa não
consegue aproveitar o mundo” (Lao Tze, filósofo chinês,
aproximadamente sec. VII a.C.).
O lado alegre da vida acontece sem muito planejamento. A palavra, “preocupado”,
revela uma ocupação anterior (pré + ocupado), ou seja,
antes do início a pessoa já se ocupava com ela. Uma dona de casa
que tem que lavar a roupa e na hora do café fica imaginando: terá
que separar por cor e pela textura do tecido, algumas terá que deixar
de molho, será que vai dar sol para secar? Com toda esta preocupação
ela poderá esquecer o café, e perder o serviço. Se ela
fizesse primeiro o café com toda a atenção necessária
e depois a roupa com igual zelo, as duas seriam bem feitas e ela aproveitaria
melhor o seu tempo. Quantas vezes, quando estamos preocupados, saímos
e nem prestamos a devida atenção no trânsito, colocando
em risco até a nossa vida? Deixamos de apreciar a paisagem, o brilho
do sol, as pessoas etc. Um planejamento bem feito é salutar, mas perder
tudo o que o dia tem a nos oferecer por causa de uma coisa que na maioria das
vezes acontece bem diferente do que imaginamos é perda de tempo. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
30 Novembro 2010:
“Se uma pessoa entrega-se a maus pensamentos e permite que estes
a governem, todo este conjunto, corpo e mente responderá a eles e será
moldada a sua natureza. Esses pensamentos afetarão as mentes das outras
pessoas, que são intimamente conectadas ou que tem semelhança
de ideias e pensamentos” (Swami Abhedananda, monge hindu, 1866-1939).
Nossos pensamentos moldam até nossa aparência. A maravilhosa
máquina humana tem seu centro de comando no cérebro. Nele há
a “interface” do mundo interno com o externo através dos
sentidos. Ela filtra as informações externas conforme os interesses
do cérebro. Este por sua vez, coordena as ações de todo
o corpo. Só que as informações externas estão em
contato com outras “interfaces” e assim tudo está de certa
forma, interligado. Veja, por exemplo, o caso de uma torcida de futebol organizada
assistindo a uma partida de seu time. As pessoas ali se comportam como sendo
uma, porque existe semelhança em seus pensamentos naquele momento. É
como se algo maior as comandasse e elas nem se dão conta disso. Penso
que o monge hindu se refere a algo semelhante quando pede que a pessoa evite
“terceirizar” (delegar a outros) o comando de seus pensamentos.
Preocupado com isso ele chama a atenção para evitar os maus pensamentos,
pois eles despertam maior interesse nas pessoas e certamente assumirão
o comando do cérebro. E mais, todos os que pensam de forma semelhante
se integrarão em pensamentos e ações, como numa torcida
organizada. Isto é tão forte que pode moldar até a forma
física da pessoa e a maneira de se vestir. Evite isso sendo o “comandante”
de seus pensamentos e ações. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
29 Novembro 2010:
“O ferreiro bate o ferro com muitos golpes até ficar perfeito”
(Frei Egídio de Assis, terceiro companheiro de São Francisco de
Assis, +1262).
Quem se deixa guiar, nunca erra o caminho. Acredita-se que a profissão
de ferreiro exista há mais de dois mil anos antes de Cristo. Ele, utilizando-se
de fogo e martelo, “forja” o ferro ou aço para obter o objeto
desejado. Cria verdadeiras obras de arte. Frei Egídio compara Deus como
sendo o ferreiro e nós como suas obras primas. Assim, se quisermos ser
perfeitos, devemos nos deixar moldar. A “forja” é dolorida,
e as pancadas do martelo são necessárias para corrigir as imperfeições,
dando ao metal a forma correta. Desta forma, antes de reclamar da vida, pense
na correção como sendo um aperfeiçoamento para chegar à
forma ideal. Reveja suas atitudes e descubra nelas o que pode ser melhorado.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Novembro 2010:
“O coração do homem pode estar deprimido ou excitado.
Em qualquer dos dois casos o resultado será fatal” (Lao
Tze, filósofo chinês, aproximadamente sec. VII a.C.).
Quando vemos artistas de circo fazendo suas apresentações
que encantam nossos olhos, imaginamos a quantidade de treinos necessários
para chegar a este nível técnico, que os levam a ultrapassarem
seus limites. Para uma pessoa sem este preparo seria quase que impossível
realizar, pois temos nossos limites. Tudo o que foge destes limites, nos deixa
sem controle, a mercê dos instintos e muitas vezes com resultados desastrosos.
Acontece algo semelhante no campo “sentimental”, “da emoção”.
Quando ultrapassamos certos limites, perdemos o controle, com consequências
imprevisíveis. Como em uma embarcação que têm os
seus limites, ir muito à frente acaba caindo da proa e muito atrás
cai da popa, e em ambos ele cai na água, assim também a pessoa
deve respeitar os limites. O coração excitado e o deprimido ficam
“cegos”, isto é, dominados pela emoção e fazem
coisas sem pensar nas consequências. Já o coração
sereno consegue ver além dos limites. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Novembro 2010:
“Não ficaram limpos os dez? E os outros nove, onde estão?
Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este
estrangeiro?” (Jesus em Lucas 17, 17-19).
Hoje é dia Nacional de Ação de Graças (Lei
781 de 17/8/1949 e Lei 5110 de 1966). “Por favor” e “obrigado”
são duas palavrinhas mágicas da amizade. Nesse trecho do Evangelho,
Jesus cura dez leprosos e só um volta para agradecer; e Ele se surpreende
pela ausência dos outros nove. Talvez até hoje a proporção
continue a mesma, só 10% sabe agradecer. A festa litúrgica de
hoje é para nos lembrar que devemos agradecer, pois é um sinal
de amor. Tudo o que somos ou possuímos é fruto do amor de Deus
por nós. Em outros países essa festa está ligada ao agradecimento
pelas colheitas. No Brasil esse costume foi interrompido quase que por decreto
do governador da época que chegou a proibir a comercialização
do “peru” nos dias próximos a esta data, pois ele não
gostava que ficassem agradando os mais pobres e até sugeriu substituir
a ave por pavão. Quem tem o costume de agradecer, não precisa
de festa, o faz espontaneamente por ter um coração bondoso. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Novembro 2010:
“O sucesso na vida não depende de receber boas cartas,
mas de jogar bem com cartas ruins” (Lauro Trevisan, padre, escritor
e conferencista brasileiro (gaúcho de Santa Maria), nasceu em 1934).
Na jornada da vida, temos que aproveitar bem o que carregamos na mochila.
Sou ruim no jogo de cartas (nunca me interessei muito) só conheço
um pouco do jogo de truco. Neste jogo, os “profissionais” seguem
as cartas (mentalmente) e quando apostam, é para ganhar; daí perde
a graça da brincadeira e vira jogo tipo vício. Mas, quando jogado
só por amadores ele é um jogo engraçado. Nele cada um recebe
três cartas ao acaso; e para vencer, precisa ter cartas melhores em duas
ou fazer o adversário desistir, levando-o a pensar que suas cartas são
melhores, “trucando” (tipo poker = aumentando a aposta). O bom jogador
é aquele que sabe tirar proveito das cartas que tem na mão, colocando
a carta certa no momento exato. Às vezes, quando as cartas são
péssimas, é preciso “trucar” (arriscar com confiança).
Penso que seja neste sentido o pensamento de Lauro Trevisan quando compara a
vida como às cartas, ou seja, nem sempre temos à mão tudo
o que desejamos da maneira como gostaríamos, então é melhor
aproveitar bem o que temos, para ganhar este jogo. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Novembro 2010:
“O homem que não se contenta com pouco, não se contentará
com nada” (Epicuro de Samos, filósofo grego, 341-270 a.C.).
A palavra contentar significa estar contente, satisfeito, agradável.
Um viciado nunca está satisfeito, sempre quer mais. Um esnobe sempre
quer aparecer mais. Geralmente os animais se contentam com que a natureza lhes
proporciona. Na pobre Índia, Ghandi renunciou ao excedente e levou o
povo indiano a se contentar com o pouco que tinham. Este pouco era produzido
em seu país, o excedente vinha da Inglaterra. Esta simples opção
contribuiu para a Índia se livrar do domínio Inglês. Independente
da questão política, trabalhar o pouco que se tem em mãos
evita gastos desnecessários. Quantas pessoas compram por impulso aquilo
que elas já têm em casa. Basta dar uma olhada no guarda-roupa e
nos calçados, e se perguntar: preciso realmente de mais um? A vontade
de ter para aparecer leva muita gente ao precipício. Aprender a se controlar
no impulso consumista ajuda a ter equilíbrio na vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Novembro 2010:
“Faça o necessário para alcançar teu mais
ardente desejo, e acabarás alcançando” (Ludwig
Van Beethoven, compositor alemão, 1770-1827).
Para chegar ao solo em segurança, o paraquedista precisa fazer
o necessário, ou seja, abrir o paraquedas no momento certo. A palavra
“necessária/o” lembra exatidão, nem mais nem menos.
Tudo tem sua medida. Há a quantidade de água para aguar uma planta
que é diferente para cozinhar o arroz. Temos a mania de achar que as
coisas acontecem quase que por encanto. Pensando assim deixamos de fazer o necessário,
e as coisas continuam paradas ou em sua cadência morosa sem acontecerem
em sua velocidade ideal. Fazer o necessário é arregaçar
as mangas da camisa e dar o melhor de si para alcançar o objetivo. Nosso
esforço faz a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Novembro 2010:
“Um lar será forte e indestrutível quando sustentado
por quatro colunas; um pai valente, uma mãe prudente, um filho obediente
e um irmão complacente” (Confúcio, filósofo
chinês, 551-478 a.C.).
Para ser um lar é necessário que cada um cumpra bem o seu
papel. A palavra “valente” traduz a ideia de denodado, corajoso,
forte, robusto, etc. Diferente da ideia de “valentão” que
implica com todos. Aqui valente é como um guardião da família,
que a nutre e protege. Prudência é uma virtude que conduz ao destino
almejado evitando os perigos. Tem a sensibilidade de perceber pequenas alterações
no cenário e entender o elas significam, para poder tomar a atitude correta.
Assim age a boa mãe. O termo “obedecer” tem em sua raiz a
palavra “audire” (ob+audire) do latim, “ouvir”. O filho
que obedece sabe ouvir, bem diferente de simples submissão, é
um ouvir com o coração, é um aprendizado no fazer. Complacente
é a pessoa que busca agradar, sabe entender e tem satisfação
em ajudar. Sustentada nestas quatro colunas, e tendo como telhado a proteção
Divina, esta família é um lar abençoado. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
18 Novembro 2010:
“Se fosse possível descobrir o primeiro e verdadeiro germe
de todos os afetos elevados e de todas as ações honestas e generosas
de que nos orgulhamos, encontrá-los-íamos quase sempre no coração
de nossa mãe” (Edmundo De Amicis, escritor italiano, 1846-1908).
Os mais puros sentimentos brotam da gratuidade. Quando há qualquer
espécie de recompensa, já mancha o generoso gesto de amor, pois
se transforma em “comércio”. A mãe quando ama seu
“rebento”, o faz sem interesse, sem esperar recompensa por isso,
e nisto está sua força, capaz de vencer os mais duros obstáculos
para defender sua “cria”. De certa forma esta energia inunda o coração
da criança e ela por sua vez fará gestos ainda maiores, pois esta
sementinha de amor cresceu em seu coração. É um processo
contínuo que desconhece fim. Saiba agradecer a sua mãe pelo amor
que lhe dedicou. Se ela já partiu para a casa do Pai, eleve seu pensamento
em oração de agradecimento. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
17 Novembro 2010:
“Haveria muito mais coisas se acreditássemos menos nas
impossibilidades” (Guillaume de Lamoignan de Malesherbes, político
francês, 1721-1794).
A primeira barreira é mental. A palavra impossibilidade já
nos coloca diante de uma situação sem solução, em
outras palavras, as portas estão fechadas, estamos de mãos atadas.
Muitas vezes ela nem foi tentada e logo ocorreu a desistência. É
semelhante a alguém que chega diante de um grande portão fechado
e em vez de tentar abrir, senta para lastimar seu infortúnio. E uma criança
com sua mente aberta e sem preconceitos, se aproxima e toca na maçaneta
e logo ela se abre. Desistimos muito facilmente sem ao menos tentar. Percebemos
então que as maiores barreiras só existem diante de quem acredita
nelas, pois para quem tem coragem de enfrentar os seus “medos” elas
são apenas obstáculos a serem contornados. (Reflexão feita
por José Irineu Nenevê). Bom trabalho!
16 Novembro 2010:
“Com cuspe e lodo o Senhor iluminou o cego de nascença”
(Frei Egídio de Assis, 3° companheiro de São Francisco, +/-
1190-1262).
O amor ao próximo está acima dos preceitos legais. A palavra
“cuspe” define a saliva expelida pela boca. Para muitos povos orientais
o gesto de cuspir é um sinal de desprezo. Mas Jesus junta a saliva com
o pó da terra e faz lodo, ou seja, com o que era desprezível ele
ilumina (faz enxergar) um cego que nunca tinha visto a luz, e isto em dia de
sábado, o que para os judeus era totalmente proibido. E mais, ele rompe
com a crença da época que toda doença é consequência
de pecado. Ele é a LUZ do mundo. Vejo nesta cena descrita no Evangelho
de João (1, 41) um sinal que o “bem” está acima dos
preceitos legais, e o que é desprezível para alguns, Deus o transforma
em objeto de cura. Quando Deus está ao nosso lado nada é impossível.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
12 Novembro 2010:
“A pessoa que muito se admira, chega a confundir qual é
sua face e qual é a sua representação” (Pío
Baroja, escritor espanhol, 1872-1956).
Somos o que somos diante de Deus e nada mais. Assim como atores, que
representam vários personagens, dependendo do espetáculo, há
pessoas que fazem o mesmo na vida real. Com a família é de um
jeito, no serviço é de outro, nas diversões é bem
diferente e assim por diante. Procura se portar de acordo com a imagem que quer
passar naquele instante. Acaba esquecendo sua identidade. Quem age assim é
como político em véspera de eleição, que assume
este papel de “camaleão”, mudando de camuflagem de acordo
com o ambiente. Perdem sua personalidade. Em pessoas assim fica difícil
confiar, pois pode mudar de opinião no instante seguinte. Talvez por
isso que os gregos insistiam tanto na máxima, “conhece a ti mesmo”.
Seja autêntico. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
11 Novembro 2010:
“Não há talento mais valioso que o de não
usar duas palavras quando basta uma” (Thomas Jefferson, político
americano, 1743-1826).
Para quem sabe, poucas palavras são necessárias. Quando
se fala muito para descrever algo simples, pode significar pouco conhecimento
da matéria ou uma tentativa para distorcer o fato. Às vezes são
os dois. Quem age assim, se assemelha a alguém que tem que apresentar
um objeto e para destacar o mesmo, então enche de adornos que no fim
“escondem” o objeto (minimizam sua importância). Quando a
fala vai além do objetivo, atinge outros campos e acaba desvirtuando
a mesma. Talvez por isso Jesus recomende no Evangelho de Mateus (5, 37): “Seja,
porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que passar
disto vem do maligno”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Novembro 2010:
“O que une uma equipe é quando um cobre as fraquezas do
outro” (Phil Jackson – treinador de basquete da era de
ouro do Chigago Bulls de Michael Jordan e atual técnico do Los Angeles
Lakers).
A corrente só é forte porque seus elos estão unidos.
A experiência em esportes de equipe demonstra claramente a importância
da união do grupo. Em um treinamento da equipe de vendas da Ericsson,
o palestrante mostrou uma figura de um barco afundando. Nela, enquanto as pessoas
que estavam na parte baixa, que começava ser inundada, se esforçavam
para retirar a água, os que estavam na parte ainda seca comentavam: “ainda
bem que nosso lado está seco”. Todos estavam no mesmo barco, e
era uma questão de tempo para todos estarem juntos na água. Diante
de certas circunstâncias, por mais que sua parte esteja certa e em dia,
há necessidade de apoiar os mais fracos para que o resultado seja favorável
para a equipe (empresa, time etc). Os verdadeiros heróis aparecem em
momentos difíceis, quando se lançam em favor dos que estão
em dificuldade para ajudá-los, jamais para criticá-los. Depois
de superada a situação difícil, a avaliação
das causas evita erros futuros. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Novembro 2010:
“Quanta coisa existe atrás de um sorriso. É a chave
que decifra a pessoa por inteiro” (Thomas Carlyle, historiador,
pensador e ensaísta inglês, 1795-1881).
O sorriso abre portas e revela a alma. Existe diferença entre
riso e sorriso. Por riso se entende aquele momento em que a pessoa solta sua
emoção diante de um fato hilário, é o achar graça
de algo. O sorriso é mais profundo, revela sua alegria interior e todo
o seu ser. O sorriso substitui mil palavras. Saber sorrir evita o desgaste da
rotina, pois em tudo percebe algo novo que se revela aos poucos. O sorriso dissipa
a angústia, estimula o trabalho, cria amizade. Auxilia na educação
quando corrige com firmeza, mas demonstra com a alegria em seu semblante que
quer ajudar. O sorriso é fruto de todo um trabalho interior de fortalecer
o espírito para poder vencer os desafios da vida de uma forma jovial.
Como um jardim, ele requer atenção diária para irradiar
alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
8 Novembro 2010:
“Bem mais graves são os efeitos produzidos em nós
pela ira e pela dor, com os quais reagimos às coisas, do que aqueles
produzidos pelas coisas em si, pelos quais nos encolerizamos e sofremos”
(César Marco Aurélio Antonino Augusto, imperador romano, 121-180).
Quando falta alegria, a ira e a dor destroem a pessoa. Por mais resistente
que seja uma peça de ferro, se a oxidação (ferrugem) começa
seu trabalho, em pouco tempo ela será completamente destruída.
Efeito semelhante tem em nossa alma a ira e a dor, que põem a perder
o mais forte dos homens. A ira só consegue tomar conta da pessoa se ela
é alimentada, isto é, quando ela acredita que todos estão
contra ela. Por mais inocente que seja um gesto ou atitude de alguém,
quem está sendo contaminado pela ira, vê uma agressão velada,
e reage com agressividade. O que para uma pessoa normal seria sem importância,
a ira “vê” como uma provocação. Ela sofre com
isso. Este estado de espírito machuca muito mais que a coisa em si. Para
que a ferrugem pare seu efeito no metal, é necessário lixar a
parte contaminada, removendo o que foi deteriorado, recuperar o estrago, limpar
e passar protetor e finalmente pintar a peça. Na pessoa a ação
é semelhante, lixar completamente o que magoa e recuperar a confiança,
limpar os preconceitos, perdoar, ver de forma diferente e finalmente deixar
brilhar a alegria. Evite o estrago da ira, cultivando um espírito alegre.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
5 Novembro 2010:
“Tomai vossas refeições como se elas fossem remédios.
Quer quando comeis coisas deliciosas, quer quando comeis coisas desagradáveis,
jamais deveis sair da proporção certa. Comei o suficiente para
vos manterdes” (do último discurso de SIDDHARTHA GAUTAMA,
“O BUDA”, viveu no quinto século antes de Cristo).
O autocontrole de hoje modela seu amanhã. Comece com a boca. Com
a aproximação do verão, as academias ficam cheias de pessoas
que procuram melhorar a forma física, para aproveitarem mais os dias
quentes, com atividades ao ar livre. Outros procuram perder peso, melhorar sua
saúde. A estes esta recomendação de Buda (da citação
acima) serve de lição, ou seja, moderar o apetite, sem exageros,
nem para mais nem para menos, comer o suficiente. Se nos alimentássemos
apenas com o necessário, ninguém era exageradamente “gordo”,
nem haveria desperdício de alimentos. A falta de autocontrole nos leva
a tristes lamentações com o passar do tempo. Se deixarmos nosso
corpo à mercê de seus instintos, ele se comporta como um animal
de estimação muito mimado que só faz o que lhe é
agradável, sem medir as consequências. Nossa mente tem que assumir
“as rédeas” do controle e disciplinar os instintos para evitar
surpresas desagradáveis. Vale para todos os instintos, não apenas
para o apetite. Hoje você é reflexo de como você foi, e o
que será amanhã, será reflexo de como você é
hoje. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
4 Novembro 2010:
“Se não podemos por fim em nossas diferenças, então
contribuamos para que o mundo tenha um lugar adequado para elas”
(John Fitzgerald Kennedy, estadista americano, 1917-1963).
Onde há dois indivíduos, há diferenças. Desde
criança convivemos com conflitos, nem sempre expressos em palavras; muitas
vezes é utilizado o choro, o grito, objetos arremessados e por aí
vai. Na escola, o professor é desafiado a liderar as diferenças,
harmonizando-as, sob pena de perder seu trabalho. Na família, no trabalho,
no trânsito, entre os animais, sempre há diferenças a serem
acertadas para uma boa convivência. Nem sempre chegamos a pleno acordo,
pois em algumas vezes temos que ceder um pouco em nome do entendimento. É
semelhante ao lapidar de uma rocha até que cheguemos à escultura.
Olhando sabiamente para o desentendimento, percebemos que ele é enriquecedor
quando nos aponta para as falhas que ainda persistem. Ter a humildade de reconhecer
as nossas falhas para que haja harmonia enriquece a todos. Mas, se há
pontos que são impossíveis de serem acertados, então que
haja lugar para todos, pois na natureza nem tudo é montanha, há
lugar para a praia, para o lago, floresta e até deserto. Nestes contrastes,
há beleza, quando há respeito para o lugar do outro. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
3 Novembro 2010:
“Senhor, conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não
posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria
para saber discernir entre as duas. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um
momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para paz, aceitando
este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não
como eu gostaria que ele fosse; Confiando que o Senhor fará tudo dar
certo se eu me entregar à Sua vontade; Pois assim poderei ser razoavelmente
feliz nesta vida e supremamente feliz na outra.” Amém!
(atribuída a Karl Paul Reinhold Niebuhr, teólogo americano, 1892-1971)
Esta oração é conhecida como a oração da
serenidade. A palavra serenidade traduz a ideia de paz, tranquilidade. Tranquilo
é como o mar, sempre sereno, tem suas marés altas ou baixas, mas
poucas coisas o podem abalar, pois conhece seus limites e a força de
suas águas. No entanto reconhece que a maior força vem do Criador
que tudo governa. Quem se entrega em suas mãos, Ele pode conduzir e vai
longe. Quem é auto-suficiente, tem jornada curta. Peçamos ao Pai
sabedoria para entender nossa missão neste mundo, coragem para realizá-la
e humildade para levantar novamente se acaso tropeçarmos e formos ao
chão. Junto com Deus seremos maioria absoluta. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho. Bom dia! (14 anos)
29 Outubro 2010:
“Nunca se mente tanto como antes das eleições,
durante uma guerra e depois de uma caçada” (Otto Von Bismarck,
político alemão, 1871-1890). Quem age sem pensar, se arrepende
mais tarde. Se esta frase de Bismarck fosse dita no Brasil, em vez de caçada
seria a pescaria, ou o futebol. Cada um pescou o maior peixe, o seu time foi
o melhor, o juiz roubou, foi fora etc. nem mesmo em pesquisas se pode confiar,
pois elas pendem para o lado que pagou. São momentos de emoção
e torcida, onde os sentimentos falam mais que a razão. Tudo é
feito para chamar atenção. Só que em eleição
está em jogo o destino de uma nação. Seu voto pode se virar
contra você quando quem você elegeu começar a fazer o que
você não queria. Por isso, sua base de decisão deve ser
a razão. Ajude o Brasil de amanhã, votando bem hoje. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
28 Outubro 2010:
“Muitas vezes as leis são como as teias de aranha, os insetos
pequenos ficam presos nela, os grandes as rompem” (Anacarsis,
príncipe escita (povo ao sudoeste da atual Rússia) viveu no século
VII a.C.).
As leis são preceitos ou regras estabelecidas por direito. Um
dos mais antigos códigos que conhecemos é o Código de Hamurabi,
calcula-se que é datado de 1700 antes de Cristo. As leis são a
base do direito em uma sociedade. Como se vê pela citação
de Anacarsis, desde o seu tempo os mais bem relacionados conseguiam os favores
da lei enquanto que os mais desprestigiados só encontravam os rigores
da lei. Até hoje é assim. Talvez por isso a preocupação
de se aprovar leis em bloco, por voto de liderança, em vésperas
de feriados ou de grandes eventos, para que ninguém se preocupe em tomar
conhecimento do teor das mesmas, favorecendo a grandes interesses. Diante de
impasses até o Supremo Tribunal tem dificuldade para decidir, se eles
envolvem pessoas de prestígio. Com isso os insetos grandes continuam
rompendo as teias, enquanto os pequenos são devorados. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Outubro 2010:
“Quando alguém te pede uma crítica, na verdade quer
um elogio” (William Somerset Maugham, escritora britânica,
1874-1965).
Temos que perceber as “entrelinhas” do que ouvimos. Nem sempre
conseguimos expressar exatamente o que queríamos dizer, pois a fala tem
seus limites; desta forma, ao ouvirmos algum relato, temos que ir além
das palavras e tentar entender as razões. Tendo esta atenção,
conseguiremos de certa forma “ouvir o que o coração está
querendo dizer” e que no momento faltam palavras para expressar corretamente.
Fazemos isso para entender as crianças e os animais de estimação.
Podemos também aplicar aos adultos. Chegaremos a perceber o que nem foi
dito. Este esforço aproxima as pessoas, e alivia o “peso”
que carregam. Também é uma forma de amar quando a intenção
é boa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
26 Outubro 2010:
“Grande parte das dificuldades que atravessa o mundo se devem
ao foto que os ignorantes estão completamente seguros e os inteligentes
cheios de dúvidas” (Bertrand Arthur William Russell, filósofo,
matemático e escritor Inglês, 1872-1970).
Grandes erros seriam evitados se quem tinha o poder de decidir buscasse
conhecer mais antes de agir. A palavra “ignorar” traduz a idéia
de desconhecer, estranhar. Neste sentido, todos nós somos em certos temas
ignorantes, pois a fonte do conhecimento nunca se extingue. Sempre teremos mais
para descobrir. Talvez por falta de vontade ou garra de se aprofundar no conhecimento,
alguns se contentam no conhecimento superficial e se acham especialistas, e
muitas vezes ocupam cargos decisivos, trazendo grandes prejuízos em conseqência
de seus atos impensados. Alguns impressionam, pois falam transmitindo uma sensação
de segurança na matéria. Mas, quem é inteligente, antes
de falar sobre o tema, busca tirar as dúvidas, pois sempre aparecem novidades
para quem pesquisa. O mundo seria melhor se as pessoas tivessem a humildade
em reconhecer seu desconhecimento em certos assuntos e buscassem com empenho
em melhorar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
25 Outubro 2010:
“Levei quinze anos a descobrir que não sabia escrever,
mas depois já não podia mais parar - tinha ficado demasiado famoso”
(Robert Charles Benchley, foi um colunista de jornal, ator e editor de dramas
e humorista americano, 1889-1945).
Quem na vida procura sempre melhorar, abre espaço para a perfeição.
Robert começou sua carreira como tradutor; como escritor, seus textos
foram considerados demasiado técnicos, mas depois de uma brincadeira
(professor Soong) ganhou fama com escritos de cunho humorístico. Nesta
frase ele nos ensina o valor da persistência quando se quer algo. A vida
nos mostra que a maioria desiste diante das primeiras dificuldades; mas, quem
quer vencer, analisa os fracassos e faz deles um instrumento de melhoria, pois
eles nos ensinam onde podemos melhorar. Assim, se por acaso você tropeçar,
agradeça a “pedra” por lhe ensinar a ter mais atenção
por onde você anda. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Outubro 2010:
“Os políticos são como os cinemas de bairro, primeiro
fazem você entrar e depois mudam a programação”
(Enrique Jardiel Poncela, político espanhol, 1901-1952).
Falar é uma coisa, cumprir é outra bem diferente’.
Recordo-me de minha infância em Brasília, antes da inauguração.
Meu pai era topógrafo, trabalhava quase sem descanso, pois deveria locar
(determinar o local exato de cada evento) o projeto de Lucio Costa, no tocante
ao Urbanismo, e de Oscar Niemayer relativo ao projeto Arquitetônico, dando
assim serviço para as máquinas de terraplanagem e aos operários
que começavam a erguer as primeiras construções. O ritmo
era acelerado, pois havia uma data prevista para inauguração.
Após sairmos do acampamento do Núcleo Bandeirante, fomos morar
em uma das primeiras casas populares geminadas, do Plano Piloto (antiga quadra
34, hoje 712 Sul). De vez em quando aparecia uma caminhonete com um equipamento
de projeção de filme utilizando a técnica do Cinemascope.
Utilizava a parede lateral do Bloco de Casas Geminadas para servir de tela de
projeção. Cada criança levava seu banquinho, ou improvisava
um, para assistir ao filme ao ar livre. Ninguém se importava com os insetos
que a luz atraía. Nem havia programação, pois apareciam
sem avisar e passavam o filme que estava à mão. Penso que o autor
(da frase) se refere a algo parecido com esta experiência, quando compara
político com o cinema de bairro. No cinema as crianças são
atraídas pelo filme. Na política, atraídos pelas promessas
de campanha, que muitas vezes estão longe das atribuições
do cargo postulado, muitos eleitores são “fisgados” para
dar o seu voto em quem mais “fala sorrindo”, para depois serem totalmente
esquecidos, uma vez que não podem revogar o voto. E assim os mesmos políticos
se perpetuam de mandato em mandato, ou nos cargos de alto escalão, se
equilibrando em suas alianças, muitas delas ferindo a ética e
o que sobrou de sua consciência. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Outubro 2010:
“Um crítico é alguém que conhece a estrada,
mas não sabe dirigir” (K. Tynan, crítico inglês,
1927-1980).
“As uvas estavam verdes” (da fábula de Esopo, A Raposa
e as Uvas). Cinco séculos antes de Cristo, já existiam críticos
de arte na Grécia antiga (citado por Plínio, o velho). Como profissão,
crítico é alguém que tem vasto conhecimento técnico
sobre determinada matéria, e o utiliza na intenção de sanar
as dúvidas que possam existir sobre a mesma. Em consequência do
mesmo, no meio popular começou-se chamar de crítico todo aquele
que opina sobre qualquer assunto, mesmo sem conhecimento. Muitas vezes a inveja
é quem alimenta a crítica. Quando falta capacidade para realizar
alguma coisa que outro faz, prefere a crítica à humildade em buscar
aprender. Tal atitude pode virar uma paranóia que só se contenta
quando consegue prejudicar, e com isso a pessoa vira escrava de si mesma, sem
liberdade para viver tudo o que a vida lhe oferece. Quando sentir vontade de
criticar, antes de falar qualquer coisa, examine a si mesmo para determinar
qual é a origem de sua insatisfação, e quem sabe, corrigir-se
antes de corrigir o outro. Quem não consegue, critica. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Outubro 2010:
“Quanto mais numerosas são as coisas que temos que aprender,
menos tempo temos para estudá-las” (Eugene Marcel Prévost,
escritor francês, 1862-1941).
Só se chega ao fim quando se tem um bom início. Quando
alguém aprende algo novo, como andar de bicicleta, ou a nadar, e gosta
do que está fazendo, percebe que quanto mais se exercita, mais aprende.
De modo semelhante acontece quando a pessoa se encanta com determinada matéria,
ou assunto de pesquisa, quanto mais se busca conhecer, mais descobre que ainda
tem muito a aprender. Em muitos casos esta busca se deu em função
de uma determinada necessidade que requer um tempo para resposta, pois há
outras questões de dependem dela. Se bater o desespero e sair “atropelando”
para cumprir o prazo, corre o risco de colocar tudo a perder. Neste caso vale
o conselho de São Francisco de Assis: "Comece fazendo bem feito
o necessário, depois vá fazendo o que é possível
e logo estará fazendo o impossível." Mas, tudo isso com persistência,
no seu ritmo, sem deixar que outras questões tirem sua concentração,
onde a busca da perfeição está entre as prioridades. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Outubro 2010:
“Mudei o modo de trabalhar. Arei a terra com cuidado, lenta e
profundamente. Pulverizei os torrões grossos com paciência. Ao
mondar (emendar, corrigir) as mudas, arranquei com cuidado joio por joio. Cobri
as raízes das mudas uma por uma com terra fofa, carinhosamente. As mudas
cresceram. Abriram-se as flores de trigo e surgiram espigas generosas. Assim,
gozei de abundância o ano inteiro” (Chuang-tzu, filósofo
chinês, viveu entre 370-301 a.C.).
Ao agir em sua vida, nunca faça de modo dispersivo. Este trecho
citado é parte de uma história onde se demonstra que os frutos
generosos são consequência de um trabalho bem feito, pois a natureza
responde à forma como ela é tratada. Esta comparação
com o campo é uma forma ilustrativa para demonstrar como o homem deve
agir em tudo o que ele faz. Quando age com cobiça, querendo acelerar
o crescimento, num primeiro momento até parece que deu certo, pois tem
a impressão que tudo cresceu, mas é sem sabor, só tem aparência,
logo tudo apodrece. Quem age assim vive arrastado pela opinião alheia,
perdeu o vigor próprio de sua juventude, e em tudo o que tenta realizar
falta consistência. Quando age em harmonia com o coração,
“buscando a paciência dos céus”, respeitando a natureza
em seu ciclo, ela responde com generosidade, a vida devolve do que recebeu,
pois somos UM. Assim, procure agir com retidão e paciência, pelo
perdão se harmonize com seus adversários evitando contendas e
desavenças, nos pontos polêmicos, dê um tempo ao tempo, deixe
a força da união vencer as dificuldades. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
18 Outubro 2010:
"Os homens são como vinhos: a idade azeda os maus e melhora
os bons" (Marcus Tullius Cícero, escritor, orador e político
romano, 106-43 a.C.).
O tempo em sua cadência age de maneira particular em cada fase
da vida do indivíduo. Nas crianças, ele as coloca num cenário
diante de muitas coisas a descobrir, e por isso a natureza as dotou de uma capacidade
de raciocínio muito mais ágil que a dos adultos. Nos jovens, ele
desperta sua capacidade criativa e os lança em um desafio contínuo
de descoberta do que aos poucos se descortina; neles, a natureza os dotou de
“vigor” capaz de superar muitos desafios. Quando o homem se dá
conta que tudo, agora vai depender do como ele vai conduzir sua vida, pois as
lições aprendidas no passado serão agora postas em prática;
ele se encontra na fase adulta. Nesta fase, a natureza o dotou de uma grande
capacidade de análise, pois ele vai ter que tomar decisões que
influenciarão outras pessoas, pois em tudo há harmonia. Aqui,
os que colheram do bem, dele vão semear e o tempo os fará melhores,
como acontece com um bom vinho; e os que do mal recolheram, só terão
disso para semear e suas vidas serão comparadas a vinho azedo. Mas como
o "filho pródigo" (narrado no evangelho), o homem em qualquer
fase pode e deve voltar-se para o Pai e pedir perdão, assumir o compromisso
de melhorar, dando assim novo rumo à sua vida, e com um abraço
carinhoso do Pai, se levantar novamente. E como um bom vinho, o tempo vai apurando
a cada dia que passa. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
15 Outubro 2010:
“Atrás da realidade em que existimos e vivemos, se esconde
outra muito diferente e que, por consequência, a primeira não passa
de uma aparição da segunda” (Origem da Tragédia
- Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Quando o homem se faz aprendiz, nova realidade se descortina. Como mineiros
em busca de um metal precioso, precisamos escavar a superfície da realidade
em busca deste “tesouro” que é o saber. Nossa ferramenta
é o pensar. Quem nos orienta nos primeiros passos são os professores;
mas, é a nossa vontade que desperta a ação de “escavar”.
Muitos julgam que todas as respostas estão na internet e se recusam em
dar mais um passo em busca do aprendizado. Um professor de Direito narrou a
dificuldade que ele sente em motivar, em alguns alunos, o gosto pela leitura,
tão necessária nesta matéria. O tempo em sala de aula é
muito pequeno em relação ao conteúdo a ser transmitido;
por isso, é fundamental o empenho do aluno em aprender. Mas, quem quer
descobrir o “tesouro do saber” tem que ir muito além do conteúdo
didático e despertar o gosto pela aprendizagem, pois ela move o pensamento.
Só assim descobrirá outra realidade, oculta a quem se contenta
com o que a maioria já sabe. Os professores são estes heróis
que despertam nos alunos o gosto inquietante pelo pensar. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
14 Outubro 2010:
“Por questões ideológicas pouco se importam que
perdemos, por conta da escalada da violência, a vida de mais de 150 mil
brasileiros e que no mesmo ano tenhamos mais de 1 milhão de brasileiros
com sequelas físicas ou mentais, a maioria durante todo o restante de
sua vida, em muitos casos abreviando-as” (Gerhard Erich Boehme,
é engenheiro químico (UFRJ), administrador (UFPR), Perito Criminal
(Polícia Técnico-científica de São Paulo), consultor
em gestão organizacional, professor universitário, pesquisador
e consultor na área de
implantação e implementação de Conselhos Comunitários
de Segurança.).
“Quem cala, consente”. A adolescência, por falta de oportunidade,
é facilmente aliciada para o crime organizado, que destrói as
esperanças no coração do jovem, dando lugar ao vício
e à prática de crimes. Essa escalada vem criando no Brasil o quarto
setor da sociedade, que é justamente o Crime Organizado. E por ser organizado,
conta com a colaboração, muitas vezes velada, dos três setores
anteriores, a saber; estado, empreendedores econômicos e empreendedores
sociais. Para um combate eficiente contra a violência, que já está
no quintal de nossas casas, deveriam existir recursos financeiros para criar
oportunidades aos jovens, desmantelar o crime organizado, capacitar os órgãos
de segurança e o judiciário. Como a maioria das verbas públicas
está a serviço de manter muitas mordomias, faltam recursos para
setores essenciais. Esperar que a mudança ocorra a partir dos que se
beneficiam dos recursos do Estado, é uma doce ilusão. Ela só
ocorrerá quando cada um manifestar sua insatisfação e exigir
as mudanças necessárias, pois quem cala, consente. O seu voto
pode fazer a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
13 Outubro 2010:
"Nas desventuras comuns, reconciliam-se os ânimos e travam
novas amizades". (Miguel de Cervantes, escritor espanhol, 1547-1616).
Quando há empenho, Deus ajuda. No resgate dos mineiros no Chile, houve
uma evidente corrente de solidariedade que permitiu manter o ânimo dos
que estavam soterrados, bem como acelerar o processo de salvamento. De todas
as partes houve colaboração. Quem tinha uma ideia, apresentou
sua contribuição. Surgiram novas amizades neste espírito
de cooperação. Na previsão inicial, eles só sairiam
no período natalino, portanto em dezembro; mas, o esforço coletivo
fez nascerem novas soluções que acelereram o fim de seus sofrimentos.
Penso que diante de situações difíceis, quando há
vontade, novas soluções surgem há medida que os esforços
avançam. Isto vale para qualquer situação. Mas, temos que
dar os primeiros passos a partir de nosso esforço, o resto Deus vai ajudando.
Como diz o livro sagrado; "À medida que caminhares, passo a passo,
Eu te abrirei os caminhos diante de ti". (Reflexão feita por Jose
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
11 Outubro 2010:
"Brincava a criança com um carro de bois. Sentiu-se brincando
e disse: eu sou dois!" (Fernando António Nogueira Pessoa,
escritor e poeta português, 1888-1935).
Em brincadeira de criança a lógica é a alegria.
À medida que "amadurecemos" nos tornamos escravos do "por
quê?", querendo assim fazer com que tudo se encaixe nesta "forma"
(modelo) elaborada a partir de nossas experiências de adultos. As crianças
em sua inocência brincam na gratuidade de sua imaginação,
isto é, sem se importarem se em suas brincadeiras há um sentido
lógico. E assim, em geral, tudo é alegria. Jesus nos alerta que
esta maneira de ser alegre, que confia na bondade do Pai, é a chave para
o Reino dos céus: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes
e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino
dos Céus; quem se faz pequeno como esta criança, esse é
o maior no Reino dos Céus" (Mt 18, 3-4). Deixe fluir a alegria de
seu coração e sinta-se acolhido pelo Pai do Céu. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
8 Outubro 2010:
"Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice, não
se faça, contudo, a minha vontade, mas a tua". (Evangelho
de Lucas, 22,42).
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo" (dito popular),
é a maneira usual de entender o poder de uma autoridade. Jesus viveu
a agonia que antecedeu sua prisão e morte em um confronto entre obedecer
ao que foi determinado pelo Pai, e o apelo de seu lado humano de evitar o sofrimento,
que Ele chamou de cálice. Obediência tem sua raiz em “ob+audire”,
que é ouvir com o coração. Ouve a quem tem o poder da autoridade,
isto é, quem antes se colocou a serviço e se fez alicerce em sua
doação, e de sua dedicação surge a força
de sua autoridade. O Pai é quem tem autoridade. Cristo obediente sofreu
fisicamente e, moralmente, sentiu o abandono ao percebeu que tudo estava consumado.
Mas desta aparente derrota, o Pai O ressuscita vitorioso. Ele é força
para tantos que padecem em suas dores, tanto físicas como morais. Aponta
para o Pai, que resgata no momento oportuno. A obediência é força
para quem tem fé. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
7 Outubro 2010:
"Se o cotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse-se
a si próprio de não ser muito poeta para extrair as suas riquezas"
(Rainer Maria Rilke, poeta de língua alemã, 1875 - 1926).
Os olhos limitam a visão do todo; para ver bem, é preciso
ter sensibilidade. A palavra, “cotidiano” traduz a ideia do que
acontece todos os dias, a rotina do dia a dia. Para muitos, este repetir de
afazeres é cansativo e vivem na angústia que logo termine este
período para se ocupar com outras coisas. Isto revela que ainda falta
descobrir no cotidiano sua dinâmica construtiva. É semelhante a
alguém que tem em sua posse um baú cheio de riquezas, mas por
desconhecer seu conteúdo, por nunca ter tido a curiosidade de abri-lo,
reclama do peso, utiliza como assento ou como escada, sempre que pode o deixa
de lado. A chave para abrir este baú está no coração
de cada um. Mas para merecê-la, a pessoa tem que abrir os olhos da sensibilidade.
Nas coisas mais banais de seu dia a dia, descobrir sua cadência, e nela,
uma sinfonia que se harmoniza com o entorno. Sons antes tidos como imperceptíveis
começam a se destacar e alegrar a alma. As pessoas parecem sorrir. Descobre
que nenhum dia é igual ao outro, pois cada um deles revela suas riquezas.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
6 Outubro 2010:
"Foge do vício e serás vitorioso" (Egídio
de Assis, místico medieval italiano, 1177-1262).
Fogo e gasolina separados são até inocentes, mas quando
se juntam geram explosões. A palavra vício vem do latim "vitium",
traduzindo, a idéia de falha ou defeito, decorrente de um ato repetitivo
que degenera a pessoa, dominando sua vontade. Ele age de maneira sorrateira,
pois em um primeiro momento se apresenta como algo inocente e sem maiores consequências,
mas uma vez instalado, assume o comando. Por isso é melhor evitar. Quando
o fogo está prestes a atingir um reservatório de combustível
altamente inflamável, a melhor saída é correr. Da mesma
forma, é melhor fugir (evitar o contato) de um vício do que tentar
dominá-lo. Ocupe sua mente com algo construtivo e proveitoso para que,
quando chegar o "vício" buscando um lugar, encontre a casa
cheia e tenha que ir embora. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
5 Outubro 2010:
"Quanto mais desejamos aperfeiçoar o empreendimento da vida
mais recorremos aos cursos para, na provocação de diferentes discursos,
retomarmos com mais fervor a linguagem da vida que nos está mais próxima:
o nosso diário" (Arcângelo R Buzzi, filósofo
e teólogo brasileiro, citado no livro "ITINERÁRIO, A clínica
do humano", Vozes, Petrópolis, 1977, p.5).
A rotina de nosso dia cria um hábito e dele nasce o vigor da vida.
O autor entende que "viver é devotar-se à vida no enredo
de uma língua, na trama de uma fala, no enfardamento de um palavreado",
e assim vamos escrevendo nosso diário. Quantas páginas já
escrevemos e quantas ainda nos restam? Algumas relemos com saudades, de outras
temos vergonha, outras até esquecemos. Todo dia escrevemos mais uma,
e fica registrado. Em cada página o dom da vida se manifesta e quando
acolhido, dá sentido a cada palavra ali escrita. Em cada dia, algo de
novo sempre acontece neste eterno aprendizado, para quem está atento.
"Capriche na letra" de seu diário para que no futuro tenhas
orgulho do que ali foi escrito em seu dia a dia. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
4 Outubro 2010:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é
o reino de Deus (Mt 5, 3). Muitos há que são zelosos na oração
e no culto divino, e praticam muito a abstinência e a mortificação
corporal. Mas, por causa de uma única palavra que lhes pareça
ferir o próprio eu ou de alguma coisa que se lhes tire, logo se mostram
escandalizados e perturbados. Estes não são pobres de espírito,
pois quem é deveras pobre de espírito odeia a si mesmo e amam
os que lhe batem a face" (São Francisco de Assis, místico
italiano, 1181-1226).
O amor solta as amarras que nos prende ao porto. Hoje o mundo comemora
a lembrança de um jovem místico italiano (São Francisco
de Assis) que mudou a mentalidade de uma época e abriu as portas do amor
a toda a natureza (inclusive o ser humano) como forma de louvor ao Criador de
todo o Universo (Deus). Dentre seus escritos, está o Cantico delle
Creature (Cântico das Criaturas) que revolucionou a maneira de ver
a natureza, e foi a primeira poesia em língua italiana (antes na região
a língua predominante era o latim). Mas, o seu maior legado foi o aprofundamento
da espiritualidade buscando no interior de cada indivíduo, a chave para
entender o Santo Evangelho. O trecho de seus escritos na citação
acima bem demonstra isso. Para tirarmos o maior proveito desse texto, temos
que nos transportar para a linguagem da época, e buscar entender as ampliações
retóricas de amor e ódio. Até hoje seus ensinamentos se
mostram atuais, pois quem de nós nunca ficou magoado por alguma ofensa
recebida, ou alguma palavra recebida de alguém muito próximo que
tocou no fundo de nossa alma? Ele nos mostra que em vez de revidar, entender
que isso só nos atingiu porque ainda falta em nós um pouco mais
de perfeição, nosso orgulho ainda está grande, temos que
nos livrar deste lastro (peso). E mais, é o próprio Deus que nos
dá uma oportunidade para melhorarmos. Livres de todos estes "pesos",
nossa alma desliza suave, pois está leve e livre para amar. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Outubro 2010:
"Cumprindo vosso dever fareis obras de deuses" (Pierre
Corneille, poeta e dramaturgo francês, 1606-1684).
O herói é forjado no calor do dia a dia. Muitos ficam esperando
uma oportunidade para serem heróis, imaginando que algo pode acontecer
e sua intervenção vai lhe dar a glória e o reconhecimento
de todos. No entanto, os verdadeiros heróis são os que cumprem
seus deveres no lar, na comunidade, na cidade, no país, enfim, onde sua
presença faz a diferença. Muitas vezes anônimos, seguem
silenciosos dando ao mundo um serviço bem feito, que para muitos seria
considerado uma obra de deuses. Por estarem acostumados a "cumprir seu
dever", em momentos difíceis são os primeiros a responder
com sua ação determinante para uma solução duradoura.
Como homens livres, seguem mais a voz de sua consciência do que os alaridos
da mídia querendo influenciar suas decisões. Estamos diante de
um momento difícil onde sua participação fará muita
diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
30 Setembro 2010:
"Há ainda uma verdade, cujo conhecimento me parece útil:
é que, embora cada um de nós seja uma pessoa, separada das outras,
cujos interesses são de alguma maneira distintos do resto do mundo, deve-se
sempre pensar que não seria possível subsistir sozinho, e que
a gente é realmente uma parte do universo e, mais particularmente, parte
da terra, parte do Estado, da sociedade, da família à qual se
está unido pela moradia, pelo juramento de fidelidade, pelo nascimento.
E é preciso sempre preferir os interesses do todo, do qual se é
parte, àqueles particulares" (Carta a Elisabeth, 15/11/1645)(René
Descartes, filósofo, físico e matemático francês.
1596-1650).
Temos muito que aprender com a natureza. Ao observar a harmonia do macrocosmo
e do microcosmo, sentimos como o ser humano ainda "gatinha" para entender
que cada ação do indivíduo atinge todo o grupo. Insistimos
em que a nossa comodidade prevaleça sobre os demais, e com isso atingimos
nosso semelhante. Assim como em uma colméia cada abelha cumpre o seu
papel para que o conjunto seja harmônico e com isso todos se beneficiam,
também na sociedade dos homens, cada um deve exercer sua função
para o bem de todos. Quando um trabalho deixa de ser feito, outro o faz em seu
lugar e acaba sobrecarregando alguns, o que provoca desequilíbrio. As
formigas conseguem transpor obstáculos maiores que seu tamanho trabalhando
em equipe. Poderíamos aprender com elas e ajudar nosso semelhante primeiramente
fazendo bem feito o que devemos fazer. Talvez tenha um pouco disso na oração
de Jesus quando diz; "Que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás
em mim e eu em Ti" (Jo 17, 21). (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
29 Setembro 2010:
"Só o que está morto não muda! Repito por
pura alegria de viver: A salvação é pelo risco, sem o qual
a vida não vale à pena!" (Haia Lispector (Clarice
Lispector) escritora brasileira nascida na Ucrânia, 1920-1977).
Quando o coração está motivado, as portas se abrem.
Só quem está vivo e motivado é capaz de mudar. Moisés
era gago e se sentia incapaz de liderar o povo, mas como ele estava vivo, Deus
o desafiou a esta mudança, e com ele o povo saiu do Egito. Inácio
de Loyola era militar e nem ligava muito para o aspecto religioso da vida, mas
como estava vivo, através do leito de um hospital, Deus o levou a uma
mudança, foi o fundador dos Jesuítas, levando a fé a outros
povos. Francisco de Assis, era um jovem alegre, viveu as emoções
da juventude, esteve em guerra, mas como estava vivo, pelo confronto da “miséria”
de uma prisão, começa uma transformação interior
que abriu para o mundo uma nova maneira de sentir a presença de Deus
através do amor a toda a criatura. Pedro, apóstolo líder,
diante do confronto, nega Cristo três vezes, mas como ele estava vivo,
se arrependeu e pela força do Espírito, lança as bases
do Cristianismo. São exemplos de mudança. Ela pode acontecer tanto
para o bem como para o mal. Mas quando a alegria é que impulsiona, geralmente
será para o bem. Muitos são chamados, mas poucos respondem, pois
o comodismo de ficar em seu canto dá uma sensação de segurança.
Com isso nada é feito. O mundo ganha impulso em suas descobertas quando
pessoas corajosas aceitam o desafio e se lançam na busca de novos caminhos.
Com isso suas vidas ganham sentido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
28 Setembro 2010:
"Poderás chegar a qualquer lugar, desde que tu caminhes
o suficiente" (Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll), sacerdote
anglicano, lógico, matemático, fotógrafo e escritor britânico,
autor de “Alice no País das Maravilhas”. 1832-1898).
Para tudo o que é mensurável, é necessário
estabelecer parâmetros. Em uma corrida, primeiro se estabelece o ponto
de partida e o local de chegada. Em uma escalada, determina-se o ponto a ser
alcançado, que pode coincidir com o topo de um monte. Em uma viagem,
determina-se onde se pretende chegar, só assim poderemos saber se já
chegamos. Para que nossos planos se realizam, primeiro temos que saber o que
queremos; depois, reunir as condições necessárias, para
então dar início em nosso projeto. No decorrer da execução,
ir mensurando para sentir se com o que temos poderemos concluir nosso empreendimento
no prazo estabelecido. Só o fato de ter começado já abre
portas para sua conclusão. Assim como em uma corrida só ganharemos
ao cruzar a "linha de chegada", assim também só poderemos
considerar que terminamos um projeto quando os objetivos forem alcançados.
Muitos desistem diante das primeiras dificuldades; por isso, muitos projetos
são abandonados. As dificuldades fazem parte de toda obra, pois sem elas
muitos detalhes poderiam ser esquecidos. Ficar esperando que as coisas aconteçam
por acaso é sinal de que falta planejamento. Dê um pouco mais de
si nos momentos difíceis para evitar se arrepender mais tarde por não
ter conseguido. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
27 Setembro 2010:
“São preferíveis as feridas que te faz aquele que
te ama do que os beijos que te dá quem te odeia” (Salomão,
rei de Israel, 970-931 a.C.).
Só com amor é que se educa. Educar é como conduzir
um navio por um leito tortuoso, é necessário apontar a direção
certa, mas até dominar a arte do “timoneiro”, ir corrigindo
os desvios, para evitar que saia da rota ou se fira nas rochas. É preciso
amor para “ferir” (com uma correção) sem machucar.
São poucos os que te amam a ponto de te corrigir. Muitos preferem que
você se divirta e aproveite seu tempo com algo inútil, pois aprender
a conduzir o navio de sua vida demora muito. Cobrir-te-ão de beijos para
inebriar-te de ilusões, mas isso não é sinal de amor e
sim de ódio. Aprenda a ouvir a correção de Deus, pois como
diz o livro sagrado; “repreendo e castigo a todos que amo” (Ap 3,
19). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Setembro 2010:
“No coração de cada inverno vive uma vibrante primavera,
e atrás de cada noite, vive um sorridente amanhecer” (Gibran
Khalil Gibran, romancista, ensaísta e poeta libanês, 1883-1931).
A esperança impulsiona o caminhar. A natureza em seu dinamismo
altera as estações, o dia com a noite, o frio e o calor, atividades
e descanso, ciclos de fertilidade e assim por diante, pois em cada uma há
uma força interior que prepara o passo seguinte. “Queimar”
uma destas etapas prejudica a que vem depois. É sinal de sabedoria saber
enxergar nos dias frios do inverno a latente primavera que amadurece lentamente
esperando o momento propício para despertar e alegrar o mundo com sua
beleza, da mesma forma, sentir na escuridão noturna um grandioso dia
que irá alvorecer. Assim, quando em algum momento você sentir que
tudo parece dar errado, lembre-se que você deve aprender com o errado
para fazer o certo, e que esta fase é a preparação de outra
grandiosa. Também, se tudo parecer bom demais, tenha atenção
que nova fase pode estar surgindo. Saiba aproveitar as fases da vida e agradeça
a Deus por existir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
23 Setembro 2010:
"Acreditar que um inimigo fraco não possa nos prejudicar,
equivale a acreditar que uma fagulha não pode incendiar a floresta"
(Muslin-ud-Din Saadi, poeta persa, 1184-1291).
Uma pequena centelha pode gerar uma grande explosão. Por inimigo
normalmente entendemos alguém que está contra nós e quer
nos prejudicar de toda a forma. Inimigo fraco é aquele que tem pouca
força ou está sem condições de reagir. O poeta pede
nossa atenção para situações semelhantes, pois delas
podem surgir grandes derrotas. Mas, nem sempre este inimigo é uma pessoa,
pode ser que ele já esteja dentro de nós na forma de um vício,
de um apego, de uma tendência, enfim, situações que criamos
mesmo sem querer e que agora nos conduzem “acorrentados” por suas
veredas. Quando começou, achamos que seríamos fortes, que aquilo
jamais nos derrotaria, estávamos no comando, tínhamos confiança
em nossa capacidade. Assim como uma pequena gota de água pode gerar um
ponto de ferrugem e danificar uma grande e forte chapa de ferro, assim um inocente
descuido pode prejudicar todo um plano. Esses pequenos inimigos fracos e muitas
vezes invisíveis são responsáveis pelo prejuízo
de muitas pessoas. Se formos atingidos, fingir que nada aconteceu ou negar sua
existência é pior; devemos encarar nossa fraqueza, com coragem
sanar a ferida e restabelecer nossa "saúde". Devemos ter confiança
em Deus que está disposto a nos resgatar de nossas fraquezas tendo em
mente as palavras de São Paulo aos Romanos (Rm 8, 31): "Se Deus
é por nós nada será contra nós". (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Setembro 2010:
“Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é
simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!” (Carlos
Drummond de Andrade, cronista, tradutor e poeta brasileiro, 1902 – 1987).
Toda vez que “apostamos”, estamos de certa forma nos iludindo.
Ilusão em óptica é a confusão que fazemos ao interpretar
o que vemos; na vida é esperar mais do que nos pode oferecer a realidade.
Com isso podemos sofrer quando percebemos que a ilusão predominou sobre
a razão. Como diz o mesmo poeta, “a dor é inevitável,
o sofrimento é opcional”, ou seja, podemos até nos magoar
naquele momento, mas devemos evitar que crie raízes e nos mantenha toda
vida de “cabeça baixa” por algo que já passou ou nem
aconteceu. Viver apegado a ilusões do passado é equivalente aos
animais que vivem em confinamento; o mundo deles é restrito, vivem para
comer e engordar, enquanto as paragens onde poderiam exercer sua liberdade (e
seu amor) continuam vazias. Ter a coragem de romper as amarras da alma e agradecer
por tudo de bom que acontece a cada instante de nossa vida, e que muitas vezes
nem percebemos, é um ato de liberdade. A chave deste “cadeado”
é a alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
21 Setembro 2010:
“A impunidade é segura, quando a cumplicidade é
geral” (Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês
de Maricá, escritor, filósofo e político brasileiro, 1773
- 1848).
Todas as armadilhas que funcionam, oferecem “mimos” a suas
presas antes de apanhá-las. Sabe-se que o faturamento anual do comércio
de drogas está próximo a U$ 500 bilhões, superando o comércio
de petróleo e perdendo apenas para a indústria das armas; o que
demonstra que tudo isso é movimentado por investidores qualificados e
de grande porte que, para garantir seus lucros e assegurar sua “indústria”,
têm a seu dispor uma rede de cúmplices. Como um efeito dominó,
esse comércio desencadeia a desestabilização da segurança
urbana e cada vez mais da segurança rural, para alimentar com recursos
financeiros seus dependentes de vício. As identidades dos que realmente
dirigem e gerenciam este comércio jamais são reveladas. Dado ao
grande volume de dinheiro em jogo, estes certamente aplicam recursos em campanhas
políticas para que seus cúmplices ocupem postos no governo e garantam
assim sua impunidade. Por isso é importante tentar descobrir a quem interessa
que tal candidato assuma determinado posto, pois independente do que ele diz,
é importante saber o que ele faz. (Reflexão feita por José
Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Setembro 2010:
“A alegria é a pedra filosofal que transforma tudo em ouro”
(Benjamin Franklin, cientista e estadista americano, 1706-1790).
O sorriso abre portas. Baseados em uma lenda, muitos alquimistas (equivalente
a químicos), procuravam uma substância mística (pedra filosofal)
com três objetivos: primeiro, ter a capacidade de transformar metais inferiores
em ouro; segundo, obter o elixir da longa vida; e o terceiro era produzir vida
humana artificial (homúnculos. Ou seja, a pedra filosofal era a chave
dos problemas do cotidiano (financeiro, saúde, “robótica”).
O autor “afirma” que essa pedra existe e ela é a alegria.
Ela é a chave que abre todas as portas. Alegria é um estado de
espírito com o qual o ser humano tem a capacidade de se admirar com tudo,
extraindo sempre algo positivo. O ser “alegre” se encanta com a
beleza e a harmonia de tudo e jamais se irrita, pois vê no acontecimento
negativo uma oportunidade de melhoria e um desafio, a superação.
Por isso mesmo é paciente e cortês. Para cultivar o espírito
da alegria e necessário vencer a si mesmo todos os dias e desde bem cedo
começar o dia irradiando amor. Comece com sorriso o dia de hoje! (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
17 Setembro 2010:
“Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com
a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota.”
(Mario Benedetti, poeta escritor e ensaísta uruguaio, 1920-2009).
Deus ajuda quem se arrisca a fazer certo. À medida que vamos tomando
consciência de nosso existir, vão nascendo desafios na mesma proporção
de nosso crescimento; e com eles temos que tomar decisões. Aprendemos
que quanto mais adiamos o que temos que decidir, mais se acumulam tarefas a
serem concluídas. O que jogamos fora neste campo cria raízes e
cresce com o tempo. Mesmo correndo o risco de errar, temos que agir, porque
ficar inerte é muito pior. Os erros são excelentes mestres quando
aprendemos deles extrair lições ali veladas. Aprendemos também
que tudo tem sua base em nosso interior; e quanto mais nele investimos, mais
claramente conseguimos entender tudo que nos rodeia, e em situações
difíceis, ver as saídas. Temos que ser como as crianças
que apostam na alegria, caem e se machucam, mas querem continuar brincando,
porque as vibrações da brincadeira fazem superar obstáculos.
Em um coração alegre só há lugar para o amor, a
justiça e a solidariedade; nele nem as derrotas deprimem, pois sua força
interior fará delas degraus para chegar mais alto. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
16 Setembro 2010:
“Quando os ricos fazem guerra, são os pobres que morrem.”
(Jean Paul Sartre, filósofo, romancista, dramaturgo e político
francês, 1905-1980).
Na guerra de bastidores, as trincheiras são humanas. Por “ricos”
normalmente entendemos que são aqueles que têm recursos materiais
disponíveis para comprarem o que bem entenderem; mesmo que seja a consciência
de outros. A palavra “guerra” lembra uma situação
extrema de um litígio entre grupos onde se recorre às armas por
falta de diálogo. Nesses conflitos, as maiores baixas acontecem nas linhas
de frente, ou seja, entre os que de fato lutam. Existem outros conflitos que
se comportam como uma guerra, a luta pela sobrevivência, a falta de oportunidades
etc. Mas, há também outra guerra, a de interesses, que acontece
nos bastidores dos escritórios políticos, por trás de acordos
comerciais, nas disputas por cargos nas empresas etc; e ela destrói a
“esperança”. Nesse caso, os ricos são os que têm
melhor rede de relacionamento entre os que decidem; e nessa troca de favores
prevalece a vontade deles. Os pobres são os que, por mais competentes
que sejam em suas funções, não têm acesso para se
fazerem ouvir, e por isso mesmo são úteis apenas enquanto satisfazem
os interesses e logo “são defenestrados”. Como tudo isso
pertence a um mundo velado (coberto por um véu), dificilmente algo vem
à tona (à superfície, ao conhecimento público) e
assim, como a maioria nem toma conhecimento, tudo continua como está.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
15 Setembro 2010:
“O professor que tenta ensinar sem inspirar no aluno o
desejo de aprender está tentando forjar (moldar) em ferro frio”
(Horace Mann, educador americano defensor do ensino público, 1796-1859).
Ensinar é mais que uma arte; é amor ao “ser” que desperta
seu “saber”. Quem nunca decorou a “tabuada” sem se preocupar
que grandeza aquela expressão traduzia naqueles números? Assim
muitos perdem uma grande chance de abrir sua mente para uma forma abstrata de
raciocínio, mas que tem sua base na experiência do cotidiano. Conhecimento
se desperta aguçando a curiosidade e ensinando a manusear as “ferramentas
do saber”, desta forma estamos “aquecendo o ferro antes de forjá-lo”
(na expressão do autor). Investir em educação é
valorizar o professor que ama o que faz, é propiciar material didático
de qualidade, é criar ambiente propício, mas é, acima de
tudo, amar quem está disposto a aprender. A educação é
o alicerce de um futuro promissor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
14 Setembro 2010:
“Oh, se algum poder nos tivesse dado o dom de vermos a nós
mesmos como os outros nos veem! Isso nos teria salvado de muitos erros e de
muitas ideias tolas!” (Robert Burns, poeta escocês, 1759-1796).
Um olhar crítico sobre nossas atitudes, evita grandes embaraços.
Uma imagem criada para explicar nosso modo usual de ver os outros é a
de que cada pessoa possui dois balaios (cestos trançados) um à
frente e outro atrás. No que fica à nossa frente estão
nossas qualidades e o que fica atrás estão os nossos defeitos.
Desta forma temos mais facilidade em observar os defeitos dos outros e as nossas
qualidades do que o contrário. Sábio é quem consegue inverter
estes balaios, ficando com o dos defeitos à frente (para melhor corrigi-los)
e das qualidades atrás (para evitar a vanglória). Quando reconhecemos
nossas falhas e as qualidades de alguém, estamos em um processo de sua
melhoria contínua. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
13 Setembro 2010:
“Comporta-te com teu inferior como gostarias que o teu superior
se comportasse contigo” (Sêneca, filósofo latino,
4 a.C. – 65 d.C.).
Quem semeia bondade fica com o “aroma” de “amor”
em suas mãos. Assim como os dedos da mesma mão têm suas
diferenças, assim as pessoas de um mesmo grupo social também têm
suas características que as diferenciam uma das outras, formando um conjunto
maravilhoso quando suas individualidades são respeitadas. Dependendo
da objetividade do grupo, enquanto alguns lideram; outros executam, para com
isso facilitar o desempenho. É gratificante para o subordinado quando
recebe suas instruções com carinho, destacando a importância
de seu trabalho para o objetivo do conjunto. De forma semelhante, este por sua
vez fará o mesmo com seu colega, amigo ou familiar. Com atitudes simples
podemos semear amor e compreensão em qualquer grupo, mesmo que no início
seja um pouco difícil, mas com o tempo o “clima” muda e todos
notam a diferença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Setembro 2010:
“Quando a dor é insuportável, nos destrói;
se não nos destruir, é que é suportável”
(Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustus, “Marco Aurélio”
Imperador romano, 121-180).
Quando o querer é forte, somos capazes de resistir à dor.
A dor é uma reação de nosso organismo a uma “agressão”
real ou potencial. Há dores de diferentes origens. Conforme somos “formados”
(constituídos e educados), reagimos de modo diferente à dor. Alguns
só de pensarem na possibilidade de sentirem dor, já reagem negativamente;
outros conseguem dominar e até superar. O fato é que, quanto mais
nos entregamos diante da dor, mais ela nos domina. Para um “guerreiro”
como o Imperador Marco Aurélio, para ser um bom soldado ele deve aprender
a vencer a dor e “continuar de pé” em sua luta. Com isso,
seus combatentes só caiam quando “mortos”, pois os feridos
continuavam lutando. Esta experiência nos ensina a sermos mais fortes
diante da dor, buscando a causa para superá-la, e evitando as fraquezas
do desânimo e do desespero diante de dores suportáveis. Ela também
nos ajuda a superar as dificuldades e contratempos com a mesma tenacidade. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Setembro 2010:
“A inveja é mil vezes mais terrível que a fome,
porque é fome espiritual” (Miguel de Unamuno, filósofo
e escritor espanhol, 1864-1936).
O invejoso sofre com o bem alheio. O autor compara inveja com a fome
devido à semelhança de suas consequências. Um organismo
quando sente que começa a faltar as substâncias necessárias
à sua sobrevivência ele reage com a sensação de fome,
para que algo seja feito o quanto antes. À medida que ela aumenta, na
mesma proporção vai aumentando o desespero até que ela
seja saciada. Um indivíduo que por alguma razão começa
a se incomodar com o “sucesso” de outro, e reage com agressividade
(mesmo que evite demonstrar), é sinal de que foi atingido pelo “vírus”
da inveja. À medida que ela aumenta, ele vai perdendo o controle de si
e fará de tudo para prejudicar ou tentar frear este “sucesso”.
Inconscientemente ele transfere ao outro as causas de seu “fracasso”.
Por ser de foro íntimo e de origem “espiritual” (oposto a
material), só o indivíduo pode reverter este quadro, procurando
abrir sua visão para outros exemplos de superação e sentido
que também poderá superar obstáculos se tiver empenho.
Se puder contar com a ajuda de um bom amigo, será mais fácil.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
8 Setembro 2010:
“Poder-se-á mudar a estrutura política ou o sistema
social, mas sem a mudança no coração e na consciência,
a ordem social justa e estável não será alcançada”
(Karol José Wojtila; Papa João Paulo II, artista, operário,
esportista, filósofo e teólogo polonês, 1920-2005).
Onde todos cedem, todos ganham. O sonho de quase todos os povos é
alcançar uma paz duradoura tendo como base uma ordem social justa e estável.
Como em todo equilíbrio, é fundamental que se respeite o lugar
de cada um nesta estrutura; caso contrário, tudo se desmorona, ou seja,
como numa balança o equilíbrio deve acontecer tendo peso equivalente
os dois lados. Para isso, todos os envolvidos devem querer isso de todo o coração,
isto é, ninguém pode levar vantagem sobre o outro para evitar
o desequilíbrio. Só será possível esta ordem quando
houver uma consciência coletiva de que a valorização de
si (com todos os seus dons e atributos) tem início no amor e respeito
ao próximo (com todos os seus valores). Para isso deve existir no coração
de cada indivíduo um querer muito forte capaz de gerar esta transformação
social. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
3 Setembro 2010:
“Ali onde o cargo (político) é condicionado e disputado
(com afinco) não pode haver bom governo e nem reinará a concórdia”
(Platão, filósofo grego, 427-347 a.C.).
Nas cidades gregas (pólis), ser político era uma vocação
de serviço à comunidade. Antes de tudo, era o interesse comum
e o que importava era o bem futuro da “Pólis” . Se faltassem
com este ideal, eram severamente cobrados. Até hoje, em muitos países
existe esta mesma preocupação e para demonstrar isso, eles abrem
mão de privilégios e regalias. Mas, onde ser político é
sinônimo de “se dar bem”, mesmo que para isso tenham que abrir
certas exceções, estes ideais ficam comprometidos. Jesus nos ensinou
que se quisermos conhecer se a árvore é boa, devemos olhar seus
frutos (Mt 7, 16-20). Por isso, antes de ficarmos impressionados com promessas
políticas, devemos analisar o que esta pessoa já fez (seus frutos);
com quem se aliou para disputar o cargo, a quem deverá retribuir a ajuda
de campanha e etc. Isto tudo é mais importante do que a pessoa diz. Se
sonharmos com paz em nossa nação, devemos eleger um bom governo
(ou o melhor dentre os que se apresentam). (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Setembro 2010:
“A liberdade é, na filosofia, a razão; na arte,
a inspiração; e na política, um direito”
(Victor Marie Hugo, escritor e poeta francês, 1802 – 1885.
Liberdade está em ser o que é. A palavra “liberdade”
vem do latim (libertas) traduzindo o conceito da “autogestão”
do indivíduo. Por ela ser um conceito, é vista e analisada por
diferentes prismas. Mas, em todos eles, é mais uma conquista do que um
direito natural. À medida que o indivíduo vai se conhecendo, buscando
a partir de si a relação com tudo que o cerca, sente que o seu
comportamento influencia o meio onde vive e este limita sua liberdade. A maior
liberdade está em poder estar inserido em qualquer ambiente e nele sentir-se
livre, isto é, ter dentro de si a capacidade de “ser” sem
que o “meio” possa tolhê-lo, pois a liberdade está
em seu “coração”. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Setembro 2010:
“A política é um ato de equilíbrio entre
as pessoas que querem entrar e os que não querem sair”
(Benigne Jacques Bossuet, filósofo, teólogo e escritor francês,
1627 – 1704).
Enquanto o povo passivo assiste o horário eleitoral gratuito,
os políticos “tiram a sorte” na divisão de futuros
cargos. Fico impressionado como alguém consegue acreditar em tudo o que
é dito no programa eleitoral gratuito, pois em suas locuções,
os candidatos prometem coisas que extrapolam as funções do cargo
pretendido. Isto porque, “vale de tudo” para ganhar as eleições
e, uma vez em seus cargos, farão de tudo para lá permanecerem.
Como já é uma regra do submundo da política; em suas alianças,
ninguém sabe, ninguém fala e ninguém viu “nada de
errado”, pois seus interesses estão em primeiro plano. É
como o jogo das cadeiras, só podem brincar os selecionados, e os mais
espertos quando saem de uma cadeira já conseguem outra para sentar. Desta
forma nada muda, pois se mudar acaba a brincadeira e passa a ser “coisa
de adulto”. O povo pensa que com seu voto poderá mudar; mas, é
apenas uma ilusão, pois só sai candidato quem de alguma forma
aceitou e se comprometeu com as “regras” deste submundo; logo, quem
for capaz de mudar será impedido de disputar. E assim tudo continua como
era antes, neste eterno “jogo” de equilíbrio e de interesses.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
31 Agosto 2010:
“Se de verdade vale a pena fazer algo, vale a pena fazê-lo
a todo custo” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico,
1874-1936).
Quem quer ser certeiro nas ações e evitar desgastes desnecessários
nos empreendimentos da vida, precisa perguntar sempre de novo se aquilo que
deseja realizar vale à pena. Valer à pena é o mesmo que
dizer que algo vale todo o nosso esforço, toda a nossa dedicação
e sacrifício ao longo dos nossos anos nesse mundo. Somente o que vale
a pena merece os empenhos de nosso coração, corpo e alma. Tudo
o que vale a pena pede um pouco mais de nosso tempo e exige um preço
alto a pagar para ser alcançado. Esse preço alto é o custo
da nossa entrega; daí dizermos que para alcançarmos o que vale
a pena devemos nos esforçar bastante, fazendo tudo o que é necessário,
possível e importante para ver acontecer. Em outras palavras, quem está
disposto a trabalhar pelo que vale a pena, põe-se naquela generosidade
de tal doação que diz a todo o momento: custe o que custar vou
deixar e fazer acontecer. É assim que tudo o que nos custa alguma coisa
acaba valendo à pena. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
30 Agosto 2010:
“Sapere aude! Tenhas coragem de servir-te de tua própria
inteligência” (Immanuel Kant, filósofo alemão,
1724 – 1804).
Seja diferente, pense! A expressão latina “sapere aude”
significa, “ouse saber” ou “atreva-se saber”. Para isso,
lançamos mão de uma ferramenta que pertence a cada um de nós
que é a “inteligência”. A palavra inteligência,
cuja origem está no latim “interlligere” vem da
fusão duas palavras; “intus”, dentro, e “legere”,
ler, conhecer, ou seja, o inteligente é capaz de ler a partir de dentro.
Repetir o que os outros falam é tarefa para gravador ou “papagaio”;
a pessoa inteligente “pensa”, raciocina, questiona, duvida. Sócrates
dizia que a tarefa do educador é despertar no educando a capacidade de
pensar, e fazia isso através de perguntas pertinentes. Somos todos eternos
aprendizes, logo devemos estar sempre nos perguntando os “porquês”
das coisas para melhor entendermos. E mais; devemos desconfiar de tudo que vem
“embrulhado” e “pronto”, ou seja, busque as origens
das informações antes de dar crédito a elas. Nem tudo o
que é dito na mídia (jornal, rádio, televisão etc.)
é verdadeiro; portanto, não serve como parâmetro de verdade.
Hoje os maiores recursos financeiros vão para mídia por sua capacidade
de formar opinião, isto porque, a maioria da população
recusa-se a usar sua inteligência e preferem o comodismo de obter as informações
já prontas para serem “digeridas” do que usar seu tempo para
pesquisar a veracidade das mesmas. Com isso caminham como “gado ao abatedouro”
guiados pelos “berrantes” dos mais astutos. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Agosto 2010:
“Faz com que teus familiares te reverenciem mais que te temam,
pois o amor segue a reverência, mas o temor segue o ódio”
(Demóstenes, filósofo e político ateniense, 384 322 a.C.)
O verdadeiro líder começa em casa. Em todo grupo social,
naturalmente haverá sempre alguém que lidere, seja na família,
no trabalho, no esporte, no lazer etc. Isto pode acontecer de forma natural,
como é o caso do chefe da “família” (ou tribo); por
“decreto” no caso de empresas (ou política ou órgãos
públicos), quando alguém é indicado para o cargo; ou pode
ser uma liderança por “vocação”, como é
o caso de alguns líderes nos esportes, em aventuras ou conquistas etc.
Líderes de grupos radicais (ou oriundos deles) impõem sua liderança
pelo terror, gerando pavor e ódio nas pessoas; estes “articulam”
para se perpetuarem na liderança, neutralizando ou eliminando seus adversários.
Ghandi liderou pela “não violência”, Madre Teresa liderou
pelo amor a Deus servindo os mais necessitados. São Francisco lideirou
pelo amor a Deus manifestado em todas as suas criaturas; são alguns exemplos
onde o amor se destacou perante o ódio. Esses foram reverenciados por
sua ação para o bem de toda a humanidade. O mundo já está
saturado de ódio. Vivemos com medo de tudo e de todos. Somos convidados
a liderar uma transformação pelo amor, começando em casa,
no trabalho, no lazer, onde estivermos. Esperar que outro comece é de
certa forma uma covardia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Agosto 2010:
“Uma desculpa é pior e mais terrível que uma mentira,
pois uma desculpa é uma mentira precavida” (Karol José
Wojtila, “Papa João Paulo II”, atleta, operário, ator,
filósofo, teólogo, de origem polonesa, tornou-se o 265º Papa,
1920-2005).
‘Mais vale a lágrima que a verdade faz cair, do que o sorriso que
a mentira faz nascer’ (dito popular). No dicionário, a palavra
“desculpa” significa: escusa, pretexto, perdão de culpa ou
ofensa, alegação atenuante etc. Raramente encontramos alguém
que assume suas falhas, sempre há uma desculpa para justificar o erro.
Há vários níveis de desculpas, desde as simples (por falta
de atenção) até as articuladas e pensadas (precavidas)
geradas para convencer, desviando o foco da “investigação”
para outro ponto. Aí ela se torna perigosa, pois induz ao erro de julgamento,
impedindo de se chegar à “verdade” para que se possa corrigir
e evitar erros semelhantes no futuro. Como poeira que se acumula com o tempo,
assim é a desculpa, isto é, quem se acostuma a se desculpar por
qualquer motivo, encontra nesta prática uma forma de fugir da responsabilidade
de evitar o erro; com o tempo se torna um hábito que se acumula como
pó, escondendo a verdade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Agosto 2010:
“Deve-se corrigir o erro, porém recuperar os que estão
errados” (Aurélio Agostinho, “Santo Agostinho de
Hipona (hoje Tagaste na Argélia), filósofo, teólogo, bispo
e doutor da Igreja, 254-439).
A suavidade do “amor” é capaz de romper “muralhas”.
Talvez influenciados por filmes de ação, nossa tendência
diante de erros é a eliminação radical de tudo, ou seja,
erradicar os erros e eliminar os seus autores. Mas, o pensamento cristão
é bem diferente, ou seja, devemos corrigir o erro, mas recuperar os que
agem de maneira errada ou equivocada. É uma tarefa desafiadora, principalmente
se quem persiste em continuar no erro acha que está certo, vê seus
amigos agirem de modo semelhante, e se sente valorizado quando é elogiado
por seus desvios de conduta. Reagir no mesmo nível é lutar no
campo adversário, levamos desvantagem, ou seja, responder grito com grito,
agressão com agressão é perda de tempo. Muitas vezes, contamos
apenas com o “amor” para derrubar “muralhas”; mas, foi
apenas com o toque de trombeta que Josué derrubou as muralhas de Jericó,
isto é, quando temos Deus do nosso lado somos “maioria absoluta”.
Nossa força está no “amor” e é com ele que
livraremos das garras do erro nossos “irmãos” que se desviaram
do caminho. Jesus Cristo condenou o pecado; mas, Ele não condenou a pecadora.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Agosto 2010:
“Bebe porque está feliz, mas
nunca por se sentir um desgraçado” (Gilbert Keith Chesterton,
escritor britânico, 1874-1936).
Quando necessitamos buscar fora de nós algo que nos auxilie a
expressar nossos sentimentos, é porque temos um vazio enorme dentro de
nós. Certamente já nos deparamos com diversas afirmações
e desculpas acerca da bebida e dos bebedores. Alguns dizem que bebem para esquecer.
Esquecer os problemas, os males e tudo que os aflige. Quem já não
se deparou com homens e mulheres que em nome de uma repentina conversão
religiosa, proclamam que deixaram de beber como forma de assumir um ar de superioridade
moral sobre os demais? Nos meios de comunicação ouvimos a falsa
modéstia dos que pedem para se beber com moderação como
uma forma sutil e enganadora de incentivo ao hábito de beber. O que dizer
daqueles que fazem da bebida seu alimento básico do dia-a-dia? Por outro
lado, existem aqueles que dizem beber para celebrar um encontro, uma amizade,
um motivo importante etc. Há ainda os que bebem porque querem “extravasar
sua felicidade”. As razões para promover o uso da bebida ou para
se beber; são diversificadas. Desculpas e álibis para defender
ou condenar a bebida e seus bebedores divide as opiniões, os grupos e
as pessoas dentro da sociedade. Independente dos motivos que formam partidos
entre os que exaltam e os que amaldiçoam a bebida e os bebedores. O que
importa de fato é que ninguém tem o direito de desgraçar
a própria vida e nem a dos demais pelo uso da bebida. Beber para desgraçar
a própria vida ou tornar-se um desgraçado por causa da bebida
é o modo mais simples de cometer suicídio pessoal e coletivo.
Pessoal, porque voluntariamente ele escolhe morrer os poucos. Coletivo, porque
se mata involuntariamente os que fazem parte do convívio daquele que
bebe (quantas famílias destruídas por causa da bebida e seus usuários).
Beber jamais pode ser o ponto de partida para qualquer ação de
nossa vida. Quando muito pode ser apenas o ponto de chegada para expressar e
celebrar a alegria interior e os bons encontros entre pessoas. Mais do que isso
representa apenas um atentado contra a vida e uma ameaça fatal para o
bem da família, de qualquer grupo humano ou para sociedade em geral.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Agosto 2010:
“Em cada amanhecer existe um poema de esperança vivo, e
ao deitarmos pensamos que logo amanhecerá” (Noel Clarasó,
escritor espanhol, 1905-1985).
Em um coração sensível, tudo é maravilhoso.
Quem já teve a oportunidade de se deixar tocar pela beleza e encantamento
que existe na alvorada sabe que cada segundo é único. À
medida que o sol vai surgindo no horizonte, o que se escondia nas penumbras,
se revela por seu brilho e tudo se descortina em suas formas. O frio da noite
dá lugar ao seu calor que lentamente aquece a terra. Os pássaros
saem em busca de alimentos. Quem esteve em vigília na noite se recolhe
para descansar. As crianças se preparam para ir à escola. Trabalhadores
em diversos setores saem para mais um dia de trabalho. São encontros
de colegas e amigos, são tarefas a serem realizadas. Todos os nossos
sentidos são tocados nesta maravilha que é o amanhecer. Ao fim
do dia, se dirigindo ao merecido descanso, a lembrança do início
da manhã faz o coração vibrar de alegria para descobrir
as novidades de um próximo amanhecer. Para perceber esta beleza é
necessário abrir os olhos do coração para contemplar o
Criador em todas as suas maravilhas. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Agosto 2010:
“Envelhecer é como escalar uma montanha; enquanto se sobe
as forças diminuem, mas o olhar é livre e a visão mais
ampla e serena” (Ingmar Bergman, cineasta sueco, 1918 - 2007).
Não espere o amanhã para abrir os olhos da sabedoria em
sua vida. Vivemos em um mundo onde se valoriza apenas a aparência em detrimento
do ser. Em função disso, muitas pessoas se apavoram quando percebem
que as marcas do tempo dão sinais de sua presença. Nesse momento
alguns apelam para as cirurgias plásticas, outros para as “maquiagens
e pinturas”, revitalizando o visual, e alguns simplesmente mudam o seu
foco e apreciam o que a vida tem a nos ensinar de sabedoria. Neste momento percebe-se
que muito tempo foi perdido com futilidades deixando muitos “tesouros”
passarem despercebidos. Valorize o precioso dom do tempo evitando desperdiçá-lo
com “bobagens” que nada acrescentam à sua vida, ao contrário,
apenas a diminuem, e empregue o seu tempo em algo “útil”
a você e a sociedade na qual você está inserido, e assim
você estará construíndo alicerces “eternos”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Agosto 2010:
“Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você”. (Autor desconhecido,
trecho da poesia “Aprenda a gostar de você”, atribuída
erroneamente a Mário Quintana).
Só quem aprendeu a gostar de si vai entender o que é amar.
Gostar é ter afeição, ver com alegria e prazer, é
simpatizar, é acolher no coração. Quando somos jovens,
os conceitos de amar e gostar se confundem em nossa mente. Para ganhar espaço
entre os “amigos”, procuramos “corresponder” com nossas
atitudes os seus apelos. À medida que vamos crescendo, nossas certezas
também vão mudando de foco e com o tempo percebemos que tudo é
relativo; a vida é passageira. Enquanto corremos atrás de muitas
coisas, também vamos deixando outras de lado. Mas quando “nos deixamos
de lado”, negligenciando nossa vida e a saúde em uma busca desenfreada
para agradar a todos, estamos traindo o nosso bem maior que é o amor
de Deus manifestado em nosso ser. “Ama como a ti mesmo” (Jesus);
logo, o amor a si vem em primeiro lugar. Como diz esta mesma poesia, “O
segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar
do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você
vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando
por você!”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
18 Agosto 2010:
"Irei para um lugar especial quando eu morrer, mas quero garantir
que a minha vida seja especial enquanto eu estou aqui" (William
Payne Stewart, americano, jogador de golfe profissional, 1957 –1999).
Só agindo com amor que nossa vida será especial. O mundo
nos ensina que é sinal de esperteza saber aproveitar do que a vida tem
de melhor. A fé destaca que nossa vida é muito breve comparada
à eternidade. Este futuro é resultado direto de nossa vida aqui.
Recordo-me de uma história motivacional sobre a vida para além
da morte, onde se narra que uma senhora, que era afortunada, mas sem muita facilidade
com o trato com os demais, faleceu e foi conhecer seu lugar de destino eterno.
Lá o anfitrião mostrava as ruas celestes com belas casas. Ao passar
por uma em especial, ele falou que esta é de sua serviçal, pessoa
muito boa que havia falecido já há algum tempo. Ela logo imaginou
que a dela seria bem melhor. À medida que se afastavam, a qualidade das
casas ia deixando a desejar. Finalmente chegaram a um casebre sem acabamento
e com carência de material. Lá foi informada que esta era a sua
casa. Ele então disse: “Foi o melhor que pudemos fazer com o material
que você nos enviava, pois eles são fruto de suas atitudes cotidianas”.
Nossas atitudes devem ser fruto de um coração que ama, sem a necessidade
de aparecer, pois Jesus nos ensina, “teu Pai que vê o oculto, te
recompensará” (Mateus 6, 1-18). Agindo com amor nossa vida será
especial enquanto estivermos por aqui. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
17 Agosto 2010:
“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo
a reta justiça” (João 7, 24).
É do amor e convicção do homem que nascem as leis
mais justas. A “sociedade” cria as leis para facilitar o convívio,
procurando deixar claros os direitos e os deveres de todos, ou seja, elas são
para auxiliar e não para escravizar. Acontece que no decorrer do tempo,
quem está encarregado de fazer cumprir o texto da lei, de tanto estar
em contato com a letra fria da lei, pode inverter este sentido de ser um guia
e tornar a lei apenas uma executora, onde o texto fica acima da pessoa. Foi
isto que aconteceu várias vezes com Jesus, onde julgavam erroneamente
suas atitudes contra as leis da época e ele provava que em seus julgamentos
eles viam apenas as aparências e não a correta justiça.
Penso que ainda hoje deveria ser assim, isto é, as leis criadas para
gerarem um relacionamento harmonioso entre as pessoas onde o homem, sendo parte
da natureza, com ela se integra e aprende ao dividir o seu espaço para
o bem comum. Mas, quando a lei é fruto de acordo de bastidores feita
na calada da noite para beneficiar seleto grupo ou ideologia, ela perde seu
sentido inicial e passa a ser opressora. Jesus questiona sua validade, ou sua
interpretação. Se a lei não for convicção
do homem, ela perde seu sentido inicial de ser orientadora da sociedade. Quem
julga apenas pela aparência, torna-se pior que seu “réu”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
16 Agosto 2010:
“A felicidade humana geralmente não se alcança com
grandes golpes de sorte, que raramente podem ocorrer, mas com as pequenas coisas
que ocorrem todos os dias” (Benjamin Franklin, estadista e cientista
americano, 1706-1790).
Quando abrimos os olhos do coração e aprendemos a valorizar
o universo no qual estamos inseridos, se descortina para nós as maravilhas
da criação Divina. Perdemos um tempo precioso de nossa vida nos
preocupando com a vida dos outros, e com isso deixamos de apreciar tudo que
ocorre em nossa volta que jamais se repete da mesma forma. Observe que a chuva
que revigora a vida em nosso planeta é formada por pequenas gotas de
água, que sozinhas se perdem, mas no conjunto marcam sua presença.
As praias que tanto encantam seus visitantes são formadas por pequenos
grãos de areia que sozinhos passam despercebidos, no entanto, em união
com os demais, cumprem seu papel. Dentro de cada um de nós acontece,
a cada pulsar de nosso coração, um maravilhoso e harmônico
sistema de “vida”, que nem os mais complexos sistemas eletrônicos
conseguem reproduzir, e nem nos damos conta disso, por estarmos preocupados
com outras coisas. Somos parte integrante da natureza e somos convidados a sermos
“atores”, nos integrando de forma participativa a tudo o que nos
envolve. Deus nos convida a fazermos parte desta unidade de forma espontânea
e nos recompensa com alegria no coração. Aprenda a se valorizar
e descubra que a felicidade acontece todos os dias nos pequenos detalhes onde
sua participação faz a diferença. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
13 Agosto 2010:
“Fracassar não é cair; fracassar é continuar
no chão” (Anônimo).
Pássaro que se recusa a bater as asas perde a oportunidade de
voar. Observando um grupo de crianças brincando, notamos que a alegria
de brincar as impulsiona de tal forma que nem notam quando caem, pois logo se
levantam e continuam brincando. Adultos têm muita dificuldade em agir
assim. A maioria quando cai, por vergonha, nem quer se levantar. Perdem com
isso o “pique da brincadeira”, ou seja, ao desistirem de lutar,
“depõem as armas” sem oferecer resistência. Mas, o
mestre Jesus espera uma atitude diferente, mais positiva, uma atitude da alegria
das crianças em nossas atividades quando diz: “Se não vos
tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus”
(Mt 18, 3). É inerente para quem está correndo o risco de cair,
cai, mas levanta e continua a correr. Quem fica sentado com medo de cair, dificilmente
sairá do lugar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
12 Agosto 2010:
“Quando alguém ouve uma crítica e reage de maneira
agressiva, ou tenta se justificar como se nada pudesse macular sua imagem de
perfeição, perde a oportunidade de crescer” (Roberto
Shinyashiki é médico-psiquiatra com pós-graduação
em Gestão de Negócios e doutor em Administração
de Empresas).
Reagimos conforme está no momento o nosso estado interior. Controlar
nossa emoção e transformar uma agressão em alicerce de
crescimento é um estado elevado de controle mental. Só chegamos
a um estágio assim depois de muito treino. Começaremos com o firme
propósito de neste dia evitar falar qualquer palavra de insulto contra
alguém, mesmo que este esteja distante ou em outro veículo. Vai
ser difícil no início. Depois, evitaremos pensar mal de alguém,
mesmo que tenhamos a certeza que a pessoa precisa melhorar. Só abriremos
a boca se pudermos elogiar. Todos estes exercícios são exemplos
para o nosso espírito aprender a se controlar, evitando reação
agressiva ou justificativa sem nexo. Em um estágio assim, dificilmente
uma crítica chega a machucar, pois já aprendeu com os exercícios
que a perfeição é um ideal a ser atingido com esforço
diário. O mais importante de tudo isso é que nada disso é
para ser visto ou elogiado por alguém, é um esforço de
crescimento contínuo de nosso caráter. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
11 Agosto 2010:
“Sede bendito, meu Senhor, vós que me criastes!”
(Santa Clara de Assis nasceu em Assis na Itália em 16/7/1194 –
e faleceu em 11/8/1254).
Nossa maior realização está em corresponder ao chamado
de Deus. A mãe de Clara, Hortolona, teve uma gravidez complicada e quase
perdeu sua filha; mas, pediu a Deus e foi atendida, deu à luz uma linda
menina, que em agradecimento deu o nome de Clara. Como era costume naquele tempo,
sua família estava arranjando um casamento com alguém de sua classe
social. Mas, Deus tinha outros planos e ela foi se juntar aos penitentes que
viviam na pobreza, liderados por São Francisco de Assis. Ela fundou a
ordem segunda dos franciscanos que recebeu o nome de Clarissas. Certa ocasião,
doente em seu leito, pode acompanhar as cerimônias religiosas que se realizavam
na Porciúncula, que estava bem distante de onde se encontravam. Confrontadas,
suas visões correspondiam exatamente ao que havia acontecido. Por esta
razão foi considerada a protetora da televisão. Em outra ocasião,
os sarracenos (mulçumanos que invadiam a Itália) estavam prestes
a invadir o seu convento, mas ela destemidamente abre a janela e tendo em suas
mãos o cálice com as hóstias consagradas, apresenta aos
invasores. Estes fogem em inexplicável pânico. Assim, Deus foi
revelando pouco a pouco seus planos para esta jovem de Assis. Quando ouvimos
a voz de Deus, Ele nos revela seus planos para nossa vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Agosto 2010:
“A virtude não habita na solidão; deve ter vizinho(s)”
(Confúcio, filósofo chinês, 551-478 a.C).
Um bem chama outro bem, um mal chama outro mal. Toda virtude tem a incrível
capacidade de atrair outras ao seu convívio. Quem se dedica ao exercício
de apenas uma, terá em breve a companhia das demais, pois existe uma
ligação e uma unidade tão estreita entre elas que, ao se
possuir uma, abraça-se todas e, ao afastar-se de uma, acaba-se ficando
sem nenhuma. No exercício fiel e perseverante de cada virtude está
escondido o segrego para a conquista de todos os bens, visto que uma virtude
é irmã de outra; e, juntas elas geram uma enorme família
para formar o bom caráter da pessoa. Pessoas sem caráter, que
causam danos a si mesmas e a outros (especialmente dentro do tecido social),
em geral são aquelas que abandonando o exercício das virtudes
enraízam sua vida nos vícios. Da mesma maneira que uma virtude
atrai outra, também o vício chama outros companheiros para seu
convívio. Nem a virtude, nem o vício estão sozinhos, sempre
estão acompanhados de seus “familiares”. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Agosto 2010:
“A virtude resplandece nas desgraças” (Aristóteles,
filósofo grego, 384-322 a.C).
Como os músculos de nosso físico devem ser desenvolvidos
com exercícios, assim também são os “músculos”
do espírito. Virtudes são forças que configuram (formam)
a alma humana. O treino e o empenho nelas têm o poder de formar o nosso
caráter e abrilhantar a nossa personalidade. Porém, nenhuma virtude
cresce ou se desenvolve em nós em situações calmas de graça,
paz ou serenidade. Só em meio às adversidades e desgraças
é que elas florescem, amadurecem e dão frutos. Como a nossa tendência
em geral é fugir de tudo o que representa desafio, confronto ou ameaça,
então o que nos forma (ou deforma) são os vícios. Dentre
eles, a preguiça e o medo são fontes de todos os demais. A preguiça
nos impede de qualquer movimento na direção do cultivo de qualquer
virtude; e o medo cria em nós fantasmas mentais que tiram as nossas iniciativas
e a vontade de agir no bem. Por isso, o homem de virtude, ou que se empenha
no exercício das virtudes, deve aproveitar de toda e qualquer adversidade
(ou desgraça), para criar forças interiores capazes de aumentarem
e fortalecerem os “músculos” do espírito, além
de fazerem resplandecer todos os pontos positivos da personalidade. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
30 Julho 2010:
“Há muitos planos no coração do homem, mas
é a vontade do Senhor que os realiza” (Livro dos Provérbios
de Salomão, 19,21).
O Senhor assume nossos sonhos quando estão em harmonia com a vontade
Divina. Quem já construiu sabe que há um longo caminho entre o
projeto e sua plena execução. Os planos começam grandiosos
e tudo parece fácil no início. É quando tudo começa
a ganhar forma que surgem as dificuldades e os imprevistos. Nesta fase, alguns
desistem, outros mudam os planos e os que acreditam em seus sonhos vão
contornando os contratempos e seguindo em frente, pois os fizeram em conformidade
com a vontade do Senhor, ou seja, há um bom propósito e não
há nada de desonesto ou que possa ferir alguém. Antes de avançar
em seus sonhos, analise primeiro se eles estão harmônicos com os
ensinamentos divinos. Só assim eles de darão “tranquilidade”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
29 Julho 2010:
“Se você insistir em seus sonhos, você insistirá
em manter acesa a chama de sua vida” (Félix Rubén
García Sarmiento, usava o pseudônimo de “Rubén Darío”,
poeta, jornalista e diplomata nicaraguense, 1867-1916).
É de dentro do coração do homem que brotam seus sonhos.
O sonho de rever seus parentes e amigos fez com que tantos náufragos
superassem as intempéries de seus naufrágios. Há casos
de pessoas perdidas em terrenos hostis que superaram as dificuldades e se mantiveram
vivas “alimentadas” por seus sonhos. Assim como eles, existem vários
relatos de superação quando se tem um sonho no coração.
Isto porque, o sonho alimenta a esperança. O contrário desta situação
é viver à deriva, desistindo de lutar, o que leva a pessoa a definhar
rapidamente. Quando o salmista nos diz que fomos tecidos no seio de nossas mães
e que Deus já nos conhecia antes de nosso nascimento acende a chama da
esperança em nossa vida, pois se tamanho amor nos envolve, com ele somos
capaz de vencer qualquer desafio. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
28 Julho 2010:
“Vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar
atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus
próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção
de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir”
(Segunda carta de São Paulo a Timóteo 4, 3).
Caminhos fáceis escondem armadilhas perigosas. Timóteo,
oriundo de Listra na Licaônica é discípulo de Paulo e seu
companheiro de viagem. Foi colocado à frente da comunidade de Éfeso.
Nesta carta, escrita por volta do ano 67, Paulo, já prisioneiro e pressentindo
o martírio, dá suas últimas recomendações
em um tom de adeus. Nesse trecho, ele pressente que no futuro as pessoas buscarão
o que é melhor para si, em detrimento aos ensinamentos divinos. Este
futuro já está entre nós. A cultura do estar bem, sarado,
siliconado, cheio de amores, trocando de parceiro como quem troca de roupa,
buscando uma fé que atenda suas necessidades imediatas está predominando.
Esta maneira de ser leva a uma falsa felicidade que se desmancha diante de pequenas
dificuldades. O verdadeiro homem de fé tem diante de si a força
de vencer os males, num exercício diário de superação
de si mesmo, tendo como linha de chegada o amor de Deus. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Julho 2010:
“A obra prima da injustiça é parecer ser justo sem
sê-lo” (Platão, filósofo grego, 427-347 a.C.).
A justiça é a consequência da busca constante do
bem. Para isso, é necessário um sério modelar do espírito
para evitar julgamentos precipitados, “ouvindo” antes de qualquer
tentativa de julgamento. Quantas vezes nos deparamos com cenas que pareciam
ser algo, mas no fundo era outra bem diferente; isso porque, as aparências
muitas vezes enganam. Mas, nos últimos tempos a injustiça ganha
espaço e se reveste de bem, algumas vezes vestida com a toga da justiça,
outras vezes com o respaldo da lei. Mais e mais há uma inversão
de valores contrariando até os princípios estabelecidos pela Bíblia
(livro sagrado do Cristianismo), e tudo isso em um disfarce que quer ser justo.
Quando uma obra começa a ruir, é necessário refazer a partir
dos fundamentos; querer “remendar” é paliativo e dura pouco,
logo tudo se rompe. A justiça será alcançada quando toda
a sociedade estiver empenhada na busca do bem a partir de seus lares. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Julho 2010:
“Mostra-me um trabalhador com grandes sonhos e encontrarás
um homem capaz de mudar a história. Mostra-me um homem sem sonhos e encontrarás
um simples trabalhador” (James Penny Casch, empresário
americano, 1875-1971).
A “fé”, que além das ondas do imenso mar haveria
terra, foi responsável por grandes descobertas. A palavra “sonhar”
traduz a aspiração do homem em realizar, fantasiar ou apenas imaginar.
O sonho desperta o processo criativo. Com ele em mente, basta lançar
os alicerces e ir montando as estruturas para que se torne realidade. Quem deixa
de sonhar, desistiu de “criar”, vive “à deriva”.
Sonhe e mude a história. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Julho 2010:
“Não podendo mudar os homens, muda-se sem tréguas
as leis” (Jean Lucien Arréat, escritor e filósofo
francês, 1841-1922).
Em vez de punir, eduque. Fico preocupado quando ouço discursos políticos
onde os candidatos dizem que pretendem criar novas leis para isso ou aquilo.
Há um processo contínuo de criação de leis, como
se a solução estivesse na imposição de normas. Será
que se investissem na educação como um todo e no espírito
de cooperação o resultado final não seria bem melhor? (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Julho 2010:
“Exige muito de ti mesmo e espere pouco dos demais. Assim evitarás
desgostos”(Confúcio, filósofo chinês, 551-478).
Faças enquanto podes. A grande maioria das pessoas está sempre
esperando algo de alguém. Espera que o outro cumprimente; que o outro
guarde; que feche; que abra etc. Desta forma se decepcionam com facilidade.
Outras pessoas vivem de lamentos. Lamentam a falta de algo, a necessidade de
mais ajuda e assim por diante, também estes esperam muito dos demais
e em função disso, pouco realizam. Mas, quando a pessoa toma a
iniciativa e faz, exigindo mais de si, tudo vai se realizando na proporção
de sua força de vontade. Pessoas de iniciativa surpreendem pela sua capacidade
de realização como se recebessem ajuda “dos deuses”;
esta força, porém, vem de seu interior. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Julho 2010:
“O ódio não diminui com ódio. O ódio
diminui com amor” (SiddaharthaGautama, “Buda”, mestre
religioso e fundador do budismo, 563-486 a.C).
Quando todos gritam ninguém escuta. Se o artista destruísse a
escultura toda vez que falhasse, nunca terminaria sua obra, por isso ele precisa
primeiro dominar seu espírito. Em nossa vida acontece algo semelhante,
ou seja, quando nos defrontamos com contrariedades a primeira tendência
é revidar na mesma altura, com isso estaremos destruindo tudo de bom
que construímos. Devemos aprender a dominar nosso espírito usando
o amor como ferramenta. A partir do momento que optamos pelo amor, o ódio
perde seu espaço. Com isso os pais evitarão gritar com seus filhos,
o patrão ouvirá primeiro antes de repreender, a autoridade terá
respeito pelo ser humano no exercício de sua função e assim
por diante. Como o amor “irradia luz”, logo toda a cidade será
iluminada e haverá paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Julho 2010:
“Duas coisas contribuem para avançar: ir mais depressa
que os outros ou ir por um bom caminho” (Renê Descartes,
filósofo e matemático francês, 1596-1650).
O caminho se faz ao caminhar. Caminho é estrada, vereda. Quem anda por
um bom caminho evita tropeços, segue seguro. Saber a diferença
de um bom ou mau caminho é o segredo de uma viagem segura. Quem sabe
como está o caminho é quem já percorreu o trecho, ou tem
confiança no construtor. Muita gente sai em disparada, passa na frente
de todo mundo, mas quando se dá conta, não sabe aonde chegar,
e se frustra. Eu pessoalmente tenho muita confiança no caminho recomendado
pela Bíblia Sagrada, pois já provou que leva a um “lugar”
paradisíaco. Neste caminho o segredo é dar o melhor de si e ajudar
os mais fracos e desamparados, como se estivesse ajudando a si mesmo. Faça
valer à pena o seu caminhar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Julho 2010:
"Não há coisa que cause mais dano a uma nação
do que pessoas astutas que se passam por inteligentes" (Sir Francis
Bacon, filósofo e estadista britânico, 1561-1626).
Ficamos admirados com tantos planos de governo, com soluções para
todos os males da nação, que são apresentados ao povo nas
vésperas de uma eleição, que somos obrigados a nos perguntar,
por que se esquece de tudo logo após ser eleito? Isto porque são
duas coisas bem distintas para um astuto profissional de política, parecer
inteligente e prometer para ser eleito são uma coisa; cumprir é
outra bem diferente. E com isso são poucos os que realmente estão
comprometidos com a causa pública; e esses ficam de mãos atadas,
pois seus projetos só conseguem ir adiante com muitos acordos e promessas.
Quem perde com isso é a nação como um todo. Nossa única
chance é derrotá-los nas urnas, mas para isso precisamos conhecer
como eles são sem as camuflagens da mídia, e como agiram quando
ocuparam cargos anteriores. Vote consciente, conheça antes o passado
de seu candidato. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
12 Julho 2010:
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
(São Paulo em Romanos 8, 31).
Nossos braços se abrem para quem confiamos. Quando temos um poderoso
protetor, ninguém mexe conosco. Há muitos protetores, dependendo
do tipo de ameaça. Desde um animal para defender a casa, até um
guarda-costas armado. Mas, quem nos defenderá também das ameaças
invisíveis que podem nos atingir? São Paulo responde essa pergunta
com outra pergunta: "se Deus, o Senhor do Universo, o Pai amoroso, que
tanto nos ama está do nosso lado, então alguém terá
coragem de se aproximar?" Sua defesa é na medida certa e na hora
certa e na certa intensidade. Assim como uma criança confia e abre seus
braços para sua mãe ou seu pai, também nós podemos
estender nossos braços que Deus nos acolherá. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Julho 2010:
“Quando não se ama demais, não se ama o suficiente”
(Blaise Pascal, cientista, filósofo e escritor francês, 1623-1662).
O amor foge à lógica do mundo. Madre Tereza nos diz que
o amor tem que doer; se dói, é um bom sinal. Louis Charles diz
que nem a ausência, nem o tempo, são nada quando se ama. Tácito
diz: ama e faz o que queres. Se calares, calarás com amor, se gritares,
gritarás com amor, se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares,
perdoarás com amor. Gottfried diz que amar é encontrar na felicidade
do outro a própria felicidade. Exupery afirma que amar não é
um olhar para o outro; mas, ambos olharem na mesma direção. Jesus
ensina que "quem ama dá a vida por amor". São inúmeras
afirmações sobre o amor que superam o racional. Parece que o amor
transporta as pessoas para outra dimensão. Nesta dimensão, há
outras “leis” que regem e só o “coração”
entende esta linguagem. Muitos confundem amor com uma série de sentimentos
e desejos; mas, só quem realmente ama sabe a diferença. Amor se
aprende amando. Talvez, por isso Blaise Pascal afirme que não há
limites para o amor, ou seja, “quando não se ama demais, não
se ama o suficiente”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
8 Julho 2010:
“Não faça se você não concorda. Não
diga se não é verdade” (Marco Aurélio, Imperador
Romano, 121-180).
Quem faz sem vontade é escravo. Se fizer por obrigação
é escravo desse compromisso. Se fizer para agradar alguém é
escravo dessa pessoa e assim por diante. Escravo é todo aquele que está
sem liberdade. Quem age assim é como peixe preso em uma rede, vai para
onde o pescador deseja, e com o tempo geralmente será transformado em
uma refeição. Quem é livre é como peixe solto em
seu habitat, vive sua vida. Seu destino será perpetuar sua espécie.
Mas, há peixes que, por se sentirem inferiores, inventam inverdades para
ganhar a proteção dos mais fortes; estes são como iscas,
pois vendem sua liberdade pela proteção e acabam ficando sem as
duas. Quanta gente já foi prejudicada por alguém que deu seu testemunho
sem ser verdade, sem ter certeza, talvez por inveja, por desejo de algum benefício,
ou só porque estava sentindo-se pressionado. Todos os que faltam com
a verdade ou simulam situações para prejudicar alguém,
um dia deverão responder por seus atos diante do Supremo Juiz. Quem é
justo e verdadeiro age com liberdade e respeita a liberdade dos outros sem jamais
faltar com a verdade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia!
(14 anos)
7 Julho 2010:
“Se você acha a educação cara, experimente
a ignorância” (Derek Curtis Bok, advogado e educador americano,
nasceu em 1930, foi presidente da Universidade de Harvard).
O gasto com a educação é investimento futuro. Rimos
das respostas de muitas questões do ENEM, achamos graça das respostas
dadas no programa do CQC quando entrevistam pessoas de destaque. Mas, será
que nossas respostas seriam melhores? Quando a criança retorna da escola
e diz que não tem dever de casa, logo liberamos para brincar sem antes
conversar como foi o seu dia, o que de novo aprendeu, e incentivar a preparar
a aula do próximo dia. A educação começa em casa
com o apoio e exemplo dos pais. Despertar a curiosidade do saber. Ensinar onde
encontrar as respostas. Ir além do currículo acadêmico.
Valorizar as descobertas por menor que sejam. Antes de repreender quando erram,
incentive o acerto com elogio. Com práticas simples elas vão aprendendo
a raciocinar, entendendo as questões, pois o que se decora sem entender
logo se esquece ou desconhece sua aplicação na prática.
Tudo isso tem um investimento de tempo, paciência e de recursos materiais,
mas é recompensador ver quando já são capazes de caminharem
sozinhas em busca de seus ideais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
6 Julho 2010:
“Não tenho talentos especiais; porém, sou
profundamente curioso” (Albert Einstein, cientista alemão,
1879-1955).
Só acontecem as descobertas porque existe a curiosidade. ‘A curiosidade
é o desejo irreprimível de ver, saber e aprender’ (A. Buzzi).
Muita gente passa sem perceber um elemento em natura que nas mãos de
um curioso torna-se algo valioso. Isto porque ele quer entender os “porquês”.
Não se conforma com respostas sem fundamento. Busca, procura, descobre.
Chega vazio, sem teorias, apenas curioso. E na admiração do inesperado
tudo vai se revelando. Quem tem respostas para tudo apenas responde, raramente
descobre algo, pois se julga auto-suficiente em seus conhecimentos. Quem é
curioso, sempre está nesta busca por respostas, e elas chegam depois
que todas as perguntas já foram respondidas restando apenas o inexplicável;
e é dele que surgem as descobertas. Se quiseres ir além de aonde
outros já chegaram, aguce sua curiosidade. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
5 Julho 2010:
“A humildade, é a base e o fundamento de todas as virtudes
e, sem ela, não há nenhuma que o seja" (Miguel de
Cervantes Saavedra, romancista, dramaturgo e poeta espanhol, 1547-1616).
A virtude, por ser um dom, se desenvolve com um querer capaz de remover
montanhas. Por virtude se compreende a disposição do indivíduo
de buscar o bem e evitar o mal. Em sua classificação se dividem
em virtudes teologais (fé, esperança e caridade), e em virtudes
cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Recebem
outra classificação quando se contrapõem aos sete pecados
capitais (a saber: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, acídia,
vaidade e orgulho) e elas são (castidade, generosidade, temperança,
diligência, paciência, caridade e humildade). Humildade, cuja palavra
se refere ao humus da terra, portando o que está na base, mas cheio de
vitalidade, capaz de alimentar as plantas e dar-lhes sustentação,
trabalha sem aparecer. Assim como quem já está no chão
não pode cair, também quem é humilde, por estar na base,
serve de apoio e dá sustento, sem almejar glórias ou reconhecimentos.
Como vivemos num mundo que pouco valoriza quem é virtuoso, ao contrário,
é taxado como de pouca esperteza, quem procura este caminho tem muito
que vencer. A pessoa que é humilde abre as portas de todas as outras
virtudes. Seu reconhecimento está além das aparências humanas.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Julho 2010:
“Saudade é o amor que fica!” (criança
de 11 anos em tratamento de câncer, testemunhado pelo seu médico
oncologista Dr. Rogério Brandão).
Colhemos do que plantamos. Se procurarmos no dicionário a definição
de saudade, vamos encontrar que é uma ‘lembrança grata de
uma pessoa ausente ou de coisas que nos vemos privados’. Mas esta palavra
tem sua maior força quando ligada a uma experiência de vida, portanto,
ela tem vida própria no coração de quem a sente. É
isto que aconteceu com Dr. Rogério do Recife. Enquanto a mãe da
criança se afastou para chorar, seu médico lhe perguntou qual
era sua impressão sobre a morte e ela narrou: "Olha tio, quando
a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai
e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?",
e acrescentou: "- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar
na casa d'Ele, na minha vida verdadeira! E minha mãe vai ficar com saudade”.
Ele perguntou o que era saudade para ela. Ela respondeu: “saudade é
o amor que fica”. Esta experiência de uma criança que veio
a óbito mudou a vida deste médico. Abriu sua visão para
uma dimensão espiritual. Esta experiência nos faz refletir sobre
as sementes que estamos deixando nesta vida. Deixaremos lembranças de
carinho ou elas serão amargas? O Evangelho nos ensina que a chave de
nossa recompensa está em nossas mãos, de como amamos nesta vida:
“a medida com que medires sereis medidos” (Mt 7, 2). (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Julho 2010:
“Quando avistares um gigante, examina antes a posição
do sol; pode ser apenas a sombra de um pigmeu” (Friedrich Leopold
Von Hardenberg (Novalis), poeta e filósofo alemão, 1772-1801).
Quando éramos crianças, os cômodos da casa e os espaços
para brincar pareciam enormes; à medida que crescemos, percebemos que
eram bem menores, pois tudo é relativo. Assim a noção de
gigante depende do referencial. Para uma pulga, a barata é enorme; para
a barata, é o gato; e, assim por diante. Quando estamos com medo, o que
era enorme vira gigante. Nós humanos temos vários gigantes a nos
assustar: são as dificuldades que se apresentam aterrorizantes; e quanto
mais nos abaixamos mais elas crescem. Choros, lamentos, fugas, só alimentam
o crescimento destes gigantes. Quando os encaramos eles vão diminuindo
até o ponto de dominá-los. Assim como todo círculo tem
seu centro, toda edificação tem sua base, todo problema tem sua
origem. Quanto mais difícil ele se apresenta, mais fácil será
a solução se deixarmos de lado o que só atrapalha e nos
concentrarmos no foco, no centro, na origem. Lembre-se que, ao deixarmos passar
os problemas sem resolvê-los, eles vão se acumulando, pois um chama
outro; mas, se procuramos solucioná-los, uma idéia chama outra
e tudo vai se resolvendo. Antes de se assustar com o gigante, verifique sua
real dimensão. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
30 junho 2010:
“Alguns ouvem com os ouvidos, alguns com o estômago, alguns
com o bolso e alguns nada ouvem” (Khalil Gibran, ensaísta,
novelista e poeta libanês, 1883-1931).
Para ouvir é preciso mais que orelhas. Diante de um grupo de pessoas
ouvindo o mesmo discurso, dificilmente haverá duas interpretações
iguais, isto porque, cada um ouve segundo seu ‘parecer’. Talvez
por isso nasceu o adágio popular; ‘quem conta um conto aumenta
um ponto’. Para bem ouvir é necessário estar vazio de preconceitos.
Quanta gente que nas primeiras palavras que ouve, logo quer dar sua opinião
sem dar tempo do orador concluir seu pensamento. Com isso, nada ouvem, apenas
falam. Mas, Khalil Gibran abre o conceito de ouvir tocando no ponto fraco de
cada ouvinte, ou seja, onde lhe é mais sensível. Uns são
sensíveis com as ideias, ouvem com os ouvidos; outros, estão mais
interessados em seu bem estar, ouvem com o estômago. Outros apenas visam
ganhar mais dinheiro; seu ouvido é o bolso; e, finalmente alguns estão
tão absortos consigo mesmos e suas vaidades que nada ouvem. Quem esvazia
sua mente para bem ouvir é sábio e neste exercício sempre
aprende mais; quem se julga superior a todos a ponto de nem querer ouvir, com
o tempo perceberá quanta riqueza deixou passar por estar surdo em sua
presunção. Jesus nos ensina: “Quem tem ouvidos para ouvir,
ouça” (Mateus 11, 15). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
29 Junho 2010:
“A vida é muito perigosa. Não pelas pessoas que
fazem o mal, mas pelas que se sentam apenas para assistir o que acontece”
(Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Sua ação pode transformar o mundo. A rapidez das comunicações
nos dias atuais nos permite acompanhar acontecimentos em outros lugares do mundo
sem sair de casa. São jogos, transformações políticas,
protestos, desastres. Chegamos a duvidar da possibilidade de existir outra realidade
fora “da tela”. Ao mesmo tempo em que nos informa, a comunicação
também nos aliena. Acreditamos que tudo possa ser respondido pela pesquisa
no Google com apenas um clicar, como se o mundo ali estivesse inserido. Quem
assim pensa e age está apenas assistindo a vida passar sem dela participar,
pois é bem diferente assistir uma partida de futebol do que estar em
campo jogando. A vida precisa de atletas que vistam seu uniforme e entrem em
campo, dando o melhor de si para que o amor possa vencer sobre o mal. Quando
o time está disposto, o passe de bola facilita as jogadas e muitas coisas
podem ser feitas sem sobrecarregar ninguém. Anime-se, faça sua
parte, pois a semente lançada hoje logo estará produzindo seus
frutos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
25 Junho 2010:
“Ser sincero não é dizer tudo o que se pensa, mas
nunca dizer o contrário do que se pensa” (Emile Salomon
Wilhelm Herzog que usava o pseudônimo de ANDRÉ MAUROIS, foi um
biógrafo, novelista e ensaísta francês, 1885-1967).
Quem pensa, vive a inquietude do saber. Pensar é a arte de formar
idéias, de “auscultar” a essência de cada coisa; por
isso, para pensar é necessário primeiro exercitar o aprender.
Nesta caminhada vai se descortinando o desconhecido e entrando a luz do “saber”.
Assim, muitas vezes o pensador se cala diante da grandiosidade que está
diante de si. Sua sinceridade é ser fiel ao que viu, ouviu e aprendeu.
Suas idéias começam a ter peso que o vento das opiniões
volúveis não consegue remover, pois elas são fruto de uma
penosa busca. Quem muda de opinião para agradar alguém é
porque nunca teve opinião alguma. Neste caso, é melhor se calar
do que trair o trabalho de seu pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Junho 2010:
“Viva cada dia como se tivesse vivido a vida inteira visando justamente
aquele dia” (Vasily Vasilievich Rozanov, escritor russo, 1856-1919).
Agradeça o dom da vida irradiando seu amor. Quando é dia
de jogo, principalmente da seleção, muitos se preparam, as empresas
alteram seus horários, bandeiras, camisas, tudo para externar o que está
sentindo em seu coração, a alegria de torcedor para aquele grande
dia. Já imaginou se tivéssemos a mesma disposição
para todo novo dia de nossa vida? Desde cedo externando alegria, vivendo intensamente
o dom da vida. Muitas barreiras de relacionamentos seriam quebradas, novas amizades
seriam formadas, muitos incidentes seriam relevados. Deixar para realizar amanhã
é perder uma oportunidade hoje. Há tanta gente que sofre por antecipação,
ou seja, se preocupa hoje com o que pode acontecer de errado amanhã e
com isso vive triste o seu hoje sem desfrutar de tudo o que Deus lhe oferece
neste momento. No livro sagrado encontramos esta recomendação:
“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de
amanhã terá as suas preocupações próprias.
A cada dia basta o seu cuidado” (Jesus no evangelho de Mateus 6, 34).
Faça de seu dia uma conquista de campeonato mundial. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Junho 2010:
“Nada é tão difícil que, a custa de tentativas,
não tenha solução” (Terêncio, comediógrafo
latino nascido na África, 185-159 a.C.).
De uma dura rocha Michel Ângelo esculpiu a Pietá. Quem se
defronta com uma grande dificuldade que, por mais que tente, sente que ela continua
imóvel, sem ceder, tende a desanimar. Mas são dos mais duros materiais
que nascem as mais belas esculturas. Golpear a pedra sem critério é
perda de tempo e energia. É com batidas precisas e com a força
correta que a rocha vai cedendo segundo a formação de suas veias.
Para chegar e este conhecimento é preciso muita tentativa e muita correção.
Vem o cansaço, opiniões diversas tentando dissuadir, pouco resultado
aparente; tudo isso precisa ser superado. Com o tempo, a estátua vai
se revelando recompensando o esforço do paciente escultor. Só
com muito amor e paciência é que venceremos as grandes dificuldades
que a vida muitas vezes nos impõe como o lapidar de uma rocha. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Junho 2010:
“Quanto melhor é uma pessoa, mais incomoda as pessoas más”
(Aurélio Agostinho, (Santo Agostinho de Hipona - África), filósofo,
bispo e teólogo cristão, 354-430).
O que incomoda é algo a ser melhorado. Por que razão será
que as pessoas más se incomodam com aquelas que são melhores?
Inveja, raiva, orgulho, sensação de ameaça, comparação,
insegurança, medo? Pode ser tudo isso, pode ser algo de tudo isso e pode
não ser nada disso? É difícil julgar! No entanto, é
certo que os melhores incomodam os maus. Melhor é diferente daquela idéia
de superioridade, pois considerar-se superior aos outros já é
ser pior. Melhor tem a ver com alguém que se aperfeiçoou ao longo
da vida na direção de uma identidade madura, firme e harmônica.
Com outras palavras, uma pessoa bem assentada em si mesma. Gente desse nível,
mesmo sem querer, incomoda os maus. Incômodo é algo considerado
desagradável para a gente. Temos muita dificuldade em aceitar o que desagrada
. É como pedra no sapato que a todo custo queremos nos ver livres dela
para nos sentirmos à vontade. O melhor incomoda porque mostra ao mau
onde ele precisa trabalhar em si mesmo para ficar bom, no ponto, ou seja, onde
ele precisa melhorar. Como aquele que é “mau” está
desacostumado ao exercício do aperfeiçoamento de si, é
como se ele visse no que é melhor uma espécie de cobrança
incessante em torno daquilo que ele negligencia. Nessa situação,
os melhores jamais devem abandonar o processo de perfeição em
nome dos que os rejeitam e os maus devem aproveitar de todo e qualquer incômodo
como chance de aperfeiçoamento de si. Isso significa que tanto os melhores
quanto os maus devem estar em contínuo aperfeiçoamento. O mau
para ser melhor e o melhor para ser melhor ainda. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Junho 2010:
“Com a mão fechada não há como responder
a um aperto de mãos” (Indira Priyadarshini Gandhi, estadista
e política da Índia, 1917-1984).
As mãos refletem o coração. A mão está
fechada quando esconde algo, demonstrando tensão. Nem nos damos conta
de quando cerramos as mãos. As mãos são reflexos de uma
atitude interior. Geralmente fechamos a mão esquerda quando estamos tensos
por algo de ordem emocional e a direita por algo de ordem racional (pode ser
invertido se a pessoa é canhota). Quando elas estão fechadas há
uma indisposição ao diálogo, estamos tentando nos proteger,
tememos o confronto. A mão estendida para o aperto de mão demonstra
uma atitude aberta, receptiva, fraternal, como também uma busca de reconciliação
ou de nova amizade. No diálogo ambos precisam abrir as mãos e
os corações. Para isso elas precisam estar vazias (desarmadas)
para que o encontro seja “cordial” (chegue aos corações).
Muitas vezes devemos tomar a iniciativa de abrir a mão para que se inicie
um diálogo cordial. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia!(14 anos)
18 Junho 2010:
“O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações
do homem, devo ao futebol” (Albert Camus, escritor, novelista,
ensaísta e filósofo argelino, 1913 - 1960).
Na prática do esporte revelamos quem realmente somos em nossas
atitudes. Futebol é bem mais do que um jogo. É uma concepção
de vida com uma incrível capacidade de educar o homem no corpo e no espírito.
Essa educação no fundo é formação através
do exercício, da disciplina e do dever. O jogar o jogo é apenas
eco desse empenho em formar-se nos mais altos valores da pessoa. Se existem
empenho e seriedade por parte de cada um nesse processo de formação,
o resultado final é de ganho para todos, mesmo que se perca a partida.
O futebol, no caso, é uma espécie de pequeno laboratório
onde acima de tudo o homem imprime e exprime os esforços, as lutas, as
conquistas, as perdas, os sacrifícios, os choros e as alegrias próprias
da vida. Quem entra em campo para aprender desse aprender futebolístico,
torna-se aprendiz em outras áreas do seu viver. Desse modo, se a concepção
que se tem do futebol ao entrar em campo é profunda, a possibilidade
de se ter um bom jogo, uma ótima partida e uma grande equipe, é
bastante significativa. Caso contrário, se a concepção
é superficial, o campo torna-se uma arena de medíocres, o jogo
um espetáculo de “maria-moles” e a equipe um bando de ‘tontos’.
Em tempos de copa do mundo há uma boa oportunidade para cada um que assiste
aos jogos, aprender através da boa observação e do senso
crítico, quais são os valores ou contravalores que estão
sendo cultivados e defendidos nas partidas do próprio país ou
das nações oponentes. Com outras palavras, o futebol, antes de
ser apenas um entretenimento para alguns interessados, é uma dimensão
humana que revela e representa cada um de nós no grande jogo ou cenário
da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
17 Junho 2010:
“Comece fazendo o que é necessário, depois o que
é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”
(São Francisco de Assis, religioso e escritor italiano, 1182-1226)
Quando deixamos a inércia do comodismo e nos dispomos “a
caminhar”, percorremos grandes distâncias, que antes julgávamos
“inatingíveis”. Necessário é tudo o que é
imprescindível para “vivermos” (nossa rotina). O possível
é o que está ao nosso alcance realizar (ir além da rotina).
O impossível é o que independe de todo e qualquer esforço
nosso para acontecer (algo extraordinário). Certos dias, porém,
encontramos muita dificuldade de lidar com coisas necessárias como, por
exemplo, ir à escola ou ao trabalho, lutar pela própria saúde,
dedicarmo-nos aos sonhos e objetivos etc. Essa dificuldade se for alimentada
repetidamente, acaba se avolumando e enfraquecendo nossa disposição
em fazer o que realmente importa. Diante do necessário precisamos aprender
a fazer o exercício do possível. Fazer o exercício do possível
é investir nas possibilidades que temos às mãos, sem ficar
criando grandes expectativas a respeito de si e nem lamentar-se (criando dificuldades)
pelo que está além de nosso alcance no momento. O importante no
exercício do possível é fazer sem desanimar com os fracassos
e, ao mesmo tempo, evitando o excesso de confiança. Aquele que diante
do necessário faz bem o que é possível estará criando
condição para ver realizada obra impossível, pois o impossível
jamais deve ser entendido como a impossibilidade do possível e, sim,
como aquilo que vai se fazendo possível em meio às nossas impossibilidades.
O que se faz possível em meio às nossas impossibilidades é
a graça, a surpresa, o inesperado que sempre vem a nós, discreta
e humildemente, possibilitando todo e qualquer empenho nosso. É nesse
sentido que deveríamos entender a atitude de muita gente realizando o
possível e o impossível na terra dos homens. Por outro lado, é
dessa compreensão que se deveria entender melhor a proclamação,
hoje tão usada e abusada, de que o Deus cristão é o Deus
do impossível. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
16 Junho 2010:
“A verdade não é minha nem tua, para que possa ser
tua e minha” (Aurélio Agostinho de “Hipona”
(atual Annaba, na Argélia) (Santo Agostinho), bispo, escritor, filósofo,
teólogo e Doutor da Igreja Católica, 354-430).
“Que é a verdade?” (Pilatos questionando Jesus em
João 18, 38). A pretensão de possuir a verdade e, também,
toda a verdade, sempre foi uma constante na história da humanidade. Quantas
religiões e religiosos se digladiaram e ainda se combatem sem nenhuma
compreensão e piedade alheia em nome da defesa e posse da verdade! E
o que dizer de tantos homens e mulheres apregoando e defendendo suas ideias,
partidos políticos, concepções de mundo, noções
de moral e sistemas de valores, como se fossem donos da verdade? O desejo de
possuir e abarcar a verdade na sua totalidade talvez seja o maior empecilho
para encontrá-la e vivê-la. A verdade jamais é posse de
alguém, de um grupo, de um sistema, de um povo, de uma nação
ou de quem quer que seja. Querer possuí-la já é perdê-la.
O seu segredo consiste no fato de que não é o homem que a possui,
mas ela que possui o homem. E aqueles que são possuídos por ela
possuem mente clara em meio à obscuridade das opiniões, flexibilidade
nas atitudes, compreensão limpa diante dos problemas, visão larga
e profunda para ver a vida, mas, sobretudo, liberdade para pensar e agir. Ela
transcende a matéria por ter raízes no divino. “A verdade
vos libertará” (Jesus em João 8, 32). (Reflexão feita
por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
15 Junho 2010:
“A capacidade de entusiasmar-se é sinal de saúde
espiritual” (Gregório Maranhão Posadillo, médico
e escritor espanhol, 1887-1960).
São típicos da jovialidade a alegria e o entusiasmo. Independente
de idade, jovialidade é um estado da alma. São Francisco, inebriado
de alegria e amor a Deus, juntava dois gravetos imitando um violino e, muitas
vezes, saía cantando louvores ao “Altíssimo” por tantas
maravilhas em toda sua criação. Racionalmente, tais atitudes parecem
até insanidades, mas, em uma alma entusiasmada a lógica passa
ao longe. Quem precisa de muitas coisas para se sentir bem ou alegre, demonstra
que ainda não descobriu um dos princípios da alegria, que é
ter paz em seu coração e a sensibilidade de ver além das
aparências o está à sua mão (ao seu alcance). Para
cantar é preciso sentir a vibração da música; para
entusiasmar-se é preciso sentir a harmonia da vida em tudo que o rodeia.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
14 Junho 2010:
“Se queres formar juízo a respeito de uma pessoa, observa
quem são os amigos dele” (François de Salignac
de la Mothe (Fénelon), escritor, filósofo e teólogo francês,
1651-1715)
A amizade forma e também deforma. Quantas vezes assistimos depoimentos
de pais desesperados por terem perdido seus filhos para as drogas ou outros
vícios. Lamentam-se que sempre “deram” tudo o que seus filhos
queriam e agora sentem uma imensa decepção. Deram sem orientar.
Seus filhos nem sabiam conduzir suas próprias vidas e já estavam
tomando decisões (quero isso, aquilo não etc.) que nem sabiam
das consequências, e por falta de orientação dos pais, encontram
quem preencha este vazio (de orientação) na pessoa de falsos amigos.
E assim, com o tempo a pessoa se acerca de quem compartilha com suas idéias
ou atitudes. Da mesma forma, bons amigos ajudam na formação positiva
de uma pessoa. Por isso é um dever dos pais conhecerem quem são
os amigos de seus filhos para orientá-los em tempo oportuno. Quando o
mal já tomou conta só um milagre pode reverter a situação.
O dever de orientar deve ser assumido e não delegado. Da mesma forma
que você sabe selecionar seus amigos, oriente seus filhos para que façam
o mesmo e evite decepções futuras. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
11 Junho 2010:
“Não deixe a grama crescer no caminho da amizade”
(Sócrates, filósofo grego, 470-399 a.C.).
‘Visitas curtas fazem grandes amigos’. Grama em botânica é
o nome comum para a família de plantas “grameineae”,
entre as quais se incluem o trigo, o arroz, a aveia, o bambu dentre outros.
Crescem facilmente quando há condições ideais. Elas precisam
de sol, água e nutrientes para crescer além de estarem livres
dos pés de transeuntes. Em um caminho muito percorrido, nenhum vegetal
cresce devido ao trafego intenso. Na amizade este caminho que liga os amigos
deve ser muito usado, muito percorrido para que eles mantenham este ardor como
brasa. Se esta brasa começa a esfriar é necessário percorrer
o “caminho da amizade” para que ela reacenda. Esperar para que o
outro tome a iniciativa demonstra falta de interesse. Quem quer faz e não
fica esperando. Este vigor mantém vivas nossas amizades e evita que a
grama cresça em nosso caminho. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Junho 2010:
“Se o vaso não está limpo, o que nele derramas se
corromperá”. (Quinto Horácio Flaco, poeta e filósofo
romano, 65-8 a.C.).
A limpeza desafia a sujeira. Um vaso limpo ao receber qualquer líquido
o mantém na sua pureza, originalidade e transparência. Quando está
sujo, cria uma opacidade e mancha tudo o que nele é depositado. Dali
sairá corrompido distorcendo o sabor e a cor das “coisas”.
À semelhança de um vaso limpo ou sujo pode ser também o
“homem”. Nesse caso o limpo significa aquilo que está no
seu próprio ser. O que é sem misturas, sem obstáculos e
sem manchas. Limpo nessa compreensão é o mesmo que puro. O que
é puro deixa a coisa ser vista como ela é de fato. É assim
que dizemos água pura, vinho puro, ar puro, vaso puro e, também,
homem puro. Um homem puro, por exemplo, (enquanto alguém limpo), é
aquele sem divisões no seu ser e onde tudo encontra repouso e acolhimento.
De um homem assim se diz que é íntegro, leal, veraz, honesto e
transparente. Suas palavras e obras são límpidas, sinceras e justas.
Sua consciência se mantém firme e determinada na verdade, mesmo
lá onde tantos se tornaram corruptos nos valores mais fundamentais da
vida. Tudo o que se derrama, sobretudo, do coração de um homem
limpo ou puro, é sempre para iluminar o mundo à sua volta e elevar
os que dele se aproximam. Quem cuida de manter-se limpo ou puro em seu ser em
toda e qualquer ocasião, poderá enfrentar pessoas e situações
as mais desonestas, antiéticas, corruptas, injustas e iníquas
possíveis, mas passará por entre elas ileso, livre e confiante,
tal qual o rio que contorna rochedos e obstáculos sem abrir mão
de seu objetivo final. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
9 Junho 2010:
“As coisas boas vêm quando estamos distraídos”
(Provérbio indiano).
Quando abrimos as portas de nossa fortaleza e deixamos entrar a luz do
inesperado, iluminamos o que era escuro em nossos projetos e de uma distração
podem renascer coisas boas. Muitos de nós já sentimos a experiência
de esforçar-se para ver as coisas acontecerem conforme se sonha e deseja
e, ao final de todo o empenho, vê-se frustrado por nada ter acontecido
de acordo com o esperado. Talvez, muitos também já tenham até
desistido depois de tentarem seguidamente dar encaminhamento a um projeto de
vida que nunca se realizou. Ao mesmo tempo, é bem comum ver-se de repente,
quando menos se espera, contemplado por aquilo que tanto procurou ou "se
desgastou". Quantas vezes acontecem fatos em que, do exato momento em que
se havia abandonado um esforço ou uma empreitada, ver a coisa começar
a deslanchar. Quando tudo parecia esvair-se, perder-se no esfumaçar na
imensidão do nada, eis que tudo começa a tomar forma, a surgir,
a dar o ar da graça. Justo no instante em que se estava distraído,
como a vagar por outra “galáxia”, e dando por encerrados
os esforços despendidos, bem ali uma coisa boa aparece e se dá
àquele que muito trabalhou e muito esperou. Isso significa que existem
muitas coisas que só vêm a nós em meio à nossa distração.
Distração aqui é o momento em que nos abandonamos ao desprendimento
de nós mesmos ou de uma obra. É quando ficamos vazios de toda
expectativa e dominação do rumo e do ritmo das coisas. É
como o copo que só recebe alguma coisa se estiver vazio. Igual ao silêncio
que prepara a comunicação ou ao nada que é pura possibilidade
de receber tudo. As coisas boas de fato só acontecem e encontram lugar
nas pessoas e no mundo onde existe esse espaço de distração
e receptividade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
8 Junho 2010:
“Um vale aos meus olhos dez mil, se é o melhor”
(Heráclito de Éfeso, filósofo grego, 540 a.C. - 470 a.C.
).
‘Eu e o Pai somos um’ (Jesus). Quando o “Um”
é olhado na compreensão de unidade fica mais fácil perceber
a harmonia que existe no múltiplo. É que o “Um” no
múltiplo significa o que está presente em cada parte do múltiplo
ou o que congrega, reúne e dá consistência ao múltiplo.
Em um país, por exemplo, o “Um” é cada estado, cada
cidade, cada bairro, cada, vila, cada casa, cada família, cada membro,
cada cidadão, se empenhando para ser e fazer o melhor dentro de sua possibilidade.
Na medida em que cada cidadão, cada família, cada vila etc, é
o melhor no seu próprio, a nação ganha no seu todo. Isso
vale também para o contrário. Se um cidadão deixa de corresponder
ao seu papel, então a nação vai mal. O “Um”
nesse modo de pensar é o que constitui o todo, é o que realiza
a totalidade. Eis porque se em um lugar ou situação uma pessoa
busca em tudo realizar a Unidade, ela faz a diferença no lugar, mais
do que dez mil que pouco se importam com a melhoria do lugar ou da situação.
Isso quer dizer ainda que toda e qualquer melhoria (aqui vale para qualquer
âmbito da vida humana que se queira considerar) só vem se o empenho
pela Unidade está em questão. Esse empenho começa com cada
um, pois esse cada um quer dizer: a partir de mim, sempre o melhor em tudo!
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
7 Junho 2010:
“É bom ter a felicidade em casa e não ter necessidade
de buscá-la fora” (Johann Wolfgang Goethe, poeta e dramaturgo
alemão, 1749-1832).
As raízes da felicidade estão no coração.
Há uma grande diferença entre colher do que se plantou ou buscar
pronto (no mercado). Quem se preocupa com a qualidade dos alimentos e busca
o melhor, procura ele mesmo plantar, nem que sejam apenas os temperos, pois,
exige pouco espaço. Ao participar de todo o ciclo da planta, interagindo
com os cuidados que ela necessita, sente uma conquista colhendo de seu trabalho.
Esta realização é reservada aos que têm esta sensibilidade.
Penso que com a felicidade acontece algo semelhante, ou seja, pode-se buscar
(no mercado) momentos aparentemente felizes em várias “atrações”
desde as aventuras até os exageros do paladar, mas nada se compara ao
“plantar e colher” em sua casa. Isto porque, em casa, temos que
interagir e cuidar com carinho para que a plenitude atinja seu ápice.
Por ser mais difícil é que tanto nos envolve. Quem foge de casa,
foge de si. Casa é mais que um lar ou uma residência, é
o lugar onde nos encontramos e nos sentimos plenos. Para o Pequeno Príncipe
era seu Pequeno Planeta com sua Rosa. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Junho 2010:
“Endireite o galho enquanto a árvore é nova”
(Provérbio japonês).
Bom início indica bom futuro. Na cultura brasileira, se costuma
dizer que “pau que nasce torto, morre torto” para indicar o início
e a permanência de uma má formação na pessoa. Outras
vezes, para caracterizar o fato de que uma pessoa que teve uma educação
errada na infância, adolescência e juventude, dificilmente terá
um bom caráter na idade adulta. Na comparação com a árvore
se pode dizer que uma boa e sadia formação humana têm suas
bases já no útero materno. Depois, segue-se na infância
e adolescência para dar bons frutos na idade madura e na velhice. No entanto,
se algum problema vem a ferir ou atingir o galho durante o seu crescimento (enquanto
é novo) existe a possibilidade de tratá-lo e ajudá-lo a
encontrar boa direção. Em nosso caráter, também,
é possível tratar os vícios e deformações
enquanto estão ainda embrionários e enquanto somos crianças
e jovens, pois essas são fases em que naturalmente somos mais flexíveis
e abertos a mudanças e transformações. À medida
que o tempo passa e o relógio do envelhecimento se aproxima, a tendência
(mas, nem sempre) é ficarmos mais duros, secos e resistentes ao novo,
aos desafios e aventuras. Cuidar em temperar o caráter com virtudes e
boa educação nos primeiros anos da vida; antes que se chegue aos
tempos de maior dificuldade na absorção de valores; é atitude
de prudência e inteligência que evita os “transtornos”
de personalidade, a amargura e o ressentimento, próprio em muitos que
chegam à idade mais avançada ou velhice. Os ótimos galhos
da personalidade e os bons frutos da idade madura são consequências
(ou resultados) daquele cuidado e atenção que se deu à
árvore humana desde os seus primeiros rebentos, caso contrário,
pau que nasce torto permanecerá torto. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Junho 2010:
“Há quem cruze um bosque e veja apenas lenha para o fogo”
(Liev Nikoláievich Tolstói (Leão de Tolstói) novelista
russo, 1828-1910).
Cada pessoa vê a partir de onde está “postado”.
Nossa capacidade de perceber vai além do sentido da visão e praticamente
envolve todos os sentidos, além da inteligência para coordenar
todas as informações. Com isso, temos uma primeira noção
do que nos rodeia. O segundo grupo envolve nosso conhecimento acerca do que
percebemos, ou seja, que um determinado som é produzido por uma aeronave
a jato, que o odor é de mel e assim por diante. Em um terceiro nível
de percepção estão aplicações práticas
que “as peças deste cenário” revelam, isto é,
salta aos olhos a manipulação que poderá fazer em seu benefício.
Desta forma, o caçador vê o animal como uma presa, o pescador busca
o peixe, o lenhador enxerga muitas tábuas em uma árvore, o empreendedor
observa uma área para futuras construções etc. Nesta visão
alguns empresários veem seus funcionários como “potencial
produtivo” para seus lucros, políticos veem pessoas como eleitores,
malfeitores observam “os otários” para serem saqueados etc.
Muitos estão tão envolvidos que sentem dificuldade (ou não
querem) em ver de outra forma. Dificilmente poderão sentir que um “semelhante”
ao seu lado é uma criatura para ser amada; perceber que o sol tem seu
papel na criação, assim como toda flora e fauna; que há
sentido para tudo o que existe. Perdem com isso a oportunidade de contemplarem
tantas maravilhas que existem em nosso mundo para serem amadas mais que “manipuladas”.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
31 Maio 2010:
“Seja feliz do jeito que você é; não mude
sua rotina pelo o que os outros exigem de você; simplesmente viva de acordo
com o seu modo de viver” (Bob Marley (nome artístico de
Robert Nesta Marley), foi um cantor, compositor e guitarrista jamaicano, 1945
- 1981).
Quem vive lamentando o que lhe falta, deixa de perceber tudo o que têm.
Em um mesmo cenário, cada um tem uma reação diferente.
Imagine um lugar tranquilo, à beira de um rio com cascata, vegetação
abundante e rico em fauna. Enquanto um se encanta com o visual, outro reclama
dos mosquitos, outro ainda lamenta perder o jogo pela televisão e assim
por diante. Cada um responde conforme o seu estado de espírito. Saber
acolher o presente como um “presente” de Deus, é o primeiro
passo para abrir as portas cerradas da “sensibilidade” e ser feliz.
Acolher com gratidão possibilita ver além da aparência.
Abra os “olhos” de seu coração e veja a riqueza de
amor que o rodeia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
28 Maio 2010:
“Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência,
pois todos podem ver, porém poucos compreendem o que vêem”
(Niccolò di Bernardo dei Machiavegli, diplomata, historiador, filósofo
e escritor italiano, 1469-1527).
Ver sem entender é pior que não ver. Mágicos e ilusionistas
sabem explorar muito bem os limites da visão humana, bem como a capacidade
de julgamento acerca do que as pessoas vêem. Com base nisso, seus truques
convencem as pessoas dando a impressão que tudo foi real. Isto porque
a visão, mesmo distorcida, tem mais credibilidade que a lógica.
Quantas pessoas foram condenadas injustamente porque as testemunhas pensaram
ter visto, mas, que os limites passados despercebidos esconderam a realidade
e, por falta de uma busca mais criteriosa da verdade, passaram a aceitar no
que sua visão fez acreditar. Muitas lendas rurais são derivadas
disso, principalmente em regiões com iluminação deficitária.
Quando "falta luz” à inteligência, as pessoas começam
a acreditar em fofocas, a fazer com que a inveja crie seus fantasmas, a distorcer
os fatos para que o cenário lhes seja favorável e assim por diante.
O fato se agrava quando a pessoa acrescenta suas considerações
com base apenas em seu parecer. Para compreender o que se vê, é
necessário descartar tudo que seja sem base, bem como as “hipóteses”,
semelhante a alguém que limpa uma peça suja encontrada nos escombros,
pois só podemos ver sua realidade após retirar todas as impurezas;
só aí ela transparece em sua plenitude. Muitas discórdias
seriam evitadas se as partes envolvidas fizessem antes esta análise para
compreenderem o que foi visto ou ouvido. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Maio 2010:
“Devemos passar em silêncio por aquilo de que não
podemos falar” (Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filósofo
austríaco, 1889-1951).
A boa fala é sempre eco de um bom silêncio. O verdadeiro
silêncio é a plataforma de qualquer fala que se preze. A necessidade
de se fazer reconhecido, amado, entendido e aceito, faz com que as pessoas falem
muito e ouçam pouco. Ao ouvir pouco se tornam confusas e superficiais
em sua fala. Outras silenciam, mas nem sempre o seu silêncio é
postura de deixar ser a “fala”. É apenas fechamento sobre
os próprios sentimentos abalados, é tática para evitar
expor-se ao confronto e ao diálogo, pois quando alguém se expõe
a ela diz quem é e o que pensa. Há, porém, um tipo de silêncio
contenção e preparação para algo de importante vir
à tona. Em muitas conversas e situações que experimentamos
no cotidiano que, para evitar passar e sair delas menos “nós mesmos”,
o melhor é permanecer em silêncio aguardando o momento oportuno
para expor-nos ou expor algo que realmente contribua para o bem das pessoas
e do mundo. Evitar falar em tais circunstâncias, através de um
silêncio prolongado, pode ser sinal de uma grande e frutuosa fala em um
momento seguinte. Portanto, fala e silêncio, longe de serem dois opostos,
são realidades complementares e necessárias para a construção
de qualquer grande relação entre as pessoas ou de obras perfeitas
no mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
26 Maio 2010:
“A vítima está sempre alheia ao mal”
(Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1889).
O que se esconde hoje se revela amanhã. Na língua latina,
um dos significados de vítima (“vincire”) é vencido.
Designa aquelas pessoas que foram vencidas numa guerra e tiveram que se submeter
a todo tipo de exigências do vencedor. Enquanto vítimas do vencedor
permaneciam alheias a todo tipo de mal que lhes sobrevinha. Dentro das religiões,
a vítima era um animal ou alguém que era escolhido para ser oferecido
em sacrifício a uma divindade, com o intuito de aplacar sua ira ou implorar
seus favores. Em certos grupos humanos, como na família e no ambiente
de trabalho, é comum se estabelecer relações baseadas na
concepção de “vítima”, especialmente quando
se elege alguém para “esconder” a falha que pertence a todos.
Nesse caso, a vítima carrega a culpa do grupo e é sacrificada
para que os demais saiam ilesos. Na família, por exemplo, os filhos muitas
vezes sofrem broncas, violências e disparos de gritos e palavras grosseiras
para apaziguar o conflito que reina entre os pais. Em uma empresa, quando surgem
certos problemas ou erros, a primeira tentação é a de se
achar um culpado para apontar o dedo ou lançar a culpa e, assim, cada
um (do restante) se livrar das broncas do chefe ou da perda de estima da parte
dele. Outras vezes é para se esconderem ou evitar assumir a própria
responsabilidade na “incompetência” de uma tarefa ou cargo.
E, na maioria das vezes, é para afugentar a insegurança e o receio
de serem mandados embora da empresa. Nessas situações, algumas
prioridades da vida são conscientemente negligenciadas, tais como a amizade,
a compreensão, a busca da verdade, a ajuda mútua, o sentido de
equipe, a solidariedade etc. E outras, como o desejo do salário, das
ambições financeiras, da busca de promoção na empresa
e o horror do desemprego é o que falam mais alto, ou seja, se invertem
as prioridades. Vale o ter (dinheiro, fama, cargo) em detrimento do ser (ser
amigo, solidário etc). Essa idéia de prioridade pode funcionar
para o momento, mas jamais salvará o grupo de tragédias maiores
num futuro, pois onde as relações humanas são rebaixadas
a um segundo plano em nome de certas ambições “materiais”,
a ruína e a corrupção dos valores começa a cercar
a instituição e seus membros. A outra face da concepção
de vítima é o vitimismo que tem duas vertentes. A primeira é
daqueles que se acham perseguidos e culpados por todos os males que ocorrem
no grupo. A segunda é daqueles que, por força e pressão
de um grupo, assumem a culpa sozinhos por entender que os demais não
são honestos e corajosos o suficiente para assumi-la. Isso também
é um desastre, pois colabora apenas para camuflar o conflito, escondendo
a culpa que pertence a todos. Mais tarde, tudo voltará a se repetir quando
sobrevier ao grupo uma situação semelhante, até chegar
às beiras do insuportável. Na verdade a vítima e o vitimismo
só existem onde as pessoas aconselhadas pelo medo e covardia evitam encarar
os problemas, as próprias fraquezas e falhas, com verdade e na verdade.
Ser consciente das próprias ações e responsabilidades,
sem lançar culpa sobre os outros; ao mesmo tempo, manter o sentido de
pertença sincera a um grupo e a postura ética diante dos conflitos
e negatividades, é o que ajuda as pessoas a serem grandes e nobres naquelas
horas em que os valores humanos são mais testados dentro dos ambientes
em que nos fazemos presentes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Maio 2010:
“A oposição produz a concórdia. Da discórdia
surge a mais bela harmonia.” (Heráclito de Éfeso,
filósofo pré-socrático, 540 a.C. - 470 a.C.).
Para um mestre em artes marciais, as “oposições”
(o que vem de encontro) são oportunidades de aperfeiçoamento.
A palavra “oposição” nos remete a tudo o que nos é
contrário ou com o que chamamos de contrariedade. O contrário
(ou a contrariedade em geral) geralmente nós imaginamos ser tudo aquilo
que se opõe a nós para nos arruinar e produzir em nós a
discórdia. Na verdade o contrário é o que nos vem de encontro
e a discórdia é o que está mexendo com o “coração”
para reencontrar nele o seu devido espaço. E na vida tem uma imensidão
de coisas que todos os dias nos “visitam”, que nos vem de encontro
gratuitamente, reivindicando a atenção de nosso olhar, de nossa
compreensão e a abertura de nosso coração. Dependendo do
modo de como estamos “assentados na vida”, vemos a oposição,
a contrariedade e a discórdia como algo negativo que devemos expulsar
de nossa presença. Ao fazer isso podemos sentir certo alívio num
primeiro momento, mas perdemos a grande chance de ver e entender as coisas na
sua verdade e profundidade. O que nos vem de encontro em geral treina nossas
capacidades de aperfeiçoamento em alguma coisa importante, ou seja, naquilo
que em nós ainda precisa ser trabalhado. É como o caso da concha
do mar que ao tentar expulsar o “grãozinho” de areia que
caiu dentro dela, na medida em que faz esse esforço de eliminação,
na verdade modela em si uma linda pérola. Esse trabalho de lidar com
a oposição ou o com o que está em discórdia em nós,
(se isso é feito de bom ânimo e cordialidade), tem o poder de harmonizar
o que em nós está desajustado e em desarmonia. É dessa
insistência em acolher e trabalhar em nós o que é conflituoso
e oposto que nos forma a personalidade e dá equilíbrio em todas
as nossas relações com os outros. Portanto, a discórdia
“dentro” e “fora” de nós, quando bem recepcionada
e trabalhada, é que produz interiormente na pessoa as mais belas virtudes
e, também, as mais interessantes formas de convívio social. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
24 Maio 2010:
“Se sabes o que deves fazer e não fazes, então estás
pior que antes” (Confúcio, filósofo chinês,
551-478 a.C.).
‘Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito’. Observando
uma colméia, parece que há uma grande desordem, mas à medida
que se aprofunda esta observação e se “identificam os personagens”,
vê-se que cada um tem seu papel. Todos cumprem o seu dever sem precisar
de comando e nisto está a grandeza da colméia. Com o formigueiro
acontece algo semelhante. Nos animais maiores que vivem em grupo há tarefas
diferentes conforme sua posição e se alguém falha, todos
padecem. Vivemos em sociedade e no fazer bem feito o papel que nos cabe, há
uma realização pessoal e um aperfeiçoamento que se reflete
em todo o grupo. Melhoramos nosso desempenho à medida que repetimos “uma
tarefa”, pois sempre aprendemos algo a mais. Quando é necessário
alguém ficar lembrando o que deve ser feito é sinal de falta de
interesse ou de pouca responsabilidade, e neste caso, estamos ficando piores
que antes. Se pensarmos que ao negligenciar nosso dever estaremos atingindo
apenas “o patrão” é sinal que temos dificuldade de
ver o conjunto, pois somos nós os maiores prejudicados por fazermos parte
deste mesmo grupo. Independente de reconhecimento imediato, o dever bem feito
nos engrandece como pessoas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Maio 2010:
“Você pode sair ferido, mas essa é a única
maneira de viver a vida completamente” (Soren Aabye Kierkegaard,
filósofo e teólogo dinamarquês, 1813-1855).
Assim como nas artes marciais usa-se a força do oponente para
derrotá-lo, também na vida devemos usar a energia dos sofrimentos
como fonte para superá-los. Imaginar que a vida humana é ou deva
ser sem sofrimento é o maior de nossos sofrimentos. E quantas vezes sofremos
por evitar sofrer. Essa experiência nos acompanha na maior parte do dia
e do viver, especialmente quando insistimos em fugir de tudo aquilo que pode
vir a nos ferir ou causar dor. Cortamos caminho para evitar encontrar com aquela
pessoa. Criamos desculpas variadas para manter distância daquele compromisso.
Mentimos para nos defender da verdade e da realidade. Construímos uma
falsa auto-imagem para sermos bem vistos e queridos no meio em que vivemos e
trabalhamos. Fingimos ser “bonzinhos” para ter a simpatia e a amizade
de todos e jamais entrar em conflito com quer que seja. Enfim, para nos defender
e evitarmos “ferimentos” e nem correr o risco de arranjar “encrenca”
e dor para o nosso lado, vamos vivendo a vida na pretensa ilusão de que
em fazendo tudo isso e muito mais o sofrimento se manterá longe de nós.
Será que não é justamente esse modo de nos colocar na vida
que nos fere, maltrata e faz sofrer? Ao agir assim, fechamos o ciclo da vida,
estreitamos a sua dimensão achando que ela tem que ser do jeito que queremos
e modelamos. E como a vida é mais ampla, aberta e profunda do que imaginamos,
ela foge de nossas medidas de estreitezas. Só conseguirá vivê-la
plenamente quem evitar encaixar a vida nessas estreitezas e deixá-la
ser como é em tudo o que der e vier. Se ela trouxer feridas ou sofrimentos,
certamente é porque feridas e sofrimentos pertencem a ela. Se eles surgem
no nosso caminho é porque possuem um sentido, uma reivindicação
e um ensino que quer mexer conosco, nos abrir os olhos, nos desinstalar, nos
transformar e plenificar como pessoas. Nesse sentido, jamais buscar feridas
ou sofrimentos para nós e para os outros, mas se eles surgem nas peripécias
de nosso modo de viver a vida; então recebê-los como quem recebe
um visitante e, depois de “conversar” com eles e entender o que
“desejam”, e daí tirar lições de sabedoria;
com serenidade despedir-se deles dizendo: “Obrigado! Agora que você
cumpriu sua missão pode ir em paz”! (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Maio 2010:
“Espere o melhor, prepare-se para o pior, receba o que vier”
(Provérbio Chinês)
O bom construtor transforma as pedras de “tropeço”
em base de edificação. Esperar o melhor pode soar como “aquela”
atitude de “positivar-se” para que as coisas venham de encontro
à pessoa de maneira boa. Com essa atitude muitos ficam na eterna espera
da vinda do melhor com os braços cruzados e na expectativa de um ‘milagre’.
Hoje essa ideia é bastante cultivada para fazer com que as pessoas consigam
aquilo que sonham e desejam em todos os níveis especialmente no que toca
ao nível profissional. ‘Pense positivamente para que o melhor surja’,
afirmam alguns! É muito bom fazer isso, no entanto, esperar o melhor
aqui significa fazer bem feito o que já vem fazendo para ser surpreendido
pela grandeza da própria obra. O melhor é o máximo de empenho
em uma obra para fazê-la aparecer na sua potência e na sua beleza
maior. Quem age assim pode ter certeza que a melhoria vem mais cedo ou mais
tarde, pois toda obra bem realizada chega inevitavelmente à sua perfeição.
Por sua vez, preparar-se para o pior ‘nada tem a ver’ com aquela
atitude defensiva de medo do ruim agora ou num futuro próximo, mas é
colocar-se no “bem fazer” (dando o melhor de si) disposto a enfrentar
todos os contratempos e dificuldades que o próprio ofício exige;
enquanto se trabalha no aperfeiçoamento de uma obra. Com outras palavras,
quem deseja a constante melhoria de uma obra deve estar preparado para lidar
com todos os tipos de situações difíceis e penosas que
pertencem ao próprio trabalho de quem espera o melhor. O melhor jamais
chegará até nós sem antes nos fazer passar primeiro pelo
aperto de algum obstáculo. Em tais circunstâncias vale a harmonia,
sem querer impor o gosto e modo de trabalhar na obra, mas abrir-se a ela no
que der e vier. Só assim o pior é transformado e o melhor aparece
na verdade e plenitude de sua possibilidade. A vida somente revela o seu melhor
nas pessoas depois de prová-las com durezas e penas das mais variadas
formas. Estar abertos a essas dificuldades sem desviar-se delas, mas acolhendo-as
e transformando-as como matéria prima para a realização
de uma grande obra, é o que nos faz melhores no mundo. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Maio 2010:
“A boa didática é aquela que deseja que o pensamento
do outro não seja interrompido e que possa, sem notar, ir tomando a direção
correta” (Enrique Tierno Galvão, político e intelectual
espanhol, 1918-1986).
As respostas mais simples se transformam em grandes tratados quando o
pensamento do educando é valorização pela “arte”
da didática. O mau educador teme seus alunos e se impõe através
de instrumentos de poder, onde a repressão é sua grande aliada.
O verdadeiro educador, para “erguer” o educando, se coloca em posição
“inferior” (abaixo) para poder “elevá-lo”. Como
um curioso vai indagando e complementando a informação para que
o aluno sinta que foi ele quem produziu esta resposta. Até de uma piada
sem graça sobre algum conteúdo didático, com a habilidade
de um artesão, ele reúne os “cacos” e faz “uma
bela obra de arte” sobre a matéria. Ama a educação
no crescimento dos alunos. Para isso é preciso muito amor e paciência
para que ela seja plena. Mais que leis sobre educação, precisamos
valorizar estes heróis que fazem do amor ao saber sua realização.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
18 Maio 2010:
“Não se chega a ser um grande homem se não se tem
a coragem de ignorar uma infinidade de coisas inúteis”
(Carlos Alberto Pisani Dossi, escritor italiano, 1849-1910).
Tempo bem empregado é conquista ganha. Normalmente nossa classificação
de útil ou inútil está diretamente relacionada com sua
aplicação imediata. Para os contemporâneos de Noé,
a construção da Arca era algo inútil até o dia que
começou a chover. Para Noé, a corrupção dos costumes
reinante em sua época era uma inutilidade, pois afastava as pessoas do
caminho de Deus. O tempo mostrou quem estava certo. Para quem anda de bicicleta,
um pára-quedas é inútil; mas, para quem vai saltar de um
avião é imprescindível. Quando se tem um objetivo a cumprir,
tudo o que afasta a pessoa dele é inútil. Perder tempo assistindo
futilidades diante de um aparelho de TV pode ser inútil se a pessoa tem
algo a fazer, ou a aprender. Toda distração ou tempo desperdiçado
retarda um processo criativo. Quem aproveita bem o seu tempo, sabe que um segundo
é muito importante e deve ser bem empregado. Deixar algo para fazer depois
é sinal de preguiça. Esta noção clara do que é
útil ou inútil está presente na vida e nas ações
dos grandes homens. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
17 Maio 2010:
“Cada mar possui suas correntezas, mas quando a tempestade se
aproxima, misteriosamente, essas se comunicam e, do oceano até o lago
mais ignoto de nossas montanhas, a mesma agitação parece movimentar
todas as águas” (Paul Sabatier, pesquisador francês,
estudou letras, medicina, teologia e belas artes, 1858-1928).
Enquanto um age, outros apenas observam. A observação de Paul
sobre um fenômeno natural, mas carregado de mistério, serve para
alertar que o mesmo acontece com o pensamento humano. Nos últimos tempos,
tivemos situações difíceis onde os desastres fizeram suas
vítimas em vários lugares, e foi justamente aí, que pessoas
se solidarizaram e enviaram suas contribuições de várias
formas, como que se uma força invisível motivasse todos os corações.
Como se fosse uma reação em cadeia há uma interação
entre os acontecimentos e o pensar (e agir). Há pensadores que ilustram
com a imagem de uma nuvem carregada de ideias sobre as cabeças, quem
se sintoniza com ela, tem sua inspiração, caso contrário
outro a terá. Por isso as invenções acontecem em vários
lugares quase que ao mesmo tempo, foi assim com a aviação e outras
descobertas, foi assim com a Revolução Francesa, e continua assim
até os dias de hoje. Temos duas alternativas, ou ficamos “bovinamente
ruminando” e olhando os acontecimentos sem nada entender ou tomamos parte
dos acontecimentos mostrando nosso pensar e agir. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
14 Maio 2010:
“A ciência ainda procura, o amor já encontrou”
(Henry Valentine Miller, escritor americano, 1891-1980).
O amor dá forças na procura do desconhecido. Uma ciência
sem amor torna-se frieza, cegueira e orgulho intelectual. Um amor sem ciência
é ingenuidade e preconceito. Separar amor e ciência como duas atividades
opostas na humanidade é o princípio de todas as distorções
e destruições que assistimos quase de maneira impotente no mundo
atual. A ciência, se bem entendida, leva o ser humano à pesquisa
e à busca da verdade até suas últimas consequências.
Ela, na busca do saber mais, atinge o amar mais. Ela é contínua
procura de querer ver e nesse ponto ela mostra o que cada pessoa é na
sua essência, isto é, uma busca incessante de tudo. É próprio
da ciência um buscar constante e o querer encontrar para fazer acontecer
e funcionar. Mas se nessa sua busca falta o amor, o homem começa a caminhar
na estranheza e distanciamento de si mesmo, rumo à insensatez. O amor,
por sua vez, é também procura, mas uma procura ciente daquilo
que já encontrou. É com alguém com frio na escuridão
que caminha em direção a uma fonte de calor que aumenta sua intensidade
à medida que dela se aproxima. O que o amor encontrou é a razão
que o conduz a procurar sempre. Essa procura significa tornar cada vez mais
claro e transparente o que já possui. Pode-se chamar essa atitude de
busca de clareza e transparência de ciência do amor. Ciência
do amor é o amor consciente. Eis porque só amamos bem, mais intensa
e profundamente aquilo que conseguimos “ver” e “sentir”
de maneira clara e transparente! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom dia! (14 anos)
13 Maio 2010:
“Quando alguém compreender que obedecer a leis injustas
é contrário à sua dignidade de homem, nenhuma tirania poderá
dominá-lo” (Mahatma Gandhi, advogado, político
e pensador hindu, 1869-1948).
“Quem cala consente”. A palavra “lei” (do latim ligare,
“aquilo que liga”) traduz a idéia de norma jurídica
estabelecida por autoridade competente para seu efeito. Ela atende a uma necessidade
de regulamentação de algo. Com base nas leis as pessoas sabem
como proceder. Mas existem exceções, ou seja, leis que atendem
a interesse de grupo específico em detrimento da maioria da população
por ter origem viciada, isto é, atenderam a lobby ou ideologias e foram
aprovadas por acordos de “bastidores”. Gandhi, para combater este
tipo de lei que ia contra a maioria do povo, incitou a população
a uma resistência pacífica que desafiava estas leis. Sofreu por
sua rebeldia, mas uniu o povo a ponto de se libertarem da tirania britânica
em seu país. Este tipo de lei continua sendo criada também em
nosso país, mas muitas vezes o povo nem toma conhecimento, pois os veículos
de divulgação das mesmas, nestes casos, circulam com “tiragem
limitada” apenas para cumprir a norma. Mesmo quando o povo vai contra,
quem redige altera o texto de maneira sutil para manter os acordos já
firmados. Para compreender o que acontece na política e tomar uma posição,
precisa ter uma atenção redobrada em tudo o que acontece e se
perguntar, “por quê”? É necessário buscar as
respostas e para isso deverá ir além das “manchetes”,
pois elas muitas vezes camuflam a realidade. Só assim poderá fazer
valer sua dignidade de homem. (Reflexão feita por José Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
12 Maio 2010:
“Para Francisco, a oração que se tornou ato essencial
da vida, perde seu caráter de fórmula mágica; torna-se
um impulso do coração; é a reflexão e a meditação
que se eleva acima da vulgaridade do aqui para penetrar os mistérios
da vontade divina e conformar-se com ela. Quando alguém alcança
essas alturas, não pertence mais às seitas, mas à humanidade.”
(Paul Sabatier, pesquisador protestante francês, estudou letras, medicina,
teologia e belas artes, destaca-se pelas pesquisas e escritos sobre a vida de
São Francisco de Assis, 1858-1928).
Quando o Criador toca o coração do homem que se abriu ao divino,
seu impulso ultrapassa as barreiras do formalismo e se atira nos braços
de Deus. Francisco respondeu a este apelo divino e descobriu no amor a chave
que abria as mais cerradas portas. E foi além, estabeleceu uma ponte
de amor do homem com a natureza que pode interagir de forma dinâmica a
ponto de ouvir e ser ouvido. A base estava neste amor divino manifestado pela
força da oração. Orar era como respirar, estava presente
o tempo todo. Mas, nem todos o entenderam; alguns achavam que ele tinha exagerado.
Até mesmo alguns de seus companheiros. Quando tudo parecia esquecido
pelo tempo, um escritor de outra religião reacende esta chama. Paul Sabatier
iniciou seus estudos neste campo por recomendação de seu professor
Ernesto Ronan que o encarregou de pesquisar a maravilhosa revolução
religiosa realizada por São Francisco de Assis. Por ser de outra religião,
sua pesquisa pode se aprofundar sem ser impedido por qualquer autoridade eclesial.
Sua obra influenciou a Igreja a repensar sua postura diante dos escritos franciscanos.
Deus continua a bater na porta dos corações onde muitos continuam
fechados pelo encantamento provocado por tantas vozes presentes em suas vidas.
Fazer silêncio para discernir a voz de Deus e a ela responder com amor
é o começo da oração. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Maio 2010:
“Se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que
creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um
moinho, e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos!
Eles são inevitáveis; mas ai do homem que os causa”
(Jesus em Mateus 18, 5-6).
As crianças confiam e miram-se nos exemplos dos adultos. Antes do moinho
movido a água, havia um moinho caseiro composto de duas partes de pedra,
uma inferior de formato tendendo a cônico que servia de base para outra
que se encaixava por cima desta, em cujo centro havia um orifício chamado
olho da mó. Cada uma destas partes era chamada de “mó”.
Com este engenho se trituravam os grãos que se reduziam a farinha para
posterior uso culinário. O senso de justiça proibia pegar uma
destas peças como penhor de dívida, pois sem ela a família
passaria necessidade sem a possibilidade de triturar os grãos que serviriam
de alimento. Nos versículos anteriores, Jesus pede que sejamos puros
como as crianças se quisermos fazer parte do reino dos céus. Em
seu tempo, nem as mulheres nem as crianças eram respeitadas como deveriam.
Com carinho, Ele pede que acolham as crianças que se acolhessem a Ele
mesmo. Mas, com severidade, adverte aos que corrompem estes inocentes. Vai além
de escândalos sexuais, começa desde o mau exemplo de atitudes,
como o uso de palavras de baixo calão, passa pelo emprego de crianças
em serviços impróprios e vai até o seu desvio de conduta
que culmina com a pedofilia. Suponho que o castigo que é reservado a
estes seja tremendo, pois se é melhor se atirar ao mar com uma pedra
de mó, imagine o que o justo juiz reserva a estes. Os escândalos
a que Jesus se refere, é todo tipo de escândalo, seja ele financeiro,
moral, familiar, de corrupção etc. Quantas vezes, mesmo sem querer,
servimos de mau exemplo. Vamos rever nossas atitudes enquanto é tempo,
para que não seja tarde demais. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
7 Maio 2010:
“Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos
filhos” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão,
1844-1900).
Há uma ligação da mãe com seu filho que acontece
bem antes de seu nascimento e continua ao longo de toda a sua vida. Existe uma
antiga crença popular de que um filho(a) escolhe a mãe que deseja
ter e, no momento da concepção, aquela criança fica torcendo
imensamente para que a mãe diga sim à sua vinda a este mundo.
O sim da mãe é resposta a um convite para dar início à
mais bela história de amor que pode haver na terra. Durante uma boa parte
da vida, especialmente nos primeiros anos da criança, a mãe ama
incondicionalmente os filhos e eles em contrapartida olham, sentem e aprendem
em pequenos gestos vindos dela o que significa amor e amar por amar. Com o tempo
esse amor é absorvido pelo(a) filho(a) (de forma consciente ou não)
e se torna corpo, alma e coração dela. E a partir dessa encarnação
do amor da mãe no(a) filho(a) ele(a) passa a ser conduzido(a) por esse
sopro vital no amor para consigo e com os demais. Isso quer dizer que o amor
da mãe permanece nos filhos de uma forma continuada, ou seja, amando
neles. O amor da mãe amando nos filhos quer dizer os filhos amando na
mesma radicalidade, profundeza, largura e intensidade da mãe em tudo
e em todos. Ainda com outras palavras, na idade ‘madura’, quando
o amor da mãe tornou-se bem impregnado na vida dos filhos, eles se transformam
em ressonância do amor materno em tudo o que pensam, dizem, sentem e fazem.
Assim sendo, o amor com que a mãe ama os filhos se estende por todos
os pontos da terra protegendo, iluminando, cuidando e abençoando tudo.
A falta desse amor em certos lugares e situações deve-se ao fechamento,
à incapacidade ou impossibilidade dos filhos(as) em recebê-lo de
maneira cordial e agradecida para deixá-lo continuar fazendo sua obra
de bondade no mundo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Feliz dia
das Mães! Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
6 Maio 2010:
“Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero”
(Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, relojoeiro, músico, secretário
real, agente secreto e autor de teatro francês, 1732-1799).
Só quem atingiu a maturidade sabe distinguir o que há por de trás
das palavras de um elogio ou de uma crítica, e, daí tirar uma
lição de vida. O elogio faz bem ao ego e a crítica em geral
o massacra, assim em geral pensamos! Por essa razão, estamos habituados
a ter melhor convívio com aqueles que nos elogiam e mantemos distância
dos críticos e das críticas. O nosso maior problema é quando
o elogio passa a ser o motor de nossas iniciativas e ações e as
críticas nossos carrascos e fantasmas. Quem vive apenas de elogios jamais
conhecerá sua verdadeira grandeza e seu verdadeiro potencial. Os que
fogem das críticas perdem a oportunidade de avaliar melhor o que são
e o que fazem. Por vezes recebemos muitos elogios que aparentam sinceridade
e admiração, mas que no fundo funcionam como um recurso a esconder
a mentira, a decepção e a desaprovação. A falsidade
de um elogio é algo que em nada contribui para o crescimento e a dignidade
da pessoa, enquanto uma crítica bem feita pode conduzi-la a uma verdadeira
transformação. Nesse sentido, mais vale a crítica sincera
do que o elogio mascarado. No convívio com quem quer que seja deveríamos
aprender a criar um espaço de liberdade e confiança onde o elogio
representasse sempre um incentivo da parte de quem nos vê naquele ponto
bom que nós próprios ignoramos. Ao passo que a crítica
deveria ser aquela palavra, ideia, visão ou saber vinda do outro a triturar,
massagear, purificar e revitalizar o que em nós estava cego, obscuro,
impensado e compreendido de maneira inadequada até o momento. Em pessoas
que possuem esse espírito de liberdade e confiança, tanto faz
as críticas ou os elogios que lhes são dirigidos, pois tudo é
bem recebido e bem elaborado, a ponto de um elogio jamais ‘subir-lhes
à cabeça’ para tirá-las da humildade do seu ser,
e a crítica nunca representar um peso que as lança ao chão
para prostrá-las no abismo da depressão e angústia. (Reflexão
feita por José Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
5 Maio 2010:
"A política é talvez a única profissão
para a qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação."
(Robert Louis Balfour Stevenson, novelista, poeta e escritor alemão,
1850-1894).
Para ser político, deveria ser exigido comprovado “amor”
à coisa pública. Em quase todos os âmbitos da sociedade,
para que alguém seja bem aceito nela, se requer muita preparação.
Preparação é tudo aquilo que a gente precisa buscar e fazer
para que a coisa aconteça de verdade. Onde falta preparação,
nada caminha; e, se caminha, vai de forma desorganizada, sem direção
e cheia de confusão. O mercado de trabalho exige o tempo todo pessoas
bem preparadas para lidar com suas exigências, embora em boa parte dos
casos a incompetência é que administra e trabalha. Faltando essa
preparação, as empresas sofrem com prejuízos e chegam até
mesmo à falência. Imaginar que no campo político se possa
entrar sem a devida preparação é o mesmo que pensar em
um aventureiro qualquer querendo entrar em um avião para pilotá-lo.
Pode-se até levantar vôo com ele tendo como base as instruções
dos manuais e de certos conhecimentos teóricos; porém, o despreparo
mostrará as deficiências do condutor e colocará sua vida
e a dos demais na direção do precipício da morte, principalmente
na hora da aterrissagem. A política como tal não permite a improvisação
e nem é lugar para gente despreparada na arte de desenvolver o bem comum.
Os que almejam a carreira política precisam entender antes de tudo que,
para ser “profissional em uma área qualquer” requer muitos
anos de convívio com a coisa ela mesma até ter dela um bom domínio
e a ciência de todas as suas implicâncias. E a profissionalização
na política não se faz meramente entrando em um partido para depois
promover-se a um cargo político, mas se faz num árduo e longo
período de aprendizado do sentido do que representam as coisas públicas
e do que deve ser o bem comum. Uma vez afinado com essa realidade, candidatar-se
a qualquer cargo político é só uma consequência.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
4 Maio 2010:
“Renunciar ao que se deseja é frequentemente uma virtude”
(Publius Ovidius Naso, (Ovídio), poeta romano 43 a.C.-17 d.C.).
Pessoas virtuosas aprenderam a conviver na contrariedade e extrair dela
sua força interior. Uma mentalidade bastante comum que impera sobre quase
todos nós é a de que devemos fazer o que desejamos. O que desejamos
em geral é o que nos convém e nos agrada. O que nos agrada tem
que ser o que jamais vai contra nossa vontade. Dessa forma, vivemos o tempo
todo tentando fazer nossa vontade sem querer contrariá-la. Contrariá-la
seria ir contra a natureza, agir contra si mesmo ou aniquilar-se. Renunciar
à própria vontade ou ao que deseja soaria para muitos como algo
impensável e inumano. Renúncia por sua vez, dentro desse modo
de pensar, é o mesmo que trilhar um processo de autodestruição
da pessoa, e ninguém que se ache inteligente abraçaria uma concepção
assim. Ao final, isso acaba influenciando todo o nosso modo de vida no que toca
à escolha do trabalho, às pessoas de nosso convívio, ao
que queremos vestir e comer, aos lugares que queremos frequentar etc. Pensar
ou agir assim é interessante para adquirirmos mais critérios na
hora de priorizar o que é mais ou menos importante. Porém, se
isso cria em nós uma fuga da renúncia para fazer somente o que
desejamos então nosso desejo se torna viciado, apegado, anêmico
e fechado. Quem faz só o que deseja acaba petrificando a vontade e deixando-a
frágil frente aos ataques de tudo aquilo que a contraria. Em geral, mas
nem sempre, as nossas dores de cabeça, problemas no coração,
calvície, úlceras, irritações, “stress”
e dificuldades relacionadas aos rins e fígado têm sua origem no
fato de que insistimos em fazer nossa vontade e nossos desejos e fugindo de
tudo aquilo que nos contraria. A capacidade de exercitar nossos desejos, abrindo-os
sempre mais diante do que é contrário ao querer, é que
fortifica e dá boa saúde, saúde originária ao homem.
Essa força, vigor e saúde originária atuando na pessoa
de forma livre e solta é que leva o nome de virtude. A pessoa que aprendeu
o dom da renúncia longe de ser alguém dissecado e diminuído
na vontade é maduro, inteligente e equilibrado no desejo. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
3 Maio 2010:
“O maior castigo para aqueles que não se interessam por
política, é que serão governados pelos que se interessam”
(Arnold Toynbee, economista inglês, 1852-1883).
Às vezes temos que escolher qual é o “menos pior”.
A palavra “governar”, do latim “guberno” tem em sua
origem a ideia de pilotar um navio, dirigir, conduzir. Assim, a segurança
de todos depende da habilidade de quem governa. Neste sentido, o regime democrático
coloca a responsabilidade da escolha de quem vai governar para os que serão
governados. Política (do grego “politika”) traduz
a ideia de assuntos públicos, ou seja, da cidade-estado (pólis),
de seus habitantes, de interesse comum para a harmonia de todos. Manifestar
uma opinião para o bem comum enriquece o grupo. Com o aumento da população,
ficou muito difícil ouvir a todos e em função disso, representantes
manifestam sua opinião em nome do povo. Se interessar por política
é contribuir para a organização da pólis (cidade-estado)
e com maior responsabilidade para o futuro, e neste caso é obrigação
pensar bem antes de escolher seu representante. A maioria procura fugir deste
tipo de responsabilidade para evitar incômodos; desta forma, foge de reuniões
de condomínios, de reuniões nas escolas, de grupos de bairros,
transferindo assim sua possível contribuição para o bem
comum para os que participam. Por esta omissão, toda a comunidade padece.
Os que se interessam aprenderam a se organizar de tal forma que sua opinião
prevaleça sobre as demais e assim garantam sua continuidade nos comandos
e nos privilégios daí decorrentes. De nada adianta criticar depois,
se nada fez quando era possível. O mau político só tem
espaço porque o eleitor foge de sua obrigação política
de bem escolher. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
30 Abril 2010:
“Não posso parar de trabalhar. Terei toda a eternidade
para descansar” (Madre Tereza de Calcutá, missionária
yugosláva católica, 1910-1997).
Trabalho feito com amor é suave. Por trabalho se entende a “energia”
dispensada em uma ação manual ou intelectual. Quando encarado
com amor ele é um mestre que aperfeiçoa nosso agir, pois vai se
aprimorando à medida que é feito. Neste sentido, ele se torna
leve. Se for encarado como um fardo necessário para o sustento, ele se
torna “pesado” difícil de ser executado, assim ele é
um capataz que cobra resultado e tempo de dedicação. Para Madre
Tereza o trabalho era uma fonte de amor ao próximo, pois seu tempo era
dedicado neste auxílio aos mais necessitados, e como era feito com amor,
por mais difícil que fosse, havia alegria em fazê-lo. Assim, está
em nós a maneira de encarar o trabalho, como aperfeiçoamento e
moldagem do espírito ou como um mal necessário. Lembre-se que
tudo o que é feito com amor gera uma recompensa. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
29 Abril 2010:
“O mundo exige resultados. Não digas aos outros tuas dores
de parto. Apresente seu filho” (Indira Gandhi, estadista e política
hindu, 1917-1984).
O amor supera a indiferença. Neste mundo competitivo há
uma corrida velada para ocupar as primeiras posições, com isso
se exige serviços rápidos e com qualidade. Não há
tempo para justificativas; o que transparece é o resultado. Os que ficam
para traz vão sendo descartados. Ninguém quer saber das dificuldades
encontradas no decorrer do processo. Com isso se atropela a vida. Vamos perdendo
aos poucos a capacidade de ouvir. A experiência competitiva vivida no
trabalho, muitas vezes é transferida para vida pessoal, e assim queremos
mensurar resultados em nosso convívio social. Aos poucos as pessoas começam
a ser descartadas se os resultados forem insatisfatórios. Está
faltando espaço para o amor. Muitos se esquecem que os erros (ou inseguranças)
são os melhores mestres quando são transformados em instrumento
de conhecimento da falha no processo que, quando corrigido, gera uma melhoria
significativa. Quando colocamos amor em tudo o que fazemos, mesmo que estejamos
inseridos num processo competitivo onde se exigem resultados, o nosso fazer
será mais harmonioso, pois temos em nós a esperança e a
alegria que vencem as “dores do parto”. Nosso convívio social
será acolhedor e formador. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
28 Abril 2010:
“Se quisermos um mundo de paz e de justiça devemos colocar
decididamente a inteligência a serviço do amor”
(Antoine de Saint-Exupery, escritor e piloto francês, 1900-1944).
Onde há cooperação o serviço é leve.
Quando observamos uma atitude que supera a expectativa devido ao seu grau de
criatividade, dizemos que foi inteligente. São atitudes inteligentes
que levam a humanidade a um desenvolvimento tecnológico cada vez mais
admirável. Por outro lado, sentimos que o “grupo” dos que
se beneficiam destas descobertas é bem pequeno comparado ao “grupo”
dos que lutam para sobreviver no contexto onde estão inseridos. Este
distanciamento gera tensões. Quando há catástrofes este
quadro se agrava. O socorro emergencial é benéfico para os que
são atendidos; mas, é provisório, e está longe de
ser chamado de amor. Um exemplo de amor é o que fez Madre Tereza, deixando
o conforto do convento e abraçando com amor o moribundo, sabendo que
este gesto é pouco diante de tantos necessitados, mas pelo menos este
teve algum sentimento de afeto. A proposta de Exupery é unirmos estes
dois mundos, ou seja, utilizar esta capacidade criativa (inteligência)
do ser humano a favor do ser humano, mas com amor, isto é, sem a intenção
de lucro, simplesmente pela alegria de ver o próximo feliz. A recompensa
é um mundo mais justo, pois a paz é fruto do amor. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
27 Abril 2010:
“Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado. Quero me recolher,
me retirar das ocupações efêmeras. Mas ouço vozes,
vozes benevolentes, passos que se aproximam e minhas portas se abrem...”
(Rainer Maria Von Rilke, poeta checo, 1875-1926).
Quem vive bem cada fração de seu tempo, o faz com a máxima
perfeição. Viver como se o tempo fosse ilimitado pode soar para
alguns como aquela pretensão ambiciosa de querer viver para sempre, sem
envelhecer, apenas aproveitando e se deleitando com tudo o que a vida oferece
de bom e melhor, ou melhor, como se a vida e o tempo fossem infinitos. Isso
tem o seu valor e sua importância num nível de compreensão
e muitos investem caro nesta busca. Numa tal concepção de vida
é comum excluir toda e qualquer possibilidade do surgimento de eventos
aparentemente negativos, como o adoecer, o passar por necessidades, o ficar
velho ou o sofrer limitações das mais variadas formas; pois tudo
isso e muito mais é visto como limitação e, consequentemente,
deve ser rejeitada em nome do ilimitado. No entanto, o ilimitado do tempo que
aciona o viver de alguém significa jamais entender os limites como empecilhos
ou barreiras intransponíveis a estagnar o curso da vida. Viver como se
o tempo fosse ilimitado também nada tem a ver com o viver sem limites.
Mas, é apropriar-se dos limites e fazer deles trampolins para saltar
cada vez mais alto e mais profundo no abismo do tempo e da vida. Significa usar
de todo e qualquer limite no tempo como uma espécie de matéria-prima
para aguçar a criatividade e deixar a inspiração ousar
o novo e o porvir. O ilimitado no caso do tempo é apenas uma atitude
disposta de em momento algum fechar a porta aos acontecimentos da vida, sejam
eles quais forem, mas tomar tudo o que passa por nós dando a atenção
devida e passar por tudo devidamente sem nos perder em futilidades e coisas
efêmeras. Nesse sentido, viver a vida como se o tempo fosse ilimitado
é viver bem os décimos de segundo, os segundos, os minutos, as
horas... enfim, os limites e as oportunidades do tempo. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Abril 2010:
“Deve ser um grande prazer que proporciona a arte de governar,
talvez por isso que são tantos os que aspiram a fazê-la”
(Voltaire, filósofo e escritor francês, 1694-1778).
“Governar” é uma “arte”. De agora em diante,
veremos muitos políticos, ocupando o espaço da mídia, tentando
convencer o eleitorado que seu projeto político é a melhor alternativa
para o futuro. No entanto, nenhum deles consegue explicar porque nada disso
fizeram quando estavam no poder. A culpa sempre é do modelo político,
mas mudar ninguém quer. Eu tenho dificuldade de entender o porquê
do “loteamento” de cargos em Ministérios e Empresas estatais
(dentre outros), logo após o término das eleições.
Talvez porque aqui esteja escondida esta bela “arte de governar”,
ou seja, nas regalias financeiras que ela proporciona a todos os que dela compartilham.
E as pessoas do povo? Ah, que esperem as próximas eleições
alimentadas pela esperança que um dia isto possa mudar; mas que mantenham
o pagamento de seus impostos em dia para que esse dinheiro nunca acabe. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Abril 2010:
"Nossas vidas começam a terminar no dia em que nos silenciamos
para as coisas que realmente importam" (Martin Luther King, Jr,
sociólogo, pastor e ativista político americano, 1929-1968).
Um barco só chega a seu destino quando seu condutor sabe aonde
quer chegar. A palavra “importante” traduz a ideia de algo útil,
que nos ajuda. Silenciar é nem querer ouvir, é fazer de conta
que não é conosco. Na vida, a gente está cheio de coisas
importantes, de coisas menos importantes e coisas sem importância. O que
torna algo importante é sua contribuição para as metas
ou objetivos de nossa vida e de toda a humanidade. Para aquelas que são
importantes devemos estar sempre voltados e interessados. À medida que
a elas nos dedicamos, elas “ganham vida”. Se perdermos o interesse
por elas, a vida começa a ficar sem importância também.
Em uma vida sem objetivos e sem importância, as coisas fúteis ganham
vulto e a pessoa fica cada vez mais perdida, e com isso, a vida começa
a findar. Por sua vez, o mais importante requer de nós; mais dedicação,
mais tempo, mais disposição e priorização. Para
o que é o menos importante a gente nem perde muito tempo. Mas devemos
ser espertos e atentos para saber diferenciar tudo isso; caso contrário,
se confunde um com o outro e quando se dá conta, já gastou muita
energia com o que é inútil. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Abril 2010:
“Nada é permanente, salvo a mudança”
(Heráclito de Éfeso, filósofo grego, 540-470 a.C.)
Na mudança, há renovação. Nos últimos
cinquenta anos se fala muito em mudanças que perpassam todas as esferas
da sociedade. De duas décadas para cá, o acento maior tem sido
em torno das mudanças ocorridas no Planeta, no clima, no mar, na terra
etc. Tais mudanças são causadas muitas vezes pela imprudência,
ambição e insensatez humana. É uma mudança que tem
trazido efeitos catastróficos para a humanidade. Muito se fala também
das mudanças no mercado globalizado, nas profissões, nos valores,
na política, na religião, na educação, enfim, em
todas as formas de pensar e conceber a realidade. Tudo, portanto, está
em contínua ebulição e mudança, algumas trazendo
benefícios, progressos; outras somente destruições e caos.
Mudar é bem mais do que uma espécie de troca, substituição
ou transferência de uma coisa de um lugar para outro. Trata-se de uma
geração que faz nascer o novo e inaudito. Refere-se a uma transformação
que inverte, perverte, converte e reverte toda uma situação ou
vida. No ser humano a mudança tem a ver com um abrir-se e deixar-se mover
pelo que a visita na cotidianidade da vida. A visita é o inesperado,
o diferente, o sem nome, o desconhecido que vem ao encontro da pessoa e a incita
a sair de si, a abrir espaço no seu ser para acolher e permitir a atuação
e transformação daquilo que a atinge e pede recepção.
Por isso, jamais resistir ao confronto, às exigências e ao toque
da mudança, pois ela representa passagem rumo a uma nova terra, a um
novo mundo, a uma nova realidade. Recebê-la de forma consciente, livre
e cordial pode nos conduzir às verdadeiras transformações
de que necessitamos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
20 Abril 2010:
“Muitos te odiarão, se te amares a ti próprio”
(Erasmo de Rotterdan, teólogo e humanista holandês, 1466-1536).
O amor é o “centro” do indivíduo. Dizer que alguém
ama a si próprio soa em geral atitude de gente egocêntrica, isto
é, aquele que só pensa em si, que se põe no centro de tudo
etc. Egocêntrico, no entanto, diz algo bem diferente de egoísta.
O egoísta é o que só pensa em si mesmo e exclui toda e
qualquer forma de relação interpessoal. Já o egocêntrico
é o que procura seu próprio centro, pois ele sabe que se estiver
descentralizado, tudo o mais estará em desequilíbrio e demolição
em sua pessoa. Procurar o centro é buscar o âmago, o núcleo
daquilo que constitui o seu próprio ser. Quando se encontra e se alimenta
esse núcleo, tudo o mais “dentro” e “fora” de
si, principalmente as relações interpessoais, muda para melhor.
Quem faz isso bem, mostra que ama a si mesmo. Amar a si mesmo nesse sentido
é querer colocar o ego naquele ponto onde o amor gera, alimenta, transforma
e orienta tudo na pessoa. Isso quer dizer que somente quem tem o ego fora desse
centro é que se torna egoísta. Em contrapartida, toda pessoa que
parte em busca de amar a si mesma terá pela frente resistência
e ódio, ou seja, encontrará oposição da parte de
tudo e de todos que nela e fora dela representa desamor. Nascerá a partir
daí uma luta gigantesca e sem trégua rumo à renúncia
daquilo que põe a pessoa fora de seu centro e do anúncio e busca
daquelas realidades que formam o centro ou o núcleo de sua identidade.
Esse é o caminho daquilo que nos dias atuais se entende de forma inadequada,
mas que os antigos traduziam numa bela expressão como sendo o “girar
ao redor do próprio umbigo”. Umbigo no caso é o miolo, o
centro gerador da vida. Quem gira em torno dele nada tem a ver com o indivíduo
mesquinho, egoísta e isolado de tudo e de todos. É apenas alguém
que está buscando recuperar a boa energia da vida, bem como procurando
reencontrar-se com a fonte, o fundamento e o sustento dela, o amor. Sem amor
o humano jamais é ele mesmo e nenhum bem pode fazer a si e aos outros.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Abril 2010:
“Um hábito com hábito se vence” (Thomas
de Kempes, teólogo alemão, 1380-1471)
Quando se quer, tudo se consegue. A palavra “hábito”
vem do latim “habitus”, traduzindo, uma prática
frequente, um costume. Há bons hábitos e maus hábitos.
As formas de cortesia são exemplos de bons hábitos. Leituras,
exercícios físicos também são bons hábitos.
Exemplos de maus hábitos são em maior número, tais como;
limpar o nariz enquanto dirige; atender celular em ambiente restrito (sala de
aula, igreja etc.); usar vagas de outros; coçar, mentir, falar mal etc.
Às vezes temos hábitos que nem percebemos de tanto que praticamos.
Neste caso uma palavra amiga pode nos ajudar. Para vencer os maus hábitos
é necessário substituí-los com bons hábitos. Mas,
para isso é fundamental em primeiro lugar se convencer que esta prática
é ruim, que nos prejudica e ofende de certa forma aos demais. Em segundo
lugar é preciso querer mudar e buscar com afinco vencer a si mesmo nesta
luta de mudança. Por fim, devemos substituir este mau costume por outro
que seja considerado bom e torná-lo um hábito. É assim
que um hábito vence outro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
16 Abril 2010:
“Tua única obrigação em qualquer período
da vida consiste em ser fiel a ti mesmo” (Richard Bach, piloto
e escritor americano, nasceu em 1936).
Fidelidade é o “GPS” da vida. Ser fiel a ti mesmo
consiste em ser autônomo e assim não depender dos outros para fazer
aquilo que precisa ser feito. O grande perigo ou problema da fidelidade nos
dias atuais está em querer ter expectativas em relação
a alguém ou a um grupo para se seguir em frente num projeto comum. Nessa
ótica, a tentação é pensar que só se pode
ser fiel se o outro o for. Só se faz se o outro fizer. Somente se segue
se o outro der a arrancada inicial. Isso é dependência, diferente
de fidelidade! A fidelidade é um compromisso que se estabelece consigo
mesmo antes de ser com o outro. Ser fiel é manter claro, decidido e firme
o tempo todo aquilo a que se propõe ser ou fazer. Essa postura deve estar
clara e bem compreendida na pessoa; caso contrário ela fica a maior parte
do tempo esperando pelo outro. Ao faltar à colaboração
do outro, então ela faz “corpo mole” (foge da responsabilidade),
pois no fundo só queria enquanto e porque o outro queria. Eis o início
das cobranças, da desconfiança, da ira, da perseguição,
das afrontas, do jogo de “esconde-esconde”, das desculpas e do lançar
a culpa sobre o outro. A vida de cada um tem na sua origem o legado da liberdade
e da responsabilidade que vai se moldando com o tempo. É uma missão,
uma tarefa, uma conquista e um vir a ser, no qual está implicada a vida
toda e toda a vida da pessoa. Somente ela pode responder por si. Em última
instância, ser fiel é a arte e a maneira mais prática, mais
simples, mais honesta e pura de demonstrar transparência, cuidado e amor
para consigo mesmo num grande propósito de vida. É como um cavaleiro
que em duras batalhas precisa manter a honra e a dignidade de ser cavaleiro.
Independente se o faz para o rei, para o próximo, para a família,
para a causa da justiça, para o bem do reino ou para os mais necessitados.
Ter clara e bem definida a grandeza de sua missão (ser cavaleiro) e doar-se
a ela com o risco das feridas, dos golpes; em contrário e até
da própria vida, é o único necessário a fazer até
o fim. E o fim aqui é a consumação da doação,
jamais a ruína ou o lance último de uma jogada de desespero. É
por isso que fidelidade é o grande teste que recai sobre cada um para
medir a intensidade, a força, a profundidade, a largueza, a altura e
o fôlego do amor para consigo mesmo e para com os outros. E nesse ponto
é sempre bom lembrar: anterior a nós mesmos possibilitando o nosso
ser fiel está a fidelidade que já nos tocou e nos deu tudo para
corresponder a ela. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
15 Abril 2010
“É leve a carga que levamos com prazer”
(Publius Ovidius Naso, “Ovídio”, poeta romano, 43 a.C.-18
d.C.).
O querer alegre suaviza os fardos. Uma vez ou outra, na vida, já nos
deparamos com pessoas que nos confessam estarem cansadas, entediadas e desanimadas
com a vida. Sentem que o cotidiano lhes pesa como um enorme peso sobre os ombros.
Nada os consola em tais momentos, nem mesmo a presença de entes queridos,
de amigos ou companheiros das atividades que exercem em comum. Tudo à
sua volta parece definhar-se em tristeza e sombras. Por conseguinte, experimentam
as mais diferentes situações a que estão expostos como
um fardo insuportável que obrigatoriamente devem portar adiante para
dar conta do recado da vida diária, caso queiram sobreviver nesse mundo
que tem seu ritmo e sua trajetória nos ponteiros incansáveis do
relógio. De onde vem o cansaço e a sensação que
experimentam? Qual é a razão, que em certos dias, a sensação
é a de que as cargas dos compromissos e responsabilidades soam maiores
do que as próprias forças? Por que em certos momentos caem na
estranha sensação de que algo como o silêncio, por exemplo,
é sentido como ruído estridente aos ouvidos? Como pode ser que
em determinados dias o que para tais pessoas era a rotina da beleza de um encontro,
se inverte em desencontro e o que era suave e agradável no convívio
se converte em sabor amargo e desagradável? O fruto de tal experiência
deixa os indivíduos com a sensação de arrastar chumbo nos
pés, de perda da vontade, como se portasse o mundo sobre os ombros, de
ter a respiração descompassada, de sentir o peito aos cacos e
a alma em chamas. Por certo a razão de todo esse desconforto se encontra
no modo ou na atitude como se carrega a vida nas suas mais diferentes exigências.
Aquilo que se porta com má vontade, sem liberdade, sem decisão,
sem abertura de espírito e sem amor, acaba por tornar-se um fardo insuportável
na vida da pessoa, por mais leve que seja. Por sua vez, tudo aquilo que se carrega
com prazer, com vontade e determinação, por mais pesado que seja
torna-se suave e leve. Não que a coisa ou a situação em
si se torne menos pesada e menos concreta na sua exigência, mas o modo
e a determinação em colocar-se por baixo de qualquer peso, com
disposição de alma grande, é que suaviza e dá leveza
aos pesos da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
14 Abril 2010
“Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder”
(Giordano Bruno, filósofo, teólogo, escritor e frade dominicano
italiano, condenado à morte na fogueira pela Inquisição
Romana. Também referido como “Bruno de Nola” (região
próxima a Nápoles) ou “Nolano”, 1548-1600).
Qual “vício” o poder sempre quer mais? Por que razão
será que é ingênuo pedir a quem tem poder para mudar o poder?
Em geral, pensa-se que é porque quem tem o poder é quem “manda”,
que domina tudo e todos. Diz-se muitas vezes que quem tem o poder é porque
custou a conquistá-lo e ao conquistá-lo, sabendo da dificuldade
e luta na conquista, prefere mantê-lo como está para evitar perdê-lo,
pois perdê-lo seria enfraquecer-se ou cair em ruína. Outros imaginam
que mudar o poder é mexer no próprio ponto fraco ou agir contra
si mesmo quando o tem em mãos. Quem pensa ter o poder, geralmente imagina-se
possuído de capacidades e habilidades que lhe dão tal segurança
e espírito de superioridade que desfazer-se dele ou mudá-lo é
visto como um paradoxo e contrassenso. Na verdade, porém, a ingenuidade
de pedir a mudança do poder por parte de quem o tem consiste no fato
de que quando se busca ter ou conquistar o poder acontece uma inversão
nessa relação “homem e poder”; ou seja, não
é o homem que tem o poder, mas é o poder que tem o homem. Pode
parecer estranho; mas, um homem dominado ou possuído pelo poder torna-se
sua posse e por mais que queira agir em contrário sempre será
sua presa e vítima. Desta forma, é o poder a ditar as regras e
o modo de agir em quem ele se apossa. A vítima do poder é um instrumento
do poder. Essa compreensão última da noção do poder
significa dizer que: os que detêm poder têm a responsabilidade de
fazer todo o esforço possível para recebê-lo bem, no sentido
de ser um bom instrumento dele. Se “poder” é capacidade,
habilidade, então, deve fazer de tudo para administrar bem essa capacidade
e assim permitir as boas mudanças que o poder opera. Caso contrário,
os efeitos do poder nos seus súditos serão devastadores. Consequentemente,
devastada se torna a sociedade (ou grupo) onde tal súdito tem a tarefa
de estar à frente de outros na condução do poder. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
13 Abril 2010:
“A bondade que você teve para comigo não se perdeu,
pois você a teve e isto permanece sendo seu, e mesmo que os resultados
materiais fossem nulos, é razão a mais para que isto permaneça
sendo seu [...].” (Trecho de uma carta de Vincent Willem van
Gogh, (pintor holandês, 1853-1890), ao seu irmão Théo).
Qual bumerangue lançado ao ar que retorna à mão
do lançador com maior velocidade, assim é o ato de bondade, retorna
a quem o pratica com energia potencializada. Uma das razões pelas quais
tantas vezes desistimos de continuar praticando algum bem para com as pessoas
ou para com a sociedade, vem do fato de experimentarmos o fracasso do retorno
ou da recompensa daquilo que foi feito como sendo algo bom. O fracasso do retorno
ou da recompensa significa que ao fazer o bem queremos inevitavelmente ver ou
sentir um resultado concreto e imediato sobre os outros ou sobre a situação
que o praticamos. Quando o resultado é negativo, principalmente depois
de tanto investimento de nossa parte, a sensação de frustração,
irritação e tempo perdido nos toma, nos desanima e nos faz pensar
que praticar o bem não vale à pena. Chegamos a pensar que são
mais bem sucedidos os ímpios e os que se deleitam com as obras da iniquidade.
Na verdade, porém, o grande mérito de quem pratica a bondade é
que se ela está em quem a exercita no confronto com o próximo,
ela jamais o abandona. Ela permanece naquele que a opera, independente se o
outro a recebe ou não. Ela é um tesouro inesgotável que
só aumenta naquele que se exercita nela. Por isso, ninguém deveria
jamais desistir da bondade demonstrada para com o semelhante, pois mesmo quando
recusada por quem quer que seja o seu destino é retornar à casa
de seu ‘dono’ para não perder-se no vazio. Um paralelo desse
estilo de bondade pode ser observado de um modo bem real nas palavras claras
e motivadoras de Jesus aos seus seguidores quando falando do poder do retorno
da paz afirma: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz
seja nesta casa. E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre
ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.” (Lc
10,5-6). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
12 Abril 2010:
“A única coisa que impede de Deus enviar um segundo dilúvio,
é que o primeiro foi inútil” (Nicolas-Sébastien
Roch, “Chamfort”, acadêmico francês, 1741-1794).
Deus recompensa mesmo que seja apenas um. O termo dilúvio determina
uma quantidade enorme de chuva capaz de inundar enormes quantidades de terras;
bem como, em termos restritos, em várias mitologias, uma inundação
que destruiu toda a terra. A afirmação de Chamfort tem seu lado
hilário, mas apresenta também um convite a reflexão de
como anda a nossa fé. Existem mais de 270 histórias de dilúvios
entre os povos da terra, sendo a maioria ligada às suas origens. Na Bíblia,
ela é narrada em seu primeiro Livro (Gênesis, capítulo 6),
procurando apresentar um ensinamento religioso nas relações entre
o homem e seu criador. Nele o dilúvio aconteceu, pois o mal estava generalizado
numa corrupção que parecia irremediável. Esse foi o motivo
que antecedeu o dilúvio. “O Senhor viu que a maldade dos homens
era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração
estavam continuamente voltados para o mal” (Gn 6, 5). Mas, havia exceção,
no caso Ele encontra Noé, um homem justo e perfeito, e com ele faz uma
aliança e confia a missão de construir uma arca para salvar pessoas
e animais indicados por Deus. Noé foi salvo, porque se recusou seguir
a maioria e preferiu ficar fiel a Deus. Nos dias atuais, também há
muitos convites para seguir a maioria em seus desvios de conduta, parecendo
que o alerta do dilúvio já foi esquecido. Em muitos casos, procurar
agir corretamente é desafiar a maioria ou ser contrário ao grupo.
Como a grande maioria cede à pressão, a maldade continua desenfreada.
Mas, tem muita gente buscando uma saída, pois a bondade clama em seus
corações. Aja corretamente para que outros se sintam animados
em seguir o seu exemplo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Abril 2010:
“Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente
até onde os outros já foram” (Alexander Graham
Bell, cientista e inventor escocês, 1847-1922).
Deus nos deu a capacidade de abrir caminhos. Jamais acreditar que o nosso
destino é algo já traçado de antemão. Nunca pensar
que somos marionetes nas mãos de entidades ou seres superiores. Quem
pensa ou imagina sua vida desta forma, elimina desde o início seu crescimento
humano neste mundo e abafa toda e qualquer possibilidade de avançar livremente
pelos caminhos de sua própria história, pois a história
de cada um é sempre um porvir, um lançar-se no desconhecido e
inesperado; um construir por entre surpresas e novidades. Trilhar os caminhos
de sua própria história nada tem a ver com fatalismo ou com um
percorrer cegamente trilhas preestabelecidas por quem quer que seja. O caminho
que o homem livre e aberto percorre é aquele que se faz e se descortina
enquanto se caminha. Quem percorre apenas trilhas já amassadas pelos
outros, reduz seu campo de percepção e nunca irá experimentar
o sabor e a graça do novo, do inaudito, da criação e do
inesperado. Será sempre um reprodutor de atitudes e comportamentos, um
seguidor de modas e idéias mal assimiladas, um executor do já
pensado e estabelecido, um resignado com a própria ‘sorte’.
Aquele, no entanto, que ousa traçar intrepidamente o próprio “caminho”
a que é chamado pela aventura da liberdade, esse encontra a verdade de
seu ser e chega a construir bem nesse mundo aquilo que os antigos chamavam de
‘história de uma alma’. A ‘história de uma alma’
é quando o núcleo de nós mesmos vem à tona, ou seja,
quando aquilo que nos constitui na nossa identidade de filhos de Deus aparece
no seu brilho maior e na sua máxima expressão. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
8 Abril 2010:
“O cavalo conhece pelas rédeas quem o guia”
(provérbio turco).
Cavalo e cavaleiro formam uma só peça quando há
harmonia entre ambos. O cavalo, por sua força e robustez empresta ao
homem sua mobilidade, o homem por sua visão e conhecimento fornece ao
cavalo a segurança do melhor trajeto. Quando falta esta segurança
no cavaleiro o cavalo fica confuso, pois terá que fazer o papel dos dois,
já que o seu guia desconhece o caminho. Só na maneira de assumir
o comando, o comandado sente a insegurança de quem vai guiá-lo.
Esta analogia é valida em todos os setores da vida onde há uma
necessidade de alguém assumir o controle de algo. É por isso que
o bom cavaleiro ama o seu cavalo, pois aprende com ele a conhecer seus limites
e a recompensar seus bons esforços. Nesse caso, se dispensa esporas ou
chicotes, pois onde há amor, há confiança, companheirismo
e ajuda mútua. Até as palavras são dispensáveis,
pois o outro percebe o que é necessário naquele momento e o faz,
pois pensa mais no outro que em si mesmo. Como seria maravilhoso se nossos dirigentes
amassem seus comandados a ponto de suprirem suas necessidades sem um pedido
formal de ajuda, e os comandados fossem além de suas obrigações
dando sua contribuição para o bem comum. Só o amor é
capaz de tudo isso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
7 Abril 2010:
“Uma língua suave é a árvore da vida, mas
a língua perversa quebranta o espírito” (Livro
dos Provérbios de Salomão 15,4).
Pequena, mas de poder devastador, assim é a nossa língua.
No plano da anatomia humana, os entendidos nessa área costumam dizer
que uma língua excessivamente grande está ligada a diversas alterações
funcionais. Na boca, ela pode interferir no aspecto estético e, também,
na fala, na voz, na respiração, na formação da arcada
dentária etc. Com isso se quer afirmar que a língua grande pode
influenciar negativamente na saúde bucal de alguém e, consequentemente,
na configuração do todo de seu corpo. No plano dos relacionamentos
humanos acontece algo semelhante. Alguém de língua grande e perversa
possui um poder extraordinário de influenciar de forma negativa no local
onde vive. A voz, o tom, o modo e o conteúdo de uma língua marcada
pela amargura e o ressentimento, provoca danos irreparáveis em qualquer
ambiente. A língua perversa é apenas a extensão de uma
pessoa que se encontra interiormente desequilibrada e afetada por algum mal
que a consome. Por achar insuportável carregar tamanho peso, a tentação
é a de querer lançar para fora toda a carga que a sufoca. Com
essa atitude, a pessoa torna-se semelhante a quem está há dias
sem banhar-se e que com seu odor desagradável espanta a todos os que
tendem a aproximar-se dela. Todo e qualquer ambiente que conta com os ataques
e a presença de uma língua perversa, fofoqueira e felina, corre
o risco de confundir, desorientar e destruir os seus componentes. Língua
perversa, tal qual árvore seca e infrutífera, esteriliza os relacionamentos.
Por sua vez, a língua suave e sábia, à semelhança
de uma árvore carregada de bons frutos, produz relacionamentos vivos,
harmoniosos e construtivos. Forjada em um coração bom e amigo,
ela tem um poder espetacular de gerar relações e ambientes saudáveis.
Somente a língua dos sábios e dos espíritos equilibrados
tem a capacidade de formar ambientes agradáveis com pessoas maduras,
responsáveis, colaboradoras, discretas, cordiais e sensíveis com
a causa comum. Nesse sentido, vale dizer que a língua representa um excelente
termômetro das personalidades e dos ambientes. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
6 Abril 2010:
“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com
os homens?” (João Guimarães Rosa, escritor brasileiro
nascido em Minas Gerais, 1908-1997).
Quando agimos como animais agressivos, perdemos nossa ternura de seres
humanos. A época atual é de um paradoxo incrível. Nossa
sensibilidade para com os animais e sua causa é tamanha que somos capazes
de brigar e maltratar um ser humano por causa deles. Em condomínios e
em alguns lugares públicos, por exemplo, se dispensa a cães, gatos
e pássaros, certos tratamentos, cuidados e atenção que
pouco ou raramente se vê proporcionados aos homens. Essa é uma
mentalidade que gota a gota vem sendo invertida nas novas gerações;
ou seja, é preferível tratar bem um animal que nos dá afetos,
segurança e carinho do que às pessoas que, na maior parte das
vezes, só nos causa indiferença, desgosto e sofrimento. Em nome
disso: tudo aos animais, nada ao ser humano. Atribui-se aos primeiros tudo o
que é próprio do segundo: casa, tratamento de saúde, tratamento
odontológico, lazer, academia, shopping, comida balanceada, hotéis
etc. Até direitos fundamentais dos animais temos hoje, mais defendidos,
promovidos e respeitados do que os direitos dos seres humanos. É lógico
que eles merecem serem bem tratados, pois partilhamos do mesmo planeta e fomos
criados para vivermos em harmonia. Apenas que a consciência do valor e
do cuidado a eles nos dias atuais supera em muito àquela que se deveria
ter para com cada ser humano. Quem sabe se recuperássemos radicalmente
a compreensão mais elementar de nossa existência quanto ao amor,
cuidado e respeito para com o sentido, o valor e a dignidade de cada ser humano;
talvez jamais ocorra novamente de alguém pintar e urinar em um ser humano
por ser um habitante das ruas, como ocorreu recentemente. Será que o
que está acontecendo conosco é que perdemos a ternura pelo ser
humano e a transferimos aos animais? Será que temos que nos animalizar
para depois percorrer um caminho de “evolução” para
sermos humanos? Será que acharmos que “animalidade” representa
simplesmente um dar vazão aos instintos de violência e crueldade
sobre os outros quando estamos revoltados, chateados, deprimidos e insatisfeitos
com a nossa própria história, com nossa família ou com
a sociedade que habitamos? Porém, nenhuma revolta e insatisfação
pessoal justificam qualquer ato de agressão e insensibilidade para com
o próximo. Pertencemos a uma “espécie” que tem por
graça, por tarefa e vocação o privilégio de ser
responsável e sensível para com todos e para com tudo o que existe
nesse mundo. Negligenciar ou deturpar isso é o início de nossa
desumanização. Estejamos atentos a isso em cada pensar, sentir
e agir nos nossos mínimos relacionamentos cotidianos para evitar recairmos
em uma inversão dos valores! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
5 Abril 2010:
“O que é feito às pressas nunca se faz bem. Faça
sempre com calma e tranquilidade” (São Francisco de Sales,
bispo e doutor da Igreja nascido na França, 1566-1622).
Quem começa com tempo se prepara melhor. “Pressa”
tem origem no latim “pressare”, traduzindo, a necessidade
de fazer com a máxima rapidez, ou seja, com impaciência, aflição,
aperto. Feito assim, falta tempo para uma análise criteriosa para fazer
bem feito, aproveitando ao máximo todo o seu potencial. Geralmente tudo
o que precisa ser feito às pressas é porque foi deixado para depois
quando havia tempo suficiente. Perdemos muito tempo com futilidades e dedicamos
pouco tempo para o que é essencial. É como uma mulher de manhã
diante do espelho que dedica muito tempo para a aparência e se esquece
que o mais belo que tem é o que ela irradia da alma, ou seja, sua alegria
de viver. Fazer com calma é fazer bem feito, com dedicação
e capricho, dando o melhor de si. O artista que prepara uma obra prima, o faz
com tranquilidade, com calma, pois sua arte depende do melhor de si. Sejamos
artistas de nossas obras, sempre apresentando o melhor de nossa criação!
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
31 Março 2010:
“Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa,
antes de sofrer” (Jesus no Evangelho de Lucas 22,15).
Na união há força. Os judeus se reuniam para comemorar
a Páscoa. A festa da Páscoa era para os Judeus uma recordação
da intervenção Divina em sua libertação do Egito.
Alguns aspectos desta festa foram prescritos ainda por Moisés. Dentre
eles há um em especial que era comer do cordeiro sem defeito; mas ele
falta na Páscoa de Jesus. Isto porque Jesus toma o lugar deste cordeiro
na cruz, e em seu lugar eles comem o pão e o vinho abençoado por
Ele. Estavam todos juntos e é assim que Jesus deseja ardentemente comemorar
a Páscoa conosco, em união, em harmonia, em Paz, recordando que
Deus continua intervindo em nossa vida quando vivemos o amor por Ele ensinado.
Muito além de ovo de chocolate, ou de qualquer outro símbolo,
a Páscoa é presença de amor em nossa vida. Este amor que
liberta de toda escravidão. Quando desejamos uma Feliz Páscoa,
estamos nos irmanando com esta pessoa no amor que vem de Deus. Que Deus sempre
esteja presente em sua vida. FELIZ PÁSCOA. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos) FELIZ PÁSCOA
30 Março 2010:
““Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”,
e eles dividiram suas vestes e as sortearam” (Evangelho de Lucas 23,34).
Só vê o nascer do sol quem olha para o nascente. Essas palavras
de Jesus do Evangelho de Lucas foram ditas minutos antes de sua morte na cruz.
Ele nos ensina que o perdão é ato de amor de quem é de
bom coração. Fico imaginando a cena: eles estavam recebendo o
maior perdão da história pela atrocidade que acabaram de fazer,
e nem estavam preocupados com isso, pois naquele momento o que importava era
o imediato, dividir os espólios da vítima. Afinal, estavam apenas
cumprindo ordens. Quantas pessoas hoje em dia apenas cumprem ordens sem se importarem
com o contexto das mesmas. Para estes, a diversão, o jogo, o futebol,
a cerveja é o que garante a alegria da vida. Nem se importam se há
inocentes sendo injustiçados. Para estes, a Semana Santa é época
de feriado e na sexta-feira santa, comer bacalhau, sem ao menos ter um tempo
de oração e reflexão sobre o amor e o perdão. Com
este comportamento se assemelham aos que sortearam as vestes de Jesus. Que este
tempo seja para você um tempo santo embora a maioria nem se importe com
isso. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(14 anos)
29 Março 2010:
“Se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?”
(Jesus em Lucas 23, 31).
Onde há alguém que se destaca, há muitos outros
conspirando sua derrota. Esse versículo de Lucas abre a Semana Santa.
Ele foi dito por Jesus em resposta aos que choravam ao verem seu estado lastimável
carregando a cruz pelas ruas de Jerusalém rumo ao monte Calvário.
Era o resultado de toda uma articulação de bastidores. Com receio
das multidões que viriam a Jerusalém por ocasião da Páscoa,
pois poderiam impedir uma condenação de Jesus, estes articuladores
agiram rápido, conspiraram à noite, prenderam Jesus, levaram às
autoridades de plantão, torturaram, fizeram parecer ser a vontade popular
diante de Pilatos para poderem o executar. Em uma frase, Jesus consola a eles
e a nós. Jesus se compara a um lenho verde, cheio de seiva (vida), mostrando
um Deus de amor presente na vida e nas palavras do Antigo Testamento, quando
lidas com amor no coração. O lenho seco eram aquelas autoridades
religiosas que viam no texto apenas palavras, onde se condenavam apenas pela
interpretação fria e sem vida do que estava escrito sem levarem
em conta o contexto. No ano 70, houve uma revolta dos Judeus e os Romanos destruíram
Jerusalém, cumprindo assim o que foi anunciado por Jesus. Ainda hoje,
em muitos cenários da vida, continuam as articulações noturnas.
Acontecem nas Igrejas, nos ambientes de trabalho, nas ruas da cidade, nos bastidores
da política, em todo lugar onde um ramo verde se destaca por sua energia
e vivacidade, haverá sempre alguém conspirando sua destruição.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Março 2010:
“Ninguém pode nos fazer infelizes, apenas nós mesmos”
(São João Crisóstomo, filósofo, teólogo e
escritor cristão nascido na Síria, 345-407).
Quando a opinião alheia vale mais que nossas convicções,
abrimos a porta da infelicidade. A palavra felicidade tem sua origem no latim
“felicitas”, traduzindo o estado da pessoa feliz ou as circunstâncias
que causam ventura. É uma predisposição para isso que vem
da própria pessoa, ou seja, de tudo que tem a oportunidade de pensar
e analisar; ela sempre encontra um lado bom ou consegue vislumbrar seu lado
hilário. Com isso, os pesos das circunstâncias se tornam suportáveis
por terem sido suavizadas pelo otimismo latente que existe em cada um. Cabe
a nós fortalecer este estado de espírito, buscando o bem em nossas
ações. O vento da tristeza pode até soprar, mas ele jamais
derrota quem tem o espírito da verdadeira alegria. Saber ver para além
das aparências, tendo como base um bem maior é sinal de grande
sabedoria. Seja o “escultor” de sua felicidade moldando o seu coração!
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Março 2010:
“O otimista acredita em outros e o pessimista só acredita
em si mesmo” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico,
1874-1936).
Com sua ajuda ninguém terá dificuldade. O verbo acreditar
tem o sentido de dar crédito, ou seja, nesta frase é “apostar”
na capacidade do outro. Nesta confiança no outro, o otimista divide o
peso da responsabilidade; e quando ela é dividida torna-se mais leve.
Uma estrutura pesada quando é bem distribuída torna-se fácil
de ser transportada. Já o pessimista quer transportar sozinho, dispensa
ajuda, e se frustra quando fracassa. Ao olhar a todos como incapazes, o pessimista
se acha superior, e por desconfiar, dificilmente delega alguma tarefa; e quando
delega fica continuamente indagando se está pronta e assim atrapalha
quem executa. É tudo uma questão de atitude. Entender que estamos
juntos nesta “empreitada” e se um ajuda o outro todos saem ganhando,
é sinal de maturidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
A partir de 24 Março 2010:
www.bomdiaebomtrabalho.wordpress.com
24 Março 2010:
“Não sou eu. São as músicas. Eu sou só
o carteiro. Eu entrego as músicas." (Robert Allen Zimmerman,
“Bob Dylan”, cantor e compositor americano, 24/5/1941).
Quando São Paulo dizia, não sou eu, mas Cristo que vive em mim,
ele tinha a consciência de que fazia parte de algo muito maior. Reconquistar
a consciência do que de fato somos na nossa identidade maior é
algo que ainda devemos a esse tempo histórico no qual estamos inseridos.
Essa consciência diz que somos participantes e co-herdeiros de tudo o
que existe no universo. Somos pastores da criação, instrumentos,
administradores da vida e de tudo que lhe diz respeito. Pensar e agir como donos
e dominadores, como senhores e proprietários de tudo o que há;
nada diz de nossa origem ou das raízes do nosso ser. A confusão
de pensar e agir como donos e senhores de tudo e de todos é o que nos
distancia de nós mesmos, dos outros e de toda a criação,
gerando no mundo as mais variadas formas de domínio e destruição
que o ser humano já experimentou na face da terra. Talvez devamos reaprender
a dizer em alto e bom tom, sem falsa humildade e sem baixa estima: “Não
sou eu”. Afirmar de forma convicta “Não é eu”,
jamais pode ser compreendido como anulação de si mesmo; mas como
proclamação de que somos o lugar da recepção e da
transmissão de toda uma gama infinita de coisas belas, de valores e responsabilidades
do qual depende o significado e o sentido do mundo e de tudo o que nele existe.
Afinar-se para corresponder sempre mais a essa tarefa, entregar-se a ela de
todo o coração, ser pura receptividade a essa missão, é
a nossa identidade maior e o sentido de ser e fazer História. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Março 2010:
“As quatro coisas que não voltam para trás: A pedra
atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado”
(autor desconhecido, mas adaptado de um provérbio chinês, “Há
três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada,
a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”).
Pense antes de agir enquanto é tempo para evitar lastimar quando
não dá mais tempo. O caminho da responsabilidade humana passa
necessariamente pelo bom e afinado cuidado conosco mesmos no que toca aos nossos
sentimentos, palavras, pensamentos e ações. Diz respeito às
decisões, ao modo como usamos nosso ‘tempo’ presente, ao
como reorientamos as experiências passadas e a tudo o que fazemos ou deixamos
de fazer em cada situação. Um juízo falso, uma palavra
infeliz dirigida contra o próximo; o deixar escapar uma oportunidade
de realizar algo importante; o desperdiçar o momento presente com experiências
que tornam a vida vazia, banal e fugaz; tudo isso e muito mais, deixa nas pessoas
uma marca tão profunda que nenhuma lágrima e arrependimento têm
o poder de recuperar mais. Torna-se de papel rasgado que jamais volta à
forma original. No momento presente temos a chance de dar sentido a tudo que
experimentamos e de fazer cada coisa no seu melhor. Aqui e agora nos é
dada a graça de jamais perder as boas oportunidades. Somente no hoje
de nossa existência é que podemos fazer o máximo de esforço
e sacrifício para evitar perder tempo com aquilo que tornará nossa
vida vazia e infrutífera. Só nesse exato instante é que
podemos deixar de lançar sobre os outros qualquer ofensa em forma de
gestos e palavras e, ao mesmo tempo, aproveitar uma ocasião do cotidiano,
por menor que seja, para surpreender os que nos cercam com uma atitude de amabilidade,
compreensão, cortesia e respeito. Se prestarmos atenção
e dermos ouvidos, certamente temos boas ocasiões para remediar sem deixar
o relógio (da vida) seguir adiante sem resolver as pendências que
criamos; e que provavelmente se agravarão no futuro. Todas essas coisas,
entre tantas outras, estão em nossas mãos o tempo todo e todo
o tempo, convidando nossa atenção, nosso cuidado e liberdade,
a dar uma direção e uma resposta que pode tornar a vida de cada
dia (nossa e dos outros) menos pesada, sofrida e insossa. Como tarefa intransferível
nos foi dada a responsabilidade de permitir e de fazer a vida mais alegre, mais
sóbria, mais transparente e plena, pois tudo o que for feito, desfeito,
mal feito ou perfeito nela, só se faz uma vez, sem retorno! (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Março 2010:
“O começo da sabedoria é encontrado na dúvida;
duvidando começamos a questionar, e procurando podemos achar a verdade”
(Pierre Abelard, teólogo e filósofo francês 1079 - 1142)
A dúvida é o primeiro degrau da verdade. A dúvida
é um método muito importante para nos ajudar no exercício
do conhecimento e no acolhimento da sabedoria. Por meio dela é que sondamos,
peneiramos, avaliamos e purificamos a realidade sob suas mais diversas facetas
e manifestações. Ao duvidar iniciamos um processo de tentar clarear
melhor as questões, verdades, afirmações, fatos e tudo
o mais que se apresenta ao nosso intelecto. Na dúvida temos a possibilidade
de discernir as coisas que se mostram incertas e confusas para nós. Com
isso, abrimos caminho para vários questionamentos que abrem a nossa mente
para perceber e acolher a verdade que vai vindo à tona naquilo que buscamos.
Duvidar, então, nada mais é do que colocar as coisas numa crise,
sacudir tudo o que é conceito e preconceito, tudo o que é pressuposição
e tido como fato consumado, para abrir espaço ao surgimento das coisas
como elas de fato são. Desta forma, é necessário que cada
um se engaje no que os outros já disseram, mas com a responsabilidade
de trabalhar livre e criativamente cada idéia, conceito e preconceito
recebido para depois de submetê-lo a um processo de clareza e distinção,
fazer nascer uma evidência que repousa na verdade. A dúvida, nesse
caso, jamais deve ser um mero gesto de desmoronar ou destruir tudo (como alguém
que derruba uma casa) para passar-se por cético e crítico das
realidades humanas. Mas, um trabalho sério e honesto de desconstruir
e depois reconstruir tudo de novo a partir da verdade que se deu a conhecer
para quem a buscou incansavelmente. Aos que duvidam assim, de tudo e de todos,
encontrarão a sabedoria como parceira de caminho nessa vida. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Março 2010:
“O sorriso é o sol que afugenta o inverno do rosto humano”
(Victor Hugo, novelista francês, 1802-1885).
O sorriso é próprio dos humanos; e quando contém
amor em sua expressão, pode abrir os mais cerrados corações.
O inverno é um tempo frio e talvez por isso que mais nos fechamos para
nos aquecermos. Com isso, nossa face fica mais escondida e “carrancuda”.
Mas, quando vem o sol que brilha e aquece, nos abrimos à sua luz. Há
várias formas de sorriso; alguns indicam sentimentos somo ironia, desprezo,
incredulidade etc; outros euforia, júbilo, contentamento. Ver alguém
com um sorriso, também nos alegra, pois ele é contagiante. Ele
pode abrir as portas do coração e reconciliar inimigos, reaquecer
velhas amizades, fazer novos amigos, pois está ligado ao mais nobre dos
sentimentos que é o amor. Muitas guerras seriam evitadas se as pessoas
se alegrassem mais. Quantos encontros fracassam justamente porque cada lado
veio armado para a defesa ou o ataque e esqueceram-se do sorriso para desarmar
os corações. Saber ouvir antes de falar é outro elemento
que, aliado ao perdão, pode fazer maravilhas nos relacionamentos humanos.
Nem sempre sabemos nos expressar a ponto de ser perfeitamente entendidos por
quem nos ouve. Por isso, é necessário o diálogo para esclarecer
pontos obscuros. Mas, se aliarmos um sorriso, tudo fica mais fácil. Que
o seu sorriso seja um sol a afugentar o inverno de muitos corações
(inclusive o seu). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
18 Março 2010:
“O luxo... (que eu definiria como “o amor imoderado e o
uso das comodidades supérfluas e pomposas”) corrompe igualmente
todas as classes diversas numa nação” (Conde Vittorio
Alfieri, poeta e escritor italiano, 1749-1803).
Luxo: quem dele usufrui não quer deixar, quem não o tem
deseja tê-lo. O luxo é proporcionado pela posse de grandes recursos
financeiros que permitam esbanjar nos gastos. À medida que se entra nesta
“zona de conforto”, fica difícil querer sair dela. Mas, os
recursos são finitos. Assim, sempre estão sendo inventadas novas
formas de se angariar mais dinheiro, mesmo que seja de origem duvidosa ou ilícita.
O “mensalão” (pagamento periódico em troca de favores
políticos) é uma destas formas. Devem existir outras que ainda
nem sabemos. Isto demonstra que o luxo pode corromper a quem a ele se entrega
de corpo e alma, mesmo nos lugares mais “santos” e improváveis.
São raras as pessoas que; em tendo oportunidade, conseguiram evitar serem
corrompidas por sua sedução. Só o amor a causas nobres
pode evitar esta contaminação. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
17 Março 2010:
“Quem começou, tem metade da obra executada”
(Quinto Horácio Flaco, poeta lírico romano, 65 a.C. 8 a.C.).
Quem deseja salta sem deixar a margem acaba caindo. ‘Um bom começo
é a metade’, dizia Aristóteles, para indicar a importância
de iniciar bem qualquer obra humana. O começo determina todo o restante.
Daí que se o começo for bom, bom será o restante e isso
vale para o oposto também. Iniciar, começar, no entanto, diferente
de um ponto fixo de onde previamente partimos; é um lance, uma determinação
de vida, um salto ‘mortal’ onde está implicado tudo o que
somos, queremos e sentimos. É um salto que comporta um arriscar-se claro
e decidido de tal forma que no momento do pulo só há lugar para
o abandono total de si mesmo no abismo do inesperado. Quem deseja começar
precisa, portanto, ter essa decisão e precisão; caso contrário,
fica indeciso, vacila e permanece onde está. Quem, por sua vez, começa
com decisão, adquire já no primeiro passo e no primeiro lance
o modo de conduzir-se e de trabalhar na empreitada até o fim. O fim ou
final nesse jeito de pensar e fazer a coisa; deixa de ser um mero ponto longínquo
(meta) aonde se quer chegar. Fim é o resultado máximo de uma doação.
E metade aqui nada tem a ver com o meio de duas partes fixadas dentro de um
processo ou caminho; mas, representa o centro, o núcleo da coisa ela
mesma. Esse núcleo quer dizer que a pessoa chegou ao ponto bom, ao jeito
acertado de fazer algo interessante e que de ora em diante só precisa
repetir, fazer sempre de novo essa mesma coisa de modo cordial sem perder o
‘pique’ e a habilidade na realização dela. Tudo na
vida do homem só progride; só cresce; só se transforma;
só se “plenifica” (torna pleno, realiza) se tiver alicerçado
nessa atitude simples de qualquer cotidiano. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
16 Março 2010:
“Cada geração sofre de uma insensibilidade surpreendente
para com os males de seu tempo” (Plínio Corrêa de
Oliveira, escritor, pensador e historiador brasileiro, 1908-1995).
Só quem consegue ver do alto pode perceber as armadilhas do entorno.
Uma geração pode sofrer de insensibilidade ‘de’, mas,
também, pode sofrer ‘por’ insensibilidade. No primeiro caso
assistimos aos inumeráveis exemplos de indivíduos que cresceram
na vida, sem a consciência do que os cerca e nem sabem mensurar ou ter
a real dimensão do dinheiro e das posses que conquistaram, ou seja, só
querem mais e mais. Sem se importar com o cenário, só o desejo
de possuir e lucrar os consome indefinidamente. Todos os seus sentidos estão
voltados para serem satisfeitos até uma suposta exaustão, sem
se importarem com as consequências de seus atos. Nem tampouco importa
se suas posses e lucros proporcionam (de forma consciente ou não) a miséria
de milhares de outros seres humanos. Ao sofrer de insensibilidade ‘de’
o ser humano inevitavelmente avança para o segundo estágio, o
sofrer ‘por’ insensibilidade. Pensando preencher e ganhar os sentidos
com a inflação do atendimento às necessidades pessoais,
acaba por perdê-los, tornando-se homens e mulheres sem sensibilidade 'por'
tudo aquilo para o qual estão destinados os sentidos. Essa atitude anestesia
e confunde de tal forma os sentidos que começa na pessoa o reino da insensibilidade
para consigo e, consequentemente, para com tudo e com todos. A sensibilidade,
no caso, é congelada e a pessoa passa a viver de forma fria, indiferente,
apática para com tudo que é verdadeiramente humano e real, comportando-se
como máquina que tem muita funcionalidade e precisão no que faz,
mas nenhum sentimento e vida. Com outras palavras, sofre as consequências
da própria insensibilidade. Por sua vez, a recuperação
da verdadeira sensibilidade ‘de’ e ‘por’, deve ser o
uso inteligente e saudável dos sentidos que permita à pessoa ver,
escutar, tocar, cheirar e degustar a realidade bem concretamente sem gerar qualquer
mal ou prejuízo para si e para os outros. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
15 Março 2010
“Se quisessem falar só daquilo que sabem e entendem, os
homens apenas conversariam” (Arturo Graf, escritor e poeta italiano,
1848-1913).
Quem pensa antes de falar, fala pouco. Segundo o autor, falar é utilizar
a palavra para expressar suas idéias; já conversar é apenas
manter a “prosa” em dia sobre os assuntos comuns, sem muito aprofundamento
da matéria. Logo para falar de algo com propriedade é necessário
muita busca de conhecimento e uma reflexão profunda para gerar suas convicções.
Para isso é necessário tempo e empenho. Repetir o que a mídia
diz sem muita reflexão é apenas conversa. Para se produzir uma
fala é preciso primeiro questionar sobre os fundamentos da matéria,
ver “ângulos” deixados de lado e entender as motivações
do assunto. A sabedoria e o entendimento sobre qualquer assunto são frutos
de um esforço muito grande na busca da compreensão. Talvez por
isso sejam poucos os que falam com propriedade expressando suas idéias,
pois a maioria prefere assuntos corriqueiros que a “galera” aborda
em seus encontros. E assim a grande massa caminha feliz sem muito esforço
mental para onde são conduzidos como números segundo o interesse
de alguém. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho.
Bom dia! (14 anos)
12 Março 2010:
“Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer
ser velho”. (Martin Held, ator de cinema alemão, 1908
- 1992).
Diz o Livro Sagrado: ‘Para tudo há um tempo, para cada coisa
há um momento debaixo dos céus’ (Ecl 3, 1). Nos últimos
tempos, a geração do Século XX e XXI tem sofrido terrivelmente
com a mania e a tentação de iludir-se, de driblar-se em uma fuga
para deixar de assumir a realidade como ela se dá e como ela é.
Nesse sentido, é muito comum ouvir a camuflagem de certos discursos que
procuram esconder os fatos. Diz-se, por exemplo, que se chegou à melhor
idade para evitar dizer que a velhice acabou de despontar. Em nome disso, há
pessoas que se comportam como se tivessem dezoito anos, fazendo um excesso de
exigências a si mesmo e procurando aventuras que o peso da idade tem dificuldade
em assumir. Ao invés de dizer que fulano está sincera e seriamente
desempregado, inventaram para ele o termo ‘sem ocupação’
para distorcer o fato ou tentar anuviar a crua realidade de que no mercado de
trabalho (ao menos no momento) está sem lugar para ela. Para dar uma
rasteira na velhice e tentar encobrir o fato tão simples e óbvio
da vida que é envelhecer, se usa de uma artimanha ‘genial’
dizendo que as pessoas não ficam velhas, apenas mais sábias. Pior
ainda é quando se diz que elas jamais envelhecem, pois ser velho é
só um estado de espírito. Por fim, para fugir do realismo da morte,
da sua nudeza, frieza e justiça; dizem que a pessoa apenas adormeceu,
pois estava de passagem! Embora se insista tanto em driblar, em esconder, em
fugir e camuflar todas essas realidades e tantas outras, a vida segue o seu
curso sereno, sóbrio e humilde. O real é que se fica velho, sim,
com todas as limitações, perdas e sofrimentos que essa etapa da
vida promove a cada um que chega lá. Nada mais real do que estar desempregado
e ficar fora do mercado de trabalho, para alguns, até excluídos
mesmo dele. É real, sem dúvida, que a morte é morte. Pode-se
experimentá-la de muitas formas, pode-se espiritualizá-la e até
enfeitá-la com os melhores discursos, poesias, sermões, mas ela
continuará uma realidade inegável e incontestável de cada
ser humano. O problema que se constitui para nós, então, é
o fato de que vivemos fazendo uma luta desesperadora em todas as instâncias,
dentro e fora de nós mesmos, tentando ‘tapar o sol com a peneira’
para o fato mais simples e real da vida: se vivemos estamos sujeitos a perder
emprego, a ficar velhos e a morrer. Nada mais concreto e real! Então
para que mentir ou pintar de invisíveis essas e outras realidades tão
presentes e tão banais do cotidiano. Lembre-se que a vida é imensa,
livre, dinâmica, bela e abraça, transforma e transfigura tudo isso
e muito mais! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
11 Março 2010:
“O político se converte em estadista quando começa
a pensar nas próximas gerações e não nas próximas
eleições” (Winston Churchill, político britânico,
1874-1965).
Temos que identificar sabiamente os estadistas em meio a tantos políticos.
Vivemos dias que antecedem as próximas eleições, marcados
por grandes articulações políticas, muitas delas para garantir
que só saiam candidatos os políticos que possam dar continuidade
do sistema vigente. Veja por exemplo o apelo popular com mais de um milhão
de assinaturas para que políticos indiciados sejam impedidos de disputar
eleições, ou mesmo, que acabe o foro privilegiado; mas, essas
matérias nunca passam, pois neste caso quase todos os atuais políticos
teriam de deixar seus cargos. É ilusão dizer que quem escolhe
é o povo, pois ao povo só são apresentados para o certame
aqueles que já fecharam acordo nos bastidores. No Brasil, os políticos
se tornaram profissionais do poder em vez de serem estadistas, preocupados com
o futuro da nação. Ainda tem pessoas honestas preocupadas com
o futuro, mas são raros. Cabe ao eleitor pensar nas gerações
futuras e votar de tal maneira que este sistema corrompido termine, ou seja,
evitar cair neste jogo. Quem pensa só na próxima eleição,
pensa apenas em um momento político; quem pensa nas futuras gerações,
pensa num tempo histórico e um bom tempo histórico só se
dá com decisões acertadas na responsabilidade, seja dos representantes
políticos, seja de todo um povo. Se nada fizermos, tudo vai continuar
do mesmo jeito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
10 Março 2010:
“A vantagem de ter péssima memória é divertir-se
muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”.
(Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão 1844 - 1900)
A roda d’água ganha força ao girar de novo como se
fosse a primeira vez. Praticamente nenhum ser humano, exceto os masoquistas,
gosta de ficar trazendo o passado à tona, se de alguma forma ele foi
ou representa algo de ruim e sofrido. Diz-se até que; ‘quem gosta
do passado é museu’, para significar que, em geral, quando se invoca
o passado ou é para trazer lembranças negativas de uma experiência
que marcou nosso destino ou para tentar desentulhar coisas antigas e que insistimos
em torná-las novas; quase como num gesto infrutífero e estéril
de reerguer ruínas que já se foram. Se o passado for visto nessa
perspectiva, então, neste caso, ter péssima memória (conforme
afirma Nietzsche) ou ‘amnésia’ parece ser coisa muito boa,
pois ele, o passado, nesse sentido, por fugir de nossa memória nos impede
de ficar congelados numa época e numa experiência e muito menos
nos faz perder tempo com o que já se foi, mas nos permite estar enraizados
no momento presente para vivê-lo plenamente com as coisas que são
boas e dignas de serem vividas de maneira sempre nova; tornando a vida um momento
único (e divertido) onde a repetição é apenas um
deter-se e um reter-se no que realmente vale a pena investir, sem cansar-se
e sem desgastar-se. Quando memória é gesto de desarquivar o passado,
acabamos por passar uma boa parte de nossa vida nos consumindo com lembranças
e fazendo memória de situações e coisas que só nos
amarram e impedem de avançarmos em direção à realização
de nossa identidade e na construção saudável de uma coletividade.
Ter (e fazer) memória só é sadio e bom quando tem o sentido
grego de ‘mnemis’ a significar aquela experiência de deixar
vir à tona, de tornar presente, de ‘re-cordar’ aquela realidade,
aquela força e vigor, aquela presença que fundou, marcou, transformou
e transfigurou uma pessoa e toda uma época. Memória só
tem sentido quando ela é força geradora que nos faz entrar em
contato com tudo aquilo que no passado e em qualquer época nos acorda
para o sentido e o significado mais essencial e radical de nossa existência.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Março 2010:
“O amor é o sentido último de tudo o que nos rodeia.
Não é um simples sentimento, é a verdade e a alegria que
está na origem de toda criação” (Rabindranath
Tagore, filósofo e escritor hindu, 1861-1941).
Tudo o que nos rodeia tem o sentido que nosso coração lhe
dá. Quando se afina (afinar é dar a nota correta para cada corda)
um violão, quando uma nota vibra em uma das cordas, a nota correspondente
na outra corda vibra sozinha por estar em harmonia com esta. É como se
uma se alegrasse por encontrar sua correspondente. Mas para que isso aconteça
é necessária uma “afinação”. Somos o
resultado da criação do amor Divino, em harmonia com toda a natureza.
Se estivermos afinados com este amor maior que é Deus, basta nosso coração
dar o tom que a natureza responde com sua vibração. Podemos escolher
qual o tom que daremos à nossa vida no dia de hoje, um tom alegre ou
um tom triste. A escolha é livre. Quando emitimos alegria, recolhemos
alegria. Por isso, a importância de estarmos vibrando positivamente para
sentirmos a ressonância do tom que emitimos retornar por estar em sintonia
com nosso coração. Com o tempo perceberemos que quanto mais amor
vibrar em nosso coração, mais a “criação”
retorna no mesmo tom. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
8 Março 2010:
O HOMEM E A MULHER
O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher, o coração.
O cérebro produz luz; o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor santifica.
O homem é o gênio; a mulher é o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza,
A virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia,
A mulher, a preferência;
A supremacia representa a força;
A preferência representa o direito.
O Homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pela lágrima.
A razão convence, a lágrima comove.
O Homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é o código, a mulher o evangelho.
O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher, um sacrário;
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha;
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza;
O lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço,
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia, a esperança salva. Enfim, o homem está colocado
onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.
Autor: Vitor Hugo - poeta francês do século XIX, (1802-1885)
5 Março 2010:
“Há indivíduos que sempre lutaram para não
serem absorvidos pelo agir do grupo. Se você tentar, poder estar sozinho
e às vezes assustado. Porém nenhum preço é alto
demais pelo privilégio de ser você mesmo” (Friedrich
Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Quando Maria vai com as outras, deixa de ser Maria e acaba sendo como
as outras. A grande maioria das pessoas se sente confortável em estar
com a “galera”, em agir sem pensar diante do grupo, a seguir o “instinto”
da massa. Nada de mal e nem de extraordinário. Mas, há alguns
que se inquietam com esta atitude, pois são convidados a “vôos”
mais altos, sentem um desejo de ir além. Estes estão na eminência
de fazer algo grandioso; mas, para isso devem fazer o seu próprio caminho.
Enfrentam vários desafios, pois o pensar diferente incomoda. O primeiro
é a rejeição da “tribo”, depois é o
isolamento até que perceba que vale a pena buscar com afinco o seu propósito.
Os que perseveram deixam seu nome na história, pois viram o que ninguém
enxergava. Estes fazem o seu próprio caminho onde todos desistem. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
4 Março 2010:
“O primeiro método para estimar a inteligência de
um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”
(Nicolau Maquiavel, historiador, poeta, diplomata e músico italiano,
1463-1527).
O técnico dirige o time; mas, são os jogadores que determinam
a qualidade da partida. Um governante, por mais liberal ou autoritário
que seja, dificilmente entra no governo e o conduz sozinho. Antes e durante
seu governo ele conta com uma equipe pensante, legislativa e executiva. Cada
governante em geral possui o seu “guru” ou os seus “gurus”
que funcionam como uma espécie de mediadores de suas palavras e ações.
Essa mediação acontece de várias formas; pode ser um livro,
um filme, uma ideologia, uma pessoa ou um grupo. Isso significa que por trás
de muitas palavras e ações dos governantes estão os idealizadores
e manipuladores de suas idéias, discursos, plano de governo e realizações.
O que comumente aparece é o governante endeusado ou apedrejado, mas,
nos bastidores estão aqueles que o movem e sustentam. Por isso a crítica
(boa ou má) deve levar em consideração este fato. É
necessário detectar a sua ‘alma pensante’, seus bonecos legisladores
e suas marionetes executivas para depois de uma boa análise descobrir
se vale a pena colocá-los no poder, mantê-los no exercício
de uma governabilidade ou permitir (ou não) seu eterno retorno na esfera
política de uma nação. O olhar de um cidadão que
nesse caso é o ‘governado’ durante os anos de um governo
qualquer, deve ater-se mais aos que cercam um governante do que ao governante
propriamente dito, pois um político sem ética, honra, lealdade,
honestidade e senso de justiça, têm sempre ao seu lado uma legião
de idealizadores, de subordinados e seguidores. O que ele faz ou deixa de fazer
é eco desse pano de fundo. E no momento atual o futuro; o destino e a
saúde política de cada país e do Planeta depende muito
da pureza do olhar daqueles que conseguem ver para além da pessoa, dos
discursos, da mídia, das palavras e ações de um governante
e dar a eles o seu apoio ou rejeição. Assim como conhecemos se
uma árvore é boa ou má por seus frutos, assim também
os frutos de um governo determinam sua qualidade. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
3 Março 2010:
“Minha felicidade consiste em que sei apreciar o que tenho e não
desejo com excesso o que não tenho” (Liev Nikolájevich
Tolstói, “Leão de Tolstoi”, novelista e pensador russo,
1828-1910).
Saber trabalhar o “finito” (o que se tem às mãos)
é sinal de grande sabedoria. A palavra “apreciar” significa
saber quantificar, valorar, dar o devido valor. Quando algo está ao alcance
de nossas mãos, nem sempre sabemos dar este valor, pois o que está
distante sempre nos atrai mais. Ao mesmo tempo em que atrai, de certa forma
nos hipnotiza e nos imobiliza para agirmos com o que temos na esperança
do que nos falta. Quem vive assim nunca faz nada de forma concreta, tudo é
improvisado, pois sempre aguarda o que lhe falta. É semelhante às
obras inacabadas, o tempo vai desgastando o que se fez e o que espera nunca
vem e se vier de nada mais adiantará, pois tudo se desgastou com o tempo.
Mas quem com amor e carinho vai descobrindo o valor do que tem a seu alcance,
e com inteligência vai interagindo consegue realizar até o que
nem havia sido previsto, tamanho é o poder do querer. Mas para isso é
preciso muita concentração, muito empenho e estar aberto ao devir
(ao que vem se revelando, se transformando). Muitas das artes marciais nasceram
da necessidade de defesa sem a possibilidade de se ter armas; e trabalhar o
finito era, no caso, usar o próprio corpo com suas habilidades e as ferramentas
do dia a dia para se defender dos inimigos. Antes de sair em busca do algo,
veja bem o que está ao seu lado. (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Março 2010:
“Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu,às
mãos lhe há de ir” (Joaquim Maria Machado de Assis,
poeta, romancista, dramaturgo brasileiro, 1839-1908).
Quando há vontade no coração, tudo começa
a colaborar para o sucesso. “Correr atrás” é uma expressão
muito comum nos dias atuais para indicar a iniciativa e a luta que uma pessoa
empreende para conquistar um objetivo. Convidar alguém a ‘correr
atrás’ é motivá-lo a sair ousadamente em busca do
algo querido como uma tarefa intransferível e inadiável. A corrida
deve ser feita sem lentidão e sem muita pressa, pois a lentidão
revela a má vontade e a pressa desencadeia a precipitação
e a imperfeição. Correr no caso é um modo todo próprio
de caminhar na decisão e na confiança de fazer tudo o que puder
para alcançar o que se deseja. Quem tem essa atitude sabe que; independente
do tempo da espera ou das contrariedades surgidas, quando se “corre”
atrás de algo; tudo o mais colabora para que esse algo venha ao encontro
daquele que o busca. O que vem às mãos daquele que busca e corre
atrás é bem diferente daquela mentalidade ‘passiva’
e ‘mágica’ da vida de quem acha que as coisas ‘caem
do céu’ sem esforço e luta; isto porque, no momento em que
se resolve ‘correr atrás do objeto desejado; isso já gera
naturalmente uma atração irresistível que faz o objeto
desejado, mais cedo ou mais tarde, aproximar-se daquele que o busca, à
semelhança de um potro selvagem que vem comer nas mãos do dono.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
1 Março 2010:
“A pior prisão é um coração fechado”
(Karol Józef Wojtyla, “Papa João Paulo II”, operário,
filósofo e teólogo polonês, 1920-2005).
Fechar o coração é engessar a vida. A palavra prisão
define a falta de liberdade. Geralmente acontece quando se recolhe um indivíduo
em um cárcere. Mas existem outros tipos de prisões. A pessoa pode
estar presa a um juramento, a um compromisso, a uma responsabilidade jurídica
ou moral e assim por diante. Mas, a pior das prisões é estar cego
à vida com todos os seus acontecimentos porque o seu coração
está fechado. Ter o coração fechado é se incomodar
com qualquer manifestação de alegria ou de sentimento; é
duvidar da graça de Deus. A porta do coração só
tem tranca do lado de dentro, ou seja, é de dentro que se abre como é
por dentro que se fecha. Esta “porta” (do coração)
quando se fecha, impede a luz de entrar, e os vultos passam a parecerem fantasmas
por falta de discernimento. A pessoa passa a imaginar coisas, a sentir-se perseguida,
a achar que todos estão contra ela e com isso passa “atrair”
apenas sentimentos negativos e a duvidar da bondade e do amor. Com o tempo vai
piorando, e se torna uma “prisão perpétua” se nada
for feito para reverter. Primeiro passo é reconhecer a situação
e querer se livrar desta “prisão” e depois é abrir
a porta de seu coração para que a luz do amor ilumine as trevas
de sua alma, e com a graça de Deus tudo vai voltando a que deveria ser.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
26 Fevereiro 2010:
“Ame a Todos, Confie em Poucos e Não faça Mal a
Ninguém” (William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês,
1564 - 1616).
Amor se “conjuga” no plural.
Penso no amor como a eletricidade (energia elétrica) que possibilita
que inúmeros aparelhos sejam energizados; mas, sem ela nada funciona.
Enquanto ligados nesta fonte, cada um desempenha suas funções
em sintonia com os demais; mas, quando dela se separa, acaba perdendo sua capacidade
de reabastecimento. É como um celular sem carga, nem faz e nem recebe
ligação, fica isolado. Amar a todos é obedecer ao mandamento
maior ao mesmo tempo em que se abastece desta fonte infinita de amor que é
Deus. É na união que se ganha força. Neste processo existem
vários níveis de “amadurecimento” e por isso muitos
confundem o amor com individualismo pensando no melhor para si em detrimento
dos outros. Quem age assim está em processo de “desligamento”
e por isso mesmo abala a confiança. Como o amor é fonte do bem,
então só cabe agir por amor fazendo o bem a todos onde a ação
maligna (nem por brincadeira) deve ser praticada. Quem tem por costume praticar
o bem até nas mínimas ações, o faz sem perceber,
e com isso se irmana com todos no amor. Quando todos forem um no amor, o mundo
conhecerá a Paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Fevereiro 2010:
“Corremos alegres para o precipício, quando pomos pela
frente algo que nos impeça de o ver” (Blaise Pascal, físico,
matemático, filósofo moralista e teólogo francês,
1623-1662).
‘O Pior cego é aquele que se recusa e enxergar’. Por
culpa própria costumamos repetidas vezes cair no precipício. Precipício
tem sentido de um abismo profundo e perigoso que se encontra à nossa
frente ou à nossa volta e que pode provocar nossa ruína, caso
caiamos nele. Em condições normais é relativamente fácil
detectar a presença de um precipício e assim evitar aproximar-se
dele, mas se for colocado algo que se interponha entre a pessoa e ele, então
a queda torna-se inevitável. Muitas realidades, às vezes até
muito boas, podem constituir-se em “tapa-olho” e impedirá
a visão do caminho. Uma paixão, um amor cego, um apego, uma corrida
rumo ao sucesso e à fama, um cargo, um trabalho, um tipo de prazer etc.
Existem outros tipos de “tapa-olhos” que, também, cegam e
conduzem ao abismo. Exemplo claro disso é o ciúme, a mentira,
o desejo de apossar-se do outro, a desconfiança, o controle, a insensibilidade
e outras realidades desse nível. Porém, um modo sábio de
evitar correr alegre e ingenuamente rumo ao precipício é de todo
o coração e vontade fazer o esforço cotidiano de impedir
que eles surjam diante dos olhos. Querer se livrar das vendas que nos impedem
de ver, e sem critério, pode ser até mais prejudicial, pois um
abismo puxa outro. Para evitar um mau futuro, é bom rever, sem paixões
(livre de carga emotiva), ao final de cada dia, como foram minhas ações
e se em alguma agi sem pensar, ou seja, em quais delas coloquei um anteparo
que me impediu de ver. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
24 Fevereiro 2010:
“Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e
aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos
ajuda” (Edmund Burke, advogado, filósofo e político
irlandês, 1729-1797).
É no confronto que conhecemos nossas limitações.
Jamais deveríamos temer nossos opositores e inimigos. Eles mexem com
o nosso saber, com os nossos nervos, com a nossa paciência, bondade, humildade,
firmeza e convicções. Eles nos balançam; tiram-nos do sério,
do correto e do até então considerado sólido e tranquilo.
Nossos antagonistas provam nossas virtudes; testam nossas habilidades, peneiram
nossa inteligência, bagunçam nossas seguranças, anuviam
nossas certezas, nos colocam pra baixo, nos fazem entrar em depressão,
nos fazem cair doentes, nos deixam no limite da tristeza, do vazio e da angústia;
muitas vezes nos empurram até a beira do precipício do vale da
morte. Porém, no fundo nossos inimigos são os únicos capazes
de nos abrir realmente os olhos e fazer ver o que até então desconhecíamos
em nós mesmos. Eles nos impedem de ficarmos paralisados em nossas conquistas
e firmezas, nem nos permitem estacionar em nossos orgulhos e sentimentos de
superioridade. O inimigo comumente é alguém que luta contra nós
o tempo todo, exigindo que mostremos quem de fato somos, o quanto de força
possuímos e até onde vão nossas resistências. Ele
derruba em nós tudo o que pretensamente estava de pé. E se na
luta contra ele algo de nós caiu por terra é porque estava fraco
e precisa de mais esforço de nossa parte para ter firmeza maior. O inimigo,
sem nos darmos conta, nos presta um favor muito grande, o de nos fazer conhecer
a nós mesmos com tudo o que somos e temos. Acima de tudo, acorda-nos
da falsa imagem que montamos de nosso eu. Enfim, um inimigo é alguém
que nos faz estar o tempo todo no campo de batalha da vida. E quem aí
permanece atento, sem “baixar a guarda”, lutando sempre, cria robustez,
resistência e adquire maiores habilidades em tudo para viver. Feliz, então,
quem tem ao menos um inimigo ao seu lado para aprender no confronto com ele.
Pode estar nesse aprendizado a compreensão do convite paradoxal de Jesus
aos seus seguidores quando proclamou: "Eu, porém, vos digo: Amai
os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem
e caluniam” (Mt 5, 44). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
23 Fevereiro 2010:
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os
hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens
que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu,
porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto; com o fim
de não parecer aos homens que jejuas, e, sim, ao teu Pai em secreto;
e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”
(Evangelho de Mateus 6, 16-18).
Quando digo sim à vida o sacrifício torna-se suave. Hoje
em dia temos uma consciência muito fraca, estranha e inadequada para lidar
com certas realidades que pertencem ao nosso modo de vida. Entre elas está,
por exemplo, a consciência que temos de dieta, jejum, emagrecimento e
coisas do gênero. O nosso jejum, dieta e empenhos para o emagrecimento
em geral está construído em cima de uma mentalidade negativa que
insiste e persiste o tempo todo em cima do termo ‘não’, ou
seja, não posso isso e não posso aquilo. O ‘não’
aqui é o que nos anima e motiva a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Não como doce, chocolate, gordura etc para não engordar. Não
fumo; não bebo, não tomo refrigerante, não como carne em
tempo de quaresma, porque diz uma lei religiosa; que é proibido, isto
é, que não pode. Nem sei a razão do não poder, mas
obedeço. Faço academia, cirurgia de redução de estômago,
maratona diária, chás com combinações de todas as
espécies; abasteço a dispensa de cereais e a geladeira de comida
“light”, porque no fundo não é legal ficar acima do
peso ou correr o risco de ficar fora de forma. O ‘não’ aqui
nos controla nos submete, nos reprime e nos deixa quase neuróticos para
cumprir as exigências impostas pela “boa forma”, pela estética,
pelo culto do corpo perfeito e por aí vai. Começa assim a longa,
árdua e penosa escalada rumo ao martírio e ao sacrifício
de tudo aquilo que mais gostamos. Sacrifício nesse sentido é o
mesmo que sofrimento imposto de fora e a contra gosto que nos deixa com o olhar
sombrio e o rosto amargurado e triste. Sacrifício e renúncia nessa
ótica têm fôlego curto e não resiste ao combate. Depois
de um tempo no tormento e martírio desses ‘não’ posso
isso e ‘não’ posso aquilo, quase sempre caímos de
novo nas mãos de tudo aquilo que havíamos feito o propósito
firme de renunciar ou nos abster. Assim sendo, fica irresistível aquele
chocolate, aquela fritura, aquele churrasco; aquela tragada pensante no cigarro;
aquele frescor de um refrigerante em dia de calor ardente, aquele banquete em
dia de festa, aquelas guloseimas dos dias pascais e natalinos (enfim, acabou
a quaresma e os dias de jejum, exclamamos aliviados!). Tudo o que nesse sentido
foi alcançado à custa de sacrifício e dor cai por terra,
pois nenhum ser humano esperto e inteligente suporta passar muito tempo ou a
vida inteira dizendo ‘não’ para o que gosta e o apraz. Que
tal pensar diferente. Que tal então, se o que nos anima a fazer jejum,
dieta de emagrecimento etc., não for uma mentalidade negativa e sufocante;
do tipo sacrifico porque não tem outro jeito?! Que tal se o nosso exercício
de jejum; dieta e esforço de emagrecimento, e muitas outras coisas nessa
direção, for o anúncio e a proclamação de
uma doação livre de nossa parte em prol de uma coisa muito boa
e bonita que se chama saúde, respeito, cuidado e amor à vida em
todas as suas dimensões. E que em nome da saúde, do cuidado e
amor à vida estou, sim, disposto a certos sacrifícios e renúncias
até de coisas; caras, gostosas, preciosas e interessantes, mas não
porque elas são negativas e me tiram algo de bom e, sim, porque me dão
algo ainda de melhor e maior, mais gostoso e interessante do que tudo o que
havia querido e buscado. Se jejum, dieta e empenhos para emagrecimento forem
buscados nessa perspectiva positiva, então tudo o que tiver que ser renunciado
não soa mais como sacrifício (no sentido de coisa que faço
a contra gosto), tormento e tortura para a pessoa. Renúncia passa a ser
uma grande afirmação, um tremendo sim à vida e a tudo o
que ela tem de mais precioso. Renúncia vira anúncio de algo muito
maior e melhor do que havíamos buscado com toda a nossa energia de vida
e, também, pelo qual vale a pena sacrificar e deixar isso e aquilo. E
se acontecer de vez em quando cedermos ou cairmos na tentação
de um chocolate; ou de um churrasco que quebra nossa dieta e jejum; não
ficamos com remorso ou complexo de culpa, pois sabemos que somos capazes de
retomar sempre de novo o caminho iniciado, de forma serena, livre, alegre e
com maior ânimo ainda. Quem entende isso percebe nitidamente que o jejum
proposto por Jesus aos seus seguidores nada tem a ver com o colocar-se na via
da do martírio do ‘não’ pode isso e ‘não’
pode aquilo, mas na verdadeira liberdade de poder isso e aquilo, sem falsidade,
sem complexo; sem extravagância, sem exibicionismo ou mesquinhez. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
22 Fevereiro 2010:
“Embora a autoridade seja um urso cabeçudo, pode ser conduzida,
muitas vezes, pelo nariz com um cordão de ouro” (William
Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, 1564 - 1616).
A autoridade se adquire com amor e respeito a seus comandados. A palavra
autoridade traduz a idéia de um direito legalmente adquirido para se
fazer obedecer. Quem obedece tem confiança na autoridade ou em quem a
constituiu, por isso mesmo sente-se seguro em tal obediência. Nos animais,
os líderes conquistam sua autoridade por meio de lutas para que o mais
forte defenda o grupo de qualquer ataque. Os humanos têm outros critérios,
conhecimento específico, nomeação, delegação,
indicação, vitória em conquistas, eleição,
poder econômico ou militar, e assim por diante. Muitas autoridades, uma
vez investidas de tal responsabilidade, procuram exercer seus cargos com perfeição
e se tornam assim muito queridos de seus comandados. Outros por sua vez, por
pensarem mais em si e nos “louros” de seus cargos, transformam esta
oportunidade em bem servir em instrumento de opressão para seus comandados.
Talvez, é por isso que Shakespeare compara a autoridade com o Urso; quando
bom é acolhedor, quando sem controle, é destruidor. E vai além,
chama a atenção para o ponto fraco de grandes animais, seu focinho
(nariz), órgão responsável para suas decisões olfativas,
mas que é muito sensível a dor. Como muitas pessoas são
sensíveis a sedução do “ouro”, ele diz que
o Urso, embora sendo grande, pode ser facilmente manipulado com um cordão
de ouro preso a seu nariz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Fevereiro 2010:
“Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois
de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus
prometeu aos que o amam. Ninguém, quando for tentado, diga: É
Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta
a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência,
que o atrai e alicia” (Epístola de São Tiago 1,
12-14).
Assim como um alpinista que só atinge o cume da montanha após
vencer muitos obstáculos, também nós só galgamos
a perfeição após vencer inúmeras tentações.
Quase todos nós temos a ideia de que se algo de ruim está nos
atormentando ou nos querendo tirar do eixo bom em que estamos, é porque
estamos sendo tentados. Tentação vista nessa perspectiva, é
tudo que procura nos afastar daquilo que consideramos bom, precioso, agradável
e reto para nossa vida. Ela nos atrai; nos alicia, nos toma, nos prende e manipula
quando menos esperamos. Os sentidos, em geral, são sua janela de entrada
em nós. Vem pelos olhos em forma de cobiça e desejo, pela boca
em forma de gula (comida, sexo, consumo), de palavras vãs e assassinas;
pelos ouvidos em forma de curiosidade bisbilhoteira e distorção
das palavras, idéias e pensamentos próprios e alheios; pelo tato
em forma de ganância, posse, poder (das pessoas e coisas); e pelo olfato
em forma de certos prazeres que nos seduzem pelo “nariz” e obscurece
a razão. Em todos esses casos, a tentação vem para provar
os sentidos e tudo o que se liga a eles. Em boa parte dos casos a tentação
vem, vê a porta aberta e a casa descuidada, entra, faz o seu jogo, arranca
tudo o que está sem raiz e inseguro e depois nos deixa para retornar
em momento oportuno. É como um ladrão que volta sempre de novo
para se apossar do que a duras penas conquistamos. Na oração do
Pai Nosso, Jesus ensina seus seguidores a pedir ao Pai que não os deixe
cair em tentação; jamais a se livrar dela, pois de certa forma
a tentação exerce um efeito benéfico em nós, no
sentido de provar se tudo o que temos e queremos é pra valer ou é
só “conversa fiada”. Prova se o que estamos buscando é
de fato importante ou é só um faz de conta. Ela testa se na vida
nós queremos ou não algo como tesouro maior do coração
e pelo qual vale a pena lutar até a morte. Se isso for verdade, ao chegar
a tentação somos capazes de suportá-la, ou seja, de carregar
todo o tormento e dor que ela provoca para evitar de ela tomar ou destruir aquilo
que para nós é tesouro maior. Nesse caso, receberá a coroa
da vida (a plenitude que surge na pessoa depois de uma grande luta ou esforço
para guardar seu tesouro maior) aquele que suporta todo e qualquer tipo de tentação.
Caso contrário, se a tentação sai vencedora, levando de
nós o que nos era caro e seguro; é porque aquilo que buscávamos
como a razão máxima de nossa vida ainda faltava para estar completo.
Em tal situação, vale agradecer à tentação
que nos mostrou que o que pensávamos ou julgávamos estar seguro,
firme, acabado, assegurado e conquistado como nosso tesouro e sentido maior
de vida ainda não aconteceu; precisa de mais trabalho e dedicação
para se manter firme e seguro em nós. (Reflexão feita por Jose
Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
18 Fevereiro 2010:
“Não ame pela beleza, pois um dia ela acabará. Não
ame por admiração, pois um dia você se decepcionará.
AME apenas..., pois o tempo nunca poderá acabar com um amor sem explicações”
(Agnes Gonxha Bojaxhiu, “Madre Tereza de Calcutá”, missionária
católica albanesa, 1910-1997)
Quando há muita lógica, falta espaço para o amor.
Para tudo buscamos uma justificativa e ficamos frustrados quando ela não
existe. Acordo cedo para..., vou ao trabalho para..., vou me arrumar para...
Quando vemos um pássaro que voa por voar (por exemplo), sem uma finalidade
específica, logo começamos arranjar uma, que na maioria das vezes
está só em nossa imaginação; o pássaro a
desconhece, pois voa apenas por voar. O mesmo acontece com as flores que florescem,
com o vento que sopra e com o amor que se encanta sem explicações.
Quando existe amor, tudo tem sentido em si. Madre Tereza é um exemplo,
ela ama o desconhecido que sofre, só por amor, sem porquê. A mãe
que ama o filho raramente sabe explicar. O casal que precisa de um porquê
para amar, pode ter tudo; mas, falta o amor. O amor nos mostra o Pai, que nos
dá o seu Filho. Retire todos os “porquês” e ame apenas
por amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
17 Fevereiro 2010:
“Teu Pai, que vê o escondido, te recompensará”
(Evangelho de Mateus 6,1-18).
Com Deus tudo faz sentido. Quaresma é um período simbólico,
são quarenta dias (menos os domingos) de preparação para
a Páscoa. Antecede a Quaresma o Carnaval. Neste simbolismo, o Carnaval
se reveste de “máscaras”, que revelam como muitos vivem escondidos
atrás de máscaras em sua vida. Estas são retiradas na quarta-feira
de cinzas, revelando que o homem veio do pó e ao pó retornará
(cinzas). Os mais antigos registros da Quaresma são dos anos trezentos,
logo após as grandes perseguições que obrigavam os cristãos
a viverem escondidos em suas práticas religiosas. Ela está alicerçada
em três pilares, a oração (Deus), a caridade (próximo)
e a penitência (eu). Quando os “exercícios” quaresmais
são feitos para o indivíduo se mostrar perante a comunidade, eles
perdem o sentido, “já receberam sua recompensa” (Jesus).
O ápice de toda essa preparação é a festa da Páscoa.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
12 Fevereiro 2010:
“A soberba precede o abatimento; antes da queda, a arrogância”
(Livro dos Provérbios de Salomão 16, 18). (outra versão;
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito
precede a queda”).
Em uma embarcação, quem vai além da proa cai na água
e quem fica atrás da popa também cai. Na pessoa, querer ser mais
ou menos do que é, acaba fora de si. A palavra ‘soberbo’
vem do latim "superbus", (-a, -um, altivo, orgulhoso). A palavra ‘superbus’
tem o prefixo ‘super’ que quer dizer ‘acima’. Traduzindo
‘superbus’ ou soberbo significa alguém que quer ser considerado
acima do que realmente é. Quem se considera abaixo do que realmente é
vive de complexo de inferioridade, de baixa estima, falsa modéstia, adulação
dos outros, insegurança, inveja e fingimento. Quem se vê acima
do que realmente é, vive do complexo de superioridade, da ganância,
da vontade de poder, da dominação, do orgulho, da insensibilidade,
do querer ser honrado, admirado, reconhecido, temido e respeitado; enfim, vive
do falso endeusamento de si. Às vezes os dois complexos se trocam ou
se confundem; isto é: o que sofre de complexo de inferioridade age agressivamente
na forma de complexo de superioridade para ser querido e honrado e o que padece
do complexo de superioridade finge-se ‘pequeno’, ‘humilde’
e ‘inferior’ para continuar dominando e tendo as pessoas debaixo
de suas garras. E nesse jogo de vai e vem a pessoa nunca se vê como realmente
é. São Francisco de Assis dizia que “O homem é o
que é diante de Deus e nada mais”, ou seja, sem complexo de inferioridade
ou superioridade, apenas ele mesmo, conforme saiu do “forno” das
mãos criadoras de Deus, ou seja, criatura boa, bela, amada e perfeita.
Tudo o que supera isso se torna arrogância no homem e tudo que decai disso
torna-se abatimento e condenação nele. O maior segredo de nossa
vida, então, está em cada um procurar ser ele mesmo, nada mais
e nada menos! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
11 Fevereiro 2010:
“Com o bom sou bom, mas mesmo com quem não é bom
sou bom, pois boa é a virtude” (Lao Tse, filósofo
e alquimista chinês, viveu no sec. VII a.C.).
É com mar bravio que o marinheiro demonstra sua virtude. Ser bom aqui
não se refere unicamente a pessoas, mas, também, a situações,
acontecimentos. E no cotidiano são muitas as situações
que se apresentam para nós, ora boas, ora ruins e adversas. Ser bom quando
tudo soa bom e agradável é fácil, a gente até faz
sem esforço e dedicação. Agora, o problema é quando
temos que ser bons nos contratempos e adversidades, pois isso exige mais abertura
e dedicação de nossa parte. Se quisermos ser bons de fato conosco
mesmos, com os outros, com as situações e acontecimentos contrários
ao nosso pensar, querer e sentir; devemos treinar bastante o nosso “ser”
justamente quando e onde tudo se torna difícil, onde deixamos de ver
de modo claro e parece que tudo dá errado; pois é desse duelo
que a virtude da bondade começa a se manifestar em nós. Virtude
nada mais é do que aquela força, aquele vigor que brota em nós
de forma boa e perfeita quando somos colocados no confronto e na prova. E no
que toca ao confronto com pessoas, a virtude se expressa mais fortemente somente
lá onde alguém “amou” a virtude pela virtude, isto
é, sem preocupar-se se quem está diante dele provando-o é
bom ou ruim. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
10 Fevereiro 2010:
“A verdadeira solidariedade começa onde não se espera
nada em troca” (Antoine de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador
e piloto francês, 1900-1944)
Quando se faz com amor, a recompensa é a alegria em fazer. Existem muitos
modos de fazer o bem ao próximo e cada um deles tem seu mérito
e sua eficácia. Assim, há os que fazem o bem, porque acreditam
que isso pode ajudar o outro e o mundo a ser melhor. Há os que fazem
o bem, porque desejam que o outro jamais passe pelos mesmos sofrimentos que
passaram um dia. Há os que fazem o bem para derrotar todo o mal da sociedade
e do mundo. Há os que fazem o bem em forma de solidariedade, porque não
se conformam com as injustiças que o ser humano sofre. Há os que
fazem o bem de forma solidária, porque acreditam numa sociedade futura
sem males, sem dores, sem sofrimentos etc. Em todos esses casos e alguns outros,
o bem praticado é realizado em vista de uma expectativa, de um projeto,
de um sonho, de uma esperança. Tudo isso é sadio e muito bom,
porém, é de se perguntar como seria realizar o bem de uma forma
solidária sem esperar nada em troca; sem nenhum resultado; sem nenhuma
recompensa; sem nenhum retorno? É mais difícil, com certeza! No
entanto, é possível, mas somente lá onde está em
jogo o fazer o bem solidário por ele mesmo, acreditando que fazer o bem,
seja ele qual ou a quem for já é bom, já tem o seu valor,
vale por si. Nesse sentido, as mães são mestras, pois, elas fazem
o bem aos filhos não porque esperam algo em troca (ficariam frustradas
se esperassem!), mas unicamente, porque amam fazê-lo e porque é
uma honra e uma graça realizá-lo; porque fazer o bem é
muito bom! Está aí a raiz do verdadeiro bem solidário que
ao chegar a qualquer infeliz desse mundo o resgata na sua dignidade. Foi assim
que agiu Madre Tereza de Calcutá, resgatando os “moribundos”
das ruas e nos ensinando que ninguém deve sair de nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).
Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
9 Fevereiro 2010:
“A violência destrói o que ela pretende defender:
a dignidade da vida, a liberdade do ser humano” (Karol Józef
Wojtyla, Papa João Paulo II, 1920-2005).
Há dois sentidos de violência, um positivo e outro negativo. Violência
na sua etmologia tem um significado positivo, ou seja, é a ação
de colocar força sobre alguma coisa. E tem muita coisa na vida que a
gente tem que colocar força em cima para fazer funcionar. Por exemplo,
nos dias em que estamos com preguiça, temos que nos puxar e empurrar
para começar a agir e sair logo do “berço esplêndido”.
Às vezes temos que nos forçar a ficar calados para evitar falar
besteira, e assim por diante. Nesse sentido é que diz o Evangelho: “São
os violentos que conquistam o reino dos céus”. Essa violência
quer dizer vigor, intrepidez, ousadia para fazer acontecer ou abrir espaço
para que elas aconteçam na sua verdade. Hoje, no entanto, a violência
adquiriu o sentido negativo de imposição de força e crueldade
sobre os outros para se conquistar o que deseja ou para defender os próprios
interesses. É esse tipo de violência ou violação
que vem sendo muito usados contra as crianças, as mulheres, as culturas,
raças, povos e minorias inocentes. Aqui o mais “forte” usa
seu poder sobre o mais “fraco” para subjugá-lo, dominá-lo,
oprimi-lo e exercer sobre ele seus interesses. E para atingir seus objetivos
lançam mão de todo tipo de violência. Importa somente saciar
a fome e o desejo virulento de arrancar do outro o que se quer. Na verdade,
quando se empreende esse caminho negativo de violência para atacar ou
defender o que quer que seja (a razão, a dignidade, a liberdade, os direitos,
a honra, as posses, os valores etc.); se está é destruindo e minando
o que se quer a todo custo preservar e defender, pois nenhum valor ou bem em
nossa vida se sustenta tendo como defensor um ato de violência, como nesse
segundo sentido. É o mesmo que querer matar a sede de alguém lhe
dando água salgada. Somente fazendo uso em nós do primeiro sentido
de violência descrito anteriormente, ou seja, nos dispondo ao exercício
de nossas boas forças interiores (nossas virtudes); é que dispensaremos
e abominaremos, desde a nossa infância, o uso ou o mau uso dessas forças
para praticar qualquer tipo de mal sobre os outros. (Reflexão feita por
Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
8 Fevereiro 2010:
“O ignorante afirma, o sábio duvida e reflexiona”
(Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C.).
Pensar é o primeiro passo para se conhecer. Quando alguém aceita
uma afirmação sem questionar, ele está sob a tutela deste
(que a fez), ou seja, tudo o que ele disser terá o peso de uma verdade
e deste modo torna-se seu dependente. Suas afirmações serão
sem reflexão, pois confia em seu “mestre” (“padrinho”,
dirigente, notícia reportagem, chefe etc). A dúvida é um
instrumento de aprendizagem, pois é o primeiro passo para buscar os fundamentos
do que foi afirmado. Na reflexão se busca toda a extensão deste
entendimento. Uma vez comprovada sua veracidade, dela brota a convicção.
Talvez seja por isso que o sábio se cala antes de falar, pois procura
primeiro pensar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
5 Fevereiro 2010:
“A morte não nos rouba os entes queridos. Em vez disso,
salva e os imortaliza em nossa memória. A vida sim é que muitas
vezes os rouba definitivamente” (François Mauriac, escritor
francês, 1905-1970).
As boas obras são os alicerces das moradas eternas. Para quem viveu a
dor da perda de um ente querido sabe bem que achamos conforto nas palavras de
Jesus quando diz: “Não se perturbe o vosso coração.
Credes em Deus, crede também em mim. Na casa do Pai há muitas
moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito; pois vou preparar um lugar,
(e quando estiver pronto) voltarei e tomar-vos-ei comigo, para onde eu estou
também vós estejais” (João 14, 1-3). Quando o próprio
autor da vida reconduz para assumir uma morada eterna, resta-nos agradecer o
tempo que juntos compartilhamos e esperar nosso reencontro na casa do Pai. Portanto,
enquanto caminhamos juntos nesta vida, demos o melhor de nós para que
depois, diante do Pai, mereçamos uma bela morada, na alegria do reencontro.
(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
4 Fevereiro 2010:
“O amor tem duas leis; a primeira é amar os outros; a segunda
é eliminar em nós aquilo que impede de amar os outros”
(Alexi Carrel, biólogo e médico francês, prêmio Nobel
em 1912, 1873-1944).
Ame sempre. Falar de amor em ambiente favorável é muito fácil,
mas falar de amor em circunstâncias adversas, onde reina a mentira, a
intriga e a inveja (dentre outros) é um grande desafio. Pois é
justamente aí que o amor deve ser praticado. Para isso é necessário
identificar em nós o que nos impede de amar. Para São Francisco
de Assis, a grande barreira era conseguir amar os leprosos, pois o aspecto era
até repugnante. Ao vencer a si mesmo, e conseguir abraçar um leproso
e até beijá-lo (ósculo), reconhece neste irmão o
próprio Jesus ali presente. Passa a lavá-los e amenizar seus sofrimentos
com curativos. Essa vitória sobre si mesmo em nome do amor abre para
ele o amor para com todas as criaturas. Vencer a barreira que nos impede de
amar, é vencer a si mesmo e ao mesmo tempo é abrir novos caminhos
para o amor. Derrube as barreiras que o impedem de amar. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
3 Fevereiro 2010:
“Não podes evitar que o pássaro da tristeza voe
sobre sua cabeça; porém, podes evitar que se aninhe em seus cabelos”
(provérbio chinês).
A tristeza só se “acampa” quando nós permitimos. Quantas
vezes nos deparamos com situações que nos entristecem, quer seja
pela proximidade, por envolver pessoas de nosso convívio, quer seja pela
gravidade, por atingir pessoas inocentes. Neste momento o melhor que podemos
fazer é, na medida do possível, estender nossa mão amiga,
ajudar a reerguer os mais fracos, oferecer uma palavra de ânimo que permita
seguir em frente. Embora tristes por dentro, em nosso semblante deve estar estampado
o sorriso da esperança. Desta forma estaremos impedindo que a “acídia”
(tristeza mórbida) se aninhe em nossos cabelos. Em momentos difíceis,
nossa razão deve dominar a emoção. Em nosso horizonte está
Jesus que nem mesmo a morte pode detê-Lo. Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
2 Fevereiro 2010:
“Eu descobri que as coisas que mais nos magoam podem se tornar
o combustível e o estimulante para nos impulsionar em direção
ao nosso destino. Elas ou te tornarão mais amargo, ou melhor.”
(T.D. Jakes, líder religioso e conferencista americano).
A mesma chave pode abrir ou fechar uma porta. Quando somos atingidos por algo
que nos magoa e nos fechamos, ou seja, pensamos em revidar, estamos fechando
a porta e assim encerrando uma oportunidade de melhoria. Mas, quando aproveitamos
este mesmo acontecimento como estímulo para rever nossas fraquezas, conhecer
melhor nosso adversário, e descobrir novas alternativas, estamos nos
fortalecendo. A palavra mágoa traduz esse sentimento de tristeza que
se reflete no semblante de quem foi “atingido”. O “escudo”
protetor é a alegria, isto é, uma “alma” capaz de
transformar as “flechas” que vêm em nossa direção
em suporte de lindas “flores”. Tudo depende de nossa atitude frente
aos acontecimentos. Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
25 Janeiro 2010:
“Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque
neste dia repousara de toda obra da criação” (Gênesis
2,3).
O repouso completa a obra da criação. Meus amigos, o Bom
dia e Bom trabalho fará um pequeno intervalo para retornar na próxima
semana. Qualquer sugestão ou crítica serão alavancas de
melhoria. Que Deus sempre nos abençoe e cumule de alegria. Bom dia e
Bom trabalho! Obrigado. José Irineu Nenevê
22 Janeiro 2010:
“A maldade bebe a maior parte do veneno que produz”.
(Lucius Aneu Sêneca, filósofo romano nascido em Córdoba,
Espanha, 4 aC - 65 dC).
Quem brinca com o perigo pode ser atingido por ele. Tudo o que fazemos,
o fazemos por primeiro a nós mesmos. Maldade é a essência
do mal, o seu suco, o que o precede, o que produz. Por isso, o maior cuidado
que devemos ter é o de jamais cultivar e nem permitir que a maldade nasça,
cresça e se instale em nós, alargando suas consequências.
Quando ela se forma em nós por uma situação adversa qualquer
que experimentamos no cotidiano e, muitas vezes, sem o nosso consentimento imediato
e consciente, ela passa a gotejar em nosso coração até
atingir proporções imensuráveis, tornando-se um veneno.
Este veneno pouco a pouco consome a nós mesmos e depois aos outros, quer
por palavras, quer por atos. Por isso, com a maldade não se brinca e
nem se afaga. Quando a ela damos espaço, o seu crescimento é veloz,
incontrolável e intempestivo. E só existe um modo adequado de
lidar com ela, cortando-a pela raiz, pois tudo o que se enraíza em nós
fica mais difícil de extinguir posteriormente. A maldade que hoje envenena
nosso pensamento, sentimento e agir, e que encontramos tanta dificuldade em
nos libertar, é resultado do mal que tempos a fio, no silêncio
da nossa dureza de coração, alimentamos e cedemos espaço
ao seu desenvolvimento. O antídoto da maldade é a bondade exercitada
em conta gotas diariamente em forma de pensamentos e ações. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
21 Janeiro 2010:
“Buscar e aprender, na realidade, não são mais do
que recordar”. (Platão, filósofo grego, 428 - 347
aC).
O ruminar do gado apura os alimentos, o recordar humano aprimora o aprendizado.
Recordar (do latim re+cordis) tem sentido de trazer de novo ao coração.
Trazemos de volta ao coração ou fazemos passar por ele; uma, duas
ou várias vezes, somente o que é bom e importante. O que desagrada
ou é sem importância, fazemos questão de negligenciar ou
esquecer para sempre no fundo mais profundo do nosso coração.
O aprendizado em qualquer coisa que na vida julgamos de muito valor necessita
de muito treino e de muito tempo dentro do coração para aparecer
mais tarde como algo sólido, significativo e de peso. Esse exercício
de passar e repassar muitas vezes pelo coração num movimento de
arar, plantar, limpar, replantar, cuidar, sofrer com o cultivo, enraizar e deixar
brotar, é que se chama “recordar”. Quando falta esse processo
dentro de nós; carece de raiz, é sem solidez e jamais vira aprendizado
sério, rico e profundo. Tudo o que em nós ignora esse modo de
ser do aprendizado, chamado recordar, torna-se construção majestosa
e atraente aos olhos, mas é edificação sobre a areia e
que encontra muita dificuldade para lidar com as grandes questões que
o passado e o presente impõem à nossa inteligência. A seriedade
e o manejo dedicado com a arte do aprendizado de todas as coisas, especialmente,
com as virtudes que direcionam nossa vida em tudo o que fazemos ou deixamos
de fazer, é que está proposta numa singela cena do Evangelho a
respeito de Maria quando diz dessa Mãe aprendiz: “Maria conservava
todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19)
(recordava com carinho). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom
trabalho! Bom dia! (14 anos)
20 Janeiro 2010:
“A tragédia é a imitação de uma ação
séria e concluída em si mesma... que, mediante uma série
de casos que suscitam piedade e terror, tem por efeito aliviar e purificar a
alma de tais paixões” (Aristóteles, filósofo
grego, 384 a.C. - 322 a.C.).
Só livres da poeira do imediatismo e com os olhos limpos da “fé”
podemos ver além “dos escombros da vida”. Tragédia
no sentido grego tinha a função de levar a pessoa a ver sua ação
e refletir sobre ela. Feita em forma de canto, a tragédia nem sempre
apresentava um final e quando o trazia era triste ou infeliz. A tristeza ou
infelicidade da tragédia motivava as pessoas a pensarem suas ações
contra a natureza, a se purificarem e a reverem o próprio modo de agir.
Porém, o final triste e infeliz tinha um sentido diverso do que costumamos
pensar. Portanto era diferente de: a) ser para fechar o sentido do curso da
vida; b) indicar uma queda das alturas; c) ser uma desgraça humana ocasionada
pela ação impositora dos deuses; d) ser acaso do destino; mas
era uma convocação a ler em tudo, mesmo nos acontecimentos mais
dolorosos e ruins, um desígnio de salvação, ou seja, um
despertar da vontade para se responsabilizar incansavelmente por tudo o que
parece sem saída e sem salvação. Lá onde tem esse
jeito de ser a tragédia deixa de existir. Não existe nenhuma dor,
nenhum sofrimento, nenhuma aniquilação, nenhuma desgraça
que não tenha um sentido, uma direção, uma saída,
um encaminhamento. É essa atitude que está presente no personagem
bíblico de Jó, onde estando na maior desgraça que se pode
contemplar em um ser humano, sua boca jamais emite uma palavra de desespero,
de blasfêmia, de juízo sobre os outros, de reclamação
ou indignação. Apenas insiste e persiste na sua fé e esperança.
Sua fé é a síntese de uma postura humana que está
aberta a toda sorte de situação humana para nela encontrar uma
saída. Sua fé evita de jogar a solução e a saída
de tudo para a religião, ou destino, para a sociedade, para o progresso
científico, dentre outros. Sua base está em “suportar”
(su + portar) tudo à semelhança de Jesus que livremente coloca
os ombros debaixo da cruz e a carrega até o fim (longe de ser como um
fardo), mas como uma graça oculta em meio à desgraça. Será
que os pobres (hoje são os mais penalizados pelas tragédias) e
o crucifixo que permaneceu de pé em meio aos escombros de uma igreja
no Haiti, estejam tentando dar de forma simples e discreta, à civilização
da técnica avassaladora, esse recado? Se isso tem sentido, então
estamos diante do paradoxo da “Boa Nova” (Evangelho) que sempre
de novo anuncia cordialmente aos olhos cegos e ouvidos surdos: “Quem tem
olhos para ver que veja” (Mc 4, 9). (Reflexão feita por Jose Irineu
Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
19 Janeiro 2010:
“Esta covardia mole e tímida que não deixa nem ver,
nem seguir a verdade” (Blaise Pascal, físico, matemático,
filósofo moralista e teólogo francês, 1623 - 1662).
O lobo covarde se camufla debaixo da pele de cordeiro. O filósofo
Sócrates costumava definir a covardia como receios vergonhosos e a audácia
indigna de certas pessoas pela falta de conhecimento das coisas que temem. A
ignorância em certos assuntos, o desconhecimento do que seja realmente
uma pessoa ou uma situação, leva alguns ao mundo da imaginação
que, por sua vez, os leva a tramar armadilhas e ações contra tudo
e contra todos que supostamente ameaçam o seu falso poder e falso saber.
O covarde na linguagem francesa é aquela atitude de “baixar a cauda”,
à semelhança de um animal que encolhe o corpo e a cauda e num
gesto de passos lentos e silenciosos avança sobre a presa desprevenida
e inocente para tecer sobre ela o indefensável golpe mortal. Assim agem
os covardes! Em momentos de festividade como a passagem de ano, carnaval, Páscoa,
Copa do Mundo etc, é que se percebe entre as linhas dos acontecimentos
as ações dos covardes, principalmente no universo político,
econômico e ideológico, quando se aproveitam da “distração”
popular para fabricar leis ou desrepeitar as existentes, para aumentar preços
de mercadorias, para gerar ideologias que obscurecem a razão dos mais
desatentos, anestesiar os valores, cegar a visão, distorcer a verdade
e realizar manobras que distanciam todo um povo de suas raízes e tradições.
Os covardes agem sempre na calada da noite, às escondidas, pois temem
a luz da verdade e o confronto com o real. Se sentem seguros à distância
com suas máscaras e couraças, evitando o risco do envolvimento,
da exposição de si, do ter que dizer o que pensam e desejam, pois
fazer isso seria “trair-se”. São esses covardes que no momento
atual estão dominando e ditando os interesses da política e economia
brasileira e mundial. Pior, sob o aval da inocência e ignorância
da maior parte das consciências. Em atenção e cuidado contra
esse tipo de covardes e covardia é que vale dar ouvidos à máxima
evangélica que diz: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de
lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas”
(Mateus 10, 16). Quem vê e finge não ver é também
um covarde. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom
dia! (14 anos)
18 Janeiro 2010:
“Dentre todos os trajes que me visto com orgulho, o que mais me
eleva é o da humildade” (Henry Mackenzie, escritor e novelista
escocês, 1745-1831).
Deus vê mais o nosso coração do que nossas vestes.
Quando nos vestimos, logo nos confrontamos com o espelho para vermos que imagem
está sendo transmitida aos demais, ou seja, como me verão neste
dia. Ela é fruto de nossa imaginação. Quantas vezes voltamos
ao guarda roupa e trocamos a produção? Isto porque damos mais
importância ao “rótulo do que ao conteúdo”.
Mas o que mais nos destaca é o que temos em nosso interior e irradiamos
pela nossa face, com nosso sorriso, e que brota de nosso coração.
É a sinceridade, o amor, a fraternidade que vem à tona pela humildade.
A palavra humildade tem sua raiz em “humus” (terra fértil)
que está na base de toda planta saudável, mas dificilmente é
vista, pois faz o seu trabalho sem aparecer. Enquanto muitos pisam em seus companheiros
para se destacar no serviço e assim ganhar uma promoção,
o humilde faz o seu trabalho com perfeição, pois é nele
que se realiza. O humilde sabe que ‘tudo o que merece ser feito, merece
ser bem feito’. Sabe também que Deus completa em nós o que
procuramos fazer de melhor. Desta forma, sem alarde, com seu talento, vai construído
um mundo mais bonito, mais fraterno, mais justo. Tem em mente o ensinamento
de Jesus que nos ensina; “Quem se humilha será exaltado e quem
se exalta será humilhado” (Mt 23,12). Bom trabalho! Bom dia! (14
anos)
15 Janeiro 2010:
“Amar não é apoderar-se do outro para completar-se,
mas dar-se ao outro para completá-lo” (Lao Tse, filósofo
chinês, viveu no século VII a.C.).
Amar é esquecer-se de si para se encontrar no outro. Penso que
o mundo ainda tem que descobrir a força do amor. Somos imediatistas,
queremos resultados na hora, preferimos comprar pronto a fazer, pois é
mais fácil ir à feira que plantar, pois plantar é difícil
e exige empenho, e com isso deixamos de amar o alimento como um dom divino e
facilmente jogamos o resto no lixo. Nem nos lembramos que existem pessoas que
fazem biscoitos de barro para matar a fome. De certa forma fazemos o mesmo com
as pessoas, pois não sabemos amar. Preferimos “ficar” com
alguém enquanto isso for conveniente do que “amá-lo”,
pois no amor há compromisso e doação. O amor deve ser cultivado,
superar as intempéries do tempo, acolher o imprevisto, perdoar a estupidez,
para corrigir com amor. Diante das dificuldades, muitos desistem no meio do
caminho. Mas quem consegue se alegra na alegria do outro. Quem busca cultivar
o amor encontra Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
14 Janeiro 2010:
“Não se desespere, com paz no coração
e um sorriso nos lábios, logo encontrarás solução”
(Zilda Arns Neumann, médica pediatra, sanitarista e especialista em Pediatria
Social e Saúde Pública, é a criadora da Pastoral da Criança,
1934-2010).
‘Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão’
(música religiosa). Quais formiguinhas saindo em busca de alimento, assim
eram as voluntárias da Pastoral da Criança, saindo de porta em
porta, nas regiões de difícil acesso, para chegar às casas,
pesar as crianças, orientar as mães nos cuidados higiênicos
e nos nutrientes necessários a uma boa alimentação. Aproveitavam
de tudo, das cascas de ovos aos talos de plantas para garantir uma alimentação
balanceada. As mães aprendiam a fazer o soro caseiro para os casos necessários.
Quando a situação parecia sem solução, ela, como
uma grande mãe aconselhava a evitar o desespero e buscar uma saída.
Foi assim que inúmeras vidas de crianças foram salvas no Brasil
e no exterior. Agora no Haiti, o Pai achou que ela tinha cumprido sua missão
e chamou-a de volta para assumir seu lugar no reino dos céus. Seu exemplo
nos questiona; por quais obras serei lembrado no futuro? (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
13 Janeiro 2010
“A verdade se corrompe tanto com a mentira como com o silêncio”
(Marco Túlio Ciceron, escritor, orador e político romano, 106-43
a.C.).
‘Quem cala consente’ (do francês "qui ne dit mot, consent".
Teria sido a resposta de Joana D'Arc. para sua mãe). Antes do Natal,
a maioria dos brasileiros pensa nas festas, se preocupa com os presentes, com
o que fazer nos dias de folga, muitos pensam em viajar. É neste clima
eufórico que o Governo envia ao Congresso um dos mais revolucionários
“planos” (Programa Nacional de Direitos Humanos) que mexe com a
vida de toda a Nação. Disfarçado de direitos humanos, nele,
o agressor tem mais direito que o agredido, a justiça fica em segundo
plano. A liberdade cede lugar ao controle do Estado. A manifestação
pode ser punida, restringe a religiosidade, dentre outros. Enquanto a maioria
nem tomou conhecimento, o “plano” segue seu curso meticulosamente
planejado, oculto sob o véu da mentira. Quando terminarem as festas,
talvez já seja tarde. O silêncio de “inocentes” está
colaborando para que este “plano” tenha êxito. Quem fica esperando
que o outro dê o primeiro passo, não sai do lugar. Uma nação
só será justa, quando todos se manifestarem. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
12 Janeiro 2010
“Nunca consideres o estudo como uma obrigação, mas
como uma oportunidade de penetrar no belo e maravilhoso mundo do saber”
(Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Para saber é preciso estar vazio. Quando uma vasilha está cheia,
nada se pode colocar dentro dela, pois falta espaço. Quando alguém
julga que sabe tudo e nada precisa aprender, está fechando as portas
do aprendizado e está se condenando a ficar exilado em sua ilha de ignorância.
Para ver novos caminhos é preciso abrir os olhos, sair de nosso esconderijo,
se encantar com o novo, buscar os por quês; mas, para isso é preciso
estar vazio de “pré-conceitos”. O estudo nos possibilita
a descobrir um mundo maravilhoso que está ao nosso redor, mas que as
“vendas” de nossos olhos nos impedem de ver. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
11 Janeiro 2010
“A maioria de nossas falhas ocorre quando queremos apressar o
momento do êxito” (Amado Nervo, poeta, novelista e ensaísta
mexicano, 1870-1919).
A paciência é uma virtude. O Livro Sagrado nos ensina que para
tudo há um tempo certo. O pão tem seu tempo de crescimento antes
de ser assado. O assado tem seu tempo certo para estar pronto. A fruta tem seu
tempo de amadurecimento. Quando este tempo é alterado, há sempre
uma consequência. O pão retirado do forno antes perde seu tempo
e fica ruim. A fruta colhida antes e amadurecida fora do pé, perde seu
sabor original. Quando somos impacientes, perdemos o tempo propício da
plenitude de cada ação. Aja com sabedoria, aprenda a conhecer
o tempo certo, saiba escutar mais do que falar, aprenda a ouvir o que apenas
foi balbuciado, sinta o inanimado. Com isso você estará vivenciando
cada fase de sua criação e sua conclusão terá mais
sabor de êxito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (14 anos)
8 Janeiro 2010
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque, ou odiará
a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará
o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Evangelho
de Mateus, capítulo 6 versículo 24).
Nossas atitudes revelam a que Deus nós adoramos. A palavra “Mamom”
vem do aramaico traduzindo o “demônio” das riquezas, avareza
e iniquidades, que são geradoras da cobiça, apropriação
indébita, lucro injustificado, dentre outros, corrompendo assim o coração
do homem. Para os Filisteus, ele era um deus a quem eles oravam buscando prosperidade.
Como corrompia muitas pessoas na época (e ainda hoje!) Jesus alerta sobre
este perigo. Das 28 parábolas de Jesus, 16 falam sobre dinheiro. No Novo
Testamento são 2.084 versículos que falam a respeito de dinheiro
e finanças, contra 215 de fé e 218 de salvação.
Esses versículos procuram orientar para que o dinheiro esteja auxiliando
o homem em desenvolver sua criatividade a serviço do bem, sem jamais
ser seu escravo, ou seja, Deus quer um coração livre para amar
e servir evitando que seja servo das riquezas. Quem se põe a serviço
das riquezas têm que ser leal às suas implicações:
subornos, propinas, trapaças, roubos, mentiras, dentre tantos outros,
e assim o seu coração se afasta de Deus. Quem conquista seu dinheiro
honestamente é abençoado; quem o faz de forma fraudulenta (servindo
a Mamom), terá que prestar contas de seus atos. (Reflexão feita
por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)
7 Janeiro 2010
"Quando alguém mente, está roubando de alguém
o direito de saber a verdade. Quando alguém trapaceia, está roubando
o direito à justiça" (Khaled Hosseini em The Kite
Runner - O caçador de pipas. Tradução de Maria Helena Rouanet
- Editora Nova Fronteira).
A mentira e a trapaça nos afastam de Deus. A palavra “mentira”
refere-se à falsidade, ilusão que são efeitos da ação
de mentir. “Trapaça” refere-se a dolo, fraude ou cavilação
em negócios etc. A facilidade em mentir e trapacear tornou-se tão
comum nos dias de hoje que muitos duvidam que alguém consiga viver ser
mentir. As mentiras estão presentes em todos os níveis, até
nas ideologias que “redigem” os noticiários. São utilizadas
como trampolim para galgar postos de trabalho, promoção pessoal
e social e até para iludir o povo com falsas obras e assim conseguir
dinheiro para diversos fins. Mas, quem age assim, trocou Deus por Mamon (em
aramaico é avareza, riqueza, iniquidade, que para os Filisteus era um
deus poderoso). Ou nosso coração se volta para Deus e com isso
nossa postura assume um caráter honesto, mesmo que isso “doa”,
ou fazemos como a maioria que enquanto está favorável “vai
aproveitando”. Por pior que seja a situação, nossa postura
deve traduzir uma retidão que se manifesta no amor a Deus (com todas
suas exigências) e aos irmãos (com todas suas implicações).
O mundo só será melhor quando cada um fizer a sua parte. (Reflexão
feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (14 anos)