José Irineu Nenevê - nenevecwb@gmail.com - é autor do livro Bom Dia e Bom Trabalho - Sabedoria para todos os dias”, Editora Vozes. Todo dia ele escreve algo assim:

30 Dezembro 2011:
“Nem mesmo o homem mais bondoso consegue ficar em paz, se isso não agrada o seu vizinho mau” (Johann Christoph Friedrich Von Schiller, escritor alemão, 1759-1805).

Paz implica em harmonia e equilíbrio. Quem procura se refugiar em um deserto na busca de um isolamento total encontrará paz, se faltar harmonia, pois até no deserto existe equilíbrio entre as forças da natureza que ali agem. Cada tipo de areia tem seu movimento, os animais que ali sobrevivem tiveram que se adaptarem as intempéries. Assim, a paz pressupõe conhecer bem o seu ambiente buscando amar e entender os convivas que compõem cada um de seus cenários. Entendo por cenário os locais onde costumamos ficar para viver ou trabalhar. Logo nosso ser deve buscar ser de paz em todo o lugar. Desta forma, devemos semear a paz com nossos vizinhos, colegas de trabalhos e até mesmo com os desconhecidos que cruzam nosso caminho. É um esforço pessoal, onde o perdão cria ambiente para a reconciliação. Para que o ano que se inicia seja de paz é preciso que ela faça parte de nossas opções de vida. O que se busca com afinco de alguma forma acontecerá, seja na busca da paz ou de realizações pessoais, pois nossa maneira de pensar nos faz maestros de nosso devir. Assim te desejo um Feliz Ano Novo, cheio de paz e realizações, onde a alegria seja o seu cartão de visitas. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho!

Bom dia!

(15 anos)

29 Dezembro 2011:
“Amo-te para te amar e não para ser amado, pois nada me dá tanto prazer como te ver feliz” (George Sand, escritora francesa, 1804-1876).

Quem ama a Paz quer ver a felicidade do outro. O início de cada ano é dedicado a Paz com o tema, dia da Confraternização Universal, ou dia Internacional da Paz Universal. Este dia foi instituído em 1968, pelo Papa Paulo VI, para que os verdadeiros amigos da Paz, independente de credo, raça, posição social ou econômica se unissem em um esforço comum pela Paz. Mas para que haja Paz é preciso antes de tudo amar. Para amar é necessário ter uma atitude de desejo total de ver o outro feliz, e para isso é preciso ter reformulado todos os critérios de julgamento onde o que importa é a felicidade de quem se ama. Quem ama para ser feliz desconhece o que é amor. Deus é a fonte de todo o amor, por isso esta harmonia com o Criador vai revelando em nós esta paz que vem do alto e cria raízes em nossos corações. É muito difícil cultivar a paz, pois ela exige de nós uma vigília constante em nossas atitudes para jamais ferir o outro, nem por brincadeira. Mas vale a pena, pois ela descortina em nós uma nova maneira de ver a vida que nos energiza com sua fonte infinita de alegria. Desarmando os corações criamos condições de paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho!

Bom dia!

(15 anos)

28 Dezembro 2011:
“No final, o que importa não são os anos de vida, mas a vida dos anos” (Abraham Lincoln, político americano, 1808-1865).

A vida é como a água que vai em direção ao mar, a medida que segue aumenta de volume, sem retorno ao que já passou. Por isso cada instante deve ser valorizado. Aproximamo-nos de mais um fim de ano. Como se pudéssemos mudar a cadência dos acontecimentos, cada um se agarra em suas crenças para tentar dar ao momento da virada do novo ano, um toque de Midas que garanta ser um ano melhor. Será que todo o universo segue o calendário gregoriano para contar o tempo? A contagem do tempo é algo criado pelo homem para facilitar a comunicação. Existem vários calendários, com várias datas para o início de um novo ano. É válido ter bons propósitos, mas não podemos dar a um momento fictício um valor quase mágico, mesmo porque ele é itinerante à medida que a terra gira. Logo, o ano novo será melhor, se você for melhor, ou seja, a intensidade de vida que você der a cada momento. Aprenda a valorizar seu instante agora, pois o momento vindouro trará outros presentes a você, ou seja, saiba garimpar o ouro de cada instante que lhe é dado em pequenas pepitas agora sem ficar esperando que ele venha em barras depois. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho!

Bom dia!

(15 anos)

27 Dezembro 2011:
Os homens construíram muitos muros e poucas pontes” (Isaac Newton, matemático e físico inglês, 1642-1727).
Pelo tamanho dos muros e das cercas elétricas sabemos se o bairro é de paz ou de violência. A função de um muro é restringir o acesso, isolar, esconder, separar. A função de uma ponte é vencer obstáculos, facilitar o acesso, unir. Onde há muitos muros, há pouca paz. Estes muros são construídos de diversos materiais, existem até muros invisíveis. Pelo tom de voz podemos estabelecer um muro ou uma ponte com nosso interlocutor. Construímos ponte quando nossos argumentos carregam consigo a verdade, justiça, amor e liberdade. Construímos muro quando empregamos o egoísmo, individualismo, ganância, superioridade; ou, quando estabelecemos regras inúteis, olhamos com desprezo, prejudicamos de alguma forma, etc. Assim, se quisermos semear a paz, e colher de seus frutos, devemos construir mais pontes que unam as pessoas, facilitem seu acesso, ajudem a transpor obstáculos de qualquer natureza, ao invés de muros que nos separam. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

26 Dezembro 2011:
Que bem faz ao homem o seu sorriso! Parece que quer dar seu coração em sua alegria. E a alegria é contagiosa!” (Fiódor Mijáilovich Dostoievski, novelista russo, 1821-1881).
A pessoa que aprendeu a sorrir nos momentos difíceis está apta a alçar grandes voos em sua alegria de viver. Quem teve a oportunidade de assistir aos vídeos que circularam pela internet mostrando um grupo de pessoas que se encontravam em lugares públicos e ali começavam a cantar, ou abraçar ou apenas sorrir, notou como esta alegria começava a contagiar todo o grupo que apenas assistia. Sim, a alegria é contagiante e como um bálsamo, cura muitas feridas da alma. É difícil entender porque insistimos em guardar os momentos ruins de nossa vida, pois eles são como um ácido que vai corroendo lentamente toda nossa disposição. O mundo precisa reaprender a sorrir com a alma, com toda a disposição, resgatando a alegria de viver. Quando estamos machucados em nossos sentimentos, queremos nos isolar, pensando com isso que atingiremos a quem nos magoou despertando a sua compaixão, mas esta atitude só recompensa nosso agressor, pois conseguiu seu intento. Ao contrário, se erguemos a cabeça, nos levantamos de nosso tombo, colocando um sorriso nos lábios e o perdão no coração, deixando que o justo juiz dê a cada um sua recompensa, e aí sim deixaremos atônitos nossos agressores. Com atitudes assim, estaremos removendo a agressividade de nosso meio, dando uma oportunidade para a paz. Sempre que puder sorria, cultive esta disposição de bem viver em seu coração, e notará como tudo ao redor irá se contagiando com sua alegria. Comece bem o ano novo com muita alegria no coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

23 Dezembro 2011:
Feliz Natal
Certo dia, pela manhã, eu ia a pé ao meu serviço quando cruzei com um senhor, cujos cabelos e barba brancos denunciavam sua idade avançada, mas, sua postura e desenvoltura no andar eram de um atleta. Ele me saudou com um “bom dia” e continuou sua caminhada. Naturalmente respondi com outro “bom dia” e continuei em direção ao meu trabalho. Como foi bom ser saudado logo cedo com um “bom dia”. Naquele dia e nos dias seguintes procurei também saudar a todos com um “bom dia”. Como nos faz bem desejar o bem ao outro. Percebi que o “bom dia” poderia ser transmitido pela intranet e internet também, de tal forma que ao ligar sua máquina, já tenha na tela esta saudação para começar bem o dia. E assim já faz quinze anos que o bom dia vai até você. Ele se assemelha as sementes de uma plantinha chamada “dente de leão”, que as crianças costumam brincar, soprando para ver suas sementes serem levadas pelo vento. Quando encontra terra propícia ela fecunda. Assim é o “bom dia”, pois o vento da internet leva-o para lugares distantes, um transmitindo a outro e assim por diante. Em outros países é traduzido e continua sua caminhada. Angola, Portugal, Japão, Austrália, Inglaterra, Alemanha, Singapura, Itália, Argentina, Paraguai, Uruguai são alguns dos lugares que tenho conhecimento de sua chegada. Quando cai na rede da internet só Deus sabe aonde vai chegar e quem vai receber. Sei que a muitos ajudou quando precisavam de uma mãozinha para levantar a cabeça e continuar a sorrir. Mas, hoje o “bom dia” te deseja um “Feliz Natal” e te agradece por fazer parte desta rede de “bom dia”. Continue assim, levando a todos que cruzam o teu caminho uma saudação de alegria e otimismo. Seja feliz. Simples assim. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

22 Dezembro 2011:
Se em meio às adversidades perseveras com o coração sereno, alegre e em paz, isto é amor” (Santa Tereza d’Ávila, mística espanhola, 1515-1582).
Só no amor conheceremos a paz. Nestes dias de festas, o que mais vemos são correrias, listas de presentes, promoções, descontos, prêmios, viagens etc. Tudo isso é reflexo de uma vida agitada onde queremos resolver tudo para ontem. Quando nosso coração será sereno? Quando confiarmos mais em Deus, sabendo que sozinhos somos fracos, mas com Ele seremos fortes. Quem caminha com Deus ao seu lado percebe que no momento certo tudo vai se ajeitando. Esta confiança nos dá força nas adversidades e permite que haja serenidade, alegria e paz. Talvez esse seja nosso melhor presente de Natal, sabedoria para termos mais confiança em Deus, serenidade em nosso coração, alegria em nossa vida e muita paz. Então, poderemos dizer que estamos amando de verdade. Sim, o amor vem de Deus e a Deus nos encaminha. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

21 Dezembro 2011:
Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco.” (Evangelho de Mateus 1, 23)
O grande e maior anúncio do Natal Cristão vem expresso na frase do profeta Isaías (7, 14) que o evangelista Mateus retoma para atribuir a Jesus, ao dizer: “Deus-conosco”. Dizer Deus-conosco é bem diferente de dizer Deus está conosco. Embora Ele esteja realmente conosco, a Boa Nova do Evangelista Mateus quer afirmar que o Deus Cristão é mais que um alguém entre outros “alguéns”, perdido dentro de numa multidão de indivíduos. Ser um alguém entre tantos é apenas apresentar-se como um ente indiferente, igual, menor ou maior que os outros. O indiferente, nesse caso, nem sempre sabe o que se passa com os demais. Ele pode estar ali presente na sua individualidade; mas, pode, também, estar ausente, alienado de tudo e de todos, na simples observação e confusão daquilo que ele sente, experimenta e pensa ser estranho a ele. Alguém, assim, dificilmente capta, sofre, sente, se envolve ou é atingido pelo que se passa com o outro. O Deus cristão anunciado no centro do mistério do natal é entendido e experimentado como encarnado, envolvido e envolvente na nossa humanidade. Tudo lhe é próximo e conhecido, exceto, a desumanidade (que pode ser traduzido também por pecado). Ele é carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, corpo do nosso corpo, unha da nossa unha, pele da nossa pele. Ele está “até o pescoço” engajado em tudo o que nos pertence e acontece. Nada lhe é estranho e indiferente. Ser Deus-conosco, então, significa que a partir da encarnação ou do anúncio do natal, ninguém mais poderá dizer que Deus é distante, indiferente, alienado, impassível, acomodado, descuidado ou desatento com o que se passa com cada ser humano. A partir da Boa Nova do Natal, cada pessoa pode e deve dizer: se sofro, Deus sofre. Se choro, Deus chora; se estou abandonado, Deus está abandonado; se fui assassinado, Deus foi assassinado; se passo fome ou sofro injustiça, Deus passa fome e sofre injustiça. Mas, pode dizer, também: Se amo, é Deus que ama em mim; Se acolho, é Deus que acolhe em mim; Se presenteio, é Deus que presenteia em mim; Se consolo ou enxugo as lágrimas de alguém, é Deus que o faz em mim; se socorro o caído, se perdoo o inimigo, é Deus que opera em mim. Posso dizer ainda, se ajudo na construção de um mundo melhor ou, faça o que fizer de bom, justo e amável na família, no mundo e no universo inteiro, é Deus que em mim, por mim e comigo o faz. A partir do Natal, Deus e o homem se tornam inseparáveis na História e até o fim dos tempos. Nada nos poderá separar, nem a morte, nem a tribulação, nem o sofrimento, nem a pior das tragédias humanas. Ele é Deus-conosco, aconteça o que acontecer! Quem sabe o fato de querer nos encontrar e de nos reunir nem que seja uma única vez por ano para partilhar a presença e os presentes, tudo isso e muito mais, seja apenas o desejo mais profundo que temos de transmitir uns aos outros a felicidade do anúncio natalino (à semelhança do que fez Maria em visita a Isabel) que no fundo, no fundo, proclama que a grande maravilha da nossa existência é ter, sentir, perceber e experimentar a presença presente da Divindade em nós traduzida na alegre, forte e viva mensagem do Deus-conosco. É a felicidade exfuziante e extasiante dessa mensagem que nos toma, nos afeiçoa, nos transforma e nos conduz onde quer que estejamos, que nos impulsiona a dizer sempre de novo e de modo novo uns os outros e ao mundo inteiro: Feliz Natal! E, se possível, com gratidão e fé, seja o significado mais real e autêntico do Natal para cada ser humano. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

20 Dezembro 2011:
Os anos enrugam a pele, porém renunciar ao entusiasmo enruga a alma” (Albert Schweitzer, teólogo, filósofo, médico, escritor e músico alemão, prêmio Nobel da Paz em 1952, 1875-1965).
Nossa maneira de pensar determina o que seremos. Envelhecemos com o tempo. Um dos sinais de envelhecimento é a perda de flacidez na pele que em consequência, forma rugas. Para retardar o aparecimento de rugas, é preciso manter a pele sempre hidratada e flexível com a prática de exercícios. Porém, pior que enrugar a pele é perder a vitalidade e dinâmica da vida com o enrugamento da alma. Quem envelhece a alma vê dificuldade em tudo, nada vai dar certo em sua visão. Parece que atrai o pessimismo. Experiências feitas no Japão com água congelada demonstram a diferença que faz os bons e maus pensamentos em todo o ser vivo. As amostras que receberam a influência de pensamentos edificantes formaram belos cristais harmônicos quando vistos e fotografados pelo microscópio. As amostras da mesma água em estado natural, os cristais eram disformes. As amostras de água submetidas a pensamentos negativos, nem formavam cristais e tinham um aspecto horrível. Se o pensamento pode influenciar assim a água, imagine o que pode fazer conosco. Sendo assim, vale à pena conservar o entusiasmo, a alegria, e como diz o dito popular, se a vida lhe der um limão, faça gostosa limonada. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

19 Dezembro 2011:
Glória Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lucas 2, 14).
Para receber a Paz é preciso ser de paz. Antes de ir até a gruta para ver Jesus, os pastores se preparam com hinos de paz. Narra o texto bíblico que os pastores estavam no campo velando a noite, vigiando o seu rebanho, quando uma luz os envolveu, ficaram com medo, mas um anjo fez o anúncio de uma grande alegria, acabara de nascer em uma gruta em Belém, o salvador tão esperado por todos os povos. E uma multidão de anjos entoou um hino de paz. Paz na língua hebraica é Shalom. Este termo traz consigo uma gama de significados que ultrapassa a simples ausência de guerra ou conflitos de qualquer natureza, é presença de amor. Mas para que a pessoa possa receber Shalom, ela precisa criar dentro de si um espaço, e para isso precisa fazer uma faxina completa, daquelas que fazemos em nossas casas de vez em quando. Joga-se fora (se desfaz) tudo o que está ocupando espaço sem necessidade, nossa mente tem que estar limpa de toda impureza para receber Shalom. Depois da limpeza temos que fazer harmonia com toda a criação, desde os homens até os animais e plantas, como em uma orquestra sinfônica, onde cada um em seu papel, dentro de uma grande música, se irmana com toda a natureza em um espírito de amor. Essa integração é muito importante para receber Shalom. Quando entramos no ritmo, então percebemos que há um grande maestro que a tudo comanda que é o próprio Criador. Aí sim estamos preparados para receber e ser Shalom, então podemos dizer que começamos a viver o espírito de Natal anunciado pelos anjos, Shalom (paz) na terra para os homens por Ele amados. Presentes, luzes, etc. é consequência de uma vivência de amor e paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

16 Dezembro 2011:
A maneira de dar vale mais do que o que se dá” (Pierre Corneille, poeta de dramaturgo francês, 1606-1684).
Presenteamos um pouco de nosso coração. Estamos em época de festas, e a troca de presentes é muito comum, pois nos perpetuamos nos presentes, ou seja, quando a pessoa olhar aquilo que ela ganhou se lembrará de nós. Por isso, chama-se presente. Mais importante que a lembrança material do presente, é a forma com que nos tornamos presente, ou seja, o carinho da entrega, ou as palavras que acompanham o cartão (se for o caso). Quantas vezes o calor de um gostoso abraço cheio de amor vale mais que mil presentes. Sua lembrança permanece para sempre. Isto acontece porque abrimos nosso coração no gesto carinhoso de presentear o que temos de mais precioso, nosso próprio “eu” se fazendo “um” com quem o recebe. Para que isso tenha esta força, o perdão e o amor fizeram uma faxina prévia em todo o ressentimento e deixaram um coração limpo dos erros passados e brilhando de emoções. Tudo isso faz parte do clima de Natal, onde o amor maior se fez um de nós sendo presente na fragilidade de uma criança. Para quem o recebeu em seu coração, a vida ganha outro sentido. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

15 Dezembro 2011:
Confrontar, sempre confrontar, é o modo de resolver o problema. Confrontar-se com ele” (Joseph Conrad, novelista britânico de origem polonesa, 1857-1924).
Quem prefere fugir em vez de resolver, permanecerá fugindo enquanto durar a sua covardia. A palavra “confrontar” traduz a ideia de pôr-se de frente, acarear, defrontar-se, ou seja, encarar o problema em vez de fugir. No confronto “colamos” com o problema, como quem empurra um grande peso; no início, parece que nem se move, mas aos poucos vai cedendo até que conseguimos movimentar. Por pior que seja o que deve ser resolvido, devemos com honestidade e retidão “arregaçar as mangas” e como quem desata nós, buscar as pontas para, a partir delas, reverter o que deu errado. Disfarçar, mascarar, negar, imputar a outro a sua culpa é fugir sem se confrontar; portanto, um ato covarde, vil e desprezível. Quando estamos com medo, pequenas sombras nos parecem enormes vultos, mas quando acendemos a luz de nossa inteligência e iluminamos, então percebemos que tudo o que nos assustava era de fácil solução. Mas, isso só se resolve quando nos dispomos a nos confrontar com nosso problema. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

14 Dezembro 2011:
A felicidade humana geralmente não se obtém com grandes golpes de sorte, que podem ocorrer poucas vezes, mas com as pequenas coisas que acontecem todos os dias” (Benjamin Franklin, cientista e estadista americano, 1706-1790).
Se pudéssemos perceber quantas maravilhas acontecem no universo a cada segundo, ficaríamos extasiados com tanta beleza. Grande parte dela o homem nem sequer imagina. Desde que os primeiros raios de sol começam a iluminar, se descortina o despertar diurno da natureza. Nós fazemos parte de todo este esplendor. Nada se repete, tudo é novo. Ter a sensibilidade de perceber tudo isso, é uma graça. O rosto que você vê no espelho é diferente do de ontem, mais alegre ou mais triste, depende de você. Irá irradiar alegria e bondade, também depende de você. Valorizar a vida que têm em cada detalhe, também é uma decisão sua. Como tijolos que sobrepostos vão formando uma parede, assim cada pequeno acontecimento vai formando o seu dia. Amar cada um deles, como um presente de Deus para você, é que vai revelando o que é ser feliz. Esperar ganhar na mega sena (por exemplo) para então começar a ser feliz é condenar a sua vida a um devir e deixar de aproveitar tudo o que você tem agora. Como nos ensina Jesus no Evangelho de Mateus, “o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações; a cada dia basta o seu fardo” (6, 34). Portanto, seja agradecido por tantas dádivas que você recebe a cada instante de sua vida, e que muitas vezes passam despercebidas por estar com sua mente preocupada com o que ainda nem veio. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

13 Dezembro 2011:
As amizades que se fundam em interesses por interesse terminam” (Frei Antônio de Guevara, cronista, moralista e franciscano espanhol, 1481-1545).
Amizade de festa com a festa termina. No evangelho de Lucas (15, 11-32), Jesus conta uma parábola rica em ensinamentos, é a do “filho pródigo” (esbanjador). Como ela possibilita diferentes reflexões, tomarei a questão da amizade e dos interesses comuns. O significado da palavra “pródigo” traduz a idéia de gastador, esbanjador, perdulário, bem como generoso, liberal, “mão aberta”. Narra o texto que o filho mais novo estava entediado com a vidinha em família, sempre a mesma coisa, o irmão mais velho por ser mais talentoso sempre estava nas graças do Pai, e ele ficava em segundo plano. Ele queria algo novo, pois sua energia despertava a sede de aventuras, amizades, diversões, alegria, festas, tudo o que faltava em casa. Para isso ele precisava de recursos financeiros, pois nada neste estilo de vida é de graça, tudo tem o seu preço. Por ser herdeiro de um homem rico, exigiu a sua parte na herança e saiu em busca de aventuras. Em terras distantes viveu dissolutamente. Enquanto tinha dinheiro sempre estava cercado de amigos que compartilhavam as mesmas ideias de diversões e aventuras, bem como se beneficiavam de seus patrocínios. Ele era um “inocente útil” para estes amigos. Quando esgotou os seus recursos, desapareceram os amigos, experimentou a solidão, teve que trabalhar. Único emprego que conseguiu foi cuidar de porcos (o porco para o judeu era um animal desprezado). Passou fome, queria que comer da ração dos porcos, mas ninguém lha dava. Foi aí que se lembrou da casa de seu Pai, de como era “feliz e nem sabia”, e resolveu voltar. Foi acolhido como filho novamente. Quase nunca damos valor ao que temos em casa, parece que tudo o que está fora é melhor, mais divertido. Mas este estilo de vida tem seu alto preço, que quase nunca aparece à primeira vista, fica oculto nas letrinhas miúdas dos “contratos”. Será que precisamos cair para poder aprender? Será que nosso coração está fechado a estes ensinamentos? Nossos olhos têm dificuldade em enxergar os perigos de tudo o que se apresenta como fácil e vantajoso demais? No evangelho de Mateus encontramos o ensinamento: “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta que conduz à perdição, e são muitos os que por ela entram” (7, 13). (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

12 Dezembro 2011:
Que adianta extinguir grandes ódios, quando ficam ressentimentos? Como remediar isso? O sábio cumpre seu dever e esquece seus direitos, quem se guia pela voz da consciência, só atende a voz do dever e não insiste em seus direitos. Os poderes eternos não tem favoritos, mas favorecem os bons” (Lao Tsé, filósofo chinês, citado no livro “Tao Te Ching”, viveu no séc VII a.C.).
Nem sempre o direito é sinônimo de justiça. No pensamento do sábio chinês, “direito” era sinônimo de egoísmo e “dever” de amor. Desta forma, quando as pessoas pensam somente em seus direitos tudo tende à ruína; mas, quando por amor abrem mão de seu direito em prol do dever, tudo se reconstrói novamente. Em nosso pensamento moderno é difícil entender alguém abrindo mão de seus direitos em nome da paz e da reconciliação. Fazer valer o seu direito em um clima de ódio, restarão ressentimentos eternos que vão remoendo os pensamentos e tendo como consequência uma vida de enfermidades oriundas de uma consciência intranquila. Quem tem fé sabe que a justiça humana é passageira e a justiça divina é eterna. Em resposta à pergunta de “quantas vezes devemos perdoar?”, Jesus ensina, setenta vezes sete, isto é, o perdão é sem limites. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

9 Dezembro 2011:
Quando a necessidade arranca palavras sinceras, cai a máscara e aparece o homem” (Tito Lucrecio Caro, poeta romano, 99-55 a.C.).
Somos o que somos diante de Deus e nada mais. A vida em sociedade é cheia de regras e formalidades que vamos aprendendo desde a infância. Tudo é meticulosamente arranjado para evitar desconfortos nos relacionamentos. Os pronomes de tratamento muitas vezes enaltecem os títulos que a pessoa adquiriu no decorrer da vida, onde o nome ganha importância secundária. Muitas vezes uma promoção, um novo cargo, uma missão qualquer leva a pessoa a assumir uma postura diferente da rotineira, pois a nova investidura assim o exige. Se faltar humildade, a pessoa esquece-se de sua origem e reveste-se de uma máscara de prepotência que a distancia de seus semelhantes. Mas, atrás das “máscaras” estão pessoas iguais a todas as outras. Às vezes em uma situação extrema, a necessidade obriga a se revelar, estas máscaras caem por terra, revelando a pessoa tal qual ela é. Por isso, o texto sagrado nos lembra que Deus fez o homem do pó da terra (os elementos químicos são os mesmos) e deu o sopro da vida e ao pó retornará um dia. Ele também nos pede que haja amor e respeito ao nosso semelhante, ou seja, devemos tratar os outros da mesma forma que gostaríamos de ser tratados. As máscaras são passageiras, o que permanece é o que somos em nosso coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

8 Dezembro 2011:
Temos tanta pressa em fazer, escrever e deixar nossa memória para ser ouvida no silêncio da eternidade, que esquecemos a única coisa que realmente importa: viver” (Robert Louis Stevenson, escritor britânico, 1850-1894).
A correria do dia a dia nos faz esquecer o que realmente importa. No texto sagrado, mais precisamente no evangelho de Lucas, Jesus faz em uma parábola a ilustração de quem só se preocupa com o amanhã e esquece-se de viver corretamente o hoje. Diz Ele que um homem, diante de uma colheita maravilhosa, se preocupa em ampliar sua capacidade de armazenamento, garantindo com isso seu futuro, onde poderá desfrutar de suas riquezas por muito tempo, comendo, bebendo e regalando-se. Ele pensa que está realizado como pessoa e que nada poderá impedir isso. Jesus chama de insensatez este comportamento, pois poderá morrer esta noite e nada do que adquiriu irá reverter este quadro. Nossa maior riqueza está no que construímos com nosso amor. Este tesouro é indestrutível, pois seu armazenamento está no infinito. Aproveite agora para montar seu tesouro de ações de bondade e amor, pois amanhã o tempo poderá ser insuficiente. Nosso maior tesouro está na bondade de nosso coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

7 Dezembro 2011:
O direito e o dever são como as palmeiras: não dão frutos se não estiverem uma ao lado da outra” (Hughes Felicite Robert de Lamennais, escritor francês, 1782-1854).
Para todo direito deveria existir uma contrapartida de dever. Ouvem-se muitas reivindicações de direitos em todas as esferas; mas, pouco se escuta dos deveres daí decorrentes. Os filhos querem ter o direito de dormir até mais tarde nas férias, mas têm o dever de deixar o seu quarto arrumado. Os alunos querem ter o direito de faltar algumas aulas, mas devem ter o dever de tirar boas notas, o médico quer o direito de melhor remuneração, mas têm o dever do empenho e da pontualidade no atendimento ao paciente, e, assim por diante. Um sem o outro leva ao desequilíbrio. Direito sem dever é como uma escada que só tem um lado para prender os degraus; a falta do outro leva à queda. O autor compara direito e dever às palmeiras. Existem 205 gêneros e 2.500 espécies; dentre elas temos o coqueiro e a tamareira, e por isso mesmo ela depende de outra da mesma espécie para continuar seu ciclo de vida. O direito depende do dever para que haja equilíbrio na ordem social. Quando só há direitos em uma sociedade, sobrecarregam outros de deveres e com o tempo nascem as revoltas. Foi assim no decorrer da história. Nossa sociedade está desequilibrada no tocante ao direito só de alguns sem uma contrapartida de deveres. Com a impunidade houve um incentivo à delinquência e o cidadão de bem virou refém sem direito à defesa. Cada dia sua proporção aumenta e as autoridades são insuficientes para agirem preventivamente. Devemos ser parte da solução contribuindo com nossas ideias e ações para garantir um futuro melhor para nossa cidade, estado e nação. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

6 Dezembro 2011:
Nunca desista de um sonho. Apenas tente ver os sinais que o levam a ele” (Paulo Coelho, escritor brasileiro nascido em 1947).
O carro segue a estrada; mas, é a mão do motorista que está no volante. Para passar por uma porta, antes devemos destrancá-la; para ver o que está além de uma janela, primeiro devemos abri-la; para observar o que está atrás de um muro, devemos olhar por cima dele ou fazer um buraco. As coisas só acontecem se buscarmos as situações propícias para que se realizem. Só o fato de poder pensar em um sonho é sinal que começou a dar certo, agora é procurar identificar os sinais que indicam o caminho para concretizá-lo. Dificilmente ele virá até você sem ao menos abrir os braços para acolhê-lo. Quando criança brincava de criar caminho para as águas represadas em poças, com um pedaço de madeira, criava sucos, acompanhando os declives fazendo-as chegar a um lugar de escoamento. Concretizar um sonho é dar condições para que ele vá se realizando à medida que criamos o seu caminho, ou seja, é de nosso empenho concentrado atento as sinais que faz os nossos sonhos se realizam. Descruze os braços e abra o caminho para seus sonhos. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

5 Dezembro 2011:
O termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes” (Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, “Salvador Dalí”, pintor catalão (Catalunha – Espanha), 1904-1989).
Para tudo o que é bem feito, existe um grupo de inconformados que se corroem por dentro diante da incapacidade de fazer algo semelhante. Só que em vez de procurar aprender, ou imitar, só pensam em destruir a obra e/ou a pessoa. Como falta coragem de reconhecer sua incapacidade e a inveja que daí nasceu, procuram achar defeitos para comentar e assim manchar o sucesso do outro. Dão-se início a uma série de mentiras, alianças malignas, de artimanhas, perseguições etc, tudo para prejudicar alguém cuja capacidade se inveja. Quanto mais sucesso se obtém, mais será vítima da inveja dos descontentes. Sendo assim, em vez de se entristecer diante das críticas e perseguições por suas criações ou trabalhos, alegre-se por ter sido capaz de fazer e por existir uma multidão de invejosos, pois isso é sinal de sucesso. Neutralizamos os efeitos negativos da inveja quando mantemos nossa alegria. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

2 Dezembro 2011:
O ignorante que se cala, será tomado por erudito e passará por sábio se mantiver sua boca fechada” (Salomão, rei de Israel, 970-931 aC).
De certa forma todos são ignorantes. A palavra “ignorância” revela desconhecimento de alguém em determinado assunto. Uma pessoa pode ser um gênio em botânica e ignorar os cálculos de engenharia mecânica, ou ser um ótimo médico cirurgião e ignorar as leis da física quântica, e assim por diante. Desta forma, todos nós somos ignorantes em determinados assuntos. Sendo assim, diante de algum assunto que desconhecemos, é melhor ficar calado do que abrir a boca, emitir alguma opinião e revelar toda a nossa ignorância sobre o assunto. Sobre isso, a sabedoria popular diz: “quem fala demais, dá bom dia a cavalos”, ou seja, é tido como demente (meio doido!) que cumprimenta até os animais. Em outra ela diz; “em boca fechada não entram mosquitos”, isto é, quem se cala evita o risco de desastres. Por isso, é mais prudente, se inteirar do assunto, conhecer as nuances, antes de emitir qualquer opinião. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

1 Dezembro 2011:
N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la” (Evangelho de João 1,5).
Sem luz, a vida na Terra pereceria, pois todo ser vivo depende da luz de alguma forma. Na dimensão da fé cristã, esta luz tem nome: Jesus. Em tempo de natal é comum ver casas, prédios, ruas e fontes ornamentadas com luzes de diversas cores, tamanhos e brilhos. É um espetáculo único e encantador que até os mais resistentes ao espírito natalino conseguem reconhecer. Estas luzes procuram lembrar-nos do próprio Cristo que foi visto, acolhido, experimentado e seguido por muitos homens e mulheres da fé cristã como sendo Luz do mundo. A Luz que é Cristo que se festeja em celebrações de cada natal. Cristo enquanto Luz é uma espécie de “Fonte Energética”, de mistério abissal a partir de onde tudo se cria, se forma, se constrói, se ergue, se firma e se consuma. Ele é a Luz que tudo gera e faz viver. Essa é a razão pela qual João diz que essa Luz era a Vida dos Homens, ou melhor, a Origem a partir de onde tudo vive, onde tudo se dá, onde tudo é gerado e tem a sua constituição, insistência e consistência. Nessa Luz que é vida é que nascemos, crescemos, existimos e nos consumamos. Por isso, vale dizer que nós não vemos a luz, mas vemos na luz, a partir dela, com ela e por ela. Sem ela seríamos trevas ou estaríamos nas trevas. Tudo o que é, que se mostra, que tem peso, forma, luminosidade, brilho, beleza e firmeza, tem na luz a sua raiz e sua razão de ser. Não há como estar fora dela e de seu alcance. Há apenas a possibilidade de recusar-se a aceitá-la, de caminhar na sua rejeição e viver fazendo de conta que ela não existe (a isso se diz andar nas trevas). Essa Luz que é Fonte que se expande e se difunde no universo inteiro, dentro e fora dos Homens, nas casas, nas cidades, no mundo e em tudo o que existe, dando beleza, luminosidade, forma, transparência, limpidez, inteligência, graça, leveza e unidade, é que está concentrado no símbolo das luzes que os cristãos espalham em suas celebrações e ambientes onde estão situados. As pequeninas luzes de natal espalhadas por tantos lugares evocam, recordam e acordam homens e mulheres de boa vontade para abrirem-se ao toque, ao encontro, à presença e à manifestação da Luz e da Vida d'Aquele que é Luz da luz e Vida da vida em todas as suas dimensões, compreensões e considerações. Todos aqueles que se abrem, recebem e amam essa Luz é que são chamados de filhos e filhas da Luz. São esses que andam na claridade do novo e eterno dia da graça divina e que jamais são dominados pelas trevas ou obras das trevas. O natal com suas luzes e luminárias quer ser um convite a todas as pessoas, a todas as instituições religiosas, políticas, econômicas e culturais para se deixarem possuir pela força encantadora dessa Luz originária, para que em tudo e em todos haja claridade, transparência, decência, inteligência, beleza, transcendência, brilho de grandeza e autenticidade. Esse brilho vem de Deus e quando ele se mostra nas pessoas, nas instituições, na criação inteira, nas coisas simples e elevadas, é que se diz que ali está presente a Glória de Deus. A Glória de Deus é o brilho fulgurante de sua Vida na carne humana e que se chama Jesus. Jesus é a manifestação plena de Deus em nós e no meio de nós. A isso se dá o nome de natal! (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

30 Novembro 2011:
Mas, o verdadeiro Papai Noel é aquele que ama a Jesus de todo seu coração e dá presentes em nome d'Ele, fazendo de tudo para que as pessoas (especialmente os necessitados) louvem a Deus pelas dádivas recebidas” (Mensagem de um dos sites do Google).
É Natal, “um filho nos foi dado” (Isaías). Papai Noel é uma daquelas figuras que desponta de imediato no imaginário de muitas pessoas quando se pensa em Natal. De algumas décadas para cá, é difícil falar em natal sem ligá-lo à figura do velhinho de barbas brancas e bochechas rosadas que porta um saco de presentes para distribuí-los entre as pessoas, em especial, às crianças. O capitalismo ocidental, no entanto, é o que mais explora essa imagem para lucrar em cima da boa fé das pessoas que se sensibilizam com essa figura até certo ponto simpática. Ele o faz sem nenhum constrangimento e, embora nada haja de espírito religioso na mente capitalista ao usar dessa figura, é bem certo que ele acaba fazendo um ‘merchandising’ do bom velhinho com vestes publicitárias em cores do rótulo da coca-cola. Em meio a todo esse uso, desuso e abuso da imagem de um símbolo, que tem no fundo e nas suas origens mais profundas, um arquétipo religioso, muitos pais, educadores, intelectuais, pessoas religiosas, acabam aderindo à campanha de ataque ao mito do Papai Noel. Fazem dele uma caricatura quase demoníaca para seus filhos e educandos. Pensam que com isso realizam um bom serviço ao espírito natalino mais radical. Nessa onda é comum ver o fervoroso “sermão” de alguns pregadores, pais e educadores, alertando as crianças para o fato de que Papai Noel é um mito, uma lenda, uma inverdade, uma mentira e uma armação que visa enganar as crianças a respeito de presentes e uma chantagem emocional que leva as famílias ao consumo, abafando nelas e na sociedade o verdadeiro significado do natal. É bem verdade que o consumo consegue fazer isso e o faz com muita maestria (e ai dele se não o fizesse!) no que toca ao uso do Papai Noel para seus interesses. Porém, uma questão que se deve começar a refletir seriamente é se o fato de trabalhar ou colocar-se contra esse símbolo é algo que nos ajuda a entender melhor o espírito mais profundo do natal. Quem sabe, seria mais honesto, mais sensato e mais incentivador se durante o período que antecede os festejos natalinos, os que amam e celebram religiosamente essa data, aproveitassem melhor desse símbolo, mesmo que desbotado e mal usado pelo comércio, para falar, divulgar e explorar mais o sentido profundo que está contido no símbolo do Papai Noel, isto é, da bondade, da generosidade, do cuidado, do carinho, do afeto, da partilha e do amor que ele inspira e que deve haver entre as pessoas, especialmente, com as crianças e os mais pobres. Pois, Papai Noel, antes de ser um mascote do mundo capitalista do consumo e da solidariedade historicamente documentada na vida do bispo São Nicolau, que ajudava os mais pobres entre os pobres nas noites frias que antecediam o natal cristão na Europa, ele é uma daquelas imagens que desde os primeiros tempos natalinos se pensou para descrever o Deus cristão. O Deus cristão, embora bíblica e teologicamente se saiba que nenhuma imagem é possível fazer d'Ele, foi percebido e experimentado por muitos homens e mulheres de fé como sendo a mais pura face de bondade e misericórdia em forma de Pai. Um Pai (aqui jamais pensar nas imagens deficientes ou traumatizantes que a sociedade possui de alguns pais) que discreta e humildemente partilha sua Vida e tudo o que possui com seus filhos. Um Pai que à semelhança de Papai Noel e vice-versa, entra sorrateiramente na história humana, nas casas, nos corações e nas chaminés manchadas e apertadas de nossos interesses egoístas, e sem fazer alarde nenhum, deixa a marca de sua graça e de sua presença em meio aos ricos e pobres, bons e maus, em forma de presente. O Papai Noel que hoje muitos querem botar fora de nossos festejos natalinos, no fundo é ainda um dos ecos daquela sensibilidade que nos diz que independente de quem somos e apesar do que somos no conduzir nossa história pessoal e global, pertencemos a uma multidão incontável de pessoas amadas, queridas e cuidadas por alguém que se interessa por nós e que, de modo especial, a cada natal e tempo de natal vem nos visitar e sussurrar essa verdade aos nossos ouvidos. Trata-se de um Pai amoroso que um dia nos presenteou com o maior dos presentes - Ele mesmo em forma de ternura infantil, em seu Filho Jesus. E quem sabe, Ele permitiu à mente humana que criasse a figura do Papai Noel apenas para nos dizer de forma simples, discreta e acessível, que no natal teremos sempre esse símbolo nos antecedendo a nos recordar que fomos presenteados, que somos presentes uns para os outros e que podemos e devemos nos presentear constantemente, para jamais impedirmos de entrar em nós e no meio de nós, certas realidades fundamentais de nossa existência como a generosidade, a solidariedade, a caridade e o amor. Se essas realidades forem ignoradas em nós e entre nós, começaremos a ficar mais frios, secos, insensíveis e duros no convívio cotidiano, bem como mais mesquinhos e egoístas em nossas relações, a tal ponto de tornar o mundo um lugar de ambição e injustiça sem medida. Vale dizer, uma arena de feras abocanhando umas às outras. A aposentadoria que tentamos dar à figura do bom velhinho na nossa cultura atual, e que hoje mais do nunca vem sendo zombado e hostilizado pelo nosso olhar tecnológico e de cientificidade dogmatizada, é uma forma de expressar que diz que ainda não conseguimos captar, nem entender a verdade que pulsa no interior desse símbolo, e que aliado ao apoio de cristãos inocentes e mal informados, o acusam de ser um mito de supersticiosos, uma fábula de crianças domesticadas e um modelo de inspiração da exploração capitalista. Porém, antes de cairmos na cilada de nos deixarmos levar por uma fala hostilizada pelo preconceito, pela desinformação e pelo modismo da crítica ingênua em torno de tudo o que cheira religioso ou cristão (aliás, hoje virou moda ser anti-cristão), é melhor estar preparado e convicto para dar razões da própria fé e dos significados dos próprios símbolos, bem como entender que a mensagem do natal não é contraditória à presença da imagem do Papai Noel, mas faz dele (e quem dera se fizesse isso tão bem como o faz o comércio!) um mensageiro profético do ponto central da fé cristã, ou seja, aquele de que Deus, o Pai, nos deu um presente que é Ele mesmo na Pessoa de seu Filho. Aqui vale citar Isaías que diz: “Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado” (Isaías 9, 6). E quem tem boa vontade e consciência pura, recebe esse presente com muita reverência e se torna eternamente grato a Ele. E quando somos verdadeiramente gratos, tudo o que em nós é ingrato, seco, egoísta, mesquinho e desumano, desaparece. E é a esse espírito de gratidão e doação sem medida, de fazer o bem sem olhar a quem, de cuidado uns pelos outros e por toda a criação, que nos inspira o símbolo do Papai Noel. Tudo de mais ou de menos que se pensar, falar e fizer d'Ele é qualquer outra coisa, menos o Papai Noel das noites e representações natalinas dos cristãos que celebram essa data em agradecimento a Deus pelo presente de seu Filho. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

29 Novembro 2011:
A dessacralização do mundo moderno levou o homem à crise e, para sair dela e sobreviver-lhe, terá de redescobrir uma fonte mais profunda na sua vida espiritual” (Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, 1875-1961).
Toda vida é dom Divino e sem ele tudo perece com o tempo. Já estamos no período do Advento (preparação para o Natal), mas poucos se deram conta disso, pois seus afazeres diários exigem mais atenção, afinal as aulas estão terminando, vai entrar o período de férias escolares, e as crianças precisam de um plano estratégico para este período. Tudo isso sem falar em várias festas de fim de ano que se organizam em forma de despedida por mais um ano que passou. Para quem está atento à política, sabe que é justamente neste período de festas que são votadas as leis mais severas que atingem a sociedade; por isso, deve estar “vigilante”. Temos que pensar em presentes, cartões de felicitações... também precisamos enfeitar a casa, pelo menos uma árvore de Natal etc. Tudo isso sufoca de certa forma o verdadeiro espírito natalino de amor e agradecimento a Deus por nos ter dado Jesus para dar um novo sentido a nossas vidas. Nasceu pobre, em uma manjedoura ao lado de animais que ajudaram a aquecer o ambiente. Precisamos resgatar nosso lado espiritual, confiar mais em Deus, sorrir mais, perdoar muito mais ainda e amar sem limites. As comemorações deveriam ser a consequência de um ano de paz e alegria, de amor, perdão e reconciliação. De que adianta viver um ano de atritos, brigas e desentendimentos para em uma festa de fim de ano se abraçar e no dia seguinte começar tudo de novo? Como o ódio tomou conta, só temos notícias de guerras, desentendimentos, falta de dinheiro, arrocho econômico, impostos, revoltas generalizadas, vidas sem sentido. A conversão deve acontecer antes de tudo no “coração” para depois externar em gestos de paz. Mas, para isso cada um deve assumir seu papel de semeador de paz, tendo Deus como seu guia e o amor como bandeira. Aí sim, estaremos nos preparando para o Natal, onde Cristo nasce em cada coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

28 Novembro 2011:
No amor desinteressado de um animal, no sacrifício de si mesmo, alguma coisa há que vai direto ao coração de quem tão frequentemente pôde comprovar a amizade mesquinha e a frágil fidelidade do homem” (Edgar Allan Poe, escritor americano, 1809-1849).
O cachorro adotou o homem como seu amigo e se esforça para que este o perceba. Penso que toda relação aonde há amor envolvido, as barreiras se quebram, ou seja, todos os seres vivos que se sentem amados respondem com afeto, exceto o ser humano em alguns casos. A lenda indiana de Mogli (o menino lobo) mostra esta relação de afeto entre humanos e animais. Ghandi dizia que se conhece um povo pela maneira que trata seus animais. Quando criança, meu bicho de estimação era uma Queixada Tayassu Pecari (porco selvagem da América do Sul), pois acompanhávamos meu pai que era topógrafo pelas matas do oeste do Paraná, demarcando as futuras cidades e fazendo levantamento dos rios. São Francisco “conversava” com os animais e abrandou a fúria de um lobo selvagem (Gubbio). São inúmeros casos desta amizade secular e dentre elas se destacam os cães, cavalos e gatos, cada um com suas características. Quem se deixou cativar por um cão (por exemplo), pode perceber que este parece que sente nossa alma, conhece nossos costumes, e nos perdoa muito mais que imaginamos, pois nos amam a seu jeito, desculpando nossas falhas. Nossa casa é seu território e ele defende nossas divisas. As crianças que vivem o “devir”, se sentem à vontade com estes animais domesticados. Quando há amor e respeito mútuo, a perda de um deles nos atinge profundamente, principalmente às crianças que convivem diariamente com eles. Foi o que aconteceu neste sábado com o atropelamento de uma cadelinha Beagle (Manu) que teve morte instantânea por traumatismo craniano. Era dócil, inteligente, bela como todos de sua raça e medrosa. Mesmo racionalizando e entendendo que foi uma fatalidade, a criança se entristece, pois esta dimensão de morte está um pouco longe de seu imaginário infantil. Em seu mundo mágico de descobertas percebem mais o amor destes animais e por isso mesmo sentem muito sua falta. Fatos assim nos fazem pensar; como a vida em certos momentos é tão frágil, em um instante alegre e no instante seguinte, sem vida. Nem dá tempo para despedidas. Então devo ser melhor sempre, sem deixar para depois meu afeto aos meus amigos. Que espécie de amigo estou sendo para quem convivo diariamente (pessoas ou animais)? Amizade forte e verdadeira ou mesquinha e interesseira que desaparece nas primeiras dificuldades? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

25 novembro 2011:
As coisas não valem senão o que se as faz valer” (João Batista Poquelin, “Moliére”, dramaturgo francês, 1622-1673).
Num mundo de excesso de informações desencontradas temos que saber peneirar o que nos faz bem. Algum tempo atrás, um pai passeava tranquilamente com seus filhos pelas ruas de uma cidade interiorana quando, de repente, este se deparou com roupas expostas na vitrine de uma loja. Diante dela se dirigiu carinhosamente à filha e confessou seu inocente gosto por camisas xadrezadas. A filha estranhando o gosto do pai o desdenhou dizendo que aquilo era roupa de caipira e de festa junina e que jamais teria coragem de usar algo do tipo. Anos mais tarde, o pai percebeu que sua filha usava uma camisa xadrez exatamente igual a que tinha visto anos atrás naquela cidade e brincou com ela em tom de provocação paternal. A filha ainda com certo olhar de desdém sorriu ao pai e respondeu-lhe sorrateiramente que agora era moda e que por essa razão não havia nenhum problema em usá-la. Parece ser assim o que ocorre com a questão dos valores na vida de muitos. Só vale para eles apenas o que dita à moda ou, às vezes, a opinião da maioria. O critério de valoração e de importância das coisas para esses é comandado pela força de influência de coisas e ideias transmitidas pelo fugaz cometa do modismo, que dá um impacto inicial de convencimento num momento, mas que na sequência já perde toda a sua consistência e validade. Deveria ser pelo que acreditam no fundo de sua alma, e pelo que aprenderam no encontro e confronto com a verdade e com a riqueza de valores que herdaram de pessoas dignas e transparentes próximas a elas. No entanto, diante de situações como essa e tantas outras similares, vale refletir que cada pessoa tem diante das mãos e da própria vida a responsabilidade de fazer valer (ou não) tudo o que lhe vem de encontro. Tem a possibilidade e a capacidade de eleger, julgar, peneirar e dar a tudo o que lhe é sugerido e entregue o grau de prioridade e importância que merece. O que selecionar como digno de ser querido, abraçado e tomado como valor maior para sua vida, será o que estará ao seu lado como guia e critério de conduta. Se a capacidade e possibilidade de estudo, de discernimento, de decisão e escolha de valores estão nas mãos e na consciência de cada pessoa, então cabe a ela fazer sempre uma avaliação sábia de tudo o que recebe de quem quer que seja e realizar um uso correto daquilo que lhe foi passado ou entregue como sendo um valor. Caso contrário, ela se tornará vítima e presa fácil da ditadura de certos modismos e da ditadura impiedosa da opinião da maioria ou minoria de grupos. Trilhar o caminho do discernimento diante dos valores e opiniões semeados no mundo é ser como aqueles antigos filtros das casas de nossos antepassados, que antes de passarem a água ao vazio do copo, filtravam todas as impurezas e lodos. Assim deve ser a postura de homens e mulheres que buscam a firmeza de caráter e a retidão em suas condutas, ou seja, antes de abraçarem quaisquer valores tidos por importantes e necessários para quem quer que seja, os filtram no tribunal e na liberdade da própria consciência. Só depois desse processo lento e bem purificado é que os tornam seus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

24 Novembro 2011:
Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome” (Salmo de ação de graças, 99, 4 (hebr. 100,4)).
Saber dizer obrigado é um gesto de amor. O dia de ação de graças tem a sua origem nos EUA e Canadá, mas devido à globalização, inclusive dos costumes e tradições dos povos, esse dia tem influenciado outros países com suas festividades dentre eles o Brasil. Inicialmente o elemento motivador dessa data foi a gratidão de alguns colonos pela colheita farta no final do outono. Depois ela tomou caráter religioso com seus devidos ritos e celebrações. Seja como for, a intenção de celebrar uma data assim tem a ver com um aspecto mais profundo e importante da consciência de qualquer ser humano, isto é, o dado da gratidão. Gratidão é palavra mágica para o coração humano, pois ser grato é mais do que dizer “muito obrigado” por um favor recebido. É a consciência de saber-se agraciado, no sentido de anterior a qualquer iniciativa minha ou nossa, já ter sido criado, amparado, sustentado, querido, afagado, auxiliado e amado por Deus. Mais cedo ou mais tarde na vida de qualquer um, esse senso de gratidão o visita e o conduz a atitudes de generosidade, bondade, simpatia, doação etc, que o purifica de tudo aquilo que representa mesquinhez nas mãos, estreiteza na compreensão e egoísmo no coração. A ação de graças aqui é diferente daquele entendimento do sujeito que dá graças e pensa que a ação é dele para sentir-se dono da graça e do reconhecimento de outro. Ação de graças significa que a graça me atingiu, me envolveu, me tocou até o mais íntimo de mim mesmo despertando assim para a gratidão. E desta forma movido por ela, tocado por sua força, reconheço que tudo é um dom, uma dádiva da qual devo manifestar meu muito obrigado. Por isso, aceito o convite de entrar reverente nessa compreensão de gratuidade, reconhecer a doação da graça e corresponder a ela com atitude de gratidão, ou seja, sendo grato “por graças poder dar”. É a tal convite que o salmista convida os homens de boa vontade a realizar em relação ao seu Criador, ou seja, a entrar pelos átrios da bondade divina, que no caso é a ação livre, gratuita e generosa de salvação de Deus em Jesus Cristo a todo ser humano. Reconhecer esse gesto que liberta e coloca a pessoa em um novo céu e nova terra de compreensão e vida, e a louvar e dizer bem (bendizer) dessa atitude divina em toda e qualquer situação do seu existir. A festa, o canto, a celebração, a comemoração, a reunião em família, os presentes, são apenas ecos dessa ação em cada pessoa e, ao mesmo tempo, participação na alegria esfuziante do divino de querer e saber doar-se. A essa alegria que é dom, vigor e móvel de vida de Deus no humano é que se chama de entusiasmo. E dia de ação de graças é dia de celebrar bem o entusiasmo divino na vida de cada pessoa pelo que Deus, de forma discreta e humildemente opera nele de maneira gratuita e generosa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

23 Novembro 2011:
A disciplina é a parte mais importante do êxito” (Truman Streckfus Persons “Truman Capote”, escritor americano, 1924-1984).
No pleno uso de sua liberdade, o discípulo impõe a si mesmo uma disciplina para escalar a mais alta montanha da compreensão de seu ser. A palavra disciplina para muitos soa ruim aos ouvidos. Tem conotação de castigo e imposição que encaixa tudo dentro de uma ordem. Aqui no Brasil, a palavra disciplina tem tom indigesto, pois somos um país tropical acostumado a tudo mais fácil. No entanto, é possível detectar nela outra compreensão mais interessante para qualquer pessoa ou grupo humano. Isso porque sem disciplina é quase impossível fazer funcionar certas coisas. No trânsito, por exemplo, temos que observar as regras para evitar o caos. Quem quer trabalhar ou estudar precisa acordar cedo, tomar o transporte no horário certo se quiser realizar suas atividades a tempo. O atleta tem que impor a si mesmo certa dose de exercícios e treinos diários para fortalecer a musculatura, para superar certas dificuldades e para alcançar êxitos cada vez maiores no esporte. É a disciplina que faz a pessoa alcançar tais êxitos e a leva a ser cada vez melhor naquilo que precisa conquistar. É, também, a disciplina que a leva a realizar com maior concordância as tarefas de ordem familiar, social, grupal, enfim, a tudo o que diz respeito às relações. A disciplina exige o exercício da autonomia e da responsabilidade para levar qualquer atividade ao seu êxito e quem evita fazer uso dela, enquanto pode e deve, acaba tendo e vendo nela um rolo compressor que tira a liberdade e torna tudo um peso. Por outro lado, é interessante observar que a palavra disciplina tem a mesma raiz para a palavra discípulo, muito usada e apregoada no vocabulário de muitas religiões. Isso porque o discípulo no fundo (conforme entendido em algumas religiões) é alguém que tem como característica fundamental o engajamento livre, ou seja, ele é alguém que quer, que busca e que paga até com a própria liberdade para aprender e conquistar o que constitui o projeto maior de seu coração. Para isso, ele mesmo se impõe o trabalho autônomo e responsável de correr atrás daquilo que o fará obter êxito naquilo que o tocou e o motiva como causa maior de sua vida. Nesse sentido, o discípulo é alguém de muita disposição e vontade e que jamais pede para os outros ou ele mesmo ficar facilitando as coisas. Apenas diz: “Qual é a missão, qual é a tarefa, qual é o desafio”. E uma vez sabendo do que se trata, “mete a cara” e vai fundo. Isso significa o seguinte, faça chuva ou faça sol, quebre o dedo ou encontre resistências no caminho, ele segue com tudo (com disciplina) rumo ao que interessa. Será que atrás de uma postura e decisão assim é que está presente o eco daquela convocação sempre antiga e sempre nova da Boa Nova que Jesus fazia e faz às pessoas de todos os tempos, quando proclama: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16,24). Pode ser que longe, muito longe de ser um convite para se viver do sofrimento, do negativismo e da automutilação, esteja aí uma convocação maior para se experimentar o verdadeiro mistério da liberdade e da realização humana. E isso, é claro, jamais se experimenta sem disciplina e sem a atitude de “discípulo”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

22 Novembro 2011:
Melhor não fazer nada que fazer qualquer coisa” (Francis-Marie Martinez Picabia, poeta e pintor francês, 1879-1953).
‘Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito’. O homem é o único ser que pode e deve fazer as coisas bem feitas. O que ele faz mal feito ou de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde se volta contra ele e contra todos. Isso vale para comer, cuidar da saúde, brincar, trabalhar, descansar, estudar, lutar, odiar, amar etc. Não existe meio termo entre o fazer e o não fazer alguma coisa. Ou se faz ou se deixa de fazer, esse é o princípio básico do operar. Quando alguém acha que pode fazer qualquer coisa, é porque no fundo pensa o qualquer coisa como alguma coisa de menos importância ou de menor valor. Por exemplo, no comércio é muito comum se querer vender qualquer coisa. E quando alguém tem essa mentalidade é porque pretende “passar a perna” nos outros no sentido de vender produto de qualidade inferior ou de menor qualidade com preço de coisa boa. O resultado é que mais cedo ou mais tarde ele afasta os clientes de seu comércio ou incentiva outro a fazer a mesma coisa com ele, só que em outro nível, pois desonestidade chama desonestidade. Nesse sentido, também, é melhor não fazer nada que fazer de qualquer jeito, mal feito ou incompleto (meia medida). Fazer algo na visão da meia medida é o mesmo que adotar a companhia da preguiça, da má vontade e da imperfeição para querer realizar as coisas. Ter a companhia dessas atitudes no trato com as coisas é fazer ruir com o próprio caráter e colocar em perigo tudo o que se toca ou se empreende. É mais sensato, então, diante de tal escolha, deixar de fazer, pois se torna uma atitude de prudência, espera, paciência, disciplina e de bom senso para preparar o momento de uma boa ação, de tal forma que quando precisar fazer alguma coisa o fará pra valer e bem feito. A isso se dá o nome de perfeição. Só que perfeição nada tem a ver com o certinho, o impecável e o sem defeito, mas com o fazer passo a passo, com insistência e perseverança, com cuidado e atenção, vale dizer, de forma bem feita. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

21 Novembro 2011:
Não há nada tão certo neste mundo como a morte e os impostos” (Benjamin Franklin, cientista e estadista americano, 1706-1790).
É direito de todo cidadão saber aonde é empregado o seu imposto pelo estado. O termo “imposto” vem do latim “taxo” (estimar) para traduzir a arrecadação do cidadão (ou empresas) para o estado (ou equivalente), justificado por um fato gerador. O mais antigo sistema de arrecadação de impostos conhecida é do antigo Egito, há mais de três mil anos antes de Cristo. Na outra ponta do imposto estão as despesas deste estado. Para manter o equilíbrio, quanto mais despesas tem o estado, mais imposto pesa sobre a população. Desta forma não existe milagre. Todo o benefício dado pelo estado a pessoas ou entidades, bem como todo o gasto para manter este estado, alguém está pagando sob a forma de imposto. Tudo o que fazemos ou adquirimos tem o “vírus” do imposto camuflado. No Brasil, por estarem camuflados, eles agem sem que a população tenha consciência de sua existência e atuação. Geralmente, o grande peso dos impostos recai sobre a classe média. As grandes corporações e pessoas de destaque têm tratamento especial com políticas próprias; os de baixa renda (se eles afinarem com as exigências do estado) serão beneficiados com programas de ajuda solidária. Desta forma, o estado só sobrevive com os impostos. O que vemos pelos meios de comunicação é que muitos estados (principalmente na Europa) estão se quebrando por terem desequilibrada esta balança, dando mais benefícios do que arrecadam. Se a população deixar de fiscalizar a aplicação correta dos recursos do estado, acontecerá como a fábula da galinha dos ovos de ouro, na ânsia por querer mais acabam matando a galinha. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

18 Novembro 2011:
Eles falam, mas não fazem” (Jesus em Mateus 23, 3).
Nossa fala deve refletir nossa ação. Falar e fazer são bem diferentes de fazer e falar. Com a fala podemos fazer o mesmo que a velha mágica de tirar o coelho da cartola. É algo extraordinário, admirável e encantador, porém, enganador. Só o mágico sabe como isso se faz. Ele sabe que engana e ganha em cima disso. A fala nos permite semelhante processo de ilusionismo. Com ela podemos encantar as pessoas, prometer aos outros “mundos e fundos” (dito popular), hipnotizar multidões com a arte da retórica e falsear nossos sentimentos, pensamentos e desejos. A fala, expressa desse modo, tem pernas curtas e fôlego de asmático; logo entra em crise, pois é desprovida de raiz e sua sustentação é a mesma de uma casa construída sobre a areia. De nada adianta uma fala sem o exercício do fazer, do operar. Ela leva a lugar nenhum, à terra do nunca! Quem se fia na palavra sem o esforço do fazer e do empenhar-se para ver algo realizado, costuma dar de frente com o ‘nada’, com o fracasso e a desilusão, a tal ponto que mais cedo ou mais tarde só enganará a si mesmo com sua fala infrutífera. Por outro lado, os que fazem e falam se parecem com escritores de livros que antes de começarem a escrita se põem a pesquisar, a confrontar ideias e opiniões, a buscar fontes seguras de informações, para só então falarem em forma de convicção e escrita daquilo que fizeram ao modo de leitura, coleta de dados etc. Tais pessoas quando precisam dar uma palestra, aulas, ministrar um seminário ou repassar seu saber, o fazem com autoridade, com unção nas palavras e brilhantismo de mente. Suas palavras soam verdadeiras e transformadoras até aos ouvintes mais críticos e exigentes. Neles, o operar e o falar são harmônicos e coerentes, jamais contraditórios ou enganadores. Mas, como conquistar tal harmonia e coerência entre o falar e o fazer? Lembrando sempre que toda fala é eco de nós mesmos, seja ela enganosa ou não. Quando falamos expressamos o que somos, o que pensamos, o que sentimos e o que queremos. Se o que fazemos está em contradição com o que falamos ou se aquilo que falamos é de um jeito e a prática é outra, é porque ainda não nos responsabilizamos o suficiente pelo que falamos ou usamos a fala apenas para mentir aos outros o caráter de nossa má vontade, de nossa auto-piedade e da nossa dependência do incentivo e aplauso dos outros, bem como da nossa insegurança e falta de decisão em querer pra valer o que pronunciamos publicamente. Por vezes, nossa dependência e auto-piedade está tão intoxicada no que se refere ao olhar de aprovação ou reprovação dos amigos, conhecidos e familiares, que usamos a fala como um esconderijo da verdade para ninguém tomar conhecimento das nossas reais intenções, pois elas revelariam aos outros os nossos próprios medos e receios em torno do que imobiliza a nossa ação em prol daquilo que desejamos e queremos através da fala. Isso para nós soaria um alto risco. Risco de sair ou de perder a dependência e o auxílio de todos os que sentem piedade de nós e a quem estamos amarrados até o pescoço pela dependência afetiva que faz tão bem ao nosso carente, mimado e doentio ego. Para nos arrancar desse transe tóxico que nos coloca sempre em maus lençóis entre o que falamos e fazemos, é mais inteligente começar por nos livrar de nossas ilusões, dependências, fingimentos e auto-piedade. Ao mesmo tempo, aceitar o risco de querer pra valer o que se fala e deseja, pois na vida nada se realiza sem um desejo ou propósito firme de fazer cumprir o que se quer. E querer no fundo significa buscar, ir atrás, dar a si mesmo o empurrão de iniciativa e jamais abandonar o que foi iniciado pela vontade firme e convicta, mesmo que isso nos custe o “sangue”! Quem quer o seu querer e o querer do seu próprio querer assim, com o tempo faz bem o que fala e fala bem o que faz, sem nenhuma contradição entre os dois. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

17 Novembro 2011:
O tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo” (Leonardo da Vinci, polímata italiano, 1452-1519).
Para quem põe amor em tudo que faz, o tempo sempre é suficiente. Na mitologia grega, o tempo é visto por dois prismas, o Kairós e o Cronos. Kairós é filho de Cronos, enquanto Kairós vive a intensidade bem vivida do momento certo e oportuno, Cronos é implacável em sua cadência medida pelo relógio, ou seja, Kairós qualifica e Cronos quantifica. Mas eles são a ressonância de nosso modo de viver o tempo. Exigem de nós empenho em cada segundo, sem preguiça, para poder desfrutar sua plenitude em nossas realizações. Assim, abraçando com carinho a rotina, descobriremos nela algo sempre novo que se revela de modo diferente sem jamais repetir, pois renasce a cada instante. É o amor e dedicação que temos em tudo que fazemos que dão sentido ao nosso tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

16 Novembro 2011:
Oxalá pudéssemos nós ter um grande peso que nos fizesse inclinar sempre a cabeça” (Frei Egidio de Assis, frade franciscano italiano, 1182-1262).
A posição da cabeça demonstra como está o espírito naquele momento. Em países orientais como o Japão, inclinar a cabeça é sinal de reverência; em corrida de automóvel parece ajudar a fazer a curva; Jesus quando morreu inclinou a cabeça. O homem de cabeça erguida nem sempre é aquele que sai esperançoso (e confiante) de uma dificuldade com o desejo firme de “dar a volta por cima”. Em muitos casos, ter a cabeça erguida pode ser sinal de prepotência, orgulho, vanglória, auto-afirmação, auto-suficiência e desejo de superioridade. Quem cultiva tal postura tem enorme dificuldade com tudo o que soa como humilde, simples, discreto, real e com aquilo que se costuma denominar de o “chão da vida”. Nesse sentido, todos os perigos e grandes quedas que aconteceram aos homens deste mundo se deram pela elevação da cabeça, e todos os bens e graças que chegaram a ele nesse mundo, aconteceram pela inclinação da cabeça. Ao homem de cabeça elevada, nesse sentido, se chama de orgulhoso; e, ao de cabeça inclinada, humilde. Daí, então, a necessidade constante do homem ter sempre um peso que o faça inclinar a cabeça. Mas, quais pesos podem ser esses que obrigam o homem a inclinar a cabeça para estar no “chão da vida”, a ser humilde e a podar qualquer tendência que o leve a ser orgulhoso prepotente e avoado (como aquele que não tem os pés na terra)? Pode ser uma dificuldade, uma doença e até mesmo uma fraqueza ou culpa moral, pois são esses pesos que o conduzem a se ver sem máscaras, a ser mais real consigo mesmo, mais finito e a se sentir convocado a crescer na sua identidade maior. Às vezes são as fraquezas e os defeitos morais da pessoa que a acordam para ela se ver como realmente é. Isso é diferente de desculpar-se e querer camuflar debaixo de uma falsa humildade os defeitos morais que possui. Ver-se tal como se é, é um modo cordial e sincero de amar a própria “finitude” (limitação) e recordar-se sempre de sua condição. Eis o que limpa a pessoa de qualquer atitude de orgulho ou elevação da cabeça. Quem tem a cabeça inclinada para o chão percebe a terra e caminha sobre ela como Homem. Perceber a terra é saber-se “húmus” (daí a palavra, humildade, humano). “Humus”; é a experiência e a recordação contínua ao homem de que ele veio “da terra e para ela retorna”. É a memória sempre antiga e sempre nova de que terra (o humano) é o lugar da “podridão”(matéria orgânica em decomposição rica em nutrientes); do que é baixo e vil, ou seja, no sentido de que tudo o que ajuda na fecundidade, no sustento e no aparecimento da vida, vem do cuidado com o “húmus”. Somente se mantendo no próprio “húmus” e no guardar a terra que é ele mesmo é que o homem aprende a cuidar bem de si e de todas as coisas. Ao mesmo tempo, apoiado e sustentado pelo “húmus”, ele atrai sobre si todas as virtudes e bênçãos da terra que afugentam toda e qualquer atitude de orgulho, arrogância e prepotência que levam à divisão e oposição entre o céu e a terra e aos homens entre si. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

11 Novembro 2011:
Todo mundo sabe de onde vim. Tenho orgulho de ter sido coletor, sempre vou dizer isso. Hoje os coletores ganharam ouro” (Atleta brasileiro Solonei Rocha da Silva, coletor de lixo, natural de Penápolis, no interior de São Paulo, ganhador de medalha de ouro em atletismo no México, 29 anos).
Moldamos nosso futuro quando tomamos decisões. Há na vida os que decidem e os acomodados à espera que outros digam o que devem fazer. Esta diferença se mostra desde o acordar; enquanto uns já saltam da cama para começar o novo dia, outros esperam serem acordados (várias vezes) para lentamente dar início à sua jornada matinal. Estes esperam que tudo venha pronto até suas mãos, pois são incapazes de tomarem iniciativa. O filme “A Vida de Insetos” mostra uma fila de formigas carregando mantimentos, e quando surge um obstáculo, logo se perturbam à espera que alguém decida o que devem fazer. Assim agem os acomodados. Mas, o coletor de lixo Solonei não ficou esperando que alguém reconhecesse o seu trabalho e lhe desse uma promoção; foi além, aproveitou o seu talento e aplicou no atletismo e com isso ganhou reconhecimento internacional. Seu exemplo nos mostra que, se queremos que algo aconteça de bom para nós, temos que tomar a iniciativa, usar os nossos talentos e provar nossa capacidade. Só assim as coisas acontecem. Existe um antigo provérbio que mostra bem isso, “com os acomodados o demônio nem se preocupa”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

10 Novembro 2011:
Quem comprar o que não precisa, venderá o que precisa” (Provérbio árabe).
Como a espiga de milho presa em uma vara atrai o animal a ponto de o conduzirmos para onde quisermos; assim o consumismo nos atrai ao doce prazer do ter, até extrair nosso último centavo. Às vezes, temos a impressão de que o mundo do consumo, enquanto consumismo, consome-nos. Consumimos de tudo e quase tudo que esteja ao nosso alcance. Quando está fora de nosso alcance, nós o consumimos em desejo. Existe uma diferença bem grande entre o consumir o que se precisa para a sobrevivência e o viver sob o poder e a sedução do consumo. Viver sob poder e sedução do consumo é alimentar um apetite exagerado, quase insaciável e doentio pelos bens do consumo. Aliás, uma das facetas do consumo, quer queira ou não, é despertar em nós o prazer, a cobiça, a ambição, a rivalidade e a concorrência. E para ter prazer, cobiçar e rivalizar com os outros não se mede sacrifícios. Compra-se até o que é desnecessário. O desnecessário, por sua vez, cria a cultura da inutilidade e da superficialidade. Inutilidade no uso das coisas e superficialidade nos relacionamentos. Investindo na compra inútil (do que não precisa) e no relacionamento superficial com as pessoas, aos poucos nos vemos gastando inutilmente o que é útil e essencial como saúde, tempo, bens necessários, relações importantes e a própria vida. O fato de investir no consumo e no mundo do consumo nem sempre é o problema, pois o que o consumo nos coloca à disposição traz benefícios em certos aspectos da vida. O problema maior começa, e dificilmente termina, quando ele nos força a ficar debaixo de sua sedução e obrigação, criando dependência, modismo e inversão de nossos valores mais profundos. E o que é mais danoso ainda, quando o consumo em forma de consumismo, com suas leis e propagandas, passam então a ser nossas ideias, nosso comportamento e nossa maneira de ser. Portanto, antes que o consumo em forma de consumismo nos faça vender desnecessariamente nossos valores, nossa saúde mental, nossa personalidade e até nossa dignidade, nos apressemos em sermos sóbrios e inteligentes no uso das coisas e verdadeiros e profundos nos relacionamentos com as pessoas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

9 Novembro 2011:
Nenhum mal que os outros me fazem me faz mal, porque não me torna mau - somente o mal que eu faço aos outros me faz mal porque me torna mau” (Huberto Rohden, filósofo, educador e teólogo catarinense, 1893-1981).
O “timão” de nossa personalidade está em nossas mãos. Por vivermos em sociedade, somos constantemente influenciados e influenciáveis. Muitos de nossos atos, tidos como bons ou maus, estão no jogo de nossas relações com aqueles com quem convivemos. E embora não seja uma regra, mas é comum termos a tendência de realizar atos bons ou maus em resposta ao que sofremos da parte dos outros. Nesse tipo de compreensão, retribuir o mal com mal e o bem com o bem é praticamente normal quando se trata de relacionamentos. Nem precisa esforço! No entanto, quando alguém me faz o mal, só me torno “mau” se houver permissão de minha parte. Por exemplo, se um indivíduo pisa em meu pé por desatenção dentro do ônibus, a desatenção é problema dele. O mal que ele me fez foi o fato de provocar uma dor terrível em meu pé, ainda mais se eu estiver descalço ou com um calçado sem muita proteção. Isso mexe com nossa sensibilidade e até pode ser fonte de discussão, briga e até morte. Porém, se eu ficar irritado, começar a brigar e a bater naquele que me pisou a ponto de humilhá-lo e até ameaçá-lo de morte, aí, então, já é problema meu. É sinal que faltou cuidado da minha parte e permiti que o mal se apoderasse de mim e me tornasse naquele momento “mau”. Na medida em que o mal toma conta de mim, levando-me a ser mau em minha personalidade, nesse ponto passo a me sentir mal, porque minha consciência implicitamente começa a dizer que o ser mau “não pertence” à minha essência de homem ou mulher. Isso significa, mesmo em certas situações que eu faça “o mal que não quero”, está sob o meu poder decidir se permito (ou não) a entrada do mal que os outros me fazem para me tornar “mau”. O importante mesmo é em toda e qualquer situação adversa a mim, agir como alguém de bem, pois a pessoa desconhece o bem que faz quando faz o bem. E esse bem que ela faz ou acolhe em seu ser, tem sobre ela o mesmo poder de domínio e influencia que tem o mal no que se refere ao convívio social. Portanto, cabe a ela decidir para qual medida de poder e influência quer se deixar mover. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

8 Novembro 2011
Toda a dor é grande para um coração pequeno” (Jacinto Benavente y Martínez, dramaturgo espanhol, 1866-1954).
Nosso “coração” reflete nossos sentimentos. Coração em si é um órgão que bombeia o sangue para todo o nosso corpo. De nosso peito sentimos sua pulsação e quando estamos agitados percebemos seus batimentos acelerarem. Talvez, por isso o coração esteja associado aos nossos sentimentos e emoções. Quando vemos a conquista dos atletas nas olimpíadas, suas medalhas, seus recordes, muitas vezes nem nos damos conta de toda a história de superação que antecedeu a estas conquistas. Tiveram que fortalecer seus “corações” para vencer a dor, os fracassos, a falta de incentivo, as dificuldades que todos os dias apareciam de forma diferente. Com isso, seus “corações” cresceram de tal forma que as dores se transformaram em desafios a serem superados. Eles de certa forma nos ensinam a trabalhar com nossas dificuldades para também fortalecermos os nossos “corações” frente os desafios que temos todos os dias. Quem tem um coração pequeno logo desanima diante das primeiras dificuldades, e se tem que enfrentar uma pequena dor, que para os outros seria insignificante, para esta pessoa é enorme e intransponível. Um “grande coração” é fruto de um esforço pessoal de superação. Esta superação começa nas pequenas coisas enfrentadas com espírito “olímpico” (nobre, majestoso, com disposição e alegria). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

7 Novembro 2011
O homem que tem medo sem haver perigo, inventa o perigo para justificar seu medo” (Émile Auguste Chartier, “Alain”, filósofo e ensaísta francês, 1868-1951).
O covarde cria “inimigo” por causa de seu medo. A partir do receio de algo (estímulo físico ou psicológico), nosso instinto alerta com o estado de ansiedade que pode levar ao medo quando se sente incapaz de enfrentar o inesperado. Quando este estado é constante pode levar à fobia. Antes da popularização da iluminação elétrica, principalmente no interior, o medo criou vários mitos, como “a mula sem cabeça”, “bicho papão” etc. Nossos medos hoje são outros. A insegurança levou ao medo de sequestro, assalto, roubo, acidente etc. Em função deste quadro, as pessoas vivem mais em alerta; antes de se mostrar amigável, a pessoa demonstra certo temor antes de se aproximar de quem ainda desconhece. Mas, a vida moderna trouxe outros medos, como o de doenças e epidemias, falta de exercícios, má alimentação, obesidade, insegurança diante da falta de experiência em uma nova função, de ser rejeitado pelo grupo etc. Com medo de enfrentar certas situações, a pessoa cria “doenças” (ou necessidade de certos cuidados) e assim inspira o sentimento de pena e com isso se mantém no cenário inventado por ela como protagonista. Este estado gera a necessidade de se manter como “coitadinho(a)” e quando tudo está prestes a vir a baixo (desmascarado(a), foge para outro grupo e cria novo cenário. Este medo faz com que viva fugindo. Se diante do primeiro problema tivesse enfrentado e vencido o seu medo, tudo isso seria evitado. Viver alegre e de bem com a vida afasta todos os medos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

4 Novembro 2011:
O político se transforma em estadista quando começa a pensar nas próximas gerações e não nas próximas eleições” (Winston Churchill, político britânico, 1874-1965).
Enquanto a política for um negócio altamente lucrativo, dificilmente encontraremos estadistas. A Grécia Antiga era organizada em cidade-estado, chamada “polis”, termo que originou a denominação de “político” ao cidadão preocupado com a sociedade, comunidade, coletividade. O livro de Platão cuja tradução tem o nome “A República”, seu título original era “Politéia”. Para Aristóteles, o “estadista” era o político que, além de versado na arte de governar, estivesse preocupado com as virtudes e o caráter moral do povo. Assim, para um estadista, a formação da juventude deveria ser uma de suas prioridades, pois é dela que nascem os futuros líderes. Este trabalho é longo, pois começa na família, vivendo com dignidade, tendo condições de alimentar e educar seus filhos, passa pelo envolvimento dos jovens nos esportes e na busca de soluções para sua comunidade e termina assim formando cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. Político que só pensa em alianças para as próximas eleições, em troca de favores para garantir votos, é indigno deste nome. Uma linha de pesca embaraçada em muitos nós só é desvencilhada com muita paciência e com uma atitude firme do pescador de continuar até terminar; assim é a política; só com muita paciência e uma atitude constante contra a corrupção e contra os maus políticos que formaremos políticos comprometidos com as futuras gerações e com a sociedade atual. Se sonharmos com isso amanhã deveremos começar a mudar hoje. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

3 Novembro 2011:
Não sei ao certo como é o paraíso, mas sei que quando morrermos e chegar o tempo de Deus nos julgar, Ele não perguntará quantas coisas boas você fez em sua vida, antes Ele perguntará quanto amor você colocou naquilo que fez”. (Agnes Gonxha Bojaxhiu, “Madre Tereza de Calcutá”, missionária católica de origem albanesa, 1910-1997).
O amor é a chave do paraíso. Todos os dias fazemos uma série de coisas, desde o acordar, tomar banho, fazer a higiene pessoal, tomar café etc. Muitas delas fazemos sem nos darmos conta, como se fossem automáticas. Mas, é nestas pequenas coisas que quase não damos importância que devemos começar a exercitar nosso amor. O acordar será diferente se em vez de reclamar tiver um agradecimento por mais uma noite. A quantos falta água para uma higiene ou mesmo local? Agradeça por isso também e peça por eles. Em seu deslocamento até suas atividades diárias quanto sorriso você distribui, quando você agradece? Em tudo isso pode conter um gesto de amor de sua parte. Seus colegas de serviço e as pessoas que você encontra são presentes para serem amados como o são os seus familiares. Cada gesto, cada atitude ou palavra dita, com amor, elas tem efeito diferente em quem ouve. Sua força está em fazer com amor cada uma das pequenas coisas de sua vida, pois as grandes serão consequência. O mundo está como está, pois está carente de amor verdadeiro. Em vez de julgar os outros, tome uma atitude radical de semear amor, que muitos te seguirão. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

1 Novembro 2011:
Felizes os mortos que doravante morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem” (Apocalipse 14, 13).
Quem vive para cultivar o bem, também descansa em seus frutos. É difícil precisar quando começou o costume de orar pelos que já partiram desta vida. Os registros mais antigos apontam para os povos celtas, no terceiro século antes de Cristo. No fim do ano celta (fim de outubro, começo de novembro) que coincidia com o fim da colheita, costumavam festejar com luminárias de várias formas (inclusive feitas de abóboras), pois nestes dias eles acreditavam que os que já morreram vinham visitar os vivos. Era um período para pedir perdão de alguma mágoa que ficou para terem um bom início de ano e enfrentar com mais disposição o inverno rigoroso que se aproximava. Com o tempo este costume se espalhou pela Europa e chegou até nós. Indígenas do México também comemoravam seus mortos no dia 2 de novembro. Mas, esta data foi fixada oficialmente como dia de finados somente no século XIII. Para os cristãos a esperança de uma vida após a morte está em Cristo que ressuscitou. Esta certeza dada pela fé anima a vencer as dificuldades da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

31 Outubro 2011:
As multidões sucumbem mais facilmente a uma grande mentira que a uma pequena” (Adolf Hitler, político austríaco fundador do nazismo, 1889-1945).
As mentiras mais cruéis se escondem atrás de belas afirmações. A palavra sucumbir traduz a ideia de se abater, se curvar, se entregar. Assim, segundo o autor, é necessária uma grande mentira para se controlar mais facilmente a população. Isto se deve ao fato que dificilmente alguém vai querer desvendar os elementos apresentados para chegar à verdade e desta forma a mentira prevalece. Esta técnica de controle de massa levou à segunda guerra mundial. Ambos os lados do conflito bélico usam do artifício da mentira para controlar a opinião pública. A guerra terminou, mas esta técnica de empregar a mentira permanece. Desta forma, temos a obrigação de buscar a verdade antes de acreditar cegamente em estatísticas, grandes afirmações, acusações, elogios etc. Sempre devemos desconfiar de quem será beneficiado com isso. Assim, desconfie de elogios, de soluções fáceis, de grandes prêmios, de muitas facilidades, pois sempre se encontram armadilhas nos lugares mais atrativos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

28 Outubro 2011:
Uma consciência culpada não necessita de nenhum acusador” (Provérbio inglês).
Pode-se segurar uma “máscara” por muito tempo, mas com o tempo, ela cai e revela o que estava oculto. Dois psicólogos do século passado, Freud e Jung, deram uma enorme contribuição à Ciência da psique humana (psicologia), sobretudo no que se refere a realidades que se costumou chamar de consciente e inconsciente. Em seus estudos existem, descobertas e afirmações bem simples como a de que o consciente ou a consciência é só uma pontinha (tipo de um “iceberg”) de outra realidade bem mais complexa e profunda da nossa mente que é o inconsciente. Em geral, se acha que a consciência é tudo do que se sabe e compreende. Por isso, são muitos os que só se ligam ou só dão atenção a ela. No entanto, a maior parte do que se tem como consciência, é apenas reflexo e elaboração do inconsciente. Dizer, por exemplo, que “minha consciência não me acusa de nada” quando na verdade se fez muita “besteira”, pode soar bastante ingênuo, pois tudo o que se faz ou se experimenta no nível consciente acaba sendo captado e registrado pelo inconsciente. E o inconsciente na hora certa se encarrega de “denunciar” o que se pretendia esconder. Às vezes, isso ocorre pelos sonhos, outras vezes pelos ditos ‘atos falhos’ e, como é muito comum, pelas expressões corporais da pessoa. O corpo obedece em muito ao que o inconsciente diz. Embora se tente esconder uma culpa a nível consciente, acreditando estar sem nenhum acusador para certos erros que se comete (ou cometeu); o corpo, naturalmente, obedecendo aos rogos do inconsciente, e começará a “trair” a pessoa pelo jeito de falar, de olhar, de respirar e se gesticular. Mais ainda, têm início um jogo de duplicidade que até quem jamais estudou psicologia perceberá. No cotidiano o inconsciente trabalha nas ações e reações da pessoa. Ele procura de forma educativa incomodar a consciência da pessoa, quer ela queira ou negue, falando por seu comportamento e gestos para levá-la a assumir seu erro, trazê-la à consciência de seus embaraços é libertá-la daquilo que constitui um peso e um estorvo em sua vida. Quando se reprime por muito tempo algo, o corpo “somatiza” (do grego soma = corpo + ação), ou seja, aparecem males sem muita explicação. O inconsciente nesse caso não é um acusador frio, insensível e impiedoso da consciência, mas um amigo e companheiro que quer ajudar a quem quebrou sua harmonia interior a se reintegrar com sua psique para reencontrar a paz. Somos chamados a estabelecer esta harmonia e paz com todo o universo a começar por nós mesmos. Essa é a razão pela qual uma consciência culpada não precisa de um acusador exterior a ela, pois ela já tem quem a acuse “dentro” de si. Para evitar viver com sentimento de culpa ou com a falsa ilusão de que nenhuma culpa o acusa, é importante ficar mais atento às próprias atitudes. Quantas vezes elas estragam os convívios familiares e sociais, pois embora se finja tocar adiante a vida como se nada tivesse acontecido, quando algo de ruim aconteceu por culpa própria, mais cedo ou mais tarde o acusador de cada um (o seu inconsciente) virá à tona. E nesse ponto é bom que cada um seja seu próprio juiz e seu próprio acusador. E quem faz isso com seriedade no tribunal da sua consciência, tem mais chance de libertação e recriação das próprias atitudes frente a si mesmo e aos demais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

27 Outubro 2011:
A melhor saúde é não sentirmos a nossa saúde” (Pierre-Jules Renard, escritor francês, 1864-1910).
Em dia de calmaria, nem imaginamos os perigos das tempestades. Saúde e educação viraram investimento financeiro de muitos políticos e profissionais dessas respectivas áreas. Salvo alguns esforçados e dedicados heróis que atuam nesses dois campos importantíssimos da sociedade com generosidade e senso de profissionalismo, o que se constata é a corrida frenética e alucinada de uma maioria de “profissionais” que tentam a todo custo lucrar em cima da doença e da ignorância do povo. Lá onde o lucro nos hospitais e nas escolas é insignificante, médicos estão se retirando com seus diplomas e os juramentos que eles fizeram um dia, e políticos estão fazendo vista grossa para essas realidades. Há que se ter em conta que os profissionais da saúde e da educação precisam ser bem remunerados para atuarem bem em suas profissões. Isso é indiscutível! Mas, abandonar o barco e deixar o povo se afogar no seu sofrimento quando mais precisam do testemunho e da presença deles, é um atentado criminoso contra a vida e a sanidade mental de um povo. Fazer do dinheiro, mais ainda, da ambição pelo lucro, a prioridade de uma profissão, é inverter e manchar os valores mais elementares de qualquer grupo humano e da própria profissão. Desviar recursos, manipular informações, vender influência, superfaturar, criar legislação para beneficiar grupos econômicos, deveriam ser considerados crimes hediondos (que merecem maior reprovação por parte de estado). Isso no futuro se volta contra tudo e contra todos. Estão aí os desajustes e desequilíbrios sociais comprovados pelos fatos. A responsabilidade primária de qualquer profissional, seja em que área for, é honrar seu nome, seu diploma, seus anos de formação, sua profissão com tudo o que ela exige e vier a exigir. Deve, também, honrar todos aqueles que confiaram no seu juramento e esperam e acreditam que ele cumpra com os seus deveres. Médicos, profissionais da saúde, professores e profissionais de escolas, bem como políticos que possuem o compromisso de criar, promoverem e desenvolverem benfeitorias na saúde e educação, eles são em última análise, servidores do povo nesses respectivos setores. Estimular, cuidar e defender a saúde física e mental da população deve ser um exercício contínuo e uma responsabilidade óbvia desses profissionais. Tão óbvia que a saúde e a educação deveriam ser como o ar que se respira, no sentido de que todos usufruíssem dela normalmente. Com tanta simplicidade e naturalidade que as pessoas nem se dessem conta dela, que nem sentissem a própria saúde. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

26 Outubro 2011:
O homem grande é aquele que em meio à multidão mantém, com perfeita doçura, a independência da solidão” (Ralph Waldo Emerson, ensaísta, conferencista e poeta americano, 1803-1882).
O homem pode estar só no meio da multidão. Por causa de nossa divisão mental e histórica a respeito do que seja multidão e solidão ou, como é mais comum se dizer, entre público e privado, costumamos colocar em oposição e em guerra essas duas realidades. Isso está fortemente presente até no estilo de personalidade que alguns adotam ao longo da vida. Há aqueles que preferem o público e o entendem enquanto estar sempre em meio às pessoas, na agitação, no social. E para isso desenvolvem uma personalidade mais desinibida, mais social e sociável. Ao mesmo tempo, entendem que a solidão é um mal do qual devem sempre cortar caminho ou evitar. Em contrapartida, entendem que a solidão gera homens solitários e pessoas introvertidas, anti-sociais, intimistas e subjetivas. Para quem tem essa mente, quando são colocados forçadamente em situações de solidão, a vida se apresenta para eles como um verdadeiro fantasma, um dilema e uma tortura. Se sentem doentes, tensos, desesperados e um peixe fora d’água. Já os que prezam a solidão em oposição a público e social, temem qualquer contato que os tire de sua tranquilidade solitária. O Social, o público, o agito, o barulho, o encontro, a festa e outras situações que tenham cunho de multidão e de rumor, constituem uma ameaça a ser evitada a qualquer preço. Para esses, o tumulto, a presença de outros é sempre um incômodo. No entanto, o Homem grande é o que sabe que público e privado é uma divisão criada por quem rompeu com sua interioridade e com a visão mais profunda da vida no que toca às relações. O homem verdadeiramente solitário é aquele que sabe estar só entre a multidão e ser profundamente comunitário com ela. E o Homem público é o que aprendeu de sua existência solitária. No caso de estar só entre a multidão é saber-se único e jamais deixar-se massificar. É ser autônomo no modo de ser, sentir, pensar e agir. É saber que em meio aos demais não se é apenas mais um, mas se é um com os demais sem confundir-se com nenhum deles. Quem é assim, entende-se como parte no sentido de participante e nunca como pedaço ou somatória de um todo. Há homens solitários que “trabalham” tão bem sua solidão na solidão, no sentido de saber estar a “sós” consigo mesmo, que é o mais social e sociável dos homens com sua presença, ideias e contribuição. E existe pessoa que aprecia tanto a multidão, que está sempre bem no meio dela e que é uma grande referência para ela, só porque sabe estar só consigo mesmo. Entende-se como único e como aquele que jamais se divide ou divide os demais. Procurar viver indiviso “consigo mesmo” é a melhor forma de evitar quebrar a unidade com os outros indivíduos e o com o que se entende por social e público. O que se chama muitas vezes de público, social, comunitário tem na sua origem esse cultivo da própria individualidade e o respeito e amor pela individualidade do outro. Quando se faz isso o indivíduo se torna o mais comunitário e social dos Homens. Torna-se, em outras palavras, verdadeiro homem (ou mulher) público. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

25 Outubro 2011:
Como te vejo, já me vi. Como me vês, te verás” (Inscrição sob uma caveira na Plaza de la Quintana, em Santiago de Compostela, Espanha).
Pode-se servir diretamente ao Grande Rei, por que estar a serviço de vassalos? No início da quaresma (quarenta dias que antecedem os preparativos para a Páscoa cristã), os fiéis recebem cinzas com o sinal da cruz em suas cabeças e ouvem as seguintes palavras: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás”. É uma alusão ao Livro do Gênesis que narra Deus fazendo o homem do barro (pó + água) da terra (Gn 2, 7) e a condição que ficam todos os homens após a morte, onde retornam ao pó com o passar do tempo. Assim, os fiéis se preparam para a semana santa, com a lembrança que tudo nesta vida passa, e que Cristo venceu a morte. Penso que esta antiquíssima caveira de bronze em Santiago de Compostela, que parece estar mirando a pessoa, tem finalidade semelhante, ou seja, lembrar ao transeunte que a vida é passageira, tudo terá um fim, a caveira um dia foi gente, e outro dia o visitante será uma caveira, e o que permanece é o bem que foi feito. Desta forma, mais que turismo ele faça suas orações ao Deus único que nem mesmo a morte pode destruir. Ela também convida a repensarmos no que é mais importante em minha vida? Com que dedico a maior parte do meu precioso tempo, ou seja, gasto com o que é passageiro ou com o que é eterno? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

24 Outubro 2011:
O objetivo da educação é formar seres aptos a governarem a si mesmos e não para serem governados pelos demais” (Herbert Spencer, escritor britânico, 1820-1903).
A educação forma o homem para a liberdade. Quem é governado é serviçal de quem o governa; assim eram os escravos com seus donos. Com o tempo, outras relações de subserviências começaram a existir. Em algumas sociedades, as mulheres eram “serviçais” para seus maridos. Falsos líderes usaram as forças da natureza para enganarem seus súditos como sendo semideuses. Nos tempos modernos, a força do dinheiro compra a lealdade, a moral e o silêncio de seus “empregados”. Governos tentam fazer da educação uma fonte de controle para garantir a lealdade em todos os seus súditos. Mas, a educação é justamente o contrário de tudo isso. A educação ensina a pessoa a andar sozinha, sem “muletas” ou guias, buscando em seu interior a força para continuar em momentos difíceis. Ela rompe as barreiras da escravidão pela força do pensar. Ela abre novos horizontes. Assim, quando o modelo educativo tenta guiar pelos caminhos de uma “ideologia” (de uma maneira única de pensar) ele está longe do verdadeiro sentido de educação. A educação “abre a mente” e permite ao indivíduo identificar o que está além das palavras de belos discursos e entender a intenção de quem fala. Por isso, quem pensa, incomoda. Deus fez homem livre e lhe deu a capacidade de pensar, pois respeita a liberdade do homem. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

21 Outubro 2011:
Felicidade é quando o que você pensa o que você diz e o que você faz está em harmonia” (Mahatma Gandhi, advogado, político e pensador hindu, 1869-1948).
Saúde, paz e felicidade são frutos da harmonia. Para os gregos, as articulações entre ordem e caos geravam a unidade do cosmos, sendo a fonte da harmonia. A música se destaca pela harmonia. Ela está presente em tudo o que é belo. Nela há força de unidade. Todo o universo é harmônico. Todo nosso ser deveria ser harmônico, desde nossa respiração até o nosso repouso. Quando quebramos esta harmonia, abrimos as portas para o desequilíbrio, para as doenças, e o nosso ser definha. Ser harmônico nos dias atuais é mais difícil, pois as mentiras estão presentes em todas as partes, a desonestidade é tida como esperteza, o espírito de grupo dos corruptos anula o senso de justiça, a força do poder econômico gera leis favoráveis a seus interesses. Dificilmente quem vive assim será feliz. Se as pessoas pensarem mais no que é mais importante para sua vida, que vantagens imediatas com o tempo podem ser até prejudiciais, que quanto mais harmônicos formos, mais encontraremos ressonância em todo o cosmo, muitas doenças desapareceriam e haveria mais alegria nos semblantes. Como dizia São Francisco, todo o universo foi criado por Deus, logo somos todos irmãos, e quanto mais eu me esforçar para amar cada uma destas criaturas (animadas ou inanimadas), mais eu me aproximo da fonte do amor que é o próprio Deus. Saberemos então o que é felicidade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

20 Outubro 2011:
É preferível ser dono de uma moeda a escravo de duas” (Provérbio grego).
É do interior do homem que nascem as ambições que o escravizam. Na luta diária pela sobrevivência e, também, em alguns casos, pela “supervivência” (no sentido de se buscar mais do que o necessário para a vida), existe para a pessoa o sério risco da escravidão. Nessa luta e corrida é costume buscar “uma” moeda, mas fica-se aprisionado a “duas”. Por moeda aqui se entenda algo muito além do dinheiro em forma de papel e metal, de cartão de crédito, cheque etc, mas o que ele simboliza e representa quando querido e procurado na sua forma decadente, como poder corrosivo, como ambição doentia e delírio de projeção social. Para quem entra nesta “aventura” não existe limite nem de posses, nem de satisfação. Quer-se sempre mais. No desejo do sempre mais, o que se encontra é a insatisfação e a sensação de vazio, pois nada consegue preencher a ganância de um “insaciável” (insatisfeito). E o fruto que se colhe dessa insatisfação é a escravidão. Escravidão do tempo, dos sentidos, das emoções, da inteligência, das forças, dos sonhos, da saúde do corpo e da alma. Fica-se amarrado a uma correria stressante e neurótica rumo ao “mais e mais” que está lá no amanhã e no depois. Esquece-se do presente ou se usa o presente apenas como instrumento de manipulação para os planos futuros. Quem vive assim é “avoado” como se tivesse os pés fora do chão (da realidade). Possui uma vida distante do aqui e agora. Está sempre ocupado e preocupado somente com tarefas e responsabilidades ligadas ao monetário, de tal forma que quando precisa se ocupar com qualquer coisa diferente do “lucro” imediato para seus projetos ambiciosos, se vê irritado ou angustiado. Pensa-se que está perdendo tempo, pois tempo nesse caso, é dinheiro! Coisas como estar com a família, cuidar dos filhos, tempo para estar junto com quem se ama ou estar com amigos, são experimentadas como um fardo e uma provocação que vai contra a sensibilidade de quem elegeu a moeda e suas variantes como o fundamental da vida. Buscar uma moeda ou ser escravo de duas? Se buscar uma moeda é acomodar-se e paralisar os esforços de luta pela sobrevivência própria e da família, isso se torna comodismo. E se buscar duas moedas for uma maratona para querer ter sempre mais e esquecer-se do que é fundamental na vida e nos relacionamentos, isso se transforma em escravidão. Em tais circunstâncias buscar uma, duas ou mais moedas não é o mais importante. O melhor mesmo é antes de fazer a corrida por uma, duas ou mais moedas, perguntar-se sempre de novo pelo que move o sentido da própria vida. Da resposta a essa pergunta é que dependerá a liberdade ou escravidão no modo de viver e conduzir a existência, pois o móvel é aquilo que impulsiona, influencia e conduz a todo instante toda a maneira de pensar, sentir e agir das pessoas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

19 Outubro 2011:
Sem piedade a justiça se torna crueldade. E a piedade sem justiça, é debilidade” (Pietro Antonio Domenico Bonaventura Trapassi, “Pietro Metastasio”, poeta e escritor italiano, 1698-1782).
Justiça e piedade têm alinhamento vertical e horizontal como em uma cruz. A palavra “piedade”, tanto significa compaixão, pena, comiseração, como uma virtude que leva o homem a render a Deus a honra que lhe é devida. Em seu desdobramento significa respeito às coisas sagradas e amor respeitoso a seus genitores. Sendo assim, “piedade” é uma espécie de devoção ou engajamento religioso onde a pessoa se esforça por ter muito tato e sensibilidade para se relacionar com Deus, com as coisas que se referem a Ele e, também, à pessoa humana. No fundo, é um modo todo responsável, afetuoso e reverente de tratar o divino, o humano e tudo o que envolve essas duas realidades. Por outro lado, quem pensa ou busca a piedade como se fosse algo frágil e doce (tipo “melosidade” ou “adocicação” da alma) para ter “gozo” pessoal, está muito longe da verdadeira compreensão do homem piedoso. A justiça, por sua vez, é a “irmã gêmea” da piedade, pois é ela quem orienta o homem piedoso a responder e a corresponder com afeição, devoção e dedicação ao toque de amor que o inclina a Deus e ao próximo. É por isso que Deus, nesse sentido, é piedoso, e é essa a razão porque na liturgia cristã se faz questão de fazer de pé a seguinte proclamação: “Senhor, tende piedade de nós”. Essa proclamação está longe de ser um pedido para que Deus tenha dó dos homens, como se eles fossem infelizes e carentes, mas é um anúncio alegre e jovial de que o Deus cristão é afetuoso, amável, cuidadoso e dedicado para com todos os seus filhos e filhas. E sua justiça consiste em amar, acolher e abraçar a todos, bons e maus, sem exceção ou exclusão de quem quer que seja. Foi em seu Filho Jesus Cristo que essa benevolência, cuidado, afeição e amor mostraram-se no Homem e em meio aos Homens. Somente a partir desse entendimento é que se pode dizer então que a piedade de Deus é justa e a sua justiça é piedosa, pois ela vem do alto (se verticaliza) e atinge a todos (se horizontaliza). Quem, porém, se aventura a buscar a piedade sem justiça incorre em crueldade, porque busca apenas a dimensão vertical da vida (Deus e eu, esquecendo-se do próximo ou que Ele se encontra no próximo). Já quem deseja realizar a justiça sem a piedade, torna-se debilitado no amor, visto que a procura pela dimensão horizontal fora de sua fonte ou fundamento (sua verticalidade) é fraqueza e esgotamento. Todo e qualquer empenho pela justiça, se for sem piedade, é como querer encher uma bexiga furada. Ela começa a encher, mas não infla o suficiente, por mais boa vontade que se tenha ou esforço que se faça. Talvez seja essa uma das razões pela qual hoje na sociedade se discute (e se discursa), se move e promove muitas ações em nome da justiça, mas que ao final morre de cansaço e fadiga, pois está desconectada da piedade. Isso significa que somente a piedade aliada à justiça e vice-versa é que consegue dar liga aos homens para viverem unidos ao seu criador e entre si. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

18 Outubro 2011:
O ignorante afirma com confiança; o sábio duvida e pensa” (Aristóteles, filósofo grego, 384-322 a.C.).
Ainda gatinhamos em matéria do saber. Quanto mais a humanidade se aprofunda na busca de conhecimentos, mais se sente pequena diante de tantas maravilhas que ainda desconhece. Para qualquer lado que se aponte os potentes telescópios do espaço, mais se descortinam os mistérios do cosmos, e por sua vez, o homem se vê sem respostas. As leis da física que respondiam questões na terra, no espaço têm outras relações. Também no micro cosmo, cada dia se revelam novas descobertas diante de tantas ainda ocultas. Todo o conhecimento humano é quase nada diante da imensidão que ainda se oculta. Quando o sábio duvida e pensa, ele está aberto a descobrir, a refletir, a aprender, e o saber vai se revelando aos poucos na medida de sua busca. Quando o ignorante fecha a porta do saber, pensando que domina seu conhecimento, apenas expõe suas fraquezas e perde uma oportunidade de aprender. Quem está aberto ao saber, se harmoniza com o universo. Fascinado com tantas maravilhas, o homem encontra no salmo 8 sua admiração e louvor: “Quando contemplo o firmamento, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes; oque é o homem, digo-me então, para pensardes nele?” (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

17 Outubro 2011:
Prefiro perder a guerra e ganhar a paz” (Robert Nesta Marley, “Bob Marley” cantor, compositor e guitarrista jamaicano, 1945 - 1981).
Onde há amor, a guerra fica de fora. A palavra guerra traduz a ideia de conflito. Pode ser entre indivíduos ou grupos, mas também pode ser com o seu próprio eu. Quando guerra é entendida como batalha que o homem trava consigo mesmo para transcender-se, conquistar-se e afastar para longe de si tudo o que constitui obstáculo para o seu crescimento e maturação, então ela deve ser querida e promovida. Quando significa combate bélico (com todas as suas variantes) para dominar e submeter o outro aos interesses pessoais e grupais, sejam eles de que nível for, ela deve ser abominada, rejeitada, desmotivada e impensada. No plano das relações, guerra é um artifício usado para se exercer o poder e o controle sobre outras pessoas e situações. No plano afetivo, por exemplo, é muito comum ver a guerra silenciosa entre irmãos ou pais e filhos que se negam a comunicação. E tudo certamente porque um dia os poderes de um e de outro foram confrontados e uma das partes saiu perdendo no embate. O que se construiu a partir daí foi uma longa história de mudez, distanciamento, frieza, indiferença e dor. Em tais situações, sempre se espera pela iniciativa do outro para reparar os laços quebrados. Cada um permanece no seu intocável orgulho e na sua postura suprema de vitimismo. É o que popularmente se chama de “não dar o braço a torcer” para expressar que se vai evitar a todo custo mudar de opinião e jamais ceder. Essa postura realmente coloca cada um na sua e ninguém mais se preocupa ou ocupa com a vida do outro. Ao menos aparentemente! Vive-se à distância, corta-se caminho e manda-se recado quando a necessidade o obriga. Acha-se que com isso um dia as coisas se resolverão por si; mas, o problema permanece paralisado no tempo. A ferida mais profunda se manterá incurável e a guerra silenciosa se encarregará de sutilmente destruir suas vítimas em forma de orgulho, insensibilidade, intoxicação dos sentimentos, rigidez no modo de pensar e agir e na “somatização” dos problemas da alma, tais como úlcera, angústia, irritação e tristeza. Acima de tudo, a insistência em manter a guerra silenciosa produz a ilusão de vitória e superioridade no conflito; mas, interiormente o que se experimenta são o desequilíbrio, o nó atravessado na garganta e a sensação de perda da paz. E a paz nunca se reconquista com um decreto vindo de fora ou com o lance de uma nova guerra, mas com uma decisão íntima de quem humildemente aceitou perder. Aceitar perder humildemente nada tem a ver com quem faz da humildade um truque para reparar a situação e continuar a se sentir por cima. Isso é fraude que só depõe contra a própria situação. Aceitar perder humildemente é um ato de coragem e valentia de quem sabe que só fazendo guerra a si mesmo, no sentido, de se trabalhar e se responsabilizar pela própria maturidade do ego e da salvação de sua “alma” é que atinge um nível de equilíbrio elevado e uma paz interior sólida e duradoura. Nesse caso, a guerra mata e faz perder, visto que se perde e se morre a um modelo de vida e de personalidade. Porém, essa morte e perda regeneram e recriam a pessoa fazendo-a renascer para um “eu” mais integrado, livre, maduro, transparente e pacificado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

14 Outubro 2011:
Em todo lugar aprende-se apenas com quem se ama” (Johann Peter Eckermann, literato alemão, 1792-1854).
Tudo o que se faz com amor tem dimensão “infinita”. Se perguntarmos a uma criança qual o nome da professora dela, dependendo da idade, ela dirá o nome daquela que lhe dá mais carinho. Isto porque o ensino tem a ver com amor. Nossa primeira escola são os braços de nossa mãe. Em uma relação de amor e carinho ela vai ensinando tudo o que sabe. Com o tempo outra mãe nos é dada, a nossa professora. Ela dá continuidade ao nosso aprendizado, utilizando vários recursos didáticos dentro de um programa pré-estabelecido; mas, o que mais marca é sua atenção, carinho e acolhida. À medida que crescemos, muitos professores passam por nossa vida, dentre as várias disciplinas que aprendemos, mas sempre nos marcam aqueles que nos ensinaram com amor. Para estes “mestres” que colocam o amor antes da matéria, tornando assim o que parecia difícil em algo “doce” e “palatável”, a melhor recompensa que teriam, era um dia poderem ver seus alunos utilizando o que aprenderam com eles, lembrando do seu tempo de escola e agradecendo a Deus por terem tido bons professores. Por isso, para estes “heróis”, o salário é secundário, pois é impossível mensurar tão grande “dom”. Peça a Deus que nunca falte bons professores e que o Pai do céu os recompense por tanto empenho. Obrigado. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

13 Outubro 2011:
A primeira condição para um governante ter uma boa imagem é não se mostrar preocupado em criar uma boa imagem” (Roberto Duailibi, publicitário e escritor brasileiro, 1935).
Ao querer construir uma imagem para agradar a todos, a pessoa esquece sua imagem verdadeira. A preocupação com a imagem e, mais ainda, com a boa imagem, tem tirado o sono de muita gente. Por imagem e boa imagem se entende em grande parte dos casos, a tendência em querer corresponder ao modelo visual que os outros esperam da pessoa. Os outros, no caso, podem ser: a sociedade, a família, o(a) namorado(a), o grupo, os amigos, o chefe, os pais, os filhos, enfim, todos aqueles que desejam que o fulano seja tal qual uma medida que se tem por padrão. A busca da imagem que corresponda ao padrão exigido pelos outros se tornou um critério e uma forma de poder ditatorial que subordina pessoas ingênuas e desavisadas. Nesse sentido, existem pais que sofrem muito na educação dos filhos porque evitam a todo custo romper com aquela imagem de popularidade que possuem aos olhos deles. Nas empresas são muitos os casos de funcionários que abrem mão de sua dignidade e reputação apenas para manterem uma imagem de sociável, brincalhão, cavalheiro e bom líder, frente aos colegas e ao patrão. Por sua vez, existe o chefe ao contrário do que parece, precisa de qualquer jeito passar a imagem aos funcionários de seguro, organizado, competente, justo e dialogável. E o que dizer de certos políticos que anos antes das eleições investem em campanhas milionárias para projetar uma imagem que em nada corresponde ao seu perfil público? Cícero (pensador greco-romano) antes de Cristo já ensinava técnicas para enganar os eleitores. Tal preocupação é enganadora, pois cria, sim, uma imagem, seja lá qual for que se queira, mas que por trás das aparências só contribui para anuviar e esconder sua verdadeira identidade. Viver uma vida escondendo-se para querer ganhar projeção, fama, reconhecimento, poder, dinheiro e nome, no fundo é perder. Pode acontecer de se ganhar muita coisa e projetar uma imagem ao gosto dos outros, mas ao mesmo tempo iniciar uma viagem longa rumo à pressão, depressão, angústia e ilusão de si mesmo. Tal viagem para alguns tem um preço alto a pagar. Vale mais dar ouvidos às palavras sábias e norteadoras do Filho de Deus, Jesus Cristo, quando apregoa o cuidado para se evitar levar uma vida fraudulentamente: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mt 16,26). (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

11 Outubro 2011:
Quando o infortúnio se generaliza, o egoísmo se universaliza” (Charles-Louis de Secondatt, “Barão de Montesquieu”, político, filósofo e escritor francês, 1689-1755).
O egoísmo isola os indivíduos. Dizem que na Roma antiga havia um templo dedicado à deusa fortuna. Em muitas representações, ela era vista com uma venda nos olhos para simbolizar aquela que distribuía os bens sem olhar a quem. Quem estivesse excluído de seus favores, significava que estava em desgraça. Ao mesmo tempo, somente estava em desgraça evitava colocar-se no caminho da deusa. Colocar-se no caminho da deusa era um programa inteligente e saudável de vida que levava a pessoa à riqueza, à felicidade e ao bem. Dessa relação de adesão ou rejeição à deusa é que surgiram as palavras fortuna e infortúnio. Infortúnio, no caso, para designar quem está em desgraça, ou melhor, sem as graças, sem os bens ou as riquezas distribuídas pela deusa fortuna. Por sua vez, quem se colocava na direção contrária ao programa de vida da deusa, atraía sobre si uma couraça de egoísmo tão dura e resistente que impedia a pessoa de ver e crescer nos valores mais profundos do humano. Como consequência desse egoísmo, ela se trancava para qualquer gesto de generosidade e bondade para com os demais, ou seja, quanto mais seu egoísmo crescia, mais infortúnio ela tinha. Quanto mais infortúnio atraía sobre si, mais egoísta se tornava. Hoje, são muitos que se vêem como infortunados ou desafortunados. No primeiro caso, como os que acham que tiveram a infelicidade de nascerem pobres, desgraçados e infelizes. No segundo, como aqueles que foram lesados em seus direitos, em seus negócios, em sua vida, e perderam o que lhes proporcionava graça, prazer e felicidade. Tanto um como outro no momento se sentem em desgraça ou longe das graças dos 'deuses'. Alguns procuram viver dignamente, ainda que infortunados ou desafortunados, mas a grande maioria procura vingança para sua situação, se rebela e sai à caça do que lhes possa trazer de novo a sorte, a fortuna, a felicidade e os bens. O resultado desta caçada feroz pode ser uma guinada na vida onde a pessoa se mostra descontente com a própria sorte e dá a volta por cima, mas na maioria dos casos ela se transforma em um egoísmo acirrado que toma conta dos corações e produz infortúnio para muitos. E onde o infortúnio é visto como o destino final dos homens, o egoísmo se proclama como a lei do “salve-se quem puder”. É essa lei “maldita” que ao longo da história tem criado os grandes abismos de distâncias entre pessoas; de um lado os que possuem bens em abundância e do outro lado os que vivem e sobrevivem com as migalhas que sobram da mesa dos ditos “afortunados”. Mas nesse caso, ser “afortunado”, “infortunado” ou “desafortunado”, em nada está relacionado com as bênçãos ou maldição da deusa Fortuna. Sua relação está com uma escolha de caminho de uma pequena parcela da humanidade que preferiu andar na direção contrária daquele programa de vida, responsabilidade e justiça que propunha a intuição e a noção que estava representada no mito da deusa da Fortuna. Desta forma, a distância entre ricos e pobres que se avolumou na sociedade de quase todos os países do mundo está criando toda sorte de infortúnio e destruição das pessoas e do Planeta. Ela está diretamente relacionada com a liberdade e a decisão do homem trancado em si mesmo, no seu egoísmo e não tem nada a ver com um castigo e abandono de Deus ou “dos deuses”. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

10 Outubro 2011:
Quem não é belo aos vinte, nem forte aos trinta, nem rico aos quarenta e nem sábio aos cinquenta, nunca será belo, forte, rico ou sábio” (George Herbert, poeta e religioso Inglês, 1593-1633).
Quem perde o tempo de seu tempo, dificilmente recupera o tempo. A preocupação em aproveitar bem o tempo é antiga. No livro de Eclesiastes, o capítulo 3 é todo dedicado a pensar sobre o tempo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu, etc.” Deixar para depois o que se deve fazer hoje, além de perder tempo, perde o compasso dos acontecimentos em sua vida acumulando para depois obrigações de hoje. Chega um momento que a situação fica insustentável e a pessoa entra em desespero, chora, lamenta, busca culpados, sem perceber que foi sua negligência que gerou tudo isso. Por isso é que devemos manter a cadência de atividades em nossa vida, sabendo que uma fase sucede outra, assim como a primavera precede o verão e assim por diante. Querer eternizar as brincadeiras de criança, ou a beleza da juventude e assim sucessivamente, fica com o pensamento no passado sem viver bem as alegrias do presente. É sinal de sabedoria aproveitar bem o seu tempo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

7 Outubro 2011:
A porta mais bem fechada é aquela que pode ser deixada aberta”. (Provérbio chinês).
No abrigo do leão nem precisa de porta. A palavra porta tanto designa a abertura como a prancha (geralmente de madeira, mas também de outros materiais) que serve para fechá-la (ou abri-la). Assim sendo, “porta” é um espaço ou abertura que permite acesso para dentro ou para fora de uma realidade. Quem passa por ela, entrando ou saindo, em geral depara-se com um mundo ora conhecido e familiar, ora desconhecido e inédito. Porta por muito tempo fechada ou lacrada corre o risco de emperrar. Porta fechada raramente se inclina com o peso e dificulta o fechamento. E enquanto abertura, ela pode simbolizar outras realidades para além de um instrumento de madeira que fecha ou abre. Pode ser a mente, os pensamentos, os sentimentos, os olhos, os sentidos, o coração, as ideias e até mesmo a vontade. No reino dos pensamentos, dos sentimentos, da vontade e dos sentidos, por exemplo, é importante guardar a porta fechada para tudo o que pode representar ameaça e destruição à liberdade e dignidade da pessoa. Muito do que entra pelos sentidos, pelos pensamentos e pelo consentimento da vontade é o que corrói e desmorona a personalidade de um indivíduo. Se o que entra é ruim, ruim é o que sairá da pessoa em forma de gestos, palavras e ações. Daí o cuidado que se deve ter o tempo todo para manter bem trancada a porta dessa e de outras realidades que formam o caráter de alguém. Quem aprendeu a fechar a porta para o perigo, aprende com o tempo a abri-la com discernimento e a deixá-la aberta para a entrada do que é útil e necessário. Os homens verdadeiramente livres são os que sabem cuidar bem da porta de sua interioridade a tal ponto que ao fechá-la para o que é prejudicial ao seu ser, abri-la para tudo o que pode colaborar para o seu crescimento, amadurecimento e realização. (Reflexão feita por José Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

6 Outubro 2011:
Se tudo pudesse explicar-se mediante a palavra, mais cedo ou mais tarde acabaríamos com o mundo” (Henry Spencer Moore, escultor e desenhista britânico, 1898-1986)
O homem nada sabe diante da imensidão de mistérios que existem no universo. A linguagem ou a fala é a morada do homem. Ele está nela e ela é o seu ser. Quando o homem fala, ele deixa vir à tona o seu ser no relacionamento com o mundo, com os outros e consigo mesmo. Pensar a palavra apenas como um instrumento de comunicação do sujeito é um engano. E o engano é achar que a fala, a linguagem, a palavra é uma propriedade do homem. Ao contrário, o homem é propriedade da linguagem, da palavra e da fala. O engano em relação à linguagem é pensar que se pode explicar tudo. Nesse sentido, certas perguntas inocentes de crianças fogem a muitas explicações dos adultos, pois pertencem a outra lógica que nem sempre precisa de explicação, ou melhor, ela se retrai a qualquer explicação. Nesse caso, quando a criança faz certas perguntas, o que ela deseja mesmo é a solidariedade dos adultos com sua pergunta e não uma resposta explicativa, por mais bem dada que seja. Na mesma direção, estão os mitos dos povos, a religião, os enigmas da vida, da morte, do sofrimento ou, até mesmo, o sentido de certos comportamentos humanos como a gratuidade, um sorriso, as lágrimas de uma mãe ou pai, a resistência e serenidade de certas pessoas e famílias em meio a acontecimentos trágicos. Hoje se gasta muitas palavras e explicações para convencer o mundo e, especialmente, as crianças, da inexistência do papai Noel, dos anjos, do Saci-Pererê, da cegonha, da fada do dente etc, sem se dar conta de que colocamos tudo isso dentro de uma medida de racionalidade que reduz tudo ao critério de cientificidade, quando no fundo a cientificidade é apenas um modo de olhar e explicar a realidade, ou seja, aquele do ter que provar pelos fatos. Só que um fato é sempre algo feito. E o feito é somente o final de um processo de formação da realidade, como se fosse a ponta de um “iceberg”. Anterior ao fato ou ao feito está todo um mundo em gestação e formação que quase sempre permanece invisível aos olhos e ao pensar racionalista. Desse modo, mito, religião, contos de fada e muitas outras coisas que hoje se julga algo fantasioso ou inexistente têm, sim, sua existência, só que diferente daquele modo de conceber e de falar de uma razão reducionista. Quem tenta explicar mito, religião, conto de fadas e outras realidades afins, dizendo que isso é irreal e fantasioso, não faz juz nem à ciência, nem à razão, nem ao mito, nem à religião, nem à fantasia e nem ao real, pois tudo isso tem outra lógica, outro modo de ser, outra razão e outra fonte de explicação. E se temos dificuldade de falar da existência dessas realidades ou se falamos demais para tentar explicá-las, talvez o melhor a fazer é guardar silêncio. Só que silêncio aqui nada tem a ver com emudecer para evitar o confronto, a crítica e a elucidação, mas abrir-se para o “não saber” de nosso saber que tantas vezes fala demais e explica muito sem nada dizer e nada explicar, para nele deixar vir à tona a seu tempo o objeto da busca. Quando se quer explicar e falar muito de certas realidades que nem sempre precisam de explicação e da nossa fala para existirem, corre-se o risco de matar ou destruir aquele mundo com a inverdade de nossa fala e, ao mesmo tempo, em nome do único modelo de explicação e fala que conhecemos: o da razão e da ciência. Por sua vez, é bom lembrar que o mundo para ser mundo é o surgir, o crescer e o se constituir de muitas e diferentes falas e explicações do ser que é o homem. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

5 Outubro 2011:
O povo tem fome de verdade e está sequioso de transparência”. (Luís Euzébio, escritor e poeta português, nascido em 1959).
Ouvir é mais que escutar, pois busca suas origens. Grandes eventos possuem força suficiente para mobilizar pessoas, grupos, uma nação e até o mundo inteiro. Uma guerra, um terremoto, uma crise financeira, por exemplo, costuma atingir indivíduos, países e o globo terrestre em uma espécie de efeito dominó. O grande evento que se aproxima e no momento está mobilizando o Brasil e outros países envolvidos é a Copa do Mundo de 2014. Sem se dar conta a população brasileira, no caso, está sendo sutilmente atraída para a armadilha e teia de armações políticas, econômicas e sociais em torno desse evento. Longe de querer negar ou ignorar os aspectos positivos que uma copa do mundo proporciona a um país em termos de crescimento econômico, cultural e turístico dentre outros, é importante abrir os olhos para perceber nos bastidores as tramas de interesses que estão se arquitetando gradualmente. No texto sagrado encontramos mais de cem versículos alertando para “quem tem ouvidos, que ouça”, ou seja, as desculpas que muitos políticos e o povo em geral usam de “eu não sabia” fica sem valor, pois a pessoa tinha os elementos necessários para saber, neste caso, os ouvidos. Se não o fez, torna-se tão culpado quanto, e se ocupava um cargo de mando, mais culpado ainda, pois tinha por ofício o dever de saber. Por trás do aumento dos preços das mercadorias e dos combustíveis; por entre as reivindicações de algumas greves e pela melhoria de salários; por debaixo de discursos que aparentam preocupação pelas causas sociais e turísticas do país etc; está camuflada a falta de verdade e transparência de muitos. Argumentos pretensamente justos e razoáveis estão escondendo da população os reais interesses das reivindicações: o desejo de lucrar e de arrancar o máximo possível de dinheiro dos cofres públicos, do povo e dos turistas sob as mais variadas formas que ele simboliza. É inegável que muitas obras deverão ser feitas para atender ao menos as exigências mínimas de uma copa do mundo. No entanto, é de constatar e de suspeitar que a transparência em torno de todo o processo dessa mobilização já começou a ficar distorcida para os olhos do povo. Desde já é necessária a transparência. Transparência, aliás, é aquela virtude de deixar e de fazer aparecer o que é, sem rodeios, subterfúgios, segundas intenções ou falsos interesses. Transparência e verdade são irmãs. Onde elas fundam as ações das pessoas, as coisas são melhor abraçadas e comprometidas, a visão de todos é mais clara e profunda, os objetivos são cumpridos e os resultados são partilhados de forma decente e justa. Porém, onde verdade e transparência são anuviadas pela manipulação e dissimulação de interesses mesquinhos, dá-se início sempre de novo a uma desordem social, onde a “cadeia alimentar” dos mais gananciosos, egoístas e espertalhões volta a prevalecer sobre a justiça e a liberdade do povo. Por isso, em tempos que antecedem certos grandes eventos (nesse caso o da copa do mundo de 2014), vale ficar atento ao que a Bíblia insiste: “quem tem ouvidos, ouça”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

4 Outubro 2011:
Ó glorioso Deus altíssimo, ilumina as trevas do meu coração, concede-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito” (São Francisco de Assis, frade católico italiano, 1182-1226).
Quando se vive o amor ele faz vibrar até “os elétrons” de nossa alma, e encontra ressonância em toda a natureza. Hoje, no mundo inteiro se comemora a vida de São Francisco de Assis. Filho de pai comerciante, ele abandona este modo de vida e abraça a pobreza como seu ideal. Fez do amor a Deus e ao próximo uma constante em sua vida, vencendo a barreira dos preconceitos mais íntimos. Diz em seu testamento que encarar um leproso com todas as suas chagas parecia insuportável; mas, por amor a Deus ele abraça e beija um leproso que encontrou em seu caminho. Deste dia em diante tudo se transformou, e foi até fácil dar banho nestes irmãos. Percebeu que toda a natureza, animal ou vegetal, responde com amor quando lhes é dado amor. Conseguia se comunicar com os animais. Certa vez um lobo feroz atormentava a população da cidade de Gubbio, na Itália, e eles estavam dispostos a matá-lo; mas, ele intercedeu pelo lobo, pedindo uma chance de conversar com ele. Após isso, o lobo se tornou dócil e conviveu com eles. Até hoje existe nesta cidade um túmulo onde o lobo foi enterrado, tamanho era o carinho que todos tinham por ele. São inúmeros os relatos de São Francisco de Assis, que nos edificam. A oração citada foi a que ele fez diante do crucifixo de São Damião, e que deu início à sua vida de frade menor. Viver o amor vale a pena. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

3 Outubro 2011:
Acredito que o mundo hoje está de ponta cabeça e sofre muito porque existe tão pouco amor no lar e na vida familiar. Não temos tempo para nossas crianças, não temos tempo para nos darmos uns aos outros, não temos tempo para apreciarmos uns aos outros” (Madre Teresa de Calcutá, missionária católica de origem albanesa, 1910-1997).
O amor precisa ser cultivado todos os dias. Sempre ele deve ser regado com o sorriso da nossa presença. Presentes não substituem o amor. Para compensar a falta de tempo e atenção, muitos usam o poder do dinheiro, como se o amor tivesse preço. O presente encanta no instante e é esquecido com o tempo, mas o carinho e atenção dura para sempre. As crianças de hoje passam boa parte do tempo nos aeroportos, em passeios, em atividades extras, porque seus lares se tornaram apenas dormitórios. Para se resgatar o amor nos lares é preciso dedicar mais tempo ao diálogo carinhoso do que à televisão ou jogos. Sentir a alma do outro, curar as feridas, valorizar os acertos, apontar a direção quando o nevoeiro do temor esconde o caminho. Neste processo silencioso, o frágil amor vai crescendo, ganhando confiança e se fortalecendo. Haverá inúmeras oportunidades que se apresentarão para quebrar esta harmonia, pois o “maligno” não suporta ver o amor na família e na vida. Muita gente confunde amor com outras coisas, e por isso ele vive escondido em muitas vidas. Mas quando ele se revela como ele é, não há dúvida, ele transforma as nossas vidas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

30 Setembro 2011:
O prêmio por uma coisa bem feita é tê-la feito” (Ralph Waldo Emerson, escritor, filósofo e poeta americano, 1803-1882).
“Tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito” (dito popular). Na construção das grandes catedrais, quem trabalhava dava o melhor de si, pois sabia que Deus, que tudo vê, estava vendo seu esforço. Até hoje todos admiram sua beleza até nos detalhes. Prêmio (do latim praemiu) é algo concedido como uma espécie de recompensa a quem realizou um grande feito ou a uma boa obra que mereceu a atenção e o reconhecimento de uma pessoa ou de um determinado público. Dependendo o feito se estabelece a forma de recompensa a ser dada que pode ser em forma de medalhas, troféus, diplomas, dinheiro, bens e até mesmo de uma palavra que exalte a dignidade da pessoa e grandeza do feito dela. No entanto, como em muitos casos o prêmio é visto apenas como uma forma de ganhar reconhecimento pelo que se faz; o fazer de muitos se tornou uma atividade voltada exclusivamente para a busca de recompensa. Se vier a recompensa ou o reconhecimento se procura fazer tudo direitinho, caso contrário, se larga ou se faz mal feito. Nessa compreensão muitos trabalham à semelhança de “golfinhos amestrados” que depois de uma boa exibição se acostuma a aproximar-se do adestrador para ganhar a porção ‘justa’ de alimento. Onde essa forma de premiação e busca de recompensa atua ou está presente, é comum ver as pessoas animadas e felizes ao serem premiadas. Porém, frustradas e desanimadas quando o prêmio é negado ou esquecido. Pais, educadores, patrões e, em contrapartida, filhos, alunos e funcionários de uma empresa precisam estar continuamente atentos a esse esquema, por ser bastante traiçoeiro. Ele, o prêmio, pode ser um grande incentivador para o crescimento da pessoa (no caso de uma empresa, é um ótimo promovedor da produção e das vendas), mas pode, também, ser um laço que amarra e escraviza os indivíduos numa mentalidade de “toma-lá-dá-cá” que mais contribui para o infantilismo e o estreitamento do ego deles, do que para seu enriquecimento, crescimento e maturidade ao fazer qualquer obra. Quem deseja fazer uma obra bem feita deve antes de tudo fazê-la bem. E fazê-la bem exige que desde o início se abandone o desejo de premiação e recompensa, pois o desejo de recompensa e prêmio pode cegar a pessoa e distraí-la naquilo que realmente precisa fazer. Por sua vez, os que perdem o alvo da obra são aqueles que em geral fazem as coisas de forma mal feita e encontram muita dificuldade para se realizarem naquilo que fazem. É sempre bom lembrar que o simples fato de fazer uma obra com gosto, decisão, paixão e dedicação, já é um prêmio, pois em qualquer obra, mais do que fazer algo o homem faz a si mesmo. Nesse sentido cada pessoa é aquilo faz e o que ela faz e o modo como faz revela no fundo quem ela é. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

29 Setembro 2011:
Os olhos são inúteis a um cérebro cego” (provérbio árabe).
Uma coisa é ver, outra coisa é saber o que se vê. Platão, no mito da caverna, demonstra que o que vemos são como sombras de uma realidade muito maior que se oculta além de nossa visão, porém pode ser alcançada pelo nosso pensar (cérebro). Seria como se estivéssemos vendo televisão que mostra um belo jardim (ver sem pensar); mas, se olharmos pela janela, nós veremos o jardim e a equipe de filmagem e transmissão trabalhando e muito mais (pensar). Assim, o que se vê, pede um pensar para se entender. Nem tudo os olhos podem capturar, pois depende de luz e outros meios, mas nosso cérebro pode perceber, por outros sentidos que estão à nossa volta. Tem muita gente que, mesmo vendo, é incapaz de entender, pois tem preguiça de pensar. Para quem pensa tudo, ajuda a compor a imagem da realidade. Nossa visão só vê a ponta de um iceberg que está fora d’água; a grande maioria submersa só com o pensar pode ser alcançada. Mas são poucos que conseguem ver além do óbvio, pois, quando comentam a beleza da paisagem que se vê pela janela, a grande maioria que está com os olhos fixos na televisão, duvidam e se recusam a enxergar, pois é cômodo ficar apenas sentado e vendo TV. Abra a janela de sua mente e desfrute de uma bela paisagem acessível apenas para quem utiliza o cérebro. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

28 Setembro 2011:
Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos teus caminhos”. (Livro dos Salmos, 9 I: 2)
Anjo é porta-voz do amor de Deus. A palavra “anjo”, tanto no grego como no latim significam “mensageiros”. Em figuras, geralmente são representados com asas e auréola. Mas, em muitos relatos Bíblicos se confundem com pessoas comuns. Na literatura bíblica três anjos se destacam por suas funções: Miguel, Gabriel e Rafael. Miguel (Quem como Deus), Gabriel (Força ou proteção de Deus) e Rafael (Cura ou medicina de Deus). Deixando em suspenso toda a questão teológica e exegética na compreensão e interpretação que os cristãos dão a esses seres que muitas vezes são questionados em um mundo que elegeu a exatidão das ciências como critério último de verdade, esse assunto está no fundo de uma experiência religiosa muito especial e concreta de muitos povos e culturas. É que anjos e arcanjos, antes de ter todos os atributos, formatos e retratos que ao longo da história colocou neles, eles são expressão a mais profunda possível de um anúncio essencial da fé de um povo. No caso dos cristãos, eles são a proclamação, a mensagem a mais importante, a mais crua e nua, a mais viva e cristalina e a mais fundamental da sua experiência originária de fé. Ela é mensagem e anúncio de que Deus é Único e Uno (Ninguém como Ele e tudo procede d'Ele, acontece por Ele e para Ele); é o vigor, a força de tudo o que existe (sem Ele e fora d'Ele tudo é fraco ou sem vida); é a cura, a medicina de tudo o que respira, no sentido de que Ele cuida aqui e ali, dia e noite, com amor incansável e em cada ponto do universo, de tudo o que vive. É nesse sentido também que a Sagrada Escritura está recheada da presença e da fala de anjos e arcanjos proclamando sem cessar essa Unidade, Força e Cuidado divino a guardar, de modo especial, a criatura humana em seus caminhos. Anjos, então, representam essa forma de falar da Providência Divina, do cuidado, da estima e do amor divino, fazendo caminho e história com os homens de todos os lugares e épocas. E quando alguém ama e cuida de cada um que está ao seu lado, ele também se torna anjo, ou melhor, torna-se um mensageiro, um anunciador do amor e do cuidado de Deus para com o outro. E se ao olharmos à nossa volta e percebermos o aumento do terror sob as suas mais variadas formas, a deformar a imagem divina no homem, isso nada tem a ver com o descuido e o abandono de Deus, mas com o endurecimento do coração humano e com o egoísmo que petrifica nossa vontade, cordialidade e disposição frente ao serviço e cuidado que devemos ter para com tudo que é do céu e da terra. É esse egoísmo e endurecimento que nos faz anjos decaídos e indiferentes e insensíveis aos sofrimentos dos outros. Portanto, celebrar ou refletir sobre anjos e arcanjos sob as suas mais variadas formas e nomes (desde que não sejam anjos decaídos chamados de demônios), é apenas uma tentativa de despertar sempre de novo em nós aquela confiança no cuidado de Deus para conosco e no cuidado que constantemente devemos ter para com tudo o que existe, para assim unir, fortalecer, proteger e guardar a nós mesmos e toda e qualquer criatura no caminho e no amor de Deus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

27 Setembro 2011:
Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam” (François Rabelais, escritor francês, 1494-1553).
O querer na vida é fundamental. Querer significa buscar com afinco (pra valer) o que se quer. E quando se quer pra valer, isso se torna “dever” e “poder”. Se nós evitamos correr atrás e tudo parece impossível é porque ainda nos falta o quer ou, se “quer”; este querer ainda está fraco e falta disposição o bastante para dar a partida e tocar adiante. Ao longo do dia e dos anos, são muitas as oportunidades que surgem desafiando o querer da pessoa no sentido de impulsioná-la a abrir espaço para a realização de um bom projeto ou sonho em sua existência. Acontece às vezes de as oportunidades aparecerem na “porta da casa” da pessoa, na hora certa, de maneira certa, no lugar certo, com a pessoa certa, com as razões certas e o indivíduo do outro lado responde, não! (ou cria desculpas para evitar). Exemplo clássico dessa situação é quando em dia propício para um passeio, a família se reúne e se programa para um lazer fora de casa e um de seus membros tendo toda a possibilidade de ir junto responde negativamente, pois seu querer ou está fraco ou está em outra direção. Outro caso é o de pais que podendo ter filhos adiam o momento da gestação ou dizem que não podem quando deveriam, pois alegam que só o farão depois de alguns anos quando ganharem mais dinheiro ou obtiverem um bom emprego; quando conseguirem uma bela casa com todo o conforto e segurança e encontrarem uma “vida melhor”. Depois de certo tempo, conseguem tudo isso e muito mais, no entanto já não podem ter os filhos que desejam, porque a idade, as complicações de saúde e as circunstâncias do relacionamento não mais o permitem. Todo o nosso poder é acionado pelo querer e o querer leva ao dever. Quem quer, dizia Kant, deve! Deve impor a si mesmo a tarefa de buscar pra valer o que quer. Nesse caso, mesmo que o querer seja fraco, impor-se o dever querer o querer do próprio querer. Usar do pouco e minguado querer que se tenha para ir aumentando ele em doses lentas até que ele fique mais volumoso e em condições de operar as grandes obras que se deseja. Por isso, é sempre importante lembrar que o querer tem que ser exercitado a cada dia, a cada momento, em cada situação, sem jamais desperdiçar as chances que aparecem diante dele. Isso com o tempo gera uma cordialidade muito grande para com a vida e faz a pessoa adquirir bastante “poder”, no sentido de possibilidade, para ir onde ela jamais sonhou e conquistar o que antes lhe parecia praticamente impossível. Querer, nesse sentido, é poder! (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

26 Setembro 2011:
Não herdamos a terra de nossos pais, a emprestamos de nossos filhos” (provérbio das ilhas Fuji).
Quem não reclama é conivente. O provérbio é citado num documentário intitulado, a Aventura pelos Recifes de Corais. Nele há uma preocupação pelo futuro destes ecossistemas, pois estão morrendo em diversas partes do mundo. Como dependem da luz do sol e das criaturas que neles vivem, qualquer variação afeta sua vida. Nestes recifes, o ditado popular que diz, “uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto” é bem evidenciado ao percebermos o perfeito equilíbrio que existe entre todos os seres vivos, e como a pesca predatória e a poluição afetam este ambiente paradisíaco. Os nativos das ilhas do Pacífico têm nítida esta noção de preservação, pois puderam perceber a importância de preservar este tesouro para as futuras gerações como se delas é seu direito de posse e a nossa a obrigação de a entregar intacta. Mas, em tudo há este mesmo equilíbrio, ou seja, onde vivemos também é um ambiente vivo que deve continuar assim. As gerações futuras irão cobrar de nós por quê nada fizemos para evitar a poluição dos rios de águas doces, das fontes e nascentes, das espécies de fauna e flora que foram definhando e com isso afetando toda a natureza. De nada adiantará nos justificarmos dizendo que os “lobbies” das grandes empresas tinham maior força na formação das leis, se podíamos ir às ruas e “bater panelas” ou usar a internet e protestar. Um dos maiores pecados de nossa geração é o de omissão, ou seja, "evito me envolver, outros que resolvam". Se começarmos com o pouco (como nos ensina São Francisco) recolhendo um papel e colocando no lixo (por exemplo), logo estaremos fazendo o impossível. Se todos colaborarem, muito será feito. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

23 Setembro 2011:
As três coisas mais difíceis do mundo: guardar segredo, perdoar uma injúria e aproveitar o tempo” (Benjamin Franklin, jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata e enxadrista americano, 1706-1790).
As três coisas mais difíceis têm sua chave no coração do homem. Para guardar um segredo é preciso, fechá-lo no coração e jogar a chave fora; perdoar uma injúria, é necessário abraçar Jesus e pedir para curar a mágoa que fica e aproveitar o tempo é perceber o seu valor em nossa vida e fazer de cada instante uma preciosidade. São dons que a pessoa de bem reconquista todos os dias. O contrário de tudo isso é a pessoa do fofoqueiro(a). O texto sagrado nos diz que a língua é semelhante a um leme de navio, proporcionalmente muito menor, mas é capaz de desviar sua rota. Fofoca na língua latina significa “insinuare”, que traduzido quer dizer “chegar por meio de voltas ou curvas”. Quem fofoca distorce o fato e o faz chegar ao outro entre curvas e voltas que se distanciam da verdade. O fofoqueiro (homem ou mulher) conta e reconta o que ouviu, mas filtrado pelo interesse pessoal de salvar a própria pele e prejudicar quem e o que o incomoda. Eis porque o fofoqueiro possui três dificuldades no trato com as pessoas que estão ao seu redor: guardar segredo, perdoar e aproveitar o tempo. Sua dificuldade em segredo é porque no fundo a intenção é tornar público, embora distorcidamente, o que pertence ao outro e ao passar adiante quer mostrar seu poder de informação e conquistar aliados. Utiliza pessoas como "laranjas" para prejudicar aquele ou aqueles a quem ele (a) mesmo faltaria coragem de encarar se estivesse frente a frente com ele(a). O fofoqueiro nesse caso instrumentaliza indivíduos para agir em seu lugar por meio de suas insinuações. Em um segundo momento o fofoqueiro tem dificuldade de perdoar; por isso, se utiliza da fofoca como uma forma de se vingar e ferir a quem pretensamente julga culpado de seus sofrimentos e temores. Seu ego em tais circunstâncias é duro, pequeno e trancado, o suficiente para impedir que entre qualquer outra virtude que possa dissolver seus conceitos e preconceitos já petrificados a respeito dos fatos que colheu e distorceu. Por último, alguém fofoqueiro tem dificuldade de aproveitar seu tempo com conversas úteis, pois geralmente o perde à caça de informantes e informações que lhe passem e repassem o produto que enriqueça sua vontade de destilar o veneno da fofoca. Por isso mesmo, quem tem o hábito da fofoca gosta de estar em rodas de conversas, de cochichos com os colegas ou de ponto em ponto (sala em sala, mesa em mesa, bar em bar, janela em janela...) fertilizando o vírus da discórdia. O problema do fofoqueiro é que em sua visão é incapaz de ver o bem; sempre procura uma falha para evidenciá-la, e desta forma transforma tudo o que é bom em mau. E quem tem em seu ambiente alguém fofoqueiro, deveria levar em conta uma bela exortação de Jesus, que embora dita em outro contexto, serve aqui de iluminação e reflexão: “Não deis aos cães o que é santo, nem jogueis vossas pérolas diante dos porcos. Pois estes, ao pisoteá-las se voltariam contra vós e vos estraçalhariam” (Mt 7, 6). Quem fofoca vive inquieto e sem paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

22 Setembro 2011:
A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano” (Karol Józef Wojtyla, Papa João Paulo II, operário, artista, filósofo e teólogo polonês, 1920-2005).
Violência gera violência na proporção de seu desamor. Vivemos atualmente uma sociedade marcada de violência e de violentos. Ela tem índices incomparáveis na história da humanidade. Está presente em quase todos os ambientes, trânsito, escola, família, casas de diversão e mundo afora. Sua face é coberta de disfarces. Eles aparecem em forma de guerras, de tráfico de armas e drogas, de “bullying”, assassinatos à queima-roupa e por encomenda, vinganças, assaltos, sequestros e abortos. Mas ela possui também sua máscara mais sutil, as palavras ditas em voz alta para impor segurança e autoridade. O soco e o tapa para demonstrar força e poder. A repreensão grosseira para inibir. O salário injusto dado a velhos e jovens para aumentar os lucros das empresas (sob o nome de oportunidade de emprego). O roubo abusivo e diário no aumento de preços em produtos e mercadorias de lojas e supermercados, obrigando os mais pobres a viverem das sobras dos lixões e das migalhas da sociedade de consumo. Tudo isso e muito mais desencadeia a violência que se instala nas casas, ruas e demais ambientes onde as pessoas vivem e convivem. Como resposta apenas discursos apontando que a solução para esses casos seja investir na educação de crianças e jovens como se fossem eles a causa e os culpados das barbáries que se constata no tecido social. Crianças e jovens não são produtores de violência, mas reprodutores dela. Eles refazem o caminho trilhado e promovido por pais, autoridades e adultos. As crianças, principalmente, costumam entender que se seus pais falam em tom alto e usam de violência para conseguirem o silêncio, a submissão e o respeito delas, elas podem agir da mesma forma com os demais para obterem o mesmo resultado quando quiserem. Os jovens se defendem e defendem o que sonham e querem com violência, porque se aprendeu com a experiência que essa é uma forma bastante “interessante” para chamar a atenção e reivindicar dos adultos e da sociedade tudo aquilo que lhes foi negado ou tirado: afeto, a possibilidade de se expressarem, liberdade, respeito, autonomia, a criatividade e o que é mais paradoxal, a existência. No entanto, o que toda essa geração tenta defender há tanto tempo, com o uso do que aprendeu na academia da violência, está se voltando contra ela, destruindo o que ela preza mais, a dignidade da vida, a liberdade e a paz. Tudo o que se quer construir com a violência só provoca a própria destruição e a destruição dos seus alvos. Uma reflexão mais atenta desse panorama leva a pensar que no fundo o que se contrapõe à violência é o amor. Só que amor nesse caso é diferente de uma virtude que se usa quando se sentir ameaçado, mas é um modo de ser que está na pessoa, faz parte dela, pois é o seu móvel, o seu jeito de pensar, de sentir, de querer e de agir. O amor entendido como um dom divino que possui a pessoa tem a graça e o poder suficiente para lidar com a violência e com os violentos e recuperar no mundo e nas pessoas a dignidade da vida, a liberdade e a paz. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

21 Setembro 2011:
O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filólogo e influente filósofo alemão, 1844-1900).
Viver é mergulhar no fluxo da vida. Existe uma maneira de entender a morte como sendo tudo o que vai tirando a vida. Tirar a vida é provocar a morte, ou melhor, é arrancar ou esvaziar pouco a pouco a energia mais fundamental das pessoas ou das coisas. E, dependendo do jeito que se vive, vai-se provocando a própria morte, no sentido de ir gastando e perdendo muita energia inutilmente. Viver uma vida de forma fútil, banal e irresponsável, sem dar a devida atenção ao que é importante e necessário, é vazamento ingênuo e desperdício de energia. É uma espécie de perda lenta das forças vitais, um marchar cego rumo ao suicídio cotidiano. Por isso, é muito importante perceber onde, no viver diário, se gasta inutilmente energias que nos encaminham passo a passo para o esgotamento e para o fluxo contrário da vida, pois vida jamais é o que nós temos, mas é ela que nos tem. É ela que nos abarca e nos preenche. Já nascemos nela, vivemos nela e só nos “plenificamos” (nos tornamos plenos, completos) nela. Por isso, estar nela, é como o peixe no fluxo de um rio. Se ele faz resistência ao fluxo da água, perde força. Mas, se deixa embalar por ela, não há nada que o impeça de viver. O que pode provocar sua morte ou enfraquecê-lo é apenas o saltar para fora da água (da vida) ou nadar contra o seu fluxo. Da mesma forma, o homem: se ele se solta livremente para estar no curso da vida; se ele procura nadar nela de maneira responsável e inteligente; se ele evita colocar resistência ao seu fluxo vital e vibrante; se ele se deixa possuir e abarcar pelo vigor, transparência e plenitude, então ele se torna mais forte, mais vigoroso e um membro que participa de maneira irrestrita da terra dos viventes. A “planície” ou “a terra dos viventes” no texto sagrado dos cristãos (Bíblia) é chamada de Éden e a habitante feminina desse lugar é denominada de Eva, isto é, a vivente ou aquela que junto a Adão participa plenamente do curso, do fluxo da vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

20 Setembro 2011:
Guardem os irmãos de se mostrarem em seu exterior como tristes e sombrios hipócritas. Mas, antes se comportem como gente que se alegra no Senhor, satisfeitos e amáveis como convém” (da regra dos frades menores, escrita por São Francisco de Assis, 1209).
Quem semeia amor, colhe alegria. Embora este trecho de exortação fosse para seus companheiros de caminhada, ele tem muito a nos ensinar nos dias de hoje. Para São Francisco, uma pessoa de bem deve ser uma pessoa alegre, pois quem tem Deus como Pai, jamais deve estar triste. Tristeza para ele era sinal de perigo, era um alerta para mudar de atitude e reconquistar a alegria (amizade com Deus). Quando encontrava alguém amargurado e triste, pedia que se reconciliasse com o Senhor, pois o maligno nada podia contra alguém que tem o espírito de alegria. Uma das manifestações desta alegria era a cordialidade, a amabilidade. Quanta gente em nossos dias fica amargurada desde que acorda, se olha no espelho e já reclama da vida, sai com pressa e sem dar bom dia e nesta toada vai tocando o dia. Culpam os outros das coisas erradas que acontecem sem perceber que são suas atitudes é que estão atraindo o desequilíbrio em sua vida. Desde o acordar, devemos agradecer a Deus por mais um dia, sorrir para a vida, irradiar bondade nas atitudes de cordialidade. Com isso, nós estamos semeando amor, e amor é o que nos harmoniza com todas as criaturas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

19 Setembro 2011:
Que a busca da paz vença os conflitos, que o perdão supere o ódio e a vingança dê lugar à reconciliação” (trecho da Oração Eucarística VIII).
Quando andamos em busca da paz, ela vem a nosso encontro. Na química do amor, tudo se converte em alegria e paz, até chuva é uma oportunidade para se alegrar, as ofensas recebidas passam adiante sem fincar raízes, pois só há lugar para o bem no coração. Tudo isso é predisposição do indivíduo para a paz. Na química do ódio tudo se converte em tristeza e vingança, pois no coração deste indivíduo todos estão contra ele, em tudo vê ameaça, desde um olhar até uma atitude. Precisa aprender a ouvir com o espírito desarmado, pois a falta de amor impede sua visão do bem. Muitas vezes são agressões injustificadas sem possibilidade de defesa que desperta na pessoa uma grande amargura que com o tempo pode se transformar em ódio. Tal qual um ácido que corrói silenciosamente, assim o ódio vai destruindo o indivíduo por dentro tornando-o uma pessoa vingativa. O corpo reage com o aparecimento de doenças estranhas, sem origem plausível. Culpa até Deus por sua condição desfavorável, sem perceber que foi o seu querer que fez chegar até este estágio. Para corrigir, precisa reordenar seu coração, buscando a harmonia. Tudo precisa ser refeito com amor e perdão. Só o perdão sincero e honesto é capaz de refazer todo este dano causado. Mas, para isso a pessoa precisa querer a paz, praticar o perdão e buscar a reconciliação. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

16 Setembro 2011:
Um homem não é outra coisa do que aquilo que faz de si mesmo” (Jean-Paul Charles Aymard Sartre, filósofo, escritor e crítico francês 1905 -1980).
Quem é reto e verdadeiro conduz seu destino; quem é falso e mentiroso, vive como “marionete” nas mãos de outros. Cada pessoa trará consigo, desde sua geração e nascimento, uma enorme carga de influências herdadas de seus pais e, posteriormente, dos irmãos, parentes, amigos, e de todos aqueles que no futuro virá a conhecer e se relacionar, direta ou indiretamente, dentro da sociedade em que crescer. Todas as heranças que receberá contribuirão para forjar seu caráter e seu temperamento, carente de afetos ou alguém resolvido, cheio de traumas ou psicologicamente equilibrado. Tudo isso e muito mais poderá influenciar no seu modo de viver e de se relacionar com as pessoas e com o mundo. Pode, mediante essas influências, dar início a uma história de liberdade ou escravidão no seu cotidiano. Vai depender de como cada um conseguirá ler, refletir, interpretar e se posicionar com tudo o que recebeu, muitas vezes até sem saber e sem querer. As heranças podem construir personalidades sadias e de bem com a vida; mas, também, gente fraca, trancada em si mesma e incapaz de superar o que a torna infeliz. No entanto, o que cada um recebeu como herança familiar ou social, jamais constitui a última palavra sobre seu destino e sua vida. Cada um é aquilo que faz de si mesmo. Em outras palavras, em última instância o poder de decisão, de escolha e de responsabilidade sobre tudo o que atinge e toca cada um no seu destino vital está nas próprias mãos. Essa postura deve despertar a pessoa para o ânimo e a coragem de continuamente procurar fazer de si o melhor que pode, sem idealizações, ilusões e falsas expectativas da própria realidade. Acima de tudo, jamais permitir que outro me force a ser o que não sou; seja querendo me elevar com glórias, elogios, honras e louvores; seja me diminuindo e humilhando com influências, comportamentos e pressões feitas das mais variadas formas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

15 Setembro 2011:
A sabedoria é filha da dor, e nasce com muitas lágrimas” (Ésquilo, filósofo grego, 525 - 456 a.C.).
Muitas vezes, um acidente, uma enchente ou outro transtorno, nos pega de surpresa e nos traz a dor. Diante dela podemos nos desesperar ou encará-la de frente na busca de minimizar suas consequências. Neste confronto ela passa a nos ensinar. Ela tem se mostrado mestra de muitos homens e mulheres que passaram por grandes e inexplicáveis sofrimentos e tribulações ao longo de seus anos. São inumeráveis aqueles que dizem que só despertaram para o verdadeiro sentido da vida, depois de terem experimentado situações de limite com a dor, tais como, uma doença, um acidente; a perda de alguém especial; um terremoto ou enchente que dizimou amigos e parentes e destruiu todos os bens da pessoa; uma crise financeira que à semelhança de uma bola de neve foi aumentando na medida do passar do tempo; um período quase eterno de lágrimas em meio à depressão, solidão, abandono, tristeza, incompreensão e desespero. Ninguém em são juízo acredita que precisa correr dores e sofrimentos cada vez maiores para chegar ao auge da sabedoria. Isso seria o mais refinado e insano masoquismo. O sofrimento já se encontra na tessitura da vida. Tem quem se desespera, reclama e se debate com ele achando que a simples murmuração trará melhorias. Mas, existem aqueles que o suportam sem desespero e lamentação e esses são os que se tornam sábios. Embora sofram, chorem e sintam todas as facetas aterrorizantes do sofrimento, o suportar o sofrimento é bem diferente de abençoá-lo. Significa carregá-lo como exigência única, inadiável e intransferível. Ao invés de simplesmente evitar a dor ou se revoltar contra ela, muitos procuram aprender das suas mensagens, pois toda dor é mensageira de uma questão e de uma lição. Quem deseja aprender dela, sabe que antes de tudo deverá olhá-la de frente, incluí-la na inteligência da vida, refletir acerca de suas insinuações, e permitir que ela fale de suas exigências. Ao se dispor a essa tarefa de aprendizado, encontrará em muitas ocasiões de dor e sofrimento que se apresentam no seu viver uma oportunidade de ficar mais livre de certos apegos e estreitezas. Ficará mais sensível ao que é de fato importante no trato com pessoas e coisas, menos mesquinho e orgulhoso consigo próprio, mas, sobretudo, mais inteligente e sábio para lidar com tudo o que é contrário à sua forma cotidiana de sentir, pensar e querer. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

14 Setembro 2011:
"Quem mais demora a prometer é mais fácil no cumprir” (Jean-Jacques Rousseau, filósofo, teórico político, escritor e compositor suíço, 1712-1778).
Promessa é algo tão sério que deveria ser dita com grande solenidade, após minuciosa análise das suas implicações. Promessa é uma espécie de compromisso que liga inteiramente a pessoa ao que ela diz. Na fala de quem promete está em jogo sua vida, sua honra, sua dignidade e seu destino. Daí que, quem falta com a promessa (ou finge que promete algo a alguém), em primeiro lugar, já faltou consigo mesmo, pois a fala ou o compromisso de uma promessa assemelha-se a “um tiro no pé”, isto é, volta-se sempre contra ou a favor de quem a pronuncia. Isso quer chamar a atenção para o fato de que na vida estamos continuamente tendo que dar a palavra em forma de compromisso ou promessa. O problema é se nos responsabilizamos por ela ou não. Mesmo quando dizemos a alguém ao telefone para aguardar apenas “um minutinho” que já vamos atendê-lo e o fazemos esperar quinze minutos, já é expressão de uma promessa feita, porém, rompida. Isso pode evoluir e demandar cada vez mais exigência e chegar a outros compromissos maiores onde a palavra em forma de promessa se torna mais envolvente e séria. Temos exemplos, no casamento, no voto de uma pessoa religiosa, no juramento de uma profissão, no testemunho dentro de um tribunal, nos pactos dentro de um cargo político ou nas relações entre países e assim por diante. O interessante aqui é que da promessa feita, mal feita ou desfeita depende a integridade das pessoas envolvidas nela. Por isso, é muito importante avaliar cada vez com melhor clareza e consciência se o que queremos dizer (ou prometer) está ao nosso alcance em termos de engajamento para cumprir. Se em nós existe pouco interesse, é mais inteligente e prudente demorar ou evitar fazê-la. Uma pessoa que se compromete numa promessa sem decisão, liberdade e capacidade de envolvimento, encontrará grande dificuldade de levá-la adiante. Em contrapartida, se uma promessa encontra em alguém a liberdade, abertura e disposição necessária para ela ser gerada, crescer e se consumar, então ela se torna, ainda que com todas as suas exigências e pesos, mais fácil e suave de ser carregada, cumprida e levada até suas últimas consequências. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

13 Setembro 2011:
Um homem de virtuosas palavras não é sempre um homem virtuoso” (Confúcio, filósofo chinês, 551-479 a.C.).
A força da palavra transforma tanto quem a produz como aqueles que a ouvem. Como entender que alguém de palavras virtuosas nem sempre possa ser uma pessoa virtuosa? Quase sempre imaginamos as palavras sendo um eco expressivo das virtudes que acompanham a pessoa ou que a pessoa seja uma ressonância das virtudes que carrega. Falando bem concretamente, é comum pensar que a palavra deve seguir o exemplo e o exemplo deve ser expressão daquilo que se fala. De modo quase semelhante é possível ouvir o jargão: “Falar do que se vive é viver do que se fala”. É esse o esforço moral e vivencial que atormentam e questionam a muitos educadores, pais, mestres e líderes no trato com seus respectivos educandos. Eles sentem peso de consciência quando suas vidas parecem contradizer ou a desdizer uma relação entre palavra e ação ou entre ação e palavra. A questão, no entanto, se encontra no fato de que em geral se imagina que quem possui virtuosas palavras é alguém que através de seu esforço e comportamento irrepreensível, seja o gerador de toda e qualquer palavra virtuosa a ponto de poder (por seus méritos) ser modelo de comportamento aos demais. Nesse caso muitos se justificam dizendo que o homem virtuoso é aquele que é um exemplo de caráter que deve inspirar os outros no bem. E por ser considerado um poço de virtudes é admirado, honrado e seguido por quem o vê como modelo de comportamento. Isso promove uma espécie de “endeusamento” da pessoa que comumente se denomina de “culto de personalidade” e onde se passa a seguir a pessoa como um exemplar de “infalibilidade”. Porém, no dia que tal pessoa falha o que ocorre é que toda a nossa admiração por ela “cai por terra”. E há casos em que ela passa a ser até odiada por se achar que ela enganou a todos que se fiavam no seu exemplo. O culto de personalidade consegue fazer desmoronar muitas relações que estavam assentadas nesse exagero de expectativas sobre o outro. Isso se dá frequentemente, porque nem sempre a pessoa de virtuosas palavras é uma pessoa virtuosa. Embora diga palavras sábias e exemplares, ela pode ser cheia de defeitos. Ela pode estar lutando para superar seus defeitos. Nem tampouco quer dizer que exista uma contradição entre o que fala e o que vive, pois sua fala pode ser um eco da força e da graça da palavra, onde tanto ela quanto quem a ouve estejam sob a fluência e a transformação do que a palavra ensina. Nesse caso, aquele que fala jamais é um proprietário da palavra para ser “endeusado” por aquilo que diz. Ele pode até ter uma vida contraditória com aquela palavra que pronuncia, devido às suas fraquezas e limites, mas tanto ele quanto aqueles que ouvem o que é falado por ele estão sob o comando, o trabalho de escuta, de atenção e a disponibilidade à ação, formação e transformação da palavra. No fundo ele sabe muito bem que quem forma e transforma é a palavra, jamais ele mesmo com seus méritos e esforços de exemplaridade. Por sua vez, quem entende isso jamais põe sua expectativa naquele que pronuncia as palavras que apontam para o trabalho das virtudes, nem mesmo “endeusa” os seus locutores, pois sabe diferenciar muito bem o que é dito pela pessoa e da pessoa propriamente dita. Essa atitude evita muitos escrúpulos, julgamentos, decepções e falsos cultos de personalidades e atitudes errôneas em relação ao nosso modo de olhar, entender e conviver com pessoas que possuem palavras virtuosas, mas que no modo de viver nem sempre são virtuosas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

12 Setembro 2011:
Com admiração, por tudo de bom que você constrói e ninguém vê” (http://www.youtube.com/watch?v=WBSAVK2xLgU&feature=email).
“Nenhum sacrifício é tão pequeno que Eu não veja”. Há tantas pessoas que semeiam o bem sem que ninguém saiba. Fazem sem a intenção de serem reconhecidas ou receberem agradecimentos, o que as move é o amor. Pode acontecer em todo lugar, em casa, na rua, no serviço, no lazer etc. Retira um caco de vidro da grama e coloca no lixo, para que ninguém se machuque. Seca uma poça para evitar a queda de distraídos. Pode ser um profissional que no exercício de sua função vai além e a faz com amor semeando o bem. Acorda de madrugada e corre para ligar um equipamento necessário, evitando com isso o transtorno de alguns. Paga uma dívida sem que o outro saiba. Cobre uma criança para protegê-la do frio etc. São ações silenciosas e ocultas que ficam no anonimato dos homens, mas que estão na eterna lembrança de Deus. Esperar reconhecimento é comércio, fazer sem pretensões é amar. Estas ações são semelhantes a tijolos que vão se juntando um a um e com o tempo formam grandes catedrais de amor. Como diz o texto sagrado “e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (do evangelho de Mateus 6, 18). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

6 Setembro 2011:
Ninguém pode saber por ti. Ninguém pode acreditar por ti. Ninguém pode buscar por ti. Ninguém pode fazer por ti aquilo que tu mesmo deves fazer. A existência não admite representante” (Jorge Bucay, escritor argentino nascido em 1949).
Uma existência que “valha à pena” deve ser vivida na alegria da liberdade. A palavra existência nos transmite a ideia de um ente, de ser, de um “estar aqui” real. Nesta existência somos únicos. Podemos delegar muitas coisas, menos o nosso existir com todos os atos que lhe são próprios. Poder fazer isso é ser independente. Quantas pessoas gostariam de ter acesso às fontes do saber, mas de alguma forma são impedidas. Quantas pessoas são tolhidas da liberdade de ir e vir, de pensar, de buscar, de manifestar a sua fé etc. Viva com responsabilidade sua liberdade, sua independência e faça, busque, realize, pois ninguém fará por ti. Faça valer a pena sua existência e deixe para o futuro uma marca positiva de sua presença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

5 Setembro 2011:
Riqueza sem trabalho. Prazer sem consciência. Conhecimento sem caráter. Comércio sem moralidade. Ciência sem humanidade. Religiosidade ou ideologia sem espírito de sacrifício e sem tolerância. Política sem princípios.
Direitos sem responsabilidade
” (são sementes da violência, segundo Mahatma Gandhi, advogado e líder hindu, 1869-1948).
Gandhi dedicou sua vida ao princípio da não violência; preferia ser agredido a devolver a agressão em igual proporção. Procurou mostrar a seu povo que culturalmente tinham uma identidade e imitar a ostentação dos ingleses que governavam em sua época; não os engrandeciam, ao contrário, se expunham ao ridículo ao fazê-lo. Na busca de identificar as fontes da violência, chegou aos sete primeiros princípios, sendo o último (oitavo) acrescentado por seu neto. Olhando atentamente para estes princípios verificamos que continuam a gerar violência nos dias de hoje. Gandhi começou a mudar a partir de si mesmo, deixou o terno inglês e vestiu um traje do povo simples. O que representava opressão era deixado de lado. Demonstrou com atitudes que era possível viver dignamente sem ambições trazidas de outros povos. Sua atitude foi imitada por outros e assim o povo percebeu que unidos tinham mais força que a simples representação política. Pela não violência ele devolveu à Índia sua soberania. Será que estes princípios apontados por Gandhi estão presentes em nosso Brasil? (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

2 Setembro 2011:
É mais fácil amar a humanidade em geral que ao vizinho” (Eric Hoffer, escritor americano, 1902-1983).
As pessoas de nosso convívio são presentes de Deus para serem amadas. Por quê razão alguns têm mais facilidade em brincar, sorrir, ser espontâneos e piadistas com pessoas que apenas acabaram de conhecer do que com os da sua própria casa? O que dizer daqueles que preferem inventar mil e uma desculpas para estar no trabalho, com os amigos, nas viagens, nos compromissos, do que estar algumas horas ou minutos com a esposa(marido), com os filhos ou com a rotina de um lar? Por quê é melhor tecer elogios à comida de alguém que só por um dia caprichou na receita e foi feliz no resultado, a quem diariamente se desdobra na criatividade para preparar um prato saboroso e necessário para o sustento de seus familiares? Por quê em certos momentos temos tanta facilidade em dizer “beijos” ao telefone para todos com quem falamos no trabalho, e em casa mal nos cumprimentamos nas idas e vindas do dia? Por que alguns se desmancham em palavras doces para com os de fora, mas encontram tantos obstáculos e resistências em si mesmos para dizer aos mais próximos e íntimos, àqueles que lhes são caros ao coração, “eu te amo”? Pelo jeito é preferível falar em geral ou manifestar o que pensamos e sentimos aos de longe e aos estranhos, do que aos que temos a graça do convívio diário. Talvez isso se deva porque ao ter que dizer o que sentimos e pensamos aos de perto; aos que já construíram uma história de longo convívio conosco; tenhamos que nos apresentar, nos expor, mostrar quem nós somos e como estamos. E nem sempre queremos nos revelar aos de perto por medo ou pela ilusão de achar que seremos por eles julgados ou vistos em nossas fraquezas e deslizes. Por outro lado, nos expor significa nos comprometer com o que dizemos, pensamos, sentimos e queremos, pois isso exige o que nem sempre temos a oferecer, isto é, afeto, tempo, dedicação, envolvimento de corpo e alma, transparência, sensibilidade e altruísmo. Com isso, passamos a levar uma existência cheia de artimanhas, desculpas e subterfúgios para evitar colocar a nós mesmos na situação. Ao mesmo tempo, isso vira uma espécie de falsificação de personalidade onde nos apresentamos bem para os distantes, mal para os próximos e péssimos para nós mesmos. E com essa mentira levamos a vida sempre em meio ao geral, ao social, ao todo mundo, até o dia em que formos acordados violentamente pela verdade de nós mesmos em meio a alguma situação que nos estremeça até os ossos. Na verdade, o geral, o todo mundo, o ‘social, nessa perspectiva é ilusório, sem existência real, é só uma armadilha que montamos para fugir da realidade e do compromisso que temos. O que existe é o aqui e agora, o próximo, o íntimo, ou seja, o marido, a mulher, o filho, o pai, a mãe, o amigo, o colega de trabalho ao meu lado, o pobre que me visita, o estranho ao qual me aproximei. São esses que desafiam o meu compromisso diário, os meus afetos, os meus valores, a minha vida, a minha crença e o meu modo de ser. Somente eles me foram dados aqui e agora para amar, respeitar e conviver. O que ultrapassa isso é ilusão de ótica e fuga. Talvez esteja aí o sentido das palavras que São João sabiamente dirigiu aos seus contemporâneos ao desafiá-los ao amor real e concreto ao próximo quando diz: “Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê (João 4, 20). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

1 Setembro 2011:
Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram” (Alexander Graham Bell, cientista e inventor escocês, 1847-1922).
Os nossos passos marcam o nosso caminho. A palavra caminho traduz a ideia de uma via por onde se costuma passar. Ele pode ter sua existência física (rua, vereda, atalho etc.) ou espiritual (caminho que leva a Deus, caminho da perdição etc.). A experiência do caminho e do caminhar é muito pessoal e única. Ninguém caminha pelo outro e para o outro, somente com o outro. Ao caminhar é possível rever o caminho e mudar várias vezes o modo de caminhar; porém, alterar o caminho já trilhado é tarefa inútil. Feito o caminho o caminho é feito. Querer apagar as pegadas construídas só desfaz as marcas, nunca o andado. Por sua vez, o caminho que cada um se dispõe a trilhar é único e somente dele. Aventurar-se a andar no caminho que outros fizeram é uma desventura e perda de tempo para quem quer ousar o novo e o próprio. Só anda pelo caminho alheio quem deseja conhecer melhor a pegada do outro para com ela aprender a forjar o próprio estilo de caminhar. É assim que muitos atletas começam, ou seja, repetindo ou imitando o que outros já fizeram, depois seguem seu próprio estilo. Porém, quem ousa um caminho novo e um novo caminhar, precisa estar atento ao fundamental: abandonar a ideia do difícil, do longo e do pronto em relação ao caminho. O caminho se faz ao caminhar e ele só é difícil, longo e íngreme para muitos, porque desde o inécio já se está na tensão de querer estar no fim, de chegar logo, e com isso sua tenacidade se esvai. O verdadeiro caminho, no entanto, não está no fim, mas no caminhar de forma tenaz, confiante e cordial. Essa forma de caminhar deixa de ter o fim como meta e passa a ter o próprio modo de caminhar aqui e agora. Assim, cada vez de novo e sempre novo, libertando-se a cada passo da tentação de fugir das dificuldades e assumindo a realidade de modo fiel e perseverante assim como ela se mostra. Estar nesse empenho, “custe o que custar”, faz a pessoa encontrar sua forma de caminhar, traçar seu caminho como único e a estar nele de maneira jovial, livre e criativa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

31 Agosto 2011:
A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original” (Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
Quem ouve, “aprende”; quem pensa, “ilumina”. A mente de qualquer pessoa, assim como seus membros físicos, precisa continuamente de exercícios para ser ampliada. Esses exercícios podem ser feitos através de leituras, cálculos matemáticos, investigações que instigam a curiosidade, confrontos com outras áreas de conhecimento, diferente da própria, mas, sobretudo com o diálogo. O diálogo pode ser feito entre pessoas, mas pode ser feito também entre ideias e situações com as quais cada um se depara no dia-a-dia. Na contramão do diálogo, é muito comum ver pessoas fechadas nas próprias ideias, nas suas concepções da vida, de educação, de religião, de comportamentos e valores e até do que elas chamam de “verdade”. Amarradas e obcecadas pelo que julgam “certo e errado”, “justo e injusto”, “bom e mau”, elas evitam o confronto de ideias e quando são convidadas a emitir sua opinião em algum grupo ou reunião, o fazem “batendo o martelo” como palavra única e final. Gente assim dificilmente consegue escutar o que ultrapassa seu próprio campo de visão e compreensão. São inseguros em suas posições, estreitos na forma de ver e avaliar a opinião alheia, intolerantes para lidar com diferenças e resistentes em aceitar mudanças. É uma pena, porque quem age dessa maneira tem mente curta e visão embaçada das coisas. Por evitarem “massagear” (exercitar) a mente com as possibilidades infinitas que brotam do diálogo, atrofiam-na no curso da vida e se tornam pessoas de difícil acesso, bloqueadas e com dificuldade de perceber a “realidade” como ela realmente se mostra. Em geral falam e agem mais a partir de pressuposições e receitas mentais do que de ideias claras e convicções nascidas de um diálogo profundo com aqueles e com aquilo que se mostra a eles a cada diferente situação. Mente aberta pode experimentar infinitas possibilidades de compreensão das coisas e expandir-se sempre mais na direção do saber, pois sua elasticidade vai “do mais alto ao mais profundo”; “do largo ao comprido” e “do íntimo ao vasto”. Pessoas de mente larga, clara e aberta é que no mundo são chamadas de flexíveis, maduras, sensatas, próximas, simpáticas, criativas, sábias e de fácil acesso nos relacionamentos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

30 Agosto 2011:
Pelos ares do criado pode-se avaliar o patrão” (Philippe Néricault Destouches, ator francês, 1680-1754).
Antes de mandar, demonstre fazendo. De uns tempos para cá, é muito rotineiro escutar de autoridades, pais e educadores, certas afirmações de que para resolver os problemas da sociedade se tem que investir na educação das crianças, dos adolescentes e dos jovens. Em empresas e repartições públicas se fala muito do problema de falta de preparação e competência dos funcionários. Em tudo isso, jamais se questiona as autoridades, os mestres, pais, educadores e patrões. A culpa e o problema parecem estar sempre do lado oposto. E assim se cria todo um discurso e apologia de dar educação para as crianças como se elas fossem a causa do desequilíbrio dos pais. Ouve-se em tirar os adolescentes e jovens do mundo das drogas e da marginalidade como se eles amassem viver aí. Também falam em investir na competência e especialização dos funcionários como se eles fossem a causa da má administração e do fracasso das empresas. Na verdade, as crianças são em muitos casos o reflexo e o eco dos pais. Elas reproduzem o que ouviram, viram e experimentaram no convívio e aprendizado com eles. Adolescentes e jovens em muitas situações estão tentando fugir do vazio, da insegurança e da falta de sentido da vida que presenciaram junto aos adultos. O mundo das drogas, da bebida, das ruas e das más companhias, os tira por um momento desse mundo de pressão e ‘stress’ dos adultos e lhes dá, ao menos por algumas horas, a fugaz ilusão de liberdade, desafios, afeto, segurança e realização que tanto procuram. Os empregados, por sua vez, são o termômetro do patrão. Quando este é severo, orgulhoso, mandão, inseguro, incapaz de aceitar e ver os próprios erros, o clima da empresa e do ambiente de trabalho é sempre sombrio, pesado, negativo e os frutos da produção jamais corresponde ao esperado. Em nada resolve cobrar e investir na família, na escola, na empresa, na sociedade, ou em um mundo melhor, se aqueles que possuem a primeira e mais fundamental responsabilidade de serem melhores, se excluem ou se negam a entrar no processo de aprendizado, crescimento, mudança e formação. Quem lidera devia primeiro olhar para si e ver se o que exige dos outros também se aplica à sua própria pessoa, caso estivesse no lugar delas. Por isso, antes de querer melhorar e mudar os outros, deve ter já trilhado um grande caminho de melhoria e mudança pessoal. Se faltar esse critério anterior de investimento e avaliação pessoal, é inútil e infrutífero os pais quererem a mudança e melhoria dos filhos, os educadores dos educandos, os políticos do povo, os patrões dos empregados e os líderes dos liderados. É o mesmo que querer fazer passeatas pelas ruas com bandeiras da paz quando em seu ambiente são os maiores responsáveis pelos espetáculos de grosseria, agressividade, ‘bate-bocas’, pancadarias, desrespeito humano e violências de todos os estilos. Talvez aqui o mundo precise de novo e sempre de novo ouvir, prestar atenção e procurar imitar a atitude fundamental de Jesus de Nazaré, que sendo considerado como Senhor e mestre; colocou-se aos pés de Pedro para lavar seus pés e afirmou diante da falta de entendimento do discípulo: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo” (João 13, 8). Na lógica divina quem tem a maior responsabilidade é quem toma as iniciativas e procura por primeiro mostrar pelas atitudes como se faz e como deseja que sejam as coisas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

29 Agosto 2011:
Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio existem em qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?” (Fernando Pessoa, poeta e escritor português, 1888-1935).
Serei o que quiser se tiver atitude correta. O verbo intransitivo “agir” traduz a ideia de “atitude”, ação, providência, ou seja, descruzar os braços e fazer. Penso que são incontáveis as planos que se perderam por falta de ação. Quando a bola rola em direção ao gol, alguém tem que chutar, senão ela sai pela linha de fundo. Nós devemos ser este alguém que têm atitude e chuta em direção ao gol, se quisermos ver o gol feito e a partida ganha. Esperar que o outro faça em seu lugar é fugir da responsabilidade. O mundo está carente de pessoas de coragem que decidam com acerto. Muitas vezes a bola vem meio fora de ângulo, mas o bom artilheiro se esforça e aproveita para corrigir a trajetória e cabecear para o gol. É assim que se decide uma partida, com atitude, também é assim que se consegue êxito nas empreitadas da vida, com atitude, com ação. Faça e a coisa acontece, espere e nada sai feito. Tudo está diretamente ligado ao querer. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

26 Agosto 2011:
"Eu sou o único espectador desta rua; se eu deixar de ver, ela morrerá." (Jorge Luis Borges, escritor e poeta argentino, 1899-1986).
O homem é o único ser que pode ser espectador. Ser espectador significa no caso uma espécie de observador, um contemplador das coisas. Mas, esse observar e contemplar é diferente de ficar num ponto olhando outro ponto para tirar certas conclusões sobre ele. Observar, contemplar aqui tem o sentido de uma visão, um olhar aberto, profundo e penetrante que nos é presenteado quando estamos envolvidos “até o pescoço” com a “coisa” ela mesma. É como o peixe envolvido na água e que sente sua vibração, grandeza, pureza, graça e atingimento. Ele vive, respira, se move e faz qualquer coisa só a partir dela e com ela. Tudo nele é de certa forma, água. O que ele vê e experimenta é possibilitado pela força e presença da água. Ele, no caso, não vê água (assim como nós não vemos o ar, apenas sentimos quando nos damos conta), mas vê a partir dela e sob o embalo dela. Um espectador é alguém que vê também a partir de um olhar todo próprio que o atinge, o forma e transforma. Assim sendo, quem vê a rua nesse sentido, vê mais do que um caminho de pedra ou asfalto onde passam pessoas, carros, bicicletas e motos. Ele se vê na rua e a rua nele. Enxerga a rua como caminho e ele no caminho e como caminho. Ele passa por ela e ela se passa nele. Ela tem ligação com sua casa, seus genitores, seus filhos, sua esposa, seus animais de estimação, com a casa do vizinho, com os amigos que o visitam. Tem ligação com o cachorro “pestilento” deitado nas suas encostas; com o jardim florido e as árvores da calçada, com o comércio barulhento e as batucadas de noite adentro; com a sua cidade, seu país, com o mundo, a terra inteira, o céu e assim por diante. Essa rua é a sua rua. Ele pertence a ela e ela pertence a ele. Ela é o seu passado, seu presente e as promessas de seu futuro. É a história de sua história. É a sua poesia, sua alegria, suas idas e vindas, seus encontros e desencontros, seu trabalho suado e cansado, sua vida, seu destino, sua morte. Ela tem seu sentido de ser no brilho dos olhos do seu espectador de cada dia. Ele a vê e a contempla numa pertença tal que ela só pode ser vista por ele e por aquele que for pego pela presença de sua ausência e pela ausência de sua presença. Essa rua só existe porque ele a vê na sua ausência e presença, assim como todas as coisas só são vistas e só vivem no olhar daquele que é despertado gratuitamente para a ausência de uma presença e a presença de uma ausência de tudo que o cerca. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho!
Bom dia! (15 anos)

25 Agosto 2011:
A paz queremos com fervor. A guerra só nos causa dor. Porém, se a Pátria amada. For um dia ultrajada. Lutaremos sem temor” (canção do soldado).
A paz não é ausência de guerra, mas presença de amor’. Hoje no Brasil se comemora o dia do Soldado. Por princípio, o Soldado é alguém que se coloca a serviço da Pátria para defendê-la e dar paz a seus compatriotas. Esta ameaça é tanto externa como interna. Externa quando a soberania é ameaçada por potências ou grupos estrangeiros, interna quando grupos de orientação adversa tentam subverter a ordem a partir do território nacional. Sua maior glória é defender a Pátria amada, sua maior decepção é a injustiça. A ingratidão dói mais no Soldado que a ferida de uma batalha. A paz completa só existirá no dia em que tivermos consciência que acima de tudo somos irmãos e que apesar de alguns desentendimentos o amor deve prevalecer. O maior desafio é defender o povo que luta para sobreviver enfrentando todo tipo de adversidade, muitas vezes esquecido, mas mesmo assim acredita no Brasil, vibra com a camiseta verde amarela e sonha com um futuro melhor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

24 Agosto 2011:
Palavras amáveis abrirão uma porta de ferro” (Provérbio turco).
Pela palavra, Deus fez o céu e a terra. Porta de ferro é pesada, difícil de ser aberta, mas ela cede sua rigidez ao som de doces palavras. A palavra falada, gesticulada ou silenciada exerce um poder incrível de influência sobre a vida de qualquer ser humano. O que somos ou não somos hoje em dia se deve em muito à força de palavras que no passado, sob as suas mais variadas formas, nos foram dirigidas de maneira bendita ou maldita. Aquelas palavras que desde a infância nos foram ditas com doçura, respeito e amabilidade, tiveram a força de forjar em nós um caráter mais amável e um coração mais dócil, grandioso, generoso, tolerante e compreensivo para com as próprias falhas e os erros alheios. Foi as palavras bem ditas pelos genitores, amigos, parentes ou algum estranho qualquer que um dia cruzou nosso caminho, que nos deram os contornos mais sólidos e sadios de nossa personalidade. De certa forma, nos ajudaram e ajudam o mundo a se manter de pé em meio ao caos de valores que de tempos em tempos o assola. As palavras amáveis são como bálsamo e como anjos bons a nos curar as feridas e a nos acompanhar e reorientar a vida quando tudo ao nosso redor parece desmoronar e perder o sentido. Palavras amáveis guardadas na memória e no coração de homens e mulheres de todos os tempos é que abriram portas difíceis de relacionamentos entre elas e estabeleceram pontes onde antes era só abismo, orgulho e intolerância. Por sua vez, as palavras malditas também tiveram poder sobre as pessoas, só que exercendo nelas um efeito devastador. Geraram pessoas fechadas, negativas e oprimidas pelo próprio medo de sair de si e ousar qualquer iniciativa. Ao mesmo tempo, macularam suas mentes de um pessimismo inquebrantável na vida; deixaram seu ego em constante estado de defesa para com o próximo; provocaram um verdadeiro exorcismo à sua sensibilidade, tornando-as frias, indelicadas, amargas e vingativas. E desse modo, é muito comum nos darmos conta de que estamos em contínuo contato com pessoas que são frutos de tais palavras benditas ou malditas em sua história pessoal. O que colhemos ora implodindo ou explodindo no trânsito, no trabalho, entre os familiares ou mesmo em uma situação de desencontro, é apenas o eco mais visível dessa história de palavras incorporadas ou congeladas nas pessoas. Ora é o outro, ora somos nós mesmos a estar sob o efeito delas. No fundo, somos sempre uma palavra em formação, em ação e reação. Tomar consciência da palavra que um dia nos foi bendita ou maldita, refletir acerca da palavra que somos no momento e pensar na palavra que podemos ser no instante seguinte, representa uma forma inteligente e madura de construir a própria história. Deixar de lado aqueles abismos e lacunas de personalidade que no mundo da vida apenas destrói a nós mesmos e a tantos. Assim sendo, a palavra que pronunciamos a todo o momento como eco de nós mesmos, seja sempre boa e perfeita para que perfeito e bom seja aquele que a proclama. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

23 Agosto 2011:
As boas maneiras começam quando temos que compartilhar alguma coisa com boa vontade. Quando duas pessoas devem compartilhar um guarda chuva, (por exemplo) se não o tiverem, terão que compartilhar a chuva com todas as ricas possibilidades de humor e alegria” (Gilbert Keith Chesterton, escritor britânico, 1874-1936).
Quantas boas amizades tiveram início quando foi necessário compartilhar algo. Quando a vida nos impõe a necessidade de dividir, ela quebra a barreira da indiferença e nos faz abrir o coração deixando de lado nosso egoísmo. E se tivermos o espírito da alegria jovial, mesmo quando nada tivermos a compartilhar, nos colocaremos à disposição para ajudar naquilo que for preciso, sempre com bom humor e alegria. Quem sabe se o Criador nos colocou nesta situação para entendermos que compartilhando nossa boa vontade, poderíamos achar uma solução. Quando as dificuldades são vistas de outro prisma, de forma diferente e com bom humor, elas deixam de ser apavorantes e ganham soluções acessíveis. Se colocar a serviço, ser gentil, pensar primeiro no outro, são exercícios de boas maneiras que podemos praticar sempre. Assim as boas maneiras serão naturais em nosso comportamento e se tornarão as portas de entrada de boas amizades. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

22 Agosto 2011:
A consciência é a voz que, provindo de uma profundeza situada além da vontade e da razão próprias, clama pela unidade da existência humana consigo mesma”. (Dietrich Bonhoeffer, teólogo e pastor luterano alemão, morreu por ser da resistência antinazista, 1906-1945).
Os covardes seguem a voz da maioria, os heróis escutam a própria consciência. Diante de tantas questões que rotineiramente nos atingem e nos colocam contra a parede para dar respostas rápidas ou para tomar decisões importantes na vida, ficamos muitas vezes titubeantes e atolados no impasse sem saber que melhor rumo ou atitude tomar. Nessas horas quase sempre nos cercam as mais diversas vozes vindas do exterior a nos sugerir, impor ou dizer o que devemos ou não fazer. Embora nos encontremos rodeados dessas inumeráveis opiniões, conselhos e advertências, muitos até razoáveis e sensatos, jamais devemos abrir mão de ouvir a voz da própria consciência. Aliás, é sempre recomendável evitar agir contra a própria consciência, pois é ela que consegue identificar e apresentar à nossa razão, aos nossos sentidos e à nossa vontade, tudo o que constitui perigo ou ameaça ao nosso ser mais profundo. A consciência é uma espécie de sensor a dizer claramente se a unidade de nossa existência humana está se perdendo ou sendo conduzida ao precipício de uma tragédia por causa daquilo que encanta ou sugestiona nossas ações. Por isso, antes de dar ouvidos a quem quer que seja, é sempre bom escutar primeiro o que tem a dizer a voz da própria consciência e fazer de tudo para que ela jamais se corrompa. Uma consciência corrompida desintegra o ser humano e o torna submisso a toda sorte de influências. Façamos com que nossa consciência proteste a todo instante contra aquelas ações que ousam sacrificar nossa integridade física, moral, psicológica e, acima de tudo, espiritual. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

19 Agosto 2011:
Vede como é bom e agradável
que os irmãos vivam unidos! É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes. É como o orvalho do monte Hermon, que escorre sobre as montanhas de Sião. É ali que o SENHOR dá a sua bênção, a vida para sempre”. (Salmo 132 do texto grego ou 133 do texto hebraico).
A união em paz é uma bênção. Dentro da espiritualidade Cristã é muito importante compreender que unidade e acima de tudo, o amor, são realidades que procedem de Deus. São duas dimensões que nascem do alto do céu, do coração divino, jamais dos homens ou da terra. O homem e a terra, no caso, são o lugar do acolhimento ou da rejeição dessas realidades. Por sua vez é Deus quem ama por primeiro e derrama esse amor sobre a humanidade em forma de vida e de bênção eterna. Esse amor é Deus mesmo enquanto Pai, Filho e Espírito (de modo especial, o Amor de Deus é o Filho Jesus Cristo encarnado). E a forma de infusão desse amor no ser humano acontece à maneira como descreve o salmo 132 (texto grego) (no texto hebraico 133). É derramado como um óleo perfumado na cabeça do homem. A cabeça no caso é a mente, a inteligência, a sabedoria humana como espaço de entendimento e compreensão das verdades divinas. A trindade santa é a verdadeira mente do homem e é na sua inteligência que ela atua para inspirar e se comunicar. É na cabeça, também, que está a presença dos sentidos que nos permitem captar, entender e expressar o que Deus nos comunica. A barba, por outro lado, é uma espécie de véu que protege o rosto. O véu é para ser revelado, mas revelar não é retirar o véu e, sim, deixar ver o véu como véu. É cuidar para que o que se esconde no véu seja visto como ele é, jamais como se quer, imagina ou impõe. O amor divino precisa ser protegido e mostrado como ele é na sua verdade, nunca como os homens desejam, põem ou impõem na suas diferentes formas de relacionamento. Esse amor ao passar pelo véu da barba desce pelo pescoço (a fé), passagem do sopro do espírito que vem da cabeça, e se espalha como um perfume agradável pela orla das vestes da pessoa. A veste é a nossa natureza humana com tudo que ela é e tem. Porém, é a natureza humana que recebe os dons do espírito e os transforma em virtudes a proteger, cuidar e guardar a pessoa em todos os seus passos nesse mundo. Lá onde alguém recebeu essa unção do espírito de amor e se mantém nele custe o que custar, ali há paz e unidade dentro e fora dela. Ao mesmo tempo, onde esse amor é acolhido e amado, é agradável se viver juntos, unidos, e as bênçãos divinas, assim como um óleo liso, vigoroso e perfumado, escorre em abundância para aquela pessoa e contagia todos que a rodeiam, tornando ela e os que dela se aproximam gente boa, forte, livre e cheia de vida. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

18 Agosto 2011:
De nada serve o correr; o que convém é partir a tempo” (Jean de La Fontaine, poeta e fabulista francês, 1621-1695).
Na cadência do tempo, tudo tem seu tempo. Em certas situações, correr é necessário e urgente. Em outras é só pressa e afobação desnecessárias. Como distinguir cada uma delas nas diversas situações pelas quais passamos? É difícil dizer, mas se o que desejamos fazer é de fato importante, então o “truque” é partir a tempo (com antecedência). Por exemplo, se é um encontro com a pessoa amada, uma consulta médica ou um compromisso inadiável, então é bom partir a tempo para evitar a correria de última hora, os “atropelamentos” e o atraso. Mas, se negligenciamos o horário de chegada para a prova de um concurso, correr contra o tempo depois que os portões foram fechados, é inútil e pouco inteligente. Assim sendo, certas correrias na vida se tornam sem importância se o que queremos é apenas tentar salvar o que já é fato consumado. O bom mesmo é se antecipar sempre para, como diz o mineiro, “Não perder o trem”. Isso vale para tudo na vida, especialmente para os relacionamentos: uma carta, um escrito, uma palavra, um gesto, um “toque”. Nesses e em outros casos, partir a tempo, antecipar-se, é adiantar-se no tempo e “adiantar” o tempo para evitar perder o que jamais retorna; as oportunidades que ele oferece. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

17 Agosto 2011:
Quando o homem não se encontra a si mesmo, não encontra nada” (Johann Wolfgang Von Goethe, escritor e filósofo alemão, 1749-1832).
Encontrar-se supõe já achar-se perdido. Perdido está quem se afastou de sua origem, das suas raízes, da sua identidade mais profunda e desconhece em princípio o caminho de volta. Porém, voltar às origens, à identidade mais profunda de si mesmo, jamais é um voltar ao passado para recuperar antigos costumes de humanidade ou comportamentos e valores éticos adormecidos. Voltar ao passado, no caso, é retornar ao que nunca passa, ao que sempre de novo e de modo novo nos forma e transforma. É redirecionar-se ao que nos constitui como pessoa e que nada nesse mundo tem o poder de nos tirar, pois permanece em nós, mesmo em meio às nossas manchas e misérias. Trata-se de voltar a sermos nós mesmos e fazer essa volta é um trabalho de conversão. E conversão no caso é um processo de inversão e reversão de tudo o que temos e somos no momento. Isso está longe de ser simplesmente uma mera rejeição e ojeriza ao mundo, às coisas, às pessoas, aos costumes e valores e até a nós mesmos. Implica, sim, em um mergulho e abraço cordial, puro, aberto e real às fontes de nosso ser. As fontes ou a fonte de nosso ser não é um “onde” ou um “quê” que já sabemos para onde ir e o que fazer, mas é um abismo de possibilidades que se abre em nós e diante de nós a partir do momento em que nos lançamos na grande aventura de ter que ser e de nos responsabilizarmos por nós mesmos com tudo o que temos e somos neste mundo. Quem foge dessa tarefa e confronto nada encontra. Quem se dispõe a essa “via-gem” sem fim determinado de antemão, se encontra e encontra junto todo o resto que procura. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

16 Agosto 2011:
A filosofia implica um jogo livre no pensamento, é um ato criador que dissolve as ideologias” (Martin Heidegger, filósofo alemão, 1889-1976).
“O que não se usa, atrofia-se”. Assim afirma o jargão popular. Isso vale para quase tudo, desde as ferramentas, peças mecânicas e utensílios até as partes de nosso corpo; mas, também para a filosofia no reino do pensamento. Ela precisa de contínuo exercício na mente para se manter livre e viva no confronto com as mais diversas questões e ideologias. Sem esse treino e confronto diário, facilmente ela cai em dogmatismos, fundamentalismos, ingenuidade acadêmica e em construções de sistemas de saber muito lógicos e coerentes, mas distantes da verdade do pensamento mais radical das coisas. A filosofia enquanto tal jamais abandona o confronto com as questões da vida e com as mais diversas ideologias que dividem os homens. Ela apenas suspende provisoriamente o uso e abuso inadequado de cada uma delas para ficar à espera do inesperado da confrontação. Desta forma, no momento devido da revelação da verdade do que está em jogo, dissolver os torrões dos pré-conceitos e afirmações apressadas das coisas para reconduzir tudo, através de um ato criador, ao seu sentido mais original e originário. Onde tem esse modo livre de se exercitar e atuar no pensamento, bem como essa maneira criativa de lidar com as ideologias, ali existe filósofos de peso e, mais ainda, pensadores dignos que sustentam a humanidade nos seus momentos de escuridão e aridez. Exercite seu pensamento. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

15 Agosto 2011:
Ave (Maria), cheia de graça, o Senhor é contigo ... porque a Deus nenhuma coisa é impossível” (Evangelho de Lucas, capítulo 1, versículos 29 e 37).
Para quem tem fé o impossível não existe. Contrariando toda a lógica, os feitos Divinos são manifestados à humanidade de maneira que não haja dúvida que são obras Divinas; parece que quanto mais impossível, mas a força de Deus se manifesta. Isabel (mãe de João Batista) era estéril e de idade avançada; se ela fosse se consultar com um médico obstetra ele diria que jamais ela seria mãe, pois logicamente sua saúde, sua idade, nada era favorável. Mas, é justamente nela que Deus manifesta seu poder e ela foi a mãe daquele que foi o precursor de Jesus. Maria, praticamente uma menina moça, entre tantas de sua raça, talvez a mais simples, e justamente ela, sem expressão, que Deus escolhe para ser a mãe de Jesus, o nosso Salvador. Tudo isso demonstra que nada é impossível para Deus e, como diz São Paulo “Deus escolhe os fracos para confundir os fortes”. Assim, mesmo que tudo diga que “não vai dar”, se Deus quiser, vai acontecer, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível”; por isso, tenha confiança. Há uma tradição que Maria (mãe de Jesus) tenha deixado sua vida terrena no dia 15 de agosto do ano 42. Esta tradição é bom forte no oriente, entre vários segmentos ortodoxos e cristãos. No Brasil é feriado em várias cidades, homenageando a Mãe de Jesus. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

12 Agosto 2011:
A constância é o complemento indispensável de todas as virtudes humanas” (Giuseppe Mazzini, político italiano, 1805-1872).
A constância eleva a pessoa humana. A palavra “constância” traduz a ideia de firmeza, persistência, ou seja, o mesmo desejo, a mesma disposição do espírito, nas mesmas tensões. A figura que me vem à mente de “constância” é uma cachoeira, que nos encanta com a beleza de sua queda d’água que aparentemente é sempre a mesma, mas olhando atentamente, cada feixe de água nunca é igual o seu antecessor, pois tem seu próprio encanto. E assim passamos o tempo a contemplá-la sem nos cansar, pois ela se renova a cada instante. Talvez por isso que a virtude da constância torna-se o complemento de todas as outras virtudes, isto é, ao nos ensinar que podemos nos manter em nossos bons propósitos e ao mesmo tempo nos renovar a cada instante, ela desperta nossa jovialidade na alegria de viver. Quem muda constantemente de atitudes é como a água que sai da mangueira, molha ora aqui, ora acolá, mas seu feixe d’água é direcionado pela vontade de quem a segura, de quem comanda, tão logo termine, sua água é desligada. Todas as vezes que temos bons propósitos, logo aparecem muitas distrações para desviar nossa atenção; mas, se formos firmes em nossos objetivos, constantes nesta busca, ganhamos força como a das cataratas que a todos encanta. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia!
(15 anos)

11 Agosto 2011:
Jesus é o esplendor da glória eterna, o brilho da luz perpétua e o espelho sem mancha. Olhe dentro desse espelho todos os dias” (Santa Clara de Assis, mística medieval italiana, 1193-1253).
“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes”. Quem tem como modelo o próprio Cristo, caminha em santidade. Hoje é comemorado o dia de Santa Clara, padroeira da televisão. Seu nome tem origem em uma revelação de sua devota mãe que “sua filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade”. Torna-se padroeira da televisão, pois foi comprovado por duas vezes que ela pode assistir cerimônias que aconteciam em outro lugar distante como se fossem imagens projetadas na parede do convento. Um fato marcante em sua vida ocorreu no ano de 1240, quando o exército mulçumano estava invadindo a Itália, devastando e saqueando as cidades. Ao se aproximarem do convento onde morava Santa Clara e as irmãs em Assis, ela que estava enferma, levanta-se e pega o ostensório (peça na qual se expõe o Santíssimo Sacramento), abre a janela e apresenta aos invasores. Narram que parecia brilhar como um sol muito forte, e todos estes correram apavorados. Este episódio ficou conhecido como o "milagre do sol". Deus em sua bondade concedeu que o seu corpo permanecesse incorrupto, ele está como se ela estivesse dormindo em uma urna de vidro. Pode ser visitado na cidade de Assis. Este convite para olharmos neste espelho de perfeição, que é o próprio Cristo, nos é feito hoje e todos os dias por Santa Clara. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

10 Agosto 2011:
O requisito de sucesso está na rapidez das decisões” (Sir Francis Bacon, filósofo e estadista britânico, 1561-1626).
A decisão abre caminho para a solução. Se um marinheiro fica esperando as condições imaginadas ideais para ir pescar, pode nunca sair do porto, pois cada dia tem sua própria característica. Ele parte para a pesca e demonstra sua habilidade em saber sair das adversidades quando elas surgem. Da mesma forma, nas decisões humanas, devemos priorizar as soluções dos problemas com agilidade e deixar para o devido tempo os ajustes necessários. A coragem em decidir revela o bom líder, ou seja, ele sabe da importância de consultar outras opiniões, mas sabe também que elas são apenas consultivas, a decisão é sua. Levante a “âncora” que ainda prende sua “embarcação” e enfrente as adversidades com coragem, pois elas se tornam pequenas quando confrontadas por quem tem coragem de decidir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

9 Agosto 2011:
Os preguiçosos sempre falam do que pensam em fazer, do que farão; os que realmente fazem algo não têm tempo de falar nem do que fazem” (Johann Wolfgang Goethe, poeta e dramaturgo alemão, 1749-1832).
Quem quer, faz; quem não quer, fica conversando. Uma das características do preguiçoso é falar muito e com riquezas de detalhes do que pretendem fazer tão logo tenham tudo à mão. Como nunca se dispõem a buscar o necessário, continuam a tagarelar enquanto tiverem plateia, sem tempo para fazer. Seus fracassos têm sempre alguém culpado, mas nunca ele próprio. E assim passa o tempo para quem tem preguiça. Quem realmente faz; tão logo se depara com o desafio, sem alarido, imediatamente “arregaça as mangas” e sem perda de tempo, trabalha na solução. Todo trabalho têm desafios a serem superados por quem se dispõe a fazer e são eles que despertam a imaginação criativa e a alegria do trabalhador. Quem encara assim seu trabalho ele o realiza. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

8 Agosto 2011:
Se queres conhecer, observa a conduta dos demais. Se queres compreender os demais, olha o teu próprio coração” (Johann Christoph Friedrich Von Schiller, poeta e dramaturgo alemão, 1759-1805).
Quem busca compreender se compromete. A palavra “conhecer” vem do latim “cognosco” significando saber, ter noção, ou seja, um saber superficial a partir das aparências, do que transparece. Já a palavra “compreender” significa “abraçar com inteligência”, entender as razões mais profundas. Desta forma ao observar um transeunte que manca (por exemplo), quem julga conhecer vai classificá-lo como uma pessoa com deficiência no andar, quem busca compreender vai buscar as causas e retirar o “espinho” que o incomoda (se for o caso). Assim, é o amor com que observamos nossos “irmãos” que fará diferença em nossa conduta para com eles. Quem ama vai além das aparências e sem julgar, entende suas razões mais profundas, e procura orientar e ajudar no que pode. Mas, para isso é preciso ter um coração paciente, generoso, enfim, cheio de amor. Coração assim é cultivado todos os dias pela oração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

5 Agosto 2011:
Quando os abusos são acolhidos com submissão, logo são convertidos em lei pela força usurpadora” (Lamoignan Guillaume de Malesherbes, político francês, 1721-1794).
Para ser ouvido é preciso “falar” (agir, se manifestar). A palavra “abuso” define o mau uso, desmando; uso excessivo, desregramento, ou seja, o que vai além do permitido. Em todos os níveis sociais, como em todas as culturas conhecemos casos de abusos, principalmente praticados por quem tem o poder da força, ou da autoridade. Começa nos lares, entre pais e filhos, nas escolas, nas empresas, nas ruas. Sempre há alguém indo além do permitido e muitas vezes praticando contra pessoas indefesas sua força desmedida, ou sua ação escandalosa. Quanto mais agem impunemente, mais se acham no direito de fazê-lo. Chega ao ponto de se ofenderem se alguém for contra suas ações. Daí nascem tiranos, criminosos, políticos corruptos, patrões carrascos, pais sem amor. É esperar em vão uma mudança de atitude por conta própria. Algo tem que ser feito para mudar este quadro. Como os gravetos que sozinhos são facilmente quebrados, mas em grupo ganham força, assim também os que estão sofrendo de ações abusivas devem se unir para ganharem força diante do mal que os aflige. Enquanto permanecerem calados ninguém notará sua aflição, mas quando sua voz se fizer ouvir, outras vozes se unirão em sua defesa. Quem quer faz e não fica esperando que outros façam. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

4 Agosto 2011:
Quando todos os dias são iguais é porque o homem não foi capaz de perceber as coisas boas que entram em sua vida cada vez que o sol cruza o céu”(Paulo Coelho, escritor brasileiro, nasceu em 24 de agosto de 1947).
Cada dia tem sua magia. Quando a pessoa descobre que a grande maioria dos acontecimentos diários são frutos de seu desejo mais profundo, ela começa a perceber e a desejar o belo e bom a cada dia. Como uma luz que ilumina um quarto escuro, logo que se abre uma janela, assim sente sua vida se transformar. O que a aborrecia perde a força ameaçadora por se enquadrar na categoria de problemas a serem resolvidos em seu devido tempo. Percebe que a alegria abre caminhos enquanto a tristeza fecha portas. Desta forma de ver a vida, descobre que cada dia é diferente, o frio, as pessoas, os veículos, o transito, têm a “cara” que lhe damos, ou seja, com os olhos alegres, tudo revela beleza, com os olhos tristes e pesados, tudo é um estorvo. Depende de nós vermos a beleza do dia. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

3 Agosto 2011:
A gratidão, como certas flores, não floresce nas alturas; mas, no chão da terra boa dos humildes” (José Martí, escritor e político cubano, 1853-1895).
Gratidão é agradecimento, reconhecimento. Quem se sente nas alturas, poderoso, orgulhoso, dificilmente terá uma atitude de gratidão. Gratidão é próprio dos humildes. A palavra humilde lembra “humus” (terra fértil), chão, do qual nascem todas as plantas, quase sempre esquecida, mas sempre útil. Estes, sim, conhecem o conceito de gratidão, pois aprenderam a ver o mundo debaixo, das raízes, onde sempre acontece um milagre oculto abaixo da terra, da transformação de humus em nutrientes para as plantas. Sabem que com as pessoas acontece algo semelhante, ou seja, quanto mais perto do chão, curvadas pela oração, é que Deus nutre nossos corações, pois eles estão abertos para este milagre. Esperar gratidão de orgulhosos é muito difícil, pois seus corações estão fechados pela auto-suficiência. Assim, como é difícil vê-los em atitude de reconhecimento do amor de Deus na vida deles. Temos que criar espaço em nossa vida para que Deus possa agir. Aqui vale lembrar o ensinamento de Jesus (Mt 23, 12): “quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

2 Agosto 2011:
Pais que levam o filho para a Igreja, não vão buscá-lo na cadeia” (Palestra ministrada pelo médico psiquiatra e escritor Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/08).
“Quem ama, educa” (I.T.). Levar o filho à Igreja é muito mais que se deslocar até uma edificação denominada igreja e lá deixar seu filho para que tome conhecimento de seus ensinamentos. Levar o filho à Igreja é ser para seu filho um exemplo de vivência religiosa em casa, no trabalho e até na Igreja. Esta vivência se traduz em amor a Deus e ao próximo. No tempo devido, seu filho, sem perceber, já aprendeu que somos filhos do Pai Eterno que ama a todos carinhosamente; sabe agradecer pelo alimento e a orar pelos que passam fome; reconhece no próximo um irmão a quem devemos amar; aprende a repartir. Levar à Igreja é caminhar junto sem empurrar nem arrastar, onde o carinho fala mais alto. Deixar para que com o tempo ele aprenda sozinho o caminho da Igreja é fugir da responsabilidade de orientar o que faz com que outros assumam este papel em seu lugar, apontando muitas vezes sendas perversas. Muitas delas têm como fim o presídio ou a morte. Deus lhe confiou um tesouro que é a educação de seu filho; assuma com amor esta responsabilidade, antes que outros a roubem de você. A Igreja começa na família. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

1 Agosto 2011:
Aqueles que são capazes de renunciar à liberdade essencial a troco de uma segurança transitória, não são merecedores nem da liberdade e nem da segurança” (Benjamin Franklin, cientista e estadista americano, 1706-1790).
Ser livre é ser capaz de viver em sociedade respeitando e sendo respeitado em sua essência. Existem três tipos de liberdades essenciais: a econômica, a cultural e a de organização social. Por econômica, se entende que o homem tenha seu sustento material sem ser escravo de preocupações e consiga ter um tempo para apreciar o que existe de belo e amplo em seu habitat. Por cultural, compreende-se a capacidade do homem desenvolver seu senso crítico e criador sem ser molestado. Por liberdade de organização social, se entende a inserção em seu meio cultural com plena capacidade participativa. Todas essas liberdades só têm sentido quando forem participativas, ou seja, quando todos se sintirem irmãos no respeito mútuo. Só que nem todos pensam assim. Com medo de lutar por sua liberdade, preferem a proteção de quem explora, em troca de uma “delação premiada”. E assim a humanidade caminha em uma eterna luta entre os que têm e querem mais e os que amam sua liberdade e de seus iguais. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

29 Julho 2011:
É duro cair, porém é muito pior nem ter tentado subir” (Theodore Roosevelt, estadista americano, 1858-1919).
As quedas são instrumentos de aperfeiçoamento dos que realizam. Uma pedra seguramente assentada em um terreno plano nunca cai, e ali permanece para sempre. Se encararmos as quedas como algo normal de quem se esforça, ela deixa de ter uma conotação negativa de fracasso e passa a ser uma mestra que aponta as falhas das tentativas. Na medida em que corrigimos nossas falhas, o nosso esforço ganha desenvoltura e nosso trabalho caminha com mais segurança. Mesmo no campo moral e espiritual devemos estar atentos para evitar as quedas; mas, se elas ocorrerem, devemos ter a humildade de reconhecê-las e a coragem de reparar e seguir em frente. São Paulo, sabendo das fraquezas humanas adverte os cristãos da cidade de Corinto: “aquele que pensa que está de pé (seguro de si, confiante) é melhor ter cuidado para não cair” (1 Coríntios 10,12). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

28 Julho 2011:
Existem três tipos de ignorância: não saber o que deveria saber, saber mal o que se sabe e saber o que não deveria saber” (François de la Rochefoucauld, escritor francês, 1613-1680).
O saber se revela a quem busca. A palavra “saber” traduz a ideia de possuir conhecimento. Já a palavra “ignorância” traz a ideia da falta de conhecimento, que ignora. A natureza dotou as crianças de até três anos com a capacidade de adquirir conhecimento oitenta por cento a mais que os adultos. Logo, nós adquirimos nosso conhecimento em contato com o mundo que nos cerca. Em um primeiro momento são as pessoas de nosso convívio que nos fornecem esta fonte; logo depois, ele depende de nosso esforço pessoal. A primeira atitude para aprender é reconhecer-se ignorante, ou seja, ter consciência que ainda temos muito para aprender, e que ele só chega com muito esforço pessoal. Conhecimento superficial pode levar a atitudes agressivas, quando se sentir ameaçado o seu “reinado”. Talvez por isso que chamamos ignorante a quem agride sem conhecimento de causa. À medida que “escavamos” na busca do saber, ele vai se revelando, como se ele nos escolhesse em função de nosso esforço. Quem ensina aprende, quem busca sempre encontra. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

27 Julho 2011:
As pessoas de hoje trocaram o verdadeiro mestre por ídolos de várias espécies ocultos atrás de uma tela, ou em amuletos. Deus foi esquecido, pois para muitos estar diante da televisão é mais importante que um momento de oração” (Fr. José Rodríguez Carballo, Ofm, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, franciscanos).
A oração abre as portas do céu. O homem transcende os animais por ser também espiritual em sua natureza. Conforme a cultura, histórias de heróis (ou mestres) são contadas para servirem de modelo à juventude na busca de perfeição. Em nossa cultura, o grande mestre é Jesus Cristo. Mesmo sendo filho do Pai Eterno, passava longas horas em oração nesta integração Pai e Filho. Ele nos ensinou a rezar o Pai Nosso, mostrando que somos todos irmãos. Pediu que fizéssemos o mesmo, ou seja, que tivéssemos na oração nosso acesso ao Pai que tanto nos ama. Mas, temos muitas distrações para ocupar nosso tempo; é o celular, são as mensagens, nossos compromissos, a novela, um encontro, e já falta tempo para Deus. Muitos se justificam dizendo que seu trabalho já é uma oração e assim fogem de ficar diante de Deus. Até quem se diz religioso está sem tempo para sua oração pessoal. Com isso outros ídolos estão servindo de modelo e o mundo está carente de orientação. Arranje um tempo para sua oração e você verá que paz ela trará a seu coração. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

26 Julho 2011:
Tudo está perdido quando os maus servem de exemplo e os bons de zombaria” (Demócrito de Abdera, filósofo grego, 460-370 a.C.).
Sem orientação a embarcação se perde em alto mar. A morte de uma jovem inglesa (Amy Winehouse) levou muitos pais a se questionarem sobre tudo o que está servindo de exemplo para seus filhos e como os jovens de hoje são arrastados para este mundo perverso das drogas. Aquilo que deveria ser combatido é o que mais atrai enquanto que bons exemplos são desprezados. Embora pareça um problema novo, sempre a juventude foi atraída pela novidade, pelo desafio e pelas aventuras. Esta força é característica da idade. Cabe aos mais velhos dar condições sadias e propiciar desafios inteligentes para que a juventude seja bem formada. Na falta de bons exemplos e de estímulos favoráveis, as drogas chegam para preencher este vazio, criando um mundo de ilusões e de satisfações imediatas que arrasam tão logo acabe seu efeito alucinógeno. Como movimenta muito dinheiro, muitos dos que deveriam combatê-las acabam se beneficiando e assim a juventude continua sem orientação adequada ou sem uma forma inteligente de canalizar sua energia criativa. A solução está longe das prisões e muito perto de nós, em nossos lares, ou seja, no aproveitamento da força criativa dos jovens na construção de algo novo, ou na reformulação das coisas velhas para dar sentido a suas vidas. Eles precisam de bons exemplos e de desafios inteligentes. Ficar esperando que o governo ou algum “super poder” venha salvar é esperar em vão; nós é que devemos repensar no exemplo que estamos dando e de como acompanhamos os passos dos jovens quando eles estão vacilantes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

25 Julho 2011:
Não temas a prisão, nem a pobreza, nem a morte. Temas o medo” (Giacomo Leopardi, poeta e erudito italiano, 1783-1837).
O medo faz das sombras inimigos ameaçadores. Muitas histórias de fantasmas ou de bicho papão eram contadas às crianças para despertar o medo e assim ter o controle sobre suas ações, evitando que saíssem à noite, por exemplo. O medo é até certo ponto um instrumento de defesa, pois nos faz redobrar os cuidados diante de uma situação de perigo. Mas, ele também pode paralisar nossas ações, impedindo nossa defesa. O medo deve ser domado como se doma um animal de montaria, para que tenhamos o controle diante de qualquer situação, com nossa criatividade. Há pessoas cujo medo é tão forte que as paralisam até mesmo diante de uma agulha de injeção. Neste caso o medo atrapalha até sua saúde. Existem outras ameaças que devemos temer, são as que destroem os princípios do bem e da decência em nossas vidas, que estão em todas as partes disfarçadas de modernidade. Sobre elas Jesus nos ensinou em Mt 10, 28: “não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma, temei antes aqueles que podem fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

22 Julho 2011:
Até mesmo o Olimpo é deserto sem amor” (Bernd Heinrich Wilhelm Von Kleist, advogado, filósofo e escritor alemão, 1777-1811).
O amor ser revela no coração. A mitologia grega tinha o monte Olimpo como a morada dos doze deuses; logo, seria um lugar perfeito com mansão de cristais e tudo de bom que se possa imaginar. O autor adverte que sem amor nem mesmo o mais perfeito dos lugares teria sentido. Tudo o que é material perde seu encanto quando falta o amor, pois é o amor que dá sentido à nossa existência. Ele foge das explicações racionais do intelecto para abrigar-se no aconchego do coração. Na busca de compreender este sentimento, os significados se desdobram abordando apenas alguns de seus aspectos deixando algo grandioso ainda sem explicação. A expressão “eu te amo” tão comum e muitas vezes dita sem pensar, só poderia ser dita se traduzisse verdadeiramente o mais profundo sentimento de apreço e carinho. O amor nos une e é o único caminho para as mansões celestes. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

21 Julho 2011:
Os amigos que você tem cuja amizade já foi testada, prende-os à tua alma com ganchos de aço” (William Shakespeare, escritor britânico, 1564-1616).
Ter amigo implica em ser amigo. Em algumas regiões do interior do Brasil, há um dito popular que diz que só podemos chamar de amigo depois de comer um saco de sal juntos. Sal é algo que se come aos poucos com a comida, senão faz muito mal ao organismo. Logo, a amizade vai se revelando aos poucos, com a convivência, com a ajuda mútua, se fazendo presente, mas mesmo distante, é como se sempre estivesse ao lado. Como diz o texto sagrado, quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro. Amizade assim deve ser preservada, com ganchos de aço, que nunca se quebram e cuja resistência é capaz de arrastar de uma situação difícil. Entre amigos, até o silêncio tem importância, pois as almas conversam sem precisar de palavras. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

20 Julho 2011:
Não se preocupe, faça três refeições por dia, faça suas preces diárias, seja cortês com seus credores, mantenha uma boa digestão, exercite-se e prossiga com leveza e calma” (Abraham Lincoln, político americano, 1809-1865).
Imponha um ritmo saudável em sua vida. Em uma narração quase didática, o início do livro sagrado descreve a criação do mundo como sendo feita em seis dias e no sétimo uma parada para o descanso. Dentre outros ensinamentos, ele nos mostra a necessidade de termos ordem e cadência em nossos afazeres, bem como um tempo para repor as energias gastas, com um bom repouso. O ritmo da vida moderna nos faz esquecer de tudo isso, impondo um acelerado processo em nossos afazeres levando ao surgimento de tantos males ao organismo. Como se fosse uma corrida de obstáculos sem descanso, onde os que tombam são deixados para trás. Temos que dar tempo ao tempo, ou seja, ter a consciência que tudo é importante, então cada um terá seu tempo propício para que tudo seja bem feito. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

19 Julho 2011:
Permita-me, Senhor, que eu não busque tanto ser compreendido quanto compreender” (São Francisco de Assis, místico medieval, 1181-1226).
Quem ama, acolhe. Desde cedo pela manhã nos arrumamos, vamos ao trabalho ou escola, pois fazemos parte deste mundo onde estamos inseridos. Cada detalhe em nossa indumentária é posto com todo o cuidado, bem como a forma como arrumamos o cabelo etc. Também nossa forma de falar e agir refletem quem somos e como queremos ser compreendidos. Esperamos sem querer esta compreensão em tudo que fazemos. Mas, quantas vezes tomamos a iniciativa e procuramos compreender os outros, acolhendo suas necessidades, ou mesmo oferecendo nosso apoio, sem prévio pedido de ajuda? Entre colegas e conhecidos, de certa forma fazemos sem muito embaraço, mas quando se trata de pessoas mais humildes, que não terão como retribuir? É nestas situações que demonstramos nosso amor a Deus, amando e acolhendo quem precisa de nós. Nem precisamos sair desesperados em busca de alguém para oferecer nossa compreensão; é só abrirmos a sensibilidade de nosso coração e perceberemos que muitas vezes está ao nosso lado, sem reclamar, quem precisa de nossa atenção, mas nossos olhos estão distantes. (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

18 Julho 2011:
Não podemos resolver os problemas pensando da mesma forma de quando os criamos” (Albert Einstein, cientista alemão, 1879-1955).
O pensamento é como a bússola que nos ajuda a encontrar o caminho. Problema é a princípio algo de difícil solução. Raramente pensamos que nossas ações poderão nos trazer problemas, ao contrário, sempre imaginamos que isso pode acontecer com os outros, jamais comigo. Por pensar assim, negligenciamos em muitos pontos a nossa defesa, esquecendo de colocar o cinto de segurança, de fechar a porta, de sair na hora certa, de arriscar em uma situação perigosa etc. São apenas alguns exemplos. Quando a situação já é um problema, insistir no erro, ou negar nossa culpa, ou querer transferir a responsabilidade para outro, são atitudes desonestas que só agravam mais o quadro. A atitude correta é mudar nossa forma de pensar para encontrar a solução, ou seja, se foi uma brincadeira que me gerou problema, agora acabou a brincadeira, temos que agir como adultos primeiro analisando sua extensão e depois identificando e corrigindo as falhas com inteligência. Se a situação é irreversível, cabe reparar os danos e tomar atitudes que evitem que isso se repita. Nesta mudança de pensar, surgem novas soluções (Mt 25, 45). (Reflexão feita por Jose Irineu Nenevê). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

15 Julho 2011:
Quem trama desventuras para os outros, estende armadilhas para si mesmo” (Esopo, fabulista grego, sec. VII a.C.).
‘Por mais escondido que esteja, um dia se revelará’ (Lc 12, 2). A terra por ser esférica, faz com que os caminhos em sua superfície retornem ao ponto de origem. Esta constatação se reflete também no comportamento humano, ou seja, por mais que você se afaste de algo feito “aqui”, um dia você retornará a esse ponto. Logo, sempre faça o bem, seja bondoso, acolhedor, evite a maldade, a desonestidade, respeite a todos, valorize os humildes, para que em seu retorno você encontre boa acolhida. Quem procura se beneficiar a custa de atos desonestos vai sobrecarregando sua “aljava” de “provas ocultas” contra si mesmo, que um dia se romperá, revelando toda sua maldade. Por conhecer a desonestidade de muitos, o próprio Jesus vem em defesa dos humildes e marginalizados, dos aflitos e desprezados, enfim, dos menores da sociedade, tomando o seu lugar, quando afirma: “Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a mim que o fazeis” (Mt 25, 45). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

14 Julho 2011:
Deus não manda coisas impossíveis, apenas que, ao mandar o que manda; convida-te a fazer o que podes e a pedir o que não podes e te ajudará para que possas” (Aurélio Agostinho, bispo de Hipona, filósofo, teólogo e doutor da Igreja, 354-430).
As portas se abrem para quem gira a maçaneta. É mais confortável ficar dormindo até ao meio dia e encontrar o almoço pronto do que acordar cedo, vencendo o aconchego do leito, fazer a higiene matinal, tomar o café, e sair para mais um dia de labuta. Tudo o que é difícil exige empenho. É vencendo nosso comodismo que poderemos realizar grandes obras. A frase de Santo Agostinho em outras palavras quer dizer, peça ajuda de Deus, mas faça sua parte para que Ele possa te ajudar. Para que o agricultor tenha uma boa colheita, muito antes ele deve fazer sua parte, ou seja, limpar o terreno, adubar, plantar, cuidar para depois colher. Somos “agricultores” de nossos deveres, os resultados serão consequência de nosso empenho. Deus sempre nos ouve, apenas espera que demonstremos com nossas atitudes que estamos lutando pelo que desejamos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

13 Julho 2011:
Se eu a formulasse, minha definição de obra de arte seria: ‘Uma obra de arte é um ângulo da criação vista através de um temperamento’” (Émile Zola, escritor francês, 1840-1902).
Cada ponto de vista é vista de um ponto. Quando a sensibilidade toca a veia artística de uma pessoa, ela passa a revelar, através de sua arte, como ela está vendo o universo que a rodeia. Sua arte também desvela (tira o véu, revela) o estado de sua alma em seu temperamento. E assim passamos a conhecer um novo ângulo da criação até então desconhecido por nós. A fotografia mostra um instante que tocou a inspiração do fotógrafo; a obra de arte revela a “natureza” vista pela alma do artista. Quem consegue ver além da forma, captando o que aquela obra quer revelar, tem em si sensibilidade artística. Para sermos harmônicos com a vida devemos ter sensibilidade artística, isto é, ver além do óbvio, sentir antes do toque, auscultar o coração antes de ouvir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

12 Julho 2011:
A dor tem um grande poder educativo, nos faz melhores, mais misericordiosos, nos traz de volta a nós mesmos e nos convence que esta vida não é um jogo, mas um dever” (Cesar Cantu, historiador italiano, 1804-1895).
A dor testa nossos limites. Muitos se apavoram apenas com a possibilidade de sentir dor, e caem em desespero. Diante dela nos sentimos impotentes, mas ao mesmo tempo nos confrontamos com nossa força interior capaz de direcionar e dar sentido para nosso sofrimento. Nem sempre temos à mão um medicamento para aliviá-la e é nestas horas que mais precisamos de nossa força interior capaz de sublimar esta dor que nem sempre é física. Esta força já tem suas raízes em nós, mas é mentalmente que podemos direcioná-la. A dor pode aparecer, mas temos o dever de dominá-la, sem sermos escravos dela, mas senhores. Neste sentido ela nos educa, faz nosso olhar ver que não estamos sós; tantos sofrem sem ter auxílio, contando apenas com a própria sorte, a ver outros que mesmo em situações ditas impossíveis conseguiram se superar. Ela também nos mostra que Jesus estará sempre ao nosso lado, basta abrir os olhos do coração e sentir sua presença. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

11 Julho 2011:
Não desperdiceis vosso tempo a lamentar o passado nem a chorar o futuro. Vivais vossas horas, vossos minutos. As alegrias são como as flores que a chuva mancha e o vento desfolha” (Gouncourt Edmond, romancista e naturalista francês, 1822-1896).
A alegria dá sentido a nossa vida. Quem cultiva o jardim sabe bem que as flores, assim como tudo na natureza, têm seu ciclo. Existe o tempo de desabrochar, de florir, e de definhar para que o ciclo recomece. Querer eternizar apenas no florir é parar o ciclo da vida e perder as outras etapas. Cada uma tem sua beleza; e, sua alegria é viver bem cada uma delas. Assim também, nossa alegria se plenifica em viver bem cada minuto de nossa vida, seja ele ao sol, ou sob chuva, com frio ou calor. Viver apenas das recordações de um passado que lhe foi marcante e que hoje assume outra forma, ou ficar à espera de um momento propício que nossa imaginação criou sem se esforçar para construi-lo é perder a alegria da vida. A alegria consiste em saber ver em cada acontecimento o seu encanto, louvando o Criador por tantas maravilhas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

8 Julho 2011:
A primeira tarefa da educação é despertar para vida, porém deixá-la livre para que se desenvolva” (Maria Montessori, educadora e médica italiana, 1870-1952).
Nada substitui o amor na educação. À medida que os meios de comunicação eletrônicos avançam nos lares e escolas, muitos pais e educadores se questionam sobre seu papel na educação dos filhos, pois aquilo de demoram anos para aprender, agora está diante de uma tela, ao toque de uma tecla. Proibir é retroagir. Cabe orientar, impor limites e em muitos casos, aprender junto. O que os pais e educadores têm a mais é a capacidade de discernir nesta avalanche de informações, o que edifica e o que destrói. Quanto mais estiver ao lado do filho ou educando, sendo sua referência, participando, tirando as dúvidas juntos, esclarecendo os pontos obscuros, mais estará dando segurança neste despertar da vida. Por mais avançados que sejam os equipamentos e informações, nada substitui o amor, o carinho e a atenção. É isto que as crianças precisam sentir em seus pais e educadores, seu porto seguro, seu refúgio nos momentos de dúvida. Cada dia que passa, elas crescem mais e se modificam. Saber entender sem interferir a ponto de prejudicar, também é amar. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

7 Julho 2011:
Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiveres triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso” (Gabriel García Márquez, escritor colombiano, nasceu em 1927).
Nosso rosto reflete nossa alma. O brilho de um sorriso desperta os corações para o bem, assim como uma luz ilumina a escuridão. Como é bom ver a alegria sincera nas pessoas; parece que tudo fica mais bonito. Já um rosto fechado e triste tende a afastar as pessoas. Alguns têm um “espinho” que insiste em machucar quando o coração quer se alegrar. Neste caso, precisa de cuidados especiais e muito carinho para remover o que incomoda com o cuidado de um cirurgião. Tentar ignorar nada resolve; é preciso agir na origem, primeiro limpando a ferida, para depois retirar o “espinho” com a pinça apropriada. O amor é o bálsamo que cicatriza e reanima. Como nos faz bem devolver às pessoas a alegria de viver. O sorriso aquece, anima, empolga, e desarma os corações amargurados. Quantas pessoas admiram o seu sorriso sem você saber, pois isto lhes faz bem, te ver alegre. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

6 Julho 2011:
A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo” (Friedrich Wilhelm Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).
Na busca de superação e no conhecimento melhor de si mesmo, o alpinismo reflete bem as dificuldades que o homem tem que enfrentar, pois está só dependendo de seu esforço. Quando se fala em topo, imagina-se uma montanha com seus desafios e provocações para quem almeja chegar ao seu cume. Montanha e topo no caso é imagem também de outras realidades desafiantes da vida, sobretudo, o desafio de crescer, amadurecer e plenificar-se como pessoa. Ser pessoa no caso é conquistar-se até ser o que se é; mas, para isso é necessário abandonar ou ao menos suspender todo aquele idealismo e sonho de que algum dia se chegará lá. O conceito ingênuo de chegar lá um dia vale para coisas, projetos profissionais e outras coisas, jamais para o ser humano. O ser humano está para além e aquém de todo cálculo e medida que se possa esperar dele, embora seja muito comum esperar dos outros e até de si mesmo que mais dia menos dia se chegue ao topo da perfeição. Cada um é o que é, e se para buscar ser si mesmo necessita-se de um processo, isso jamais é um escalar degrau por degrau, em forma de cálculo, que leva até o topo. O topo onde se precisa chegar não é uma medida idealizada por cada um ou por um estranho a nós mesmos. É a intensificação de um processo longo e árduo de trabalho, de maturação e dedicação conosco mesmos que aos poucos vai ficando mais transparente e nos deixando mais assentados no nosso próprio ser. No entanto, esse processo de intensificação vai acontecendo de forma cada vez mais dura e exigente caso se deseje culminar numa personalidade livre, autônoma, decidida, firme e transparente. Mas, essa dureza e exigência é apenas um sinalizador de que os músculos do espírito estão ficando mais fortes e disciplinados, logo resistentes aos confrontos e dificuldades na grande e interminável escalada próximo ao topo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

5 Julho 2011:
Se você acha que tudo perdeu sentido, sempre haverá um “estou contigo”, sempre haverá um amigo. Amigo é uma pessoa que você pode pensar em voz alta” (Ralph Waldo Emerson, pensador e poeta americano, 1803-1882).
Amigo é sem precisar de explicações. Muito já se falou sobre amizade. O capítulo 6 do livro do Eclesiastes, em seu início, é dedicado à amizade. Diz-nos que um amigo é um entre mil, e é nos momentos de dificuldade, nas provações, que eles se revelam. A excelente amizade cria união dos corações, é um presente de Deus; por isso, no final afirma que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro. Por nos conhecer tão bem, ele (o amigo) nos gosta do jeito que somos, e é capaz de nos transformar para melhores, pois com ele podemos pensar em voz alta. Em certos momentos ele atinge nosso coração mais que o pai ou a mãe. Tem liberdade de apontar nossas falhas. Pode haver momentos de desentendimentos, de raiva, mas depois de uma reflexão, depois que a poeira baixa, e tudo se clareia, pedimos desculpas por nossas fraquezas e num abraço o amor da amizade retoma seu lugar. O dom da amizade é tão sério que já no final de sua vida, dando seus últimos conselhos Jesus nos diz, amai-vos uns aos outros, e chama seus apóstolos de amigos. Valorize o tesouro da amizade. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

4 Julho 2011:
De labor em labor busca com empenho e benignidade” (Frei Egídio de Assis, agricultor analfabeto e frade franciscano, 1190(?)-1262).
Quem se empenha em fazer bem feito, certamente, colherá boas obras. A palavra labor é de origem latina e traduz trabalho. Empenho é dar o melhor de si naquilo que faz. Benignidade é fazer bem (afável, suave, bom) como sendo uma obra de arte. Com esta frase Frei Egídio mostra como deve ser tudo o que fazemos. Por ser um homem simples, mas de muita sabedoria de vida, Frei Egídio ensinava com exemplos da vida prática. Certa vez lhe perguntaram como buscar uma vida espiritual, e ele aponta para dois terrenos e diz: “Olha aquele campo mais fértil do que outro ao seu lado, por que é assim? Porque o agricultor deste suou muito mais do que o agricultor daquele campo estéril”. Sem precisar de muita eloquência verbal, ele demonstra com estas simples palavras e este exemplo que é o empenho de cada um que faz a diferença em todos os campos da vida. Em outras palavras, se queremos que algo seja bem feito, devemos começar logo, executando da melhor forma possível, dando o melhor de nós mesmos, sem negligenciar os detalhes; desta forma nossa obra será esplêndida. Seja atento e cuidadoso em tudo o que fizeres, busca realizar sem preguiça, mas com empenho e benignidade, e tuas obras refletirão quem tu és. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

1 Julho 2011:
Para um cavalo cansado, até seu rabo é um peso” (provérbio tcheco).
Nossa fonte de energia deve ser "sólida" para vencermos os desafios. Denominamos cansaço ao esgotamento de nossas forças de sobrevivência. Cansaço, fadiga, preguiça e outros termos equivalentes podem ter causas bastante variadas, entre elas, o mau funcionamento de algum órgão interno. Mas, mesmo o órgão interno pode estar sendo o reflexo de outro problema de raiz, ou seja, da indisposição de vida. E para quem está indisposto tudo tem conotação de peso e provoca cansaço e esgotamento no modo de ser. Indisposição no caso significa estar colocado fora daquele eixo ou ponto que constitui a fonte de nossas forças, vigor e ânimo de viver. Em cada pessoa existe um ponto ou um “lugar” de onde ela parte ou para onde ela sempre vai para adquirir disposição de vida. Se esse ponto é negligenciado ou perdido na pessoa, então tudo nela decai, fica fraco e “desanda”. Esse ponto nunca é algo fixo e determinado, mas um “a – priori”, um fundamento de todos os fundamentos, um abismo de possibilidades que gera, guarda, sustenta e cuida da pessoa em todos os sentidos. Quem está ligado a esse fundamento ou se abandona a ele, está sempre bem lançado na aventura da vida. Alguns chamam esse abismo de possibilidade ou fundamento dos fundamentos de Deus; outros, de oração; outros, de energia positiva da mente etc. Há quem se expresse dizendo que pode ser um retiro, um livro, um encontro, um lugar e assim por diante. O importante é que para ter disposição na vida se tenha a consciência de que existe “lugar”, um “algo” ou “alguém” onde se pode ir e atracar a própria vida e sair dali renovado e disposto para o que der e vier. E quem se atraca nesse fundamento ou “porto seguro” continuará como qualquer outra pessoa a ter cansaço, preguiça, fadiga e outros problemas próprios da vida diária, devido ao trabalho, ao stress ou os inúmeros compromissos que assume. Porém, se ela está amarrada em um bom fundamento, tudo o que faz e do modo como faz se torna mais leve e suave e lança a pessoa num grande ânimo e disposição para viver. E é claro, a partir daí é possível também que todos os órgãos internos da pessoa sejam revigorados e a vontade dela mais firme e preparada para aguentar os grandes pesos da vida. Por isso, vale dizer que é com base em um “ponto” assim, que vigora e nos “revigora”, pois fundamenta e possibilita tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, com ele se pode ouvir, entender e acolher o forte apelo de Jesus aos homens de todos os tempos quando convida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11, 28-30). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

30 Junho 2011:
As correntes da escravidão somente prendem as mãos: é a mente que faz um homem livre ou escravo” (Franz Grillparzer, dramaturgo austríaco, 1791-1872).
Só quem é livre pode amar. Quando vemos imagens de animais correndo por campinas, logo pensamos: veja como são livres! Se eles estão fugindo de um leão, dizemos que continuam livres, mas estão lutando pela sobrevivência. Se esta campina está dentro de uma reserva de preservação ambiental, e eles estão sendo monitorados por chips, dizemos que é necessário preservá-los. Na mente dos funcionários da reserva, eles estão em liberdade vigiada. Enquanto os animais estão sendo eles mesmos, sem a consciência deste monitoramento, ou tendo, mesmo assim sentem-se mais seguros; eles estão livres. Comparando com a sociedade, percebemos que a liberdade está diretamente ligada à mente do homem. Mais que ausência de submissão, liberdade é assumir seu papel na sociedade. Tudo na natureza está dentro de um equilíbrio. A Terra gira em torno do Sol respeitando esta harmonia, e este é seu maior ato de liberdade. As pessoas têm conceitos diferentes. Para alguns a Terra deveria sair livre pelo espaço sideral, libertando-se da força gravitacional do sistema solar; mas, isto seria o fim da vida na Terra. Todo ato tem sua consequência. O conjunto de regras para viver em sociedade, expresso de várias formas dependendo do grupo a qual pertença, é a busca de garantir esta liberdade. Para Santo Agostinho, o maior ato de liberdade era poder amar: “ama e faze o que queres”. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

29 Junho 2011:
O bom arqueiro não é julgado por suas flechas, senão por sua pontaria” (Thomas Fuller, clérigo e historiador inglês, 1608-1661).
Somos todos arqueiros em nossas decisões. Arqueiro é quem domina a arte de atirar flechas. Um bom arqueiro é alguém bem exercitado capaz de acertar o alvo. No alvo se concentra sua atenção. O alvo, no caso, é mais do que um ponto exterior ali na sua frente, o qual precisa procurar atingir. O alvo do arqueiro é ele mesmo. O arqueiro precisa aprender a “acertar-se” para acertar o alvo. Para acertar-se é necessária muita atenção e concentração. Ele precisa distanciar-se de tudo o que representa distração e “badalação”, especialmente, com o próprio ego. Precisa conhecer o caminho da renúncia e do desprendimento; caso contrário, o alvo estará ofuscado por muitos pontos e interesses que dividirão sua mente, cegarão seus olhos e impedirão suas mãos de soltar a flecha livremente no momento exato de uma decisão. O cuidado com o arco e a flecha dentro do interesse do alvo nada mais são do que o contínuo esforço de tentar quantas vezes for possível. É errar e aprender do próprio erro. Evitar culpar o arco e a flecha pelas falhas. Entender que antes de acertar qualquer ponto é necessário permitir-se ser acertado, pois um arco e uma flecha jamais impõem resistência ao seu atirador, mas simplesmente obedecerão ao comando das mãos que os manipulam. E se a mão é extensão do coração, então ele é o alvo maior onde o homem deve acertar para acertar-se e acertar todas as coisas. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve). Bom trabalho! Bom dia! (15 anos)

28 Junho 2011:
Responder ofensa com ofensa é lavar lama com lama” (Juan Luís Vives, humanista, filósofo e político espanhol, 1492-1540).
As coisas têm a importância que lhes damos. No final de uma partida de futebol entre o Anzhi e Krylia em Samara, na Rússia, um torcedor atira uma banana em direção ao jogador brasileiro Roberto Carlos, que se sente ofendido e abandona a partida. Fiquei imaginando que força teve esta banana para interromper uma partida esportiva. Ela em si é apenas uma fruta, muito saborosa; foi o conceito (significado) atribuído a ela e o contexto que lhe deu tamanha importância. Quem atirou conseguiu seu obje