Rádio SSVP
6º Encontro da Mídia da SSVP
São
Paulo,
* O Padre Máikol começou essa lista e os
radialistas vicentinos continuaram. O texto a seguir pode servir para o Encontro
dos Radialistas Vicentinos de todo o Brasil a ser organizado em breve:
-
Ter em mente que muita gente ouve rádio, lá onde menos se imagina; 98 % dos
brasileiros ouvem rádio.
-
A mídia vicentina impressa se dirige para os vicentinos; o rádio se dirige
para toda a população; pobre e analfabeto escuta rádio.
-
Abordar com coragem assuntos vicentinos: promoção do pobre, campanhas, missas,
reuniões
-
Divulgar notícias das obras sociais da SSVP.
-
Divulgar notícias do CNB, do Conselho Metropolitano, Conselho Central, Conferências
-
Entrevistar os assistidos
-
Falar da Família Vicentina (Ramos, programação), de São Vicente de Paulo,
do carisma vicentino
-
Não esquecer das celebrações e festas vicentinas
-
Radialista cria um fã-clube com os radiouvintes por quem passa a ser responsável
-
Esquema: abertura, mensagem, notícias, música (vicentina), programação, oração,
agradecimentos
-
Contar casos reais de sucesso; isso motiva mais pessoas à caridade
-
Intercalar uma música vicentina com a fala e comentar algo sobre ela; a letra,
principalmente. Isso quebra um pouco a ‘monotonia’ do programa
-
Deixar sempre um telefone de contato no ar
-
Iniciar o programa lendo uma pequena história. Todos gostam de histórias e
se motivarão a prestarem atenção
-
A cada dez minutos mais ou menos, divulgar o nome do programa etc; a audiência
é rotativa
-
É sempre bom lembrar o santo do dia, o que diz o Evangelho daquela data, as
próximas festas da Igreja etc.
-
Quando possível, combinar de ligar e colocar no ar um vicentino de outra cidade/estado.
Isso dá mais ‘importância’ ao programa
-
Ter espaço para comentar algum artigo da Regra; a maioria dos vicentinos nunca
a leu completa
-
Pedir cartas aos ouvintes, com dúvidas e graças recebidas
-
Falar de: moradia, saúde, educação, emprego, religião, política, economia,
-
Divulgar estatísticas da SSVP
-
Divulgar data-hora das reuniões de conferência, Conselho Particular, Conselho
Central
-
Falar frases e ensinamentos de São Vicente de Paulo e de Frederico Ozanam
-
Fazer sorteios de brindes relacionados a SVP, Ozanam, carisma vicentino
-
Divulgar a Doutrina Social da Igreja
-
Comentar as datas relevantes da SSVP: festas regulamentares, milésima reunião
de conferências, festas católicas
-
O locutor de programa vicentino deve esbanjar simpatia e sorrir ao falar ao
público
-
Divulgar a promoção humana
-
Notas de falecimento dos assistidos; a mídia impressa se encarrega das notas
de falecimento dos vicentinos
-
Apresentar um caso verídico de uma família necessitada e pedir doações
-
Radialista vicentino é alguém comprometido com a causa do pobre
* Sugestão:
Produzir
um CD de 12 faixas e mais vinhetas, contendo os programas-padrão mais ou menos
seguintes:
Faixa
1: A visita à casa do pobre
Faixa
2: O que é uma Conferência Vicentina
Faixa
3: A Conferência Vicentina inserida na paróquia
Faixa
4: O que é Conselho Particular e Conselho Central
Faixa
5: O que é Conselho Metropolitano e Conselho Nacional do Brasil
Faixa
6: Quem foi Ozanam
Faixa
7: Quem foi São Vicente de Paulo
Faixa
8: Obras da SSVP: asilo, creche, hospital, obra social
Faixa
9: O que é Família Vicentina
Faixa
10: O que faz uma conferência Vicentina
Faixa
11: Parcerias entre SSVP e ONGs
Faixa
12:
Faixa
13: Vinheta de abertura, com a música “São Vicente, amigos dos Pobres...”
Faixa
14: Vinheta de saída para o break comercial
Faixa
15: Vinheta de retorno do break comercial
Faixa
16: Vinheta de encerramento do programa
Faixa
17: Outras vinhetas
*
O CD poderá ser idealizado pelo Confrade Raimundo Nonato, de Uberaba-MG
* Cadastramento dos Programas Vicentinos:
-
Radioemissora (Nome da Rádio, MHZ ou KHZ, cidade-UF, endereço completo, internet)
1) Rádio Itajubá-MG
2) Rádio Imaculada Conceição - Rede Milícia
Sat
3)
Programa “Jovens Vicentinos”
Todos os sábados das 11 às 13 horas
Apresentadores: Cfr. Ueslei, Cfr. Antony e Csc. Mellissa
Contato: Cfr. Julio Cesar - decom@amorecaridade.org.br
4) Rádio Difusora de Goiânia-GO
5) Rádio Mundo Melhor - Governador Valadares-MG
6) Rádio Santana, Sete Lagoas-MG
7) Rádio Canção e Vida, Barbacena-MG
8) Rádio Aliança, Brasília-DF
Rádio
Vicentino na Era Digital
Lourenço
Mika
1 - O rádio forma
imagens
2 - O rádio é
simples
3 - O rádio é
portátil
4 - O rádio fala
para milhões
5 - O rádio fala
para cada indivíduo
6 - O rádio é
instantâneo
7 - O rádio é
local
8 - O rádio é
acessível
9 - O rádio é
barato
10 - O rádio
vende
11 - O rádio
tem função social
12 - O rádio
está na internet
2 Características do Rádio Moderno
1) Iconização
2) Paratatização
3) Hibridização
4) Espetacularização
5) Estereotipatização
6) Rizomatização
7) Remixagenização
8) Tribalização
3. Gêneros, Formatos e Estilos Radiofônicos
2.1.1 Gênero Jornalístico
2.1.1.1 Nota
2.1.1.2 Notícia
2.1.2.3 Boletim
2.1.1.4 Reportagem
2.1.1.5 Entrevista
2.1.1.6 Comentário
2.1.1.7 Editorial
2.1.1.8 Crônica
2.1.1.9 Radiojornal
2.1.1.10 Documentário
Jornalístico
2.1.1.11 Mesa-Redonda
2.1.1.12 Programa
Policial
2.1.1.13 Programa
Esportivo
2.1.1.14 - Divulgação
Tecnocientífica
2.1.2 Gênero Educativo-Cultural
2.1.2.1 Programa
Instrucional
2.1.2.2 Audiobiografia
2.1.2.3 Documentário
Educativo-Cultural
2.1.2.4 Programa
Temático
2.1.3 Gênero de Entretenimento
2.1.3.1 Programa
Musical
2.1.3.2 Programa
Ficcional
2.1.3.3 Programete
Artístico
2.1.3.4 Evento
Artístico
2.1.3.5 Programa
Interativo de Entretenimento
2.1.4 Gênero Publicitário
2.1.4.1 Espote
2.1.4.2 Jingle
2.1.4.3 Testemunhal
2.1.4.4 Peça
de Promoção
2.1.4.5 Teaser
2.1.4.6 Oferecimento
2.1.5 Gênero Propagandístico
2.1.5.1 Peça
Radiofônica de Ação Pública
2.1.5.2 Programa
Eleitoral
2.1.5.3 Programa
Religioso
2.1.6 Gênero de Serviço
2.1.7 Gêneros Especiais
2.1.7.1 Programa
Infantil
2.1.7.2 Variedades
2.1.7.3 Rap
4. Roteiro em Rádio
1) Diálogos (e Sons) - textos a serem
proclamados pelos locutores. Entonação natural, causando no ouvinte a impressão
de que o texto é falado espontaneamente e não que é lido. Alinhar o texto
à esquerda, sem hifenização.
2) Detalhes do Texto - indicação de como proclamar
o texto: lento, rápido, entusiasmado, rindo, bocejando, esbravejando, voz
masculina ou feminina, interrogação, exclamação...
3) Sonoplastia - detalhes técnicos a
serem observados pelo operador de áudio e codificados no Playlist: Título
do CD e número da faixa; MD; qual microfone; inserção de músicas, vinhetas,
anúncios comerciais, ícones sonoros...
4) Detalhes - indicação de tempo,
volume, efeito sonoro...
5. Manual de Comunicação da SSVP (2005,
páginas 77-91)
* Consócia Ágata
Cristiane Henrique
- História do
Rádio
- Características
- Gêneros
- Etapas para
a produção da notícia: pauta, reportagem, redação do texto
- Tipos de notícias
radiofônicas: estrita, com citação de voz, com entrevista
- Dicas de redação:
estrutura gramatical e lingüística
- A Entrevista
- Classificação
das transmissões informativas
- Expressões
comuns ao universo do rádio
- Vocabulário
de rádio
Texto Completo:
Magnus, em latim, significa grande. O avanço tecnológico
da eletrônica vem propiciando extensões aos cinco sentidos do corpo humano,
fazendo ultrapassar as categorias de tempo e espaço. Onde um olho individual
não pode estar, pode haver uma câmera filmadora (objetiva); onde um ouvido
individual não pode estar, pode haver um microfone. No final de 1870, o inventor
Edison, com seu fonógrafo, tinha conseguido gravar e conservar gravada a voz
humana; desde então, aquela voz, mesmo não estando a ser falada, podia alcançar
nossas casas e tornar-se mídia alternativa ao jornal.
A audição está diretamente ligada às
emoções. Exemplificando: um fanático torcedor explode em euforia quando ouve
o grito do ‘gol’ do seu time favorito; uma mãe tem um choque psíquico ao ouvir
a notícia de que o filho dela acaba de perder a vida num acidente. Ouvindo
rádio, a pessoa se informa, se instrui, se diverte, sonha, se perverte, se
entretém, se tranqüiliza, se emociona, ora, ganha dinheiro, se transforma
(MCLEISH, 1999, p. 23). O rádio gera um relacionamento interpessoal entre
o radialista e o ouvinte. Muito mais do que na televisão, o apresentador estabelece
uma espécie de ligação com o ouvinte. Uma emissora bem-sucedida é mais do
que a soma de seus programas; ela entende a natureza dessa amizade e seu papel
de líder e prestador de serviços (MCLEISH, 1999, p. 24).
Mohazir Salomão (2005), professor de
radiojornalismo na PUC-MG, propõe que o rádio tem de ser arte. Ele comenta
o livro El Arte Radiofônico (Buenos
Aires, 2004), do argentino Ricardo Haye: “O rádio deve estar propenso a configurações
espaciais e multisensoriais. As mensagens têm que seduzir o olhar, o tato,
o gosto e o olfato dos ouvintes” (SALOMÃO, 2005, p. 356). O rádio nasceu e
se firmou enfrentando imensas dificuldades financeiras. Porém, hoje, o rádio
tem condições financeiras de veicular poesia em sua sonoridade, ou seja, as
produções radiofônicas podem estar revestidas do estético, convertendo-se
em radioarte.
Uma emissora de rádio é capaz de funcionar
a um simples toque de botão, mandando para o ar, durante 24 horas do dia,
em som estereofônico Hi-Fi, quadrifônico,
música clássica ou popular, mensagens comerciais, noticiosos, prestação de
serviços, hora certa... comandada por sofisticados computadores (TAVARES,
Reynaldo, 1999, p. 165). O rádio continua forte e imbatível, já que, com a
ajuda do transistor, o veículo ampliou seu poder de penetração a públicos
inatingíveis pela televisão ou pelos jornais; ao público de lugares onde não
existe energia elétrica e onde o percentual de analfabetos é muito grande;
o analfabeto não lê, mas pode ouvir (TAVARES, Reynaldo, 1999, p. 45).
2 - O rádio é simples: a televisão pressupõe uma grande equipe para colocar
no ar um programa; são técnicos, operadores de câmaras e microfones, iluminadores,
locutores etc. O rádio pode ser operado por um único disk jokey, que fala notícias, hora-certa,
dedica músicas, vende etc. O custo operacional também é simples. O radioreceptor
mais antigo era um aparelho simples, sem o complicado controle remoto de alguns
televisores. Já o rádio digital é um pouco mais sofisticado, incorporando
muitos recursos eletrônicos.
3 - O rádio é portátil: algumas mídias, como jornal e televisão, exigem
dedicação quase que exclusiva. Já o rádio pode ser ouvido enquanto a pessoa
executa outras tarefas. O rádio portátil, por ser alimentado com pilhas, pode
ser levado a todo e qualquer lugar; e as ondas eletromagnéticas estão presentes
em toda parte do planeta. É comum ver pessoas ouvindo rádio no ônibus ou na
rua, munidas de fones-de-ouvido. Quase todos os automóveis possuem um radioreceptor.
O termo radiodifusão indica a dispersão da informação produzida, que abrange
cada lar, vila, cidade e país que esteja ao alcance do transmissor (MCLEISH,
1999, p. 16). O rádio está na cabeceira do Presidente da República, em forma
de rádio relógio, como está pendurado no ramo adejante do pé de café do lavrador
humilde e analfabeto, em forma de rádio de pilha; está no leito do enfermo
e no carro que leva o cirurgião para a primeira operação do dia (TAVARES,
Reynaldo, 1999, p. X). O rádio foi migrando da sala-de-estar para o quarto,
para o banheiro, para a cozinha e para os automóveis (TAVARES, Reynaldo, 1999,
p. 45). A radionovela, ficção, explora por si só o transportar-se no tempo
e no espaço.
4 - O rádio fala para milhões: o rádio fala para milhões, mas será que
os milhões o ouvem? Os pesquisadores de audiência no rádio falam de parcela e alcance. Parcela
de audiência é o tempo gasto pelo radiouvinte ouvindo uma determinada emissora,
expresso em porcentagem da audiência total de rádio nessa área. Alcance de audiência é o número de pessoas
que de fato ouve alguma coisa da emissora num período de um dia ou uma semana,
expresso como porcentagem da população total que poderia estar ouvindo (MCLEISH,
1999, p. 16). Uma radioemissora pode ter uma parcela bem pequena da audiência
total, mas se conseguir obter um substancial acompanhamento de pelo menos
um de seus programas, gozará de um amplo alcance. A disputa pela audiência,
que significa faturamento comercial, é bem acirrada entre as emissoras. A
radionovela, indo ao ar, em dia e hora predeterminados, tinha a vantagem do
público cativo.
5 - O rádio fala para cada indivíduo: ao mesmo tempo que atinge milhares
de pessoas, o rádio é voltado para o indivíduo
6 - O rádio é instantâneo: as radioemissoras especializadas em transmitir
notícias exploram a instantaneidade do rádio, falando ao vivo. Ao mesmo tempo
em que a notícia é veiculada em tempo real, ela se caracteriza pela efemeridade
(MCLEISH, 1999, p. 16-18). Por exemplo, na transmissão de futebol, interessa
o momento do gol; o que vem depois já é o comentário. Um jornal impresso pode
ser deixado de lado para ser lido mais tarde; já, a magia do rádio está no
ser ouvido no instante exato do acontecimento. Isso faz do rádio um agente
disseminador da informação e do conhecimento; portanto, o rádio é um agente
formador de cultura. A radionovela, por ser ficção, abandona o instantâneo
real para trabalhar no instantâneo imaginário.
7 - O rádio é local: o rádio tem alcance local pela natureza das ondas
eletromagnéticas do rádio AM, transmitidas em quilohertz, e do FM, transmitidas
8 - O rádio é acessível: a maioria da população tem possibilidade de adquirir
um aparelho de rádio. Segundo pesquisa do IBGE, praticamente toda residência
tem pelo menos um ou vários aparelhos; a proporção é de um rádio por pessoa.
Tal fato ocorre porque seu preço é quase sempre acessível e sua abrangência
alcança basicamente qualquer lugar, mesmo onde não existe energia elétrica
ou as transmissões televisivas ainda não chegaram. Sendo assim, o rádio está
sempre por perto, ao alcance da mão ou do ouvido, atingindo todos, da criança
ao idoso.
9 - O rádio é barato: comparado com outros veículos de comunicação, o
rádio é barato para o ‘proprietário’ e barato para o radiouvinte. Um aparelho
de rádio portátil custa menos do que um livro (MCLEISH, 1999, p. 17). Uma
vez obtida a concessão pública (no Brasil) para colocar uma radioemissora
no ar, o custo dos equipamentos e da manutenção é relativamente pequeno. Aí
o rádio incorre, infelizmente, num entrave: a mão-de-obra de não-profissionais
e a conseqüente falta de qualidade na programação. A radionovela é uma produção
que requer a contratação de profissionais para que haja qualidade. A falta
de espaço para profissionais certamente é um dos motivos da atual pouca produção
de radionovela.
10 - O rádio vende: pelo Decreto-Lei nº 21.111, de 1º de março de 1932,
o Presidente Getúlio Vargas autorizou a veiculação de publicidade e propaganda
no rádio brasileiro (TAVARES, Reynaldo, 1999, p. 55). O rádio passava a ser
um entreposto de vendas. Na medida em que o rádio vendia os produtos dos outros,
ele recolhia a verba publicitária. As emissoras foram se transformando
11 - O rádio tem função social: atua como agente de informação e formação
do coletivo. É um serviço de utilidade pública. Fornece informações sobre
empregos, produtos e serviços. Atua como vigilante sobre os que detêm o poder,
propiciando o contato entre eles e o público. Ajuda a desenvolver objetivos
comuns e opções políticas. Possibilita o debate social e político e expõe
temas e soluções práticas. Contribui para a cultura artística e intelectual.
Dá oportunidades para artistas novos e consagrados de todos os gêneros. Divulga
idéias que podem ser radicais e que levem a novas crenças e valores, promovendo
assim diversidade e mudanças. Facilita o diálogo entre indivíduos e grupos.
Promove a noção de comunidade. Mobiliza recursos públicos e privados para
fins pessoais e comunitários, especialmente numa emergência. Funciona como
um agente multiplicador e reforçador da cultura. Controla a opinião pública.
Capacita os indivíduos a exercitar o ato da escolha, tomar decisões e agir
como cidadãos, em especial numa democracia, graças à disseminação de notícias
e informações imparciais (MCLEISH, 1999, p. 20).
12 - O rádio está na intyernet: O rádio está
na internet com duas possibilidades: 1) o sinal do rádio AM ou FM está
na internet, o mesmo sinal que os radiouvintes podem ouvir; 2) o sinal do
rádio está na internet, sinal que só os internautas podem
ouvir, mas não existe esse sinal em rádio de sinal-aberto.
Radioemissoras de Curitiba-PR:
Rádios AM (KHZ):
- 550 - Banda
B
- 590 - Difusora
Ouro Verde
- 630 - Educativa
- 670 - Globo
Cidade
- 730 - Marumby
- 790 - Nacional
- 930 - Cultura
- 1020 - Colombo
- 1060 - Paraná
- 1170 - Atalaia
- 1210 - Tupi
- 1270 - Capital
- 1320 - Brasil
Tropical
- 1370 - Independência
- 1430 - Clube
Bedois
Rádios FM (MHZ):
- 88.5 - Rede
Aleluia
- 89.3 - Dimensão
(Lapa)
- 90.1 - CBN
- 91.3 - Transamérica
Hits
- 92.3 - RRB
- 93.9 - Capital
- 95.1 - Transamérica
Light
- 95.9 - Litoral
Sul (Paranaguá)
- 96.3 - 96 Rock
- 97.1 - Educativa
- 97.9 - Band
- 98.7 - 98 FM
- 100.3 - Transamérica
- 101.5 - Clube
- 102.3 - Caiobá
- 102.7 - Antena
Sul (Castro)
- 103.9 - Jovem
Pan 2
- 104.5 - Nova
(Mafra/SC)
- 105.5 - Ouro
Verde
- 106.5 - Novo
Tempo
- 107.5 - Sara
Brasil (Araucária)
O rádio atual, como toda a mídia eletrônica
moderna, caracteriza-se por:
1) Iconização:
o ícone é um signo, ou um sinal ou um símbolo. Em semiologia, ícone é todo
objeto, forma ou fenômeno que representa algo distinto de si mesmo, que apresenta
relação de semelhança ou analogia com o referente, como fotografia, diagrama,
mapa etc. Exemplos: a cruz significando o cristianismo; uma pegada indicando
a passagem de alguém; uma seta para a direita indicando o Play num equipamento de áudio/vídeo. Na interface gráfica, o ícone
é a figura apresentada na tela, geralmente clicável porque associada a um
link, usada para acionar um software
ou um recurso de programa executável. Por analogia, pode-se dizer que a informática
é toda iconizada por sons; basta considerar os ícones sonoros do ambiente
Windows (chimes, chord, ctmelody, ding, logoff, notify, recycle, start, tada, microsoft
sound). Há muitos ícones sonoros e metáforas sonoras consagrados pelo
uso que indicam: hora certa (tic-tac), noite (pio de coruja), praia (pio de
gaivota), amanhecer (canto do galo), cavalgada (tropel), residência (porta
abrindo), festa (rojões), ovação (palmas), dinheiro (caixa registradora),
telefone (triiimmm, ou pipipopapepipapo), sons espaciais, fax, conexão de
internet por linha telefônica (MCLEISH, 1999, p. 188). A música do Plantão
de Notícias da Rede Globo imita o Código Morse, com uníssonos breves e mais
longos, atiçando a atenção. Quem é que não conhece o Plim-Plim da Globo, certamente
o mais expressivo ícone sonoro da TV? O rádio moderno usa o playlist, software que executa
no ar um projeto de transmissão; projeto é ter colocado numa lista, por exemplo,
a vinheta da rádio, a vinheta da hora-certa, o spot, a vinheta do programa, a música... (www.playlist.com.br. Acesso
em 12 Jul. 2004). O playlist permite
ao operador de áudio sobrepor ao telefonema uma vinheta com um aplauso, ou
um grito de vivas, ou uma buzina, ou intervenções como “Oh, Coitado” (Filomena), “Mais
ééé” (Nerso da Capitinga), copiadas da televisão (www.playlist.com.br;
acesso 22.08.2005). Em transmissões de futebol, a Rede Globo usa um ícone
sonoro que imita um chute na bola toda vez que acontece um gol em alguma partida
simultânea do mesmo campeonato; esse som é um código emitido instantaneamente
ao acontecimento, antes que o locutor seja informado aonde e de quem foi o
gol e antes que o gerador de caracteres possa colocar a legenda na tela, o
que leva alguns segundos. Na radionovela, na qual se ouve e não se vê, a iconização
sonora é atalho para inúmeras mensagens de ambientação e contextualização
(www.wstationradio.com. Acesso aos 13 Set. 2005).
2)
Paratatização: em gramática, parataxe significa a coordenação assindética
na construção do período, onde as orações são interligadas sem o recurso às
conjunções; exemplo: cheguei, vi, venci. É uma justaposição. Na linguagem
cinematográfica, para mostrar que uma pessoa saiu de casa, entrou num automóvel
e se deslocou para a fábrica, antigamente era necessário mostrar passo a passo
o que acontecia com o personagem; hoje, basta mostrar que ele está em casa,
se levanta e já está na fábrica. Na cena seguinte, o personagem já pode estar
num estádio; o espectador saberá deduzir o trajeto que ele percorreu. Na história
contada pelo rádio ou no radiojornal, os assuntos são justapostos e o radiouvinte
os entende. Em vez de se usar uma exposição linear, usa-se uma narração rizomática,
em forma de mosaico. Na radionovela esse recurso é muito útil sobretudo na
hora de se passar de uma cena para outra, ocasião em que precisa contextualizar
o novo ambiente. Tal qual no cinema, o radiouvinte de hoje tem a capacidade
de assimilar o novo ambiente com muita facilidade.
3)
Hibridização: é a mistura das mídias. Supõe-se que o leitor de jornal
é também radiouvinte e telespectador. As mídias eletrônicas (rádio, televisão,
cinema, internet) e impressas (jornal, boletim, revista, livro) interagem
entre si. Assim como na televisão surgiu o clip,
no rádio se usam vinhetas, que geram uma programação com a aparência de um
mosaico. Por exemplo, se no rádio for dito que aconteceu uma ‘videocassetada’
com alguém, o radiouvinte já vai associar o personagem aos episódios humorísticos
exibidos no Programa do Faustão
na Rede Globo; o rádio não precisa ficar explicando o que vem a ser uma ‘videocassetada’.
O músico Eduardo Souto Neto compôs para a Rede Globo a música que ficou conhecida
como “a música do Ayrton Senna”
para a transmissão das corridas da Fórmula-1; hoje essa música é tocada no
rádio para simbolizar a vitória. Theodoro e Sampaio, dupla atual de música
rurbana, (rural + urbana) canta que se procura uma “mulher boa como a mulher
do
4)
Espetacularização: na televisão, já não basta mostrar uma notícia ou uma
missa. É necessário mostrar o espetáculo. O espetáculo de notícias policiais
está no Linha Direta e no Carandiru Outras Histórias da Rede Globo.
A missa deixou de ser missa de estúdio para ser a missa estrelada pelo padre
Marcelo Rossi e folclorizada, ocasionalmente, pelos Arautos do Evangelho.
O rádio também tende a apresentar notícias, músicas e reclames publicitários
de uma forma espetacular para prender a atenção do ouvinte. O anúncio comercial
no rádio explora o lado do espetacular quando faz ofertas-relâmpago. Espetacularização
no rádio é quando há entradas ao vivo de repórteres ou quando se coloca o
radiouvinte no ar. Aliás, o rádio foi perdendo um dos seus formatos tradicionais
que era o radioteatro, no qual as peças radiofônicas eram apresentadas num
palco e o radiouvinte podia acompanhar o espetáculo na sua casa. O rádio brasileiro
produz verdadeiros espetáculos ao transmitir partidas de futebol.
5)
Estereotipatização (ou estereotipização): tipo significa um exemplar igual
ao outro. Em comunicação, tipo é o personagem paradigmático da ficção ou da
tradição oral, que é sempre o mesmo, que não varia. O estereótipo fala sempre
as mesmas palavras e tem sempre o mesmo comportamento. No rádio e na televisão,
há pessoas que incorporam um personagem típico e jamais se separam dele. Exemplos:
o apresentador Chacrinha (Abelardo Barbosa), o cantor Tiririca (Francisco
Everardo Oliveira Silva), o repórter Gil Gomes. Outros assumem um estereótipo
ao longo de uma novela ou peça humorística seriada, como o Zeca Diabo (Ariclenes
Venâncio Martins, o Lima Duarte), o Seu Creysson (Claudio Manoel) do Casseta
& Planeta, o Nerso da Capitinga (Pedro Bismark). Os tipos criados
pelo rádio foram se mudando para a televisão, como o Grande Otelo (Sebastião
Bernarde de Souza Prata).
6)
Rizomatização: em botânica, rizoma é uma espécie de raiz aérea auto-reprodutiva.
Na construção de sentidos, o pensamento pode ser linear ou rizomático. É linear
quando é lógico, cartesiano, conseqüente;
portanto, com raiz, caule e ramos. É rizomático quando é holístico ou mosaical.
Na filosofia, rizoma se refere a sistemas a-centrados e não hierárquicos que
realizam conexões, ligamentos e junções sempre horizontalmente num mesmo plano
ou não. Em comunicação, rizoma expressa desterritorializações e nomadismos.
Diante de um público heterogêneo, veladamente, são respeitadas as preferências
de moda, futebol, política, crença, arte, cultura; mas, intencionalmente,
é veiculado este assunto e não aquele, ou aquele e não este. A mídia impressa
e eletrônica é comparável a uma feira-livre, onde, em barracas vizinhas, se
vendem produtos totalmente diferentes um do outro. Para causar estranhamento
no radiouvinte, surgem sons e falas os mais esquisitos. O tempo dos programas
é cada vez mais curto; em certos boletins noticiosos, a cada ato de respirar
o locutor fala de outro assunto. A opinião pública é condicionada por modismos
políticos, financeiros e culturais. A massa consumidora das informações se
caracteriza pela volatilidade e vai fluindo como as ondas do mar, sobrando
pouco espaço para a dedução e opinião pessoal. Felix Guattari,
7) Remixagenização: André
Lemos, Professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia,
em agosto de 2005, redigiu o ensaio Cibercultura-Remix,
que foi apresentado no seminário Sentidos e Processos, dentro da mostra
Cinético Digital, no Itaú Cultural,
8)
Tribalização: Os estudos culturais revelam que o mundo está entrando numa
fase tribal, uma volta a valores que a modernidade julgava enterrados: razão
e progresso, motores da organização das sociedades desde o século XVIII, vão
dando lugar ao prazer e à emoção entre as novas gerações. É o que o sociólogo
Michel Maffesoli chama de "tribalismo pós-moderno". As teses de
Maffesoli, diretor do Centro de Estudos sobre o Quotidiano da Universidade
de Sorbonne, em Paris, estão reunidas em seu último livro, Du
Nomadisme (O Nomadismo), lançado
pela editora Record, e se baseiam em estudos de padrões de comportamento no
Rio, em Tóquio e
3. Gêneros, Formatos e Estilos Radiofônicos
Não há uma forma única
de categorizar os gêneros de programas no rádio. Mario Kaplun (1978) apontou
12 gêneros radiofônicos baseados na palavra falada: 1) locução, que pode ser
expositiva, crítica ou testemunhal; 2) noticiário; 3) nota ou crônica; 4)
comentário; 5) diálogo, que pode ser diálogo-didático ou radioconselho; 6)
entrevista informativa; 7) entrevista; 8) radiojornal; 9) radionovela, miscelânea
ou variedades; 10) mesa-redonda, que pode ser mesa-redonda propriamente dita
ou debate; 11) radioreportagem, que pode ser ou com base em documentos vivos
ou com base na reconstrução de fatos; 12) dramatização, que pode ser unitária,
seriada ou novela (KAPLUN, 1978, p. 131).
José Ignácio López Vigil
(2003), tomando por base o esquema emissor-mensagem-receptor, classificou
os gêneros radiofônicos a partir de três perspectivas: 1) de acordo com o
modo de produção da mensagem, há três gêneros - dramático, jornalístico e
musical; 2) de acordo com a intenção do emissor, há oito gêneros - informativo,
educativo, de entretenimento, participativo, cultural, religioso, de mobilização
social e publicitário; 3) e de acordo com a segmentação dos destinatários,
há sete gêneros - infantil, juvenil, feminino, de terceira idade, sertanejo,
urbano e sindical (VIGIL, 2003, p. 118-119).
Nesta Unidade-Aula, segue
a descrição dos gêneros, formatos e estilos radiofônicos, tomando por base
a obra de André Barbosa Filho, Gêneros Radiofônicos, Os formatos e os Programas
em Áudio:
Para tipificar a programação no rádio, foram utilizados os conceitos de
gênero e formato. Genesis, em grego, significa gênero, origem, espécie;
aplicado ao rádio, gênero expressa as características gerais de um programa.
Forma, do latim, são as figuras, os contornos, as estruturas nas quais
são vertidos os conteúdos imprecisos; no rádio, os formatos são os moldes
concretos de realização de um programa (VIGIL, 2003, p. 118). Os gêneros são
modelos abstratos, como destaca André Barbosa Filho:
... termos como gênero
radiofônico, formato radiofônico, programa de rádio, programação radiofônica
e produtos radiofônicos são confundidos e utilizados muitas vezes como sinônimos,
sem que haja concordância quanto aos seus significados particulares... Formato
radiofônico: é o conjunto de ações integradas e reproduzíveis,
enquadrado em um ou mais gêneros radiofônicos, manifestado por meio de uma
intencionalidade e configurado mediante um contorno plástico, representado
pelo programa de rádio ou produto radiofônico; Programa de rádio ou produto
radiofônico: é o módulo básico de informação radiofônica, a reprodução concreta
das propostas do “formato radiofônico”, obedecendo a uma planificação e a
regras de utilização dos elementos sonoros; Programação radiofônica: é o conjunto
de programas ou produtos radiofônicos apresentado de forma seqüencial e cronológica...
(BARBOSA FILHO, 2003, p. 71-72)
Os formatos em rádio foram
se desenvolvendo à medida em que foram surgindo os gêneros do rádio; cada
gênero foi criando os seus formatos em vista do seu público-alvo. Na história
do rádio, às vezes o gênero criou o público-alvo e em outras vezes o público-alvo
determinou o aparecimento de um gênero de programação. O radiouvinte escolhe
o que ele quer ouvir. Para se comunicar com cada tipo de público, cada gênero
em rádio foi criando o seu próprio formato e a sua própria linguagem. A radionovela
conviveu com os muitos gêneros radiofônicos e, por vezes, se misturou com
eles.
A seguir, a classificação
dos Gêneros Radiofônicos, tomando como referência a obra de André Barbosa
Filho sob o título Gêneros Radiofônicos.
O referido pesquisador tomou como suporte a definição funcional de Lasswell
e Wright, utilizada por José Marques de Melo na classificação de gêneros jornalísticos.
Ele relaciona os gêneros radiofônicos em razão da função específica que eles
possuem em face das expectativas de audiência. A classificação de André Barbosa
Filho tem como base o que rádio produz ou produziu, evidenciando não apenas
suas características jornalísticas ou artísticas, mas também a educativa,
a de comercialização, a de propagação de visões de mundo (BARBOSA FILHO, 2003,
p. 87).
2.1.1 Gênero
Jornalístico
É o instrumento de que dispõe o rádio para atualizar
seu público por meio da divulgação, do acompanhamento e da análise dos fatos.
O rádio nasceu para ser uma extensão da
voz humana. Por isso, a fala é o ponto de partida no rádio. A mensagem radiofônica
enquanto informação tem como objetivo manter o radiouvinte a par do que se
passa no mundo que seja do interesse dele. Informar pelo rádio é veicular
notícias. A notícia se constitui em novidade para o ouvinte. A mensagem informativa
se caracteriza por alguns aspectos: importante, controverso, dramático, geograficamente
próximo, culturalmente pertinente, imediato e inusitado.
O
script da notícia é produzido no modelo do “lead”
(cabeçalho) clássico, com seus cinco
dáblios e um agá: 1) What? (O quê?); 2) Who? (Quem?);
3) Where? (Onde?); 4) When? (Quando?); 5) Why? (Por que?);
6) How? (Como?) (MCLEISH, 1999, p. 78; 255). O radiouvinte quer atualidade,
originalidade, veracidade, clareza e brevidade nas notícias. A linguagem da
notícia é ser direta, objetiva, impessoal, modesta e sem palavras difíceis.
Os formatos do Gênero Jornalístico são:
2.1.1.1 Nota - A Nota é um informe sintético de um fato atual, nem
sempre concluso, isto é, de um fato que ainda está acontecendo. Caracteriza-se
pelo tempo de irradiação sempre curto, com no máximo quarenta segundos de
duração; as mensagens são transmitidas mediante frases diretas, quase telegráficas.
2.1.1.2 Notícia - A Notícia é o relato integral de um fato que já
eclodiu no organismo social. O tempo de apresentação da notícia é curto, com
aproximadamente noventa segundos. O radiojornalismo supõe entradas ao vivo
de qualquer ponto da cidade, e não apenas a leitura dos jornais que estão
nas bancas.
2.1.2.1 Boletim - O
Boletim Noticioso é de poucos minutos, produzido e apresentado por um só jornalista;
aqui conta muito a instantaneidade da notícia. A informação no rádio pode
ser veiculada no gênero radiojornal ou na forma de boletim noticioso. O boletim
noticioso normalmente é veiculado nas “cabeças de horário”, por exemplo, 16:55
horas, 17:55 horas, 18:55 horas.
2.1.1.4 Reportagem - A Reportagem é o relato ampliado de um acontecimento
que já repercutiu no organismo social e produziu alterações que são percebidas
pela instituição jornalística. Engloba a pesquisa, a entrevista e a seleção
de dados relacionados à mensagem a ser veiculada. É uma noção mais aprofundada
a respeito do fato narrado.
2.1.1.5 Entrevista - A Entrevista se caracteriza pelo diálogo entre
o repórter e a fonte, sob a forma de perguntas e respostas, para obter informações.
Entrevista noticiosa é aquela que tem como eixo a informação; entrevista de
caráter é aquela que tem como eixo a personalidade do entrevistado. Pode acontecer
ao vivo ou pode ser gravada para ser reproduzida mais tarde. A vantagem da
entrevista é uma maior credibilidade dos fatos e a uma maior aproximação do
radiouvinte com o fato.
2.1.1.6 Comentário - O Comentário indica uma análise e uma opinião
sobre determinado acontecimento, que procura informar e orientar o ouvinte,
influir sobre ele e incliná-lo em favor de uma determinada interpretação do
fato, considerada justa e correta. José Marques de Melo diz que o comentário
pressupõe autoria definida e explicitada. A função do comentário reside no
seu conteúdo opinativo e sugere um conhecimento especializado. Aproxima-se
do editorial, com a diferença de que no editorial é expressa a opinião do
veículo de mídia e no comentário é expressa a opinião do autor. O tempo de
um comentário não deve ultrapassar os três minutos e o radiouvinte tem que
ser informado de que se trata de um comentário.
2.1.1.7 Editorial - O Editorial é um texto opinativo, escrito de
maneira impessoal, sem identificação do autor, sobre um assunto de interesse
nacional ou internacional, ou local, que retrata o ponto de vista da radioemissora.
Nos primórdios do rádio europeu, o editorial representava um anseio da comunidade
perante o Estado.
2.1.1.8 Crônica - A Crônica é um formato que transita nas fronteiras
do jornalismo e da literatura; o jornalismo condensa a redação e é conciso,
a literatura é minimalista e é prolixa. A crônica faz uma ligação direta de
fatos da atualidade com uma circunstância favorável. Ela estrutura-se de modo
temporalmente mais defasado; vincula-se diretamente aos fatos que estão acontecendo,
mas não coincide com seu momento eclosivo. A crônica radiofônica, ainda cultivada
nas pequenas emissoras das cidades do interior, permanece cingida à estrutura
da crônica para o jornal: trata-se de um texto escrito (código criptografado)
para ser lido (código oral), cuja emissão combina a entonação do locutor e
os recursos de sonoplastia, criando ambientação especial para sensibilizar
o ouvinte.
2.1.1.9 Radiojornal - O Radiojornal é constituído por diversas seções
ou blocos, com notícias locais, nacionais, internacionais; notícias de economia,
política, cultura, artes, serviço, esportes, variedades; e ainda, opinião e comentário. Caracteriza-se pela periodicidade diária,
mantendo a regularidade nos horários de início e término das transmissões,
garantindo, assim, a credibilidade necessária do público no que diz respeito
aos conteúdos transmitidos. Variando de quinze minutos a uma hora, ou até
duas horas e meia, esse jornal-falado tem por função cobrir o último período
informativo entre uma emissão da espécie e outra. Deve ter: a cabeça do programa,
as manchetes, os destaques, os resumos, a classificação dos blocos noticiosos,
cortinas sonoras para a divisão dos blocos, recursos para atrair a atenção
do ouvinte e a utilização de fundo musical. Em cada bloco, apresenta-se a
notícia mais importante por primeiro. Há no mínimo dois apresentadores, com
a participação de repórteres incluindo, se for o caso, entrevistas sonoras.
O radiojornal supõe uma equipe de produção.
2.1.1.10 Documentário Jornalístico - O Documentário Jornalístico tem a duração
de quinze a trinta minutos. É a verdadeira análise de um fato específico que merece tratamento especial. Pode ser
uma data histórica, um conjunto de fatos reais, oportunos e de interesse atual,
de conotação não-artística. É realizado por meio de montagem de áudios previamente
gravados. Tem como função aprofundar determinado assunto construído com a
participação de um repórter condutor. É uma espécie de monografia radiofônica
sobre um dado tema. Mescla pesquisa documental, medição dos fatos in loco, comentários de especialistas e
de envolvidos no acontecimento e desenvolve uma investigação sobre um fato.
2.1.1.11 Mesa-Redonda - A Mesa-Redonda e o Debate são mediados por
um apresentador que impõe as regras previamente aceitas pelos participantes,
tendo em vista delimitar o tempo de fala de cada um, organizar as perguntas
e a seqüência das respostas. O
mediador deve ser uma pessoa bem informada, sensível, de raciocínio rápido,
imparcial e educada. A apresentação
é ao vivo para gerar credibilidade. O assunto a ser abordado na transmissão
de um debate é de interesse público. O objetivo é fazer o ouvinte ficar a
par de argumentos e contra-argumentos expressos em forma discursiva por pessoas
que de fato sustentam suas opiniões com convicção. Os participantes da mesa-redonda, normalmente,
têm idéias diferenciadas entre si. É costume mesclar vozes femininas
e masculinas no estúdio, onde todos devem ser informados do nome e do cargo
de cada debatedor. É importante abrir espaço para a participação do ouvinte
por telefone ou e-mail, o que precisa ser informado ao ouvinte repetidas vezes.
Na mesa-redonda, o assunto é abordado
pacificamente; no debate, há discussão.
2.1.1.12 Programa Policial - O Programa Policial tem como objetivo
cobrir os acontecimentos e fatos policiais, por meio de reportagens, entrevistas,
comentários e notícias, e é apresentado de modo independente ou vinculado
aos radiojornais. Roland Barthes, em Crítica e Verdade (Perspectiva, 1999, p. 58-59) fala de faits divers como uma informação monstruosa
sobre desastres, assassinatos, raptos, acidentes, roubos, assaltos, esquisitices...,
remetendo ao homem a sua história, a sua alienação, a seus fantasmas, a seus
sonhos, a seus medos. Normalmente o noticiário policial é recheado de suspense,
o que caracteriza o sensacionalismo.
2.1.1.13 Programa Esportivo - O Programa Esportivo, aceito somente nos últimos anos como gênero
radiofônico, vem cativando públicos cada vez maiores. Os locutores esportivos
têm se aperfeiçoado no sentido de criar novos estilos de locução, utilizando-se
sempre da criatividade e cativando uma legião cada vez maior de ouvintes.
Avalia-se, inclusive, que o gênero esportivo é o que mais se desenvolveu nas
últimas décadas, com uma rica produção de vinhetas e efeitos especiais durante
suas transmissões ao vivo, aliadas a constantes entrevistas e coberturas ao
vivo. Em termos de programação, o gênero esportivo oferece quatro formatos:
1) noticiários esportivos - que ocorrem em datas e horários pré-determinados;
2) programas esportivos - apresentados no estúdio; 3) transmissão de eventos
- especialmente o futebol; 4) placar esportivo - resultados, classificação.
Segundo Luis Carlos Saroldi,
2.1.1.14 - Divulgação Tecnocientífica - A Divulgação Tecnocientífica tem a função de divulgar, e conseqüentemente,
informar a sociedade sobre o mundo da ciência, com roteiros apropriados e
linguagem que seja acessível à maioria da população. O uso de ferramentas
de linguagem radiofônica, a exemplo da sonoplastia, a participação da radioatores
e as trilhas musicais são fundamentais para tornar o discurso científico acessível
e palatável.
2.1.2 Gênero
Educativo-Cultural
No
início da história do rádio, pensava-se fazer desse veículo um difusor de
cultura. Alguns governos financiavam e ainda financiam a rádio educativa.
Como um meio de promover a educação, o rádio pode trabalhar com conceitos
e com fatos. Seja ilustrando dramaticamente um evento histórico, seja acompanhando
o pensamento político atual, ele serve para veicular qualquer assunto que
possa ser discutido, conduzindo o ouvinte, num ritmo predeterminado, por um
conjunto de informações. Nos países desenvolvidos, o gênero educativo-cultural
é uma das colunas de sustentação da programação radiofônica. Roquette-Pinto,
o fundador da radiodifusão brasileira, assim concebeu o meio. Por longos anos,
1970-89, foi veiculado no Brasil o Projeto
Minerva; era uma tentativa de levar educação escolar aos recantos mais
remotos do Brasil (FERRARETO, 2001, p. 162). Desde 1997,
2.1.2.1 Programa Instrucional -
O Programa Instrucional é usado em cursos de alfabetização e ensino de idiomas,
e mesmo em disciplinas básicas como geografia, história etc; o áudio é um
complemento ao material impresso.
2.1.2.2 Audiobiografia - A Audiobiografia é o formato radiofônico
em que o tema central é a vida de uma personalidade de qualquer área de conhecimento
e que visa divulgar seus trabalhos, comportamentos e idéias.
2.1.2.3 Documentário Educativo-Cultural - O Documentário educativo-cultural,
com duração variável de trinta a sessenta minutos, tem a abordagem direcionada
a um tema de cunho humanístico, como uma escola, um movimento literário ou
musical, uma programação televisiva ou radiofônica.
2.1.2.4 Programa Temático - O programa temático, variando de cinco
a sessenta minutos, tem como finalidade a abordagem e a discussão de temas
sobre a produção do conhecimento.
2.1.3 Gênero
de Entretenimento
Pode ser chamado também de “variedades”
ou “radiorevista”. Tem como característica a mistura em um único programa
dos vários gêneros existentes, baseando-se no tripé música-informação-entretenimento.
A grande vantagem do entretenimento é a imbricação entre ficção e realidade.
Com duração de até três horas, esse tipo de programa é dividido em núcleos,
de acordo com os assuntos/quadros. Há necessidade de uma equipe de produção.
O foco central é a mistura de assuntos e não a presença de um determinado
apresentador. O papel do locutor é o de garantir a descontração do programa,
sem que sua participação tenha interferência direta no material que está sendo
difundido. Nas décadas de 1940 e 1950, nesse tipo de programa eram apresentadas
as radionovelas. Em Entretenimento pode haver informação, anúncio, prestação
de serviços de utilidade pública, educação etc.
2.1.3.1 Programa Musical - Um
programa é Musical quando a maior parte do tempo é ocupada por músicas, ainda
que haja breves locuções, como nome do cantor e da música, hora certa, reclames
publicitários e boletins noticiosos. No início da história do rádio, havia
transmissão de longas óperas e concertos; hoje, as músicas duram de dois a
cinco minutos. Os programas musicais são os mais fáceis de serem produzidos,
uma vez que as músicas já estão prontas; o trabalho do produtor e/ou apresentador
resume-se em anunciar a música, desanunciar a música no seu final e inserir
uma ou outra informação. Nas emissoras FM surgiu a figura do disc-jóquei, onde o mesmo profissional faz as tarefas do programador,
do operador de áudio e do noticiarista, lendo as notícias on line de
algum site da internet.
No rádio brasileiro predomina o gênero musical. No tangente ao repertório
musical, há segmentação quanto ao estilo clássico, rock, popular, sertanejo,
romântico, religioso... O musical ainda pode ser dirigido para um público
infantil, juvenil, adulto ou senil.
2.1.3.2 Programa Ficcional - O formato ficcional no rádio brasileiro
teve seu esplendor a partir da década de 1940, com a Rádio Nacional do Rio
de Janeiro. Englobando interpretação, sonoplastia e efeitos sonoros, os programas
ficcionais pertencem a dois grandes grupos: o drama e o humor. O drama é definido
como uma composição dialogada de um fato trágico. Mario Kaplun dividiu o drama
no rádio em: 1) unitário - os personagens não tem continuidade posterior;
2) seriado - personagens se repetem em peças independentes com tramas diferenciadas
com começo, meio e fim; 3) radionovela - obra dramática de longa duração,
dividida em capítulos de modo seqüenciado, com a necessidade de acompanhá-la
diariamente para não perder a compreensão do desenrolar da trama (KAPLUN,
1978, p. 147-149). Muito
difundido nas décadas de 1940 e 1950, o gênero humorístico praticamente desapareceu
do rádio brasileiro na década de 1960. Naquela época, tal tipo de programa
era caracterizado por uma seqüência permanente de piadas e brincadeiras, tendo
a família como público-alvo. Mario Kaplun classificou o humor no rádio em:
1) programete de humor - duração de poucos minutos ou até apenas alguns segundos,
veiculados ao longo da programação; 2) programa de humor - seriado, com personagens
permanentes que se apresentam a cada episódio; 3) peça radiofônica - comédia
de até trinta minutos (KAPLUN, 1978, p. 147-149). A migração de muitos humoristas para
a televisão e a transformação de perfil do público de rádio a partir da década
de 1980 fizeram com que esses programas fossem rareando. Em 2005, percebe-se
uma reintrodução de programas humorísticos no rádio, de forma completamente
diferente do que era antes: agora os programas são veiculados
2.1.3.3 Programete Artístico - O programete artístico é um clips de áudio, com no máximo três minutos,
com conteúdo de conotação artística. Utilizando entrevistas, comentários,
radioesquetes e informações úteis, sua estrutura é ágil e dinâmica e pressupõe
o poder de síntese, fluência e objetividade de quem o escreve.
2.1.3.4 Evento Artístico - Um evento artístico transmite ao
vivo um espetáculo público, tal como show musical, concurso de beleza, quermesse,
congresso etc. É necessário um esforço muito grande de técnicos, produtores,
locutores, animadores que produzem o ritmo do espetáculo. Faz-se a inclusão
de textos explicativos, bem como vinhetas de abertura, passagem e encerramento.
2.1.3.5 Programa Interativo de Entretenimento - Embora no rádio se
estabeleça mais um feedback do radiouvinte
do que uma interatividade que é própria da internet, o programa interativo
é aquele no qual o ouvinte participa de jogos, gincanas, sorteios e brincadeiras,
normalmente ganhando brindes. A interação pode acontecer através do telefone,
fax ou e-mail.
2.1.4 Gênero
Publicitário
O
objetivo de um anúncio comercial é vender um produto ou um serviço. A propaganda
eficiente irá interessar, informar, envolver, motivar e direcionar. Normalmente,
o anúncio é produzido numa agência de publicidade, a qual sabe conjugar público-alvo,
produto/serviço, redação apropriada, entonação da voz e efeitos sonoros. O
código de ética para a publicidade diz que o anúncio tem de ser legal, decente,
honesto e verídico; deve ser ousado e convincente. Os anunciantes são tratados
com muito apreço, afinal são eles que garantem a subsistência financeira da
radioemissora e dos que dela dependem.
2.1.4.1 Espote - Spot advertising
significa ponto de propaganda, ou, anúncio radiofônico. Surgiu em 1930 nos
Estados Unidos. Um espote, normalmente não ultrapassa os trinta segundos de
duração. É uma fala de entonação forte, protagonizada por atores, apoiada
por trilha musical e efeitos sonoros. Existe também o texto-foguete, que é uma locução simples,
com menos de dez segundos de duração.
2.1.4.2 Jingle - Jingle
é uma pequena peça musical cuja função é facilitar e estimular a retenção
da mensagem pelo ouvinte. Com trinta segundos ou menos de duração, a melodia
é ao mesmo tempo simples e de fácil compreensão. O hábito humano de repetir
determinadas frases melódicas, cantando ou assobiando, garante ao produtor
do jingle a multiplicação da informação veiculada.
2.1.4.3 Testemunhal - Ainda há o Anúncio Testemunhal, peça radiofônica
que se utiliza da credibilidade do comunicador quando da leitura de um texto
comercial, tendo em vista o convencimento do público. É uma espécie de conselho
de amigo. O ato de persuadir o consumidor está na credibilidade do locutor
e não na qualidade do produto.
2.1.4.4 Peça de Promoção - Peça de Promoção é uma promoção de vendas
veiculada no rádio que se caracteriza pela instantaneidade e pelo alcance
local. Vendem-se serviços e produtos numa espécie de oferta-relâmpago. O anunciante
participa por telefone ao vivo, com a cumplicidade do locutor do estúdio.
São oferecidos brindes para as primeiras pessoas que telefonarem adquirindo
o produto anunciado. A Rádio Clube FM,
de Curitiba-PR, é experta nesse tipo de anúncio publicitário.
2.1.4.5 Teaser - Mensagem publicitária curta destinada a despertar
a atenção e a curiosidade do público para anúncio a ser lançado posteriormente.
Neste tipo de anúncio, não há indicação clara nem do anunciante, nem do produto.
2.1.4.6 Oferecimento - Na abertura ou no encerramento de certos programas,
apenas é citado o nome do produto ou do serviço, sem entrar
2.1.5 Gênero
Propagandístico
Fazer propaganda é propagar idéias, crenças, princípios
e doutrinas; é o conjunto de técnicas e atividades de informação e persuasão
destinadas a influenciar, num determinado sentido, as opiniões, os sentimentos
e as atitudes do público receptor. Um exemplo histórico de propaganda no rádio
está
2.1.5.1 Peça Radiofônica de Ação Pública - A Peça Radiofônica de
Ação Pública reforça e sustenta o poder. Visa divulgar e esclarecer a opinião
pública das ações, idéias e projetos das instâncias de poder, seja no nível
federal, estadual ou municipal - propaganda governamental - , trabalhando
suas respectivas imagens com o objetivo de conquistar o apoio e a aceitação
populares. Porém, no Brasil, esse recurso sempre foi abusivo, com o agravante
de que o governo paga bem pela veiculação de seus espotes.
2.1.5.2 Programa Eleitoral - A
Lei nº 9.504 de 30 de setembro de 1997, nos artigos
Embora não seja propriamente um gênero
propagandístico, a Voz do Brasil
merece uma menção especial. A primeira edição da Voz do Brasil foi
apresentada em 25 de julho de 1936, com locução do carioca Luiz Jatobá, como
noticiário oficial do governo federal, por ordem do Presidente Getúlio Vargas.
Naquela época, chamava-se Programa Nacional. A transmissão obrigatória
do programa por todas as emissoras de rádio do país, em rede nacional, iniciou-se
em 1938. Essa retransmissão ainda é obrigatória, embora algumas emissoras,
munidas de Mandado de Segurança, não a retransmitam. Em 1962 ocorreu a mudança
de nome, com o programa passando a chamar-se A Voz do Brasil; e ficou sob responsabilidade da Empresa Brasileira
de Notícias (EBN), que foi substituída em 1988 pela Radiobrás. A Voz do Brasil
vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 19 horas, com a duração de 60 minutos.
Em
2.1.5.3 Programa Religioso - Em
todas as religiões existe o aspecto da missionariedade e mesmo o do proselitismo.
Por isso, a existência de programas de ordem confessional. Muitas radioemissoras
nasceram para servir determinados credos; em emissoras comerciais, muitas
vezes há a cessão gratuita ou venda de espaços para grupos religiosos.
2.1.6 Gênero
de Serviço
São
notas que se caracterizam pela transitividade e provocam no radiouvinte uma
reação imediata. São informações sobre o fluxo do trânsito, aeroportos, condições
meteorológicas, anúncio de concursos, espetáculos, vacinação de crianças ou
idosos, prazo da entrega do imposto de renda, falta de água ou luz, notas
de falecimento, serviços públicos, coleta de sangue, aconselhamentos sobre
saúde, investimentos, preços, turismo, emprego, questões jurídicas. Ainda,
temas específicos de apoio aos interesses da população, venda de automóveis
ou imóveis, hora certa, feiras-livres etc.
2.1.7 Gêneros
Especiais
São formatos que escapam às tentativas de classificá-los
nos gêneros clássicos, mas que apresentam várias funções concomitantes:
2.1.7.1 Programa Infantil - O Programa Infantil tem a função de divertir,
educar, informar. Porém, parece que essa intenção nunca prevaleceu. André
Barbosa Filho (2003), escreve que o último programa infantil de que se tem
notícia foi o Quintal Encantado,
exibido entre 1985 e 1986 (BARBOSA FILHO,
2003, p. 139). Porém, uma pesquisa
realizada por e-mail, em agosto
de 2004, constatou que existem muitas radioemissoras com programas infantis.
O programa infantil é propício a apresentar histórias e episódios com pinceladas
do estilo radionovela, como ocorre em várias emissoras: na Rádio Imaculada
Conceição, AM 1490 KHZ, de São Bernardo do Campo (SP), aos sábados, há o programa
A Hora e Vez da Criança, das 10:00 às 11:00
horas, apresentado pelo locutor Denis Santos; e há um Rosário recitado por crianças às 15:00
horas. Na Rádio Nazaré FM de Belém-PA, há o programa Criança Evangelizando Criança, apresentado pela Infância Missionária
aos sábados às 14:00 horas, detentor do prêmio Microfone de Prata-2004 oferecido
pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Rádio Canção Nova de
Cachoeira Paulista (SP) possui aos sábados o programa Cantinho
da Criança, veiculado às 15:30 horas. Na rádio Paiquerê de Londrina-PR
e em mais de 200 outras radioemissoras do Brasil é veiculado o programa Carretel de Invenções, gerado pela Fundação
Fé e Alegria do Brasil, dos Padres Jesuítas de Belo Horizonte (MG).
2.1.7.2 Variedades - Tendo um ou dois apresentadores, o Programa
de Variedades possui várias seções: atualidades, política, esportes, música,
humor... O programa de variedades, também chamado de popular, é responsável pela maior parte da audiência
nas emissoras. Esse tipo de programa está centrado na figura do apresentador,
também chamado de comunicador popular. Esse profissional tem um perfil bastante
específico: uma pessoa descontraída, com muito carisma, perspicácia e emotividade.
Em termos de produção, tal tipo de programa é dividido entre música, muita
prestação de serviço de caráter básico, gincanas e notícias sobre artistas
e personalidades, tudo com a participação direta e permanente do apresentador.
Assemelha-se, em grande medida, ao gênero “Variedades”. Por conta das necessidades
comerciais de boa parte das emissoras, esse gênero de programa acabou sendo
um pouco desvirtuado, tendo como principal característica a exploração da
boa fé do público ouvinte, normalmente constituído por pessoas do sexo feminino,
de classe baixa e pouca escolaridade. O Programa Popular, às vezes, é a única
forma de a população carente canalizar suas esperanças (MCLEISH, 1999, p.
113). No Brasil, de
2.1.7.3 Rap - Em
30 de setembro de 1991, deu-se o golpe de Estado contra o presidente haitiano
Jean-Bertrand Aristide. A Rádio Enquirillo, emissora da República Dominicana,
situada na fronteira sul, fazia chegar facilmente o seu sinal até Port-au-Prince,
capital do Haiti. Diante da terrível situação que o país irmão estava vivendo,
a emissora, que tem o nome de um cacique rebelde, começou a enviar mensagens
em crioulo para animar a resistência popular. Cúmplice do golpe, o governo
dominicano proibiu terminantemente a Rádio Enquirillo de divulgar quaisquer
notícias, qualquer aviso lido em língua haitiana. “E a música?”, perguntou,
malicioso, Pedro Ruquoy, diretor da emissora. “Coloquem a música que quiserem”,
respondeu impaciente o funcionário das telecomunicações. Como as músicas não
haviam sido proibidas, o departamento de imprensa converteu-se
Em muitos casos, o radiouvinte se afeiçoa
ao radialista, criando nele uma figura de confidente ou conselheiro, como
pode ser constatado em cartas de ouvintes. Antigamente carta, hoje fax ou
e-mail. Às vezes, o radiouvinte é estimulado a escrevê-la, outras vezes ele
a escreve espontaneamente. Algumas cartas são dirigidas ao radialista, outras
à radioemissora. Algumas devem ser respondidas “no ar”, outras vezes, pelo
correio. Contudo, todas têm que ser respondidas, pois o ouvinte merece respeito
e não pode ser decepcionado. Leitura no ar - são cartas com pedidos musicais,
dedicatórias, reclamações, respostas a concursos, divulgação de eventos ou
solicitação de ajuda. Correspondência fora do ar - certas cartas dos ouvintes
merecem o tratamento sigiloso de uma carta pessoal, em que o radialista ou
a radioemissora devem responder ao radiouvinte, sob pena de perderem a confiança
do remetente. No período áureo do rádio brasileiro,
Um telefonema do ouvinte colocado no
ar pode variar desde um simples pedido musical, a uma dedicatória e mesmo
a uma denúncia pública. E é ótimo que o ouvinte participe colocando a sua
voz no ar, manifestando sua opinião e dando o seu testemunho. O telefonema
concede a característica de imediatismo ao programa. Em certos tipos de debate,
em que há uma autoridade no assunto no estúdio, o radiouvinte é estimulado
a telefonar, contribuindo com opiniões ou questionamentos. É aconselhável
que haja um pré-atendimento do telefonema, identificando o ouvinte para o
apresentador do programa. Um telefonema colocado no ar não pode ser interrompido,
ainda que pareça inconveniente; se for o caso, a equipe de produção poderá
providenciar o comentário cabível na seqüência do programa (MCLEISH, 1999,
p. 113-120).
- - -
4. Roteiro em Rádio
Ingredientes do Roteiro
para rádio - exercício de Transições:
1) Diálogos (e Sons) - textos a serem
proclamados pelos locutores. Entonação natural, causando no ouvinte a impressão
de que o texto é falado espontaneamente e não que é lido. Alinhar o texto
à esquerda, sem hifenização.
2) Detalhes do Texto - indicação de como proclamar
o texto: lento, rápido, entusiasmado, rindo, bocejando, esbravejando, voz
masculina ou feminina, interrogação, exclamação...
3) Sonoplastia - detalhes técnicos a
serem observados pelo operador de áudio e codificados no Playlist: Título
do CD e número da faixa; MD; qual microfone; inserção de músicas, vinhetas,
anúncios comerciais, ícones sonoros...
4) Detalhes - indicação de tempo,
volume, efeito sonoro...
Um roteiro pode ser mais ou menos sofisticado,
indicando mais ou menos detalhes para o locutor e para o operador de áudio.
Exemplo de Roteiro:
|
Notícias
da Tarde |
||||
|
Rádio
Eseei |
Notícias
da Tarde |
16
agosto 2006 |
17:30
horas |
|
|
Bloco
3 |
||||
|
Diálogos (e Sons) (O
que é falado, qual som é emitido...) |
Detalhes (Como
falar) |
Sonoplastia (Fonte
do som, o que, Playlist...) |
Detalhes Técnicos (Como...) |
|
|
... |
|
... |
|
|
|
Comercial
- Casas Bahia |
|
1109
(Código) |
|
|
|
Vinheta
4 - Rádio Essei |
|
456 |
|
|
|
Plim-plom,
plim-plom (Vinheta Hora Certa) |
|
123 |
|
|
|
17
e 48. |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
|
|
|
Vinheta
- Notícias da Tarde |
|
789 |
|
|
|
Back
Ground |
|
CD
Trem, faixa
3 |
|
|
|
O
dólar fechou hoje em 2 Reais e 87 centavos para a venda; e 2 Reais e
69 centavos para a compra. |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
BG |
|
|
A
Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de zero ponto 4 por cento.
|
Loc.
Fem. |
Mic.
2 |
BG |
|
|
Logo
mais, a partir das 20:30 horas, a grande jornada esportiva pela Rádio
ESEEI. Direto do Beira-Rio, transmitiremos Internacional e São Paulo.
Nosso repórter Adilson Cordeiro dá as últimas informações direto de
Porto Alegre! |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
BG,
fim do BG na última palavra |
|
|
Vinheta
Adilson Cordeiro |
|
369 |
|
|
|
Boa
Tarde Nathalie e Salik, Boa Tarde ouvinte da Rádio Eseei! Acaba de sair
a escalação do Inter de Porto Alegre. Os portões já estão abertos para
a torcida. Às 21 horas e 30 minutos rola a bola nesta decisão da Taça
Libertadores da América. Adilson Cordeiro para Notícias da Tarde. |
Vibrante |
Entrada
Ao vivo |
Celular,
canal 4 |
|
|
A
Rádio Eseei transmite Inter e São Paulo a partir das 20:30 horas. |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
|
|
|
As
últimas Notícias da Tarde, copiando do provedor da Eseei. |
Loc.
Fem. |
BG
Trem, Faixa 3 Mic. 2 |
|
|
|
Cassados
mais de 70 deputados sanguessugas da máfia das ambulâncias... |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
BG
Eco 2/3 |
|
|
Vinheta
Hora Certa |
|
123 |
|
|
|
17
e 54 |
Loc.
Masc. |
Mic.
1 |
|
|
|
Daqui
a um minuto, o Repórter Eseei |
Loc.
Fem. |
Mic.
2 |
|
|
|
Vinheta
3 - Rádio Eseei |
|
122 |
|
|
|
|
|
Comercial
Britânia |
569 |
|
5. Manual de Comunicação da SSVP (2005)
Nos lares, botecos, salões de beleza, academias
de ginástica lá está ele, fazendo companhia para seus ouvintes. O que nos
leva a afirmar que o papel do rádio é insubstituível ante as inovações tecnológicas
no mundo da comunicação.
A primeira transmissão
radiofônica no Brasil aconteceu durante a festa de Centenário da Independência,
em 7 de setembro de 1922, na cidade do Rio de Janeiro. Dezenas de pessoas
que prestigiavam a solenidade ouviram o discurso do presidente Epitácio Pessoa
e os acordes da peça “O Guarani”, de Carlos Gomes, executada no Teatro Municipal
da então capital federal. Há quem conteste essa data como marco inaugural
do rádio brasileiro, pois alguns documentos provam que o rádio, no Brasil,
nasceu em Recife, em 6 de abril de 1919, quando com um transmissor importado
da França, foi inaugurada a Rádio Clube de Pernambuco por Oscar Moreira Pinto,
que depois se associou a Augusto Pereira e João Cardoso Ayres.
Em 1923, com
a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto
e Henry Morize, a implantação do rádio se consolida. As primeiras emissoras
tinham sempre em sua denominação os termos “clube” ou “sociedade”, pois nasciam
como clubes e associações. Em 1931 surgiu o primeiro documento sobre radiodifusão.
A publicidade
foi permitida por meio do Decreto n. 21.111, de 1º de março de 1932, que regulamentou
o Decreto n. 20.047, de maio de 1931, primeiro diploma legal sobre radiodifusão,
surgido nove anos após a implantação do rádio no país. Por meio do Decreto
n. 21.111 foi autorizada a veiculação de propaganda pelo rádio que correspondia
inicialmente a 10% da programação, posteriormente elevada para 20% e, atualmente,
fixada em 25%.
Com a publicidade,
o rádio passou a cumprir melhor o seu papel. Ele não pôde mais viver apenas
de improvisação. Estruturou-se como empresa, investiu em equipamentos e começou
a contratar artistas e produtores. A linguagem abdicou-se de expressões menos
usuais e popularizou-se, falando como o povo fala. A hora do Brasil começou
em 1935 como um noticiário oficial do governo.
A fase de ouro
do rádio se consolida na década de 1940, momento em que ele começa a se definir,
mas claramente, para o jornalismo. O Repórter Esso, criado exatamente às 12h45min
do dia 28 de agosto na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi produto dessa
época. A voz de Heron Domingues, locutor exclusivo desse programa durante
18 anos, tornou-se popular em todo o País. O Repórter Esso foi instinto em
31 de dezembro de 1968.
Ainda na década
de 1960, as primeiras emissoras em FM (freqüência modulada) começam a operar.
A primeira emissora a explorar esse serviço foi a Rádio Imprensa, do Rio de
Janeiro. Os ouvintes passam a migrar da AM para a FM (80% da audiência).
Outra inovação
ocorreu na década de 1970, com a criação das agências de produção radiofônica,
que produziam programas com artistas famosos e assuntos de interesse do momento,
vendendo as gravações para emissoras de menor porte. No final de
Atualmente, mais
de três mil emissoras de rádio operam
Como um meio
de comunicação universal, o rádio apresenta algumas características peculiares:
·
Sensorialidade
– no rádio, a única arma é a voz, que por sua vez desperta a imaginação do ouvinte.
·
Abrangência
– tem o poder falar para milhões de pessoas. A parcela de audiência (tempo
que o ouvinte gasta ouvindo determinada emissora) e o alcance de audiência
(nº de pessoas que ouvem, efetivamente, alguma emissora no período de um dia
ou uma semana) são cifras utilizadas para avaliar a radiodifusão. Os resultados
são expressos em porcentagem
·
Imediatismo
– o rádio possui um caráter imediato, possibilitando que o ouvinte se inteire
dos fatos no momento em que acontecem.
·
Função
social – atua como agente de informação e formação do coletivo. Como um serviço
de utilidade pública fornece informações sobre empregos, produtos e serviços;
facilita o diálogo entre indivíduo e grupos, promovendo a noção de comunidade;
mobiliza recursos públicos e privados para fins pessoais ou comunitários,
especialmente numa emergência.
·
Linguagem
– para receber a mensagem é necessário somente ouvir, ato que não exige que
o ouvinte seja alfabetizado. De um modo geral, a linguagem radiofônica deve
ser direta (objetividade), simples e clara. É importante destacar que qualquer
tipo de programa radiofônico deve, necessariamente, ter um roteiro bem elaborado
para ser apresentado, o que garantirá a entrada e a saída do programa no horário.
Gêneros de rádio
·
Gênero
Musical – podemos considerar um
programa como sendo “musical” quando, claramente, a maior parte do espaço
foi ocupada por músicas, mesmo que haja locução, informação e entretenimento.
·
Gênero
de Variedades – tem como característica a mistura em um único programa dos
vários gêneros existentes, baseando-se principalmente no tripé música, informação
e entretenimento. Também é comum que este gênero privilegie o setor de prestação
de serviços.
·
Gênero
Popular – este programa está centrado na figura do apresentador. Tem como
principal característica a exploração da boa-fé do público ouvinte.
·
Gênero
Informativo – é responsável principal pela credibilidade de uma emissora.
Tem como base os programas que se encarregam de difundir notícias, informações
e prestações de serviços. São apresentados em formato de radiojornal, boletins
ou mesas-redondas/debates.
·
Gênero
Esportivo - é o que mais se desenvolveu
nas últimas décadas, com uma rica produção de vinhetas e efeitos especiais
durante suas transmissões, aliadas a constantes entrevistas e coberturas ao
vivo. Oferece três tipos de formato: cobertura de eventos esportivos, noticiários
esportivos e programas esportivos apresentados antes e depois dos eventos.
·
Gênero
Humorístico – praticamente desapareceu do rádio brasileiro na década de 1960.
Naquela época este tipo de programa era caracterizado por uma seqüência permanente
de piadas e brincadeiras, tendo a família como público alvo. Atualmente são
veiculados
O rádio foi o
primeiro dos meios de comunicação de massa que deu ineditismo à notícia, graças
a possibilidade de divulgar os fatos no exato momento em que eles ocorrem.
Essa atividade é denominada de radiojornalismo: verdade transmitida com responsabilidade
social. O objetivo da informação como mensagem radiofônica é manter o ouvinte
a par de tudo o que de interesse e atualidade ocorre no mundo. Os valores
das notícias são medidos pelo interesse do ouvinte, por aquilo que lhe envolve
direta ou indiretamente.
Segundo o Ibope,
80% dos ouvintes das emissoras jornalísticas
são pessoas com idade acima de 40 anos.
Etapas para a produção da notícia
·
Pauta
– roteiro com perguntas básicas, por meio do qual o repórter orientará sua
entrevista, e com um resumo dos acontecimentos a respeito do entrevistado
e do que o ouvinte espera da matéria (enfoque). Serve para aumentar as possibilidades
de reportagens, e não para limitá-las. É o ponto de partida.
·
Reportagem
– é a base do radiojornalismo. É fundamental a isenção, isto é, manter-se
distante emocionalmente do acontecimento e sempre ouvir os dois lados da questão.
Sempre faça uma pequena introdução para situar o ouvinte na matéria.
·
Redação
do texto radiofônico – a notícia deve responder às perguntas: o quê (o assunto);
quem (personagens envolvidos); onde (local onde acontece o fato); quando (data,
hora); como (modo como aconteceu o fato); por quê (causas).
Tipos de notícias radiofônicas
·
Notícia
estrita (nota) – o texto é redigido a partir da própria notícia (lauda).
·
Notícia
com citação de voz – relato da notícia com a inclusão de trechos da fala do
entrevistado, o que dá maior credibilidade à notícia.
·
Notícia
com entrevista – é a introdução da notícia (cabeça da matéria) coma inclusão
de uma entrevista (reportagem sobre o assunto).
Dicas de redação: estrutura gramatical e lingüística
·
Deve
ser linear, observando um desenvolvimento lógico da idéia.
·
Formar
frases em ordem direta, isto é, sujeito – verbo – complemento.
·
Usar
frases curtas e sintéticas.
·
Evitar
monotonia, intercalando frases simples com outras pouco mais longas.
·
Evitar
palavras difíceis e compridas, buscando sinônimos.
·
Evitar
adjetivos, uma vez que carregam pouca informação.
·
Procurar
usar o verbo sempre no presente do indicativo.
·
Preferir
o singular ao plural, quando não alterar o significado.
·
Não
usar os pronomes possessivos dispensáveis e evitar os pronomes demonstrativos.
·
A
linguagem oral no rádio deve utilizar linguagem simples.
·
Evitar
termos técnicos e científicos, assim como palavras estrangeiras.
·
Evitar
rimas, sibilância e repetição de sons parecidos.
·
Evitar
cacófatos ou a repetição de palavras.
·
Considerar
o caráter de atualidade das palavras.
·
Evitar
expressões que se contradizem e expressões redundantes.
·
Usar
parêntesis em rádio somente em duas situações: ao escrever a pronúncia de
uma palavra estrangeira, ou para sinalizar uma frase interrogativa ou exclamativa.
·
Não
iniciar frase com números. Não usar citações, principalmente entre aspas.
·
Pontuação:
no rádio precisamos basicamente de ‘ponto’ e ‘vírgula’. A vírgula serve para
marcar uma pequena pausa; respira-se e introduz-se uma pequena variação na
entonação. O resultado final exige uma leitura natural com um tom coloquial.
O ponto indica o final de uma unidade fônica completa, mais longa que a vírgula.
A entrevista
A entrevista é, basicamente,
uma conversa com perguntas e respostas. As perguntas podem ser de esclarecimento,
análise e ação. As entrevistas são classificadas em três tipos: informativa
(fornece informações ao ouvinte), interpretativa (o entrevistador fornece
os fatos e o entrevistado comenta ou explica sobre o exposto) e emocional
(repassa ao ouvinte o estado emocional do entrevistado).
Classificação das transmissões informativas
·
Flash
– acontecimento importante que deve ser divulgado imediatamente, em função
de sua oportunidade.
·
Edição
extraordinária – se refere a acontecimentos importantes, cuja divulgação é
oportuna, interrompendo qualquer programa.
Ambos podem ser emitidos
do estúdio ou diretamente do “palco da ação”, com texto redigido ou improvisado.
A linguagem utilizada é determinativa, aproximando-se das manchetes.
·
Especial
– programa que analisa um determinado assunto, seja por sua importância e
atualidade, seja por seu interesse histórico.
·
Boletim
– noticiário apresentado com horário e duração determinados, com característica
musical de abertura e encerramento, texto elaborado – script – e montagem
dos assuntos a serem tratados, que podem abranger tanto o noticiário local
como o nacional e internacional. É apresentado, normalmente, a cada 30 minutos
ou de hora em hora.
·
Jornal
– é o tradicional “jornal falado” das emissoras, que tem por função cobrir
todos os fatos de um determinado período informativo. Apresenta assunto de
todos os campos de atividade, estruturados em editoriais e contém informações
mais detalhadas. Os comentários – interpretativos ou opinativos – também podem
estar presentes.
Expressões comuns ao universo do rádio
A arte de fazer
rádio implica leis e regras específicas que compreendem linguagens, técnicas
e procedimentos que o profissional do rádio deverá levar em conta e dominar
de forma adequada.
·
BG
(background) – música, vozes ou ruído em fundo que servem de suporte para
fala. O mesmo que BG (begê). O BG precisa ser característico, para não ser
confundido com falha técnica, e não pode, de maneira alguma, prejudicar o
som da fala.
·
Retranca
– o assunto a que a lauda (notícia) se refere.
·
Rubrica
– são as recomendações ao locutor para uma entonação especial, pronúncia de
uma palavra estrangeira ou difícil.
·
Lauda
– folha padronizada em que é redigido o texto do programa, com as marcações
para a técnica.
·
Script
– roteiro para gravação ou veiculação de um radiojornal.
·
Deixa
– palavras finais da matéria que indicam ao locutor e ao operador de som o
momento em que outro trecho da informação deve ir ao ar. Designa também o
ponto da edição.
·
Vinheta
– chamada de curta duração, usada para destacar o intervalo e o reinício.
·
Abert
– Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
·
Abertura
de matéria – início da matéria, geralmente feito com o lead, o local e o nome
do(s) entrevistado(s).
·
Acústica
– estudo do som, sua natureza e característica. Em rádio é a medida de qualidade
sonora de um ambiente.
·
Agência
de notícias – empresa que fornece informações aos veículos de comunicação.
Quando o fato é importante, é preciso destacar, na notícia, o nome da agência.
·
Alcance
– distância, em cada região, em que o sinal da emissora é captado por radiorreceptores
domésticos com boa qualidade de reprodução.
·
Amplitude
modulada (AM) – corresponde ao processo de modulação em que o sinal modulador
– da informação – altera o nível ou “amplitude” do sinal “modulado” – portador
de radiofreqüência -, que se propaga entre o transmissor e um determinado
receptor.
·
Bip
– efeito sonoro usado em rádio, que indica tempo correndo. Um bip equivale
a um segundo; sinal gravado, não audível na pista de controle de cartucho
que indica início da gravação.
·
Bloco
– conjunto de notícias, músicas e demais informações situado entre dois intervalos
comerciais, nas emissoras mantidas pela propaganda, ou institucionais, nas
emissoras públicas.
·
Brainstorming
– técnica de criação que consiste em reunir pessoas de de diferentes especialidades
para extrair idéias sobre campanha, slogan etc. A imaginação dos participantes
tem livre curso e nenhuma crítica às idéias pode ser feita. Literalmente,
em inglês, significa “tempestade de idéias”.
·
Break
– expressão inglesa usada em algumas emissoras para designar o intervalo comercial.
·
Briefing
– resumo de instruções transmitidas ela chefia aos responsáveis por um trabalho.
Briefings são feitos pela manhã e a todo momento em que são necessários, em
reuniões de pauta, e transmitidos imediatamente aos profissionais.
·
Broadside
– impresso utilizado no lançamento de um produto, esclarecimento de uma campanha
pública ou promoção de vendas.
·
Chamada
– flash gravado sobre matéria ou programa, transmitido várias vezes durante
a programação, para despertar o interesse do ouvinte.
·
Cheking
– profissional que controla os horários dos comerciais.
·
Check-list
– trabalho de verificação dos pontos básicos de uma cobertura.
·
Decupagem
– processo de registro de ordem e da duração das diversas seqüências de uma
reportagem gravada, com anotação de frases capazes de identificá-las posteriormente,
para fins de edição.
·
Equalização – processo adotado em gravação, reprodução
e transmissão, em que as alterações, em resposta de freqüência, são corrigidas.
Gravadores, microfones e toca-discos obrigatoriamente dispõem deste recurso
para a correção dos graves e agudos.
·
Faixa
de freqüência – o mesmo que “banda de freqüência”. Sistemática de distribuição
de freqüências para os diversos serviços de telecomunicações.
·
Feedback
– usa-se a expressão feedback quando se marca uma entrevista, ou recebe-se
sugestão sobre a pauta; em tais ocasiões é preciso dar ou receber um feedback.
O mesmo que retorno.
·
Flash
– rápida informação sobre um fato, dado pelo repórter.
·
Flashback
– transmissão de música que foi sucesso no passado.
·
FM
– freqüência modulada – sistema de transmissão em que a onda portadora, na
faixa de
·
Freqüência
– número de oscilações ou vibrações de um movimento periódico numa determinada
unidade de tempo. É o número de vibrações por segundo, de uma onda ou corrente
alternada, medido em hertz (1Hz = ciclo por segundo), quilohertz (1KHz = 1.000
Hz), megahertz (1 MGHz = 1.000 000 Hz) e gigahertz (1 GHZ = 1.000 000 000
Hz).
·
Fundo
– o mesmo que brackground ou BG. São as músicas, ruídos ou sons de determinados
ambientes que servem de suporte para a fala. Sons de fundo.
·
Hi-fi
– abreviatura de high fidelity, isto é, alta fidelidade.
·
Jingle
– mensagem publicitária em forma de música, simples e atraente, fácil de memorizar.
·
UP
– abreviação de utilidade pública.
·
Vinheta
– mensagem transmitida no intervalo de programas, composta de um pequeno texto,
música e efeitos sonoros, de conteúdo variado; chamada para uma matéria ou
programa, campanha institucional, comemorações.
lmaikol@uol.com.br