Ouça,o Editorial da Rede Milícia Sat:
Pe. Lourenço Mika, professor-mestre de Comunicação de Curitiba-PR.

Editorial - 1º Abril 2005 - 00:12 horas
Tema: Aceito sugestões - lmaikol@uol.com.br
Pense nisso, meu irmão!
- - -

Editorial - 29 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Trabalho Voluntário
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Para a depressão psíquica, o remédio é o trabalho voluntário. E o trabalho tem que ser no sentido de fazer algo e não no sentido de dar algo para alguém. Expliquemos:
A depressão psíquica é uma doença moderna, causada pela pressa, pelo ativismo e pela repetição das mesmas tarefas, onde se usa o corpo, mas não se usa a mente. A depressão é um desequilíbrio entre o corpo e a mente. A depressão tem sintomas como o desânimo, o desinteresse e a falta de confiança em si próprio. Com a auto-estima baixa, a pessoa não tem vontade de fazer nada.
Quando se percebe que uma pessoa, homem ou mulher, está com depressão psíquica, é necessário partir em busca de tratamento. Alguns remédios de farmácia até podem ajudar na busca da cura, mas os remédios de farmácia têm como efeito colateral a dependência, se usados em demasia ou por tempo prolongado.
Trabalho voluntário, o grande remédio para a depressão. Exemplos de se fazer um trabalho voluntário: Quando você trafega numa rodovia, e percebe que na pista há um objeto caído de outro veículo, e você sabe que este objeto pode causar um acidente, você detém o seu veículo, estaciona em local seguro, e com toda a prudência que o transito requer, retira da pista o objeto caído.
Trabalho voluntário é quando um cabeleireiro pega a tesoura e o pente e se dirige a um asilo para cortar o cabelo dos idosos. Trabalho voluntário é quando você participa de um coral que canta para alegrar crianças doentes. Trabalho voluntário é quando você ajuda um deficiente visual a atravessar uma rua perigosa.
O trabalho voluntário pode ser esporádico e pode ser permanente. Pode ser individual e pode ser feito em grupo. A igreja oferece inúmeras possibilidades para o trabalho voluntário. Pode ser junto aos Vicentinos ou junto à Pastoral da Criança. Também há grupos de profissionais que voluntariamente realizam exames de vista em escolas carentes.
O trabalho voluntário traz boas lembranças e é estímulo para a pessoa buscar novos trabalhos voluntários. As boas lembranças fazem esquecer as mágoas do passado. Com boas lembranças, a pessoa vai se animando, vai aumentando a auto-confiança, vai realinhando os ideais. E então, adeus para a depressão psíquica. Trabalho voluntário é fazer o bem sem esperar nada em troca.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 25 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: As Escolhas
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O paradigma e o sintagma! Falei difícil? Então vamos explicar. Ao longo das 24 horas do dia, cada de nós precisa fazer centenas de escolhas.
O paradigma é aquilo que se nos apresenta como possibilidade das escolhas. Por exemplo: eu abro o guarda-roupa e me deparo com várias camisas, várias calças, várias meias... O sintagma é aquilo que de fato eu escolhi para vestir. Por exemplo: calça marrom, camisa bege, meia cinza-escuro, sapato marrom... E não esqueci do relógio de pulso, da caneta no bolo da camisa e da carteira de documentos. Assim estou
pronto para mais um dia de trabalho.
Na vida, há escolhas mais importantes e menos importantes. Escolher a cor ou o modelo da calça, sem dúvida, é uma escolha menos importante do que escolher participar ou
não-participar de um curso de aprimoramento. Escolher um prato à base de carne ou um prato à base de peixe, sem dúvida, é menos importante do que optar por esta
ou aquela atividade profissional.
E há escolhas na vida que são muito importantes. Por exemplo: escolher este ou aquele curso universitário; escolher esta ou aquela cidade para morar; escolher esta ou aquela pessoa para se casar; e importantíssimo: escolher uma vocação que vai permitir se casar ou viver como celibatário.
Está escrito na primeira página da Sagrada Escritura: "Crescei, multiplicai-vos e povoai a terra. Dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu". Deus nos dá a liberdade e a criatividade. É das escolhas acertadas que depende a nossa auto-realização pessoal. Porém, toda escolha se confronta com certos limites da liberdade.
As escolhas menos importantes são um treinamento para as escolhas mais importantes. E as escolhas mais importantes são um treinamento para as opções fundamentais em nossa vida. Há um provérbio que diz: "Do jeito que preparou a cama, assim vai dormir".
A vida é um paradigma, isto é, uma imensa possibilidade de escolhas. A nossa capacidade de pensar faz da vida um belo sintagma, isto é, uma vida bem vivida.
Com a bênção de Deus, vamos fazendo as nossas escolhas.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 22 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Horóscopo
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
No dicionário, o horóscopo é definido como: Prognóstico acerca da vida de uma pessoa, tirado, segundo pretendem os astrólogos, da posição de certos astros na hora do nascimento dessa pessoa. São 12 os Signos do Zodíaco: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
O horóscopo que vem impresso nos jornais e nas revistas refere-se aos vários aspectos da atividade humana. O horóscopo diz se a pessoa vai ser feliz no amor, ou se vai ser feliz nos negócios. O horóscopo diz se a pessoa vai ter sorte na loteria, ou se a pessoa vai ser bem sucedida numa viagem.
A posição da lua, a posição das estrelas, e a posição de alguns planetas serve de base para a redação do horóscopo. Aliás, você sabe como é escrito o horóscopo em algumas redações de jornal? É mais ou menos assim: a partir do momento em que o chefe de redação entrega a pauta para os jornalistas, sempre algum jornalista deve ficar de plantão, na redação, para atender as notícias inesperadas. Porém, enquanto a notícia inesperada não acontece, o chefe pede para o plantonista redigir o horóscopo. Basta escrever algo sobre o amor, sobre o trabalho, sobre algo que o redator imagina. Então, pegam-se as 12 pequenas redações e se faz um sorteio. Estas previsões são para o Sagitário, estas previsões são o Áries, estas previsões são para o Capricórnio.
No dia seguinte, outro plantonista faz uma nova redação para os 12 Signos. As previsões são arquivadas. Quando acontece que o plantonista não tem tempo para redigir, aí basta pegar uma lista de horóscopo do arquivo, trocar as previsões do signo de Touro para o signo de Câncer, do Leão para Peixes, do Escorpião para Gêmeos... e o horóscopo está redigido.
O leitor do jornal fica impressionado com o que lê. Às vezes o horóscopo dá certo, às vezes não dá certo. Já aconteceu que uma pessoa desatenta leu o horóscopo de um jornal da semana anterior, e no dia em questão, as previsões se cumpriram.
Mas afinal, o que é o horóscopo? Quem acredita no horóscopo? Os jornais sérios não mais publicam o horóscopo. As radioemissoras esclarecidas não mais lêem o horóscopo. Já na internet, há milhares de sites com o horóscopo.
A pergunta é a mesma de sempre: posso acreditar no horóscopo? A resposta pode ser a mesma de sempre. Se você quiser acreditar, pode acreditar. Assim como você pode acreditar nos seus ideais, no seu planejamento do dia e na sua vontade de construir a sua felicidade.
Não é o horóscopo que vai determinar a minha sorte ou o meu azar durante o dia. E não são os planetas e os astros distantes que vão influenciar as minhas decisões, ou influenciar o meu caráter e a minha personalidade. Enquanto uma pessoa puder usar de sua liberdade, ela traçará o seu próprio destino. E não é um astrólogo, e nem um plantonista de jornal, que vai influenciar o meu dia. Com a bênção de Deus, cada um siga o seu destino.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 18 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Seqüestro de bebê
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
A novela Senhora do Destino mostrou a história seguinte: Nazaré Tedesco era uma prostituta e fingia ser auxiliar de enfermagem. Para segurar o namorado José Carlos Tedesco, que já era casado, inventou a história de que estava grávida. Para isso, simulou uma barriga. Ela queria sair da prostituição e se casar com o José Carlos.
Era o ano de 1968, o tempo das confusões nas ruas do Rio de Janeiro, por causa da ditadura militar. Maria do Carmo, proveniente de um pequeno vilarejo do sertão de Pernambuco, veio para o Rio de Janeiro com seus cinco filhos para morar na casa do irmão dela, o Sebastião. Em certa ocasião, Nazaré aproveitou a distração de Maria do Carmo e roubou a Lindalva, recém-nascida, filha de Maria do Carmo.
Ao apresentar a criancinha para o namorado José Carlos Tedesco, Nazaré disse que era fruto da relação dos dois e que se chamava Isabel. Carlos acreditou na história, abandonou a esposa e a filha e foi morar com a Nazaré. Mas, 20 anos mais tarde, Isabel descobriu que a verdadeira mãe dela era a Maria do Carmo e foi morar com ela. Isabel teve uma filha que recebeu o nome de Linda.
Nazaré, a falsa-mãe porque tinha furtado o bebê, para se vingar da Lindalva, planejou roubar o bebê dela. A cena da novela termina numa ponte, ocasião em que Nazaré devolve a Linda para a Lindalva e diz que ela jamais faria uma maldade para a neta. Nazaré chora, e então, se atira da ponte e morre.
A arte imita a vida e a vida imita a arte. A novela imita a vida e a vida imita a novela!
Aqui na nossa cidade de Curitiba, capital do Paraná, na noite de sábado para domingo no último dia 12 de março, a cabeleireira Márcia de Freitas Salvador entrou clandestinamente na maternidade de um hospital e raptou uma criança recém-nascida, a Gabriele, filha de João Batista e Joseane. Graças à mobilização da comunidade, graças à divulgação do retrato falado da suposta seqüestradora, com a ajuda da imprensa, em apenas dois dias a polícia encontrou a criança e devolveu-a aos legítimos pais, encaminhando a seqüestradora para a justiça. Os pais da pequena Gabriele declararam que não vão processar nem a seqüestradora e nem o hospital.
Sem dúvida, há muita semelhança entre o que se passou na novela e o que se passou na vida real. É hora de relembrar que: a novela ensina o bom caminho e o mau caminho. Igualmente, os filmes: ensinam o bom caminho e o mau caminho. Também as músicas: ensinam o bom caminho e o mau caminho. Neste final da Campanha da Fraternidade sobre a Solidariedade e a Paz, vamos recordar que: tanto o bem como o mal que praticamos, nada fica ocultos aos olhos de Deus.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 15 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: A igreja
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Numa igreja, tanto numa igreja paroquial como numa capela, são importantes: a visualização, a sonorização, a iluminação, a ventilação, a decoração e a boa comunicação. Ao pensar em construir uma nova igreja, deve-se primeiramente elaborar o projeto acústico, o projeto arquitetônico, o projeto de iluminação, o projeto de climatização e o projeto de decoração. Está errado como se faz, às vezes, em que um grupo de voluntários, em mutirão, começa a erguer paredes, sem a menor noção de como deveria ser um templo católico... Assentar tijolos é a parte mais barata da construção, mas como ficará a parte funcional do prédio? Vejamos por parte:
1º - A Visualização: A arquitetura das igrejas de hoje tem que ser adaptada para a acústica e para a visualização modernas, proporcionadas pela tecnologia. A igreja não precisa ser alta; pode ser redonda, oval, em forma de meia-lua... O importante é que o padre e a equipe litúrgica possam ser vistos e ouvidos. A Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia devem ficar de 7 a 10 degraus acima dos fiéis, de acordo com as dimensões da igreja. Os músicos podem ficar num tablado. Para os nossos dias, não se pode esquecer o telão e projetor de multimídia.
2º - A Sonorização: Cabe aos peritos em acústica e sonorização, instalar um bom equipamento de som, numa Igreja. Cabe à comunidade, treinar alguém para ser o operador do equipamento de som; deve ser alguém que entende de eletrônica e que entende de liturgia. Os leitores devem falar alto e com naturalidade diante do microfone.
3º - A Iluminação: O projeto arquitetônico deve privilegiar a luz natural e dar condições para uma iluminação artificial. A luz natural deve ser direcionada a partir do povo para o altar.
4º - A Climatização: Prevenindo o frio do sul ou calor do nordeste, o templo pode ter o ar condicionado, pois na igreja, a pessoa tem que sentir confortável. Os ventiladores não são uma solução adequada.
5º - A Decoração: velas e flores devem ficar fora do altar, o qual é chamado de Mesa da Eucaristia. Durante a Liturgia Eucarística, no altar, deve ficar unicamente o Missal Romano e o cálice, a patena e o cibório. Existem normas litúrgicas para a utilização de estátuas, vitrais, quadros, ícones da via-sacra, alfaias sagradas, lecionário, missal, mesa da palavra, mesa da eucaristia e bíblia sagrada; todos esses elementos devem remeter ao sobrenatural.
E para terminar - A Comunicação: Antigamente, o sino chamava os fiéis para a oração. Hoje, a pessoa vai na igreja porque quer. É tão agradável entrar numa igreja aonde se pode sentir a paz, a tranqüilidade, a harmonia e a santidade. O templo é sagrado por natureza. É tão bom ouvir um microfone bem regulado, ver uma decoração bem criativa, tudo limpinho a agradável. E sobretudo sentir a presença de Deus neste ambiente que é a Casa do Senhor.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 11 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: A visita ao Doente
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Nestes dias que antecedem a Semana Santa, é costume que o padre vá na casa de cada doente da sua paróquia. A Pastoral dos Doentes é de grande importância. Se na Igreja ou no salão paroquial, os fiéis são tratados de uma forma coletiva, o doente é tratado de uma forma individual.
Numa paróquia bem organizada pastoralmente, há vários grupos de pessoas que visitam os doentes durante o ano todo. A visita ao doente pode ser feita pelo Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, levando justamente a Eucaristia para o Doente. E também há grupos de pastoral que visitam os doentes, por exemplo, a Legião de Maria, o Apostolado da Oração, os Vicentinos, os carismáticos. E, citamos que existe a Pastoral dos Doentes, bem como a Pastoral da Saúde e a Pastoral Hospitalar.
Jesus Cristo curou cegos, curou surdos, curou mudos, paralíticos, leprosos... É claro que nem o padre e nem o agente de pastoral possui o poder de fazer milagres, querendo curar um doente. Mas, a visita ao doente tem o significado que o próprio Jesus Cristo indicou, ao dizer: "Estive Doente e me visitastes".
O doente pode ter uma doença temporária, como é o caso de uma cirurgia ou uma fratura. O doente também pode ter uma doença permanente, como é o caso de um derrame cerebral ou a incapacidade de caminhar. Também há as deficiências físicas e mentais. A doença não tem uma explicação lógica, mas sabe-se que sofrer, de certa forma faz bem para a pessoa, se ela souber aceitar a doença.
Uma visita do padre à casa do doente tem que ser marcada com antecedência. O doente tem que saber que o padre lhe dará a bênção dos doentes, ungindo-o com o Óleo dos Enfermos. Nunca se deve obrigar o doente a se confessar; mas, se ele pedir o Sacramento da Confissão, o padre saberá atendê-lo. A família do doente deve estar junto do doente na hora que o padre reza e deve rezar junto. A família também deve cuidar que no quarto do doente acamado haja um bonito quadro de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e de algum santo; não é bom colocar quadros tristes. Se o doente gosta de ver a missa na televisão ou escutar pelo rádio, a família cuide disso também.
De certa forma, a família que cuida de um doente é uma família mais unida e no lar dessa família se respira um clima de santidade, calma e paz. A Igreja sempre cuidou da visita ao doente na sua própria casa. É um grande gesto de caridade. Visitar o doente faz bem para o doente e faz bem para o padre. Que nesta Semana Santa, os doentes sejam visitados e que Jesus Cristo os abençoe e santifique.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 8 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Shopping Center
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O lugar social da praça que ficava na frente da igreja matriz, mudou-se para o Shopping Center. Vamos explicar isso!
Até uns 50 anos atrás, à frente da igreja matriz, havia uma praça. Na praça, havia bancos, onde se sentavam os namorados e os compadres. Havia carrinhos com venda de pipoca e picolé. Havia espaço para armar um palanque para o comício político ou para a bandinha da prefeitura. Havia espaço para armar as barracas da quermesse da paróquia. Ao redor da praça, havia a padaria, o armazém, o banco, o dentista, o alfaiate, o sapateiro e o barbeiro. A praça era o centro econômico, social, cultural e religioso.
Os tempos mudaram! Hoje, ao lado do cruzamento de duas avenidas expressas, na periferia da cidade, foi construído um Shopping Center, que significa, uma Central de Mercado. O padeiro mudou-se para o shopping e trocou de nome; agora ele é o confeiteiro. O barbeiro alugou uma sala comercial e chamou-a de salão-de-beleza. O dentista montou uma clínica. O fritador de pastel instalou um fast food na praça da alimentação. O banco colocou o caixa eletrônico. O palanque da praça transformou-se em sala-de-cinema. O alfaiate e o sapateiro tentaram se instalar no shopping, mas, faliram, porque é mais barato comprar um sapato novo do que consertar o sapato velho. É mais barato comprar uma calça nova do que costurar a calça velha.
Do ponto de vista cultural, o espaço social migrou da praça para o Shopping Center, em especial para os jovens. As pessoas vão ao shopping para comprar comida e roupa, para paquerar, para encontrar amigos, para se fotografar e para fazer festinha de aniversário. A arquitetura e a decoração do Shopping Center obedecem a mais calculada disciplina ambiental, sugerindo o belo, o bom, o arejado, o cuidado, o limpo, o organizado, o seguro e o confortável. O estacionamento dos automóveis é grande e prático.
Porém, uma constatação que intriga: a Igreja não migrou da praça para o Shopping Center. Os produtos de mercado e os serviços migraram da praça para o Shopping Center. Mas, a Igreja não migrou para o Shopping Center. Em alguns Shoppings até há uma capela ecumênica; mas, não há nenhum padre para atender o povo. As pouquíssimas capelas instaladas em alguns Shoppings Centers, como em Belo Horizonte e Brasília, são absolutamente insignificantes. Por razões de conforto e segurança, o povo vai ao Shopping Center. Mas, até quando será que o povo irá na velha praça para entrar na Igreja matriz?
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 4 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Reforma Universitária
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Março, fim das férias e fim do carnaval. Os trabalhadores e os estudantes estão entrando no ritmo das atividades diárias.
Na rede de ensino, repete-se um problema antigo: estudar na escola pública ou estudar na escola particular. Na escola pública, aquela mantida pela prefeitura municipal ou pelo governo estadual, sempre faltam vagas para os alunos, e se diz que, o nível de ensino é mais fraco. Aí, os pais têm que matricular as crianças numa escola particular, arcando com mensalidades bem pesadas. E sempre ficam sobrando crianças sem estudar, os futuros analfabetos. Isso sem esquecer as crianças que abandonam a escola depois de dois ou três anos de aula.
Terminada a 8ª série do ensino fundamental, um novo dilema perante o ensino médio: escola pública ou escola particular? As escolas de ensino médio e os cursos técnicos profissionalizantes mantidos pelo governo, são insuficientes para o número de alunos que querem estudar. A família tem que continuar a pagar as mensalidades na escola particular.
Finalmente, o sonho da faculdade! Para enfrentar o vestibular, o aluno de família rica faz o cursinho pré-vestibular. O aluno pobre não tem condições de pagar o cursinho. Sai a lista dos aprovados no vestibular. Os ricos, que estudaram em boas escolas particulares e fizeram um bom cursinho pré-vestibular, estão aprovados para estudarem na universidade federal, onde não pagarão mensalidades e, privilegiados, estudarão pela manhã porque não precisam trabalhar.
O universitário pobre terá que trabalhar durante o dia, estudará à noite e terá de pagar duras mensalidades na universidade particular.
Em Brasília, não decola a reforma universitária. A razão é muito simples: os nossos representantes políticos teriam de pagar a faculdade dos próprios filhos. O governo, além de não oferecer ensino gratuito de qualidade, ainda se intromete na administração da escola particular e dela tira pesados impostos. Pura demagogia!
A injustiça começa no ensino fundamental, se prolonga no ensino médio e chega ao auge no ensino superior. A injustiça do sistema universitário brasileiro é que, os ricos estudam de graça e os pobres têm que pagar para estudar.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 1º Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Quem deve governar o povo e tratar das coisas públicas? Os mais sábios? Os mais ricos? Os mais prudentes? Os mais honestos? Os mais capazes de administrar? Responder a essa pergunta sempre foi motivo de discussões filosóficas ao longo da história. Nas democracias modernas governam aqueles que recebem mais votos dos eleitores. Às vezes, são eleitos os honestos e competentes; em outras vezes, são eleitos os safados e incompetentes.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil inaugurou, em Brasília, no último dia 21 de fevereiro, o Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara. O objetivo do Centro é formar políticos para atuarem na sociedade, em todos os níveis, à luz dos princípios da Doutrina Social da Igreja.
O mundo da política é extremamente complexo e desafiador. Não raro é cheio de contradições e até de escândalos. Muitos eleitores não acreditam nos políticos. No entanto, fazer política é preciso. A Igreja está convencida que, respeitados os princípios democráticos, deveriam governar aqueles que desejam honestamente promover o bem comum.
Já existem algumas escolas de política. Podemos citar a Fundação Ulisses Guimarães do PMDB e o Instituto Teotônio Vilela do PSDB. Essas escolas preparam o candidato a ser um bom político.
Entendemos que o candidato a cargos públicos precisa entender de assuntos como: economia, administração, liderança, mercado, indústria, comércio, agricultura, saúde, educação, cidadania, direitos humanos e, sobretudo, conduta ética. Tal qual um motorista que precisa freqüentar o curso para condutores de veículos, nossos vereadores, prefeitos, deputados e senadores também precisam freqüentar cursos. Cada cargo político está ligado a direitos e deveres que a maioria dos que são eleitos desconhece.
Antigamente, na escola primária havia a educação moral e cívica; depois, foi banida. Nas universidades, havia o Estudo dos Problemas Brasileiros, que hoje não há mais. Em todo caso, é necessário que todo cidadão seja instruído acerca da sua cidadania. E o candidato a cargos políticos tem que saber para o quê que ele foi eleito.
Através do Centro de Fé e Política Dom Hélder, a CNBB deseja dar a sua contribuição para despertar e formar bons políticos para o Brasil.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 25 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Aumento de salário dos deputados
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Com a eleição do deputado Severino Cavalcanti do PP do Pernambuco para presidir a Câmara dos Deputados, em Brasília, de imediato veio à tona o aumento do salário dos 513 deputados federais e dos 81 senadores. Dizem eles que vão cumprir um artigo da Constituição Federal de 1988 que permite equiparar o salário dos deputados e senadores ao salário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Com esse sofisma, dizem que o aumento do salário será legal, pois amparado pela Constituição. Fisiologismo e maracutaias! Ainda que legal, o aumento do salário será imoral.
Vejamos: quem redigiu a Constituição em legislaturas anteriores foram os deputados e senadores. Alguns deles, eternos barganhadores de votos, que redigiram a Constituição, ainda estão no poder. Legislaram em causa própria.
O salário dos deputados passaria então de 12 mil e 847 Reais para 21 mil e 500 Reais, e mais as verbas de gabinete. Automaticamente, virá o aumento do salário dos deputados estaduais, dos governadores, dos prefeitos e dos vereadores. Isso significa para o povo: rodovias cada vez mais sucateadas, falta de remédios nos postos de saúde, falta de vagas nas escolas, aumento dos impostos e, sobretudo, salário mínimo do trabalhador cada vez mais minguado. Os aposentados, destinados para a sepultura.
E está difícil de abrir a caixa-preta do Judiciário. A imoralidade começa com os Ministros do Supremo Tribunal Federal, que legislando em causa, elevaram o próprio salário a este exagerado patamar de 21 mil e 500 Reais. O próprio Presidente da República ganha bem menos que os Ministros, ou seja, o presidente ganha 8 mil e 800 Reais.
Se o aumento do salário dos deputados e senadores for aprovado, não é de se espantar se logo mais surgirem greves! Sindicatos, organizações-não-governamentais, igrejas, estudantes e imprensa se movimentarão contra Brasília. Não é possível admitir tanta injustiça por parte dos representantes do povo. Eles, cada vez mais ricos, e o povo cada vez mais pobre. É hora de as classes refletirem no assunto e partirem para o contra-ataque. Por vias legais, organizar um plebiscito, ou realizar um grande abaixo-assinado. E se for o caso, o congresso será fechado a pau e pedra, novas eleições serão convocadas e os candidatos saberão que o salário deles será de apenas 10% do salário atual. Mas, vamos devagar com o andor porque o santo é de barro.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 22 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: casamento de adolescentes
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O que fazer quando o jovem decide se casar muito jovem? A estatística mostra que o jovem brasileiro se casa cada vez mais tarde. No entanto, alguns rapazes e moças, com apenas 18 ou 16 anos surpreendem a própria família quando comunicam que pretendem se casar o mais breve possível.
O adolescente, rapaz ou menina, se apaixona com tanta intensidade que acredita não poder mais viver sem o seu parzinho. O adolescente acha que tem certeza absoluta que encontrou a pessoa da sua vida, com quem pretende se casar, ter filhos e viver para sempre.
Sabe-se que nesta fase de transição entre o infantil e o adulto, os sentimentos são confusos, devido à influência da mudança dos hormônios. Os noivos adolescentes não têm consciência dos deveres e obrigações de uma vida a dois e, mais do que isso, lhes falta a estabilidade financeira que pode resultar num casamento desastroso.
É difícil fazer um jovem entender que tem se esperar pelo momento certo, emocionalmente maduro e mais estruturado.
Cabe aos pais mostrar aos jovens apaixonados, as vantagens de postergar o casamento. Sugerir que primeiro terminem os estudos, conquistem um emprego e uma casa para morar. Lembrá-los que a vida a dois nem sempre é um mar de rosas porque as dificuldades aparecem quando menos se espera.
Os adolescentes noivos devem ter a reposta para as seguintes perguntas: no seu entender, o que é o casamento? Por que você acha que o seu namorado ou namorada é a pessoa certa? Como vocês vão dividir as tarefas domésticas? Como vão dividir as contas? Como vão conciliar as amizades que não são comuns? Como farão as visitas aos familiares? Como fica a prática da religião?
Atualmente, a independência econômica alcança-se cada vez mais tarde. Por essa razão, muitos jovens optam por se casar mais tarde. Eles não têm pressa de sair da casa dos pais, porque ali eles encontram liberdade, amparo financeiro e certas regalias que não teriam junto ao cônjuge e junto aos filhos pequenos. A maioria dos jovens está optando por assumir o casamento por volta dos 28 anos. Já maduros, estáveis profissional e financeiramente, esses jovens sabem que a vida a dois é feita de altos e baixos.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 18 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Desonestidade
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Vamos refletir sobre a desonestidade. Quero me referir àqueles atos de desonestidade que a pessoa pratica sem ser vista por ninguém.
É desonesto aquele que encontra uma carteira com dinheiro e documentos e não devolve o dinheiro. É desonesto aquele que pega a aposentadoria de pessoas já falecidas. É desonesto aquele que furta pequenos utensílios nos restaurantes. Desonesto aquele que suja os banheiros públicos de escola e igreja, mas na sua própria casa zela pelo banheiro limpinho. Deixa a torneira aberta e a luz acesa.
O desonesto empresta a caneta e não devolve; empresta livros, CDs e ferramentas e faz de conta que esqueceu de devolver. O desonesto não paga as mensalidades na escola. O desonesto não fecha portas e porteiras que devem ser abertas e imediatamente fechadas. O desonesto não devolve o troco que recebeu a mais por engano. Usa o telefone público sem inserir o cartão. Sai do emprego só para não pagar pensão à ex-mulher.
Político desonesto muda de partido. Prefeito desonesto usa o caixa-dois e pratica o superfaturamento; recebe e oferece propina.
Comerciante desonesto rouba na balança. Aluno desonesto copia o trabalho de aula e diz que foi ele mesmo que redigiu. Operário desonesto falta ao trabalho e leva um falso atestado médico. Gerente desonesto sonega imposto. Simula um furto de veículo para receber o valor do seguro. É desonesto aquele que inventa histórias para não cumprir suas obrigações.
Ser honesto, antes de tudo, requer sinceridade e autenticidade consigo próprio.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 15 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Tsunami
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
No último dia 26 de dezembro, a onda gigante denominada "Tsunami" matou mais ou menos 200 mil pessoas na Ásia. A onda lavou e levou praias, jardins, ruas, abrigos e habitações. Lavou e levou belezas naturais, propriedades, sonhos, projetos, presunções, egoísmos, virtudes e vícios dos humanos.
A onda gigante lavou, levou e enterrou muitas vidas. Obrigou os homens a abrirem grandes valas para enterrarem os corpos. Motivou muitos países a abrirem caminhos de solidariedade para irem ao encontro dos sobreviventes.
Hoje, quase dois meses depois da Tsunami, resta o sofrimento de milhões de pessoas que choram seus mortos e que perderam tudo. Por outro lado, há milhares de voluntários que buscam amenizar a dor e devolver dignidade.
Desponta e floresce a fina flor da CARIDADE. Situações caóticas sempre abrem espaço para questionamentos e aprendizados.
Podemos perceber que em meio a tanta tragédia, existe a ajuda humanitária. A VIDA é um presente de Deus, mas, o que estamos fazendo dela? O PLANETA é nossa casa, como cuidamos dele?
Que nas fendas abertas pela tragédia, no solo de tantas vidas e nações, consigamos plantar sementes de misericórdia, ajuda e esperança.
Que esta dor aproxime corações mentes, mãos e sentimentos e mova o mundo a ações de solidariedade e de paz.
Que a água, fonte de pureza e de vida, retorne de mansinho, lave nossas mágoas, nossos medos, nossa dor, nossas dúvidas e deixe espaço para o beijo do sol que vem reacender nossa fé e brindar-nos com o arco-íris de esperança!
Que nosso PENSAR, ORAR e AGIR atenue, silencie e harmonize, pelo menos em parte, as NOTAS TRÁGICAS na SINFONIA da VIDA! Campanha da Fraternidade, Solidariedade e paz. Felizes os que promovem a paz.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 11 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Campanha da Fraternidade
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Em todo o Brasil, em todas as comunidades, a nossa Campanha da Fraternidade! Não só na igreja católica, mas também nas igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. É uma campanha ecumênica.
Muito bem escolhido o tema da Campanha da Fraternidade de 2005: solidariedade e paz. O lema diz assim: felizes os que promovem a paz. No cartaz da Campanha, vemos uma menininha que esticou um bracinho bem para o lado esquerdo e outro bracinho bem para o lado direito, num gesto de abraçar o mundo. Ainda no cartaz, o mapa mundi; em cada país, a bandeira branca da paz.
Se diz assim: A porta mais segura é aquela que nunca precisa ser chaveada. Ainda é possível encontrar localidades onde não precisa chavear a porta da casa ou do automóvel. Todos nós sonhamos com um mundo de paz e segurança.
Porém, no Brasil, ano de 2002, houve mais ou menos 40 mil mortes por arma de fogo! Por isso, prossegue a campanha do desarmamento, pois a estatística mostra que um revólver não nos protege do assaltante, mas pelo contrário, o revólver acaba sendo usado para atingir uma pessoa de nossa família, da nossa vizinhança, ou do nosso relacionamento, intencionalmente ou por acidente. O revólver é um instrumento de ataque, não de defesa. Se você possui um revólver na sua casa, pense bem para o quê ele poderá servir.
A palavra solidariedade significa uma relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de apoiar os outros. A palavra Frater, traduzida do latim para o português, significa, ser irmão. Os irmãos têm que se amar e não viver em briga. A paz e a segurança de uma pessoa ou de uma família só é possível se houver solidariedade e justiça. Quando os ricos exploram os pobres, então surge a injustiça e a insegurança. A nossa campanha da fraternidade nos provoca a construirmos uma cultura de solidariedade e paz.
Nas igrejas se fala da fraternidade. Nas casas, os grupos de reflexão rezam e refletem sobre a fraternidade. A paz começa na nossa casa, pela virtude do perdão. Se você tem alguém para lhe perdoar, ou para lhe pedir perdão, aproveite para fazer as pazes neste tempo de quaresma e campanha da fraternidade.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 7 Fevereiro 2005 - 00:12 horas

Tema: Feriado de Carnaval
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
Enfim, o feriado de carnaval! Não é um feriado religioso. Não é um feriado patriótico. Aliás, o Brasil parou desde a sexta-feira passada! O Feriado de hoje, carnaval, começou ontem, na segunda-feira. E vai terminar, amanhã, quarta-feira, a partir do meio dia. Racionalmente, não é encontrado nenhum motivo para o país parar por cinco dias.
Talvez, já que na quarta-feira de cinzas não se come carne, hoje, Terça-feira Gorda, terça-feira de carnaval, come-se muita carne, por tradição. E nas passarelas de carnaval, nos sambódromos, nos clubes, e atrás dos trios elétricos, é mostrada muita carne humana!
Os foliões dançam e pulam ao som dos tambores. Travestidos e travestidas, assumem personagens diferentes daquele personagem da vida real. E dizem que não existe pecado abaixo do Equador. Sodomas e Gomorras pagãs modernas.
Por outro lado, muitos de nossos irmãos estão na Casa de Retiro Espiritual. Ali se reza, se medita a Palavra de Deus, se canta e até se dança um carnaval com Jesus. Se tem gente que viajou para ver o carnaval, também tem gente que viajou para não ver o carnaval. Se tem gente que ligou a televisão para ver o sambódromo, também tem gente que desligou a televisão para não ver o sambódromo.
Carnaval é bom? Depende! Carnaval é ruim? Depende! A consciência moral tem que estar ativada nos 365 dias do ano. Anestesiar a paz da consciência nos dias de carnaval ou anestesiar a consciência em qualquer outra data, o pecado é o mesmo. Inclusive, mais uma vez, a polêmica da distribuição gratuita da camisinha.
Algumas prefeituras municipais não mais financiam o desfile de carnaval. O Brasil não é mais aquele de antigamente. Embora, por definição, se diga que o seu imaginário coletivo da população brasileira é movido a futebol, carnaval e novela, isso já pode ser questionado.
O Eclesiástico do Antigo Testamento escreveu: "Existe tempo para rir e tempo para chorar". E Jesus disse: "Bem-Aventurados os puros de coração porque verão a Deus!" Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 4 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Escola de Samba
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
O que se pode aprender de bom com uma escola de samba? Para pessoas desavisadas, uma escola de samba que desfila no sambódromo é uma bagunça generalizada. Na verdade, não é bem assim.
Toda escola de samba está sujeita a normas gerais e a um regulamento específico. O desfile de carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo é o maior espetáculo a céu aberto da Terra. Isso implica num trabalho sincronizado de mais ou menos sete mil pessoas em cada escola de samba, dentre profissionais e artistas.
O sambódromo do Rio foi inaugurado em 1984. Disparado o cronômetro, a escola começa a desfilar. Microfones sem-fio, comandados por computador fazem o som da bateria chegar ao sambódromo todo, na velocidade da luz. Ali está a porta-bandeira, o mestre-sala e o puxador do samba. O enredo, isto é, a letra do samba, sempre narra um aspecto da história e da cultura, revivendo o passado.
Cada arte a seu devido tempo! O gingado dos passistas, samba no pé, não é qualquer um que consegue imitar. As cores e a coreografia de cada ala encantam os espectadores e os telespectadores. A transmissão ao vivo pela televisão utiliza as mais recentes técnicas de áudio e de vídeo.
Cores, luzes, música, coreografia, fantasias, espetáculo que gera emoções e alegria! Expressão de um povo. Nenhum sambista é obrigado a sambar; ele samba porque gosta.
Os jurados vão dar a nota levando em conta a bateria, o samba-enredo, a harmonia, a evolução, as alegorias e os adereços. Cada escola tem o tempo de exatos 70 minutos para desfilar. No mínimo 2.600 componentes, no máximo 6.000.
Tem mulher semi-nua no carnaval? Tem, sim. Mas, talvez menos nua do que aquela mulher que se esbalda na praia com um fio dental e com um band-aid em cada biquinho do seio e ninguém fiz nada.
Para se conhecer o regulamento de uma escola de samba, basta entrar na internet. Se o nosso governo, a nossa escola e a nossa Igreja tivessem a disciplina de uma escola de samba, certamente o mundo seria bem melhor. Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -
Editorial - 1 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Fórum Social Mundial
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
De 26 a 31 de janeiro, aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o quinto Fórum Social Mundial. Houve conferências, painéis, oficinas e mesas de diálogo. Presença de Palestrantes famosos de muitos países.
O Fórum Social Mundial é um espaço aberto para a articulação de ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil, que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.
Se diz que é necessário encontrar alternativas para se construir uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos universais.
Jovens, adultos e idosos do mundo pós-moderno dependem do mercado. Mas, o mercado é cruel. A pessoa que não entra no atual modelo econômico fica excluída.
Jesus disse: "Não é aquele que diz 'Senhor, Senhor' que entrará no Reino dos Céus, mas aquele que pratica a Vontade do Pai celestial".
Pois, bem! O Fórum Social Mundial chegou ao seu término! O problema da fome no mundo, é um problema daqueles que têm o quê comer, disse o nosso Presidente Lula no primeiro dia do Fórum!
Sabemos que um outro mundo é possível; depende de nós. Depende de padres, religiosos e catequistas que constroem de verdade o Reino de Deus.
Dos estadistas e chefes das nações não há muito a se esperar. Um mundo melhor depende das Organizações não-Governamentais, conhecidas como ONGs. As boas idéias que surgiram no Fórum de Porto Alegre, que sejam colocadas em prática!
E para terminar: votos de pronto restabelecimento da saúde do nosso querido Dom Décio Zandonade, bispo de Colatina-ES, a quem eu tenho a incumbência de substituir, nestes dias, aqui perante o microfone.
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia Sat!
- - -