Ouça,o Editorial da Rede
Milícia Sat:
Pe. Lourenço Mika, professor-mestre
de Comunicação
de Curitiba-PR.
Editorial - 1º Abril 2005 - 00:12 horas
Tema: Aceito sugestões - lmaikol@uol.com.br
Pense nisso, meu irmão!
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Editorial - 29 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Trabalho Voluntário
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Para a depressão psíquica, o remédio é o trabalho
voluntário. E o trabalho tem que ser no sentido de fazer algo e não
no sentido de dar algo para alguém. Expliquemos:
A depressão psíquica é uma doença moderna, causada
pela pressa, pelo ativismo e pela repetição das mesmas tarefas,
onde se usa o corpo, mas não se usa a mente. A depressão é
um desequilíbrio entre o corpo e a mente. A depressão tem sintomas
como o desânimo, o desinteresse e a falta de confiança em si próprio.
Com a auto-estima baixa, a pessoa não tem vontade de fazer nada.
Quando se percebe que uma pessoa, homem ou mulher, está com depressão
psíquica, é necessário partir em busca de tratamento. Alguns
remédios de farmácia até podem ajudar na busca da cura,
mas os remédios de farmácia têm como efeito colateral a
dependência, se usados em demasia ou por tempo prolongado.
Trabalho voluntário, o grande remédio para a depressão.
Exemplos de se fazer um trabalho voluntário: Quando você trafega
numa rodovia, e percebe que na pista há um objeto caído de outro
veículo, e você sabe que este objeto pode causar um acidente, você
detém o seu veículo, estaciona em local seguro, e com toda a prudência
que o transito requer, retira da pista o objeto caído.
Trabalho voluntário é quando um cabeleireiro pega a tesoura e
o pente e se dirige a um asilo para cortar o cabelo dos idosos. Trabalho voluntário
é quando você participa de um coral que canta para alegrar crianças
doentes. Trabalho voluntário é quando você ajuda um deficiente
visual a atravessar uma rua perigosa.
O trabalho voluntário pode ser esporádico e pode ser permanente.
Pode ser individual e pode ser feito em grupo. A igreja oferece inúmeras
possibilidades para o trabalho voluntário. Pode ser junto aos Vicentinos
ou junto à Pastoral da Criança. Também há grupos
de profissionais que voluntariamente realizam exames de vista em escolas carentes.
O trabalho voluntário traz boas lembranças e é estímulo
para a pessoa buscar novos trabalhos voluntários. As boas lembranças
fazem esquecer as mágoas do passado. Com boas lembranças, a pessoa
vai se animando, vai aumentando a auto-confiança, vai realinhando os
ideais. E então, adeus para a depressão psíquica. Trabalho
voluntário é fazer o bem sem esperar nada em troca.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 25 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: As Escolhas
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O paradigma e o sintagma! Falei difícil? Então vamos explicar.
Ao longo das 24 horas do dia, cada de nós precisa fazer centenas de escolhas.
O paradigma é aquilo que se nos apresenta como possibilidade das escolhas.
Por exemplo: eu abro o guarda-roupa e me deparo com várias camisas, várias
calças, várias meias... O sintagma é aquilo que de fato
eu escolhi para vestir. Por exemplo: calça marrom, camisa bege, meia
cinza-escuro, sapato marrom... E não esqueci do relógio de pulso,
da caneta no bolo da camisa e da carteira de documentos. Assim estou
pronto para mais um dia de trabalho.
Na vida, há escolhas mais importantes e menos importantes. Escolher a
cor ou o modelo da calça, sem dúvida, é uma escolha menos
importante do que escolher participar ou
não-participar de um curso de aprimoramento. Escolher um prato à
base de carne ou um prato à base de peixe, sem dúvida, é
menos importante do que optar por esta
ou aquela atividade profissional.
E há escolhas na vida que são muito importantes. Por exemplo:
escolher este ou aquele curso universitário; escolher esta ou aquela
cidade para morar; escolher esta ou aquela pessoa para se casar; e importantíssimo:
escolher uma vocação que vai permitir se casar ou viver como celibatário.
Está escrito na primeira página da Sagrada Escritura: "Crescei,
multiplicai-vos e povoai a terra. Dominai sobre os peixes do mar e sobre as
aves do céu". Deus nos dá a liberdade e a criatividade. É
das escolhas acertadas que depende a nossa auto-realização pessoal.
Porém, toda escolha se confronta com certos limites da liberdade.
As escolhas menos importantes são um treinamento para as escolhas mais
importantes. E as escolhas mais importantes são um treinamento para as
opções fundamentais em nossa vida. Há um provérbio
que diz: "Do jeito que preparou a cama, assim vai dormir".
A vida é um paradigma, isto é, uma imensa possibilidade de escolhas.
A nossa capacidade de pensar faz da vida um belo sintagma, isto é, uma
vida bem vivida.
Com a bênção de Deus, vamos fazendo as nossas escolhas.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 22 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Horóscopo
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
No dicionário, o horóscopo é definido como: Prognóstico
acerca da vida de uma pessoa, tirado, segundo pretendem os astrólogos,
da posição de certos astros na hora do nascimento dessa pessoa.
São 12 os Signos do Zodíaco: Áries, Touro, Gêmeos,
Câncer, Leão, Virgem, Escorpião, Sagitário, Capricórnio,
Aquário e Peixes.
O horóscopo que vem impresso nos jornais e nas revistas refere-se aos
vários aspectos da atividade humana. O horóscopo diz se a pessoa
vai ser feliz no amor, ou se vai ser feliz nos negócios. O horóscopo
diz se a pessoa vai ter sorte na loteria, ou se a pessoa vai ser bem sucedida
numa viagem.
A posição da lua, a posição das estrelas, e a posição
de alguns planetas serve de base para a redação do horóscopo.
Aliás, você sabe como é escrito o horóscopo em algumas
redações de jornal? É mais ou menos assim: a partir do
momento em que o chefe de redação entrega a pauta para os jornalistas,
sempre algum jornalista deve ficar de plantão, na redação,
para atender as notícias inesperadas. Porém, enquanto a notícia
inesperada não acontece, o chefe pede para o plantonista redigir o horóscopo.
Basta escrever algo sobre o amor, sobre o trabalho, sobre algo que o redator
imagina. Então, pegam-se as 12 pequenas redações e se faz
um sorteio. Estas previsões são para o Sagitário, estas
previsões são o Áries, estas previsões são
para o Capricórnio.
No dia seguinte, outro plantonista faz uma nova redação para os
12 Signos. As previsões são arquivadas. Quando acontece que o
plantonista não tem tempo para redigir, aí basta pegar uma lista
de horóscopo do arquivo, trocar as previsões do signo de Touro
para o signo de Câncer, do Leão para Peixes, do Escorpião
para Gêmeos... e o horóscopo está redigido.
O leitor do jornal fica impressionado com o que lê. Às vezes o
horóscopo dá certo, às vezes não dá certo.
Já aconteceu que uma pessoa desatenta leu o horóscopo de um jornal
da semana anterior, e no dia em questão, as previsões se cumpriram.
Mas afinal, o que é o horóscopo? Quem acredita no horóscopo?
Os jornais sérios não mais publicam o horóscopo. As radioemissoras
esclarecidas não mais lêem o horóscopo. Já na internet,
há milhares de sites com o horóscopo.
A pergunta é a mesma de sempre: posso acreditar no horóscopo?
A resposta pode ser a mesma de sempre. Se você quiser acreditar, pode
acreditar. Assim como você pode acreditar nos seus ideais, no seu planejamento
do dia e na sua vontade de construir a sua felicidade.
Não é o horóscopo que vai determinar a minha sorte ou o
meu azar durante o dia. E não são os planetas e os astros distantes
que vão influenciar as minhas decisões, ou influenciar o meu caráter
e a minha personalidade. Enquanto uma pessoa puder usar de sua liberdade, ela
traçará o seu próprio destino. E não é um
astrólogo, e nem um plantonista de jornal, que vai influenciar o meu
dia. Com a bênção de Deus, cada um siga o seu destino.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 18 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Seqüestro de bebê
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
A novela Senhora do Destino mostrou a história seguinte: Nazaré
Tedesco era uma prostituta e fingia ser auxiliar de enfermagem. Para segurar
o namorado José Carlos Tedesco, que já era casado, inventou a
história de que estava grávida. Para isso, simulou uma barriga.
Ela queria sair da prostituição e se casar com o José Carlos.
Era o ano de 1968, o tempo das confusões nas ruas do Rio de Janeiro,
por causa da ditadura militar. Maria do Carmo, proveniente de um pequeno vilarejo
do sertão de Pernambuco, veio para o Rio de Janeiro com seus cinco filhos
para morar na casa do irmão dela, o Sebastião. Em certa ocasião,
Nazaré aproveitou a distração de Maria do Carmo e roubou
a Lindalva, recém-nascida, filha de Maria do Carmo.
Ao apresentar a criancinha para o namorado José Carlos Tedesco, Nazaré
disse que era fruto da relação dos dois e que se chamava Isabel.
Carlos acreditou na história, abandonou a esposa e a filha e foi morar
com a Nazaré. Mas, 20 anos mais tarde, Isabel descobriu que a verdadeira
mãe dela era a Maria do Carmo e foi morar com ela. Isabel teve uma filha
que recebeu o nome de Linda.
Nazaré, a falsa-mãe porque tinha furtado o bebê, para se
vingar da Lindalva, planejou roubar o bebê dela. A cena da novela termina
numa ponte, ocasião em que Nazaré devolve a Linda para a Lindalva
e diz que ela jamais faria uma maldade para a neta. Nazaré chora, e então,
se atira da ponte e morre.
A arte imita a vida e a vida imita a arte. A novela imita a vida e a vida imita
a novela!
Aqui na nossa cidade de Curitiba, capital do Paraná, na noite de sábado
para domingo no último dia 12 de março, a cabeleireira Márcia
de Freitas Salvador entrou clandestinamente na maternidade de um hospital e
raptou uma criança recém-nascida, a Gabriele, filha de João
Batista e Joseane. Graças à mobilização da comunidade,
graças à divulgação do retrato falado da suposta
seqüestradora, com a ajuda da imprensa, em apenas dois dias a polícia
encontrou a criança e devolveu-a aos legítimos pais, encaminhando
a seqüestradora para a justiça. Os pais da pequena Gabriele declararam
que não vão processar nem a seqüestradora e nem o hospital.
Sem dúvida, há muita semelhança entre o que se passou na
novela e o que se passou na vida real. É hora de relembrar que: a novela
ensina o bom caminho e o mau caminho. Igualmente, os filmes: ensinam o bom caminho
e o mau caminho. Também as músicas: ensinam o bom caminho e o
mau caminho. Neste final da Campanha da Fraternidade sobre a Solidariedade e
a Paz, vamos recordar que: tanto o bem como o mal que praticamos, nada fica
ocultos aos olhos de Deus.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 15 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: A igreja
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Numa igreja, tanto numa igreja paroquial como numa capela, são importantes:
a visualização, a sonorização, a iluminação,
a ventilação, a decoração e a boa comunicação.
Ao pensar em construir uma nova igreja, deve-se primeiramente elaborar o projeto
acústico, o projeto arquitetônico, o projeto de iluminação,
o projeto de climatização e o projeto de decoração.
Está errado como se faz, às vezes, em que um grupo de voluntários,
em mutirão, começa a erguer paredes, sem a menor noção
de como deveria ser um templo católico... Assentar tijolos é a
parte mais barata da construção, mas como ficará a parte
funcional do prédio? Vejamos por parte:
1º - A Visualização: A arquitetura das igrejas de
hoje tem que ser adaptada para a acústica e para a visualização
modernas, proporcionadas pela tecnologia. A igreja não precisa ser alta;
pode ser redonda, oval, em forma de meia-lua... O importante é que o
padre e a equipe litúrgica possam ser vistos e ouvidos. A Mesa da Palavra
e a Mesa da Eucaristia devem ficar de 7 a 10 degraus acima dos fiéis,
de acordo com as dimensões da igreja. Os músicos podem ficar num
tablado. Para os nossos dias, não se pode esquecer o telão e projetor
de multimídia.
2º - A Sonorização: Cabe aos peritos em acústica
e sonorização, instalar um bom equipamento de som, numa Igreja.
Cabe à comunidade, treinar alguém para ser o operador do equipamento
de som; deve ser alguém que entende de eletrônica e que entende
de liturgia. Os leitores devem falar alto e com naturalidade diante do microfone.
3º - A Iluminação: O projeto arquitetônico deve
privilegiar a luz natural e dar condições para uma iluminação
artificial. A luz natural deve ser direcionada a partir do povo para o altar.
4º - A Climatização: Prevenindo o frio do sul ou calor
do nordeste, o templo pode ter o ar condicionado, pois na igreja, a pessoa tem
que sentir confortável. Os ventiladores não são uma solução
adequada.
5º - A Decoração: velas e flores devem ficar fora
do altar, o qual é chamado de Mesa da Eucaristia. Durante a Liturgia
Eucarística, no altar, deve ficar unicamente o Missal Romano e o cálice,
a patena e o cibório. Existem normas litúrgicas para a utilização
de estátuas, vitrais, quadros, ícones da via-sacra, alfaias sagradas,
lecionário, missal, mesa da palavra, mesa da eucaristia e bíblia
sagrada; todos esses elementos devem remeter ao sobrenatural.
E para terminar - A Comunicação: Antigamente, o sino chamava
os fiéis para a oração. Hoje, a pessoa vai na igreja porque
quer. É tão agradável entrar numa igreja aonde se pode
sentir a paz, a tranqüilidade, a harmonia e a santidade. O templo é
sagrado por natureza. É tão bom ouvir um microfone bem regulado,
ver uma decoração bem criativa, tudo limpinho a agradável.
E sobretudo sentir a presença de Deus neste ambiente que é a Casa
do Senhor.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 11 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: A visita ao Doente
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Nestes dias que antecedem a Semana Santa, é costume que o padre vá
na casa de cada doente da sua paróquia. A Pastoral dos Doentes é
de grande importância. Se na Igreja ou no salão paroquial, os fiéis
são tratados de uma forma coletiva, o doente é tratado de uma
forma individual.
Numa paróquia bem organizada pastoralmente, há vários grupos
de pessoas que visitam os doentes durante o ano todo. A visita ao doente pode
ser feita pelo Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística,
levando justamente a Eucaristia para o Doente. E também há grupos
de pastoral que visitam os doentes, por exemplo, a Legião de Maria, o
Apostolado da Oração, os Vicentinos, os carismáticos. E,
citamos que existe a Pastoral dos Doentes, bem como a Pastoral da Saúde
e a Pastoral Hospitalar.
Jesus Cristo curou cegos, curou surdos, curou mudos, paralíticos, leprosos...
É claro que nem o padre e nem o agente de pastoral possui o poder de
fazer milagres, querendo curar um doente. Mas, a visita ao doente tem o significado
que o próprio Jesus Cristo indicou, ao dizer: "Estive Doente e me
visitastes".
O doente pode ter uma doença temporária, como é o caso
de uma cirurgia ou uma fratura. O doente também pode ter uma doença
permanente, como é o caso de um derrame cerebral ou a incapacidade de
caminhar. Também há as deficiências físicas e mentais.
A doença não tem uma explicação lógica, mas
sabe-se que sofrer, de certa forma faz bem para a pessoa, se ela souber aceitar
a doença.
Uma visita do padre à casa do doente tem que ser marcada com antecedência.
O doente tem que saber que o padre lhe dará a bênção
dos doentes, ungindo-o com o Óleo dos Enfermos. Nunca se deve obrigar
o doente a se confessar; mas, se ele pedir o Sacramento da Confissão,
o padre saberá atendê-lo. A família do doente deve estar
junto do doente na hora que o padre reza e deve rezar junto. A família
também deve cuidar que no quarto do doente acamado haja um bonito quadro
de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e de algum santo; não é bom
colocar quadros tristes. Se o doente gosta de ver a missa na televisão
ou escutar pelo rádio, a família cuide disso também.
De certa forma, a família que cuida de um doente é uma família
mais unida e no lar dessa família se respira um clima de santidade, calma
e paz. A Igreja sempre cuidou da visita ao doente na sua própria casa.
É um grande gesto de caridade. Visitar o doente faz bem para o doente
e faz bem para o padre. Que nesta Semana Santa, os doentes sejam visitados e
que Jesus Cristo os abençoe e santifique.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 8 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Shopping Center
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O lugar social da praça que ficava na frente da igreja matriz, mudou-se
para o Shopping Center. Vamos explicar isso!
Até uns 50 anos atrás, à frente da igreja matriz, havia
uma praça. Na praça, havia bancos, onde se sentavam os namorados
e os compadres. Havia carrinhos com venda de pipoca e picolé. Havia espaço
para armar um palanque para o comício político ou para a bandinha
da prefeitura. Havia espaço para armar as barracas da quermesse da paróquia.
Ao redor da praça, havia a padaria, o armazém, o banco, o dentista,
o alfaiate, o sapateiro e o barbeiro. A praça era o centro econômico,
social, cultural e religioso.
Os tempos mudaram! Hoje, ao lado do cruzamento de duas avenidas expressas, na
periferia da cidade, foi construído um Shopping Center, que significa,
uma Central de Mercado. O padeiro mudou-se para o shopping e trocou de nome;
agora ele é o confeiteiro. O barbeiro alugou uma sala comercial e chamou-a
de salão-de-beleza. O dentista montou uma clínica. O fritador
de pastel instalou um fast food na praça da alimentação.
O banco colocou o caixa eletrônico. O palanque da praça transformou-se
em sala-de-cinema. O alfaiate e o sapateiro tentaram se instalar no shopping,
mas, faliram, porque é mais barato comprar um sapato novo do que consertar
o sapato velho. É mais barato comprar uma calça nova do que costurar
a calça velha.
Do ponto de vista cultural, o espaço social migrou da praça para
o Shopping Center, em especial para os jovens. As pessoas vão ao shopping
para comprar comida e roupa, para paquerar, para encontrar amigos, para se fotografar
e para fazer festinha de aniversário. A arquitetura e a decoração
do Shopping Center obedecem a mais calculada disciplina ambiental, sugerindo
o belo, o bom, o arejado, o cuidado, o limpo, o organizado, o seguro e o confortável.
O estacionamento dos automóveis é grande e prático.
Porém, uma constatação que intriga: a Igreja não
migrou da praça para o Shopping Center. Os produtos de mercado e os serviços
migraram da praça para o Shopping Center. Mas, a Igreja não migrou
para o Shopping Center. Em alguns Shoppings até há uma capela
ecumênica; mas, não há nenhum padre para atender o povo.
As pouquíssimas capelas instaladas em alguns Shoppings Centers, como
em Belo Horizonte e Brasília, são absolutamente insignificantes.
Por razões de conforto e segurança, o povo vai ao Shopping Center.
Mas, até quando será que o povo irá na velha praça
para entrar na Igreja matriz?
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 4 Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Reforma Universitária
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Março, fim das férias e fim do carnaval. Os trabalhadores e os
estudantes estão entrando no ritmo das atividades diárias.
Na rede de ensino, repete-se um problema antigo: estudar na escola pública
ou estudar na escola particular. Na escola pública, aquela mantida pela
prefeitura municipal ou pelo governo estadual, sempre faltam vagas para os alunos,
e se diz que, o nível de ensino é mais fraco. Aí, os pais
têm que matricular as crianças numa escola particular, arcando
com mensalidades bem pesadas. E sempre ficam sobrando crianças sem estudar,
os futuros analfabetos. Isso sem esquecer as crianças que abandonam a
escola depois de dois ou três anos de aula.
Terminada a 8ª série do ensino fundamental, um novo dilema perante
o ensino médio: escola pública ou escola particular? As escolas
de ensino médio e os cursos técnicos profissionalizantes mantidos
pelo governo, são insuficientes para o número de alunos que querem
estudar. A família tem que continuar a pagar as mensalidades na escola
particular.
Finalmente, o sonho da faculdade! Para enfrentar o vestibular, o aluno de família
rica faz o cursinho pré-vestibular. O aluno pobre não tem condições
de pagar o cursinho. Sai a lista dos aprovados no vestibular. Os ricos, que
estudaram em boas escolas particulares e fizeram um bom cursinho pré-vestibular,
estão aprovados para estudarem na universidade federal, onde não
pagarão mensalidades e, privilegiados, estudarão pela manhã
porque não precisam trabalhar.
O universitário pobre terá que trabalhar durante o dia, estudará
à noite e terá de pagar duras mensalidades na universidade particular.
Em Brasília, não decola a reforma universitária. A razão
é muito simples: os nossos representantes políticos teriam de
pagar a faculdade dos próprios filhos. O governo, além de não
oferecer ensino gratuito de qualidade, ainda se intromete na administração
da escola particular e dela tira pesados impostos. Pura demagogia!
A injustiça começa no ensino fundamental, se prolonga no ensino
médio e chega ao auge no ensino superior. A injustiça do sistema
universitário brasileiro é que, os ricos estudam de graça
e os pobres têm que pagar para estudar.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 1º Março 2005 - 00:12 horas
Tema: Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Quem deve governar o povo e tratar das coisas públicas? Os mais sábios?
Os mais ricos? Os mais prudentes? Os mais honestos? Os mais capazes de administrar?
Responder a essa pergunta sempre foi motivo de discussões filosóficas
ao longo da história. Nas democracias modernas governam aqueles que recebem
mais votos dos eleitores. Às vezes, são eleitos os honestos e
competentes; em outras vezes, são eleitos os safados e incompetentes.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil inaugurou, em Brasília,
no último dia 21 de fevereiro, o Centro de Fé e Política
Dom Hélder Câmara. O objetivo do Centro é formar políticos
para atuarem na sociedade, em todos os níveis, à luz dos princípios
da Doutrina Social da Igreja.
O mundo da política é extremamente complexo e desafiador. Não
raro é cheio de contradições e até de escândalos.
Muitos eleitores não acreditam nos políticos. No entanto, fazer
política é preciso. A Igreja está convencida que, respeitados
os princípios democráticos, deveriam governar aqueles que desejam
honestamente promover o bem comum.
Já existem algumas escolas de política. Podemos citar a Fundação
Ulisses Guimarães do PMDB e o Instituto Teotônio Vilela do PSDB.
Essas escolas preparam o candidato a ser um bom político.
Entendemos que o candidato a cargos públicos precisa entender de assuntos
como: economia, administração, liderança, mercado, indústria,
comércio, agricultura, saúde, educação, cidadania,
direitos humanos e, sobretudo, conduta ética. Tal qual um motorista que
precisa freqüentar o curso para condutores de veículos, nossos vereadores,
prefeitos, deputados e senadores também precisam freqüentar cursos.
Cada cargo político está ligado a direitos e deveres que a maioria
dos que são eleitos desconhece.
Antigamente, na escola primária havia a educação moral
e cívica; depois, foi banida. Nas universidades, havia o Estudo dos Problemas
Brasileiros, que hoje não há mais. Em todo caso, é necessário
que todo cidadão seja instruído acerca da sua cidadania. E o candidato
a cargos políticos tem que saber para o quê que ele foi eleito.
Através do Centro de Fé e Política Dom Hélder, a
CNBB deseja dar a sua contribuição para despertar e formar bons
políticos para o Brasil.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 25 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Aumento de salário dos deputados
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Com a eleição do deputado Severino Cavalcanti do PP do Pernambuco
para presidir a Câmara dos Deputados, em Brasília, de imediato
veio à tona o aumento do salário dos 513 deputados federais e
dos 81 senadores. Dizem eles que vão cumprir um artigo da Constituição
Federal de 1988 que permite equiparar o salário dos deputados e senadores
ao salário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Com esse sofisma,
dizem que o aumento do salário será legal, pois amparado pela
Constituição. Fisiologismo e maracutaias! Ainda que legal, o aumento
do salário será imoral.
Vejamos: quem redigiu a Constituição em legislaturas anteriores
foram os deputados e senadores. Alguns deles, eternos barganhadores de votos,
que redigiram a Constituição, ainda estão no poder. Legislaram
em causa própria.
O salário dos deputados passaria então de 12 mil e 847 Reais para
21 mil e 500 Reais, e mais as verbas de gabinete. Automaticamente, virá
o aumento do salário dos deputados estaduais, dos governadores, dos prefeitos
e dos vereadores. Isso significa para o povo: rodovias cada vez mais sucateadas,
falta de remédios nos postos de saúde, falta de vagas nas escolas,
aumento dos impostos e, sobretudo, salário mínimo do trabalhador
cada vez mais minguado. Os aposentados, destinados para a sepultura.
E está difícil de abrir a caixa-preta do Judiciário. A
imoralidade começa com os Ministros do Supremo Tribunal Federal, que
legislando em causa, elevaram o próprio salário a este exagerado
patamar de 21 mil e 500 Reais. O próprio Presidente da República
ganha bem menos que os Ministros, ou seja, o presidente ganha 8 mil e 800 Reais.
Se o aumento do salário dos deputados e senadores for aprovado, não
é de se espantar se logo mais surgirem greves! Sindicatos, organizações-não-governamentais,
igrejas, estudantes e imprensa se movimentarão contra Brasília.
Não é possível admitir tanta injustiça por parte
dos representantes do povo. Eles, cada vez mais ricos, e o povo cada vez mais
pobre. É hora de as classes refletirem no assunto e partirem para o contra-ataque.
Por vias legais, organizar um plebiscito, ou realizar um grande abaixo-assinado.
E se for o caso, o congresso será fechado a pau e pedra, novas eleições
serão convocadas e os candidatos saberão que o salário
deles será de apenas 10% do salário atual. Mas, vamos devagar
com o andor porque o santo é de barro.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 22 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: casamento de adolescentes
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
O que fazer quando o jovem decide se casar muito jovem? A estatística
mostra que o jovem brasileiro se casa cada vez mais tarde. No entanto, alguns
rapazes e moças, com apenas 18 ou 16 anos surpreendem a própria
família quando comunicam que pretendem se casar o mais breve possível.
O adolescente, rapaz ou menina, se apaixona com tanta intensidade que acredita
não poder mais viver sem o seu parzinho. O adolescente acha que tem certeza
absoluta que encontrou a pessoa da sua vida, com quem pretende se casar, ter
filhos e viver para sempre.
Sabe-se que nesta fase de transição entre o infantil e o adulto,
os sentimentos são confusos, devido à influência da mudança
dos hormônios. Os noivos adolescentes não têm consciência
dos deveres e obrigações de uma vida a dois e, mais do que isso,
lhes falta a estabilidade financeira que pode resultar num casamento desastroso.
É difícil fazer um jovem entender que tem se esperar pelo momento
certo, emocionalmente maduro e mais estruturado.
Cabe aos pais mostrar aos jovens apaixonados, as vantagens de postergar o casamento.
Sugerir que primeiro terminem os estudos, conquistem um emprego e uma casa para
morar. Lembrá-los que a vida a dois nem sempre é um mar de rosas
porque as dificuldades aparecem quando menos se espera.
Os adolescentes noivos devem ter a reposta para as seguintes perguntas: no seu
entender, o que é o casamento? Por que você acha que o seu namorado
ou namorada é a pessoa certa? Como vocês vão dividir as
tarefas domésticas? Como vão dividir as contas? Como vão
conciliar as amizades que não são comuns? Como farão as
visitas aos familiares? Como fica a prática da religião?
Atualmente, a independência econômica alcança-se cada vez
mais tarde. Por essa razão, muitos jovens optam por se casar mais tarde.
Eles não têm pressa de sair da casa dos pais, porque ali eles encontram
liberdade, amparo financeiro e certas regalias que não teriam junto ao
cônjuge e junto aos filhos pequenos. A maioria dos jovens está
optando por assumir o casamento por volta dos 28 anos. Já maduros, estáveis
profissional e financeiramente, esses jovens sabem que a vida a dois é
feita de altos e baixos.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 18 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Desonestidade
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Vamos refletir sobre a desonestidade. Quero me referir àqueles atos de
desonestidade que a pessoa pratica sem ser vista por ninguém.
É desonesto aquele que encontra uma carteira com dinheiro e documentos
e não devolve o dinheiro. É desonesto aquele que pega a aposentadoria
de pessoas já falecidas. É desonesto aquele que furta pequenos
utensílios nos restaurantes. Desonesto aquele que suja os banheiros públicos
de escola e igreja, mas na sua própria casa zela pelo banheiro limpinho.
Deixa a torneira aberta e a luz acesa.
O desonesto empresta a caneta e não devolve; empresta livros, CDs e ferramentas
e faz de conta que esqueceu de devolver. O desonesto não paga as mensalidades
na escola. O desonesto não fecha portas e porteiras que devem ser abertas
e imediatamente fechadas. O desonesto não devolve o troco que recebeu
a mais por engano. Usa o telefone público sem inserir o cartão.
Sai do emprego só para não pagar pensão à ex-mulher.
Político desonesto muda de partido. Prefeito desonesto usa o caixa-dois
e pratica o superfaturamento; recebe e oferece propina.
Comerciante desonesto rouba na balança. Aluno desonesto copia o trabalho
de aula e diz que foi ele mesmo que redigiu. Operário desonesto falta
ao trabalho e leva um falso atestado médico. Gerente desonesto sonega
imposto. Simula um furto de veículo para receber o valor do seguro. É
desonesto aquele que inventa histórias para não cumprir suas obrigações.
Ser honesto, antes de tudo, requer sinceridade e autenticidade consigo próprio.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 15 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Tsunami
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
No último dia 26 de dezembro, a onda gigante denominada "Tsunami"
matou mais ou menos 200 mil pessoas na Ásia. A onda lavou e levou praias,
jardins, ruas, abrigos e habitações. Lavou e levou belezas naturais,
propriedades, sonhos, projetos, presunções, egoísmos, virtudes
e vícios dos humanos.
A onda gigante lavou, levou e enterrou muitas vidas. Obrigou os homens a abrirem
grandes valas para enterrarem os corpos. Motivou muitos países a abrirem
caminhos de solidariedade para irem ao encontro dos sobreviventes.
Hoje, quase dois meses depois da Tsunami, resta o sofrimento de milhões
de pessoas que choram seus mortos e que perderam tudo. Por outro lado, há
milhares de voluntários que buscam amenizar a dor e devolver dignidade.
Desponta e floresce a fina flor da CARIDADE. Situações caóticas
sempre abrem espaço para questionamentos e aprendizados.
Podemos perceber que em meio a tanta tragédia, existe a ajuda humanitária.
A VIDA é um presente de Deus, mas, o que estamos fazendo dela? O PLANETA
é nossa casa, como cuidamos dele?
Que nas fendas abertas pela tragédia, no solo de tantas vidas e nações,
consigamos plantar sementes de misericórdia, ajuda e esperança.
Que esta dor aproxime corações mentes, mãos e sentimentos
e mova o mundo a ações de solidariedade e de paz.
Que a água, fonte de pureza e de vida, retorne de mansinho, lave nossas
mágoas, nossos medos, nossa dor, nossas dúvidas e deixe espaço
para o beijo do sol que vem reacender nossa fé e brindar-nos com o arco-íris
de esperança!
Que nosso PENSAR, ORAR e AGIR atenue, silencie e harmonize, pelo menos em parte,
as NOTAS TRÁGICAS na SINFONIA da VIDA! Campanha da Fraternidade, Solidariedade
e paz. Felizes os que promovem a paz.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 11 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Campanha da Fraternidade
Bom dia, o Senhor nos abençoe!
Em todo o Brasil, em todas as comunidades, a nossa Campanha da Fraternidade!
Não só na igreja católica, mas também nas igrejas
que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. É uma
campanha ecumênica.
Muito bem escolhido o tema da Campanha da Fraternidade de 2005: solidariedade
e paz. O lema diz assim: felizes os que promovem a paz. No cartaz da Campanha,
vemos uma menininha que esticou um bracinho bem para o lado esquerdo e outro
bracinho bem para o lado direito, num gesto de abraçar o mundo. Ainda
no cartaz, o mapa mundi; em cada país, a bandeira branca da paz.
Se diz assim: A porta mais segura é aquela que nunca precisa ser chaveada.
Ainda é possível encontrar localidades onde não precisa
chavear a porta da casa ou do automóvel. Todos nós sonhamos com
um mundo de paz e segurança.
Porém, no Brasil, ano de 2002, houve mais ou menos 40 mil mortes por
arma de fogo! Por isso, prossegue a campanha do desarmamento, pois a estatística
mostra que um revólver não nos protege do assaltante, mas pelo
contrário, o revólver acaba sendo usado para atingir uma pessoa
de nossa família, da nossa vizinhança, ou do nosso relacionamento,
intencionalmente ou por acidente. O revólver é um instrumento
de ataque, não de defesa. Se você possui um revólver na
sua casa, pense bem para o quê ele poderá servir.
A palavra solidariedade significa uma relação de responsabilidade
entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do
grupo se sinta na obrigação moral de apoiar os outros. A palavra
Frater, traduzida do latim para o português, significa, ser irmão.
Os irmãos têm que se amar e não viver em briga. A paz e
a segurança de uma pessoa ou de uma família só é
possível se houver solidariedade e justiça. Quando os ricos exploram
os pobres, então surge a injustiça e a insegurança. A nossa
campanha da fraternidade nos provoca a construirmos uma cultura de solidariedade
e paz.
Nas igrejas se fala da fraternidade. Nas casas, os grupos de reflexão
rezam e refletem sobre a fraternidade. A paz começa na nossa casa, pela
virtude do perdão. Se você tem alguém para lhe perdoar,
ou para lhe pedir perdão, aproveite para fazer as pazes neste tempo de
quaresma e campanha da fraternidade.
Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 7 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Feriado de Carnaval
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
Enfim, o feriado de carnaval! Não é um feriado religioso. Não
é um feriado patriótico. Aliás, o Brasil parou desde a
sexta-feira passada! O Feriado de hoje, carnaval, começou ontem, na segunda-feira.
E vai terminar, amanhã, quarta-feira, a partir do meio dia. Racionalmente,
não é encontrado nenhum motivo para o país parar por cinco
dias.
Talvez, já que na quarta-feira de cinzas não se come carne, hoje,
Terça-feira Gorda, terça-feira de carnaval, come-se muita carne,
por tradição. E nas passarelas de carnaval, nos sambódromos,
nos clubes, e atrás dos trios elétricos, é mostrada muita
carne humana!
Os foliões dançam e pulam ao som dos tambores. Travestidos e travestidas,
assumem personagens diferentes daquele personagem da vida real. E dizem que
não existe pecado abaixo do Equador. Sodomas e Gomorras pagãs
modernas.
Por outro lado, muitos de nossos irmãos estão na Casa de Retiro
Espiritual. Ali se reza, se medita a Palavra de Deus, se canta e até
se dança um carnaval com Jesus. Se tem gente que viajou para ver o carnaval,
também tem gente que viajou para não ver o carnaval. Se tem gente
que ligou a televisão para ver o sambódromo, também tem
gente que desligou a televisão para não ver o sambódromo.
Carnaval é bom? Depende! Carnaval é ruim? Depende! A consciência
moral tem que estar ativada nos 365 dias do ano. Anestesiar a paz da consciência
nos dias de carnaval ou anestesiar a consciência em qualquer outra data,
o pecado é o mesmo. Inclusive, mais uma vez, a polêmica da distribuição
gratuita da camisinha.
Algumas prefeituras municipais não mais financiam o desfile de carnaval.
O Brasil não é mais aquele de antigamente. Embora, por definição,
se diga que o seu imaginário coletivo da população brasileira
é movido a futebol, carnaval e novela, isso já pode ser questionado.
O Eclesiástico do Antigo Testamento escreveu: "Existe tempo para
rir e tempo para chorar". E Jesus disse: "Bem-Aventurados os puros
de coração porque verão a Deus!" Pense nisso, meu
irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 4 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Escola de Samba
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
O que se pode aprender de bom com uma escola de samba? Para pessoas desavisadas,
uma escola de samba que desfila no sambódromo é uma bagunça
generalizada. Na verdade, não é bem assim.
Toda escola de samba está sujeita a normas gerais e a um regulamento
específico. O desfile de carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo
é o maior espetáculo a céu aberto da Terra. Isso implica
num trabalho sincronizado de mais ou menos sete mil pessoas em cada escola de
samba, dentre profissionais e artistas.
O sambódromo do Rio foi inaugurado em 1984. Disparado o cronômetro,
a escola começa a desfilar. Microfones sem-fio, comandados por computador
fazem o som da bateria chegar ao sambódromo todo, na velocidade da luz.
Ali está a porta-bandeira, o mestre-sala e o puxador do samba. O enredo,
isto é, a letra do samba, sempre narra um aspecto da história
e da cultura, revivendo o passado.
Cada arte a seu devido tempo! O gingado dos passistas, samba no pé, não
é qualquer um que consegue imitar. As cores e a coreografia de cada ala
encantam os espectadores e os telespectadores. A transmissão ao vivo
pela televisão utiliza as mais recentes técnicas de áudio
e de vídeo.
Cores, luzes, música, coreografia, fantasias, espetáculo que gera
emoções e alegria! Expressão de um povo. Nenhum sambista
é obrigado a sambar; ele samba porque gosta.
Os jurados vão dar a nota levando em conta a bateria, o samba-enredo,
a harmonia, a evolução, as alegorias e os adereços. Cada
escola tem o tempo de exatos 70 minutos para desfilar. No mínimo 2.600
componentes, no máximo 6.000.
Tem mulher semi-nua no carnaval? Tem, sim. Mas, talvez menos nua do que aquela
mulher que se esbalda na praia com um fio dental e com um band-aid em cada biquinho
do seio e ninguém fiz nada.
Para se conhecer o regulamento de uma escola de samba, basta entrar na internet.
Se o nosso governo, a nossa escola e a nossa Igreja tivessem a disciplina de
uma escola de samba, certamente o mundo seria bem melhor. Pense nisso, meu irmão!
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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Editorial - 1 Fevereiro 2005 - 00:12 horas
Tema: Fórum Social Mundial
Bom Dia, o Senhor nos abençoe!
De 26 a 31 de janeiro, aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o quinto
Fórum Social Mundial. Houve conferências, painéis, oficinas
e mesas de diálogo. Presença de Palestrantes famosos de muitos
países.
O Fórum Social Mundial é um espaço aberto para a articulação
de ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil,
que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.
Se diz que é necessário encontrar alternativas para se construir
uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos
universais.
Jovens, adultos e idosos do mundo pós-moderno dependem do mercado. Mas,
o mercado é cruel. A pessoa que não entra no atual modelo econômico
fica excluída.
Jesus disse: "Não é aquele que diz 'Senhor, Senhor' que entrará
no Reino dos Céus, mas aquele que pratica a Vontade do Pai celestial".
Pois, bem! O Fórum Social Mundial chegou ao seu término! O problema
da fome no mundo, é um problema daqueles que têm o quê comer,
disse o nosso Presidente Lula no primeiro dia do Fórum!
Sabemos que um outro mundo é possível; depende de nós.
Depende de padres, religiosos e catequistas que constroem de verdade o Reino
de Deus.
Dos estadistas e chefes das nações não há muito
a se esperar. Um mundo melhor depende das Organizações não-Governamentais,
conhecidas como ONGs. As boas idéias que surgiram no Fórum de
Porto Alegre, que sejam colocadas em prática!
E para terminar: votos de pronto restabelecimento da saúde do nosso querido
Dom Décio Zandonade, bispo de Colatina-ES, a quem eu tenho a incumbência
de substituir, nestes dias, aqui perante o microfone.
Padre Lourenço Mika de Curitiba, Paraná, para a Rede Milícia
Sat!
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